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Mercados internacionais fecham com desempenho misto, com investidores reagindo a aversão ao risco

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Nos mercados internacionais, o pregão foi marcado por um viés defensivo, com investidores reduzindo a exposição a ativos de risco diante do aumento das tensões geopolíticas e da ausência de sinais claros de descompressão no curto prazo. O petróleo teve uma sessão volátil, reforçando preocupações inflacionárias no radar e sustentando os rendimentos dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano) durante quase todo o dia.

Esse cenário se inverteu no final da sessão, após pedidos do Paquistão para que os EUA estendessem o prazo de negociações com o Irã, enquanto o país solicitou também que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz (caminho por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial) como gesto de boa-fé. Sem a divulgação de indicadores relevantes, o noticiário externo seguiu como principal direcionador dos preços.

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As bolsas de Nova York zeraram as perdas e encerraram próximas da estabilidade, e as da Europa terminaram a sessão em queda, refletindo a busca por proteção, enquanto o dólar manteve viés de apreciação frente a moedas emergentes.

No Brasil, o mercado doméstico acompanhou o humor negativo do exterior durante quase toda a sessão; porém, nos últimos minutos, zerou as perdas com o pedido de extensão de prazo para as negociações feito pelo Paquistão aos EUA. O Ibovespa encerrou próximo da estabilidade, avançando 0,05%, aos 188.258 pontos, com giro financeiro de R$ 26,3 bilhões, após renovar mínimas ao longo do dia.

As curvas de juros também reduziram as perdas encerrando próximo a estabilidade, enquanto o dólar avançou 0,17% frente ao real, encerrando cotado a R$ 5,15.

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Ouro fecha mais um dia em queda em meio a conflito no Oriente Médio e posições de BCs

O contrato futuro do ouro fechou queda nesta terça-feira (24), estendendo perdas após encerrar a última sessão em baixa de quase 4%, à medida que os investidores monitoram desdobramentos do conflito no Oriente Médio, bem como a veracidade do diálogo entre os EUA e o Irã para encerrar as hostilidades.

O mercado também acompanha a compra do metal precioso por bancos centrais e sinalizações sobre a trajetória de juros dos principais BCs do mundo.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para abril encerrou em queda de 0,12%, a US$ 4.402,00 por onça-troy. Já a prata para maio teve alta de 0,31%, a US$ 69,569 por onça-troy.

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O Irã lançou novas séries de mísseis contra Israel e países árabes do Golfo Pérsico hoje, um dia após o presidente dos EUA, Donald Trump, dizer que as partes estavam envolvidas em um diálogo que poderia encerrar as tensões no Oriente Médio.

Diante do ambiente de elevada incerteza e dos riscos geopolíticos, o chefe global de bancos centrais do Conselho Mundial do Ouro (WGC), Shaokai Fan, afirmou que o papel do ouro como proteção deve incentivar os bancos centrais que estiveram ausentes do mercado a comprar o metal precioso este ano.

Ainda no noticiário do metal precioso, fontes disseram à Bloomberg que o banco central da Turquia prepara um conjunto de ferramentas para defender a lira da volatilidade cambial decorrente a guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que inclui a possibilidade de utilizar suas vastas reservas de ouro.

Para o Saxo Bank, o impasse geopolítico segue desencadeando um amplo choque macroeconômico nos mercados globais, forçando os investidores a reavaliar simultaneamente a inflação, as taxas de juros, o crescimento e as condições de liquidez, o que tem pressionado o ouro, no geral.

“O ouro está sendo vendido porque continua sendo um dos poucos ativos líquidos que ainda apresentam ganhos no último ano”, pondera.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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