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Dow Jones hoje e futuros de NY estendem perdas com alta do petróleo após ameaças de Trump

Dow Jones hoje estende perdas da semana passada diante da alta nos contratos futuros do petróleo, que subiram mais de 2% na madrugada desta segunda-feira (23), em meio à escalada das tensões da guerra no Oriente Médio.

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país.

Às 7h40 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para maio subia 0,50% na Nymex, a US$98,70, enquanto o do Brent para junho avançava 2,09% na ICE, a US$ 108,52.

Cenário internacional abala as bolsas de Nova York

Enquanto o petróleo dispara, os índices futuros das bolsas de Nova York operaram em baixa de cerca de 1% na madrugada, estendendo as perdas da semana passada.

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A agenda econômica dos EUA de hoje traz um índice de atividade e dados de investimentos em construção. Às 7h40 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,80%, o S&P 500 recuava 0,91% e o Nasdaq tinha perda de 1,03%.

Treasuries avançam com incertezas econômicas

Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, Treasuries, operam em alta desde a madrugada de hoje, ampliando os ganhos da sessão anterior e permanecendo nos maiores níveis desde o segundo semestre de 2025.

O movimento ocorre em meio às incertezas econômicas relacionadas à guerra, que levaram grandes bancos centrais, incluindo o norte-americano, o Federal Reserve (Fed), a deixar suas taxas de juros inalteradas na semana passada.

Às 7h40 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,999%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,439% e o do T-bond de 30 anos avançava a 4,967%.

Dólar não para de ganhar força

Seguido pela guerra e nova alta do petróleo, o dólar hoje segue subindo ante outras moedas de economias desenvolvidas.

Às 7h40 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,149, a libra recuava a US$ 1,326 e o dólar avançava a 159,58 ienes. Já o índice DXY do dólar — que acompanha as flutuações da moeda norte-americana em relação a outras seis divisas relevantes — tinha alta de 0,47%, a 100,12 pontos.

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Com informações do Broadcast.

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Passagens aéreas vão ficar mais caras em 2026 com a guerra no Irã? Veja se vale antecipar a compra

O conflito no Oriente Médio, que já completa três semanas, abala os preços das passagens aéreas, diante da alta do custo do combustível de aviação. No centro das atenções, está o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

A commodity tem disparado desde o início da guerra. Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para maio chegou ao patamar de US$ 94,74 por barril na sexta-feira (20), atingindo uma valorização de 46,74% apenas em março. Já o Brent para o mesmo mês subiu alcançou o nível de US$ 112,19 por barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), com alta de 53,67% em março.

“Quando o petróleo sobe, o preço do combustível de aviação avança quase que instantaneamente. Além disso, por causa dos conflitos, muitos aviões precisam mudar suas rotas para não passar por regiões perigosas. Isso faz com que a viagem fique mais longa, gastando ainda mais combustível”, explica Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP e especialista em investimentos.

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No território nacional, dados do buscador de voos Viajala registraram aumento de 15%, em média, no preço das passagens aéreas nos últimos 10 dias. A plataforma analisou cerca de 400 mil buscas de voos com origem nos principais aeroportos brasileiros entre 18 de fevereiro e 15 de março, com o objetivo de comparar as variações no preço médio antes e depois do início do conflito.

Entre 5 e 15 de março, as viagens de ida e volta para São Paulo passaram a apresentar preço médio de R$ 1.338, um aumento de 36% em relação ao intervalo de 18 de 28 de fevereiro (antes do conflito). Já as viagens de ida e volta para Recife estavam custando, em média, R$ 1.497, 22% a mais do que antes da guerra.

Os demais destinos mais buscados tiveram comportamento semelhante.

  • Rio de Janeiro (RJ): preço médio de R$ 1.232 na viagem de ida e volta, 11% mais alto que nos 10 dias anteriores à guerra;
  • Fortaleza (CE): preço médio de R$ 1.710 na viagem de ida e volta, 14% mais alto que nos 10 dias anteriores à guerra;
  • Salvador (BA): preço médio de R$ 1.338 na viagem de ida e volta, 14% mais alto que nos 10 dias anteriores à guerra.

Segundo Felipe Alarcón, diretor comercial do Viajala, o recente encarecimento das passagens demonstra um impacto claro do conflito. “Se você tem uma viagem planejada para os próximos meses, a recomendação é de pesquisar e comprar o quanto antes”, alerta.

Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar, dá a mesma orientação, especialmente porque ainda não há um cenário claro de quando o conflito pode terminar. “Existe uma outra questão: quanto mais se aproxima a data do voo, maior é a demanda e, consequentemente, o preço. Então, trabalhar com antecedência é a chave para gastar menos com passagem aérea.”

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No Brasil, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro já havia mostrado um crescimento de 11,4% no preço das passagens em relação a janeiro. Nos últimos 12 meses, o item acumula valorização de 24,61%.

Na próxima semana, com a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) de março na quinta-feira (26), será possível mapear melhor os efeitos do conflito sobre os preços das passagens aéreas.

Como comprar passagens mais baratas?

Patzlaff, planejador financeiro, avalia que, mesmo um cenário de guerra, há estratégias para comprar passagens mais baratas. Um caminho é buscar horários alternativos, como voos de madrugada, que costumam ser mais baratos. Em alguns casos, voar para um aeroporto próximo e terminar o trajeto de ônibus ou de carro alugado também pode compensar financeiramente.

Na hora de comparar preços, ferramentas de monitoramento de voos ajudam, como Skyscanner e Kayak. O próprio Google oferece uma função desse tipo – o Google Flights –, que conta com opção de rastreamento de valores e envio de alertas por e-mail. Na plataforma, o usuário também consegue agora realizar buscas com ajuda de uma inteligência artificial (IA).

Patzlaff recomenda cuidado com taxas extras, cobradas para escolher um assento no avião ou para levar malas maiores, por exemplo. “Sempre calcule o preço final com tudo o que você vai precisar”, orienta.

Milhas podem ser aliadas

Wanderley Gonçalves, planejador financeiro CFP e MBA em Finanças pela B7 Business School, explica que emitir passagens usando milhas representa uma estratégia para economizar em viagens, especialmente em destinos internacionais e em períodos de alta demanda. “Hoje existem diversos cartões de crédito que oferecem boa pontuação, benefícios extras e pontos que não expiram. Concentrar gastos na função crédito ajuda a acumular pontos mais rapidamente”, destaca.

Além disso, ele lembra que as companhias aéreas realizam campanhas de transferência bonificada, em que os clientes enviam os pontos do cartão para o programa da companhia e recebem bônus que podem variar entre 20% e 150%. Há ainda promoções de compra de milhas, que permitem completar o saldo necessário para emitir a passagem desejada.

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Na hora de comprar as passagens aéreas, também vale monitorar os preços ofertados por empresas de viagens. A Decolar, por exemplo, está com uma oferta até o dia 22 de março para pacotes, hotéis e passagens com parcelamento em até 12 vezes sem juros. Na promoção, os consumidores encontram opções nacionais e internacionais com descontos de até 50%, por meio dos canais de venda da empresa.

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