A Samsung registrou uma patente para um sistema de gerenciamento de chamadas de spam que busca bloquear números indesejados antes que a ligação seja efetivamente conectada ao smartphone. A proposta é impedir que o aparelho toque, acenda a tela ou gere alertas para chamadas identificadas como indesejadas.
Atualmente, sistemas de bloqueio podem identificar uma chamada como spam e impedir que ela toque normalmente, mas o aparelho ainda pode processar a ligação e exibir algum tipo de aviso. A tecnologia descrita pela Samsung tenta antecipar essa etapa, com uma verificação do número antes da conexão ser concluída.
A proposta também pode reduzir o processamento associado a chamadas que seriam bloqueadas de qualquer forma, o que pode resultar em menor consumo da bateria do celular. Como ainda se trata de uma patente, porém, não há garantia de que a tecnologia será lançada comercialmente ou integrada aos celulares Galaxy.
Como pode funcionar o novo sistema da Samsung?
O funcionamento descrito na patente coloca a verificação do número em uma etapa anterior à conexão da chamada. O processo pode seguir esta lógica:
Detecção da chamada: o sistema identifica uma chamada recebida no aparelho;
Verificação do número: antes de concluir a conexão, o dispositivo consulta a lista de números bloqueados configurada pelo usuário;
Rejeição da chamada: caso o número esteja na lista, o sistema envia uma resposta de rejeição para rede de telefonia celular, impedindo que a chamada seja estabelecida;
Interrupção dos alertas: como a chamada é rejeitada antes de ser estabelecida, o aparelho não precisa iniciar os alertas normalmente associados a uma ligação recebida.
O Google ampliou o acesso aos cadernos de estudo do Gemini, ferramenta que transforma materiais escolares em conteúdos personalizados para ajudar nos estudos. A novidade chegou a usuários com contas pessoais, escolares e de trabalho, além de assinantes do Workspace Individual, com disponibilidade condicionada à conta e à região.
Nas contas educacionais e corporativas, a expansão também remove a restrição de idade, o que possibilita que usuários de todas as idades utilizem a ferramenta quando ela for liberada pelo administrador da organização.
Os cadernos de estudo usam materiais fornecidos pelo próprio estudante, como anotações e cronogramas de aula, para criar planos de estudo personalizados. A partir desses conteúdos, o Gemini gera lições curtas, define objetivos de aprendizagem e cria questionários para testar o conhecimento.
Durante o estudo, também é possível fazer perguntas para a inteligência artificial e tirar dúvidas sobre o conteúdo. A ferramenta ainda acompanha o desempenho do aluno para identificar quais assuntos já foram dominados e quais precisam de mais atenção.
Como funcionam os cadernos de estudo do Gemini?
Para criar um caderno de estudo, o usuário deve abrir a barra lateral esquerda do Gemini, clicar em “Novo notebook” e selecionar a opção “Estudar e aprender”. Em seguida, pode enviar os materiais da disciplina que deseja estudar, como anotações e conteúdos de aula. A partir dessas informações, o Gemini cria lições adaptadas ao conteúdo.
A ferramenta também conta com testes de progresso para mostrar quais assuntos ainda precisam de atenção. Os resultados aparecem no painel divididos entre “Pontos Fortes” e “Áreas de Foco”, com sugestões de quais lições estudar primeiro.
As respostas do Gemini usam como referência os materiais enviados pelo estudante ou pela instituição, o que ajuda a manter o conteúdo próximo do que é ensinado em sala de aula. Ainda assim, como ocorre com outras ferramentas de inteligência artificial, as respostas podem conter erros.
Quem pode usar os cadernos de estudo do Gemini?
O Google iniciou a expansão dos cadernos de estudo em 17 de setembro de 2026, e a liberação completa pode levar até 15 dias. O acesso varia de acordo com o tipo de conta e a região. Os usuários com contas pessoais do Google e assinantes do Workspace Individual estão incluídos na expansão.
Já quem usa contas escolares ou de trabalho precisa que o administrador da organização ative o aplicativo Gemini e o Gemini Notebook no console de administração. Nesses casos, a ferramenta fica disponível para usuários de todas as idades, exceto no Espaço Econômico Europeu (EEE), onde a expansão está prevista para as próximas semanas.
Nas contas gerenciadas, o recurso também depende da configuração da unidade organizacional ou do grupo para manter os serviços do Gemini ativados.
O Spotify está desenvolvendo uma função que pode acabar com o consumo excessivo de armazenamento pelo cache do aplicativo. Segundo uma análise do código realizada pelo Android Authority, a plataforma trabalha em um recurso chamado “Limite de Cache” para o Android. Com a função, será possível definir um teto para o espaço ocupado por arquivos temporários, algo que usuários reclamam há anos em fóruns, como Reddit e na comunidade oficial do Spotify.
Atualmente, o Spotify armazena trechos de músicas, podcasts e capas de álbuns em cache para agilizar a reprodução e reduzir o uso de dados móveis quando conteúdos são reproduzidos novamente. Como não há um limite definido pelo usuário, esse armazenamento pode crescer para vários gigabytes e ocupar uma parcela considerável da memória do aparelho.
O novo recurso deve adicionar um submenu específico para o gerenciamento do cache, com uma opção para definir o espaço máximo utilizado. O aplicativo também poderá indicar um “limite recomendado”, com o objetivo de equilibrar o desempenho da reprodução e o espaço disponível no celular.
Ao escolher um limite, o Spotify deverá alertar sobre possíveis efeitos da configuração. Um cache menor pode aumentar o uso de dados móveis e exigir que determinados conteúdos sejam carregados novamente, enquanto um limite maior tende a manter mais dados temporários armazenados. A configuração deve afetar somente o cache, sem remover músicas e podcasts baixados para reprodução offline. Segundo o código analisado, o aplicativo também poderá solicitar a definição do limite após uma limpeza manual do cache.
O recurso já está disponível no Spotify?
Não. A função ainda não foi liberada para o público geral nem anunciada oficialmente pelo Spotify. A descoberta ocorreu em uma análise de APK da versão v9.1.88.815 do aplicativo para Android.
O chamado APK teardown consiste na análise do código e dos recursos incluídos em um pacote de instalação para identificar funções que podem estar em desenvolvimento ou preparação. A presença das strings relacionadas ao limite de cache indica que o Spotify trabalha na funcionalidade, mas não confirma quando — ou se — ela será liberada para todos.
O recurso pode passar primeiro por testes com usuários da versão beta antes de chegar à versão estável. Como acontece com outras funções identificadas em análises de código, também existe a possibilidade de que o Spotify faça alterações na implementação ou abandone a novidade antes do lançamento.
A Anthropic anunciou o Claude Opus 5.5, nova versão do modelo que reduz os preços de tokens de entrada e saída em 20% e corta em 60% o custo de leitura de dados armazenados em cache. Em um exemplo apresentado pela empresa, uma sessão que custava US$ 3,50 no Opus 5 passa a custar US$ 2,40 no Opus 5.5, uma redução de cerca de 31%.
O Opus 5.5 já está disponível pela API e no Claude Code. Para assinantes dos planos Pro, Max e Team, a redução de custos aparece na forma de limites de uso maiores. Segundo a Anthropic, o mesmo orçamento pode render cerca de 25% mais uso do modelo.
A nova versão também muda a forma como o Claude trabalha. O Opus 5.5 usa o recurso de thinking antes das respostas para analisar a tarefa e chegar ao resultado. A empresa também afirma que o modelo ficou mais eficiente no uso de tokens, o que ajuda a reduzir o custo de tarefas longas.
Quanto custa o Claude Opus 5.5?
O preço de entrada caiu de US$ 5 para US$ 4 por milhão de tokens, enquanto o custo dos tokens de saída passou de US$ 25 para US$ 20. A maior redução aparece nas leituras de cache, que baixaram de US$ 0,50 para US$ 0,20 por milhão de tokens, uma queda de 60%.
A mudança favorece principalmente sessões longas, nas quais o Claude reaproveita grandes volumes de informações armazenadas em cache. Como a leitura desses dados ficou mais barata, tarefas com muito contexto podem ter uma redução significativa no custo, mesmo quando trabalham com milhões de tokens.
Já tarefas concentradas na geração de respostas tendem a se beneficiar principalmente da redução de 20% no preço dos tokens de saída.
Como economizar tokens no Claude?
Além dos preços menores do Opus 5.5, algumas configurações do Claude Code ajudam a controlar o consumo de tokens, como:
Escolha o nível de esforço adequado
Use cada modelo para uma tarefa
Aproveite o cache
Faça auditoria dos prompts
Acompanhe o uso de tokens
Escolha o nível de esforço adequado
O nível de esforço determina quanto o modelo deve investir no processo de pensamento, na geração de texto e no uso de ferramentas. Para tarefas simples, níveis menores podem evitar gastos desnecessários.
O nível Low pode ser usado em trabalhos mecânicos, como renomear variáveis ou aplicar padrões conhecidos em vários arquivos. O Medium atende tarefas cotidianas com escopo bem definido, enquanto o High faz mais sentido em problemas que exigem uma análise maior do código.
Níveis mais altos devem ficar para tarefas complexas, nas quais o modelo precisa analisar várias partes do projeto antes de tomar uma decisão.
Use cada modelo para uma tarefa
Outra forma de controlar o consumo é escolher o modelo de acordo com a dificuldade do trabalho. O Opus 5.5 pode ficar responsável pelas tarefas principais, como desenvolvimento de funcionalidades, revisão de código e trabalhos que exigem mais raciocínio, enquanto modelos, como Sonnet e Haiku, assumem atividades secundárias.
Para pesquisas, leitura de logs e execução de testes, a recomendação é configurar subagentes no Sonnet ou Haiku, deixando a edição principal do código a cargo do Opus 5.5. A divisão reduz a necessidade de usar o modelo mais caro em tarefas que não precisam do mesmo nível de capacidade.
Também é indicado manter o Opus 5.5 como modelo principal no dia a dia, mas alternar para o Fable 5.1 caso ele trave duas vezes no mesmo problema usando esforço High. O Fable 5.1 tem custo maior, de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída, mas pode evitar ciclos repetidos de tentativa e erro em códigos complexos.
Aproveite o cache
O cache é especialmente importante em sessões longas. No Opus 5.5, a leitura de informações armazenadas custa US$ 0,20 por milhão de tokens, o equivalente a apenas 5% do preço de uma entrada nova. A duração do cache varia conforme a forma de acesso ao modelo: nos planos Pro, Max e Team, ele dura uma hora e na API o período padrão é de cinco minutos.
Para aproveitar melhor esse mecanismo, vale evitar mudanças constantes nas definições de ferramentas e no prompt do sistema durante uma tarefa, já que alterações podem invalidar partes do cache. Alterar o nível de esforço no meio da sessão por comando também invalida o cache da conversa, fazendo com que a próxima operação tenha de regravar o contexto.
Quando o cache expira ou é invalidado por uma mudança de configuração, a regravação custa entre 1,25 e 2 vezes o preço de um token de entrada comum. Em contextos grandes, uma única regravação pode custar o equivalente a até 25 leituras de cache.
No Claude Code, o comando /compact ajuda a reduzir o histórico usado pela conversa e o /clear inicia uma tarefa sem carregar o contexto anterior. O tamanho do arquivo CLAUDE.md também merece atenção. A recomendação é mantê-lo abaixo de 200 linhas para evitar o carregamento de informações desnecessárias a cada requisição.
Os servidores MCP que não estão em uso também podem aumentar o volume de dados enviado ao modelo. Desativá-los com o comando /mcp reduz esse carregamento automático. No entanto, conectar ou desconectar servidores MCP durante uma sessão e alternar entre modelos são outras ações que podem reiniciar o cache da conversa.
Faça auditoria dos prompts
Prompts muito longos ou com instruções repetidas também podem aumentar o consumo. O comando /claude-api prompt-audit identifica problemas que podem fazer o modelo gastar tokens sem melhorar o resultado.
Entre os pontos analisados estão instruções contraditórias e regras de verificação que aumentam o número de etapas de uma tarefa. Em testes de migração, a Anthropic registrou redução adicional de até 9% nos custos após a limpeza dos prompts.
Acompanhe o uso de tokens
O acompanhamento do consumo ajuda a encontrar tarefas que gastam mais do que o esperado. O comando /usage mostra informações sobre o uso da sessão, incluindo o consumo de tokens e a participação do cache.
Sessões que fogem muito do padrão podem indicar loops de repetição, uso excessivo de ferramentas ou um nível de esforço maior do que o necessário para aquela tarefa. A análise desses casos ajuda a ajustar as configurações e evitar desperdícios nas próximas execuções.
A OpenAI anunciou o GPT-6 Sol e o GPT-6 Luna, novos modelos de inteligência artificial que ampliam o ecossistema de modelos de fronteira da empresa. A dupla foi desenvolvida com foco em reduzir custos e acelerar o uso de IA, levando recursos apresentados no modelo topo de linha Astra para tarefas profissionais e aplicações em larga escala.
Os modelos já estão disponíveis no ChatGPT Work e no Codex para usuários dos planos Plus, Pro, Business, Enterprise e Edu. Nos planos Free e Go, o GPT-6 Luna pode ser usado pelo aplicativo para desktop. Para desenvolvedores, os modelos estão disponíveis pela API. A OpenAI afirma que a chegada ao ChatGPT será gradual ao longo do dia, mas os modelos ainda não estão disponíveis na interface padrão de “Chat”.
O GPT-6 Sol é voltado para tarefas profissionais complexas e programação e o Luna foi desenvolvido para trabalhos de alto volume, como resumos e extração de informações. A arquitetura dos dois modelos também foi otimizada para fluxos de trabalho longos e agentes de IA, com recursos que ajudam a reduzir o custo de operações que reutilizam grandes quantidades de contexto.
Um desses recursos é o cache de prompts. A leitura de tokens de entrada armazenados em cache recebe 90% de desconto, o que reduz o custo de aplicações que reaproveitam informações ao longo de diferentes etapas de uma tarefa. Na API, o GPT-6 Sol tem o preço reduzido de US$ 4 para US$ 2 por 1 milhão de tokens de entrada e de US$ 20 para US$ 10 na saída. Já o GPT-6 Luna cai de US$ 0,20 para US$ 0,10 na entrada e de US$ 1,20 para US$ 0,50 na saída.
Os dois modelos têm redução de 50% nos preços em relação aos valores promocionais da linha GPT-5.6. A combinação entre preços menores, cache barato e foco em tarefas de longa duração busca tornar o uso dos modelos mais viável para desenvolvedores que precisam processar grandes volumes de informações.
O lançamento ocorre em meio à forte disputa entre OpenAI e Anthropic. Apenas 90 minutos antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic apresentou uma nova versão do Opus 5.5, com preços menores e desempenho no nível do Fable.
GPT-6 Sol e Luna mostram resultados em diferentes tarefas
Os testes de desempenho apresentados pela OpenAI mostram resultados diferentes de acordo com a proposta de cada modelo. O GPT-6 Sol foi avaliado em tarefas profissionais, programação e engenharia de software, enquanto o Luna também apresentou resultados em automação, uso de computador, engenharia de software e confiabilidade factual.
No AutomationBench, que avalia fluxos de trabalho de negócios em diferentes aplicativos, o GPT-6 Sol superou o Claude Opus 5, da concorrência, com custo equivalente a apenas 9% do valor por tarefa. Na programação, o modelo igualou o desempenho do Claude Fable 5.1 no FrontierCode, que verifica se o código produzido está pronto para ser incorporado a bases de código reais. Já no DeepSWE v1.1, voltado para tarefas complexas de engenharia de software, o Sol alcançou 68,8% de pontuação, com custo 80% menor que o de modelos concorrentes de alto desempenho.
O GPT-6 Luna também apresentou evolução em relação à geração anterior. No AutomationBench, em nível de esforço alto, o modelo superou o GPT-5.6 Luna em 5,4 pontos percentuais, com custo por tarefa 58% menor. No DeepSWE v1.1, o Luna alcançou 66,6% de pontuação no nível máximo de esforço, resultado comparável ao de Claude Opus 5 e Claude Fable 5 em níveis médios de esforço.
No OSWorld 2.0 offline, que avalia tarefas de uso de computador, o Luna também superou o GPT-5.6 Sol, considerando esforço médio para o modelo anterior, com apenas um décimo do preço. A OpenAI ainda avaliou a confiabilidade factual dos modelos. Em níveis mais altos de esforço, o Luna alcançou a mesma confiabilidade do antigo GPT-5.6 Sol por 1% do custo.
A OpenAI também alterou o estilo de colaboração dos modelos para reduzir jargões e informações de pouco valor. A proposta é entregar respostas mais curtas e claras. Em avaliações de alinhamento, o Luna ainda apresentou taxas menores de alegações enganosas sobre seu próprio trabalho de programação em comparação com o GPT-5.6 Luna.
Novas ferramentas ajudam a controlar custos e desempenho
A OpenAI também lançou novas ferramentas para que desenvolvedores acompanhem o uso dos modelos e encontrem formas de melhorar o desempenho das aplicações. O Prompt Caching Dashboard, por exemplo, identifica oportunidades de cache que não foram aproveitadas, o que ajuda a encontrar pontos em que o processamento pode ser otimizado.
Outra mudança permite ajustar o esforço de raciocínio e a disponibilidade de ferramentas sem invalidar o cache já existente. Com isso, agentes de IA podem alterar esses parâmetros durante fluxos de trabalho que reutilizam o mesmo contexto sem perder as informações armazenadas no cache.
Os recursos também chegam acompanhados de melhorias de segurança herdadas do trabalho de alinhamento feito para o Astra. Segundo a OpenAI, o GPT-6 Sol e o Luna apresentam taxas menores de alegações enganosas em tarefas de programação e tiveram resultados melhores em avaliações que testam tentativas de contornar avisos de segurança.
A Samsung disponibilizou uma atualização para o aplicativo Samsung Notes que adiciona um aviso quando as ferramentas do Galaxy AI são usadas para gerar ou editar conteúdo. A mudança, presente na versão 4.4.48.15 do aplicativo, aparece no registro de alterações como uma “marca d’água de IA” e informa quando a inteligência artificial participou do processamento do texto.
A novidade já está disponível para usuários com dispositivos compatíveis com o Galaxy AI após a atualização do aplicativo. O aviso aparece na etapa de edição, sem ser incorporado ao conteúdo salvo na nota. Como a identificação fica restrita à janela de pré-visualização, o texto inserido no documento não mantém uma marca visível que facilite sua identificação por ferramentas externas de detecção de conteúdo gerado por IA.
A mensagem “This text was generated using AI” (“Este texto foi gerado usando IA”) aparece na parte inferior da janela de pré-visualização exibida após o processamento. O usuário consegue visualizar a identificação antes de inserir o resultado na nota e decidir se quer aplicar a alteração.
A sinalização está presente em diferentes ferramentas do Note Assist, incluindo a formatação automática, o resumo de conteúdos, a correção ortográfica e gramatical e a tradução de textos. Apesar de a Samsung usar o termo “marca d’água”, portanto, a identificação funciona como uma mensagem informativa na interface, e não como um selo permanente sobre o texto.
Como a Samsung sinaliza conteúdos criados por IA?
A Samsung adota formas diferentes de sinalização para conteúdos criados ou editados com IA, dependendo do tipo de material. Em recursos de geração ou edição de imagens, a identificação aparece visualmente no próprio resultado, como ocorre no Creative Studio e no gerador de papéis de parede da Samsung. Já no Samsung Notes, a “marca d’água” aparece apenas na prévia do texto processado pela IA e não é incorporada à nota.
Dessa forma, a identificação fica restrita ao momento da edição. Depois que o conteúdo é inserido no Samsung Notes, o texto permanece sem a mensagem sobreposta, preservando a aparência da nota.
O Google está desenvolvendo uma função que pode evitar a perda de dados para quem esquecer o PIN ou a senha do celular. Segundo o Android Authority, referências encontradas na versão beta do sistema indicam que o Android 17 poderá permitir a recuperação do acesso por meio das credenciais da conta Google vinculada ao aparelho, eliminando a necessidade de realizar uma restauração de fábrica.
Atualmente, quem esquece a senha de um dispositivo Android pode precisar apagar todo o conteúdo do celular para recuperar o acesso. O processo remove fotos, arquivos armazenados localmente e dados de aplicativos que não tenham backup na nuvem. A nova função, identificada como “Unlock with Google account” (Desbloquear com conta Google), aparece como uma alternativa de recuperação.
As referências encontradas no código mostram que a função fica no menu Desbloqueio do dispositivo, o mesmo espaço usado para configurar PIN, senha, impressão digital e reconhecimento facial. A proposta é possibilitar que o proprietário confirme sua identidade pela conta Google na tela de bloqueio.
O código também indica que o novo mecanismo será opcional e ficará desativado por padrão por questões de privacidade. Nesse cenário, o usuário poderá decidir previamente se quer manter uma alternativa de recuperação vinculada à conta Google.
A ideia lembra um mecanismo presente em versões antigas do Android, como o Android 4.4, que oferecia uma alternativa de recuperação para usuários que esquecessem o padrão de desbloqueio. A função foi removida no Android 5.0 Lollipop.
No Android 5.1, o Google introduziu o Factory Reset Protection (FRP), uma proteção para impedir que celulares roubados fossem restaurados pelo modo de recuperação e usados por terceiros. O mecanismo, porém, não evitava a perda dos dados do proprietário legítimo após a restauração de fábrica.
Quando o recurso chega ao Android 17?
Ainda não há data oficial ou previsão confirmada para o lançamento da função. As referências foram encontradas durante um APK teardown da versão Android 17 QPR2 Beta 5.
Esse tipo de análise examina o APK de uma versão de testes em busca de códigos, textos e outros elementos que revelem funções em desenvolvimento. A presença da opção no beta indica que o Google trabalha na ferramenta, mas não garante que ela chegará à versão estável do sistema.
O recurso também não está funcional na versão beta atual. Por isso, ainda não é possível saber exatamente como será o processo de autenticação ou quais condições serão necessárias para recuperar o acesso ao aparelho.
Os assistentes de inteligência artificial, como ChatGPT, Gemini e Claude, são usados para tirar dúvidas, organizar tarefas e até conversar sobre questões pessoais. O problema é que essa proximidade também pode levar usuários a compartilhar informações que deveriam permanecer privadas.
Muitas vezes, as conversas com IA podem reunir dados financeiros, questões de saúde, inseguranças pessoais e detalhes de projetos ou da vida cotidiana. Como esses serviços processam as informações em servidores remotos, o usuário nem sempre tem controle sobre o que acontece com os dados depois do envio.
Existem, porém, diferentes formas de reduzir essa exposição. Elas vão desde contratos que limitam a retenção das conversas até tecnologias de segurança e modelos de IA executados no próprio dispositivo.
A seguir, tire suas dúvidas sobre:
Por que suas conversas com IA são um risco à privacidade?
O que são e como funcionam os Contratos de Retenção Zero de Dados (ZDR)?
É possível confiar em serviços intermediários “sem registros”?
O que são Ambientes de Execução Confiáveis (TEEs)?
É mais seguro quando os dados são processados localmente?
Por que uma IA segura custa mais caro?
Por que suas conversas com IA são um risco à privacidade?
Os chatbots ocupam um espaço parecido com o de um “confessionário virtual”. É comum encontrar usuários compartilhando com a IA informações sobre relacionamentos, finanças, saúde, trabalho e outros assuntos pessoais.
O problema começa quando esses dados são enviados para servidores externos. Serviços tradicionais de IA, como ChatGPT, Claude e Gemini, coletam e armazenam conversas por padrão, de acordo com as políticas de cada plataforma. O uso dessas informações varia conforme o serviço e as configurações escolhidas pelo usuário, podendo incluir o aprimoramento dos modelos de IA.
Além de serem usadas para treinar modelos, as conversas podem ser acessadas por meio de solicitações de autoridades policiais ou por prestadores de serviço terceirizados que ajudam a ajustar os sistemas. Dependendo das políticas de cada empresa, os dados também podem chegar a parceiros comerciais e anunciantes ou ser requisitados em intimações de processos judiciais civis. Isso cria uma nova preocupação de privacidade, já que uma única conversa pode concentrar uma quantidade grande de informações sobre uma pessoa.
Como observa Moxie Marlinspike, criador do Signal, o principal ponto de exposição que antes estava nas mensagens de texto não criptografadas migrou para as conversas com IA. Segundo ele, essa mudança amplia os riscos de privacidade, já que os sistemas de IA concentram uma quantidade muito maior de informações sobre os usuários.
O que são e como funcionam os Contratos de Retenção Zero de Dados (ZDR)?
Uma das alternativas à coleta de dados são os contratos de Retenção Zero de Dados (Zero Data Retention ou ZDR). Empresas como OpenAI, Anthropic e Google oferecem esses acordos, que determinam a exclusão dos registros das conversas após o processamento. Porém, essa opção costuma ficar restrita a contas corporativas e de desenvolvedores pagas, fora do alcance da maioria dos usuários comuns.
O ZDR também tem exceções para monitoramento de segurança e prevenção de abusos. A Anthropic, por exemplo, não aplica a retenção zero a pesquisas sobre hacking ou fraudes. A OpenAI usa o Private Safety Processing para analisar atividades nos sistemas do cliente antes da exclusão e pode alertar a equipe da plataforma em caso de irregularidades.
No Google, prompts do Gemini podem ser mantidos para análise de abusos mesmo sob ZDR. A empresa remove o endereço IP e o ID do usuário, mas o próprio texto da pergunta ainda pode revelar quem fez a consulta.
Por isso, o ZDR funciona como uma proteção prevista em contrato entre o cliente e o provedor. Ele não oferece uma barreira criptográfica que impeça completamente o acesso aos dados.
É possível confiar em serviços intermediários “sem registros”?
Outra opção para aumentar a privacidade são serviços que prometem não guardar registros das conversas, como Proton Lumo, Duck.ai e Venice.ai. Algumas dessas plataformas também escondem o endereço IP do usuário e enviam as perguntas para modelos de outras empresas, como os da OpenAI e da Anthropic.
O problema é que uma política de privacidade não oferece a mesma garantia que uma proteção técnica. Como explica o criptógrafo Matthew Green, da Universidade Johns Hopkins, mesmo que o serviço intermediário não guarde registros, o modelo de IA que recebe a pergunta ainda pode coletar o texto.
Além disso, esconder o endereço IP não elimina totalmente o risco de identificação. O próprio conteúdo da conversa pode revelar informações sobre quem fez a pergunta. Uma consulta sobre um local específico ou um documento particular, por exemplo, pode trazer detalhes suficientes para identificar o usuário.
O que são Ambientes de Execução Confiáveis (TEEs)?
Uma das dificuldades para proteger conversas com inteligência artificial está no próprio funcionamento desses modelos. Em aplicativos de mensagens, o servidor pode apenas encaminhar os dados sem acessar seu conteúdo. Já as IAs na nuvem precisam receber o texto sem criptografia para processá-lo e gerar uma resposta. Como a criptografia de ponta a ponta tradicional ainda não funciona da mesma forma para esses sistemas, a indústria começou a usar os Ambientes de Execução Confiáveis (TEEs).
Os TEEs usam uma proteção baseada em hardware para limitar o acesso aos dados. A tecnologia impede que o serviço grave as conversas e restringe o acesso ao conteúdo durante o processamento. Por exemplo, com a tecnologia Confidential Computing da Nvidia, os prompts são processados em áreas isoladas do hardware. O servidor pode gerar uma prova criptográfica de que outras partes da infraestrutura não conseguem acessar esses dados.
Um dos principais exemplos é o Confer, assistente privado criado por Moxie Marlinspike, fundador do Signal. O serviço usa TEEs em chips Nvidia, autenticação por passkeys e código aberto, que pode ser analisado publicamente.
Outro exemplo é o modo incógnito do Meta AI no WhatsApp, desenvolvido com apoio de Marlinspike. A opção pode ser ativada ao tocar no botão de busca da IA e selecionar o ícone de cadeado. Embora não use criptografia de ponta a ponta tradicional, o sistema impede a Meta de manter registros da conversa.
O modelo é diferente do novo agente Muse, também da Meta, que ainda funciona em máquinas virtuais separadas, sem o uso de TEEs.
É mais seguro quando os dados são processados localmente?
Executar a inteligência artificial no próprio computador é uma alternativa para quem busca mais privacidade. Ferramentas para usuários avançados, como Ollama, LM Studio e LocalAI, permitem rodar modelos de linguagem 100% offline. Nesse caso, as informações não precisam sair do dispositivo.
Já a Apple segue uma estratégia híbrida. Para tarefas do dia a dia, a empresa usa um modelo compacto no próprio iPhone, Mac ou Apple Watch. Quando a tarefa precisa de mais capacidade, o processamento é enviado ao Private Cloud Compute (PCC), uma estrutura de nuvem privada.
No entanto, quando a Siri ou a Apple Intelligence faz uma pesquisa no ChatGPT ou em outros serviços de terceiros, a proteção do PCC deixa de valer. Antes de enviar a pergunta, porém, o sistema pede autorização ao usuário.
O principal limite da IA local é o desempenho. Os computadores pessoais têm menos capacidade de processamento que os grandes data centers, o que restringe o tamanho dos modelos que podem ser executados. Como resultado, o usuário pode precisar escolher modelos menores e sujeitos a erros.
Por que uma IA segura custa mais caro?
Para manter uma inteligência artificial avançada, é necessário grandes data centers, processadores de alto desempenho e muito consumo de energia. A forma de pagar por essa estrutura, porém, varia conforme o modelo de negócio de cada empresa.
Serviços populares, como ChatGPT e Claude, cobram cerca de US$ 20 por mês. Já ferramentas focadas em privacidade, como o Confer, chegam a US$ 34,99 mensais. Segundo Moxie Marlinspike, fundador do Confer, a diferença representa o custo real e sem subsídios para processar consultas em hardware isolado.
Marlinspike afirma que concorrentes tradicionais conseguem cobrar menos porque parte dos custos operacionais é compensada pela monetização dos dados dos usuários.
Esse modelo também levanta dúvidas sobre a sustentabilidade das IAs focadas em privacidade. Sem explorar os dados dos usuários, essas empresas precisam encontrar outras formas de manter o serviço financeiramente viável. Com custos operacionais altos, existe o risco de algumas reduzirem suas medidas de proteção de dados ao longo do tempo. Como resume Matthew Green, professor da Universidade Johns Hopkins: “Se você quer privacidade de verdade, talvez tenha que pagar por ela”.
Criminosos estão usando malwares do tipo infostealer para roubar sessões de usuários do Claude, IA da Anthropic, e gastar os créditos de assinaturas pagas sem que as vítimas percebam. O golpe rouba dados de acesso para criar tokens de autorização do Claude Code, dando aos criminosos acesso ao processamento pago pelos assinantes. O problema afeta principalmente profissionais que dependem de planos com maior capacidade, como o Claude Max 20x, que custa US$ 200/mês (equivalente a cerca de R$ 1.100,00 no Brasil).
A situação veio à tona após Grant De Swardt, consultor independente de IA no Reino Unido, perceber um aumento incomum no consumo de tokens em dias nos quais não estava trabalhando. Em um período controlado, o uso da conta subiu de 45% para 55% sem que houvesse qualquer tarefa ativa no computador ou na nuvem.
A Anthropic informou a Grant De Swardt que as chaves de sessão roubadas foram utilizadas para gerar tokens OAuth do Claude Code sem autorização, sendo aproveitadas por serviços de terceiros não autorizados para processar tarefas de outras pessoas.
Além de Grant De Swardt, o usuário Current_Afternoon_76, no Reddit, comentou que sua conta foi atualizada para um plano pago sem autorização, e o consumo saltou de 0% para 100% imediatamente. Em outro relato na plataforma, o uso da conta aumentou de 0% para 49% em apenas 12 minutos, após a execução de alguns comandos simples e uma busca na web. Já no GitHub, um caso semelhante registrou o limite máximo de uso por três dias seguidos, mesmo sem qualquer interação manual com o Claude.
A Anthropic confirmou a existência da fraude e atribuiu os casos a “atores mal-intencionados” que usam malwares instalados nos computadores das vítimas para roubar dados de login e sessões salvas. A empresa afirma ter tomado medidas, como invalidar sessões comprometidas, emitir reembolsos parciais e alertar alguns usuários sobre a possível presença de malware nos dispositivos.
Embora a Anthropic tenha enviado e-mails de alerta sobre infostealer malware para algumas vítimas, De Swardt não recebeu o comunicado. Ele também afirmou não ter encontrado qualquer rastro de infecção em seu computador e continua sem saber exatamente como sua conta foi comprometida. Segundo a empresa, a infecção não tem origem no uso do Claude, mas em fontes externas, como downloads de softwares infectados e anúncios maliciosos.
Falta de transparência dificulta identificar o consumo de tokens
Um dos principais problemas apontados pelas vítimas é a falta de informações detalhadas sobre o uso dos tokens. Atualmente, o painel da conta mostra apenas o consumo total, sem indicar quais atividades ou serviços foram responsáveis pelo gasto.
Isso dificulta a identificação de acessos não autorizados. Sem um histórico detalhado, uma conta pode continuar sendo explorada até que o consumo atinja níveis anormais ou o usuário perceba alguma atividade em um período no qual não estava utilizando o serviço.
A dificuldade para obter suporte e a ausência de ferramentas de monitoramento mais detalhadas também têm levado usuários a abandonar o Claude. No caso de De Swardt, a conta foi restabelecida após duas semanas, mas a suspensão trouxe prejuízos ao seu negócio. Como profissional autônomo, ele usa agentes de IA diariamente para tarefas de programação, design de sites e administração.
De Swardt recebeu um reembolso parcial de £44,49 referente ao período restante da assinatura de US$ 200 por mês. Mesmo após recuperar o acesso, ele decidiu cancelar o plano e migrar para o Cursor. A plataforma oferece diferentes modelos de linguagem, incluindo opções open source mais baratas que, segundo ele, entregam desempenho semelhante ao do Claude.
A Apple confirmou que o iOS 27, nova versão do sistema operacional do iPhone, será liberado na próxima segunda-feira (14). A atualização tem como um dos principais destaques a Siri AI, nova geração da assistente virtual que usa recursos de inteligência artificial para oferecer respostas mais naturais e entender melhor o contexto do usuário.
Nesta primeira fase, os recursos da Siri AI e da Apple Intelligence serão disponibilizados em versão beta e inicialmente em inglês. O iOS 27 também traz melhorias de desempenho, novos recursos de segurança para crianças e mudanças no design da interface, com foco em deixar a navegação mais responsiva e intuitiva.
A atualização inclui ainda novidades nos aplicativos Safari, Mail e Fotos, além de melhorias na integração do iPhone com outros dispositivos e sistemas. Entre elas está o suporte aprimorado para álbuns do iCloud no Windows e no Android.
Quais são as novidades do iOS 27?
Veja as novidades do iOS 27:
Siri AI e Apple Intelligence
Edição de imagens e criatividade
Produtividade e navegação
Segurança e família
Desempenho e design
Outros recursos do iOS 27
Siri AI e Apple Intelligence
A nova Siri AISiri AI usa os recursos da Apple Intelligence para compreender melhor o contexto das conversas e das informações armazenadas no aparelho. Entre as novidades está um aplicativo dedicado da Siri, que reúne as conversas com a assistente em um único lugar. O usuário também pode fixar interações e continuar conversas entre o iPhone e o iPad.
A assistente vai trabalhar com o Contexto Pessoal, recurso que permite encontrar informações específicas armazenadas no aparelho. Com comandos de voz, por exemplo, é possível procurar e-mails, fotos antigas ou notas. A Siri também vai ganhar a capacidade de executar ações dentro de aplicativos, como corrigir uma mensagem enviada ou adicionar uma música que está tocando a uma playlist.
Já a Escrita Assistida permite criar rascunhos a partir do zero, fazer sugestões de texto e adaptar tom e pontuação ao estilo do usuário nos aplicativos Mail e Mensagens. O Modo Siri na Câmera usa inteligência visual para responder perguntas e realizar buscas sobre objetos e cenários capturados pelo visor em tempo real.
Edição de imagens e criatividade
O aplicativo Fotos também recebe novos recursos baseados em inteligência artificial. Entre eles está o Reenquadramento Espacial, que possibilita estender imagens, além de uma versão aprimorada da ferramenta Limpeza, usada para remover objetos indesejados das fotos.
O Image Playground também ganha espaço no sistema. A ferramenta cria imagens a partir de descrições em texto e oferece diferentes estilos, incluindo opções com aparência fotorrealista.
Produtividade e navegação
O Safari vai agrupar abas automaticamente por tópicos, facilitando a organização de páginas abertas no navegador. O recurso Me Avisar também acompanha alterações em sites, como mudanças de preço ou reposição de produtos em estoque.
No Mail, a busca recebe um sistema de classificação que coloca os resultados considerados mais relevantes no topo da lista. Já o Contexto da Chamada usa informações de outros aplicativos durante ligações para empresas. Assim, dados relevantes, como códigos de voo armazenados em um e-mail, podem ser selecionados pelo sistema quando forem necessários.
Com os Atalhos Inteligentes, é possível criar automações mais complexas a partir de descrições feitas em linguagem natural.
Segurança e família
O iOS 27 amplia os recursos de segurança para crianças e famílias. Os responsáveis podem definir quais aplicativos os filhos podem usar, enquanto o Pedir para Navegar exige autorização para acessar novos sites.
A Segurança de Comunicação também vai detectar e impedir a visualização de conteúdos violentos ou perturbadores no Mensagens e no FaceTime, além de nudez. Os controles de tempo de uso também ganham referências específicas para cada idade, elaboradas por especialistas em desenvolvimento infantil.
Desempenho e design
O iOS 27 traz melhorias de desempenho em diferentes áreas do sistema. Segundo a Apple, os aplicativos podem abrir até 30% mais rápido e as fotos carregam 70% mais rápido na fototeca. As transferências pelo AirDrop também podem ficar até 80% mais rápidas.
No visual, o Liquid Glass recebe ajustes que proporcionam uma refração mais uniforme e maior contraste. A mudança busca melhorar a leitura e a nitidez dos elementos da interface, incluindo os ícones.
O sistema também ganha transições de rede inteligentes. O iPhone consegue escolher a melhor conexão disponível entre Wi-Fi e rede celular para reduzir interrupções.
Outros recursos do iOS 27
O sistema ainda reúne novidades em diferentes áreas. Na saúde, o aplicativo Acompanhamento de Ciclo vai emitir notificações sobre padrões relacionados à perimenopausa e à menopausa.
Na acessibilidade, o iOS 27 adiciona legendas sincronizadas automaticamente em vídeos e descrições mais detalhadas de imagens no VoiceOver.
O aplicativo Casa recebe recursos de inteligência artificial para resumir vídeos de câmeras de segurança e encontrar ocorrências específicas nas gravações.
No Mapas, o sistema oferece Flyover mais detalhado, com modelos de inteligência visual para renderizar elementos arquitetônicos com maior precisão.
Os AirPods Pro 3 também ganham novos recursos relacionados ao iOS 27, incluindo equalização personalizada para graves, médios e agudos e monitoramento da frequência cardíaca por meio do GymKit.
Quais são os iPhones compatíveis com o iOS 27?
O iOS 27 será compatível com os seguintes modelos:
A carga de anúncios nos principais serviços de streaming dos Estados Unidos aumentou, em média, 18% entre janeiro e agosto de 2026. Dados da firma de pesquisa Ampere Analysis, obtidos com exclusividade pelo Business Insider, mostram uma mudança na experiência de quem assiste a filmes e séries: as interrupções comerciais estão cada vez mais presentes nas plataformas.
A Netflix ainda tem a menor carga de publicidade entre os principais serviços analisados, com menos de 2,5 minutos de anúncios por hora. Mesmo assim, foi a plataforma que registrou o maior crescimento no período. A média passou de 1,40 minuto por hora em janeiro para 2,44 minutos em agosto, uma alta de 74%.
No outro extremo está o Paramount+, que lidera o ranking de publicidade com mais de nove minutos de comerciais por hora. Assim, cerca de 15% do tempo de exibição fica reservado para anúncios. Segundo a Ampere Analysis, apenas o Prime Video reduziu a carga de publicidade entre as nove plataformas de streaming mais assistidas no período, passando de 2,78 minutos por hora em janeiro para 2,60 minutos em agosto.
Em agosto de 2026, a média geral de comerciais exibidos pelas principais plataformas de streaming nos EUA foi de pouco mais de 5 minutos por hora. O movimento acontece em meio à chamada “streamflation”, termo usado para descrever a alta dos preços das assinaturas de streaming. Com planos sem anúncios cada vez mais caros, parte do público acaba migrando para opções mais baratas com publicidade. Dados da Antenna indicam que cerca de 60% dos novos usuários escolhem planos com anúncios no momento do cadastro.
Anúncios aumentam o lucro dos streamings
O aumento da publicidade está relacionado à busca por maior rentabilidade e à pressão de investidores sobre as empresas de mídia. Hernan Lopez, fundador da consultoria de mídia Owl & Co., escreveu em um relatório do início de setembro que as equipes de gestão estão sendo pressionadas a encontrar novas formas de aumentar a receita gerada pelo streaming e pela publicidade, sem comprometer as margens a longo prazo.
O crescimento da base de usuários também ficou mais caro. Com o custo de aquisição de novos assinantes em alta, as plataformas começaram a buscar mais receita entre as pessoas que já utilizam seus serviços, segundo Brandon Katz, analista da Greenlight Analytics, em entrevista ao Business Insider.
Embora custem menos para o consumidor, os planos com publicidade podem gerar mais receita por usuário quando atingem uma escala suficiente. Isso acontece porque a plataforma combina o valor pago pela assinatura com o dinheiro recebido dos anunciantes.
Esse modelo ajuda a explicar por que os serviços vêm ampliando a oferta de planos com anúncios e reajustando os preços das opções sem comerciais.
Consumidor começa a equilibrar os gastos
Os aumentos de preços registrados nos últimos 12 meses, incluindo reajustes na Disney+, HBO Max, Peacock e, mais recentemente, Netflix e Apple TV, também influenciaram o comportamento dos assinantes. Embora tenha reajustado seus preços em agosto de 2026, a Apple TV é uma das poucas grandes plataformas que ainda não oferece uma modalidade com anúncios.
Segundo a Antenna, 11% dos usuários de planos com anúncios no primeiro trimestre de 2026 eram pessoas que anteriormente pagavam por opções mais caras e sem comerciais. O índice era de 7% em 2024.
O problema é que essa conta fica menos atraente conforme a quantidade de anúncios aumenta. No Paramount+, por exemplo, a média já ultrapassa nove minutos de publicidade por hora, aproximando a experiência de exibição daquela encontrada na televisão tradicional.
O Google está testando uma nova interface para a Play Store que diferencia visualmente aplicativos e jogos pagos das opções gratuitas. A mudança foi encontrada na versão 53 da loja do Android e aposta em um design mais sofisticado para destacar conteúdos premium.
Atualmente, apps gratuitos e pagos seguem o mesmo padrão visual na Play Store. Para saber se um aplicativo exige pagamento, o usuário precisa conferir as informações exibidas na página. Com o novo design, essa distinção ganha mais destaque visual.
Nos testes identificados pelo Android Authority, a página do aplicativo recebe uma imagem de topo maior e um fundo preto, criando uma aparência imersiva. A imagem também se integra melhor à barra de status do celular, onde ficam o relógio e os ícones de notificações, em vez de criar uma transição brusca com o fundo branco da interface atual.
A mudança, porém, ainda deixa algumas informações de fora. O teste não exibia o número de instalações e o tamanho do aplicativo, por exemplo. Como o recurso ainda está em desenvolvimento, essas informações podem voltar a aparecer em uma versão futura.
O novo visual deixa mais evidente que se trata de uma versão premium, mas ainda não está claro se a mudança terá algum impacto nas compras de aplicativos e jogos na Play Store.
Quando o novo design chega à Play Store?
O Google ainda não informou quando pretende lançar a nova interface. Por enquanto, a novidade foi encontrada em arquivos internos da versão 53 da Play Store, o que significa que ela pode sofrer alterações antes de chegar ao público ou até mesmo não ser disponibilizada.
O YouTube ampliou o acesso ao Ask YouTube, ferramenta de busca conversacional baseada em inteligência artificial. Antes disponível apenas para assinantes do YouTube Premium, o recurso agora pode ser usado por todos os usuários dos Estados Unidos que estejam conectados à conta e tenham pelo menos 13 anos.
A ferramenta foi criada para responder a perguntas mais complexas e ajudar na exploração de assuntos dentro do YouTube. Em vez de apresentar apenas uma lista de vídeos, a IA organiza informações e combina diferentes conteúdos da plataforma para responder às solicitações. O sistema também busca dados em tempo real na web para complementar as respostas e lidar com perguntas que exigem dados de diferentes fontes.
Por enquanto, o Ask YouTube está disponível em computadores, celulares Android e iPhone, smart TVs e consoles de videogame, mas ainda há limitações. O recurso funciona apenas em inglês e nos Estados Unidos. Contas infantis supervisionadas e o YouTube Kids não têm acesso à ferramenta e o suporte para Apple TV ainda não está disponível.
Apesar da integração com diferentes fontes, playlists e conteúdos exclusivos do YouTube Premium não podem aparecer nas respostas geradas pelo Ask YouTube. As buscas também podem levar mais tempo para carregar do que as pesquisas tradicionais por palavras-chave, já que a IA precisa analisar diferentes formatos de conteúdo e informações da web antes de montar a resposta.
Como funciona a IA do Youtube?
O Ask YouTube funciona como umchatbot integrado à busca da plataforma. O usuário pode fazer perguntas em linguagem natural, receber uma resposta e continuar a conversa com novas perguntas para aprofundar o assunto.
A IA também consegue combinar diferentes formatos de conteúdo. As respostas podem reunir vídeos longos, Shorts e textos explicativos, além de destacar trechos específicos de vídeos relacionados à pergunta. Ao selecionar um desses clipes, o usuário é levado ao momento do vídeo considerado mais relevante para a resposta. Também é possível pedir informações adicionais ou especificar o estilo e o tom desejados na resposta, seja por texto ou voz.
Um dos exemplos apresentados pelo YouTube é o planejamento de uma viagem, em que a ferramenta pode organizar um roteiro com diferentes etapas e indicar conteúdos que ajudem a explorar o assunto.
O YouTube alerta que as respostas do Ask YouTube têm caráter informativo e podem apresentar erros. A empresa recomenda atenção especial em assuntos médicos, jurídicos e financeiros, que devem ser confirmados com profissionais.
As conversas também podem ser analisadas por especialistas humanos para ajudar no desenvolvimento e na melhoria da ferramenta. Segundo o YouTube, as interações são desvinculadas da Conta do Google e passam por sistemas que removem informações pessoais, como endereços de e-mail e números de telefone.
A Apple TV, plataforma de streaming conhecida por seu catálogo focado em produções originais, está testando uma nova estratégia ao incluir filmes conhecidos de outros estúdios para seus assinantes, sem custo adicional. A novidade já aparece em um novo carrossel chamado “Great Movies Available Now on Apple TV” (“Grandes Filmes Disponíveis Agora na Apple TV”), dentro do aplicativo nos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Não há informações sobre a disponibilidade em outros países.
A seleção inclui filmes que antes estavam disponíveis apenas para compra ou aluguel pela Apple TV Store. Agora, alguns deles aparecem como “Adicionados Recentemente” e podem ser assistidos por quem já possui uma assinatura do serviço. A oferta, porém, varia conforme a região e ainda não está claro se será permanente ou ficará disponível por tempo limitado.
Entre os títulos encontrados estão Titanic, E.T. - O Extraterrestre, Perdido em Marte, A Chegada, O Sexto Sentido, Zodíaco, O Aviador, Ressaca de Amor, Anjos da Lei, Garota Exemplar, Zoolander, As Panteras, Missão: Impossível - Protocolo Fantasma, Uma Mente Brilhante, O Novato, A Identidade Bourne, Looper, A Proposta e Eu, Robô.
A estratégia amplia a oferta do Apple TV em um momento em que a empresa também investe em novos filmes originais. O serviço já reúne mais de 300 produções próprias e tem novos lançamentos previstos, como Mayday, filme de ação e comédia estrelado por Ryan Reynolds e Kenneth Branagh.
Ainda assim, a inclusão de filmes de outros estúdios não significa necessariamente que a Apple esteja abandonando o modelo baseado em produções originais. A empresa já realizou iniciativas semelhantes no passado, mas elas não se tornaram permanentes.
Como assistir ao Apple TV?
O Apple TV está disponível por assinatura e custa R$ 29,90 por mês no Brasil. Novos usuários podem testar o serviço gratuitamente por sete dias antes da primeira cobrança, conforme as condições da oferta.
Depois, o serviço pode ser acessado em diferentes plataformas, incluindo:
Apple: iPhone, iPad, Mac e Apple TV;
Celulares e tablets: dispositivos Android;
Computadores: Windows;
Smart TVs e outros dispositivos compatíveis;
Navegador: pelo site do Apple TV.
A disponibilidade dos filmes adicionados recentemente depende do país. Por isso, um título incluído no catálogo dos Estados Unidos, por exemplo, pode não aparecer para assinantes de outras regiões.
O Google anunciou uma expansão dos aplicativos conectados ao Gemini durante o evento “Made by Google”. A partir de agora, a IA vai integrar novos serviços de terceiros para ajudar em tarefas do dia a dia. Entre as novidades estão o agendamento de consultas médicas pelo Zocdoc e a busca por profissionais para serviços domésticos pelas plataformas Angi e Thumbtack.
Assim, os serviços ficam reunidos dentro do Gemini. Depois de conectar os aplicativos de interesse, o usuário pode pedir que a IA cuide de diferentes tarefas sem precisar acessar cada plataforma separadamente. A proposta é fazer com que o Gemini vá além de responder perguntas e também execute ações em serviços externos.
As integrações abrangem apps de produtividade, entretenimento, viagens e música. O Gemini poderá descobrir estações e reproduzir playlists pelo Pandora e iHeartRadio, reservar mesas em restaurantes pelo OpenTable (Reino Unido), alugar veículos pela Localiza, buscar ingressos no Ticketmaster e buscar e reservar experiências locais pelas plataformas Fever e GetYourGuide. No trabalho, a IA também poderá ajudar na edição de sites pelo Wix e no resumo de reuniões com Otter.ai e Granola.
Quando os novos recursos serão lançados?
Apesar de o anúncio ter acontecido junto à apresentação de novos produtos, como a linha Pixel 11, Pixel Watch 5 e uma nova cor do Pixel Buds Pro 2, as integrações não estarão disponíveis para todos imediatamente.
O Google informou que a liberação acontecerá de forma gradual nas próximas semanas. Dessa forma, a conexão do Gemini com serviços de produtividade, estilo de vida e música será disponibilizada aos poucos para os usuários do aplicativo.
O Google TV Freeplay ganhou uma grande atualização e agora oferece mais de 10 mil filmes e programas de TV sob demanda gratuitamente. A novidade já está disponível em dispositivos Google TV, mas o serviço é, por enquanto, exclusivo dos Estados Unidos.
A biblioteca conta com conteúdos de grandes estúdios de Hollywood, incluindo A24 e Lionsgate. Entre os títulos disponíveis estão Lady Bird (2017), indicado ao Oscar, 17 Outra Vez (2009) e o reality show Hell's Kitchen. Segundo o Google, o catálogo continuará recebendo atualizações ao longo do ano.
O catálogo funciona com anúncios e não exige assinatura. Com a expansão, o Freeplay aumenta a concorrência com plataformas FAST, como Tubi, Pluto TV e The Roku Channel. O serviço também reúne mais de 300 canais gratuitos ao vivo, com opções de notícias, esportes, reality shows, crimes reais e entretenimento. Entre as novidades estão o Bloomberg TV+, a Yahoo! Sports Network, o The Martha Stewart Channel e o World of Love Island.
Embora o Tubi e a Pluto TV sejam considerados os padrões de ouro do streaming gratuito (FAST), seus catálogos são formados, em sua maioria, por produções mais antigas e de baixo orçamento. O diferencial do Google TV Freeplay é que sua nova biblioteca sob demanda aposta em um volume maior de títulos contemporâneos e de prestígio de estúdios independentes renomados, como a A24.
Como assistir aos filmes e séries de graça na Google TV?
Para assistir aos filmes e séries gratuitos, basta abrir o aplicativo Freeplay na tela inicial de um dispositivo compatível com Google TV. O serviço já vem integrado a smart TVs de marcas como Sony, TCL e Hisense, além do Google TV Streamer.
É necessário ter uma Conta do Google e conexão de internet de alta velocidade. No entanto, o catálogo só está disponível nos Estados Unidos, por enquanto.
O WhatsApp apresentou uma prévia do Scam Alert (Alerta de Golpe), novo recurso de segurança que usa inteligência artificial para identificar possíveis tentativas de fraude. A ferramenta foi desenvolvida para lidar com golpes que estão ficando mais sofisticados, incluindo casos de personificação e abordagens criadas com ajuda de IA. Por enquanto, o Scam Alert está em beta limitado em algumas regiões.
O sistema usa um modelo de aprendizado de máquina que roda no celular. A tecnologia analisa sinais linguísticos e a estrutura das conversas para identificar padrões associados a golpes. Quando uma mensagem é considerada suspeita, o WhatsApp mostra um alerta somente para quem recebeu a mensagem. A partir daí, o usuário decide o que fazer: bloquear o contato, denunciar a conversa ou continuar normalmente.
O Scam Alert é totalmente opcional e fica sob controle do usuário. A Meta afirma que é possível ativar ou desativar o recurso a qualquer momento pelas configurações do aplicativo. Caso um alerta seja considerado falso, também dá para marcar o chat como confiável. Nesse caso, o aviso atual é removido e o Scam Alert passa a não sinalizar novamente aquela conversa específica.
Para avaliar o funcionamento do recurso, o WhatsApp coleta dados de telemetria de forma agregada e anonimizada. As informações indicam, por exemplo, quantas vezes os alertas foram exibidos e qual decisão o usuário tomou depois de receber um aviso. Esses dados são processados em servidores especializados da AMD e da Nvidia, que utilizam Ambientes de Execução Confiáveis (TEEs) para proteger as informações durante o processamento.
Como fica a criptografia de ponta a ponta? (explicar)
O Scam Alert foi desenvolvido para funcionar sem comprometer a criptografia de ponta a ponta do WhatsApp. Como o modelo analisa os sinais da conversa no celular, o conteúdo das mensagens não é enviado automaticamente para o WhatsApp, a Meta ou outras empresas para ser classificado.
Assim, o sistema consegue procurar indícios de golpe sem que a plataforma precise descriptografar as conversas nos servidores. O envio de conteúdo ocorre apenas quando há uma ação específica do usuário. Isso acontece em situações como:
Denúncia: quando o usuário denuncia uma mensagem ou conversa, o conteúdo é enviado aos servidores para análise, como já acontece nas ferramentas atuais;
Ajuste de precisão: caso um alerta seja considerado falso, o usuário pode marcar o chat como confiável e optar por compartilhar as cinco mensagens recebidas mais recentemente. Essas informações ajudam a aprimorar o modelo;
Telemetria protegida: os dados enviados para análise não incluem o conteúdo das mensagens, a identidade dos participantes ou informações capazes de indicar qual conversa gerou determinado alerta.