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Argentina x Suíça nas quartas de final; onde assistir, horário e escalações

A Argentina entra em campo neste sábado (11) em busca de mais uma classificação para a semifinal da Copa do Mundo de 2026. A seleção comandada por Lionel Scaloni enfrenta a Suíça às 22h (horário de Brasília), no Estádio Arrowhead, em Kansas City, nos Estados Unidos, em confronto válido pelas quartas de final do Mundial.  Leia tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

A partida reúne duas seleções que já protagonizaram confrontos marcantes em Copas do Mundo. O reencontro acontece doze anos após o dramático duelo das oitavas de final da edição de 2014, disputada no Brasil, quando a Argentina precisou da prorrogação para vencer por 1 a 0 com gol de Ángel Di María após assistência de Lionel Messi.

>> Quem são as seleções nas quartas de finais da Copa do Mundo

O vencedor do confronto avança para as semi-finais. Para os argentinos, o objetivo é continuar a caminhada em busca de mais uma final. Já a Suíça tenta alcançar uma classificação histórica diante da atual campeã do mundo.

A expectativa também gira em torno da presença de Lionel Messi. Aos 39 anos, o camisa 10 continua sendo a principal referência técnica da equipe argentina e volta a enfrentar dois antigos conhecidos: o volante Granit Xhaka e o lateral Ricardo Rodríguez, ambos presentes naquele duelo de 2014.

Onde assistir Argentina x Suíça

O confronto entre Argentina e Suíça terá transmissão ao vivo da CazéTV, disponível sem custo adicional no Disney+.

  • Jogo: Argentina x Suíça
  • Competição: Quartas de final da Copa do Mundo de 2026
  • Data: Sábado, 11 de julho
  • Horário: 22h (horário de Brasília)
  • Local: Estádio Arrowhead, Kansas City (Estados Unidos)
  • Transmissão: CazéTV (Disney+)

Além da vaga na semifinal, a partida representa mais um capítulo da rivalidade construída entre as seleções em Mundiais.

Reencontro após batalha histórica de 2014

Embora Argentina e Suíça não se enfrentem com frequência, os confrontos em Copas do Mundo ficaram marcados pelo equilíbrio.

O primeiro aconteceu na Copa de 1966, quando os argentinos venceram por 2 a 0 ainda na fase de grupos.

O segundo duelo entrou para a história do torneio realizado no Brasil. Em 2014, as equipes fizeram uma das partidas mais disputadas das oitavas de final. Durante 118 minutos, a defesa suíça conseguiu neutralizar praticamente todas as investidas argentinas.

>> Resultados da Copa do Mundo da FIFA 2026

Quando o jogo caminhava para a disputa por pênaltis, Messi recebeu pelo centro e encontrou Di María livre pela direita. O atacante finalizou cruzado para marcar o gol da classificação argentina.

Após aquela partida, o camisa 10 relembrou o sofrimento vivido em campo.

“Fiquei nervoso no final porque não conseguíamos marcar e qualquer erro poderia nos eliminar. Os minutos passavam e não queríamos ir para os pênaltis. Estávamos sofrendo, mas tivemos uma jogada especial; passei para o Ángel (Di María) e pudemos comemorar.”

Curiosamente, aquela assistência foi a última participação direta de Messi em gols durante a Copa de 2014. Antes disso, ele havia balançado as redes quatro vezes ainda na fase de grupos.

A vitória sobre a Suíça abriu caminho para a campanha que levou a Argentina até a decisão diante da Alemanha, encerrada apenas na prorrogação.

Messi continua sendo o centro das atenções

Mesmo aos 39 anos, Lionel Messi permanece como o principal nome do futebol argentino.

O capitão chega às quartas de final novamente sendo decisivo na construção das jogadas ofensivas da equipe de Lionel Scaloni. Além da experiência acumulada em cinco Copas do Mundo, o camisa 10 continua exercendo papel determinante dentro de campo pela capacidade de organizar o setor ofensivo, encontrar espaços e definir partidas em momentos de pressão.

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O atacante argentino Lionel Messi (camisa 10) comemora com os companheiros de equipe após vencer a partida das oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Egito, no Atlanta Stadium, em Atlanta, em 7 de julho de 2026. (Foto de Thomas COEX / AFP)

Sua presença faz com que qualquer adversário adapte a estratégia defensiva.

Não por acaso, a própria Suíça admite que será necessário um cuidado especial com o argentino.

Granit Xhaka, um dos líderes da seleção europeia, destacou o respeito pelo adversário antes do confronto.

“É um privilégio viver a mesma época de um jogador como o Messi. Perdemos em 2014, conhecemos sua qualidade e sabemos o que ele pode entregar.”

A declaração resume o tamanho da preocupação suíça. Mesmo veterano, Messi continua sendo tratado como o principal jogador da partida.

Argentina

A seleção argentina chega às quartas de final depois de superar momentos de dificuldade ao longo da competição.

Nas oitavas de final, a equipe derrotou o Egito em uma partida bastante disputada. Antes disso, também enfrentou resistência contra Cabo Verde. As atuações mostraram uma equipe que precisou encontrar soluções diante de adversários organizados defensivamente, cenário que pode se repetir contra a Suíça.

O técnico Lionel Scaloni acredita que o estilo suíço apresenta características semelhantes ao encontrado na partida anterior.

“Vamos procurar manter o nosso padrão de jogo, mas entendemos que será um jogo problemático. Eles ficam fechados atrás e sabem sair no contra-ataque.”

Por isso, a tendência é que o treinador mantenha praticamente toda a estrutura utilizada na classificação anterior.

A provável escalação argentina conta com Emiliano Martínez; Nahuel Molina, Cristian Romero, Lisandro Martínez e Nicolás Tagliafico; Leandro Paredes, Enzo Fernández, Rodrigo De Paul, Alexis Mac Allister e Lionel Messi; Julián Álvarez.

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Messi celebra seu primeiro gol na partida de estreia da Argentina contra a Argélia – Foto: Roberto SCHMIDT / AFP

A base campeã mundial permanece praticamente intacta. Emiliano Martínez segue transmitindo segurança no gol, enquanto Cristian Romero lidera uma defesa que continua entre as mais consistentes do futebol internacional.

No meio-campo, Enzo Fernández, De Paul e Mac Allister garantem intensidade, marcação e qualidade na circulação da bola. Já Julián Álvarez movimenta constantemente a defesa adversária, criando espaços para Messi atuar entre as linhas.

Scaloni também aposta na experiência adquirida pelo grupo ao longo dos últimos ciclos internacionais. Grande parte dos jogadores atua junta há vários anos, fator considerado importante em partidas eliminatórias como a deste sábado.

Além do aspecto técnico, existe um componente emocional. A Argentina tenta dar mais um passo rumo à defesa do título conquistado no Catar, mantendo vivo o sonho do bicampeonato consecutivo.

Outro elemento que aumenta a confiança argentina é o retrospecto diante da Suíça em Copas do Mundo. Os sul-americanos venceram os dois confrontos anteriores e esperam ampliar essa vantagem.

Ainda assim, a comissão técnica evita qualquer excesso de confiança. O entendimento é de que a organização tática suíça pode transformar a partida em mais um duelo decidido nos detalhes, repetindo o equilíbrio observado em 2014.

Suíça

A Suíça chega às quartas de final apostando na organização coletiva e na consistência defensiva para tentar surpreender a atual campeã do mundo. Sob o comando de Murat Yakin, a equipe europeia consolidou um estilo de jogo baseado em linhas compactas, marcação intensa e transições rápidas, características que permitiram ao país permanecer entre as seleções mais competitivas do futebol internacional nos últimos anos.

Embora o treinador tenha evitado confirmar oficialmente a escalação, a tendência é que mantenha a estrutura utilizada ao longo da competição, realizando apenas mudanças pontuais em razão do desgaste físico acumulado durante o torneio.

A provável formação suíça é composta por Gregor Kobel; Zakaria, Nico Elvedi, Manuel Akanji e Ricardo Rodríguez; Remo Freuler, Granit Xhaka, Ardon Jashari, Fabian Rieder e Dan Ndoye; Breel Embolo.

Granit Xhaka, jogador da Suíça – Foto: Reprodução

O setor defensivo continua sendo considerado o principal ponto forte da equipe. Manuel Akanji lidera a zaga, enquanto Ricardo Rodríguez segue como uma das referências técnicas e de experiência do elenco. No meio-campo, Granit Xhaka é o responsável pela organização das jogadas e pela distribuição da bola, além de exercer papel importante na liderança do grupo.

Antes da partida, Murat Yakin também buscou aumentar a confiança de seus jogadores ao comentar o confronto contra os argentinos.

“Conhecemos como pensam os times sul-americanos, assim vamos vencer o campeão mundial.”

As declarações fazem parte do ambiente de confiança criado pela comissão técnica suíça, que acredita ser possível repetir atuações competitivas diante das principais seleções do planeta.

Ao mesmo tempo, a equipe reconhece que neutralizar Lionel Messi será uma das tarefas mais difíceis da competição. Xhaka, que enfrentou o camisa 10 nas oitavas de final da Copa de 2014, voltou a destacar a admiração pelo argentino.

“É um privilégio viver a mesma época de um jogador como o Messi. Perdemos em 2014, conhecemos sua qualidade e sabemos o que ele pode entregar.”

A expectativa suíça é transformar o duelo em uma partida de poucas oportunidades, apostando na disciplina defensiva e na eficiência dos contra-ataques para buscar uma vaga inédita entre os semifinalistas desta edição do Mundial.

Histórico favorece a Argentina

Este será o terceiro encontro entre Argentina e Suíça em Copas do Mundo.

O primeiro aconteceu na edição de 1966, disputada na Inglaterra. Pela fase de grupos, os argentinos venceram por 2 a 0, conquistando um resultado importante naquela campanha.

O reencontro veio apenas 48 anos depois, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. O duelo disputado na Neo Química Arena, em São Paulo, ficou marcado pelo equilíbrio durante praticamente toda a partida.

Após empate sem gols no tempo regulamentar, a classificação argentina veio somente aos 118 minutos da prorrogação. Messi conduziu a jogada pelo meio e encontrou Di María livre pela direita. O atacante finalizou cruzado para marcar o gol da vitória.

Agora, doze anos depois, três personagens daquele confronto estarão novamente em campo: Messi, pela Argentina, e Ricardo Rodríguez e Granit Xhaka, representando a Suíça.

O retrospecto geral também favorece os sul-americanos, que venceram os dois confrontos anteriores em Mundiais e tentam manter a escrita para seguir na luta pelo título.

Arbitragem

A Fifa escalou uma equipe portuguesa para comandar a partida.

  • Árbitro: João Pinheiro (Portugal)
  • Assistentes: Bruno Jesus e Luciano Maia (Portugal)
  • VAR: Guillermo Pacheco (México)

A expectativa é de um confronto equilibrado, com forte disputa física e intensidade durante os 90 minutos, características presentes nas campanhas das duas seleções até aqui.

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Chaveamento da Copa do Mundo

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Chaveamento da Copa do Mundo em 10 de julho. Arte: Emanuele Godoy / TVT News

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Copa do Mundo: Argentina X Argélia nesta terça (16); saiba tudo sobre o jogo

Nesta terça (16), a atual campeã mundial, a Argentina enfrenta a Argélia. A partida está marcada para às 22h (horário de Brasília), em Kansas City (EUA), pela primeira rodada do Grupo J. Acompanhe tudo sobre a Copa do Mundo na TVT News.

Fechando a programação da terça-feira, a atual campeã mundial inicia sua caminhada rumo à defesa do título.

Onde assistir? A transmissão da partida será exclusiva da Cazé TV.

Veja os resultados dos jogos em tempo real na TVT News.

Relembre os grupos da Copa do Mundo.

Veja o Guia da Copa da TVT e fique por dentro de todas as datas e possíveis confrontos no mata-mata.

Veja agenda completa de jogos desta segunda:

Argentina tenta evitar tropeços históricos em estreias

A equipe comandada por Lionel Scaloni chega ao Mundial depois de conquistar a Copa América de 2024 e terminar as Eliminatórias Sul-Americanas na primeira colocação.

Apesar do favoritismo, existe um retrospecto que incomoda os argentinos. Nas duas Copas disputadas após os títulos de 1978 e 1986, a seleção estreou com derrota.

Agora, o objetivo é começar a campanha de forma diferente.

Messi será novamente o centro das atenções. Aos 39 anos, o camisa 10 inicia sua sexta participação em Mundiais e amplia ainda mais sua condição de referência histórica da competição.

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Lionel Messi posa com a taça da Copa do Mundo após a vitória da Argentina sobre a França na final da Copa do Mundo do Catar 2022, no Estádio de Lusail, em Lusail, ao norte de Doha, em 18 de dezembro de 2022. (Foto de Anne-Christine POUJOULAT / AFP)

Scaloni procurou transmitir tranquilidade antes da estreia.

“Temos a experiência do último Mundial. Não é fundamental o primeiro jogo, mais à frente é mais importante. Estamos confiantes.”

Além de Messi, a Argentina aposta em nomes como Lautaro Martínez, Enzo Fernández, Mac Allister e Emiliano Martínez.

Messi têm 13 gols em Copas

Messi chega ao torneio com 13 gols em Copas do Mundo e, junto com Mbappé, é um dos jogadores que têm chances de bater o recorde do alemão Klose, que tem 16.

O argentino também detém o recorde de maior número de partidas disputadas na competição, com 26 jogos. A estreia diante da Argélia marcará sua sexta participação em Mundiais, feito que será igualado apenas por Cristiano Ronaldo quando Portugal entrar em campo.

Além dos gols, Messi possui outro feito relevante: é o único jogador da história a registrar assistências em cinco edições diferentes da Copa do Mundo.

Provável escalação da Argentina

Dibu Martínez; Molina, Otamendi, Cuti Romero e Medina; De Paul, Mac Allister e Enzo Fernández; Almada, Messi e Lautaro Martínez.

Argélia entra na Copa com 16 jogadores que nasceram fora do país

A Argélia disputa sua quinta Copa do Mundo e tenta repetir a campanha de 2014, quando avançou para as oitavas de final.

A equipe chega embalada por resultados positivos nos amistosos preparatórios, incluindo vitória sobre a Holanda e goleada diante da Bolívia.

O principal destaque é Riyad Mahrez. Aos 35 anos, o capitão segue como principal referência técnica do elenco.

Outro nome que chama atenção é Luca Zidane, filho do ex-craque francês Zinedine Zidane.

A seleção africana encara o desafio de enfrentar uma das favoritas ao título logo na estreia.

Argélia leva à Copa uma seleção marcada pela diáspora e pela história de resistência

A estreia da Argélia na Copa do Mundo de 2026 diante da Argentina reúne muito mais do que um confronto esportivo.

A equipe africana chega ao torneio carregando uma trajetória profundamente ligada à história do país, à luta anticolonial e à formação de uma diáspora que hoje influencia diretamente a composição de sua seleção nacional.

Dos 26 jogadores, 16 nasceram fora da Argélia

Dos 26 jogadores convocados para o Mundial, 16 nasceram fora da Argélia. Entre eles, 13 nasceram na França, antiga potência colonial que controlou o território argelino por 132 anos.

O elenco também conta com atletas nascidos na Alemanha, Inglaterra e outros países europeus.

A presença desses jogadores reflete os movimentos migratórios que marcaram a história do país nas últimas décadas.

Muitos são filhos ou netos de argelinos que migraram para a Europa, especialmente para a França, em busca de trabalho e melhores condições de vida.

Embora tenham crescido em outros países, optaram por defender a seleção ligada às origens de suas famílias.

Mahrez lidera geração formada entre dois continentes

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Riyad Mahrez segurando a camisa do City quando foi renovado para a temporada de 2025 – Reprodução/Redes sociais

O principal nome da equipe é o capitão Riyad Mahrez. Nascido na França, o atacante construiu carreira de destaque no futebol europeu, especialmente durante sua passagem pelo Manchester City, da Inglaterra.

Ao lado dele estão outros atletas que fizeram toda a formação esportiva em território francês, como Amine Gouiri, atualmente no Olympique de Marselha, e Farès Chaïbi, meia do Eintracht Frankfurt, da Alemanha.

Outro exemplo é o zagueiro Aïssa Mandi, um dos remanescentes da campanha da Copa de 2014, quando a Argélia alcançou as oitavas de final pela primeira vez.

Goleiro Luca Zidane

O caso mais simbólico talvez seja o do goleiro Luca Zidane. Filho do ex-craque francês Zinedine Zidane, campeão mundial em 1998, ele nasceu na França, atuou pelas seleções de base francesas e construiu sua carreira no futebol espanhol.

Em 2025, aceitou defender a seleção do país de seus avós e rapidamente ganhou espaço no elenco principal.

Além dos atletas nascidos na França, a equipe também conta com Ibrahim Maza, uma das promessas da nova geração. O meia nasceu em Berlim, na Alemanha, e atualmente atua pelo Bayer Leverkusen.

Futebol e luta pela independência caminharam de mãos dadas na Argélia

A relação entre futebol e política faz parte da própria origem da seleção argelina.

Durante a luta pela independência contra o domínio francês, a Frente de Libertação Nacional (FLN) utilizou o esporte como instrumento de mobilização internacional.

Em 1958, ainda antes da independência formal do país, foi criada uma seleção não oficial composta por jogadores argelinos que atuavam em clubes franceses.

Mohamed Boumezrag, um ex-jogador argelino que jogou no futebol francês foi um dos que impulsionaram esse moimento.

Diversos atletas, como Rachid Mekhloufi e Mustapha Zitouni, abandonaram carreiras promissoras na França para integrar a equipe ligada ao movimento independentista. Desses jogadores, alguns eram até mesmo cotados para disputar a Copa do Mundo daquele ano.

Durante quatro anos, a equipe da FLN percorreu diversos países realizando partidas amistosas e divulgando internacionalmente a causa da independência argelina. O grupo disputou 92 partidas, com 65 vitórias.

Após o fim da guerra e a independência conquistada em 1962, aquela seleção deu lugar à equipe nacional oficialmente reconhecida.

Por isso, para muitos historiadores do esporte, a seleção argelina é uma das poucas do mundo cuja origem está diretamente ligada a um processo de libertação nacional.

A vitória que mudou a história das Copas

A Argélia também ocupa um lugar importante na história dos Mundiais.

Na Copa de 1982, disputada na Espanha, a seleção africana derrotou a Alemanha Ocidental por 2 a 1 na fase de grupos. Foi a primeira vez que uma equipe africana venceu uma seleção europeia em uma Copa do Mundo.

Mesmo com o resultado histórico, os argelinos acabaram eliminados após um episódio que ficou conhecido como “Vergonha de Gijón”. Alemanha Ocidental e Áustria entraram em campo sabendo exatamente do resultado necessário para que ambas avançassem.

Após o gol alemão no início da partida, as duas equipes praticamente deixaram de atacar, mantendo o placar de 1 a 0 até o apito final. O resultado eliminou a Argélia e provocou protestos em todo o mundo.

O episódio levou a FIFA a adotar uma mudança permanente no regulamento: desde então, os jogos da última rodada da fase de grupos passaram a ser disputados simultaneamente.

Provável escalação da Argélia

Zidane; Belghali, Mandi, Bensebaini e Ait-Nouri; Boudaoui, Maza e Bentaleb; Gouiri, Mahrez e Amoura.

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