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Agenda do G20 Brasil 2024

A declaração final da Cúpula dos Líderes do G20, divulgada dia 18 de novembro de 2024, no Rio, reafirma o compromisso dos países do grupo de intensificar esforços para garantir a sustentabilidade ambiental e climática e fazer face aos “desafios decorrentes da mudança do clima, perda de biodiversidade, desertificação, degradação dos oceanos e do solo, secas e poluição”.

Houve consenso em relação à meta de limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC em comparação aos níveis pré-industriais. Foi reconhecido que os impactos da mudança do clima serão significativamente menores com uma elevação limitada a 1,5ºC.

Os líderes também reconheceram o papel das florestas em fornecerem serviços ecossistêmicos cruciais, e se comprometeram para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Também manifestaram apoio ao Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), como um mecanismo inovador que busca mobilizar novas e diversas fontes de financiamento para pagar por serviços ecossistêmicos das florestas tropicais.
Ocupando a presidência do G20 em 2024, o Brasil sediou a Cúpula dos Líderes, que ocorre no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro nestas segunda-feira (18) e terça-feira (19).

A declaração final, com 22 páginas na versão em inglês e 24 na versão em português, foi divulgada ao fim da programação do primeiro dia. O texto enfoca cinco tópicos: situação política e econômica internacional; inclusão social e luta contra a fome e a pobreza; desenvolvimento sustentável e ações climáticas; reforma das instituições globais de governança; e inclusão e efetividade no G20.

O trecho dedicado ao desenvolvimento sustentável e ações climáticas, com seis páginas e 25 itens, estabelece compromisso com o multilateralismo e fixa a urgência de iniciativas efetivas para enfrentar as mudanças do clima.

Transição Energética
No documento, os países se comprometem a alcançar emissões líquidas globais zero de gases de efeito estufa (GEE) até a metade do século por meio de contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês) mais ambiciosas. A ideia é acelerar e ampliar a ação climática, priorizando o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza e da fome – este último tema bastante caro ao Brasil durante todos os trabalhos do G20.

A declaração aponta a importância da transição energética e reafirma a urgência de medidas de adaptação, fortalecimento do financiamento público e cooperação internacional para ajudar os países em desenvolvimento a triplicar a capacidade de energia renovável e duplicar a média anual global de eficiência energética até 2030. Nesse sentido, os países do G20 assumem o compromisso de eliminar gradualmente e racionalizar, a médio prazo, subsídios a combustíveis fósseis que incentivam o consumo excessivo. Para alcançar esse objetivo, se comprometem a apoiar os mais pobres e vulneráveis.

Florestas
Após reconhecer as florestas como fornecedoras de serviços ecossistêmicos e sumidouros de gases do efeito estufa, a declaração ressalta a importância de ampliar as ações para proteger, conservar e gerenciar de forma sustentável a cobertura florestal e combater o desmatamento.

Oceanos
Os líderes reconhecem a importância dos oceanos e mares para o desenvolvimento sustentável, e reconhecem que o financiamento adequado é essencial para garantir a proteção do ambiente marinho e a conservação e utilização sustentável dos recursos marinhos e da biodiversidade. Também convocam todos os países para a rápida entrada em vigor e implementação pelas Partes do Acordo sobre a Conservação e o Uso Sustentável da Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (Acordo BBNJ), sob a estrutura jurídica da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Poluição
A declaração defende reduzir significativamente a geração de resíduos, priorizando a prevenção e, quando não seja possível, a redução, reutilização e reciclagem em apoio à economia circular. Os países demonstraram estar determinados a acabar com a poluição plástica e trabalhar em conjunto com a ambição de concluir, até o final de 2024, as negociações de um instrumento internacional juridicamente sobre a poluição plástica, inclusive no ambiente marinho.

Energia Renovável
Foi enfatizada a meta para triplicar a capacidade de energia renovável globalmente e duplicar a taxa média anual global de melhorias na eficiência energética. Da mesma forma, os países deram apoio à implementação a outras tecnologias de emissão zero e baixa emissão, inclusive tecnologias de redução e remoção, alinhadas a circunstâncias nacionais, até 2030.

Biodiversidade e Bioeconomia
A declaração destaca o compromisso com a implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KM-GBF) adotado na COP15 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), realizada no Canadá em 2022.Os avanços envolvendo a Iniciativa do G20 sobre Bioeconomia (GIB) foram outro destaque o documento final. Em setembro, representantes dos países do grupo lançaram os 10 Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia, que funcionam como um guia para tratar do tema.

Financiamento
A declaração estabelece a necessidade de uma maior colaboração e apoio internacional com o objetivo de ampliar o financiamento e investimento climático público e privado. O texto destaca a importância de otimizar as operações dos fundos verdes e defende mecanismos inovadores como a proposta do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF).

Apoio à COP30
A declaração manifesta expectativa de que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP-29), em andamento em Baku (Azerbaijão), avance nas negociações sobre financiamento ambiental, e anuncia apoio à COP 30, que será realizada no Brasil no ano que vem. A iniciativa tomada pela presidência brasileira do G20 de estabelecer a Força-Tarefa para a Mobilização Global contra a Mudança do Clima (TF-CLIMA), reunindo as trilhas de Sherpas (representantes dos países) e de Finanças, mereceu destaque no texto da declaração.

Os países signatários admitiram que a iniciativa contribui para integrar ainda mais a mudança do clima nas agendas financeira, econômica e de desenvolvimento globais.

G20
O G20 (Grupo dos 20) é o principal fórum de cooperação econômica internacional. Desempenha papel importante na definição e no reforço da arquitetura e da governança mundiais em todas as grandes questões econômicas internacionais.

O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil exerce a presidência de 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024. Inicialmente, o G20 concentrava-se em questões macroeconômicas, mas expandiu sua agenda para incluir temas como comércio, desenvolvimento sustentável, saúde, agricultura, energia, meio ambiente e mudanças climáticas, entre outros.

A Cúpula do G20 é a reunião entre os chefes de Estado ou de Governo dos países membros. É o momento de ápice das mais de cem reuniões do G20, ao longo de todo um ano.

O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais: a União Africana e a União Europeia.

Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial.

Publicado originalmente em https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/declaracao-final-do-g20-reforca-compromisso-com-a-sustentabilidade-ambiental-e-climatica

 

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Conceito de Sustentabilidade

De uma forma mais ampla, sustentabilidade é a capacidade que uma casa, bairro, cidade, país ou o planeta tem de suprir as necessidades e demandas atuais sem comprometer as gerações futuras. É possível subdividir esse conceito mais amplo em quatro tipos de sustentabilidade: a ambiental/ecológica, a empresarial, a social e a econômica.

E é sobre esses tipos diferentes de sustentabilidade que vamos falar nesse artigo, bem como de formas de aplicar cada um deles em sua vida. Afinal, quando se fala em sustentabilidade, é possível falar tanto em uma escala macro e governamental, como também da rotina de sua família e do bairro em que você vive.

Vamos juntos?

Afinal, o que é sustentabilidade?
Antes de nos aprofundarmos nesses diferentes tipos de sustentabilidades, vamos entender melhor o que é esse conceito de uma forma mais ampla. Muito se fala disso nas escolas, campanhas políticas, por ambientalistas e empresários preocupados com o meio ambiente. O tema é atual, mas a ideia por trás dessa palavra já possui uma história de mais de 400 anos.

Sustentabilidade diz respeito à maneira como devemos nos relacionar com a natureza. O conceito abrange desde uma comunidade até todo o planeta. Ao contrário do que algumas pessoas menos esclarecidas sugerem, ela não vai contra o desenvolvimento econômico, mas repensa a forma como nos desenvolvemos. A essa ideia de prosperidade sem destruir o meio ambiente damos o nome de Desenvolvimento Sustentável.

O desenvolvimento sustentável vem ganhando cada vez mais os holofotes, especialmente depois das grandes conferências mundiais sobre o tema, como a Estocolmo, Rio 92, Rio+10 e Rio+20, por exemplo. Nelas, governantes do mundo inteiro discutiram sobre formas de se desenvolverem sem que os recursos naturais fossem prejudicados. De lá para cá, com as mudanças climáticas se mostrando cada vez mais uma realidade, esse tema vem se tornando cada vez mais importante.

Tipos diferentes de sustentabilidade
Por ser um conceito bastante amplo e interferir em várias áreas da sociedade, foi preciso subdividir a sustentabilidade em quatro tipos diferentes. Nós podemos aplicar cada um deles no nosso dia a dia, de forma a contribuir com um meio ambiente mais saudável. Afinal, preservação ambiental não se trata apenas de salvar a floresta amazônica. Ela é também sobre de cuidar do que nós mesmos consumimos dentro de casa e do habitat natural de seu próprio bairro. Vamos conferir os quatro tipos diferentes de sustentabilidade.

Sustentabilidade ambiental e ecológica
A sustentabilidade ambiental se trata do uso consciente dos recursos naturais, de modo que eles não se esgotem para as próximas gerações. A redução, por exemplo, do desmatamento, das queimadas e da poluição são primordiais para uma comunidade mais sustentável sob esse aspecto.

Dentro de nossas casas, é possível realizar várias ações que contribuam com a sustentabilidade ambiental e ecológica. Entre elas estão a separação de lixo, reciclagem, redução do consumo e reutilização de materiais são algumas das formas possíveis de se cooperar com a sustentabilidade de sua comunidade.

Sustentabilidade empresarial
Como o próprio nome já diz, esse tipo de sustentabilidade se refere às ações realizadas por empresas. Uma empresa que tenha responsabilidade e valores ambientais e sociais bem estabelecidos tende a ganhar destaque e a ser vista com bons olhos pelos consumidores, principalmente quando divulgam essas ações por meio do chamado marketing verde. Ou seja, ser uma empresa que invista na sustentabilidade traz benefícios não só ao meio ambiente como também ganhos para a própria marca.

Essas empresas podem se adequar ao conceito de sustentabilidade empresarial aderindo, patrocinando ou apoiando programas de preservação, realizando educação ambiental dentro da empresa e entre seus colaboradores. O objetivo é sempre reduzir, reciclar e reutilizar materiais. Isso é possível investindo-se em prédios ecologicamente corretos e inteligentes, entre outras inúmeras ações que podem incluir também a promoção do esporte, da saúde e do bem estar dos funcionários, de suas famílias e da comunidade na qual está inserida.

Mesmo não sendo um empresário, você pode contribuir com isso consumindo produtos e serviços de empresas que têm como cultura a preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida e bem estar das pessoas.

Sustentabilidade social
A sustentabilidade social está ligada a um conjunto de ações que visam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Isso inclui a diminuição da desigualdade social e a garantia de acesso a serviços básicos como saúde e educação, por exemplo. Uma cidade ou país mais igualitário tende a apresentar uma redução da violência e crescimento econômico mais sólido.

Nessa questão, além de contribuirmos com quem precisa doando dinheiro ou mesmo nosso tempo, podemos também ser ativos politicamente cobrando quem nos representa de forma que os serviços públicos melhorem sua qualidade. Afinal, um lugar com oportunidades para todos faz bem para toda a sociedade.

Sustentabilidade econômica
O maior desafio da sustentabilidade econômica é a combinação de desenvolvimento econômico, gerando lucros e empregos, com um conjunto de práticas que visam a redução ou eliminação de produtos ou práticas que agridam ao meio ambiente.

Em outras palavras, ela é fundamentada num modelo de gestão sustentável. Esse tipo de sustentabilidade corresponde à capacidade da sociedade de produzir, distribuir e utilizar as riquezas produzidas. Tem como foco uma distribuição de renda mais justa e se utiliza de meios que preservem os recursos naturais para as próximas gerações.

Publicado originalmente em https://t.ly/6b1ge

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Tilápias na Aquaponia

O que é aquaponia?
A produção de tilápia em aquaponia é um sistema inovador e sustentável que combina a aquicultura (criação de peixes) com a hidroponia (cultivo de plantas sem solo). Nesse sistema, os resíduos dos peixes, ricos em nutrientes, servem como adubo para as plantas, que por sua vez filtram a água que retorna aos peixes. Esse ciclo fechado cria um ambiente harmonioso e produtivo, ideal para quem busca uma alternativa sustentável para a produção de alimentos.

Por que escolher a tilápia?
A tilápia se destaca como uma das melhores opções para aquaponia devido a diversas vantagens:
1. Resistência a doenças: tilápias são robustas e apresentam alta resistência a doenças comuns em sistemas aquáticos.
2. Crescimento rápido: possuem um ciclo de crescimento rápido, permitindo uma alta rotatividade na produção.
3. Alimentação facilitada: diversas rações comerciais de alta qualidade estão disponíveis para atender às necessidades nutricionais da tilápia.
4. Carne saborosa: a tilápia é apreciada por sua carne branca, saborosa e livre de espinhas intramusculares, tornando-a popular entre os consumidores.

Componentes essenciais para um sistema de aquaponia eficiente:
Tanque de Peixes: deve ser dimensionado de acordo com a quantidade de tilápias que você deseja criar.
Cama de Cultivo: utilize materiais como argila expandida que propiciem boa circulação da água e suporte para as raízes das plantas.
Decantador: local para remover os resíduos sólidos dos peixes (fezes e restos de ração).
Biofiltro: abriga as bactérias nitrificantes responsáveis pela conversão da amônia em nitratos, nutrientes essenciais para as plantas.
Bomba de Água: garante a recirculação da água entre o tanque de peixes e a cama de cultivo.
Aerador: fornece oxigênio dissolvido à água, essencial para a saúde dos peixes e bactérias.

Plantas ideais para aquaponia:
1. Hortaliças folhosas: alface, espinafre, acelga e rúcula são ótimas opções.
2. Ervas aromáticas: manjericão, hortelã, coentro e alecrim enriquecem seu sistema com sabor e aroma.
3. Frutos pequenos: tomates cereja, pimentões e morangos podem ser cultivados com sucesso em aquaponia.

Monitoramento da qualidade da água:
A qualidade da água é crucial para o sucesso da aquaponia. Os parâmetros a serem monitorados incluem:
1. pH: ideal entre 6,8 e 7,2.
2. Temperatura: a tilápia se desenvolve melhor em temperaturas entre 24°C e 28°C.
3. Oxigênio dissolvido: nível acima de 5 mg/L é essencial para a saúde dos peixes e bactérias.

Alimentação e crescimento dos peixes:
A tilápia deve ser alimentada com uma ração de alta qualidade, com uma boa digestibilidade e formulada para garantir um crescimento saudável. A quantidade e a frequência da alimentação dependem do tamanho e da idade dos peixes.

Benefícios da aquaponia:
1. Uso eficiente da água: consome até 90% menos água do que a agricultura tradicional.
2. Produção local de alimentos: reduz a necessidade de transporte e a pegada de carbono.
3. Sustentabilidade: produção orgânica, sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos.
4. Alto valor agregado: alimentos nutritivos e livres de agrotóxicos, com maior valor de mercado.

Conclusão:
A produção de tilápia em aquaponia é uma maneira eficiente e sustentável de criar peixes e cultivar plantas simultaneamente. Este método não só maximiza o uso de recursos, mas também promove práticas agrícolas ecologicamente corretas. Com os cuidados adequados e o manejo eficiente, a aquaponia pode ser uma solução viável para atender à demanda crescente por alimentos frescos e saudáveis. Além de fornecermos a linha completa de rações para o seu sistema, possuímos serviço técnico especializado para montagem do seu sistema!

Publicado originalmente em https://www.somanutricaoanimal.com.br/producao-de-tilapia-em-aquaponia-um-guia-completo/

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