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Bradesco eleva projeção para IPCA 2026 por “impactos da guerra”

O Bradesco elevou a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2026, de 4,3% para 4,7%, atualizando os impactos do conflito no Irã. Ainda que o cenário base continue sendo o de que a guerra terminará neste segundo trimestre de 2026, algo que já era esperado desde o início da crise geopolítica, o banco enfatiza que houve aprendizados em duas frentes: “um repasse maior do que esperado nos preços de combustíveis e uma apreciação mais forte da moeda brasileira”.

Em relatório, o Bradesco cita que o Brasil voltou ao radar dos investidores, beneficiando o real, e a estimativa é de que o câmbio flutue em torno de R$ 5,00 por dólar até o próximo ano, sob a hipótese de não fortalecimento da moeda americana globalmente.

A tese de que o dólar não deve se fortalecer se respalda nas políticas econômicas dos EUA, com “expansão fiscal, agenda tarifária e algum enfraquecimento institucional”, afirma o time de economia do Bradesco.

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Além disso, o banco nota que os indicadores de atividade do Brasil seguem compatíveis com uma aceleração do Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre. “O avanço da atividade nos primeiros três meses será liderado pelos setores menos sensíveis ao ciclo econômico”, a exemplo do que ocorreu em 2025.

Com a incerteza em relação à extensão e aos impactos do conflito, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) tende a manter a estratégia de cortar a taxa Selic (taxa básica de juros) em passos de 0,25 ponto porcentual. Contudo, se “os impactos sobre os preços domésticos se mostrarem circunscritos aos efeitos de primeira ordem, o BC poderá acelerar o ritmo de cortes”, diz o Bradesco, estimando a Selic em 12,75% no fim de 2026.

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Bolsas da Europa fecham em alta com alívio do petróleo e decisões de juros no radar

As bolsas da Europa fecharam em alta nesta quinta-feira (30), à medida que os investidores ponderam as decisões de manutenção dos juros pelo Banco da Inglaterra (BoE) e pelo Banco Central Europeu (BCE) em meio ao ambiente de incertezas decorrente do conflito no Oriente Médio e dos preços elevados de energia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 1,62%, a 10.378,82 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 1,33%, a 24.272,32 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,53%, a 8.114,84 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,94%, a 48.246,12 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,62%, a 17.752,00 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 1,47%, a 9.344,96 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente do BoE, Andrew Bailey, indicou que a resposta de política monetária ao choque de energia pode vir mais pela manutenção de juros elevados do que por novas altas imediatas, mas alertou que a política não evita o impacto do choque de energia.

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Já a presidente do BCE, Christine Lagarde, se recusou a cravar a trajetória dos juros pela instituição, mas ressaltou que a guerra iniciada pelos EUA e Israel contra o Irã – que mantém os custos de energia em alta – tornam os riscos para perspectiva de inflação inclinados para cima, enquanto os de crescimento ficam para baixo. “Não vou indicar se estamos mais próximos de algum cenário específico”, disse.

Além da macroeconomia, a alta nos preços de energia tem sido foco no setor corporativo. Em balanço, a Air France-KLM projetou um avanço nos gastos com energia e reduziu as previsões de capacidade para este ano. A ação fechou em alta de 3,6%.

Também em repercussão aos desempenhos trimestrais, a Stellantis tombou 6,33% a Magnum Ice Cream Company disparou 11% e os bancos BNP Paribas e Société Générale fecharam em alta de cerca de 1% e 3%, respectivamente. Hoje, investidores foram às compras nas praças europeias com o alívio dos preços do petróleo, que oscilam entre altas e baixas.

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Bitcoin cai à espera de novos desdobramentos em conflito no Oriente Médio

O bitcoin opera em queda nesta terça-feira (7), com o mercado relutante em assumir grandes riscos à espera de novos desdobramentos na guerra no Oriente Médio, conforme se aproxima o fim do prazo por um acordo de cessar-fogo e reabertura do Estreito de Ormuz (por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial).

Por volta das 17h30 (em Brasília), o bitcoin perdia 0,85%, a US$ 69.364,14 e o ethereum recuava 1,72%, a US$ 2.115,78, de acordo com a plataforma Binance.

A tendência de queda das criptomoedas reflete uma cautela observada também em mercados tradicionais, como o acionário, em meio a uma possível escalada no conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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A mídia estadunidense afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou ataques ao país persa caso o prazo final até às 21 horas (de Brasília) de hoje não seja cumprido. A proximidade mantém os investidores “nervosos” e procurando reduzir os riscos, segundo economistas do banco Jefferies.

Sem conseguir segurar o nível de US$ 70.000, atingido na véspera e o maior valor em quase duas semanas, o bitcoin apresentou nova flutuação em sua tentativa de estabelecer recuperação sustentada dos preços, mesmo padrão observado nos últimos dois meses, segundo analistas do FxPro. A movimentação é um “lembrete” da volatilidade atual e de como é “difícil mudar o sentimento” do mercado, ainda segundo a corretora.

No noticiário, a Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC) está estabelecendo guias de como bancos e suas fintechs subsidiárias podem utilizar stablecoins como moedas digitais aceitas no sistema financeiro mais amplo, de acordo com a Bloomberg.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Ouro fecha mais um dia em queda em meio a conflito no Oriente Médio e posições de BCs

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas após encerrar a última sessão em baixa de quase 4%, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais BCs do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy. Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.

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O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico hoje, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral.

“O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, pondera.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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Bolsas da Europa fecham sem direção única com ponderações sobre desfecho diplomático e pacífico para a guerra

As Bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta terça-feira (24), à medida que os investidores ponderam os desdobramentos e a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades no Oriente Médio, sinalizado ontem pelo presidente Donald Trump. Teerã, que nega qualquer contato com Washington, renovou os ataques contra Israel e outros países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Kuwait, Arábia Saudita e Bahrein.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,60%, a 9.953,50 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,06%, a 22.639,89 pontos. Em Paris, o CAC 40 ganhou 0,23%, a 7.743,92 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,42%, a 43.369,53 pontos. Em Madri, o Ibex 35 computou alta de 0,13%, a 16.910,50 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 1,18%, a 8.881,98 pontos. As cotações são preliminares.

As Forças Armadas iranianas informaram que o país persa lutará “até a vitória completa”, prolongando o ambiente de incerteza geopolítica um dia após as sinalizações otimistas de Trump para encerrar a guerra. Analistas do Swissquote Bank mencionam que os comentários do mandatário americano não foram capazes de acalmar os mercados por um período prolongado, dada a continuidade de ofensivas do lado iraniano.

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A ministra das Finanças do Reino Unido, Rachel Reeves, ressaltou os riscos de um conflito prolongado, mas prometeu diálogo com bancos e supermercados para atenuar os possíveis impactos da guerra para os clientes. No mesmo sentido, o economista-chefe do Banco da Inglaterra (BoE), Huw Pill, afirmou que o BC britânico está pronto para responder às possíveis pressões inflacionárias, caso seja necessário, para garantir estabilidade.

Para a Capital Economics, o conflito no Oriente Médio já está contribuindo significativamente para o aumento da inflação e a redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) na zona do euro e no Reino Unido, diante das leituras preliminares de março dos Índices de Gerentes de Compras (PMIs) da região.

Dentre os destaques no mercado acionário, a construtora Bellway tombou 14,83%, após fazer um alerta para a “volatilidade” no mercado de hipotecas causada pela pressão inflacionária dos custos, enquanto a Puig saltou 13,29%, diante da possibilidade de fusão com o conglomerado de cosméticos Estée Lauder.

Na divisão de setores do Stoxx 600, energia tinha alta de 2,2%, enquanto defesa perdia 2%.

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