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Disney+ recebe séries, especiais e filmes em maio! Veja lista completa de lançamentos

Cada vez mais o Disney+ tem se tornado a casa de muitas das séries e filmes favoritos do público. Com Marvel, Star Wars, produções brasileiras originais, National Geographic, ESPN, Hulu, produções da própria Disney e muito mais, o streaming possui uma grande variedade em seu catálogo.

O mês de maio oferece entretenimento para todas as idades e interesses, incluindo filmes, séries, eventos ao vivo e outros conteúdos. Entre os destaques do mês temos o sucesso nacional Impuros, que volta para a sua 6ª temporada no dia 1º de maio, além do filme Socorro!, com Rachel McAdams e Dylan O’Brien. Confira!

Lançamentos Disney+ em maio

Impuros

Temporada 6
Lançamento: 1 de maio

A nova temporada da série irá se passar após um atentado brutal contra a família de Evandro, que inicia um plano implacável de vingança, determinado a derrubar seus antigos aliados, mesmo que isso coloque seu próprio império em risco. Enquanto isso, Morello se alia a sua filha foragida Inês, seu marido Afonso e um grupo de ex-policiais milicianos, com o objetivo de desbancar o tráfico nas comunidades cariocas. Mas com cada um movido pelos próprios interesses, os laços mais estreitos estão prestes a se romper e cada escolha deixa cicatrizes profundas.


Meu Querido Zelador

Temporada 4
Lançamento: 1 de maio

Estrelada por Guillermo Francella (Eliseo) e criada por Mariano Cohn e Gastón Duprat, a aclamada série de humor ácido encontra Eliseo no auge de seu poder. Nesta nova temporada de Meu Querido Zelador, Eliseo se torna a pessoa mais influente do país, mas uma conspiração liderada por seu grande rival, Matías Zambrano (Gabriel Goity), ameaça levá-lo à ruína. O confronto entre os dois personagens ultrapassa qualquer limite. Eliseo arrisca tudo, colocando a própria vida em perigo. Será esse o fim de Eliseo?

SOCORRO!

Filme da 20th Century Studios
Lançamento: 7 de maio

Em SOCORRO!, dois colegas ficam presos em uma ilha deserta após serem os únicos sobreviventes de um acidente de avião. Na ilha, eles precisam superar antigos ressentimentos e trabalhar juntos para sobreviver, mas, no fim, trata-se de uma inquietante batalha de vontades e perspicácia, marcada por humor ácido, para sair com vida. SOCORRO! tem direção do visionário cineasta Sam Raimi, que desafia os limites do gênero, e é estrelado por Rachel McAdams e Dylan O’Brien.

O Justiceiro: Uma Última Morte

Especial da Marvel Television
Lançamento: 12 de maio

Uma Apresentação Especial da Marvel Television, O Justiceiro: Uma Última Morte, estrelado por Jon Bernthal como o justiceiro protagonista, mais conhecido como Frank Castle. No especial, Frank busca um sentido além da vingança quando uma força inesperada o leva a lutar novamente. O especial tem direção de Reinaldo Marcus Green, e é coescrito por Bernthal e Green.

Tucci na Itália

Docussérie da National Geographic
Temporada 2
Lançamento: 12 de maio

Em uma jornada mais profunda e pessoal, Stanley Tucci visita novas regiões da Itália, dentre elas As Marcas, um destino pouco conhecido que ele nunca havia apresentado antes. Localizada no centro da Itália, na costa do Adriático, seus sabores ricos permaneceram em grande parte fora do radar do turismo internacional. Na Campânia e em sua famosa capital, Nápoles, ele celebra uma variedade de uva há muito esquecida, enquanto no Vêneto ele mergulha – deliciosamente – no apaixonado debate sobre as origens do tiramissu. Stanley também explora duas ilhas muito diferentes: a Sardenha, onde investiga a relação entre a comida e a longevidade, e a Sicília, onde a história multicultural deixou uma marca requintada em sua gastronomia.

Isso Ainda Está de Pé?

Filme da Searchlight Pictures
Lançamento: 13 de maio

ISSO AINDA ESTÁ DE PÉ?, dirigido e produzido pelo indicado ao Oscar® Bradley Cooper, acompanha Alex (Will Arnett) que vê seu casamento desmoronar silenciosamente enquanto enfrenta a meia-idade e um iminente divórcio, enquanto busca de um novo propósito no cenário da comédia de Nova York. Ao mesmo tempo, Tess (Laura Dern) reflete sobre os sacrifícios que fez pela família, levando ambos a lidar com a coparentalidade, a redefinir suas identidades e a considerar que o amor pode assumir novas formas.

Rivais

Temporada 2
Lançamento: 15 de maio

Na segunda temporada de Rivais, a série original baseada no romance homônimo de Dame Jilly Cooper, a disputa pela franquia televisiva da Central South West atinge seu ponto mais crítico quando a guerra entre Corinium e Venturer entra em uma nova e perigosa fase. Mais implacável do que nunca, Tony Baddingham (David Tennant) está determinado a eliminar seus rivais um a um, explorando escândalos e manipulando seus aliados para manter o poder.

Princesinha Sofia: Realeza Mágica

Lançamento: 26 de maio

Em Princesinha Sofia: Realeza Mágica, a princesa Sofia de Encântia vai para uma nova escola: a Escola de Magia Real Charmswell. Com seus amigos da realeza, as princesas Layla e Camila, o príncipe Zane e a cachorrinha-unicórnio Pepper, Sofia descobrirá o que significa ser a princesa mais mágica do Reino Eterno. Um mundo encantado a espera, com aventuras emocionantes ao lado de velhos e novos amigos, sua família real e seus leais companheiros animais.

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Gen V, spin-off de The Boys, é cancelada após 2 temporadas

Foi anunciado nesta sexta-feira (24) que a série Gen V, spin-off de The Boys, foi oficialmente cancelada depois de apenas 2 temporadas. Os produtores executivos Eric Kripke e Evan Goldberg comunicaram o cancelamento à Variety, mas prometeram que ainda veremos os personagens em outras produções.

A série foi descontinuada em meio ao lançamento da 5ª e última temporada de The Boys, onde os alunos da Universidade de Godolkin devem fazer suas aparições em breve. Entenda um pouco mais sobre o cancelamento abaixo.

Por que Gen V foi cancelada?

A série, que teve sua 2ª temporada confirmada antes mesmo da 1ª acabar, provavelmente não teve o engajamento esperado em sua última temporada.

  • “Embora gostaríamos de continuar a festa por mais uma temporada em Godolkin, estamos comprometidos em dar continuidade às histórias dos personagens de Gen V na 5ª temporada de The Boys e em outros projetos do VCU que estão por vir”, disseram os produtores executivos do VCU, Eric Kripke e Evan Goldberg;
  • VCU é o Universo Cinemático da Vought, que engloba todos os projetos derivados do universo de The Boys;
  • Os produtores ainda prometeram que veremos os personagens no futuro: “Vocês vão vê-los novamente";
  • Os motivos para o cancelamento da série devem ser divulgados em algum momento futuro.

Próximos projetos do VCU

Mesmo após o final da série principal e o cancelamento de Gen V, o universo de The Boys seguirá em expansão com vários projetos derivados já em desenvolvimento. A ideia é transformar o chamado VCU em um ecossistema no qual histórias paralelas se cruzam e ampliam o impacto do enredo principal, mantendo o tom satírico e violento que consagrou a franquia.

Em abril deste ano, Eric Kripke afirmou ao Deadline que entregou uma versão do roteiro de The Boys: Mexico para a Amazon. A produção, que conta com poucos detalhes até o momento, será em espanhol deve expandir a franquia para fora dos Estados Unidos, explorando novas realidades dentro do mesmo mundo dominado pela Vought. Já Vought Rising, voltará ao passado para mostrar um momento no qual a Vought International estava em ascensão com seus super-heróis, com foco em Soldier Boy e sua equipe.

Ficou triste com o cancelamento de Gen V? Comente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!

 

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HBO Max proíbe oficialmente compartilhamento de senhas em seu streaming

Nesta semana foi registrado pela primeira vez no Brasil o bloqueio do acesso para pessoas que não estão na mesma casa ao tentarem acessar o streaming HBO Max. Para acessar a conta fora da residência dos titulares, cada membro extra terá de pagar R$14,90 mensais.

O anúncio dessa medida aconteceu há um ano e foi implementada primeiramente nos Estados Unidos, onde os usuários precisam pagar US$ 7,99 por membro adicional. A decisão não veio de repente: a Netflix já adota esse mesmo procedimento desde 2023, quando provocou um grande alvoroço entre os assinantes

Como a medida funcionará na HBO Max?

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A marca já disponibilizou mais detalhes sobre o plano adicional em seu próprio site, a nova diretriz conta com as seguintes especificações:

  • Na plataforma, ao tentar acessar a conta de outra residência, a opção de adicionar membros extras aparece;
  • Os valor adicional vai direto para a cobrança dos titulares da conta;
  • Os titulares da conta convidam um membro adicional para compartilhar seu plano de assinatura;
  • Os membros adicionais têm sua própria conta, senha e perfil;
  • O complemento não está disponível para assinantes com cobrança feita por provedores terceirizados, como lojas de aplicativos e provedores de internet, celular e TV;
  • Para assinar, os membros adicionais precisam ter 18 anos ou mais e estar no mesmo país em que o titular assinou a HBO Max;
  • Após a criação da conta de Membro adicional, ele poderá usar a HBO Max enquanto estiver viajando em qualquer área de serviço da HBO Max, sujeito às regras aplicáveis no país visitado.

Netflix e Disney+ já adotaram a medida

A Netflix já usa este modelo assinatura desde 2023, quando passou a cobrar taxa extra de R$ 12,90 para contas adicionais, afetando diretamente o compartilhamento de senhas entre usuários que moram em residências diferentes. Na época, a novidade causou revolta entre os assinantes, que debateram formas de boicote do streaming nas redes sociais.

Em 2024, porém, a empresa fechou o ano com recorde de assinantes e receita bem acima do esperado. A plataforma atingiu o número histórico de 301,6 milhões de assinantes, quase o dobro previsto entre os analistas. O lucro líquido chegou a US$ 1,87 bilhão.


Outro serviço que seguiu o mesmo caminho foi o Disney+, que, após encerrar o Star+, passou a restringir o uso do streaming para pessoas que usam a mesma conta, mas não estão na mesma residência. 

O que você acha sobre essa tendência do mercado? Comente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!

 

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Crítica: No início do fim, The Boys chega mais sombria e realista que nunca

É comum que uma série comece sua narrativa em um ponto mais neutro da história para que uma complicação seja desenvolvida e, eventualmente, abra caminho para um clímax intenso. The Boys nunca jogou por essa regra e isso permanece intacto. A 5ª e última temporada da série satírica do Prime Video começa com os dois pés na porta — como já era de se esperar.

Se você passou os últimos dois anos aguardando pela continuação da história entre Homelander e Butcher, além de muitos outros personagens centrais, a espera está quase no fim. A nova temporada estreia nesta quarta-feira (8), mas o Minha Série já pode te dizer o que achou dos 2 primeiros episódios. Confira abaixo a crítica sem spoilers do começo do fim de The Boys.

O tom mudou, ainda que com humor

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A temporada 5 de The Boys chega com um tom mais sério, na medida do possível.

Por se tratar de uma sátira, é comum colocarmos o humor como a primeira característica a ser lembrada em The Boys. A série é composta por absurdo atrás de absurdo e não existe um episódio sem algum acontecimento chocante. Essa identidade continua muito presente na 5ª temporada, mas existe uma mudança: o tom.

A temporada final da série de super-heróis esquisitos está mais sombria do que nunca. Os acontecimentos que encerraram a 4ª temporada pesam não apenas na narrativa, mas também na forma que a série se comunica. Menos risadas, mais conversas sérias e mais desconfiança permeiam os dois primeiros episódios.

Em um momento em que Hollywood sobrevive da nostalgia, The Boys é um respiro de ar fresco 

Parte dessa mudança também pode ser explicada pelo contraste com Gen V, spin-off ambientado em uma universidade de “supes”. Mesmo contendo muita violência, a série ainda acaba sendo um pouco mais leve que The Boys.

Uma narrativa que não deixa nada a desejar

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Personagens secundários são bem desenvolvidos nos dois primeiros episódios.

Apesar de chamar atenção por suas cenas grotescas e explícitas, The Boys conta com uma narrativa clara desde o princípio. O criador da série, Eric Kripke, segue equilibrando bem todos os aspectos do roteiro: até o momento ninguém foi esquecido, o desenvolvimento não foi jogado fora e a maioria dos personagens se torna até mais complexo nessa temporada.

Nos dois primeiros episódios, camadas que não existiam foram adicionadas até aos personagens mais simplórios. E a melhor parte: quando você acha que sabe exatamente o que está acontecendo, a série faz questão de mostrar que você não sabe de nada. Talvez essa seja a maior graça de The Boys, você nunca sabe o que está por vir.

Coincidências que desanimam

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A semelhança com o mundo real deixa a série mais pesada ainda.

Calma. Até agora, nada na série prejudicou o entretenimento. Assistir a essa temporada de The Boys provoca sentimentos mistos. Ao mesmo tempo que é impressionante ver que os roteiristas acabaram prevendo muitas coisas que aconteceriam no mundo real, é triste lembrar que nem tudo presente na série é ficção.

Kripke já falou que, para essa temporada, se inspirou em eventos que ainda não aconteceram nos Estados Unidos. Ele pesquisou a história de outros países que vinham se comportando de maneira semelhante ao país norte-americano. O problema é que, mesmo não tendo usado a história exata como base dessa vez, o mundo aqui fora parece estar se inspirando em The Boys — e não nos personagens bonzinhos.

Vale a pena assistir a última temporada de The Boys?

A surpresa com o absurdo continua, eles realmente são bons nisso. A série continua acertando e vocês vão ter que me perdoar pelo uso das palavras: tem tiro, porrada, bomba, sexo, daddy issues, fascismo, morte, subjetividade, indiretas bem diretas, palavrão pra c#r%#ho, genocídio e pessoas que só podem usar seus poderes peladas (um clássico desse universo). Tudo isso em dois episódios que te deixam preso na tela e tornam quase impossível não ver o restante da temporada.

Em um momento em que Hollywood sobrevive da nostalgia, The Boys é um respiro de ar fresco. O mais assustador é que, infelizmente, a história é tão bem construída que o roteirista acabou prevendo acontecimentos que deveriam ser reservados apenas para a ficção. A nossa sorte é que os políticos do mundo real não possuem superpoderes.

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Michael virou Michaela? Saiba tudo sobre a mudança de sexo em Bridgerton e confira opinião da autora

Desde seu lançamento em 2020, Bridgerton tem sido um dos maiores sucessos da Netflix. A série é uma adaptação da coleção de 8 livros da autora Julia Quinn e constantemente entra em polêmicas por mudanças em relação à obra original. Apesar das mudanças impactarem na narrativa, todas elas passam pela aprovação da autora dos livros.

A alteração mais recente foi das grandes: ao invés de Francesca (Hannah Dodd), a 6ª filha da família Bridgerton, se relacionar com Michael, a série nos apresentou Michaela (Masali Baduza). A mudança faz parte da intenção da série em deixar a história mais inclusiva e provocou uma revolta entre os fãs da história original de Francesca. Entenda abaixo tudo o que aconteceu e qual foi o posicionamento de Julia Quinn.

O que sabemos de Francesca até aqui?

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Francesca e John se conhecem na 3ª temporada.

Desde a 3ª temporada, o público acompanha o desenrolar da história de amor entre Francesca e John (Victor Alli), mesmo ela não sendo a protagonista da vez. A história dos dois é construída de forma paciente e sensível, respeitando a personalidade introspectiva de ambos os personagens.

Ao final da temporada, a mudança principal começa: Michaela, prima de John, é apresentada ao público pela primeira vez.

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Michaela aparece com mais força na 4ª temporada da série.

Na 4ª temporada, com os dois já casados, acompanhamos outro lado da relação deles: o começo do matrimônio, com as responsabilidades que isso demandava na época e um desejo pessoal de Francesca, que era o de ter um filho. O fato da personagem não engravidar é uma das principais questões para ela.

A temporada acaba de forma trágica tanto para Francesca, que perde o marido, quanto para Michaela, que perde o primo. A série deixa claro que ambas possuem um carinho enorme por John e que esse sentimento é recíproco.

O que vem a seguir?

Sem dar spoilers sobre a próxima temporada, a expectativa é que a narrativa contemple a questão da infertilidade de Francesca. Além disso, o personagem de John foi mais aprofundado na série do que no livro, de acordo com a própria autora, então a relação dos dois ainda terá um peso importante.

Como a temporada 4 termina com a perda repentina de John e com a decepção de Francesca após perceber que não estava grávida, ao que tudo indica, os primeiros capítulos da próxima temporada mostrarão a personagem lidando com esse luto em sua vida.

Mudanças aprovadas pela autora

A maior polêmica sobre a próxima temporada está na mudança de sexo do interesse amoroso de Francesca. O personagem Michael, primo de John, é um dos favoritos da grande base de fãs dos livros. A mudança se deu para apoiar uma constante na série: a inclusão de uma representatividade maior nas histórias. 

Nenhuma história de Julia Quinn apresenta um casal homoafetivo e a própria autora achou apropriada essa alteração:

"Agora estou confiante que, quando Francesca tiver sua temporada de 'Bridgerton', será a mais emotiva e comovente história da série, assim como 'O Conde Enfeitiçado' sempre foi o que mais provocou lágrimas nos livros. Sinceramente, pode ser ainda mais impactante, já que John está tendo muito mais tempo na tela do que teve nas páginas. Acho justo dizer que todos nos apaixonamos um pouco por ele", disse a autora em sua postagem. 

Ainda assim, quanto mais sabemos sobre a próxima temporada, mais claro fica que as reclamações têm uma origem que se distancia da preocupação com o enredo em si. Separamos alguns exemplos com possíveis soluções para os fãs mais acalorados:

“O que vai acontecer com o debate sobre a infertilidade de Francesca? Esse enredo ficará de fora?”

Muito provavelmente, não. Não é porquê ela estará em uma relação sáfica que esse ponto não será abordado, mesmo que se dê ao relembrar a relação dela com John. A questão já começou a ser tratada no final da última temporada.

“A série deixou de lado o amor da personagem por seu marido, ela até esqueceu as palavras quando Michaela chegou”

A história dos dois foi bem desenvolvida até na temporada em que ela não era a protagonista. O único pedido da autora foi que esse amor dela pelo John não fosse deixado de lado, e ela mesma disse que acha que o personagem teve mais destaque na série do que no livro.

“A maternidade é muito importante para ela no livro”

Esse fator ainda pode (e deve) ser muito importante para ela em sua temporada, mesmo com Michaela.

“Naquela época casais homoafetivos não eram aceitos”

Mesmo assim, eles nunca deixaram de existir. Com a história de Benedict como bissexual, a série tem dado mais espaço para personagens LGBTQIAPN+, até mesmo tendo o Meu Chalé como um refúgio onde as pessoas podem ser quem quiserm.

No fim, o que nos resta é esperar para ver como a criadora vai inserir essa mudança na história como um todo. Julia Quinn, que criou Francesca, Michael e os outros personagens que provocaram tanto amor nos fãs dos livros, está de acordo com a mudança de Michaela. Todas as questões apresentadas pelos fãs de Michael ainda podem ser trabalhadas com a personagem “nova”.  

No mais, casais homoafetivos finalmente terão a oportunidade de se sentir representados por mais uma bela história de amor que Bridgerton se propõe a oferecer; assim como ofereceu quando mudou outras narrativas para oferecer essa representatividade tão importante para muitos.

E você? Vai assistir à temporada de Francesca? Comente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!

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Vai assistir Demolidor? Confira a série de Jessica Jones para conhecer a heroína, amiga de Matt Murdock!

Já sabemos que a heroína estará na nova temporada de Demolidor: Renascido, que estreia hoje no Disney+, mas você já deu uma chance para a série da personagem? Pois é, assim como Demolidor, a detetive particular já teve a sua própria série na Netflix, e conta com um final que, felizmente, não deixou a história da protagonista em aberto, mas também não tirou a oportunidade de incluir novas narrativas no futuro.

Agora, quem é fã da personagem pode ficar animado. Jessica estará de volta na 2ª temporada da série do demônio de Hell’s Kitchen. Para aquecer, viemos te contar um pouco (sem spoilers) sobre a série da personagem, que conta com suas 3 temporadas disponíveis no Disney+.

Quem é Jessica Jones?

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Kilgrave é um dos principais vilões da narrativa da personagem.

A primeira temporada da série apresenta a heroína aos fãs da Marvel pela primeira vez e conta com um dos melhores vilões da Marvel.

  • Jessica Jones (Krysten Ritter) é uma detetive particular com superpoderes que vive isolada e traumatizada, lidando com vício em álcool e um passado como heroína que deu errado;
  • O antagonista principal da personagem é Kilgrave (David Tennant), um homem capaz de controlar mentes, que abusou psicologicamente de Jessica e desenvolveu uma obsessão doentia por ela;
  • A primeira temporada gira em torno de temas pesados como abuso, consentimento e perda de controle, mostrando as consequências profundas nas vítimas;
  • A protagonista possui superforça e alta durabilidade sobre-humana.

Temporadas 2 e 3 de Jessica Jones

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Jessica se aprofunda ainda mais em seus traumas nas temporadas 2 e 3 da série.

As temporadas seguintes se aprofundam na personagem, mostrando a origem de vários traumas apresentados na primeira temporada. Além disso, outros coadjuvantes passam a ter histórias relevantes para a narrativa.

  • A segunda temporada foca na origem dos poderes de Jessica, enquanto ela investiga a organização responsável pelos experimentos que a salvaram após o acidente que matou sua família;
  • Além disso, descobrimos mais sobre Alisa Jones, mãe de Jessica, e acompanhamos uma forte mudança com Trish Walker, sua melhor amiga jornalista;
  • Na temporada 3, Jessica enfrenta Gregory Salinger, um assassino em série extremamente inteligente que, mesmo sem poderes, acredita que pessoas com habilidades devem ser eliminadas;
  • Paralelamente, Trish está envolvida em uma busca por justiça que rapidamente se torna  violenta e descontrolada;
  • Enquanto lida com Salinger manipulando o sistema legal e ameaçando pessoas próximas, Jessica também questiona sua própria identidade e propósito.

O desfecho das 3 temporadas não deixa muitos pontos sem nós, mas também não fecha portas para a volta da personagem ao universo Marvel. Assim, muitos fãs tinha esperanças que a personagem voltasse e fizesse alguma aparição no MCU.

Demolidor e Jessica Jones

A relação entre Jessica Jones e Demolidor nas séries da Marvel/Netflix ganha forma principalmente em Os Defensores, onde eles finalmente interagem diretamente. Desde o primeiro encontro, em uma delegacia, a dinâmica entre os dois é marcada por tensão e sarcasmo: Jessica desconfia das intenções de Matt Murdock, enquanto ele tenta manter uma postura mais diplomática e racional. 

Ao longo da investigação, eles trocam provocações constantes, especialmente sobre seus métodos e visões de justiça, com Jessica questionando o idealismo de Matt e ele criticando o cinismo dela. Apesar do atrito inicial, as interações evoluem conforme precisam trabalhar juntos contra um inimigo em comum. 

Pretende assistir à série da detetive particular? Comente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!

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Em Sentenced to be a Hero, o herói é a escória da humanidade: confira entrevista com os dubladores

Sentenced to Be a Hero pode assustar com seu primeiro episódio de 1 hora logo de cara, mas surpreende ainda mais quando sua história se sustenta por todo esse período. O anime possui um enredo que foge do usual: na realidade dos protagonistas Xylo e Teoritta, ser herói é uma punição. A partir dessa constatação, fica mais difícil entender se nessa história existe o bem e o mal, como de costume nas histórias de ficção.

Um anime com grande potencial, que adapta um mangá já popular, merece uma dublagem de respeito. Em entrevista ao Minha Série, Bruno Sangregorio, dublador de Xylo e diretor de dublagem, e Agatha Paulita, dubladora da deusa Teoritta, destacaram como a obra se distancia do padrão clássico ao apresentar um mundo onde ser herói não é motivo de admiração, mas sim uma condenação.

Heroísmo como punição

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Bruno Sangregorio e Agatha Paulita dublam os protagonistas Xylo e Teoritta.

Para Agatha Paulita, o maior diferencial realmente está no tema central da obra. “Eu sempre me pego questionando muitas coisas, mas eu nunca na minha vida questionei o quanto um super-herói sofre”, afirma. Para ela, esse olhar mais humano e doloroso sobre o heroísmo é o que torna a história tão interessante logo de início.

Nesse contexto, o conceito de heroísmo é invertido: tornar-se herói é considerado o pior dos crimes. “O herói aqui é escória, ninguém gosta dos heróis”, resume Bruno Sangregorio. A trama acompanha um grupo de condenados que, mesmo vistos como criminosos, acabam sendo responsáveis por proteger a população e enfrentar o sistema.

Segundo ele, os personagens são tratados como criminosos, mas acabam sendo os responsáveis por proteger a população. “Eles vão, aos pouquinhos, sendo reconhecidos pela sociedade”, explica.

O dublador também destaca a construção do protagonista: “O Xylo claramente não tem perfil de protagonista, ele tem perfil de antagonista”. Ainda assim, é justamente essa complexidade que sustenta a narrativa. “Vamos ver quem é esse cara, vamos ver a história dele”, completa.

Construção de personagens e desafios na dublagem

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Teoritta é uma deusa poderosa no anime.

Apesar de ter essa imagem infantil, Teoritta ainda é uma deusa na história. A dualidade da personagem de Agatha foi um dos pontos centrais de sua interpretação. “Ela é uma menininha pequenininha, isso traz a inocência, a curiosidade”, explica. Ao mesmo tempo, há uma camada mais profunda: “Por dentro, ela tem toda essa grandeza de uma deusa”.

A dubladora também ressalta que grande parte desse processo acontece de forma interna. “Essa construção acaba sendo mais interna do que para quem está assistindo”, afirma. Ainda assim, ela acredita que o resultado aparece quando o público se conecta com a obra: “Se o público está curtindo, é porque está rolando”.

Acostumado a interpretar personagens mais contidos, como Levi, de Attack on Titan, e Benimaru Shinmon, de Fire Force, Sangregorio explica que Xylo exige uma abordagem completamente diferente.

“Ele grita o tempo todo. É um grave com energia, muito na contramão desses outros personagens”, afirma.

O ator revela que a gravação do primeiro episódio foi especialmente intensa. “Eu estava sem voz quando gravei”, conta. Mesmo assim, seguiu com o trabalho: “Eu falei: ‘Lascou, porque hoje eu tenho que gravar’”. No fim, a limitação acabou contribuindo para o resultado. “A falta de voz favoreceu esse grave do Xylo”, concluiu.

Direção x atuação na dublagem

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Bruno Sangregorio já dublou Levi, de Attack on Titan, e Benimaru Shinmon, de Fire Force.

Além de atuar, Bruno também participa da direção da dublagem, o que muda sua relação com o trabalho. “Quando eu dirijo, fico mais seguro. Tenho mais liberdade para brincar com as palavras”, explica. Segundo ele, o acesso prévio ao material ajuda a entender melhor as nuances da obra.

Agatha destaca que, na dublagem, muitas vezes o ator grava sem ter acesso ao contexto completo da história. “Eu nunca assisto o que vem antes ou depois, eu só faço exatamente a minha cena”, afirma. Por isso, a direção tem papel essencial: “O diretor sempre te coloca ali na direção da cena”.

Ambos também ressaltam a importância do público. Bruno chama atenção para o impacto da dublagem na recepção das obras: “A dublagem pode tornar essa obra icônica ou pode acabar com o produto também”.

Ele ainda destaca o cuidado na escolha do elenco: “Eu preciso pintar esse quadro. Não pode ser barulhento demais, mas também não pode ser cinza. Tem que ter equilíbrio”, concluiu o diretor.

Sentenced to be a Hero está disponível na Crunchyroll com lançamento semanal de spisódios.

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Elenco de Rooster comenta o que a série tem de diferente: “O Billy e o Matt colocaram algo especial no papel"

Rooster, a nova série de comédia da HBO Max com Steve Carell, alterna entre momentos de comédia e de drama, característica marcante dos projetos de Bill Lawrence. Essa mistura também aparece nas interações entre os personagens, que frequentemente transitam entre o humor desconfortável e conflitos profissionais ou pessoais, criando momentos imprevisíveis e ricos para os atores explorarem em cena.

Apesar de ser uma produção majoritariamente cômica, os atores precisam levar o seu trabalho bem a sério. John C. McGinley interpreta Walt, o diretor da Universidade, e Lauren Tsai interpreta Sunny, a aluna e atual namorada do marido da protagonista; por mais que seus personagens não sejam centrais na narrativa, eles se tornam cada vez mais relevantes na história.

O Minha Série teve a oportunidade de entrevistar os dois atores e entender um pouco melhor sobre a construção de seus personagens na série. Confira!

Coadjuvantes complexos

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Steve Carell, John C. McGinley, Charly Clive, 
Connie Britton e Phil Dunster na premiere de Rooster.

Em Rooster, nunca sabemos ao certo se vamos rir por causa do constrangimento ou se as coisas vão ficar sérias de uma maneira profissional. Com todos os personagens isso acontece, mas Walt e Sunny possuem personalidades peculiares que se mostram em suas interações, o que pôde ser usado a favor dos atores. John C. McGinley falou sobre como isso acaba o ajudando:

“Acho que é empolgante para os atores terem preocupações que nem sempre servem diretamente à cena, mas ainda assim você precisa servir à ela. Então, quando os atores têm esse tipo de conflito, a cena tem a chance de ganhar vida, em vez de ser apenas sobre coisas superficiais, como que horas do dia são”, disse o ator.

“É muito legal como todo mundo acaba chegando a um certo lugar, mas não existe um caminho linear até lá.”

Ele ainda complementou que a escrita de Bill Lawrence e Matt Tarses incentiva que os atores utilizem esses recursos menos óbvios para a construção de seus personagens.

“O Billy e o Matt colocaram algo especial no papel. Por que é especial? Por que estamos contando essa história? Quando os atores entendem isso e conseguem navegar pelos conflitos que poderiam impedir seus personagens de alcançar seus objetivos — isso é um pouco de “conversa de ator” — mas, para nós, é algo muito interessante de trabalhar”, completou McGinley.

A boa escrita dos roteiristas também permite que seus personagens permaneçam coerentes em sua narrativa. Essa fidelidade dá espaço para que eles entendam ainda mais as motivações de sua história.

“Também é muito interessante como os personagens podem sair para pequenas jornadas paralelas momentâneas, mas sempre encontram o caminho de volta. Quando você vê como tudo está entrelaçado no roteiro, do começo ao fim, percebe isso. É muito legal como todo mundo acaba chegando a um certo lugar, mas não existe um caminho linear até lá. E acho que tem sido muito interessante ver isso dando as caras entre momentos sérios e momentos engraçados”, Lauren Tsai acrescentou.

E, se Rooster trata o politicamente correto de forma leve, o mérito fica para Bill Lawrence e para os atores que deram conta desse vai e vem.  

“E acho que isso também é algo muito especial nos trabalhos do Bill: alguns momentos que poderiam ser mais pesados ou prolongados acabam sendo resolvidos de maneiras muito interessantes. Então foi muito divertido fazer parte disso”, finalizou a atriz.

Sunny não é apenas uma “destruidora de lares”

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Sunny se destacou em Rooster ao mostrar sua humanidade. Ao contrário de muitas séries que a colocariam simplesmente como uma “destruidora de lares” por ser a namorada de Archie (Phil Dunster), a série a humaniza.

“Sabe, acho que eu e a Sunny estamos em caminhos paralelos, no sentido de que ambas estamos tentando lidar com a enorme pressão que colocamos em nós mesmas por causa das nossas carreiras, e também descobrir como ter tempo e espaço para uma vida pessoal que seja gratificante, na qual você sinta que pode dar o seu melhor, enquanto ainda consegue alcançar os objetivos que definiu”, Lauren refletiu.

Lauren e Sunny são mulheres jovens e bem-sucedidas nas carreiras que escolheram, então perguntei se ela teria algum conselho para a sua personagem lidar com as situações infelizes.

“Se eu tivesse algum conselho para a Sunny — e acho que seria o mesmo que daria para mim mesma — eu diria que espero que ela consiga desacelerar um pouco. Ela coloca muita pressão em um único resultado ou em uma única situação. Ao longo da temporada, dá para ver que ela começa a relaxar mais e fica melhor em aceitar as coisas conforme elas acontecem, lidando com os impactos quando eles surgem. Mas eu realmente espero que ela continue seguindo em frente. Acho que ela está chegando lá, e acho que as pessoas vão perceber isso”, concluiu a atriz.

Rooster está disponível semanalmente na HBO Max.

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Crítica: Velhos Bandidos é o filme perfeito pós maratona do Oscar

Depois de passar pela temporada mais aguardada do ano para os fãs de cinema, pode acontecer uma espécie de “ressaca pós Oscar”. Esse fenômeno acomete principalmente jornalistas e cinéfilos e pode provocar um sentimento de falta ou esgotamento, mas pode ficar tranquilo: ele passa. Depois de alguns dias da premiação, a necessidade de análise profundas e comparativas vai desaparecendo e é possível apreciar bons filmes sem cobrar tanto deles. Velhos Bandidos vem em tempo para esse respiro.

Pelo trailer, o filme deixa claro que não se compromete em entregar uma história complexa e profunda e, de fato, ele não entrega. Ainda assim, isso não quer dizer que o filme é ruim, longe disso. Cláudio Torres, diretor de Velhos Bandidos, escolheu tratar do envelhecimento de uma forma leve e bonita. Confira a nossa opinião abaixo:

Elenco de peso

Se tem um aspecto do filme que se destaca quando falamos de um orçamento bem aproveitado, definitivamente esse aspecto é o elenco. Como se já não bastasse Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine e Vladimir Brichta nos papéis principais, o longa ainda conta com Lázaro Ramos, Reginaldo Faria, Tony Tornado, Vera Fischer e Nathália Timberg.

Considerando o tema principal do filme, é natural que os protagonistas mais velhos se destaquem e estejam no centro da maior parte das piadas; mas é de se pensar que isso seria inevitável com as performances de Fernanda Montenegro e Ary Fontoura. Montenegro, além de uma atriz impecável, é carismática e carrega a comédia com a maior naturalidade possível. Isso não é novidade para ninguém, mas não tinha como não ser mencionado.

Perfeito para se divertir sem pensar tanto

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Com elenco estrelado, Velhos Bandidos conquista pelo carisma.

Sabe quando você só precisa de um filme para te entreter e divertir, mas que não faça pensar muito? Ainda assim, mesmo para esses momentos, pode incomodar ver um filme que não se esforça nada em sua narrativa. Felizmente, esse não é o caso aqui. A narrativa de Claudio Torres te surpreende, com piadas ousadas e reviravoltas inesperadas.

Saiba mais: confira 10 filmes com a atriz Fernanda Montenegro

O diretor disse ao Estadão que esse é um filme para os brasileiros, que não há planos para uma divulgação internacional. E realmente, essa é a sensação que fica: Velhos Bandidos é um filme com humor brasileiro, atores que são patrimônios nacionais e sem a pressão de fazer um sucesso estrondoso pelo mundo. Levar o público nacional ao cinema é tudo que esse filme deseja.

Vale a pena assistir Velhos Bandidos?

Depois da campanha intensa de “O Agente Secreto” e toda a atenção que o cinema brasileiro recebeu pelas suas indicações ao Oscar em dois anos seguidos, nada mais justo do que continuarmos exaltando nosso país indo ao cinema prestigiar nossa cultura em todas as suas formas.

Velhos Bandidos talvez não seja o filme da sua vida, mas pode provocar reflexões sobre como tratamos a terceira (e melhor?) idade. Caso esse tema não te comova, ainda assim é possível se divertir assistindo ao filme, sem a expectativa de sair com referências de filmes do Oscar.

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Lady Danbury volta para a temporada 5 de Bridgerton? Confira o que diz a criadora da série

A 4ª temporada de Bridgerton acabou sendo mais um sucesso da série. A história de Benedict e Sophie já era muito esperada pelos leitores da obra literária, mas também acabou conquistando quem só acompanhava a família pela série. Porém, não foi só a história do casal principal que cativou o público neste ano: a relação da Rainha com a Lady Danbury.

As duas amigas tiveram um desentendimento quando Lady Danbury pediu para ser liberada de seus afazeres como dama de companhia da Rainha para que pudesse aproveitar seu tempo para viajar e conhecer lugares novos. Mas afinal, ela vai aparecer na próxima temporada ou suas viagens a manterão longe da sociedade por tempo indeterminado? Leia abaixo o que a showrunner comentou sobre.

Lady Danbury vai continuar na série?

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A rainha ficou relutante em permitir que Lady Danbury deixe seus deveres como dama de companhia.

Os fãs de Lady Danbury podem ficar tranquilos, a personagem de Adjoa Andoh volta já para a temporada 5 da série. A showrunner de Bridgerton, Jessica Brownell, revelou em entrevista ao The Wrap que Lady Danbury retornará

“Ela [Lady Danbury] é uma parte importante da 5ª temporada, quando finalmente voltar”, explicou Brownell à publicação.

A partir disso, parece que talvez não possamos esperar ver Lady Danbury logo desde o início da nova temporada, mas felizmente a veremos pelo menos em alguma parte dela.

Quanto ao motivo de o desejo dela de viajar ter sido um elemento da trama da 4ª temporada, Brownell explicou que eles queriam “mexer” um pouco na dinâmica da série e examinar o desequilíbrio de poder entre Lady Danbury e a Rainha Charlotte.

“Agora que Danbury e a Rainha passaram por esse conflito nesta temporada, acho que daqui para frente a Rainha poderá ver Danbury muito mais como uma igual”, explicou Brownell. “Isso nos permite colocar Alice em uma espécie de papel de dama de companhia nas histórias e permitir que Danbury seja simplesmente uma amiga de verdade da Rainha.”

 

Amizade de Agatha e Charlotte

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uArsema Thomas como Lady Danbury em “Rainha Charlotte”, spin-off de Bridgerton.

Apesar dos público de Bridgerton ter acesso a um pouco da dinâmica entre as duas personagens, a amizade entre Lady Danbury e a rainha foi melhor contextualizada no spin-off da série, “Rainha Charlotte”, também disponibilizada pela Netflix. Nela podemos ver Lady Danbury antes mesmo de se tornar viúva e a Rainha Charlotte em seus primeiros encontros com o rei.

Embora as atrizes de Bridgerton apareçam na série derivada, na maior parte do tempo Arsema Thomas assume o papel de Agatha e India Amarteifio dá conta de Charlotte. A produção foca na juventude das duas mulheres, ajudando muito a entenderem o comportamento ácido da rainha na série principal.

As 4 temporadas de Bridgerton e a temporada única de Rainha Charlotte estão na Netflix. Comente nas redes sociais do Minha Série! Estamos no Threads, Instagram, TikTok e até mesmo no WhatsApp. Venha acompanhar filmes e séries com a gente!

 

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Crítica: Com Steve Carell, Rooster trata politicamente correto de forma revigorante

É difícil não criar expectativas com Rooster. A série da gigante HBO traz Steve Carell no protagonismo e foi criada por Bill Lawrence (Ted Lasso, Falando a Real e Scrubs); com um time desses, acho seguro dizer que não ter a como ser ruim. Ainda assim, esse pré-conceito precisou ser deixado de lado assim que comecei o primeiro episódio, para manter a intenção de dar uma opinião sincera e coerente sobre a série. Será que Rooster realmente alcançou as expectativas?

A série acompanha Greg Russo (Steve Carell), um escritor de bestsellers que decide visitar sua filha Katie (Charly Clive) para apoiá-la enquanto ela se separa do marido. Com dez episódios de trinta minutos, Rooster possui chances de ser renovada para uma 2ª temporada, dependendo da recepção do público. O Minha Série teve a oportunidade de conferir os primeiros seis episódios, confira a crítica:

Relação de pai e filha

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Steve Carell e Charly Clive tem ótima química de pai e filha.

O coração da série se encontra na relação entre Greg e Katie. Os criadores não seguiram o estereótipo do pai frio e da filha inacessível e os aproximou por meio da amizade. O foco está no clima leve, brincalhão e atencioso que há entre os dois, deixando abertura para os papos mais sérios quando necessário.

Steve e Charly possuem uma química acolhedora e o fato dos dois possuírem familiaridade com a comédia definitivamente ajuda nesse quesito — o humor deles se complementa em diversas oportunidades. O fato de Steve ser pai de um casal pode tê-lo ajudado a construir essa relação fraternal genuína do protagonista.

Politicamente correto bem utilizado

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John C. McGinley interpreta Walt, personagem que provoca constrangimento.

A série brinca o tempo todo com o politicamente correto, mas da melhor forma possível. Katie leciona em uma universidade e, naturalmente, muitas pessoas da geração Z acabam se fazendo presente no enredo. As interações de Greg com os alunos são um ponto alto e me tiraram risadas em quase todos os episódios. Michael Scott definitivamente seria preso se vivesse no universo de Rooster.

As provocações da série tiram sarro tanto das pessoas mais velhas, que não conseguem acompanhar a evolução das pautas de direitos humanos, quanto das mais jovens, que de fato buscam problematizações que não deveriam ser necessariamente priorizadas. Tudo de maneira respeitosa e aproveitando do humor para gerar discussões válidas.

Coadjuvantes que se destacam

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Dylan (Danielle Deadwyler) possui uma relação curiosa com Greg.

Com duas figuras tão carismáticas quanto Carell e Clive, é de se pensar que os outros personagens ficariam apagados, mas não é o caso aqui. Bill Lawrence e Matt Tarses escolheram bons coadjuvantes, com um elenco de peso. John C. McGinley é tão bom em deixar os diálogos desconfortáveis que rouba a cena quando aparece em tela. Danielle Deadwyler oferece uma complexidade à Dylan que talvez nem estivesse escrita no roteiro.

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Além disso, Phil Dunster torna odiar o marido de Katie, Archie, mais difícil do que deveria ser. O ator britânico coloca todo o seu charme em jogo em suas cenas com Charly e Steve. Mais um acerto dos roteiristas: Sunny, a atual namorada de Archie, também foge um pouco da comum narrativa de “arruinadora de lares”, e Lauren Tsai traz uma sensibilidade importante para a personagem.

Vale a pena assistir Rooster?

Rooster é uma série de comédia revigorante. As brincadeiras com o politicamente correto mostram que é possível tratar de temas atuais de maneira leve, sem ofender minorias ou pesar o clima. O constrangimento provocado por Greg e Walt (John C. McGinley) serve de alerta, mas não faz ninguém se sentir culpado. Os episódios curtos não cansam e 

Ainda assim, com Steve Carell como produtor-executivo, Lawrence e Tarses criaram uma série longe de ser superficial. A magia aqui realmente está na proeza de equilibrar relações profundas e acontecimentos intensos com o bom humor da comédia. Se você está procurando uma série para assistir com a sua família que possa provocar reflexões de maneira natural, Rooster definitivamente é uma boa pedida. A série estará disponível semanalmente a partir do dia 8 de março, no HBO e HBO Max.

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Crítica: A Noiva! é divertido, mas tem potencial podado pela falta de coragem

Ao longo dos anos, a noiva de Frankenstein já teve diversas versões: de Penny Dreadful, a série que compilou várias figuras da literatura, até A Prometida, onde na verdade o Doutor se apaixona pela mulher que ele mesmo criou. A parceira de um dos monstros mais conhecidos da literatura chegou à telona pela primeira vez em 1935, com o longa A Noiva de Frankenstein, de James Whale. Entretanto, todas essas histórias têm um fato em comum: são baseadas no livro de Mary Shelley, Frankenstein. 

A adaptação escrita e dirigida por Maggie Gyllenhaal não é diferente. Mesmo não sendo de uma fonte literária focada nela, a noiva da criatura já ganhou vida própria. Assim, com Jessie Buckley, Christian Bale e Penélope Cruz no elenco, e prometendo um romance gótico misturado com terror, A Noiva! de Maggie Gyllenhaal traz uma nova visão do universo do monstro. Confira a crítica completa abaixo.

Jessie Buckley domina tudo

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Jessie Buckley, mais uma vez, mostra para o que veio.

Depois de ganhar inúmeros prêmios por Hamnet e com uma vitória quase certa no Oscar, Jessie Buckley já provou que consegue carregar tranquilamente o protagonismo. Aqui ela interpreta dois papéis, o da escritora Mary Shelley e da noiva de Frankenstein; com uma interpretação intensa e um texto brilhantemente imprevisível, Buckley se destaca em todas as cenas que participa, passando a impressão que isso aconteceria mesmo se ela não fosse a principal.

Confira: Hamnet te ajuda a compreender o sentido da arte enquanto mecanismo de cooperação

O que me agradou bastante é que aqui, tecnicamente, tudo aposta a favor da Noiva. O cabelo, a maquiagem e as falas complementam o trabalho impecável da atriz e a personagem cativa tanto o público que está assistindo quanto às próprias pessoas do filme. O filme seria bem diferente sem a performance de Buckley. Christian Bale e Penélope Cruz segura bem seus personagens, mas no final o destaque merecido fica para a protagonista da obra.

Descontrole controlado

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As partes mais dissimuladas da protagonista dão força ao filme.

A roteirista e diretora Maggie Gyllenhaal começa o filme de maneira atrevida, chutando o pau da barraca, mas essa ousadia vai ser perdendo ao longo da experiência. Ida, nome da protagonista antes de se tornar a noiva, está à beira de um colapso quando a conhecemos. Sua insatisfação fica clara de início e escala de maneira brusca e repentina, mas ainda compreensível.

Como mulher, a revolta de Ida é reconfortante. Ver tudo que ela estava disposta a fazer pelas mulheres e o que lhe foi tirado por conta disso é de partir o coração, porém essa coragem e dissimulação da personagem acaba sendo podada pelo próprio roteiro. O foco dela acaba caindo em um clichê que poderia ser evitado.

Essa não deveria ser uma história de amor

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O apelido “Frank” já causa um leve estranhamento.

Em todas as suas versões, o nascimento da noiva de Frankenstein veio do mesmo lugar. Trazendo uma mulher de volta à vida sem perguntá-la, e pior, apenas para servir a um homem. Enquanto o filme flerta com a ideia de mudar isso, ele nunca de fato muda.

No único momento em que “Frank” percebe que Ida não é sua, ele a questiona de maneira agressiva mostrando que ela realmente é só uma posse pra ele. Na relação dos dois, a roteirista até inclui algumas falas feministas forçadas para indicar que ela quer ser respeitada, mas ao fim falha em suas ações. Ainda assim, o filme questiona estereótipos e faz o público questionar a sua própria misoginia, mas poderia ter se mantido firme até o seu final.

Gótico de forma contemporânea

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O filme complementa suas cenas com um toque gótico agradável.

Quando as primeiras imagens do longa saíram, já ficou claro que se trataria de um filme com referências góticas muito por conta do contexto histórico em que a criatura surgiu. Gyllenhaal acerta em equilibrar essa estética com elementos atuais e com um toque lúdico que casa bem com a ingenuidade da criatura e da noiva — que estão se habituando ao mundo real.

Além disso, a diretora utiliza da figura de Mary Shelley para trazer uma metalinguagem que favorece muito o filme e que nos ajuda até a compreender mais a protagonista. Esse complemento nos deixa mais a par da visão da diretora sobre a obra clássica.

Vale apena assistir A Noiva?

A Noiva! dá a atenção merecida à sua protagonista e acerta em sua direção de arte, mas perde coragem de deixar que sua personagem siga seu próprio caminho. A forma que Maggie Gyllenhaal escolheu contar essa história a deixa interessante e complementa muito bem a atuação de Jessie Buckley, com destaque para os diálogos imprevisíveis da personagem, mas perde a sua maior força: a sua dissimulação motivada.

Como um novo filme da noiva de Frankenstein, a roteirista e diretora não chega a desperdiçar a sua chance, mas faltou ousadia para manter a promessa definida no começo até o final. Ainda assim, o filme prova que tanto Gyllenhaal quanto Buckley dão conta do recado de um filme fantasioso, bastava um empurrão final.

 

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