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“Sicário” de Vorcaro tem morte encefálica após tentativa de suicídio

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado como operador de ações violentas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, teve o protocolo de morte encefálica iniciado após uma tentativa de suicídio dentro da Superintendência da Polícia Federal em Belo Horizonte. Saiba os detalhes na TVT News.

O caso ocorreu na noite de quarta-feira (4), poucas horas depois da prisão de Mourão durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, investigação que apura fraudes financeiras bilionárias relacionadas ao Banco Master. O suspeito foi encontrado desacordado na cela e recebeu atendimento imediato de policiais federais, que iniciaram manobras de reanimação até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

Mourão foi levado em estado gravíssimo ao Hospital João XXIII, onde permanece em unidade de terapia intensiva. Por volta das 21h45, a equipe médica iniciou o protocolo para confirmação de morte cerebral.

Segundo a Polícia Federal, toda a movimentação na carceragem foi registrada por câmeras de segurança, sem pontos cegos, e as imagens foram enviadas ao Supremo Tribunal Federal (STF). A corporação também abriu procedimento administrativo interno para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio sob custódia.

Executor de Vorcaro

De acordo com as investigações, Mourão atuava como braço executor de Vorcaro em práticas de intimidação e violência contra pessoas consideradas adversárias do grupo financeiro.

Relatórios da PF indicam que ele comandava uma estrutura informal chamada “A Turma”, responsável por monitorar, vigiar e coagir opositores. Pelos serviços, segundo os investigadores, Mourão receberia cerca de R$ 1 milhão por mês.

A apuração também aponta que o grupo utilizava credenciais de terceiros para acessar sistemas restritos de órgãos públicos, incluindo bases da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de agências internacionais.

Histórico criminal

Antes mesmo da operação atual, Mourão já respondia na Justiça de Minas Gerais desde 2021 por suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ele era investigado por participação em um esquema de investimentos fraudulentos que teria causado prejuízos a diversos investidores.

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Planos de agressão

Mensagens interceptadas pelos investigadores revelam planos de agressões físicas contra críticos do grupo. Entre os episódios citados está um plano para atacar o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo. A ideia seria simular um assalto para “quebrar todos os dentes” do jornalista após reportagens consideradas negativas para o banco.

Há ainda registros de ameaças contra funcionários e ex-colaboradores ligados ao banqueiro. Em um dos diálogos, Vorcaro teria ordenado a Mourão que localizasse o endereço de uma ex-empregada identificada como Monique para intimidá-la.

Investigação sobre o Banco Master

A Operação Compliance Zero investiga um esquema de fraudes financeiras que envolveria concessão de créditos fictícios e movimentações suspeitas ligadas ao Banco Master. O banqueiro Daniel Vorcaro é apontado pela investigação como líder da organização criminosa.

Entre os pontos analisados pela Polícia Federal está também a tentativa de aquisição do Banco Regional de Brasília (BRB), operação que, segundo os investigadores, teria ocorrido em meio a práticas sob suspeita.

As defesas de Mourão e Vorcaro negam irregularidades. Os advogados do banqueiro afirmam que ele sempre colaborou com as autoridades e confiam no esclarecimento do caso.

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PF e MP fazem ação contra corrupção na Polícia Civil de SP

Corrupção na Polícia Civil de São Paulo: Ministério Público de São Paulo e Polícia Federal fazem ação contra corrupção dentro de departamentos da Polícia Civil do estado. Investigações mostram que a organização criminosa usava VR para lavar dinheiro. Leia em TVT News.

Corrupção: esquema lavava dinheiro com VR

Segundo o MP, o dinheiro vindo do tráfico de drogas, recebido em espécie, era usado na aquisição dos cartões, que, depois eram utilizados em padarias e mercadinhos de fachada, que transferiam recursos para empresas fictícias. O grupo criminoso também manipulava investigações, realizava fraudes processuais e destruíam provas de investigações.

Ministério Público e PF fazem operação em SP contra corrupção na Polícia Civil

O Ministério Público de São Paulo, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), realiza operação especial para combater esquema de corrupção policial que dava proteção a uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.

O grupo criminoso é formado por doleiros, operadores financeiros e pessoas com experiência em lavar dinheiro. Até o momento, quatro suspeitos foram presos.

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A Operação Bazaar conta com o apoio Polícia Federal, a Polícia Civil e a Força de Combate com a Polícia Federal (Ficco).

De acordo com as investigações do Gaeco, o grupo criminoso fazia pagamentos constantes a agentes públicos e policiais civis, manipulava investigações, realizava fraudes processuais e destruíam provas de investigações. “Assim, os criminosos, de forma coordenada, asseguravam a continuidade de suas práticas e evitavam ser responsabilizados por seus crimes”.

Segundo informações do MPSP, são cumpridos 25 mandados de busca e apreensão – inclusive em delegacias -, além de 11 mandados de prisão e seis mandados de intimação relativos a medidas cautelares diversas direcionados a integrantes da organização criminosa, advogados e policiais civis.

Leia a nota da PF sobre a ação contra corrupção na Polícia Civil

Nesta quinta-feira (5/3), a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO/SP), em ação coordenada com o Gaeco do Ministério Público do Estado de São Paulo e com o apoio da Corregedoria da Polícia Civil, deflagrou a Operação Bazaar, para aprofundar investigação sobre possível corrupção policial voltada à proteção de uma organização criminosa especializada em lavagem de capitais.

As apurações indicam que o grupo, formado por doleiros e por operadores financeiros, teria estruturado um esquema de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos, além de empregar artifícios como fraude processual, manipulação de procedimentos investigativos e destruição de provas, visando assegurar a continuidade das atividades ilícitas.

A FICCO/SP é composta atualmente pela Polícia Federal, pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

Comunicação Social da Polícia Federal em São Paulo

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PF aponta que Vorcaro planejou agressão para calar jornalista de O Globo

A terceira fase da Operação Compliance Zero revelou uma possível tentativa de violência contra a imprensa brasileira. Segundo a Polícia Federal, o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, teria ordenado a agressão física do jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, com o objetivo de silenciá-lo. Saiba os detalhes na TVT News.

A prisão preventiva de Vorcaro foi determinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira (4), após representação da Polícia Federal. As investigações apontam que o banqueiro mantinha uma estrutura clandestina de monitoramento e intimidação chamada “A Turma”, usada para coagir opositores, autoridades e profissionais da imprensa.

Plano para simular assalto e agredir jornalista

De acordo com mensagens interceptadas pela PF, Vorcaro determinou que o jornalista fosse seguido e espancado, simulando um assalto. Em uma das conversas atribuídas ao banqueiro, ele afirma: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”.

Para o ministro André Mendonça, a intenção era clara: forjar um crime comum para “calar a voz da imprensa” e intimidar críticas ao grupo financeiro. A execução da ação teria sido delegada a Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, apontado como coordenador operacional da estrutura.

Segundo a investigação, o grupo realizava levantamentos sobre a rotina de alvos, acessava ilegalmente sistemas restritos e articulava ações de coação. A PF sustenta que a organização recebia cerca de R$ 1 milhão por mês para financiar suas atividades.

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Ataque direto à liberdade de imprensa

Em nota, O Globo repudiou as ameaças contra seu colunista e afirmou que não se deixará intimidar. A Associação Nacional de Jornais (ANJ) classificou o episódio como um “ataque inaceitável à liberdade de expressão”.

Além do plano contra o jornalista, as investigações descrevem ameaças a funcionários e tentativas de monitoramento de autoridades públicas, indicando, de acordo com a PF, a existência de uma milícia privada voltada à obstrução de justiça e proteção de interesses financeiros.

A defesa de Daniel Vorcaro nega irregularidades e afirma que o banqueiro não teria atuado para obstruir investigações. A apuração segue sob supervisão do STF.

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