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Confira as fotos do lado oculto da Lua e do pôr da Terra

Na manhã desta terça-feira (7), a Nasa revelou novos registros da missão Artemis II, que completa hoje seu sexto dia de jornada lunar. O destaque da divulgação é a imagem do “pôr da Terra”, capturada pela perspectiva dos quatro astronautas ao atravessarem o lado oculto da Lua. Hoje também é o prazo final que Trump deu ao Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, caso prazo não seja respeitado “uma civilização inteira morrerá nesta noite”. Leia em TVT News.

O lado oculto da Lua: Trump ameaça tomar Irã nesta noite; internautas se encantam com fotografias da missão Artemis II

Desde o começo da missão Artemis II, a Nasa vem divulgando fotografias de “turismo” do espaço que estão circulando pelas redes sociais. Como forma de propaganda da missão, as imagens servem para receber apoio do público. No site da agência, a viagem é transmitida ao vivo 24 horas seguidas. As atualizações sempre em tom de exaltação.

Em suas redes sociais, Donald Trump, Nasa e a Casa Branca compartilharam como colaboradores a “primeira imagem” registrada do lado oculto da lua:

A fotografia desse ângulo foi divulgada como a primeira já realizada em tom de exaltação e de conquista, mas não é bem assim como eles contam.

Desde o programa Apollo, nas décadas de 1960 e 1970, exploradores robóticos já mapearam o lado oculto da Lua.

Em 2023, a Índia enviou a sonda Chandrayaan-3 e capturou imagens detalhadas da mesma região. Por olhos humanos, a Nasa pode ter feito o primeiro registro do lado oculto da Lua, mas está longe de ser um feito verdadeiramente inédito.

Foto do lado oculto da Lua feita em 2023 por uma câmera da sonda Chandrayaan-3, da Índia – Foto: Divulgação

O lado oculto da Lua: “Uma civilização inteira morrerá nesta noite”, declarou Trump nesta segunda

A tensão da guerra com o Irã atingiu o ápice nesta terça-feira (7), prazo final de um ultimato de 48 horas imposto pelos Estados Unidos para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Em uma postagem que gerou alarme internacional por seu caráter extremado, Trump afirmou em sua rede social que “uma civilização inteira morrerá nesta noite”, sinalizando um descarte das vias diplomáticas tradicionais em favor de uma retórica de aniquilação.

O prazo de Trump vai até 21 horas deta terça.

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Veja imagens da missão Artemis II

A astronauta Christina Koch observa a Terra a partir da nave Orion na Missão Artemis II (imagem feita com um iPhone 17 Pro Max) – NASA/ Divulgação
Uma imagem feita no quarto dia da missão Artemis 2 mostra a bacia Orientale na borda direita do disco lunar na Missão Artemis II – NASA/Divulgação
Lado oculto da lua capturada da Orion enquanto a Terra submerge além do horizonte lunar – NASA/Divulgação

Como as imagens são feitas

Esta é a primeira vez que câmeras digitais são levadas tão longe. Junto aos 4 astronautas estão 32 câmeras e dispositivos, 15 instalados na nave e 17 operados manualmente.

Conforme detalhado pela Nasa, a tripulação utiliza equipamentos fotográficos com cerca de uma década de mercado, a exemplo da Nikon D5, complementados por câmeras GoPro e smartphones. Para quem deseja conferir as especificações técnicas, o álbum da missão na plataforma Flickr detalha qual dispositivo foi o responsável por cada registro publicado.

Entenda: Nikon D5 lançada em 2016 vai ao espaço, fotógrafo explica:

Fase de regresso

Agora, a Artemis II entra em fase de regresso. Depois de completar a volta em torno da Lua, a espaçonave Orion acionou os motores rumo à Terra e deixará a órbita lunar nesta terça (7). O feito consolida o retorno dos voos tripulados ao espaço profundo, algo que não ocorria desde o fim do programa Apollo, em 1972.

Artemis II bate recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço

A missão Artemis II, da NASA, entrou para a história nesta segunda-feira (6) ao estabelecer um novo recorde de distância percorrida por seres humanos no espaço. A bordo da cápsula Orion, quatro astronautas ultrapassaram a marca registrada pela missão Apollo 13, de 1970, e se tornaram os humanos que mais se afastaram da Terra. Leia em TVT News.

De acordo com dados divulgados pela agência espacial e confirmados por veículos internacionais, a tripulação atingiu cerca de 252 mil milhas (aproximadamente 406 mil quilômetros) de distância do planeta, superando o recorde anterior de 248 mil milhas. Esse marco foi alcançado durante o sobrevoo da face oculta da Lua, momento em que a nave também entrou em um período temporário de blackout de comunicações com a Terra.

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40 anos da Mir: da inovação soviética à corrida espacial do século 21

Em 20 de fevereiro de 1986, um foguete Proton decolou do cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão, colocando em órbita o módulo central da Mir. Nascia ali a primeira estação espacial modular da humanidade. Uma tecnologia que simbolizava, ao mesmo tempo, a ambição e o destaque tecnológico da União Soviética e a tensão geopolítica da Guerra Fria, materializada no que ficou conhecido como corrida espacial. Confira na TVT News.

Quatro décadas depois, o espaço volta a ser palco de disputa estratégica. Mas a corrida já não é apenas entre Estados Unidos e Rússia. Hoje, China, Índia e também um conjunto de empresas privadas disputam órbita, Lua e mercados bilionários fora da Terra.

Mir, União Soviética e corrida espacial

A Mir (cujo nome significa “paz” ou “mundo” em russo) permaneceu em operação por 15 anos (1986 a 2001) e redefiniu o conceito de permanência humana no espaço. Diferentemente das estações Salyut, ela foi concebida como um sistema modular: novos módulos podiam ser acoplados progressivamente, ampliando capacidades científicas e habitacionais.

O fato é que a União Soviética obteve uma série de vitórias na corrida espacial. Primeiro satélite a orbitar a Terra, primeiro ser vivo no espaço, primeiro ser humano, Yuri Gagarin em 12 de abril de 1961. Enquanto isso, os norte-americanos focaram esforços e colocaram os primeiros homens na Lua em julho de 1969.

Durante sua vida útil, a estação serviu como laboratório para pesquisas em microgravidade, biomedicina, ciência dos materiais e observação terrestre. Também foi palco de experiências cruciais sobre os efeitos fisiológicos da longa permanência no espaço. O cosmonauta Valeri Polyakov estabeleceu ali um recorde histórico que ainda não foi batido: 437 dias consecutivos em órbita, dado fundamental para missões futuras de longa duração.

mir wikicommons
Estrutura completa da Mir. Foto: Wikicommons

Da rivalidade à cooperação

Com o colapso da União Soviética em 1991, a estação passou a ser administrada pela Roscosmos. Em um gesto de reconfiguração geopolítica, a Mir recebeu astronautas americanos no programa Shuttle-Mir, um prelúdio da cooperação que daria origem à Estação Espacial Internacional (ISS).

A ISS, lançada a partir de 1998, tornou-se o maior projeto científico colaborativo da história humana. E muito do que se sabe sobre operações contínuas em órbita, manutenção, psicologia de tripulação, logística orbital, deriva diretamente da experiência da Mir.

Em março de 2001, já tecnologicamente superada e financeiramente onerosa, a Mir foi “derrubada” de forma controlada sobre o Pacífico Sul. Hoje, a exploração espacial estatal encontra ecos e força na China e nos Estados Unidos, particularmente, também com reflexos no Japão (com a Jaxa) e na comunidade europeia (com a ESA).

A corrida espacial hoje

Quarenta anos depois do lançamento da Mir, o espaço voltou ao centro da agenda estratégica global. A disputa, contudo, é mais complexa e com diferentes agentes do que foi visto durante a Guerra Fria.

Estados Unidos: retorno à Lua

A Nasa lidera o programa Programa Artemis, cujo objetivo é estabelecer presença humana sustentável na Lua. A missão Artemis II, prevista para este ciclo, deve levar astronautas em sobrevoo lunar, o primeiro voo tripulado além da órbita terrestre desde 1972. O plano inclui a construção da estação orbital lunar Gateway e futuras missões tripuladas à superfície, com objetivo na exploração do polo sul lunar, onde há indícios de gelo de água. A ideia é de exploração contínua e estadia de longa duração.

China: presença estatal autônoma

A China consolidou sua presença com a estação Tiangong, permanentemente ocupada. O programa espacial chinês projeta uma missão tripulada à Lua até 2030, apoiado por investimentos estatais robustos e uma estratégia centralizada. Além disso, a China testa tecnologias inovadoras de reaproveitamento de materiais, motores robustos, entre outras.

Diferentemente da cooperação multilateral da ISS, Pequim opera sua estação de forma independente, ampliando gradualmente parcerias com parceiros estratégicos, particularmente com economias emergentes.

Empresas privadas

A grande ruptura estrutural da década é o protagonismo empresarial. A SpaceX apresentou eficiência no setor com foguetes reutilizáveis e custos reduzidos de lançamento. A empresa também lidera a expansão da infraestrutura orbital comercial e o desenvolvimento da nave Starship, projetada para missões lunares e marcianas. Hoje, o foguete Falcon 9, parcialmente reutilizável, é um dos maiores responsáveis por colocar humanos na ISS; ao lado dos módulos Soyuz, ainda em operação, fruto da invenção soviética.

Outras companhias, como a Axiom Space e a Vast, trabalham na construção de estações privadas que pretendem substituir a ISS ao final da década. A órbita baixa da Terra deixa, então, de ser exclusivamente estatal e passa a operar sob lógica de mercado, incluindo turismo de luxo como foco de missões.

Índia e novos atores

A Índia avança com o programa Gaganyaan, visando tornar-se a quarta nação com capacidade independente de voo tripulado. Emirados Árabes também ampliam investimentos científicos e comerciais. Inclusive, os Emirados possuem um satélite orbitando Marte, o Al Amal (Esperança), que realiza pesquisas científicas na atmosfera do planeta extraterrestre. A corrida espacial tornou-se mais multipolar.

Hélio 3 e novos fronts

Além do simbolismo geopolítico, a disputa atual envolve infraestrutura estratégica. Um dos destaques é o composto Hélio 3, presente em abundância na Lua. O minério é aposta para energia limpa em futuros reatores de fusão núclear, uma tecnologia que promete revolucionar a forma como a humanidade produz eletricidade. Além disso, outros pontos seguem de interesse econômico:

  • telecomunicações via mega-constelações de satélites;
  • turismo espacial;
  • cadeias industriais em microgravidade;
  • soberania tecnológica.

Quarenta anos depois da Mir, a exploração humana vive nova inflexão. A Guerra Fria organizava o espaço em dois polos. Já o século XXI o organiza em múltiplos centros de poder, entre estatais e privados.

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