Visualização de leitura

Alívio externo e queda dos juros impulsionam Ibovespa; bancos e metais lideram ganhos

No exterior, os mercados operam em tom mais construtivo nesta quinta-feira (30), favorecidos pela acomodação dos preços do petróleo, que recuam ao redor de 3%, após a recente escalada e pela ausência de novos catalisadores que elevem as tensões geopolíticas.

A agenda macroeconômica americana também esteve no radar: o índice de preços ao consumidor (PCE) de março mostrou aceleração da inflação cheia, puxada por combustíveis, enquanto o núcleo perdeu fôlego na margem, permanecendo dentro do esperado.

Já o PIB dos EUA cresceu a uma taxa anualizada de 2% no primeiro trimestre, abaixo das projeções, mas sinalizando uma economia ainda resiliente, sustentada por investimentos e consumo de serviços.

Publicidade

Esse conjunto de fatores contribui para um ambiente de juros estáveis no curto prazo e limita movimentos mais bruscos nos Treasuries, títulos do Tesouro americano, e no dólar, permitindo avanço das bolsas globais.

No Brasil, o ambiente externo mais benigno se soma ao recuo das taxas de juros futuros, mesmo após o tom mais cauteloso adotado pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A leitura de que o ciclo de flexibilização monetária segue aberto — ainda que dependente da evolução do cenário internacional — sustenta o desempenho dos ativos locais.

Por volta das 15h, o Ibovespa avançava 1,39%, aos 187.318 pontos, impulsionado por ações de bancos e empresas ligadas a commodities metálicas. No câmbio, o dólar operava praticamente estável frente ao real (-0,02%), cotado a R$ 4,98, refletindo forças técnicas associadas à Ptax e o suporte do diferencial de juros doméstico.

Entre as ações que compõem o Ibovespa, o movimento positivo é majoritário, com destaque para o setor financeiro, beneficiado tanto pelo ajuste de carteiras de fim de mês quanto pelo alívio observado nos juros futuros. Na ponta oposta, a Suzano (SUZB3) registra desempenho inferior após a divulgação de um resultado trimestral mais fraco, pressionado pelo desempenho da celulose.

Publicidade

Já empresas de mineração e siderurgia ensaiam recuperação após as perdas recentes, acompanhando a melhora dos preços internacionais. Movimentos pontuais em petroquímicas e companhias industriais refletem fatores corporativos específicos e revisões de expectativas sobre gestão e resultados.

  •  

Dow Jones hoje e futuros de NY estendem perdas com alta do petróleo após ameaças de Trump

Dow Jones hoje estende perdas da semana passada diante da alta nos contratos futuros do petróleo, que subiram mais de 2% na madrugada desta segunda-feira (23), em meio à escalada das tensões da guerra no Oriente Médio.

No fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, deu ao Irã um ultimato de 48 horas para reabrir o Estreito de Ormuz, sob ameaça de ataques à infraestrutura de energia do país.

Às 7h40 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para maio subia 0,50% na Nymex, a US$98,70, enquanto o do Brent para junho avançava 2,09% na ICE, a US$ 108,52.

Cenário internacional abala as bolsas de Nova York

Enquanto o petróleo dispara, os índices futuros das bolsas de Nova York operaram em baixa de cerca de 1% na madrugada, estendendo as perdas da semana passada.

Publicidade

A agenda econômica dos EUA de hoje traz um índice de atividade e dados de investimentos em construção. Às 7h40 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 0,80%, o S&P 500 recuava 0,91% e o Nasdaq tinha perda de 1,03%.

Treasuries avançam com incertezas econômicas

Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, Treasuries, operam em alta desde a madrugada de hoje, ampliando os ganhos da sessão anterior e permanecendo nos maiores níveis desde o segundo semestre de 2025.

O movimento ocorre em meio às incertezas econômicas relacionadas à guerra, que levaram grandes bancos centrais, incluindo o norte-americano, o Federal Reserve (Fed), a deixar suas taxas de juros inalteradas na semana passada.

Às 7h40 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,999%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,439% e o do T-bond de 30 anos avançava a 4,967%.

Dólar não para de ganhar força

Seguido pela guerra e nova alta do petróleo, o dólar hoje segue subindo ante outras moedas de economias desenvolvidas.

Às 7h40 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,149, a libra recuava a US$ 1,326 e o dólar avançava a 159,58 ienes. Já o índice DXY do dólar — que acompanha as flutuações da moeda norte-americana em relação a outras seis divisas relevantes — tinha alta de 0,47%, a 100,12 pontos.

Publicidade

Com informações do Broadcast.

  •