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“Você é adulta”: climão marca entrevista de Gabriela e Regina Duarte

Regina Duarte
As atrizes Regina Duarte e Gabriela Duarte. Foto: Reprodução

A volta de Regina e Gabriela Duarte aos palcos produziu um climão fora de cena. Depois de tentar conter a mãe durante uma entrevista, Gabriela disparou: “Para de querer responder!” e concluiu: “Você é adulta.”

O encontro ocorreu no Teatro BDO Jaraguá, em São Paulo, durante a divulgação de “A Filha da…”, primeira peça das duas juntas em duas décadas. Segundo a Folha de S.Paulo, a conversa começou tranquila, mas ficou progressivamente tensa quando o entrevistador abordou a passagem de Regina pelo governo de Jair Bolsonaro. Um integrante da equipe chegou a pedir que a gravação fosse encerrada.

O atrito apareceu logo na pergunta sobre um possível custo pessoal da entrada de Regina na vida pública. Enquanto a atriz insistia em responder, Gabriela tentava interrompê-la e defendia que a conversa voltasse ao espetáculo. “Não, mãe”, repetiu a filha. Regina, porém, afirmou que não sofrera custo algum e decretou: “Morreu esse assunto.”

A temperatura aumentou quando o jornalista perguntou se Regina mantinha por Flávio Bolsonaro a admiração que já manifestara pelo ex-presidente. Antes que ela respondesse, Gabriela interveio: “Você não vai responder isso.” Regina recusou-se a revelar seu voto, mas continuou discutindo a pergunta enquanto a filha tentava encerrar o tema.

Regina Duarte e a filha, a também atriz Gabriela Duarte, estão sobre o palco numa atmosfera de tensão. Os nervos parecem à flor da pele. O mal-estar, porém, nada tem a ver com “A Filha da…”, que estreia na capital paulista na próxima quinta-feira (27) e marca a primeira vez em… pic.twitter.com/nVucoYDVI4

— Folha de S.Paulo (@folha) August 21, 2026

O ponto mais tenso veio quando Regina foi questionada sobre a possibilidade de aceitar novamente um cargo público. A atriz respondeu que “definitivamente” não aceitaria. Gabriela então pediu que ela parasse de tentar responder. “Mas eu não aguento, minha filha!”, retrucou Regina. “Não, mas então aguenta. Você é adulta”, rebateu Gabriela.

Pouco depois, uma pessoa da equipe avisou que todos já estavam atrasados, e a conversa foi encerrada. O desfecho contrastou com o motivo oficial do encontro: promover uma comédia na qual as duas interpretam mãe e filha envolvidas numa tentativa absurda de esconder uma morte. O climão real acabou roubando a cena.

Meses antes, Gabriela havia explicado seu afastamento profissional da mãe e afirmado que não se sentia obrigada a compartilhar as mesmas ideias de Regina. .

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VÍDEO: “Não aos transfóbicos, não aos red pills”, diz Eduardo Moscovis ao ganhar prêmio Shell

Eduardo Moscovis com o Prêmio Shell, em cerimônia no Teatro Paulo Autran – Divulgação

Na noite de quarta-feira (17), o ator Eduardo Moscovis recebeu o Prêmio Shell de Teatro, por sua atuação no monólogo “O Motociclista no Globo da Morte”. Em seu discurso, ele repudiou movimentos machistas, homofóbicos, transfóbicos e o movimento red pill, que promove ideias misóginas sobre relacionamentos e papéis de gênero. Moscovis afirmou: “Eu agora aqui, como homem branco e com todos os privilégios que eu tenho e tive, reafirmo: Não aos machistas, não aos racistas, não aos misóginos, não aos homofóbicos, não aos transfóbicos, não aos neonazistas, não ao movimento red pill.” Sua fala foi amplamente aplaudida pela plateia.

Moscovis usou seu prêmio para criticar comportamentos violentos e estereótipos associados a certos modelos de masculinidade, ressaltando a importância de uma mudança de postura. “Vamos tentar criar uma nova geração de homens que possam habitar o mundo de uma forma mais equilibrada”, destacou. A atriz Larissa Luz, vencedora do prêmio de Melhor Atriz, também fez um discurso emocionante, dedicando seu prêmio às mulheres, especialmente às mulheres trans, vítimas de feminicídio e à vereadora Marielle Franco: “Às mulheres que não são vistas e ouvidas, às mulheres trans que, sim, são mulheres.”

O evento ocorreu em meio às declarações transfóbicas do apresentador Ratinho, que desrespeitou a deputada federal Erika Hilton, recém-eleita para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Ratinho afirmou que, para ser mulher, é necessário ter útero e menstruar, o que gerou ampla repercussão negativa, incluindo dentro da própria emissora SBT. No mesmo dia, a deputada estadual Fabiana Bolsonaro também fez uma performance de blackface em protesto contra Erika Hilton, intensificando o debate sobre intolerância e desrespeito à identidade de gênero e à luta contra o racismo.

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Por que Jessie Buckley deve ganhar o Oscar de Melhor Atriz pela atuação em ‘Hamnet’

Jessie Buckley em “Hamnet”

Jessie Buckley é a aposta mais segura da temporada para faturar o Oscar de Melhor Atriz no Oscar 2026, após sua performance imersiva e inesquecível como uma jovem mãe em luto no aclamado filme “Hamnet”. O papel, que marcou sua estreia na categoria, impressiona não apenas pela sua profundidade emocional, mas também pela habilidade de Buckley em dar vida a uma personagem tão complexa e poderosa, elevando sua carreira a novos patamares.

Buckley já havia varrido as principais premiações de pré-Oscar, incluindo os prêmios mais cobiçados da temporada, consolidando-se como uma das favoritas indiscutíveis. Sua atuação em “Hamnet”, uma adaptação cinematográfica da obra literária de Maggie O’Farrell, foi amplamente reconhecida por sua habilidade de capturar as emoções mais sutis de sua personagem, uma mulher em luto pela morte do filho, lidando com a dor e o peso do amor perdido.

Contudo, um incidente inusitado gerou um pequeno burburinho nas redes sociais durante a campanha. Em uma entrevista, Buckley fez uma piada sobre não gostar de gatos, algo que rapidamente foi amplificado na mídia. A atriz rapidamente voltou atrás durante uma aparição no “The Tonight Show”, de Jimmy Fallon, esclarecendo que a declaração não deveria ser levada a sério.

Nomes como Rose Byrne, por “Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria“, e Kate Hudson, por “Song Sung Blue – Um Sonho a Dois”, aparecem como concorrentes à altura, mas sem o mesmo apoio generalizado. Renate Reinsve, com “Valor Sentimental”, tem uma chance mais remota, enquanto a veterana Emma Stone, indicada por “Bugonia”, provavelmente ficaria de fora após duas vitórias anteriores na categoria.

“Hamnet” é um drama intimista que aborda o luto, a perda e o poder da memória. Buckley, como protagonista, foi a peça-chave para dar vida a uma história que emociona e faz refletir sobre os laços familiares e o poder da arte em tempos de sofrimento. Buckley não apenas celebra sua performance de destaque, mas também consagra seu nome no panteão das grandes atrizes contemporâneas.

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