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História do Dia da Criança no Brasil

12 de outubro se tornou o Dia das Crianças no Brasil há um pouco mais de um século. O único país que celebra a data em outubro. Conheça como essa data foi criada.

Um dia para celebrar a infância, o universo lúdico, a inocência e a alegria das crianças, além de reforçar a importância da proteção dos direitos ligados à Declaração Universal dos Direitos das Crianças, firmados pela ONU (Organizações das Nações Unidas). Essa é a ideia por trás do Dia das Crianças, efeméride que no Brasil é comemorada em 12 de outubro.

Mas será que era essa a intenção inicial de sua criação? Há mais de um século, em 1924, a data foi instituída, mas a história de sua origem passa por questões políticas e comerciais que diferenciam a escolha do dia no calendário nacional se comparado aos demais países do mundo. Este ano, antes de comemorar com os pequenos, saiba como se originou o Dia das Crianças no Brasil.

Celebrar a infância e as crianças é algo que acontece no mundo inteiro. No Brasil, tudo começou no 3º Congresso Sul-Americano da Criança de 1923, realizado no Rio de Janeiro e que debateu a educação, a alimentação e o desenvolvimento de quem está na infância, como conta um artigo da Agência Brasil – órgão oficial de comunicação do Governo Federal.

A ideia de celebrar as crianças no país virou um projeto de lei que foi aprovado pelo Senado e pela Câmara dos Deputados, e assinado como decreto oficial em novembro de 1924 pelo então presidente Arthur Bernardes com o nome de “Festa da Criança”, sendo comemorada pela primeira vez em 12 de outubro de 1925, há 100 anos, diz a Agência Senado.

Segundo o artigo no site da Agência Senado, nos anos 1920 do século passado, as crianças no Brasil não tinham os direitos assegurados como nos tempos atuais. A Declaração dos Direitos da Criança da ONU só foi assinada em 20 de novembro de 1959 e em terras brasileiras, o Estatuto da Criança e do Adolescente foi criado somente em 1990.
Acima, crianças nos dias atuais com direitos assegurados no horário da merenda escolar em uma creche …

Nessa época, “as crianças pobres em geral não frequentavam a escola, eram obrigadas a trabalhar, vagavam em bandos pelas cidades e, se detidas por algum crime ou mera vadiagem, iam para a cadeia”, afirma o artigo do órgão de comunicação do Senado Federal. Por isso, a ideia de uma data para promover a proteção das crianças surgiu nesse contexto.

Em entrevista ao site da Agência Senado, o pedagogo Moysés Kuhlmann Júnior, professor da Universidade de Brasília (UnB) e autor de livros como “Infância e Educação Infantil, uma abordagem histórica”, afirma que a preocupação com as crianças brasileiras foi mais acentuada no final do século 19 e nos primeiros 25 anos do século 20.

“No período que vai da Abolição da Escravidão e da proclamação da República ao centenário da Independência, ganharam força os debates em torno da modernização do país. Juristas, médicos e intelectuais frequentaram os congressos científicos que aconteciam na Europa e apresentavam modelos de progresso para as nações. E o cuidado com a infância era um dos requisitos para sair do atraso e entrar na modernidade”, diz Kuhlmann Júnior.

Durante o 3º Congresso Sul-Americano da Criança em 1923, no Rio de Janeiro, quando surgiu a ideia de uma data oficial comemorativa para as crianças veio também a sugestão de coincidir o Dia da Criança com a data do Descobrimento da América (que é 12 de outubro).

A sugestão da data tinha como o objetivo associar a imagem da nova geração (as crianças) à chegada de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo (as Américas) e, assim, induzir todos os países americanos que participaram desse congresso a adotar a mesma data comemorativa, conforme relata a Agência Senado.

Porém, o objetivo não foi alcançado, já que cada país das Américas hoje celebra o Dia da Criança em uma data diferente. O Paraguai, por exemplo, escolheu o dia 16 de agosto, que é feriado nacional. Justamente nesta data, em 1869, as tropas brasileiras massacraram um batalhão formado por centenas de crianças guaranis num dos episódios mais sangrentos e traumáticos da Guerra do Paraguai, lembra a fonte do Senado.

As crianças devem ser respeitadas, asseguradas, celebradas e livres para aproveitar a infância no mundo todo – como nesta foto, em que meninos jogam futebol pelas ruas do Cairo, no Egito.

Antes de 1924, o Dia da Criança no Brasil era comemorado informalmente em 2 de outubro, data em que a Igreja Católica celebra o Dia dos Anjos da Guarda, afirma o site de comunicação do Senado.

Mas desde a primeira comemoração oficial no Brasil, há 100 anos, de 1925 para cá, o Dia das Crianças mudou de data algumas vezes. Em 1940, o então presidente Getúlio Vargas mudou a comemoração para 25 de março, mas a efeméride não era muito celebrada.

Só que 20 anos depois, em 1960, uma campanha publicitária chamada “Semana do Bebê Robusto” feita por uma fabricante de brinquedos junto com uma empresa de cosméticos levou a celebração de volta ao 12 de outubro, tal como conhecemos hoje e, com isso, a data acabou mais ligada ao consumo do que aos direitos dos pequenos cidadãos, diz a fonte do Senado.

Uma coincidência é que em 12 de outubro se celebra também o Dia de Nossa Senhora Aparecida (instituído como feriado nacional desde 1980), uma santa considerada a padroeira do Brasil para os católicos — fato que comercialmente facilita a comemoração do Dia das Crianças.

O Brasil é o único país do mundo que comemora o Dia das Crianças em 12 de outubro, de acordo com a Agência Brasil. Desde 1925, muitos países celebram a data no dia 1º de junho, que é conhecido como o Dia Internacional da Criança. Já a ONU definiu, em 1959, o dia 20 de novembro como o Dia Mundial da Criança, porque é a data da adoção da Declaração Universal dos Direitos da Criança.

Os pequenos têm dias comemorativos em quase todo o mundo, em diferentes meses do ano. Nos Estados Unidos é no 2º domingo de junho; entre alguns países latinos, como Argentina e Uruguai, acontece em 9 de agosto e, no México, se dá em 30 de abril. Já na França e no Reino Unido este dia é celebrado 20 de Novembro, junto com a data escolhida pela ONU.

Publicado originalmente em National Geographic

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ECA Digital – Lei Aprimorada

Nova lei reforça direitos de crianças e adolescentes no mundo online. Conheça os instrumentos do ECA Digital. Após 35 anos de Estatuto da Criança e do Adolescente, confira a modernização.

O ECA Digital surge num momento de intensa digitalização das relações sociais, culturais e econômicas, quando crianças e adolescentes interagem cada vez mais cedo com redes sociais, jogos, aplicativos e outras interfaces. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em 17 de setembro de 2025, foi sancionada a Lei nº 15.211/2025, que institui o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A norma estende ao ambiente virtual os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), criando obrigações legais para plataformas, apps, provedores e responsáveis, com foco na proteção integral de menores em ambientes digitais. Entenda na TVT News.

O ECA Digital surge num momento de intensa digitalização das relações sociais, culturais e econômicas, quando crianças e adolescentes interagem cada vez mais cedo com redes sociais, jogos, aplicativos e outras interfaces. A lei visa prevenir violações como exploração, assédio, vazamento de dados, manipulação publicitária e conteúdos nocivos. A seguir, entenda os principais pontos da lei, e passe pela voz de quem atua no campo da proteção digital.

Os pilares da nova lei
Segurança e privacidade por padrão
Plataformas acessíveis a crianças e adolescentes deverão operar com configurações protetivas como padrão, limitando coleta de dados, restrições de rastreamento e evitando práticas que comprometam a privacidade.

Supervisão dos responsáveis
Contas de até 16 anos deverão estar vinculadas a um responsável. Ferramentas obrigatórias permitirão limitar tempo de uso, controlar compras e monitorar conteúdos acessados.

Bloqueio de conteúdos ilegais ou impróprios
Conteúdos que envolvam pornografia, violência extrema, exploração sexual, discurso de ódio ou assédio deverão ser barrados desde a concepção do produto. A autodeclaração de idade não será suficiente: mecanismos confiáveis de verificação são exigidos.
Publicidade, jogos e interações monetizadas
Recursos como caixas de recompensa (loot boxes) ficam proibidos para público infantojuvenil. Técnicas de mineração psicológica, análise emocional ou impulsionamento de anúncios para menores são vedadas.

Transparência e accountability
Plataformas com milhões de usuários jovens terão de publicar relatórios semestrais, em língua portuguesa, sobre denúncias recebidas, moderação, contas infantis e medidas de proteção adotadas.

A lei estabelece prazo de seis meses para adaptação das plataformas. Quem descumprir poderá ser punido com multas de até R$ 50 milhões, suspensão e até proibição de funcionamento.

O que mudou na prática e no discurso
Em entrevista para a TVT News, a advogada Juliana Dória, especialista em tecnologia, privacidade e proteção de dados, analisa os avanços, desafios e impactos do ECA Digital.

Avanços substanciais na proteção digital
Juliana Dória afirma que o ECA Digital “inaugura uma nova fase na regulação do ambiente digital, ao impor deveres proativos às organizações para garantir a proteção integral e prioritária de crianças e adolescentes, tendo como parâmetro o seu melhor interesse.” Ela destaca que a lei abrange “tanto os serviços explicitamente voltados a esse público quanto aqueles com acesso provável, considerando fatores como atratividade, facilidade de uso e acesso, além dos riscos à privacidade, segurança ou desenvolvimento.”

Ela ressalta que “entre os principais avanços, destaca-se a exigência de mecanismos seguros e confiáveis para verificação de idade, proibindo a simples autodeclaração.” Outro ponto importante, segundo Juliana, é que o ECA impõe que “produtos e serviços acessíveis a crianças e adolescentes adotem, desde a concepção, configurações padrão que garantam o mais alto nível de proteção à privacidade, segurança e dados pessoais.”

Ainda conforme a advogada, a lei amplia o escopo de riscos previstos: “a lei impõe o gerenciamento de riscos, a classificação etária de conteúdos, a prevenção ao acesso a conteúdos inadequados e o combate ao uso compulsivo, com um rol de riscos que inclui exploração sexual, violência, automutilação, suicídio, uso de substâncias, jogos de azar, publicidade predatória e pornografia.”

Outro dispositivo relevante, na visão de Juliana, é a proibição da criação de perfis comportamentais e o uso de “técnicas de publicidade direcionada, como análise emocional e tecnologias imersivas”. Também é vedada “a monetização e o impulsionamento de conteúdos que retratem crianças de forma erotizada ou em contexto sexualmente sugestivo.”

Quanto à supervisão dos pais, a advogada afirma que essa competência torna-se norma obrigatória: “A supervisão parental torna-se obrigatória, com ferramentas acessíveis e eficazes, configuradas por padrão no nível mais protetivo, permitindo que pais e responsáveis controlem tempo de uso, interações, privacidade, conteúdos acessados, rastreamento e sistemas de recomendação.”

Para casos graves, Juliana esclarece que “a lei obriga os fornecedores de produtos e serviços digitais a remover e comunicar às autoridades competentes, nacionais e internacionais, qualquer conteúdo relacionado à exploração e abuso sexual, sequestro ou aliciamento de crianças e adolescentes, além de reter os dados associados conforme os prazos e requisitos legais.” E reforça: “determina a remoção imediata, sem necessidade de ordem judicial, de conteúdos que violem direitos de crianças e adolescentes, desde que haja notificação por vítimas, seus representantes, o Ministério Público ou entidades de defesa, com identificação clara do conteúdo e do autor da notificação, sendo vedada a denúncia anônima.”

Juliana também detalha obrigações específicas: “Jogos eletrônicos voltados a esse público não podem conter loot boxes e devem limitar interações entre usuários, com moderação e consentimento parental. Nas redes sociais, contas de menores de 16 anos devem estar vinculadas a responsáveis legais, e os provedores devem restringir conteúdos inadequados, aprimorar mecanismos de verificação de idade e impedir alterações nas configurações de proteção sem autorização. Lojas de aplicativos e sistemas operacionais também passam a ter o dever de verificar a idade dos usuários, garantir mecanismos de supervisão parental e exigir consentimento para downloads feitos por menores.”

E completa: “Por fim, o ECA Digital reforça o dever de transparência ao exigir que plataformas com mais de um milhão de usuários crianças e adolescentes no Brasil publiquem relatórios semestrais em português, com informações sobre canais de denúncia e apuração, volume e tipos de moderação de conteúdo ou contas, medidas de identificação de contas infantis e de combate a atos ilícitos, além de aprimoramentos técnicos em proteção de dados, verificação de consentimento parental e gestão de riscos à saúde e segurança desse público. Além disso, empresas estrangeiras que ofereçam serviços digitais no Brasil deverão manter representante legal no país, apto a responder perante as autoridades.”

Fortalecimento dos Conselhos Tutelares
Sobre o papel do Conselho Tutelar na nova lei, Juliana Dória afirma ser um avanço: “o ECA Digital (Lei nº 15.211/2025) contribui para o fortalecimento dos Conselhos Tutelares ao estabelecer um arcabouço legal mais robusto para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.” Ela ressalta que, embora a lei não mude diretamente a estrutura dos conselhos, ela amplia as obrigações das plataformas digitais e “reforça o papel das autoridades responsáveis pela aplicação das normas de proteção, o que fortalece a atuação dos Conselhos no enfrentamento de violações no ambiente online.”

A advogada dá exemplos práticos desse fortalecimento: “conteúdos que violem os direitos de crianças e adolescentes devem ser retirados das plataformas assim que houver notificação por parte de vítimas, seus representantes legais, o Ministério Público ou entidades de defesa desses direitos, o que inclui os Conselhos Tutelares. A retirada deve ser feita de forma imediata e sem necessidade de ordem judicial, desde que a notificação permita identificar claramente o conteúdo e o autor da notificação. Isso reconhece, na prática, a legitimidade dos Conselhos como agentes capazes de acionar diretamente as plataformas diante de situações de exposição, violência ou outros riscos no ambiente digital.”

Além disso, Juliana aponta que a exigência de publicação de relatórios semestrais pelas plataformas “passa a contar com dados mais concretos e atualizados para agir de forma preventiva, e monitorar tendências de violações.” E completa: “A exigência de canais claros e acessíveis para denúncias também é um avanço importante, pois amplia as possibilidades de encaminhamento de denúncias e facilita a comunicação entre os diferentes atores da rede de proteção. Ao mesmo tempo, a lei fortalece a articulação entre órgãos públicos e entidades da sociedade civil, criando um ambiente mais propício para que os Conselhos participem ativamente da implementação de políticas de proteção no ambiente digital.”
Velocidade na remoção de conteúdos abusivos

Perguntada sobre o quão rápido deve ser a remoção de conteúdos abusivos, Juliana contesta que “a remoção de conteúdos que violem os direitos de crianças e adolescentes deve ocorrer de forma imediata, assim que a plataforma for formalmente notificada.” E reforça que “a lei entende como violações conteúdos relacionados à exploração e abuso sexual, violência, assédio, incitação à automutilação ou suicídio, além de materiais que envolvam jogos de azar, uso de substâncias, pornografia e práticas publicitárias predatórias, entre outros riscos ao bem-estar infantojuvenil.”

Ela detalha que “essa remoção não depende de ordem judicial. Basta que a notificação seja feita por vítimas, representantes legais, Ministério Público ou entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente, desde que contenha informações que permitam identificar com precisão o conteúdo denunciado e o autor da comunicação. Denúncias anônimas não são aceitas.”

Para garantir essa rapidez, as plataformas devem “manter canais específicos e de fácil acesso para esse tipo de denúncia, garantindo agilidade no tratamento de conteúdos nocivos.”

Desafios e perspectivas: da regulamentação à prática
A promulgação do ECA Digital representa avanço jurídico significativo: ele não apenas transpõe para o ambiente digital os princípios do ECA tradicional, mas institui obrigações ativas e imediatas que podem refrear danos virtuais a crianças e adolescentes.

Porém, sua efetividade dependerá de vários fatores:

Capacidade técnica das plataformas — adaptar sistemas de verificação de idade, moderação automática e filtros seguros pode demandar investimentos altos e inovações contínuas.
Fiscalização e sanções — a nova autoridade administrativa autônoma prevista na lei precisará operar com vigor e independência para aplicar multas, suspensões ou até proibições.
Engajamento de pais, educadores e sociedade civil — as ferramentas de controle dependem de uso e acompanhamento responsável.
Integração institucional — conselhos tutelares, órgãos judiciais, Ministérios Públicos, agências reguladoras e provedores terão de articular fluxos de denúncia, remoção e responsabilização eficiente.
Cultura digital consciente — mais importante que a imposição legal será a formação de uma cultura em que crianças e adolescentes compreendam seus direitos e limites no ambiente online.

Publicado originalmente em TVT News

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Insetos à mesa da UE

Ingrediente à base de insetos liberado para alimentos da UE
Pó de larva da farinha tratado com UV pode ser adicionado ao pão, queijo, macarrão e outros produtos alimentícios sob nova regulamentação

A Comissão Europeia aprovou um novo ingrediente alimentar feito de larvas de bicho-da-farinha secas e moídas, a forma jovem dos besouros. As larvas serão tratadas com luz ultravioleta (UV), um processo semelhante ao modo como a luz solar ajuda a pele humana a produzir vitamina D.

A aprovação faz parte do plano da UE de introduzir fontes de proteína mais sustentáveis ​​e permite até 4% do pó à base de insetos em produtos como pão, queijo, macarrão e geleias. A regulamentação entra em vigor em 10 de fevereiro.

A decisão segue um parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), que concluiu que o pó de larva de farinha tratado com UV é seguro em níveis aprovados. A EFSA observou que, embora o tratamento com UV aumente o conteúdo de vitamina D3, ele não contribui significativamente para a ingestão alimentar.

No entanto, a agência alertou que algumas pessoas, incluindo aquelas com alergia a frutos do mar ou ácaros, podem apresentar reações às proteínas do bicho-da-farinha e sugeriu mais pesquisas nessa área.

Em resposta, a Comissão Europeia determinou uma rotulagem clara para alimentos que contenham pó de larva de farinha. As embalagens devem declarar “contém vitamina D produzida por tratamento UV” e exibir a quantidade de vitamina D em fatos nutricionais. A lista de ingredientes também deve mencionar claramente o ingrediente à base de insetos, especialmente para consumidores com alergias.

A decisão se alinha com o incentivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para insetos como uma fonte sustentável de proteína. Comparados à pecuária tradicional, os insetos requerem menos terra, água e ração, enquanto produzem menos gases de efeito estufa, tornando-os uma opção mais ecológica.

O Fórum Econômico Mundial (FEM) também promoveu o consumo de insetos como uma alternativa sustentável à carne. Em 2021, ele descreveu a criação de insetos como uma solução verde para a crescente crise alimentar, enfatizando seus benefícios de proteína e fertilizantes. Em 2022, o FEM delineou cinco maneiras pelas quais comer insetos poderia combater as mudanças climáticas reduzindo as emissões de gases de efeito estufa ligadas à criação de gado.

A aprovação do pó de larva da farinha se soma à lista da UE de alimentos autorizados à base de insetos. Anteriormente, a Comissão Europeia aprovou outros insetos, como gafanhotos migratórios e grilos domésticos, em formas congeladas, secas e em pó.

Os insetos há muito fazem parte das dietas na África, Ásia e América Latina. Países como México e Tailândia consomem regularmente grilos, gafanhotos e larvas de besouros. Recentemente, Cingapura aprovou 16 espécies de insetos para consumo humano. Nos EUA e Canadá, os insetos são classificados como novos alimentos e exigem aprovação regulatória.

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O Desafio do Progresso

Primeiros passos para mudar a matriz econômica de Colinas

É um bom desafio mudar a matriz econômica de um município que atualmente depende ~90% da produção primária de suínos, bovinos, frango e leite, sendo essencial adotar uma abordagem multifacetada que promova a diversificação e a sustentabilidade. Aqui estão algumas estratégias (sugeridas) que podem ser implementadas:

1. Diversificação da Produção Agrícola
Incentivar Culturas Alternativas: Introduzir novas culturas que possam complementar a produção animal, como grãos, hortaliças ou frutas, pode ajudar a diversificar a economia local. Isso também pode incluir o cultivo de plantas para biocombustíveis ou produtos de valor agregado.

Integração Lavoura-Pecuária: Promover práticas de integração entre agricultura e pecuária pode aumentar a eficiência do uso da terra e melhorar a renda dos produtores.

2. Valorização da Cadeia Produtiva
Agroindústria: Fomentar a instalação de agroindústrias locais para processamento de carnes e laticínios pode agregar valor aos produtos primários, gerando mais empregos e aumentando a receita local. A experiência de Santa Catarina na diversificação da produção avícola é um exemplo positivo.

Certificações e Qualidade: Implementar programas de certificação que garantam padrões de qualidade e sustentabilidade na produção pode abrir novos mercados, tanto internos quanto externos, para os produtos locais.

3. Desenvolvimento de Novos Setores Econômicos
Turismo Rural: Investir no turismo rural e na valorização das tradições locais pode criar novas fontes de receita. Isso inclui o desenvolvimento de atividades como agroturismo, onde visitantes podem aprender sobre a produção agrícola e participar de experiências no campo.

Turismo Cultural: Promover calendário de eventos que celebrem as tradições locais e ancestrais, promovendo costumes e produtos regionais, assim como a gastronomia típica para atrair turistas.

Economia Circular: Promover práticas de economia circular, onde resíduos da produção animal são reaproveitados como insumos em outras atividades (como biogás ou fertilizantes), pode reduzir custos e aumentar a sustentabilidade.

4. Capacitação e Formação
Programas de Capacitação: Oferecer cursos e treinamentos para os agricultores sobre novas técnicas de cultivo, gestão financeira e marketing pode capacitá-los a diversificar suas atividades e melhorar sua competitividade.

Apoio ao Empreendedorismo: Incentivar o empreendedorismo local através de microcréditos e consultorias pode estimular o surgimento de novos negócios que complementem a economia agrícola.
Estimular o espírito empreendedor entre os jovens da comunidade, oferecendo cursos sobre gestão de negócios e inovação em áreas diversas das atividades primárias.

5. Parcerias e Governança Local
Formação de Consórcios: Criar consórcios entre produtores, governo e instituições educacionais pode facilitar o acesso a recursos, conhecimentos técnicos e mercados. A formação de uma governança local focada no desenvolvimento econômico é crucial para coordenar esforços.

Parcerias Público-Privadas:
Estabelecer parcerias entre o governo local, empresas privadas e organizações não governamentais para implementar projetos que visem à diversificação econômica.

Incentivos Fiscais: Oferecer incentivos fiscais para empresas que investem em tecnologias sustentáveis ou que se estabelecem na região pode atrair novos negócios e investimentos.

Investimentos em Infraestrutura:
Investir em infraestrutura (parque industrial, loteamentos residenciais e áreas comerciais descentralizadas) para incentivar a instalação de negócios diversificados e a manutenção das novas comunidades próximas.

Implementar essas estratégias requer um planejamento cuidadoso e a colaboração entre diversos atores locais, incluindo governo, setor privado e comunidade. O sucesso dependerá da capacidade de gestão da administraçao pública e do município em se adaptar às mudanças do mercado e às necessidades da população.

A participação ativa da comunidade em todas as fases do planejamento e implementação é crucial para garantir que as mudanças sejam sustentáveis e benéficas para todos os envolvidos.

Publicado originalmente em https://colinasrs.online/

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Lei dos Crimes Ambientais

O que é a Lei de Crimes Ambientais? Entenda a relação com ODS 15

O Brasil possui diversos biomas, como a Amazônia, o Cerrado e o Pantanal. Cada um deles abriga uma rica variedade de vida. Nesse cenário, a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) é fundamental para proteger essa biodiversidade, especialmente porque a degradação dos ecossistemas terrestres tem crescido e gerado diversas consequências.

A perda de biodiversidade, isto é, da diversidade de formas de vida existentes no nosso planeta, impacta a segurança alimentar e hídrica, aumenta a vulnerabilidade às mudanças climáticas e compromete a qualidade de vida das pessoas.

É necessário agir com urgência para reverter esse quadro preocupante. Visando a imposição de penalidades em casos de crimes ambientais e condutas prejudiciais ao meio ambiente, foi promulgada a Lei de Crimes Ambientais.

Para saber mais sobre o assunto, continue com a gente! Vamos apresentar todos os detalhes sobre o tema e mostrar como a legislação brasileira auxilia no alcance das metas do ODS 15 no Brasil.

O projeto Direito ao Desenvolvimento é uma realização do Instituto Mattos Filho, produzido pela Civicus em parceria com a Politize! para abordar os principais avanços e desafios legais enfrentados em relação à Agenda 2030.

Como a Lei de Crimes Ambientais ajuda o Brasil a avançar nas metas do ODS 15?
A Lei n.º 9.605/98, conhecida como Lei de Crimes Ambientais, trata da responsabilização de condutas e atividades lesivas no aspecto ambiental. O seu objetivo é proteger o meio ambiente, garantir a preservação dos recursos naturais e evitar prejuízos à saúde da população.

Ela contribui para as metas do ODS 15: visa a proteção dos ecossistemas terrestres, a preservação da biodiversidade e o combate à degradação ambiental. Essas ações auxiliam na promoção de um ambiente mais sustentável e saudável para todos, possibilitando o alcance das seguintes metas:

Meta 15.1: assegurar a conservação, recuperação e uso sustentável de ecossistemas terrestres e de água doce;
Meta 15.2: implementar a gestão sustentável de todos os tipos de florestas, deter o desmatamento e aumentar o reflorestamento a nível global;
Meta 15.5: tomar medidas urgentes para reduzir a degradação dos habitats naturais, frear a perda de biodiversidade e proteger espécies ameaçadas de extinção.

Veja também o infográfico sobre o tema!

O que são crimes ambientais?
Os crimes ambientais são ações lesivas ao meio ambiente. Eles abrangem uma variedade de atividades prejudiciais, inclusive para nossa saúde. A Lei de Crimes Ambientais estabelece punições para essas atividades, que podem incluir multas, penas restritivas de direito (até mesmo prisão) e prestação de serviços à comunidade, dependendo da gravidade do caso.

Tipos de crimes ambientais
A lei divide os crimes ambientais em 5 tipos:

Contra a fauna:
Caça ilegal;
Destruição de habitats;
Tráfico de animais silvestres;
Maus-tratos, mutilação ou abate de animais domésticos ou silvestres;
Pesca ilegal/predatória e outros.

Contra a flora:
Desmatamento;
Incêndios em florestas;
Venda ilegal de madeira;
Extrativismo ilegal;
Biopirataria e outros.

Poluição e outros crimes:
Poluição do ar, solo ou água que possa causar danos à flora, à fauna e à saúde humana;
Descarte irregular de resíduos;
Produção e uso de substância tóxica/nociva à saúde humana ou ao meio ambiente;
Construção de estabelecimentos com alto grau de poluição sem a devida autorização e outros.

Crimes contra o patrimônio cultural e ordenamento urbano (normas que tratam do desenvolvimento das áreas urbanas):
Danificar áreas ou bens protegidos por lei (sítios arqueológicos, museus, bibliotecas, arquivos etc.);
Alterar a estrutura de construções protegidas por lei;
Construir ou desmatar áreas de preservação ambiental;
Vandalizar construções urbanas e outros.

Crimes contra a Administração Ambiental:
Corrupção (sonegação, omissão de informações etc.);
Omissão do dever de fiscalização ambiental;
Fraudes de licenças e outros documentos da área ambiental e outros.
Imagem aérea de floresta em chamas. A queimada é uma prática ilegal abordada pela Lei de Crimes Ambientais.

Medidas de prevenção e combate
Para combater os diversos crimes ambientais, precisamos de mudanças, certo? São necessárias medidas abrangentes que envolvam fiscalização rigorosa, aplicação eficaz da lei e cooperação internacional.

A mobilização conjunta de governos, organizações da sociedade civil (OSCs) e empresas tem um papel essencial nessa missão.

Confira algumas ações que podem ser colocadas em prática por esses atores:

Tecnologias limpas: o investimento nessa área ajuda a reduzir o uso desmedido dos recursos naturais e, consequentemente, os impactos negativos no meio ambiente;

Cooperação Internacional: os países devem trabalhar em conjunto para combater práticas criminosas como o tráfico ilegal de espécies, tráfico ilegal de madeira, biopirataria (exploração ilegal de recursos biológicos e propriedade intelectual), desmatamento e outros crimes ambientais que ultrapassam as fronteiras;

Educação ambiental: é fundamental para conscientização pública, como forma de promover uma cultura de respeito à natureza e incentivar comportamentos sustentáveis em todos os níveis da sociedade;

Apoio Financeiro: países mais desenvolvidos podem prestar apoio técnico e econômico aos países em desenvolvimento, para conseguirem implementar medidas eficazes de proteção ambiental e adaptação aos impactos das mudanças climáticas.
Como os crimes ambientais se relacionam com os nossos direitos?
Crimes ambientais causam impactos ao meio ambiente, à biodiversidade dos ecossistemas e às pessoas. Mas você sabe quais danos são esses? Os impactos podem ser divididos em 3 grupos, tais como:

Danos ao meio ambiente
Desmatamento: no Brasil, o padrão de desmatamento mudou. É o que os dados do Deter, sistema de monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), indicam. Enquanto na Amazônia houve queda de 50% nas taxas de desmatamento em relação ao ano anterior, no Cerrado o crescimento foi de 44% no mesmo período.
As árvores também são fundamentais na regulação do clima do planeta, pois absorvem dióxido de carbono (CO2) da atmosfera durante o seu processo de fotossíntese;

Poluição da água: apenas 11% das águas residuais (que foram usadas em atividades domésticas, comerciais ou industriais) tratadas do mundo são reutilizadas e cerca de metade não tratada ainda é descartada em rios, lagos e mares, afetando a biodiversidade e a qualidade da água para consumo humano e produção agrícola. (Relatório “Águas residuais – Transformando problemas em soluções”);

Perda de biodiversidade: a destruição de habitats e a exploração não sustentável de recursos resultam em um ritmo de extinção de espécies entre mil e dez mil vezes maior do que o natural, conforme relatórios da Plataforma Intergovernamental de Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

Danos às pessoas
Saúde pública: a poluição do ar contribui para o surgimento de doenças respiratórias, cardiovasculares e câncer, causando mais de 6 milhões de mortes por ano, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
Comer carnes de animais selvagens, capturados de forma ilegal, pode facilitar a contração de doenças, uma vez que essa carne não passou por um controle de qualidade, como acontece nas indústrias.

Segurança alimentar: a degradação do solo e a escassez de água comprometem a produção de alimentos, o que aumenta a insegurança alimentar em regiões vulneráveis e gera conflitos e migrações.

Danos econômicos
Custos diretos: os prejuízos causados por desastres naturais e eventos climáticos extremos, entre 2020 e 2021, representaram uma média de 0,22% do PIB mundial, com países em desenvolvimento sendo os mais afetados. Fonte: Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

Reputação e responsabilidade corporativa: empresas envolvidas em escândalos ambientais podem enfrentar grandes prejuízos econômicos;

Regulamentações e multas: o aumento da conscientização ambiental levou à implementação de regulamentações mais rigorosas e ao aumento das multas por violações ambientais.

Como denunciar crimes ambientais no Brasil?
Existem algumas formas de fazer uma denúncia; uma delas é utilizar a Linha Verde do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

Telefone
Ouvidoria IBAMA (Linha Verde): 0800 061 8080

Site
Na plataforma Fala.BR da Controladoria Geral da União (CGU) você pode fazer denúncias anônimas ou identificadas, com a garantia da proteção de sua identidade, que inclui o não registro do endereço eletrônico (IP).

Conclusão
A biodiversidade dos ecossistemas terrestres contribui para a nossa vida na Terra. O papel do ODS 15 é de extrema importância nesse contexto. Ele fornece um quadro abrangente de orientações para guiar as atividades de restauração e proteção de todas as formas de vida.

No entanto, ainda há muito a ser feito para ampliar o impacto dessas ações. O sucesso da recuperação dos ecossistemas terrestres depende da participação de todos. Governos, empresas, OSCs, comunidades e indivíduos podem contribuir de diversas maneiras, desde o apoio a políticas públicas até a adoção de práticas sustentáveis.

A Década da Restauração de Ecossistemas, plano lançado pelas Nações Unidas, oferece uma oportunidade única para acelerarmos esse processo. Com a meta global de restaurar 350 milhões de hectares de ecossistemas até 2030, o Brasil pode se tornar um exemplo de referência na área.

Publicado originalmente em https://www.politize.com.br/direito-desenvolvimento/lei-de-crimes-ambientais-ods-15

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Jardinagem hidropônica em casa

25 ervas aromáticas, legumes e plantas para cultivar na água: Um guia para a jardinagem hidropônica em casa

A jardinagem nem sempre requer solo. A hidroponia, a prática de cultivar plantas na água, ganhou popularidade devido à sua eficiência de espaço e à alegria de cultivar plantas de maneiras não convencionais. Aqui está uma lista de 25 ervas, vegetais e plantas que você pode cultivar na água, tornando sua casa um oásis verde e abundante.

Ervas
Manjericão: Propague o manjericão colocando estacas na água. Certifique-se de que as estacas tenham cerca de quatro polegadas de comprimento e troque a água regularmente.
Hortelã: Esta erva resistente pode ser cultivada na água a partir de estacas. Basta colocá-las em um recipiente com água e vê-las prosperar.
Orégano: Semelhante ao manjericão, o orégano pode ser propagado a partir de estacas. Coloque os caules na água e espere as raízes crescerem.
Sálvia: Pegue estacas na primavera e coloque-as na água. A sálvia gosta de bastante luz e circulação de ar.
Stevia: Conhecida por suas folhas doces, a estévia pode ser propagada na água. Ela requer luz forte e indireta.
Tomilho: Comece com uma estaca de uma planta existente e coloque-a na água. O tomilho precisa de muita luz para desenvolver raízes.
Capim-limão: Coloque a extremidade da raiz na água e ela crescerá novos brotos. O capim-limão prefere um ambiente quente.
Coentro: Coloque os caules em um copo de água e deixe-os em uma área clara. Troque a água a cada poucos dias.

Vegetais
Alface: Regenere a alface mantendo a base em uma tigela de água rasa. Ela regenerará folhas que podem ser colhidas.
Aipo: Semelhante à alface, mantenha a base do aipo em uma tigela de água para regenerar o talo central.
Cebolinha: Mantenha a base branca com raízes na água e você terá um suprimento contínuo de brotos verdes.
Cebolinha: Se um dente de alho começar a brotar, coloque-o na água. Você cultivará cebolinha de alho, que pode ser usada para cozinhar.
Acelga chinesa: Coloque a base na água e ela brotará novas folhas.
Cenouras: Coloque as partes superiores das cenouras na água e elas produzirão folhas. Embora você não obtenha novas cenouras, as folhas são comestíveis.
Pimentões: Você pode começar os pimentões na água. Depois de brotarem, podem ser transferidos para vasos para continuar crescendo.

Plantas
Pothos: Esta planta de casa popular pode ser facilmente propagada na água. Corte abaixo de um nó e as raízes devem se formar em uma semana.
Filodendro: Como o pothos, estacas podem ser colocadas na água e logo crescerão raízes.
Planta-aranha: Coloque os bebês da planta-aranha na água até que as raízes se formem, então plante-as no solo.
Lírio-da-paz: Esta elegante planta pode ser cultivada em um vaso de água com suas raízes submersas.
Bambu da sorte: Esta planta prospera na água. Basta trocar a água a cada duas semanas para mantê-la saudável.
Violetas africanas: Comece-as a partir de estacas de folhas na água. Depois que as raízes se formarem, você pode plantá-las no solo.
Hera-inglesa: Esta planta trepadeira pode ser iniciada na água. Corte uma seção e mergulhe a extremidade cortada na água.
Coleus: Estacas de coleus podem enraizar facilmente na água. Uma vez enraizadas, podem ser plantadas no solo.
Begônia: As begônias podem ser propagadas a partir de uma única folha. Coloque o caule na água e espere as raízes crescerem.
Lágrimas-de-cristo: Essas flores coloridas também podem ser propagadas na água por meio de estacas.

Dicas para cultivar na água
Use recipientes escuros para limitar o crescimento de algas.
Troque a água regularmente para repor o oxigênio e evitar a decomposição.
Adicione fertilizante hidropônico líquido para fornecer nutrientes essenciais.
Certifique-se de que as plantas recebam luz adequada, seja de uma fonte natural ou de luzes de crescimento.
Seja paciente; algumas plantas demoram mais para enraizar na água do que outras.
A jardinagem hidropônica pode ser uma experiência divertida e gratificante. É uma excelente opção para aqueles com espaço limitado ou para quem está interessado em explorar o cultivo sem solo. Com essas 25 plantas, você pode começar seu próprio jardim aquático interno e desfrutar dos frutos (e vegetais e ervas) do seu trabalho.

Publicado originalmente em https://t.ly/C5aD9

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PANCs, alternativas alimentares

Você já imaginou poder diversificar sua alimentação com plantas que muitas vezes passam despercebidas, mas que oferecem uma incrível variedade de sabores, texturas e benefícios nutricionais? As PANCs, ou Plantas Alimentícias Não Convencionais, são exatamente isso! Com nomes curiosos e propriedades surpreendentes, essas plantas são uma ótima alternativa para enriquecer sua dieta e aproveitar ao máximo o que a natureza tem a oferecer. Talvez você tenha PANCs na sua casa… E nem sabe!

As escolhas alimentares geram impactos importantes na saúde humana e no ambiente. O aumento do consumo de produtos altamente processados e com baixa qualidade nutricional está contribuindo para o surgimento de doenças crônicas e degenerativas, como hipertensão, diabetes, câncer e obesidade. Além disso, a falta de contato com a natureza, especialmente entre as crianças, está levando a um distanciamento preocupante, conhecido como transtorno do déficit de natureza, que se manifesta em problemas comportamentais e de saúde.

Diante desse cenário, é fundamental adotar uma alimentação que promova qualidade de vida, segurança alimentar e nutricional, respeitando a cultura local e estimulando práticas agrícolas sustentáveis. É necessário buscar o equilíbrio entre produtividade, sustentabilidade e qualidade nutricional, apoiando a agricultura familiar e o comércio justo, respeitando a biodiversidade e a sazonalidade dos alimentos. Essa abordagem não só beneficia a saúde das pessoas, mas também contribui para a preservação do ambiente e a promoção de um estilo de vida mais saudável e conectado com a natureza.

Mas… Como assim “não convencional”?
Para uma planta ser considerada uma PANC, é necessário analisar o contexto em que ela está inserida. Em algumas regiões, essas plantas são consumidas no dia a dia e são consideradas tradicionais. O Brasil possui um grande potencial para explorar as PANCs, sejam elas nativas ou vindas de outros lugares.
O nome “não convencional” foi dado a essas plantas por elas não serem tão comuns no nosso cotidiano e por não fazerem parte de uma cadeia produtiva já estabelecida (não são facilmente encontradas em mercados, por exemplo).

Como consumir as PANCs?
As PANCs podem ser incorporadas no cardápio do dia a dia. Não é necessário ser um chef de cozinha para utilizá-las; muitas receitas podem ser adaptadas substituindo os ingredientes convencionais pelas PANCs. Cada planta possui sua própria peculiaridade e forma de consumo.

Como saber se minha planta é uma PANC ou não?
É importante identificar corretamente as PANCs, pois algumas plantas podem ter partes comestíveis não conhecidas ou consumidas pela maioria das pessoas. É fundamental ter certeza do que está sendo consumido, evitando confusões que podem gerar problemas de saúde. Uma dica é sempre verificar se o nome científico corresponde à planta.

Onde encontrar as PANCs?
Calçadas e ruas podem ser ambientes poluídos e contaminados, por isso é recomendável adquirir as PANCs em locais com procedência confiável. Feiras orgânicas e agroecológicas são ótimos lugares para encontrar PANCs para consumo, sementes ou mudas.

Que benefícios as PANCs trazem para a saúde?
O consumo de PANCs traz diversos benefícios para a saúde, contribuindo para a diversidade da alimentação e a garantia da segurança alimentar e nutricional. Essas plantas apresentam um potencial nutritivo surpreendente, sendo ricas em compostos bioativos, fibras alimentares, aminoácidos essenciais, vitaminas, proteínas, carboidratos, antioxidantes e ômega 3.

As Plantas Comestíveis Não Convencionais são uma verdadeira riqueza da natureza, oferecendo uma variedade incrível de sabores, texturas e benefícios nutricionais. Incluir essas plantas em nossa alimentação pode ser não apenas uma forma de diversificar os pratos, mas também de promover uma alimentação mais saudável e sustentável. Que tal experimentar algumas dessas PANCs e descobrir novos sabores e nutrientes para sua dieta?

Ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata)
Talvez uma das mais conhecidas, a ora-pro-nóbis é uma planta rica em proteínas, fibras e vitaminas A, B e C, além de minerais como cálcio, ferro e fósforo. Suas folhas podem ser utilizadas em saladas, refogados, sopas e até mesmo sucos, adicionando um toque especial à dieta.

Taioba (Xanthosoma sagittifolium)
A taioba é outra PANC bastante nutritiva, sendo uma ótima fonte de vitamina A, ferro, cálcio e fósforo. Suas folhas podem ser consumidas refogadas, em saladas ou em sopas, proporcionando sabor e nutrientes essenciais à nossa saúde.

Caruru (Amaranthus viridis)
Rico em ferro, cálcio, fósforo e vitaminas A e C, o caruru é uma excelente opção para incluir nas refeições. Pode ser utilizado em refogados, saladas e sopas, garantindo um aporte nutricional extra e um sabor único aos pratos.

Capuchinha (Tropaeolum majus)
As flores e folhas da capuchinha são ricas em vitamina C, ferro e enxofre. Podem ser consumidas cruas em saladas, adicionando cor e sabor, além de nutrientes essenciais à nossa saúde. As folhas e flores de Tropaeolum majus possuem sabor fresco e picante.

Jambu (Acmella oleracea)
Conhecido pelo efeito “choque” que causa na boca, o jambu é uma planta rica em vitamina C e cálcio. Suas folhas são ideais para serem utilizadas em saladas e refogados, adicionando um toque exótico e estimulante às refeições.

Peixinho (Stachys byzantina)
O peixinho é rico em vitamina C, ferro e cálcio. Suas folhas macias podem ser consumidas cruas em saladas, proporcionando um sabor suave e nutritivo. As folhas da planta Stachys byzantina podem ser consumidas tal como peixe frito, isto é, à milanesa e fritas e o sabor é similar ao de peixe.

Beldroega (Portulaca oleracea)
Com alto teor de ômega-3, vitaminas A, C e E, além de minerais como ferro, cálcio e potássio, a beldroega é uma excelente opção para enriquecer saladas e refogados, oferecendo benefícios nutricionais importantes para nossa saúde. A beldroega possui folhas suculentas e sabor ácido.

Orelha-de-padre (Opuntia cochenillifera)
Os frutos da orelha-de-padre são uma fonte rica em vitamina C, cálcio, fósforo e ferro. Podem ser consumidos in natura ou em sucos, adicionando um sabor único e nutritivo às nossas refeições.

Publicado originalmente em https://www.invivo.fiocruz.br/biodiversidade/pancs/

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Moringa, a árvore da vida

Considerada como uma das árvores cultivadas mais úteis para o ser humano, praticamente todas as suas partes podem ser utilizadas para diversos fins. Nos trópicos, a sua folhagem é usada como forragem para animais. As suas sementes, oleosas, são utilizadas para a produção do óleo de ben (ou bem), rico em ácido beénico, usado em pintura artística. Flores têm um aroma muito delicado e são usadas para produzir produtos cosméticos. A madeira é usada na produção de papel e de fibras têxteis. As raízes são consideradas abortivas. Quando reproduzida através da técnica de estaquia, produz raízes capazes de conter a erosão dos solos.

A Moringa oleifera contêm mais de 92 nutrientes e 46 tipos de antioxidantes, além de 36 substâncias anti-inflamatórias e 18 aminoácidos, inclusive os 9 aminoácidos essenciais que não são fabricados pelo corpo humano. As folhas frescas contêm nutrientes na seguinte proporção: sete vezes mais vitamina C que a laranja; dezessete vezes mais cálcio que o leite; dez vezes mais vitamina A que a cenoura; quinze vezes mais potássio que a banana; duas vezes mais proteína que o leite (cerca de 27% de proteína, equivalente à carne do boi); vinte e cinco vezes mais ferro que o espinafre; vitaminas presentes: A, B (tiamina, riboflavina, niacina), C, E, e betacaroteno. Minerais presentes: Cromo, Cobre, Fósforo, Ferro, Magnésio, Manganês, Potássio, Selênio e Zinco.

Com as deficiências alimentares hoje em dia, a busca de complementos alimentares traz uma alternativa viável a uma alimentação saudável, que supra todas as necessidades diárias do ser humano. Entretanto, muito desses suplementos alimentares podem trazer danos ou possuem alguma limitação em relação ao uso. Uma alternativa vista para minimizar as deficiências alimentares, seria um alimento com uma quantidade grande de vitaminas e minerais, que são essenciais no dia-a-dia. Um exemplo dessa “super” alimentação seria a moringa oleífera, que em suas variedades suprem a alimentação e até mesmo a sobrevivência de povos (principalmente os africanos saarianos). Essa planta contém dessas substâncias essenciais como vitamina A, vitamina C, proteína, potássio, cálcio, ferro, entre outros. As folhas de Moringa oleífera são conhecidas pela sua alta concentração de minerais, dentre eles o cálcio e o ferro, que são vitais para o organismo humano, e sua deficiência gera enfermidades graves como a anemia e osteoporose. Em sua maioria o complemento e suplemento de cálcio, é usado para suprir deficiências como osteoporose, pressão alta e também no reparo de fraturas ósseas que são causadas pela hipocalcemia, e o complemento e suplemento de ferro na alimentação evita a anemia ferropriva é ultilizada também como antídoto (contra centopeias, escorpiões e aranhas) bactericida, diurético, estrogênica, expectorante, purgativo, estimulante, tônico e vermífugo.

Noutras partes do mundo, farmacêuticos já utilizam as folhas do vegetal, no aproveitamento terapêutico de folhas da planta e produzem xaropes, cápsulas e medicamentos essenciais, além de ajudar no tratamento de mazelas associadas ao HIV/SIDA, tuberculose, anemia, dentre outras associadas a várias enfermidades.

No Brasil, é conhecida no Estado do Maranhão desde 1950 e usada como planta ornamental, tendo em vista o desconhecimento do seu uso como hortaliça. Possui também ação de coagulante, ajudando assim no tratamento de água poluída, e ainda pode ser utilizada no desenvolvimento de remédios, entre outros setores.

Descrição
A espécie Moringa oleifera possui folhas compostas que apresentam filotaxia alterna. As flores são zigomorfas, possuem um único pistilo, seu tamanho varia entre 2 e 3cm, exibem a coloração que varia do branco ao amarelo pálido, as sépalas, por sua vez, estão dispostas em um único verticilo. O ovário é súpero e unilocular, possui apenas um único óvulo e o gineceu é tricarpelar. Suas anteras se abrem longitudinalmente. As folhas são tripinadas. As flores são amarelo-pálidas e relativamente grandes. A sua polinização é efetuada por pássaros e insetos. Os frutos são vagem cápsulas piramidais arredondadas, com sementes com três asas equidistantes. A vagem possui em média 30 cm e é indescente, ou seja, não se abre quando atinge a maturação. Divisão: Anthophyta. Classe: Magnoliopsida. Subclasse: Dillenidae. Ordem: Capparidales. Família: Moringaceae. Gênero: Moringa Espécie: Moringa oleífera.

Cultivo
Cresce principalmente em áreas semi-áridas tropicais e subtropicais. Sendo o seu habitat preferencial o solo seco e arenoso, tolera solos pobres, como em áreas costeiras. Suas mudas são obtidas através de semeadura ou estaquia de ramos com mais de 20 cm. No cultivo em larga escala, seu tronco é submetido a podas regulares de forma que sua altura não ultrapasse cerca de um metro e meio, visando facilitar a colheita das folhas.

Seu crescimento é extremamente rápido, atingindo o porte arbóreo já nos primeiros meses após a semeadura. A produção de sementes se inicia no primeiro ano.

Aparentemente, é nativa dos sopés montanhosos meridionais dos Himalaias (Noroeste da Índia). Hoje, o seu cultivo estende-se a África, à América Central e América do Sul, Sri Lanka, Índia, México, Malásia e nas Filipinas. O nordeste da África é o centro de diversidade da família, com nove espécies.

Publicado originalmente em https://pt.wikipedia.org/wiki/Moringa_oleifera

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Alface: tipos e benefícios

É uma verdura muito consumida no Brasil, sendo rica em fibras, água e nutrientes. Suas variedades possibilitam que a hortaliça seja cultivada o ano todo.

Originária do leste do Mediterrâneo, sendo utilizada na alimentação há muito tempo, desde 500 a.C. Muito popular, é cultivada praticamente no mundo todo, sendo ainda bastante nutritiva. Foi trazida para o Brasil pelos portugueses, no século XVI.

Seu nome científico é Lactuca Sativa, e é uma hortaliça pertencente à família Asterácea, a mesma da chicória, da escarola, do almeirão e da alcachofra.

As folhas de alface encontram-se prontas para o consumo quando estão frescas, ou seja, quando possuem a aparência brilhante, firme e sem áreas escuras. Quando estão com as folhas amassadas ou amareladas, é melhor não consumi-la.

Com a tecnologia cada vez mais avançada, a hortaliça passou a ser vendida em embalagens adequadas e que a mantêm tenra por um período maior, já que ela se perde muito rápido. Por isso, é importante condicioná-la refrigerada.

Os principais tipos
Engana-se quem pensa que toda alface é igual. Ela pode ser lisa, crespa e ter diferentes tonalidades de cor verde ou roxa. Na verdade, existem sete principais tipos de alface, e eles têm propriedades bem parecidas entre si, mas com sabores, texturas e cores diferentes.

Alface-americana: é a mais comum dos tipos de alface, encontrada com facilidade em supermercados e feiras livres. Possui cor verde-claro, sabor leve e textura firme. Dos tipos da hortaliça, é a que tem menor índice de vitaminas.

Alface-crespa: o próprio nome já diz sobre a sua textura, destaca-se por ter fósforo e cálcio em sua composição.

Alface-romana: com folhas levemente crocantes, ela nos faz lembrar de outra verdura, a acelga, com a diferença de não ter as folhas tão rígidas. É fonte de vitamina K e magnésio.

Alface-roxa: recebe esse nome por ter a ponta de suas folhas na cor roxa. Ela também possui alto poder antioxidante.

Alface-lisa: chamada popularmente de alface-manteiga, tem um amargor levemente acentuado. Não possui o aspecto crocante que outros tipos de alface possuem. Contém bastante cálcio e potássio, e é bastante utilizada em lanches e hambúrgueres.

Alface-frisada: conhecida também como alface frisée, é muito consumida na gastronomia francesa, geralmente acompanhada com molho de mostarda dijon. Apresenta vitamina A, vitamina C, cálcio e fósforo.

Alface-mimosa: tem o aspecto delicado e pode apresentar suas pontas na cor roxa. Possui um amargor mais acentuado.

Seus benefícios
A alface possui baixo teor calórico, já que cada 100g dela contém somente 15 calorias. A folha contém vitamina A, vitamina C, niacina (vitamina do complexo B) e minerais como cálcio, fósforo e ferro. É rica também em zinco, cobre, enxofre, silício, ácido fólico e clorofila.

O seu consumo auxilia no funcionamento da visão, no processo de cicatrização, no combate de infecções, além de fortalecer ossos e dentes. Também funciona como calmante, combate a insônia e tem efeito diurético e laxante.

Não existe restrição no que diz respeito à quantidade de alface consumida por dia, mas o recomendado é comer de seis a oito folhas diariamente.

Veja outros benefícios dessa hortaliça:

Alimentação: o consumo da alface traz a sensação de saciedade. Isso se deve à quantidade de fibras e água presente em cada folha da hortaliça. No entanto, é bom lembrar que nenhum alimento sozinho ajuda a emagrecer. Ainda nesse sentido, fique atento aos acompanhamentos, uma vez que molhos muito cremosos ou gordurosos podem aumentar o consumo de calorias.

Sistema imunológico: o consumo regular da alface ajuda a manter o fortalecimento do corpo humano, melhorando os mecanismos de defesa do organismo. Com isso, ela se torna uma boa aliada no combate de gripe ou resfriado.

Visão: por possuir vitamina A, luteína e zeaxantina, substâncias carotenoides que agem na redução de doenças oftalmológicas, como a catarata (que, se não tratada, pode levar à cegueira), o consumo diário da alface pode evitar esse tipo de problema de saúde.

Funcionamento intestinal: ainda sobre as fibras presentes nas folhas de alface, são elas que auxiliam na prevenção da constipação intestinal, ajudando a melhorar o trânsito que ocorre esse órgão. Dentre as fibras importantes da hortaliça, destaca-se a pectina.

Efeito calmante: já ouviu falar que comer alface dá sono? É que suas folhas contêm uma substância conhecida como lactucina, que relaxa o organismo e contribui no combate até da insônia. Por isso o alimento é considerado para alguns um calmante natural.

Hidratação: a folha da alface tem em sua constituição, aproximadamente, 96% de água. Assim, seu consumo ajuda a deixar o organismo hidratado por mais tempo. No entanto, é claro, nada substitui o consumo de água.

Pressão arterial: uma dieta rica em potássio contribui para baixar a pressão arterial. Desse modo, por esse nutriente ser encontrado nas folhas da alface, é possível que ela apresente mais esse benefício, já que o potássio ajuda a diminuir os efeitos do sódio e a dilatar os vasos sanguíneos.

Seu cultivo
O cultivo da alface é apropriado em regiões que possuem temperaturas amenas, entre 20ºC e 25ºC. Contudo, há no mercado variedades que possibilitam a disposição da hortaliça o ano todo. Para isso, é preciso ter cuidado na escolha das sementes de acordo com o clima da época e/ou da região e atenção, altas temperaturas e muita luminosidade provocam o florescimento precoce da folha.

Publicado originalmente em https://brasilescola.uol.com.br/saude/alface.htm

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Agenda do G20 Brasil 2024

A declaração final da Cúpula dos Líderes do G20, divulgada dia 18 de novembro de 2024, no Rio, reafirma o compromisso dos países do grupo de intensificar esforços para garantir a sustentabilidade ambiental e climática e fazer face aos “desafios decorrentes da mudança do clima, perda de biodiversidade, desertificação, degradação dos oceanos e do solo, secas e poluição”.

Houve consenso em relação à meta de limitar o aumento da temperatura média global abaixo de 2ºC em comparação aos níveis pré-industriais. Foi reconhecido que os impactos da mudança do clima serão significativamente menores com uma elevação limitada a 1,5ºC.

Os líderes também reconheceram o papel das florestas em fornecerem serviços ecossistêmicos cruciais, e se comprometeram para deter e reverter o desmatamento e a degradação florestal até 2030. Também manifestaram apoio ao Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF), como um mecanismo inovador que busca mobilizar novas e diversas fontes de financiamento para pagar por serviços ecossistêmicos das florestas tropicais.
Ocupando a presidência do G20 em 2024, o Brasil sediou a Cúpula dos Líderes, que ocorre no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro nestas segunda-feira (18) e terça-feira (19).

A declaração final, com 22 páginas na versão em inglês e 24 na versão em português, foi divulgada ao fim da programação do primeiro dia. O texto enfoca cinco tópicos: situação política e econômica internacional; inclusão social e luta contra a fome e a pobreza; desenvolvimento sustentável e ações climáticas; reforma das instituições globais de governança; e inclusão e efetividade no G20.

O trecho dedicado ao desenvolvimento sustentável e ações climáticas, com seis páginas e 25 itens, estabelece compromisso com o multilateralismo e fixa a urgência de iniciativas efetivas para enfrentar as mudanças do clima.

Transição Energética
No documento, os países se comprometem a alcançar emissões líquidas globais zero de gases de efeito estufa (GEE) até a metade do século por meio de contribuições nacionalmente determinadas (NDC, na sigla em inglês) mais ambiciosas. A ideia é acelerar e ampliar a ação climática, priorizando o desenvolvimento sustentável e a erradicação da pobreza e da fome – este último tema bastante caro ao Brasil durante todos os trabalhos do G20.

A declaração aponta a importância da transição energética e reafirma a urgência de medidas de adaptação, fortalecimento do financiamento público e cooperação internacional para ajudar os países em desenvolvimento a triplicar a capacidade de energia renovável e duplicar a média anual global de eficiência energética até 2030. Nesse sentido, os países do G20 assumem o compromisso de eliminar gradualmente e racionalizar, a médio prazo, subsídios a combustíveis fósseis que incentivam o consumo excessivo. Para alcançar esse objetivo, se comprometem a apoiar os mais pobres e vulneráveis.

Florestas
Após reconhecer as florestas como fornecedoras de serviços ecossistêmicos e sumidouros de gases do efeito estufa, a declaração ressalta a importância de ampliar as ações para proteger, conservar e gerenciar de forma sustentável a cobertura florestal e combater o desmatamento.

Oceanos
Os líderes reconhecem a importância dos oceanos e mares para o desenvolvimento sustentável, e reconhecem que o financiamento adequado é essencial para garantir a proteção do ambiente marinho e a conservação e utilização sustentável dos recursos marinhos e da biodiversidade. Também convocam todos os países para a rápida entrada em vigor e implementação pelas Partes do Acordo sobre a Conservação e o Uso Sustentável da Biodiversidade Marinha em Áreas Além da Jurisdição Nacional (Acordo BBNJ), sob a estrutura jurídica da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

Poluição
A declaração defende reduzir significativamente a geração de resíduos, priorizando a prevenção e, quando não seja possível, a redução, reutilização e reciclagem em apoio à economia circular. Os países demonstraram estar determinados a acabar com a poluição plástica e trabalhar em conjunto com a ambição de concluir, até o final de 2024, as negociações de um instrumento internacional juridicamente sobre a poluição plástica, inclusive no ambiente marinho.

Energia Renovável
Foi enfatizada a meta para triplicar a capacidade de energia renovável globalmente e duplicar a taxa média anual global de melhorias na eficiência energética. Da mesma forma, os países deram apoio à implementação a outras tecnologias de emissão zero e baixa emissão, inclusive tecnologias de redução e remoção, alinhadas a circunstâncias nacionais, até 2030.

Biodiversidade e Bioeconomia
A declaração destaca o compromisso com a implementação do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KM-GBF) adotado na COP15 da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), realizada no Canadá em 2022.Os avanços envolvendo a Iniciativa do G20 sobre Bioeconomia (GIB) foram outro destaque o documento final. Em setembro, representantes dos países do grupo lançaram os 10 Princípios de Alto Nível sobre Bioeconomia, que funcionam como um guia para tratar do tema.

Financiamento
A declaração estabelece a necessidade de uma maior colaboração e apoio internacional com o objetivo de ampliar o financiamento e investimento climático público e privado. O texto destaca a importância de otimizar as operações dos fundos verdes e defende mecanismos inovadores como a proposta do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF).

Apoio à COP30
A declaração manifesta expectativa de que a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2024 (COP-29), em andamento em Baku (Azerbaijão), avance nas negociações sobre financiamento ambiental, e anuncia apoio à COP 30, que será realizada no Brasil no ano que vem. A iniciativa tomada pela presidência brasileira do G20 de estabelecer a Força-Tarefa para a Mobilização Global contra a Mudança do Clima (TF-CLIMA), reunindo as trilhas de Sherpas (representantes dos países) e de Finanças, mereceu destaque no texto da declaração.

Os países signatários admitiram que a iniciativa contribui para integrar ainda mais a mudança do clima nas agendas financeira, econômica e de desenvolvimento globais.

G20
O G20 (Grupo dos 20) é o principal fórum de cooperação econômica internacional. Desempenha papel importante na definição e no reforço da arquitetura e da governança mundiais em todas as grandes questões econômicas internacionais.

O G20 conta com presidências rotativas anuais. O Brasil exerce a presidência de 1º de dezembro de 2023 a 30 de novembro de 2024. Inicialmente, o G20 concentrava-se em questões macroeconômicas, mas expandiu sua agenda para incluir temas como comércio, desenvolvimento sustentável, saúde, agricultura, energia, meio ambiente e mudanças climáticas, entre outros.

A Cúpula do G20 é a reunião entre os chefes de Estado ou de Governo dos países membros. É o momento de ápice das mais de cem reuniões do G20, ao longo de todo um ano.

O G20 é composto por 19 países (África do Sul, Alemanha, Arábia Saudita, Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Índia, Indonésia, Itália, Japão, México, Reino Unido, Rússia e Turquia) e dois órgãos regionais: a União Africana e a União Europeia.

Os membros do G20 representam cerca de 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, mais de 75% do comércio mundial e cerca de dois terços da população mundial.

Publicado originalmente em https://www.gov.br/mma/pt-br/assuntos/noticias/declaracao-final-do-g20-reforca-compromisso-com-a-sustentabilidade-ambiental-e-climatica

 

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Conceito de Sustentabilidade

De uma forma mais ampla, sustentabilidade é a capacidade que uma casa, bairro, cidade, país ou o planeta tem de suprir as necessidades e demandas atuais sem comprometer as gerações futuras. É possível subdividir esse conceito mais amplo em quatro tipos de sustentabilidade: a ambiental/ecológica, a empresarial, a social e a econômica.

E é sobre esses tipos diferentes de sustentabilidade que vamos falar nesse artigo, bem como de formas de aplicar cada um deles em sua vida. Afinal, quando se fala em sustentabilidade, é possível falar tanto em uma escala macro e governamental, como também da rotina de sua família e do bairro em que você vive.

Vamos juntos?

Afinal, o que é sustentabilidade?
Antes de nos aprofundarmos nesses diferentes tipos de sustentabilidades, vamos entender melhor o que é esse conceito de uma forma mais ampla. Muito se fala disso nas escolas, campanhas políticas, por ambientalistas e empresários preocupados com o meio ambiente. O tema é atual, mas a ideia por trás dessa palavra já possui uma história de mais de 400 anos.

Sustentabilidade diz respeito à maneira como devemos nos relacionar com a natureza. O conceito abrange desde uma comunidade até todo o planeta. Ao contrário do que algumas pessoas menos esclarecidas sugerem, ela não vai contra o desenvolvimento econômico, mas repensa a forma como nos desenvolvemos. A essa ideia de prosperidade sem destruir o meio ambiente damos o nome de Desenvolvimento Sustentável.

O desenvolvimento sustentável vem ganhando cada vez mais os holofotes, especialmente depois das grandes conferências mundiais sobre o tema, como a Estocolmo, Rio 92, Rio+10 e Rio+20, por exemplo. Nelas, governantes do mundo inteiro discutiram sobre formas de se desenvolverem sem que os recursos naturais fossem prejudicados. De lá para cá, com as mudanças climáticas se mostrando cada vez mais uma realidade, esse tema vem se tornando cada vez mais importante.

Tipos diferentes de sustentabilidade
Por ser um conceito bastante amplo e interferir em várias áreas da sociedade, foi preciso subdividir a sustentabilidade em quatro tipos diferentes. Nós podemos aplicar cada um deles no nosso dia a dia, de forma a contribuir com um meio ambiente mais saudável. Afinal, preservação ambiental não se trata apenas de salvar a floresta amazônica. Ela é também sobre de cuidar do que nós mesmos consumimos dentro de casa e do habitat natural de seu próprio bairro. Vamos conferir os quatro tipos diferentes de sustentabilidade.

Sustentabilidade ambiental e ecológica
A sustentabilidade ambiental se trata do uso consciente dos recursos naturais, de modo que eles não se esgotem para as próximas gerações. A redução, por exemplo, do desmatamento, das queimadas e da poluição são primordiais para uma comunidade mais sustentável sob esse aspecto.

Dentro de nossas casas, é possível realizar várias ações que contribuam com a sustentabilidade ambiental e ecológica. Entre elas estão a separação de lixo, reciclagem, redução do consumo e reutilização de materiais são algumas das formas possíveis de se cooperar com a sustentabilidade de sua comunidade.

Sustentabilidade empresarial
Como o próprio nome já diz, esse tipo de sustentabilidade se refere às ações realizadas por empresas. Uma empresa que tenha responsabilidade e valores ambientais e sociais bem estabelecidos tende a ganhar destaque e a ser vista com bons olhos pelos consumidores, principalmente quando divulgam essas ações por meio do chamado marketing verde. Ou seja, ser uma empresa que invista na sustentabilidade traz benefícios não só ao meio ambiente como também ganhos para a própria marca.

Essas empresas podem se adequar ao conceito de sustentabilidade empresarial aderindo, patrocinando ou apoiando programas de preservação, realizando educação ambiental dentro da empresa e entre seus colaboradores. O objetivo é sempre reduzir, reciclar e reutilizar materiais. Isso é possível investindo-se em prédios ecologicamente corretos e inteligentes, entre outras inúmeras ações que podem incluir também a promoção do esporte, da saúde e do bem estar dos funcionários, de suas famílias e da comunidade na qual está inserida.

Mesmo não sendo um empresário, você pode contribuir com isso consumindo produtos e serviços de empresas que têm como cultura a preocupação com o meio ambiente e a qualidade de vida e bem estar das pessoas.

Sustentabilidade social
A sustentabilidade social está ligada a um conjunto de ações que visam melhorar a qualidade de vida das pessoas. Isso inclui a diminuição da desigualdade social e a garantia de acesso a serviços básicos como saúde e educação, por exemplo. Uma cidade ou país mais igualitário tende a apresentar uma redução da violência e crescimento econômico mais sólido.

Nessa questão, além de contribuirmos com quem precisa doando dinheiro ou mesmo nosso tempo, podemos também ser ativos politicamente cobrando quem nos representa de forma que os serviços públicos melhorem sua qualidade. Afinal, um lugar com oportunidades para todos faz bem para toda a sociedade.

Sustentabilidade econômica
O maior desafio da sustentabilidade econômica é a combinação de desenvolvimento econômico, gerando lucros e empregos, com um conjunto de práticas que visam a redução ou eliminação de produtos ou práticas que agridam ao meio ambiente.

Em outras palavras, ela é fundamentada num modelo de gestão sustentável. Esse tipo de sustentabilidade corresponde à capacidade da sociedade de produzir, distribuir e utilizar as riquezas produzidas. Tem como foco uma distribuição de renda mais justa e se utiliza de meios que preservem os recursos naturais para as próximas gerações.

Publicado originalmente em https://t.ly/6b1ge

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Cultive flores na horta

A melhor maneira de proteger a nossa horta é criar um espaço rico em biodiversidade, com plantas que podem ajudar a proteger os cultivos que queremos fazer. Existem plantas que atraem insetos polinizadores e outras que repelem naturalmente pragas, mantendo afastada toda a bicharada indesejada. São muitos os benefícios desta mistura e podem ainda ser melhorados quando fazemos algumas associações de cultivo favoráveis, que devem ser planejadas ainda antes de plantar.

Em qualquer horta há uma ordem natural na qual as pragas e os predadores estão em equilíbrio entre si. Por exemplo, as joaninhas e as moscas das flores comem piolhos e pulgões. As minhocas arejam o solo, melhorando a drenagem e levando a matéria orgânica da superfície para o subsolo. Os pássaros comem lesmas e caracóis. Quando tudo funciona bem, a população de pragas é controlada eficazmente e os danos que causam são limitados.

Flores para cultivar na Horta – Mais cor e mais colheitas!
1- Amor-perfeito
O seu pequeno porte torna-o versátil para plantar em qualquer lugar. É muito conhecido pelos jardineiros, mas como planta meramente ornamental. Muitos não sabem que as suas bonitas flores são comestíveis e que pode ajudar no controlo de pragas. Aprecia solos permanentemente húmidos, ricos em matéria orgânica e moderadamente ácidos.

Uma curiosidade: a flor do amor-perfeito significa romantismo e amor duradouro, está associada à reflexão, ao pensamento e recordações amorosas. Em francês ele é chamado de “pensée”, em português significa pensamentos.

Floração: abundante na Primavera e Outono e cessa no calor do Verão.

O que atrai: vários insetos polinizadores.

Como incluir no desenho da horta: intercalar entre as culturas ou colocar ao redor do canteiro.

2. Tagetes ou cravo-de-defunto
É uma planta herbácea muito fácil de manter na horta, jardim ou mesmo em vasos. A associação de tagetes a outras culturas, permite trazer cor para a horta e obter resultados muitos positivos.

Uma Curiosidade: o nome tagete surgiu como uma homenagem a Tages o Deus da sabedoria, que atribuiu ao povo de Etrúria o dom de bem cultivar a terra. É uma planta originária do México, onde era denominado como cravo de defunto e utilizado na decoração de altares.

Floração: a floração acontece no Verão e Outono e pode ser amarela, cor de laranja, vermelha, castanha ou matizada de diversas cores.

O que atrai: as suas flores amarelas e laranjas ajudam a atrair abelhas, borboletas e libélulas.

O que repele: pulgões, mosca branca, ácaros e algumas lagartas. Beneficia diversas culturas, tais como feijão, tomate e pimenta. Atua como um inseticida natural, uma vez que toda a planta têm características que lhe permitem afastar vários tipos de pragas e parasitas do solo, como por exemplo nematoides.

Como incluir na horta: na bordadura de culturas ou para separar canteiros com cultivos diferentes.

3. Capuchinha ou Chagas
A capuchinha tem um comportamento invasivo, o que faz com que ela se espalhe facilmente no espaço onde é plantada, quer a nível do solo, ou como trepadeira. Evita o aparecimento de ervas daninhas e protege o solo da luz solar direta. Sendo pouco exigente em nutrientes é uma boa combinação com culturas altas que deixam muito solo descoberto, como por exemplo tomates ou pepinos.

Uma Curiosidade: a capuchinha possui um óleo nas folhas que faz com que estas não molhem. Toda a planta com exceção da raiz é comestível. Em apenas 100 gramas de folhas conseguimos quase 100 por cento de sua necessidade diária de zinco, mineral que fortalece o nosso sistema imunológico.

Floração: floração ocorre na Primavera, Verão e Outono. Com flores das mais diferentes cores, ricas em carotenoides e vitamina C (bem versáteis e famosas na cozinha, combinando com saladas e queijos). Vejam aqui, mais flores comestíveis para plantar.

O que atrai: embora possa ter problemas com pulgões, podemos dizer que é uma “cultura armadilha”, pois mantém essa praga bem longe das plantações com as quais está associada.

O que repele: é um repelente natural de pragas como pulgões e fungos.

Como incluir na horta: ao longo de todo o terreno. Pode funcionar bem para cobrir solo quando plantada com algumas plantas mais altas ou como bordadura de canteiros.

4. Calêndula
A calêndula é originária do sul da Europa e bacia do Mediterrâneo. É cultivada por imensos benefícios, funcionando como planta ornamental, comestível (as flores) e medicinais. As suas flores comestíveis são ricas em flavonoides e são antioxidantes.

Uma Curiosidade: amplamente utilizada na homeopatia e indústria farmacêutica. O nome calêndula deriva de uma palavra latina: calendae, que significa o primeiro dia de cada mês. A sua flor está ligada ao sol. As suas pétalas abrem quando o sol nasce e fecham no por do sol.

Floração: são plantas que necessitam de pelo menos 6 horas de luz por dia para florir. Bastante floração na Primavera, Verão e Outono.

O que atrai: insetos benéficos como joaninha e vários sirfideos (moscas-das-flores). Todos eles são predadores de insetos que se alimentam de pragas de insetos, como pulgões.

O que repele: produz um inseticida natural que repele nematoides, pulgões e besouros. É uma boa companhia para os morangos, framboesa, tomate e alho francês. Atua como um repelente da mosca branca, várias pragas da couve e nematoide do solo.

Como incluir na horta: a intercalação entre culturas ajuda a repelir as pragas. Existem muitas formas de encorajar um conjunto de aliados naturais que incluem plantas, animais e insetos. Deste modo ajudamos a manter as pragas e predadores afastados de modo a prevenir um desequilíbrio no ecossistema e contribuir assim para uma horta mais biodiversa, saudável e por conseguinte mais produtiva.

5. Girassol
Planta anual com grandes flores com uma cor amarelo marcante que contrasta perfeitamente com o azul do céu.

Uma curiosidade: é uma planta originária da América do Norte que pode atingir até 4m de altura. Se orienta de acordo com a posição do sol nascente, um movimento conhecido como heliotropismo. Esse movimento é favorável ao crescimento e a fotossíntese da planta.

Floração: ocorre cerca de dois meses após a germinação da planta. A flor dura em média de 30 a 45 dias.

O que atrai: o néctar do girassol tem elevado teor proteico e de alta qualidade que é muito apreciado pelas abelhas.

O que repele: a cor amarela do gisassol atrai vários inimigos naturais, tais como vespas parasitoides, predadores (joaninhas e percevejos) e insetos polinizadores (abelhas mamangavas e vespas). Por isso, é muito utilizado como planta armadilha em culturas como a do tomate. As folhas e as flores podem ser usadas para repelir insetos como trips e mosca branca quando fervidas e aplicadas sobre outras folhas.

Como incluir na horta: plantado geralmente na bordadura do canteiro para formar uma barreira física para os insetos.

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Plantando frutíferas em vasos

As frutíferas podem ser plantadas em vasos e produzir belos e deliciosos frutos da mesma forma que acontece no plantio no solo. A única diferença é que no plantio em vasos o solo deverá ser mais estruturado nutricionalmente do que no cultivo tradicional. E a reposição nutricional deverá acontecer durante várias vezes no ciclo de cultivo da planta.

1. Escolha do vaso
A importância de selecionar o vaso certo para plantar a sua frutífera é muitas vezes subestimado. O vaso (bem como as adições: seixos, casca de pinus, biobric) são elementos importantes na composição, e devem ser escolhidos cuidadosamente para manter a umidade do solo e ornamentar o vaso. As árvores que apresentam tamanhos grandes na natureza devem ser colocadas em recipientes maiores, proporcionando às raízes espaço suficiente para que se desenvolvam ajudando a árvore a lidar com a limitação do vaso.

2. Tratos Culturais
2.1. Drenagem do vaso
A drenagem do fundo do vaso é uma das partes mais importantes do plantio. Vasos com drenagem ruim propiciam acúmulo de água, consequentemente, apodrecimento radicular. Em contrapartida, vasos sem elementos drenantes propiciam o crescimento de minhocas que entram pelos furos dos vasos. As minhocas em áreas fechadas, como os vasos, formam torrões que compactam o solo, prejudicando a aeração e o crescimento radicular. Como forma de drenagem, sugerimos: Seixos, Argila expandida, manta Bidin, brita, cacos de telhas, etc.

2.2. Preparo do Solo de Plantio
Para ter sucesso no crescimento das plantas é importante utilizar produtos que sejam capazes de reter umidade, que tenham nutrientes em sua composição e que sejam produtos orgânicos, neste caso, o produto ideal é o condicionador de solo “Classe A” (orgânico). Quando for adquirir um produto para o plantio da frutífera, deve-se procurar na embalagem a Classificação do Produto pelo Ministério da Agricultura, como Condicionador de Solo “Classe A”, essa classificação indica se ele é ou não orgânico. Verifique no Site, o nosso artigo sobre as Classes de Produtos e os riscos que os produtos não orgânicos trazem à saúde. Substratos são produtos utilizados apenas para substituir a terra por um curto período de tempo, pois não conseguem reter umidade, dessa forma as plantas poderão definhar por desidratação rapidamente. É importante ter nutrientes no solo de plantio da muda, para que a mesma absorva-os durante o seu ciclo. Serão estes nutrientes que irão garantir a produção dos frutos e saúde das plantas. Misture ao condicionador de solo “Classe A” os seguintes produtos: cinzas de churrasqueira peneirada, casca de ovo moída no liquidificador, húmus de minhoca, Formulação NPK 04-14-08, borra de café, calcário, etc.

2.3. Plantio da muda
A planta ideal deve possuir tamanho médio, estar ereta, possuir galhos e boa quanidade de folhas, caule com grossura de 1 dedo, sistema radicular desenvolvido, pode ou não ter frutos e deve estar saudável (ausência de doenças – manchas foliares). No plantio deve-se retirar o saco plástico e manter o torrão intacto. O vaso escolhido deve ser no mínimo 3 vezes maior que o torrão da muda para propiciar o enraizamento e crescimento saudável da planta. Após a montagem do vaso (drenagem e camada de solo no fundo do vaso), coloca-se o torrão da muda e completa as laterais com o solo, apertando ao redor do torrão, para que a planta fique bem firme. Deve-se cobrir o torrão até a altura de 2 cm acima do torrão inicial. Após o plantio da muda deve-se fazer a irrigação do vaso. É importante tomar cuidado para não lesionar o caule da planta, caso isso aconteça, pincele um pouco de canela em pó umidecida em água para que aconteça a assépcia do lugar machucado.

2.4. Irrigação do vaso
Após o plantio o vaso deve ser irrigado até que a água escorra pelo fundo. A irrigação deverá ocorrer sempre que o solo do vaso estiver seco. E, sempre da mesma forma, com a água escorrendo no fundo do vaso.

2.5. Nutrição Vegetal
O ideal para o desenvolvimento da planta é utilizar adubos foliares que, após a aplicação nas folhas, escorram para o solo e possam ser absorvidos pelas raízes. A adubação deve ser com produtos completos na sua formulação, não apenas o NPK, mas macronutrientes secundários (magnésio e enxofre) e micronutrientes (boro, cobre, cobalto, ferro, manganês, molibdênio e zinco), para garantir o maior desenvolvimento das plantas. Com o uso do Condicionador de Solo “Classe A” no solo e outros produtos na mistura, o fornecimento de nutrientes para as raízes já é suficiente. É importante que a adubação foliar seja feita durante os processos de crescimento da planta (época de crescimento: primavera e verão, florescimento e frutificação) com um produto que possua maior teor de Nitrogênio na sua formulação. Na época de produção, a formulação ideal deve ter mais nitrogênio, potássio e boro em sua composição. A ausência de nutrientes propicia amarelecimento foliar e abortamento de flores e frutos.

2.6. Controle de pragas e doenças
As plantas em geral, estão susceptíveis ao ataque de pragas e doenças. Estes danos podem ocorrer toda vez que a planta estiver em condições de stress, seja hídrico (falta ou excesso de água), luz (sombra ou excesso de sol) ou metabólico (falta ou excesso de nutrientes). Estes fatores podem ser facilmente contornados se buscarmos no mercado produtos orgânicos e de fácil aplicação. Para pragas, em nosso site, temos disponíveis produtos para insetos, lesmas, caracóis e armadilhas amarelas que garantem o controle do inseto. Para doenças, a simples poda de manutenção, esterilização da tesoura e aplicação de canela em pó (condimento – cicatrizante natural) no galho cortado e sulfato de cobre (fertilizante) nas folhas, são suficientes para o controle.

3. Colheita dos frutos
Os frutos devem ser colhidos com o auxílio de uma tesoura de poda, cortando-se o pecíolo. Deve-se tomar o cuidado para não necrosar o caule. Cada ferida na planta é um risco para a entrada de doenças que irão definhar o seu crescimento saudável.

4. Adubação de manutenção
Após a colheita dos frutos é importante fornecer à frutifera todos os nutrientes gastos na produção dos frutos. Este fornecimento deve ser via adubação radicular com o uso da formulação NPK 10-10-10 (formulação de manutenção) e via adubação foliar com uma formulação o mais completa possível.

Publicado originalmente em https://terral.agr.br/plus/modulos/noticias/ler.php?cdnoticia=50

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Tilápias na Aquaponia

O que é aquaponia?
A produção de tilápia em aquaponia é um sistema inovador e sustentável que combina a aquicultura (criação de peixes) com a hidroponia (cultivo de plantas sem solo). Nesse sistema, os resíduos dos peixes, ricos em nutrientes, servem como adubo para as plantas, que por sua vez filtram a água que retorna aos peixes. Esse ciclo fechado cria um ambiente harmonioso e produtivo, ideal para quem busca uma alternativa sustentável para a produção de alimentos.

Por que escolher a tilápia?
A tilápia se destaca como uma das melhores opções para aquaponia devido a diversas vantagens:
1. Resistência a doenças: tilápias são robustas e apresentam alta resistência a doenças comuns em sistemas aquáticos.
2. Crescimento rápido: possuem um ciclo de crescimento rápido, permitindo uma alta rotatividade na produção.
3. Alimentação facilitada: diversas rações comerciais de alta qualidade estão disponíveis para atender às necessidades nutricionais da tilápia.
4. Carne saborosa: a tilápia é apreciada por sua carne branca, saborosa e livre de espinhas intramusculares, tornando-a popular entre os consumidores.

Componentes essenciais para um sistema de aquaponia eficiente:
Tanque de Peixes: deve ser dimensionado de acordo com a quantidade de tilápias que você deseja criar.
Cama de Cultivo: utilize materiais como argila expandida que propiciem boa circulação da água e suporte para as raízes das plantas.
Decantador: local para remover os resíduos sólidos dos peixes (fezes e restos de ração).
Biofiltro: abriga as bactérias nitrificantes responsáveis pela conversão da amônia em nitratos, nutrientes essenciais para as plantas.
Bomba de Água: garante a recirculação da água entre o tanque de peixes e a cama de cultivo.
Aerador: fornece oxigênio dissolvido à água, essencial para a saúde dos peixes e bactérias.

Plantas ideais para aquaponia:
1. Hortaliças folhosas: alface, espinafre, acelga e rúcula são ótimas opções.
2. Ervas aromáticas: manjericão, hortelã, coentro e alecrim enriquecem seu sistema com sabor e aroma.
3. Frutos pequenos: tomates cereja, pimentões e morangos podem ser cultivados com sucesso em aquaponia.

Monitoramento da qualidade da água:
A qualidade da água é crucial para o sucesso da aquaponia. Os parâmetros a serem monitorados incluem:
1. pH: ideal entre 6,8 e 7,2.
2. Temperatura: a tilápia se desenvolve melhor em temperaturas entre 24°C e 28°C.
3. Oxigênio dissolvido: nível acima de 5 mg/L é essencial para a saúde dos peixes e bactérias.

Alimentação e crescimento dos peixes:
A tilápia deve ser alimentada com uma ração de alta qualidade, com uma boa digestibilidade e formulada para garantir um crescimento saudável. A quantidade e a frequência da alimentação dependem do tamanho e da idade dos peixes.

Benefícios da aquaponia:
1. Uso eficiente da água: consome até 90% menos água do que a agricultura tradicional.
2. Produção local de alimentos: reduz a necessidade de transporte e a pegada de carbono.
3. Sustentabilidade: produção orgânica, sem agrotóxicos ou fertilizantes químicos.
4. Alto valor agregado: alimentos nutritivos e livres de agrotóxicos, com maior valor de mercado.

Conclusão:
A produção de tilápia em aquaponia é uma maneira eficiente e sustentável de criar peixes e cultivar plantas simultaneamente. Este método não só maximiza o uso de recursos, mas também promove práticas agrícolas ecologicamente corretas. Com os cuidados adequados e o manejo eficiente, a aquaponia pode ser uma solução viável para atender à demanda crescente por alimentos frescos e saudáveis. Além de fornecermos a linha completa de rações para o seu sistema, possuímos serviço técnico especializado para montagem do seu sistema!

Publicado originalmente em https://www.somanutricaoanimal.com.br/producao-de-tilapia-em-aquaponia-um-guia-completo/

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