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Conheça os sensores do seu celular e saiba para que são usados

ilustração de um celular fragmentado em partes para exibir os componentes
Saiba quais são os principais sensores encontrados em smartphones (imagem: Grafvision/Shutterstock)

Os sensores de smartphones funcionam como os sentidos do aparelho, captando estímulos físicos como luz, movimento e pressão do ambiente. Eles convertem esses dados em comandos digitais, permitindo que o software interaja de forma inteligente com o mundo real.

Esses componentes automatizam o brilho da tela, garantem o foco da câmera e viabilizam a segurança por biometria. Sem eles, por exemplo, o GPS perderia a precisão e funções de realidade aumentada não conseguiriam mapear o ambiente ao redor do usuário.

Nem todo celular traz um “pacote completo” de sensores, pois fabricantes reservam componentes avançados, como o barômetro, para modelos premium. Essa escolha estratégica visa equilibrar o custo de produção com o posicionamento de mercado de cada dispositivo.

A seguir, conheça os principais sensores encontrados em smartphones e as funcionalidades oferecidas por eles no dia a dia.

1. Acelerômetro

O acelerômetro é um sensor microeletromecânico (MEMS) que detecta variações de velocidade e orientação em três eixos espaciais. Ele monitora forças físicas e a gravidade para identificar se o aparelho está inclinado, em movimento ou em repouso.

Essa tecnologia automatiza funções como a rotação da tela, a contagem de passos e o controle por gestos em jogos. O chip converte vibrações e impactos em dados precisos, sendo essencial para detectar quedas e acionar sistemas de segurança.

Fisicamente, esse componente minúsculo é soldado à placa-mãe e posicionado próximo ao processador para agilizar a troca de informações. Ele opera de forma contínua sob o chassi do smartphone, consumindo o mínimo de energia.

imagem mostra onde o acelerômetro fica localizado no celular
Os acelerômetros costumam ser soldados no centro da placa-mãe dos celulares (imagem: Reprodução/EDN)

2. Giroscópio

O giroscópio é um sensor MEMS que mede a velocidade angular, captando com alta precisão como o aparelho rotaciona em seus próprios eixos. Ele atua em conjunto com o acelerômetro para mapear movimentos complexos de inclinação e rotação no espaço 3D.

Sua função é essencial para a estabilização óptica de vídeos, a navegação em realidade aumentada (RA) e a precisão em jogos de simulação. Ao cruzar dados com outros sensores, ele garante que a interface responda de forma fluida e imediata aos gestos do usuário.

Internamente, o chip de silício fica soldado à placa-mãe e estrategicamente próximo ao processador para reduzir o tempo de resposta. Localizado sob a carcaça, ele atua ininterruptamente para interpretar cada mudança de direção feita com o smartphone.

Imagem de um celular com giroscópio.
O sensor giroscópio é essencial para a estabilização de vídeos, além de garantir uma resposta fluida da interface (imagem: Reprodução/Tomorrow Desk)

3. Barômetro

O barômetro é um chip MEMS que mede a pressão atmosférica ao detectar a força do ar sobre uma membrana microscópica interna. Esse sinal elétrico permite que o smartphone identifique mudanças sutis de altitude e variações climáticas com alta precisão técnica.

Sua utilidade abrange desde o rastreio de elevação em trilhas até a identificação de andares dentro de edifícios para serviços de localização. Ao monitorar tendências de pressão, o sensor também ajuda apps de clima a prever tempestades locais com rapidez.

Esse componente fica soldado à placa-mãe, integrado ao cluster de sensores de movimento no topo ou no meio do aparelho. Ele opera de forma oculta, correlacionando dados ambientais para otimizar o GPS e o monitoramento de atividades sem exigir intervenções do usuário.

infográfico com um comparativo do tamanho de sensor barômetro com um smartphone
Os sensores barômetros são componentes extremamente minusculos soldados à placa mãe (imagem: Reprodução/Eletronics Lab)

4. Sensor de proximidade

O sensor de proximidade é um componente que detecta objetos próximos, como o rosto do usuário, sem necessidade de qualquer contato físico. Ele emite luz infravermelha ou utiliza campos capacitivos para medir o retorno de sinais e identificar obstáculos imediatos.

Sua função é, por exemplo, desligar a tela durante chamadas para evitar que o rosto acione comandos acidentais e economizar energia. Essa tecnologia também permite funções inteligentes, como silenciar alarmes ou atender ligações por meio de gestos simples.

Instalado no topo do celular, ele fica embutido na moldura superior, no “notch” ou posicionado ao lado da câmera de selfie. Em modelos modernos, o sensor pode estar oculto sob a tela, operando de forma invisível sempre que o aparelho é aproximado do ouvido.

Sensor de proximidade
O sensor de proximidade permite realizar diferentes interações somente por gesto (imagem: Divulgação/Samsung)

5. Time of Flight (ToF)

O Time of Flight (ToF) é uma tecnologia que calcula a distância de objetos ao medir o tempo que um feixe de luz infravermelha leva para refletir neles. Esse sensor cria um mapa de profundidade preciso, transformando a velocidade da luz em dados tridimensionais em tempo real.

No smartphone, ele é fundamental para o desbloqueio facial seguro e para o posicionamento realista de elementos em realidade aumentada. Além disso, garante o foco automático ultrarrápido e o efeito bokeh em fotos, separando o primeiro plano do fundo com nitidez.

Geralmente, o ToF fica integrado aos conjuntos de câmeras, aparecendo como um pequeno círculo ou lente adicional na parte frontal ou traseira. Protegido sob o vidro do chassi, ele opera de forma invisível para alimentar o processador com informações espaciais detalhadas.

Samsung Galaxy S20 Ultra com sensor ToF
O sensor ToF, iluminado pelo reflexo, costuma ficar oculto no conjunto de câmeras (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

6. LiDAR

O LiDAR é uma tecnologia de detecção que usa pulsos de laser infravermelho para medir distâncias e mapear ambientes em três dimensões. Ele dispara feixes de luz que refletem nos objetos, permitindo que o processador reconstrua a geometria do espaço com precisão milimétrica.

Sua principal utilidade é aprimorar o foco automático em fotos noturnas e garantir efeitos de profundidade realistas no modo retrato. Além disso, o sensor é essencial para aplicativos de medição de ambientes e experiências imersivas em realidade aumentada.

Fisicamente, o LiDAR fica integrado ao módulo de câmeras traseiras, aparecendo como um pequeno círculo preto próximo às lentes. Ele opera de forma contínua e silenciosa, fornecendo dados espaciais de alta resolução para otimizar tanto o sistema quanto apps de fotografia e design.

LiDAR no iPhone 14 Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O sensor LiDAR é encontrado junto ao módulo de câmeras traseira (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

7. Sensor de impressão digital

O sensor de impressão digital é um módulo biométrico que mapeia as minúcias únicas da ponta do dedo para validar a identidade. Ele converte esse desenho em um modelo digital criptografado, comparando-o com os dados armazenados para autorizar o acesso.

Sua função vai muito além de desbloquear o aparelho, servindo para validar pagamentos e acessar aplicativos bancários sem digitar senhas. Em alguns dispositivos, o toque também permite alternar entre perfis de usuários ou confirmar compras em lojas virtuais.

A localização varia entre o botão de energia lateral, a traseira do aparelho ou sob a própria tela. O componente fica estrategicamente posicionado para o reconhecimento ocorrer naturalmente e ergonomicamente assim que o usuário segura o celular.

imagem de um celular com sensor de impressão digital
Os sensores de impressão digital são bastante usados para a proteção dos smartphones (imagem: Lukenn Sabellano/Unsplash)

8. Infravermelho

O infravermelho é uma radiação eletromagnética invisível que usa pulsos de luz para transmitir dados ou detectar a proximidade de objetos. No smartphone, esse sinal atua como um feixe de comunicação sem fio de curto alcance para interações contextuais e controle de periféricos.

Sua utilidade é transformar o celular em um controle remoto universal para TVs, projetores e ares-condicionados. Além disso, ele auxilia funções de segurança e economia de bateria, identificando quando o dispositivo está junto ao rosto do usuário.

O componente geralmente fica na borda superior do chassi, aparecendo como um pequeno ponto escuro ou oculto sob o acabamento. Embora seja imperceptível a olho nu, ele trabalha integrado ao conjunto frontal ou superior para garantir a emissão do sinal.

Sensor infravermelho no Huawei Nova 5T (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Em alguns aparelhos, o sensor infravermelho fica visível na parte superior (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

9. Sensor de luz ambiente

O sensor de luz ambiente é um pequeno fotodetector que mede a intensidade da luminosidade ao redor do usuário, traduzindo essa radiação em valores de lux. Ele funciona como os “olhos” do smartphone, informando ao sistema se o ambiente está na penumbra ou sob luz solar direta.

Este componente permite o ajuste automático do brilho da tela, garantindo conforto visual e prolongando a autonomia da bateria. Em modelos avançados, ele também adapta a temperatura das cores para reduzir a fadiga ocular conforme a iluminação local.

Localizado no topo do aparelho, o sensor de luminosidade fica embutido próximo ao alto-falante de chamadas ou integrado ao conjunto de câmera frontal. Em aparelhos modernos, ele pode ser escondido sob o próprio display, captando a luz externa de forma invisível por meio dos pixels.

Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Muitos smartphones usam o sensor de luminosidade para o ajuste automático do brilho da tela (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

10. Magnetômetro

O magnetômetro é um sensor compacto que funciona como uma bússola digital, medindo a intensidade e a direção dos campos magnéticos em três eixos espaciais. Ele detecta o campo geomagnético da Terra, permitindo que o smartphone identifique com precisão para onde o norte aponta.

Ele é vital para aplicativos de mapas e navegação, garantindo que a direção exibida na tela acompanhe cada movimento do usuário em tempo real. O chip também auxilia o acelerômetro e o giroscópio na estabilização da orientação espacial, essencial para experiências de realidade aumentada.

Soldado à placa-mãe, o componente costuma ficar na metade superior do aparelho e afastado de interferências metálicas internas. Embora seja fisicamente inacessível, sua operação constante calibra o ícone de direção toda vez que um serviço de localização é ativado.

Ilustração de bússola digital para representar um magnetômetro
O magnetômetro atua como uma bússola digital, oferecendo maior precisão para mapas e apps de navegação (imagem: Tima Miroshnichenko/Pexels)

11. Termômetro

O termômetro consiste em pequenos sensores que monitoram o calor gerado pelos componentes internos do smartphone. Eles funcionam como um sistema de segurança térmica, medindo a temperatura da bateria e do processador em tempo real.

Sua função é evitar o superaquecimento, permitindo que o software reduza o desempenho ou interrompa o carregamento para proteger o hardware. Em smartphones específicos, sensores infravermelhos externos possibilitam a medição de temperatura de objetos ou da pele.

Esses componentes ficam distribuídos pela placa-mãe, estrategicamente posicionados próximos a pontos críticos de calor, como o chip de energia. Já o sensor de medição externa, quando presente, fica visível como um pequeno círculo adicional no módulo de câmeras traseiro.

Uma mão segurando o iPhone 17 Pro com a tela ligada na página inicial
Os termometros internos notificam o usuário em caso de superaquecimento do smartphone (imagem: Thássius Veloso/Tecnoblog)

12. Frequência cardíaca

O sensor de frequência cardíaca é um módulo óptico que usa fotopletismografia (PPG) para medir batimentos através do fluxo sanguíneo. Ele dispara luzes LED na pele e detecta variações de brilho para calcular o ritmo cardíaco em batimentos por minuto (BPM).

Presente em modelos mais antigos de celulares, ele se tornou um item comum em relógios inteligentes que monitoram desde atividades físicas e queima calórica até o disparo de alertas sobre arritmias. Os dados coletados permitem calcular zonas de intensidade e o nível de recuperação do corpo após exercícios intensos.

O sensor fica posicionado na parte traseira do hardware, em contato direto com o pulso, usando LEDs e fotodiodos protegidos por vidro ou cerâmica. Para garantir a precisão, esse arranjo deve ficar bem próximo da pele, permitindo que o sistema capture cada pulsação de forma contínua.

Parte traseira do relógio, com sensor ótico
Smartwatches costumam ter sensores para frequência cardíaca integrado ao hardware (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

Todos os celulares têm os mesmos sensores?

Nem todos os smartphones possuem os mesmos sensores, embora a maioria dos modelos modernos compartilhem um “kit básico” como acelerômetro, proximidade e bússola digital. Essa suíte padrão garante funções essenciais de navegação, orientação e economia de energia mesmo em celulares de entrada.

A diferença surge em dispositivos top de linha, que incorporam tecnologias avançadas como LiDAR, barômetros ou sensores ToF. Assim, o conjunto final de hardware é definido diretamente pela marca, o preço e a categoria do smartphone escolhido.

Como saber quais são os sensores do meu celular?

Para descobrir os sensores do smartphone, você pode instalar aplicativos de verificação técnica, como o CPU-Z, que detalha o funcionamento de cada componente integrado. Outra opção é digitar códigos de teste no discador para acessar menus de diagnósticos, permitindo verificar os sensores do dispositivo.

Consultar a ficha técnica oficial no site do fabricante ou nas páginas de produtos do Tecnoblog também é um caminho para checar rapidamente as especificações. Basta buscar pelo modelo exato e verificar as informações na seção “Sensores” para saber os componentes presentes no aparelho.

Os sensores encontrados em celulares são exclusivos de smartphones? 

Os sensores dos celulares não são exclusivos, pois tecnologias como acelerômetros e giroscópios já equipam drones, videogames e sistemas automotivos há décadas. A grande inovação dos smartphones foi miniaturizar e integrar diversos componentes em um único dispositivo portátil.

O destaque é a fusão inteligente desses dados com o sistema operacional para oferecer funções como biometria e realidade aumentada. Enquanto outros eletrônicos de consumo usam os sensores para tarefas isoladas, o celular os conecta à internet e a aplicativos para oferecer uma experiência multifuncional.

Qual é a importância dos sensores para os smartphones?

Os sensores são fundamentais para tornar os smartphones verdadeiramente “inteligentes”, permitindo que o sistema interprete o ambiente e as ações do usuário. Sem essa fusão de dados, o dispositivo seria apenas uma tela estática, incapaz de reagir a estímulos do mundo físico.

Eles humanizam a experiência ao automatizar funções como o brilho adaptativo via sensor de luminosidade e a rotação da interface com acelerômetro e giroscópio. Além disso, garantem precisão em mapas ao usar o magnetômetro para orientar a direção exata.

A segurança do hardware também depende desses componentes, como os termômetros internos que monitoram o calor para evitar danos por superaquecimento. No fim, os sensores atuam como uma ponte essencial que traduz variáveis físicas em funcionalidades práticas e fluidas do software.

Conheça os sensores do seu celular e saiba para que são usados

Saiba quais são os principais sensores encontrados em smartphones (imagem: Grafvision/Shutterstock)

Os sensores barômetros são componentes extremamente minusculos (imagem: Reprodução/Eletronics Lab)

LiDAR no iPhone 14 Pro (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Sujeira ou eventuais glitches podem impedir o uso do sensor de impressão digital em celulares e notebooks (imagem: Lukenn Sabellano/Unsplash)

Galaxy A57 (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)

(Imagem:
Tima Miroshnichenko/Pexels)

Smartwatch tem sensores para frequência cardíaca, pressão arterial, temperatura e saturação do oxigênio (Imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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O que é bateria? Saiba para que serve o componente e quais os principais tipos

Bateria continua removível na GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Baterias são essenciais para o fornecimento de energia a aparelhos eletrônicos (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

Bateria é um componente que armazena energia e converte energia química em corrente elétrica. Com isso, as baterias podem alimentar dispositivos sem a necessidade de uma fonte contínua de energia, como as tomadas.

Os tipos de bateria são categorizados pelos elementos químicos presentes nas células das bateria. Como exemplo, baterias de íon-lítio são compostas de óxido metálico de lítio e grafite, enquanto as baterias alcalinas são formadas por zinco e dióxido de manganês.

Independentemente dos elementos químicos de composição, o funcionamento da bateria segue um padrão: o ânodo fornece elétrons, que passam pelo circuito externo até chegarem ao cátodo. Esse fluxo de elétrons ilustra o que chamamos de corrente elétrica, de forma resumida.

A seguir, entenda melhor o que é a bateria, e confira as classificações, o funcionamento e as características desse componente.

O que é bateria?

Bateria é um componente com capacidade para armazenar e converter energia, transformando energia química em corrente elétrica. O hardware pode alimentar aparelhos eletrônicos, automóveis, entre outros dispositivos.

Para que serve a bateria?

A bateria tem a função de armazenar energia e fornecê-la na forma de corrente elétrica para alimentar dispositivos e aparelhos que dependem de energia para funcionamento.

Ao cumprirem esse papel, as baterias oferecem mais praticidade e portabilidade de uso, substituindo a necessidade de uma fonte de energia contínua como as tomadas.

Quais são as classificações das baterias?

As baterias são classificadas em duas categorias, com base em suas capacidades de recarga:

  • Baterias primárias: baterias que não podem ser recarregadas, e são descartadas após uma descarga completa; costumam alimentar dispositivos com consumo de energia baixo ou moderado, como brinquedos, controles e lanternas.
  • Baterias secundárias: baterias que podem ser recarregadas, e que possuem vida útil baseada em ciclos de uso; a capacidade de recarga faz com que esse tipo de bateria geralmente alimente dispositivos com alto consumo de energia, a exemplo de smartphones, notebooks e automóveis.


Quais são os principais tipos de bateria?

Além das classificações entre primária e secundária, as baterias podem ser categorizadas de acordo com os elementos químicos presentes internamente. Confira abaixo os principais tipos de bateria.

Bateria de níquel-cádmio (NiCd)

Bateria de níquel-cádmio usa hidróxido de níquel no cátodo e cádmio metálico no ânodo. Aguenta alto números de ciclos, mas se tornou obsoleta por ser relativamente maior e mais pesada que as baterias modernas, pela densidade de energia mais baixa, e por questões ambientais devido à toxicidade do cádmio.

Foi esse tipo de bateria que gerou o mito “efeito memória” ou “bateria viciada”, visto em casos raros e sob condições específicas.

Ilustração de bateria de níquel-cádmio
Ilustração de bateria de níquel-cádmio (Imagem: Reprodução/DirectIndustry)

Bateria de íon-lítio (Li-ion)

As baterias de íon-lítio costumam utilizar óxido metálico de lítio no cátodo e grafite no ânodo. Com o tempo, as baterias Li-ion substituíram as antigas baterias NiCd, pela alta densidade energética em um espaço menor e mais leve.

Atualmente, a bateria de íon-lítio é amplamente usada pelo mercado, sendo vista na maioria de smartphones, notebooks e carros elétricos.

Bateria de íons de lítio em celular (imagem: Unsplash/Tyler Lastovich)
Ilustração de bateria de íon-lítio (Imagem: Unsplash/Tyler Lastovich)

Bateria de silício-carbono (Si-C)

Baterias de silício-carbono têm cátodo formado por óxido metálico de lítio e ânodo composto por grafite e nanopartículas de silício no ânodo. Essa arquitetura aumenta a densidade energética da bateria e otimiza o carregamento mais rápido.

As baterias de Si-C são encontradas em smartphones e notebooks mais modernos, indicados para quem precisa de mais autonomia de uso. No entanto, há riscos de degradação mais acelerada devido a questões ligadas à expansão volumétrica.

ilustração de um celular com bateria de silício-carbono
Ilustração de uma bateria de silício-carbono (Imagem: Reprodução/Vivo)

Bateria chumbo-ácido

As baterias de chumbo-ácido utilizam chumbo esponjoso no ânodo e dióxido de chumbo no cátodo. Esse tipo de bateria consegue entregar descarga elétrica massiva em pouco tempo, mas costuma ocupar muito espaço e ser pesado pela densidade do chumbo.

Por conta disso, a bateria de chumbo-ácido é vista em carros, caminhões e sistemas de energia mais robustos.

Ilustração de bateria chumbo-ácido
Ilustração de bateria chumbo-ácido (Imagem: Vladimir Srajber/Pexels)

Bateria de polímero de lítio (Li-Po)

A bateria de polímero de lítio tem cátodo formado por óxidos metálicos de lítio e ânodo composto por grafite, bastante similar à estrutura de baterias de íon-lítio. A grande diferença é que baterias Li-Po usam polímero sólido ou gel fresco como eletrólitos.

Esse tipo de bateria é tratado como uma evolução da estrutura íon-lítio, e alimenta smartphones e notebooks com design mais finos e leves.

Ilustração de bateria de polímero de lítio
Ilustração de bateria de polímero de lítio (Imagem: Reprodução)

Bateria alcalina

Baterias alcalinas utilizam zinco no ânodo e dióxido de manganês no cátodo. Tratam-se daquelas baterias primárias (não recarregáveis) que costumamos encontrar em mercados e padarias.

Esse tipo de bateria é recomendável para aparelhos que não demandam muita energia. O ponto positivo é que elas perdem pouquíssima carga quando não estão em uso, embora sejam descartáveis pelo fato de não serem recarregáveis.

Ilustração de bateria alcalina
Ilustração de bateria alcalina (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)


Como funciona uma bateria

O funcionamento de uma bateria se baseia na conversão de energia química em energia elétrica, devido a reações químicas de oxidação e redução que ocorrem no interior do componente. Isso é algo padrão, independente dos elementos químicos que compõem a bateria.

Dentro de cada bateria existem duas ou mais células, que são responsáveis pelo armazenamento de energia. E cada célula é composta por quatro componentes principais: ânodo (polo negativo), cátodo (polo positivo), eletrólito e separador.

O ânodo fornece elétrons para o circuito externo em um processo de oxidação. Os elétrons então percorrem o circuito externo até chegarem ao cátodo, onde ocorre o processo de redução. Entre esses dois polos, há o separador, que evita curtos-circuitos e superaquecimentos que ocorreriam se ânodo e cátodo se tocassem.

Para equilibrar o fluxo de elétrons, o eletrólito atua como um condutor que transporta íons entre os dois polos e compensa o acúmulo de carga elétrica formado durante as reações químicas.

Fluxo de funcionamento de bateria
Fluxo de funcionamento de bateria (Imagem: Reprodução/Australian Academy of Science)

Esse fluxo de elétrons ilustra o que chamamos de corrente elétrica, que fornece energia suficiente para que aparelhos funcionem corretamente.

Com o uso, as reações químicas que geram elétrons vão consumindo os materiais ativos dos eletrodos, diminuindo a força da corrente e o fornecimento de energia. Esse é o resumo do processo de descarga de um dispositivo.

Se a bateria for primária, ela precisará ser substituída após a descarga completa. Mas se a bateria for recarregável (secundária), a conexão a uma fonte de energia externa (como a tomada) vai forçar o fluxo de elétrons no sentindo contrário e fazer com que as reações químicas internas voltem ao estado inicial — o que chamamos de processo de recarga.


As baterias podem “viciar”?

Não. “Bateria viciada” ou “efeito memória” é um mito que surgiu na década de 60, quando baterias de níquel-cádmio de alguns satélites demonstraram perda de capacidade após serem constantemente carregadas de 25% até 100%. Esse fenômeno foi visto em casos raros, sob condições específicas e podia ser reparado.

O problema é que essa ocorrência específica gerou rumores de que todas as baterias viciam — o que não é verdade. Todas as baterias perdem capacidade com o tempo, e “bateria viciada” se tornou uma expressão popular para ilustrar uma bateria degradada, com potencial inferior ao estado original.

Quais são as características de uma bateria?

As baterias contêm diversas especificações, que indicam questões como capacidade, composição e ciclos de vida. Dentre as principais características do componente, estão:

  • Capacidade: indicador sobre a quantidade de carga que a bateria pode armazenar, geralmente medido em miliampere-hora (mAh); a capacidade nominal é o valor indicado pela fabricante sob condições específicas, enquanto a capacidade típica aponta para o valor médio em uso real.
  • Tensão: potencial energético da bateria, geralmente medida em volts (V); as especificações podem conter tensão nominal (valor padrão de operação), tensão máxima (valor quando a bateria está completamente carregada) e tensão mínima (limite mínimo e seguro de descarga).
  • Corrente: quantidade de fluxo de carga elétrica que uma bateria pode fornecer ou receber, medida em amperes (A).
  • Composição química: detalha os elementos químicos que compõem a bateria e indicam o tipo do componente; essa especificação costuma ser indicada como íon-lítio, silício-carbono e chumbo-ácido, por exemplo.
  • Ciclos de vida: indicador usado para determinar a vida útil da bateria, em que cada ciclo corresponde ao uso de 100% do componente (de forma contínua ou acumulada).
  • Temperatura de operação: faixa de temperatura indicada para um funcionamento seguro e adequado da bateria; pode incluir limites de temperaturas ideais, mínimas ou altas (picos).
  • Taxa de carga e descarga (C-rate): taxa de velocidade que a bateria leva para carregar ou descarregar em relação à sua capacidade, ilustrada pela letra “C” e por números; como exemplo, 1C representa a taxa de carga ou descarga que corresponde a uma corrente suficiente para carregar ou descarregar a bateria em uma hora.
  • Tecnologias de carregamento: suporte (ou a falta de) para diferentes tipos de recargas, como carregamento rápido, carregamento por indução, carregamento reverso ou carregamento GaN.

Qual é o prazo de vida útil de uma bateria?

O prazo de vida útil de uma bateria pode variar, dependendo das especificações de ciclos, da finalidade de uso e do nível de desgaste.

Baterias de smartphones e notebooks têm vida útil baseada em ciclos, ou seja, quantas vezes a bateria completou 100% de uso (de forma contínua ou espaçada). Essa métrica costuma aparecer de forma simplificada na seção “saúde da bateria”.

Como exemplo, a saúde da bateria de iPhones começa em 100% em um aparelho novo, e decai ao longo dos anos, devido aos ciclos de uso e desgastes químicos internos. Apple e outras marcas de celular sugerem que níveis abaixo de 80% indicam uma bateria degradada.

imagem de um iphone exibindo a página de saúde de bateria
iPhone oferece indicador sobre a saúda da bateria (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)

Já baterias automotivas podem duram entre três e cinco anos. E a vida útil desses componentes geralmente envolve tempo de uso e condições da peça — diferentemente da contagem de ciclos da maioria dos aparelhos eletrônicos.

Importante ter em mente que as informações das fabricantes indicam a vida útil teórica da bateria. Contudo, práticas de uso, manutenção e temperatura são fatores que encurtam ou prolongam a durabilidade do componente.

O que fazer quando a bateria chega ao fim da vida útil?

Se a bateria do seu dispositivo chegou ao fim da vida útil, a única saída será trocá-la por outra bateria. Lembre-se que a bateria vai se degradar com o tempo, e não há como consertar ou reverter o desgaste provocado pelas reações químicas e pelo uso.

Só certifique-se de trocar por uma bateria original para manter o pleno funcionamento do seu aparelho. E vale buscar assistências oficiais ou autorizadas pela fabricante para fazer a manutenção.

É possível prolongar a vida útil de uma bateria?

Sim. Fazer pequenas pausas durante usos intensivos, evitar carregamento por indução eletromagnética e utilizar fontes e cabos originais são práticas que reduzem as chances de calor excessivo, que é um dos principais inimigos das baterias. Também é recomendável não deixar o dispositivo descarregar até 0% para não aumentar o estresse do componente.

Essas “boas práticas” de uso vão reduzir a degradação da bateria, fazendo com que ela se mantenha saudável por mais tempo.

Qual é a diferença entre bateria e pilha?

Baterias são componentes que convertem energia química em corrente elétrica. Esses componentes são formados por várias células, de modo a oferecer voltagens maiores e atender a dispositivos que demandam mais energia.

As pilhas também fazem a conversão de energia química para corrente elétrica, mas é composta por uma única célula. Por conta disso, elas têm voltagem mais baixa e são mais indicadas para aparelhos com menor consumo de energia.

O que é bateria? Saiba para que serve o componente e quais os principais tipos

Bateria continua removível na GoPro Hero 9 Black (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)

(Imagem: Reprodução/Vivo)

(Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
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Xiaomi prepara dois smartphones básicos para o mercado brasileiro

Redmi A7 Pro tem bateria de 6.000 mAh (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anatel homologou os smartphones Redmi A7 Pro e Poco C81 para venda no Brasil.
  • O Redmi A7 Pro possui tela IPS de 6,9 polegadas, 4 GB de RAM, câmeras de 13 MP e 8 MP, e bateria de 6.000 mAh.
  • O Poco C81 ainda não foi anunciado, mas terá design em dois tons e características similares ao Redmi A7 Pro.

Redmi A7 Pro e Poco C81 já podem ser vendidos no Brasil. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) expediu a certificação dos dois modelos ontem (02/04), liberando a comercialização e uso dos dois celulares em território nacional. O documento foi solicitado pela DL, que representa a Xiaomi no país.

Eles têm códigos de modelo 25128RN17L e 25128PC17 (Redmi A7 Pro e Poco C81, respectivamente) e foram homologados em conjunto, indicando que terão características similares — algo bastante comum entre as fabricantes chinesas de celulares, especialmente a Xiaomi. São características básicas, o que os posiciona como smartphones de entrada.

Certificado da Anatel dos celulares Redmi A7 Pro e Poco C81 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

O Redmi A7 Pro foi anunciado oficialmente pela Xiaomi na última quarta-feira (01/04). Suas especificações incluem:

  • Tela IPS de 6,9 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz;
  • Resolução de apenas 1.600 x 720 pixels;
  • SoC Unisoc T7250 com meros 4 GB de RAM (64 ou 128 GB de armazenamento);
  • Câmera traseira principal de 13 megapixels e frontal de 8 megapixels;
  • Bateria de 6.000 mAh com carregamento de 15 W;
  • E conectividade de apenas 4G, Bluetooth e Wi-Fi 5, mas sem NFC.

Tudo isso rodando o HyperOS 3 da Xiaomi, baseado no Android 16.

Redmi A7 Pro tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

Já o Poco C85 ainda não foi anunciado, mas não deve divergir muito em suas características. Graças às fotos da certificação, sabemos que ele terá um design com pintura em dois tons na traseira, tradicional da linha Poco, e uma das cores deve ser uma espécie de verde ou azul metálico.

Os modelos serão fabricados pela Xiaomi na China e virão com o carregador MDY-18-EG de 15 W na caixa.

Poco C81 durante o processo de certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Quando chega?

Ainda não temos informações sobre data de lançamento ou valores no Brasil, mas o Redmi A7 Pro é vendido por 129 euros na Alemanha e na Espanha, em torno de R$ 780 em conversão direta.

O modelo deve competir com celulares básicos como o Galaxy A07 e o antecessor A06, além de rivais de outras fabricantes.

Xiaomi prepara dois smartphones básicos para o mercado brasileiro

Redmi A7 Pro (imagem: divulgação)

Certificado Anatel dos Redmi A7 Pro e Poco C81 (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Redmi A7 Pro tem quatro opções de cores (imagem: divulgação)

Poco C81 durante o processo de certificação (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
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Fire Phone de volta? Amazon pode lançar um novo celular

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Dispositivo deve integrar serviços da Amazon e inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon planeja lançar um novo smartphone, conhecido internamente como “Transformer”.
  • Segundo a Reuters, o dispositivo deve integrar inteligência artificial e serviços da Amazon, como compras online e a assistente Alexa.
  • A iniciativa deve priorizar a integração de serviços, sem competir em hardware, para evitar repetir o fracasso do Fire Phone em 2014.

A Amazon deve voltar para o mercado de smartphones, mais de uma década após a tentativa frustrada com o Fire Phone. Segundo a Reuters, a companhia trabalha em um novo dispositivo, que deve integrar inteligência artificial e serviços próprios.

O projeto seria conhecido internamente como “Transformer”. A agência afirma que ele está sendo conduzido por uma equipe dedicada na divisão de dispositivos e serviços da empresa, com a proposta de se adaptar ao usuário ao longo do dia, funcionando como uma extensão da assistente virtual Alexa.

Um novo telefone com inteligência artificial integrada

Fire Phone foi lançado pela Amazon em 2014, mas não deu certo (imagem: reprodução)

A ideia seria criar um dispositivo personalizado, que se conecte diretamente aos serviços da Amazon — compras online, streaming e assistentes de voz. A assistente Alexa deve ter papel relevante na experiência, mesmo que não seja o sistema principal do aparelho.

O uso de inteligência artificial é apontado como um dos pilares do projeto. A intenção seria reduzir a dependência de lojas de aplicativos da Apple e Google, permitindo que funções sejam acessadas de forma mais direta, sem necessidade de downloads ou cadastros prévios.

A Reuters revela que, internamente, a iniciativa é vista como uma forma de ampliar o uso de IA entre os consumidores e fortalecer a presença da empresa em serviços digitais.

Fire Phone fracassou em 2014

A movimentação acontece após o fracasso do Fire Phone, lançado em 2014 e descontinuado pouco mais de um ano depois. Na época, o modelo teve preço inicial de US$ 649 (cerca de R$ 1.550), depois reduzido drasticamente para US$ 159 (cerca de R$ 380).

Mesmo assim, ele acabou gerando um prejuízo estimado em US$ 170 milhões (cerca de R$ 408 milhões) com o estoque não vendido. O aparelho não conseguiu competir com os iPhones da Apple e os modelos da Samsung, em parte devido à falta de aplicativos populares e às limitações técnicas.

Ainda assim, o histórico negativo não impediu a empresa de considerar uma nova tentativa. A estratégia atual parece diferente: em vez de competir apenas em hardware, o foco seria a integração de serviços. O cronograma do novo aparelho, contudo, ainda não foi definido.

Fire Phone de volta? Amazon pode lançar um novo celular

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Poco X8 Pro chega com bateria maior e versão Homem de Ferro

Nova linha traz visual premium e corpo resistente (imagem: divulgação/Xiaomi)
Resumo
  • Xiaomi anunciou a nova linha Poco X8 Pro com três versões, incluindo modelo Max e edição especial do Homem de Ferro.

  • Os smartphones trazem chips MediaTek Dimensity inéditos, baterias grandes e carregamento rápido de 100 W.

  • Poco X8 Pro já foi homologado pela Anatel, mas ainda não há informação sobre o preço; em marketplaces, ele é encontrado por cerca de R$ 3 mil.

A Poco, marca da Xiaomi, lança globalmente nesta terça-feira (17/03) a nova geração de smartphones da linha X: a série Poco X8 Pro. A família inclui os modelos Poco X8 Pro, Poco X8 Pro Max e uma edição especial temática do Homem de Ferro.

Ainda não se sabe se os três modelos serão oficialmente lançados no Brasil, mas o X8 Pro está homologado na Anatel desde o mês passado. Os preços para o mercado nacional devem ser anunciados em evento marcado para as 20h de hoje.

Os aparelhos trazem hardware avançado, baterias de alta capacidade e design atualizado, em uma tentativa de acirrar a concorrência na categoria. A proposta é reforçar a presença da empresa no segmento de alto desempenho, com foco em público gamer e usuários mais exigentes.

Desempenho e resfriamento líquido

O Poco X8 Pro Max marca a estreia global do processador Dimensity 9500s, da MediaTek. Fabricado no processo de 3 nanômetros, o chip atinge até 3,73 GHz. Segundo a fabricante, o hardware garante mais de 3 milhões de pontos em testes de benchmark no AnTuTu.

O modelo padrão, Poco X8 Pro, é equipado com o também inédito Dimensity 8500-Ultra, que promete um salto de 25% no desempenho gráfico em comparação à geração passada, além de maior eficiência energética.

Ambas as versões oferecem suporte a ray tracing via hardware para entregar iluminação mais realista em jogos compatíveis. Para controlar a temperatura durante o uso intenso, os dispositivos utilizam sistemas de resfriamento líquido.

Maior bateria e recarga de 100 W

Bateria do Poco X8 Pro Max promete até dois dias longe da tomada (imagem: divulgação/Xiaomi)

A nova linha se destaca em autonomia. O Poco X8 Pro Max é equipado com a maior bateria da história da marca, com 8.500 mAh e promessa de até dois dias de uso com uma única carga. A célula de energia foi projetada para manter mais de 80% da saúde mesmo após 1.600 ciclos, garantindo maior longevidade. Já o Poco X8 Pro traz uma bateria de silício-carbono de 6.500 mAh.

Toda a linha suporta carregamento rápido HyperCharge de 100 W e carregamento reverso de 27 W, permitindo que o celular funcione como um power bank para recarregar outros eletrônicos.

Telas mais brilhantes e RGB

Os dois aparelhos contam com painéis com picos de brilho de até 3.500 nits, garantindo ótima visibilidade em ambientes externos. O Poco X8 Pro, com tela de 6,59 polegadas, apresenta um ganho adicional de 20% em eficiência luminosa em relação à geração anterior.

A versão Max traz um painel de 6,83 polegadas, mas ambos suportam escurecimento PWM de 3.840 Hz para maior conforto ocular, além de áudio estéreo com Dolby Atmos.

No design, os novos smartphones se destacam pelas bordas ultrafinas. A fabricante também incluiu iluminação RGB dinâmica na traseira, que reage a notificações, jogos, música e uso da câmera. A durabilidade é reforçada com vidro Corning Gorilla Glass 7i e certificações IP66, IP68, IP69 e IP69K contra água e poeira.

Câmeras e conectividade

O conjunto fotográfico traz melhorias em IA, câmeras principais de 50 MP — com o sensor Light Fusion 600 no modelo Max e o Sony IMX882 no Poco X8 Pro — e lentes frontais de 20 MP. Rodando o Xiaomi HyperOS 3, os aparelhos contam com o recurso HyperIsland, que amplia as interações em tempo real no topo da tela.

A linha também traz integração com o Google Gemini e a ferramenta Circle to Search. Outro diferencial é a comunicação offline, que permite chamadas de voz a curtas distâncias mesmo sem rede de operadora. A versão Pro Max também suporta eSIM.

Edição especial de Homem de Ferro

Estendendo a parceria com a Marvel, a empresa revelou ainda o Poco X8 Pro – Edição Homem de Ferro. O aparelho traz design exclusivo em preto com detalhes dourados, com uma interface de sistema totalmente personalizada para os fãs da franquia.

Edição especial da Marvel chega em versão única (imagem: divulgação/Xiaomi)

Qual é a expectativa de preço?

No mercado internacional, o Poco X8 Pro começa a ser vendido por US$ 299 (cerca de R$ 1.564, em conversão direta) na versão de 8 GB de RAM e 256 GB de armazenamento. O Poco X8 Pro Max tem preço inicial de US$ 429 (aproximadamente R$ 2.236).

Já a versão do Homem de Ferro, ainda sem preço revelado, será comercializada apenas na configuração de 12 GB de RAM e 512 GB de espaço interno.

Alguns varejistas e marketplaces já começam a listar os aparelhos por importação. Nesses canais, o Poco X8 Pro aparece perto da faixa dos R$ 3 mil, enquanto a versão Max é encontrada por mais de R$ 4 mil.

Poco X8 Pro chega com bateria maior e versão Homem de Ferro

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Novo smartphone da subsidiária da Xiaomi tem bateria de 6.500 mAh. Modelos apostam em chips inéditos da MediaTek, ferramentas de inteligência artificial e construção robusta.

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Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

Galaxy Z TriFold já aparece indisponível em alguns mercados (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung está encerrando as vendas do Galaxy Z TriFold, lançado há três meses.
  • O dobrável de três telas era vendido por US$ 2.899 e, aparentemente, foi tratado como vitrine tecnológica, com vendas limitadas.
  • Segundo a Bloomberg, a Samsung considera aproveitar elementos do TriFold em futuros dispositivos, apesar do encerramento das vendas.

A Samsung começou a retirar do mercado o Galaxy Z TriFold, seu primeiro smartphone com três dobras, lançado há apenas três meses. A informação é da agência Bloomberg, que afirma que o modelo terá as vendas encerradas gradualmente.

A fabricante não confirmou oficialmente a decisão. Contudo, vale lembrar que o Galaxy Z TriFold sequer foi lançado no Brasil e, desde o início, teve uma disponibilidade vista como limitada, com rumores indicando apenas 40 mil unidades em todo o mundo.

Segundo a Bloomberg, o fim das vendas deve começar pela Coreia do Sul, estendendo-se aos Estados Unidos assim que os estoques acabarem. Nos canais oficiais da empresa, o dispositivo já aparece como “esgotado”, sem previsão de reposição. Por lá, o dispositivo era vendido por US$ 2.899 — cerca de R$ 15.950, em conversão direta.

Vida curta?

Uma trajetória limitada do Galaxy Z TriFold já era esperada. Desde o início, o modelo foi tratado mais como uma vitrine tecnológica do que como um produto de grande escala dentro do portfólio da Samsung, que já comercializa outros dobráveis ao redor do mundo.

Além do preço alto, o aparelho nunca foi distribuído por operadoras ou grandes varejistas, sendo vendido exclusivamente nos canais oficiais da fabricante. Essa estratégia reforçou o caráter experimental do dispositivo, que também teve produção restrita — com relatos de cerca de 6 mil unidades disponibilizadas inicialmente em seu mercado de origem.

Outro fator decisivo é o custo de fabricação. Componentes mais caros e a complexidade do design com duas dobradiças dificultaram a viabilidade comercial do produto, tornando difícil obter margem de lucro mesmo com o preço elevado. A título de comparação, o trifold da Huawei chegou ao Brasil por R$ 32.999.

Imagem mostra Galaxy Z TriFold aberto e fechado
Galaxy Z TriFold teve presença limitada no mercado (imagem: divulgação/Samsung)

Conceito não deve ser descartado

Apesar do encerramento precoce, a Samsung não descarta aproveitar elementos do TriFold em futuros lançamentos. À Bloomberg, o executivo Won-Joon Choi, da divisão mobile da Samsung, afirmou que a empresa ainda avalia a possibilidade de uma nova geração.

Entre os pontos que podem ser reaproveitados estão a tela ampla e o formato mais horizontal, que favorecem o consumo de conteúdo e o uso multitarefa.

Galaxy Z TriFold está sendo descontinuado pela Samsung

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Smartphone com três dobras foi lançado há apenas três meses e já começou a sair do mercado. Estratégia indica que aparelho serviu como vitrine tecnológica.

Galaxy Z TriFold (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Este celular Android com teclado físico quer conquistar os fãs de BlackBerry

Aparelho aposta em design compacto e teclado físico para conquistar órfãos do BlackBerry (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Titan 2 Elite, da Unihertz, será apresentado na MWC 2026 e possui teclado físico QWERTY.
  • O design do Titan 2 Elite é comparável ao BlackBerry Curve, com margens de tela reduzidas e câmera selfie em design punch-hole.
  • A Unihertz usará financiamento coletivo para o lançamento, com mais detalhes a serem divulgados em breve.

A Unihertz, empresa conhecida por criar smartphones de nicho, está mais perto de lançar o Titan 2 Elite. O novo dispositivo, previsto para ser revelado durante a feira MWC 2026 na primeira semana de março, chega como alternativa compacta no mercado de celulares com teclado físico QWERTY, segmento que voltou a ganhar atenção com a chegada do Clicks Communicator.

O movimento da fabricante chinesa é preencher a lacuna deixada pela saída da BlackBerry do mercado móvel com seus mais de cinco anos de experiência no desenvolvimento de hardware proprietário focado em teclados físicos.

Como é o Titan 2 Elite?

O novo modelo parece focar na portabilidade e ergonomia para o uso diário. Enquanto a concorrente Clicks promove o seu Communicator como um “telefone secundário” ou um auxiliar de produtividade para acompanhar o aparelho principal do usuário, a Unihertz sugere que o dispositivo vai rodar uma versão padrão do Android.

Essa abordagem contrasta com o modelo Titan 2, lançado em 2025, que tentava emular a experiência do BlackBerry Passport, visando o público corporativo.

Design e especificações

Com base nas imagens, o Titan 2 Elite apresentaria um formato visualmente comparável a um BlackBerry Curve de dimensões reduzidas. Ao contrário do Titan 2, que utilizava um painel com bordas espessas, o novo dispositivo aparenta ter margens de tela bem mais reduzidas.

Outra mudança notável é a substituição da borda superior pelo furo para a câmera selfie integrada ao display (design punch-hole), posicionada no canto superior esquerdo. Apesar do design mais moderno, ainda não há confirmação sobre a tecnologia da tela (se é OLED ou LCD).

A estratégia de lançamento da Unihertz seguiria o modelo de financiamento coletivo, comum na história da empresa. Mais detalhes sobre a campanha no Kickstarter, bem como o cronograma de envio das unidades e preços oficiais, devem ser divulgados nas próximas semanas, antes da apresentação na feira de Barcelona.

Este celular Android com teclado físico quer conquistar os fãs de BlackBerry

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Titan 2 Elite revive o estilo BlackBerry com teclado QWERTY e deve ser apresentado oficialmente na MWC 2026, em março. Celular rivaliza com o Clicks Communicator.

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Sucessor do Galaxy A56 deve ficar mais fino e leve

Imagem mostra mão segurando Samsung Galaxy A56 na cor, com a parte de traz à mostra. Traseira cinza exibe módulo preto com câmera tripla.
Visual deve seguir as linhas do atual Galaxy A56 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • O Galaxy A57 será mais fino e leve que o A56, com 6,9 mm de espessura e 182g.
  • O aparelho terá o chipset Exynos 1680, GPU Xclipse 550, opções de 8 GB ou 12 GB de RAM e armazenamento de 128 GB ou 256 GB.
  • O conjunto de câmeras e a bateria de 5.000 mAh são os mesmos do modelo anterior, com suporte a recarga de 45 W.

Um registro no banco de dados do TENAA (órgão chinês equivalente à Anatel) revelou, nesta semana, as prováveis especificações do Galaxy A57, próximo smartphone da Samsung. Identificado pelo modelo SM-A5760, o dispositivo deve chegar ao mercado antes da linha Galaxy S26. Ou seja, seria questão de semanas até seu lançamento.

O principal destaque deve ser a reformulação de sua estrutura física, tornando-o mais fino e leve que o antecessor.

O que esperar do Galaxy A57?

A documentação indica que a Samsung focou em portabilidade. O Galaxy A57 aparece listado com dimensões de 161,5 x 76,8 x 6,9 mm. Se confirmado, o aparelho será notavelmente mais fino que o Galaxy A56, que tem 7,4 mm de espessura. Além do perfil reduzido, o peso também cairia de 198g (na geração atual) para 182g. Essa mudança sugere o uso de novos materiais na carcaça ou uma reorganização interna dos componentes para otimizar o espaço.

Sob o capô, o aparelho intermediário deve estrear o chipset Exynos 1680. A ficha técnica descreve uma CPU de oito núcleos dividida em três grupos: alta performance a 2,9 GHz, intermediários a 2,6 GHz e eficiência a 1,95 GHz. A parte gráfica ficaria a cargo da GPU Xclipse 550, baseada na arquitetura RDNA da AMD, prometendo maior eficiência energética.

O A57 teria opções de 8 GB ou 12 GB de RAM e armazenamento de 128 GB ou 256 GB. A versão exata do Android e da interface One UI não foram especificadas no registro.

Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56 em primeiro plano, com fundo desfocado e caixa do aparelho ao fundo
Sucessor do A56 pode vir com corpo mais fino e leve (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Câmeras e bateria

Se o design muda, o restante das especificações parece seguir a lógica do “time que está ganhando não se mexe”. O documento da TENAA lista o mesmo conjunto fotográfico do modelo anterior: sensor principal de 50 MP, ultrawide de 12 MP e macro de 5 MP. Para selfies, a câmera frontal permaneceria com 12 MP.

A autonomia deve ser mantida com uma bateria de capacidade nominal de 4.905 mAh (ou 5.000 mAh típicos), com suporte a recarga de 45 W. A ficha técnica se encerra com uma tela de 6,6 polegadas (1080 x 2340 pixels), leitor de digitais sob o display e conectividade 5G.

Sucessor do Galaxy A56 deve ficar mais fino e leve

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O Galaxy A57 manteria o mesmo conjunto de câmeras e bateria. Lançamento deve ocorrer antes da linha S26.

Câmeras do Samsung Galaxy A56 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Tela inicial do Samsung Galaxy A56 com One UI 7 e Android 15 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)
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Celular com 3 dias de bateria: a nova promessa da Realme

Imagem promocional mostra um smartphone branco em um fundo igualmente branco. O foco está nas câmeras
Design TransView confere visual transparente à parte superior do dispositivo (imagem: divulgação)
Resumo
  • Realme P4 Power será lançado na Índia em 29 de janeiro com uma bateria de 10.001 mAh, prometendo até três dias e meio de autonomia.
  • O smartphone possui carregamento rápido de 80 W e carregamento reverso de 27 W, permitindo recarregar outros dispositivos.
  • Ele inclui tela AMOLED de 6,78 polegadas, com taxa de atualização de 144 Hz e processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra.

A Realme lança o novo P4 Power na Índia no dia 29 de janeiro. Ele chega com a promessa de entregar três dias de autonomia, graças à super bateria de 10.001 mAh. A empresa já iniciou a campanha de pré-reserva no país mediante um pagamento simbólico de 999 rúpias (cerca de R$ 60).

Esse não será o preço final do celular, apenas um “sinal” que garante prioridade na compra e benefícios exclusivos — uma prática comum no varejo indiano.

Aqui no Brasil, a assessoria da Realme nos informou que deve trazer novidades sobre o aparelho “em breve”. Por enquanto, não há data e preços no mercado nacional.

Super bateria e especificações

Imagem promocional mostra um smartphone em um fundo preto, com a parte da bateria destacada com uma arte que ilustra a capacidade de 10.001 miliampere-hora
Com recarga reversa de 27 W, o P4 Power também funciona como um power bank (imagem: divulgação)

Sem dúvida, o grande trunfo do Realme P4 Power é a bateria. Equipado com uma célula de 10.001 mAh de silício-carbono, o aparelho oferece o dobro da capacidade da maioria dos smartphones topo de linha atuais (o Galaxy S25 Ultra, por exemplo, tem uma bateria de 5.000 mAh).

Mesmo assim, o celular mantém um peso surpreendente de 218 gramas. A tecnologia de silício-carbono é a chave para esse equilíbrio, permitindo uma densidade energética superior sem aumentar drasticamente o volume ou o peso do aparelho. A fabricante promete até três dias e meio de uso moderado longe da tomada.

O chefe de marketing de produto da marca, Francis Wong, confirmou que o Realme P4 Power terá carregamento rápido de 80 W, capaz de recarregar a célula gigante rapidamente.

Além de durar dias, o P4 Power pode “salvar” outros gadgets. O dispositivo suporta carregamento reverso de 27 W, transformando-o em um power bank eficiente para carregar fones, relógios e até celulares.

O conjunto de especificações deve incluir uma tela AMOLED de 6,78 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz e o processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra (possivelmente uma versão renomeada de chips da série 8000).

Preço e disponibilidade

Imagem mostra dois smartphones da Realme lado a lado, formando um X, em um fundo de cor amarela
Modelo suporta carregamento rápido de 80 W (imagem: divulgação)

O preço oficial ainda não foi revelado, mas vazamentos sugerem que o valor de etiqueta da versão mais completa, com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, pode ser de 37.999 rúpias (cerca de R$ 2.250).

No entanto, analistas do mercado local esperam que o preço real de venda para o consumidor fique entre 25 mil e 30 mil rúpias (algo entre R$ 1.500 e R$ 1.800), posicionando-o como um intermediário premium.

Vale lembrar que a Realme voltou a ser uma submarca da Oppo e não opera mais de forma independente, mas a movimentação da marca com o novo smartphone não é isolada. Recentemente, a Honor lançou na China o Honor Power 2, com uma bateria de 10.080 mAh.

As fabricantes chinesas parecem ter encontrado no silício-carbono a solução para oferecer autonomia de sobra sem comprometer a ergonomia, enquanto Samsung e Apple focam em eficiência para manter os celulares finos.

Celular com 3 dias de bateria: a nova promessa da Realme

(imagem: divulgação)

(imagem: divulgação)
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Samsung aumenta preços de celulares na Índia

Imagem mostra mão segurando celular Samsung Galaxy A56, exibindo a parte de trás do aparelho na cor cinza; ao fundo, mesa de trabalho desfocada
Fabricante aplicou novos valores para modelos como Galaxy A56 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung aumentou os preços dos modelos Galaxy A56, A36 e F17 na Índia.
  • O Galaxy A56 teve um aumento de 2 mil rupias, o A36 de 1.500 rupias e o F17 de 1.000 rupias.
  • No Brasil, a Samsung pode aumentar os preços em 10% a 20% devido à pressão nos custos de insumos.

A Samsung oficializou, nesta segunda-feira (05/01), um reajuste nos preços dos smartphones das linhas Galaxy A e Galaxy F no mercado indiano. O aumento já está valendo e atinge as variantes dos modelos Galaxy A56, Galaxy A36 e Galaxy F17.

A decisão da fabricante sul-coreana ocorre em um cenário de elevação nos custos de componentes em todo o setor de tecnologia, gerando expectativas sobre movimentos semelhantes em outros mercados. No Brasil, o vice-presidente sênior da Samsung, Gustavo Assunção, já havia nos revelado com exclusividade uma previsão de aumento.

Novos preços no mercado indiano

A informação dos novos valores surgiu em uma postagem no X/Twitter feita pelo leaker Abhishek Yadav. Depois, a Samsung realmente oficializou o aumento de preços por lá.

O Galaxy A56, modelo mais robusto entre os afetados, sofreu um acréscimo de 2 mil rupias (cerca de R$ 119) em todas as suas configurações. As versões ficaram assim:

  • 12 GB de RAM + 256 GB de armazenamento: de 44.999 para 46.999 rupias (R$ 2.824)
  • 8 GB + 256 GB: agora por 43.999 rupias (R$ 2.644)
  • 8 GB + 128 GB: subiu para 40.999 rupias (R$ 2.464)

No caso do Galaxy A36, o aumento foi fixo em 1.500 rupias (R$ 89). A variante com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento agora custa 38.499 rupias (R$ 2.313).

Já o Galaxy F17 5G, focado em custo-benefício, teve um acréscimo de 1.000 rupias (R$ 59), com o modelo de entrada (4 GB/128 GB) partindo de 15.499 rupias (R$ 931).

E o Brasil?

Imagem mostra close na tela do celular Samsung Galaxy A56, exibindo ícones de aplicativos
Reajuste atinge todos os modelos A56, A36 e F17 (foto: Ana Marques/Tecnoblog)

O movimento observado na Ásia acende o alerta para os consumidores brasileiros. No mês passado, o VP da Samsung no Brasil, Gustavo Assunção, já havia sinalizado ao Tecnoblog que os eletrônicos da marca podem ficar entre 10% e 20% mais caros no país devido à pressão nos custos de insumos.

Historicamente, a Índia antecipa tendências que também chegam ao ocidente. Se a projeção de alta se concretizar por aqui, a competitividade da linha Galaxy A — uma das mais vendidas da marca — pode ser colocada à prova em um segmento no qual o preço é um grande fator de decisão de compra.

Por que os celulares estão ficando mais caros?

A revisão de preços atinge a indústria de semicondutores em 2026. Analistas apontam que o custo de fabricação de processadores, módulos de memória e painéis de display registrou altas consecutivas. A crise de memórias RAM, com a escassez no mercado, é um dos grandes motivos.

Até o momento, a Samsung não confirmou se a linha Galaxy S25 ou os dobráveis Galaxy Z Fold 7 e Flip 7 passarão por correções imediatas, mas a expectativa é que os novos lançamentos de 2026 cheguem às prateleiras com valores reajustados.

Samsung aumenta preços de celulares na Índia

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Reajustes atingem modelos das linhas Galaxy A e F. Movimento ocorre em meio à alta global no custo de componentes e acende alerta para o Brasil.

Traseira do Samsung Galaxy A56 na cor cinza (foto: Ana Marques / Tecnoblog)

Apps no Samsung Galaxy A56 (foto: Ana Marques / Tecnoblog)
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Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Poco F8 Pro tem 8 milímetros de espessura (imagem: divulgação)
Resumo
  • A bateria do Xiaomi Poco F8 Pro, de 6.210 mAh, foi homologada pela Anatel.
  • O smartphone possui SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite, 12 GB de RAM, até 512 GB de armazenamento e Android 16 com HyperOS 3.
  • A fabricante chinesa aguarda homologação do smartphone, que, por enquanto, não tem data de chegada ao Brasil.

A Xiaomi prepara a vinda do Poco F8 Pro para o mercado brasileiro. A bateria do modelo, de código BM6M, já está homologada pela Anatel, indicando que a certificação do restante do aparelho não deve tardar a ocorrer.

O certificado, emitido no dia 19 de dezembro, foi solicitado pela DL Eletrônicos, que representa oficialmente a fabricante chinesa no Brasil. A documentação aponta que a bateria será utilizada no modelo 2510DPC44G, que corresponde ao Poco F8 Pro e que ainda não recebeu certificação da agência.

Bateria do Poco F8 Pro
Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Certificado da bateria do Poco F8 Pro
Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

A bateria é fabricada pela Sunwoda, empresa chinesa especializada em baterias de íons de lítio, e aceita recarga de até 100 Watts, que a Xiaomi afirma ser capaz de recarregar de 0 até 100% em menos de 40 minutos.

O Poco F8 Pro foi lançado no final de novembro, em conjunto com seu “irmão maior”, o Poco F8 Ultra, oferecendo uma opção de menor custo para a linha Poco F8.

Close-up de mãos segurando o Poco F8 Ultra na horizontal, focando na textura azul que imita jeans e no detalhe prateado da câmera.
Poco F8 Ultra oferece traseira que imita jeans (imagem: divulgação/Poco)

Especificações do Poco F8 Pro

O Poco F8 Pro vem equipado com:

  • Tela AMOLED de 6,59 polegadas com taxa de atualização de 120 Hz e revestimento em vidro Gorilla Glass 7i da Corning
  • Bordas em alumínio e traseira em vidro em três opções de cores (nada de imitação de jeans aqui)
  • SoC Qualcomm Snapdragon 8 Elite
  • Memória RAM de 12 GB, memória interna de 256 ou 512 GB
  • Sistema operacional Android 16 com HyperOS 3
  • Alto-falantes estéreo ajustados pela Bose
  • Três câmeras traseiras: principal de 50 megapixels com OIS e PDAF multi-direcional, teleobjetiva de 50 megapixels, PDAF multidirecional e 2,5x de zoom e ultrawide de 8 megapixels e ângulo de visão de 120 graus
  • Câmera frontal de 20 megapixels com foco fixo
  • Wi-Fi 7 dual-band, Bluetooth 5.4 com vários codecs de alta definição, GPS dual-band e NFC
  • Bateria de 6.210 mAh com recarga de até 100 Watts

Não há previsão de quando o modelo será vendido no Brasil, o que também depende da homologação do aparelho em si ser emitida pela Anatel. O Poco F8 Ultra também não está homologado.

Lançamento do Poco F8 Pro no Brasil pode ocorrer em 2026

Poco F8 Pro (imagem: divulgação)

Bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

Certificado da bateria do Poco F8 Pro (imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Poco)
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Poco F8 Ultra é lançado com traseira “jeans” e parceria com a Bose

Poco F8 Ultra tem versão com textura que imita o jeans (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Poco F8 Ultra foi anunciado com tela AMOLED de 6,9 polegadas, bateria de 6.500 mAh e sistema de som 2.1 com subwoofer da Bose.
  • Já o Poco F8 Pro tem tela AMOLED LTPS de 6,59 polegadas, bateria de 6.210 mAh e câmera principal Light Fusion 800.
  • Ambos os modelos usam Snapdragon 8 Elite e rodam o Xiaomi HyperOS 3 (baseado no Android 16), com quatro anos de atualizações de sistema.

O Poco F8 Pro e o Poco F8 Ultra foram anunciados nessa quarta-feira (26/11). Os modelos marcam a entrada da submarca da Xiaomi no mercado de smartphones de alto desempenho.

Os destaques estão na parceria com a Bose, empresa americana de equipamentos de áudio, na adoção da plataforma Snapdragon 8 Elite e no uso do novo sistema Xiaomi HyperOS 3, baseado no Android 16.

O Poco F8 Ultra terá uma versão com traseira que imita a textura do jeans, similar ao Redmi K90 Pro Max, anunciado no final de outubro. Essa outra linha da Xiaomi também traz a parceria com a Bose.

Poco F8 Ultra x Poco F8 Pro

O Poco F8 Pro é a versão mais modesta. Ele tem tela AMOLED LTPS de 6,59 polegadas, bateria de 6.210 mAh (carregamento de 100 W com fio, sem a tecnologia sem fio) e processador Snapdragon 8 Elite.

O conjunto de câmeras substitui o sensor principal pelo Light Fusion 800 e reduz o zoom óptico da teleobjetiva para 2,5x. Além disso, a lente ultra-angular, nessa versão, passa a ter 8 MP. Para selfies, há um sensor de 20 MP.

Já o Poco F8 Ultra é mais robusto, com chipset duplo e gerenciamento térmico com câmara de vapor. Ele é equipado com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 e chip VisionBoost D8, focado em aprimoramento de imagem por inteligência artificial.

O celular conta com uma tela AMOLED de 6,9 polegadas, com resolução 1.5K, taxa de atualização adaptativa de 120 Hz e pico de brilho de 3.500 nits.

Disposição de três smartphones finos e de design moderno sobre uma superfície escura e texturizada, com iluminação dramática. Os aparelhos são da marca POCO e têm a parte traseira lisa e opaca em três cores: um azul-claro ou verde-água em primeiro plano, um cinza-claro ou prateado à direita, e um cinza-escuro no fundo. Todos apresentam o logotipo "POCO" na vertical e um módulo de câmera traseira com quatro lentes grandes em forma de círculo dispostas em um quadrado.
Poco F8 Pro tem bateria de 6.210 mAh (imagem: divulgação)

Outros diferenciais do modelo Ultra são o sistema de áudio e a autonomia. O dispositivo possui sistema de som 2.1 com um subwoofer dedicado desenvolvido pela Bose. A bateria é de 6.500 mAh — a maior já utilizada pela marca —, que suporta carregamento com fio de 100 W e sem fio de 50 W.

No quesito fotografia, o conjunto traseiro traz um sensor principal Light Fusion 950 de 50 MP com estabilização óptica (OIS), uma lente periscópica com zoom óptico de 5x e uma ultra-angular de 50 MP. Na frente, há uma câmera de selfie de 32 MP.

O Poco F8 Ultra também introduz a cor Blue Denim, que simula a textura e a aparência de tecido jeans, mas é construído com um material nanotecnológico especial da Xiaomi. O smartphone oferece acabamento em vidro fosco nas cores preto, azul e prata titânio.

Close-up de dois smartphones vistos por trás, exibindo seus módulos de câmera. O aparelho da esquerda é cinza-escuro ou preto com acabamento fosco. O aparelho da direita é azul e tem acabamento texturizado que imita tecido jeans. Ambos os celulares possuem um grande módulo de câmera retangular prateado na parte superior, cada um com três lentes grandes e um anel que exibe a marca "Bose" na lateral.
Nova linha marca a entrada da Poco no segmento premium (imagem: divulgação)

As duas versões da linha possuem estrutura metálica, leitor de digitais ultrassônico e certificação IP68 contra água e poeira. Ambos serão comercializados em versões com 12 ou 16 GB de memória RAM e 256 ou 512 GB de armazenamento interno.

A Poco garante quatro anos de atualizações de sistema e seis anos de correções de segurança.

Disponibilidade e preços

Os preços variam conforme a região e configuração. Nos Estados Unidos, o F8 Ultra com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento tem preço inicial de US$ 729 (cerca de R$ 4 mil, na cotação atual). O F8 Pro, por sua vez, começa em US$ 579 (R$ 3.100).

Até o momento, não há previsão de lançamento oficial dos aparelhos no Brasil, nem definição de preços para o varejo nacional.

Com informações do GSMArena

Poco F8 Ultra é lançado com traseira “jeans” e parceria com a Bose

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Xiaomi revelou os novos Poco F8 Pro e Poco F8 Ultra. Versão Ultra tem tela de 6,9", bateria de 6.500 mAh e subwoofer da Bose, mas ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.

(imagem: divulgação/Poco)
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Motorola lança linha Moto G57 com dois aparelhos

Foto de estúdio em ângulo diagonal, exibindo quatro smartphones idênticos, deitados e alinhados, em cores diferentes. Todos têm a traseira com acabamento texturizado e o logo da Motorola ao centro. Da esquerda para a direita, as cores são: azul-petróleo, rosa-choque, verde-água e azul-marinho
Novos celulares intermediários da Motorola têm foco em resistência (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • Motorola apresentou os novos Moto G57 e o Moto G57 Power, com telas de 6,72 polegadas e chip Snapdragon 6s Gen 4.
  • O Moto G57 Power tem bateria de 7.000 mAh e carregamento TurboPower de 30 W, enquanto o G57 tem 5.200 mAh.
  • No mercado internacional, o G57 Power chega por 279 euros, enquanto o G57 custará 249 euros.
  • Por enquanto, não há previsão de lançamento ou preços para o Brasil.

A Motorola anunciou oficialmente dois novos celulares para a sua linha intermediária: o Moto G57 e o Moto G57 Power. Os smartphones chegam com Android 16, Google Gemini e recursos de inteligência artificial para processamento da imagem.

Os dois aparelhos compartilham a maioria das especificações técnicas, com diferença na capacidade da bateria: 5.200 mAh no G57 e 7.000 mAh no G57 Power.

A principal novidade em hardware é a estreia do SoC Snapdragon 6s Gen 4, que oferece conectividade 5G e promete maior eficiência energética. Em termos de memória, os dispositivos podem alcançar até 24 GB de RAM (via RAM Boost) e opções de armazenamento interno de 128 GB ou 256 GB com tecnologia UFS 2.2.

Mais resistência e novas telas

A resistência física é um dos focos da nova geração. A dupla recebeu a certificação MIL-STD-810H, padrão militar que atesta a aprovação em testes de temperaturas extremas, mudanças de pressão e impactos. Além disso, contam com a classificação IP64 contra poeira e respingos d’água.

A tela, por sua vez, é protegida por Gorilla Glass 7i, que promete proteção três vezes superior em quedas, e o acabamento externo utiliza material com toque suave inspirado em couro.

Os smartphones têm telas FHD+ de 6,72 polegadas e taxa de atualização de 120 Hz. O display inclui o Modo de Alto Brilho, que atinge até 1.050 nits para visualização externa, e a tecnologia Water Touch, que mantém a responsividade da tela mesmo quando molhada. O áudio possui suporte a Dolby Atmos, Hi-Res Audio e alto-falantes estéreo.

Imagem de estúdio com fundo neutro e cinza. Um smartphone turquesa (verde-água) da Motorola flutua na diagonal, mostrando sua traseira com o logo da marca e o módulo de câmera tripla. Abaixo dele, em primeiro plano, a tela frontal do mesmo modelo está ligada, exibindo uma foto vibrante de três pessoas jovens e sorridentes, vistas de baixo para cima.
Modelos possuem recursos de inteligência artificial (imagem: divulgação/Motorola)

Qual a diferença entre os modelos?

A principal distinção entre as duas versões está na capacidade e tecnologia das baterias. O Moto G57 Power é equipado com uma bateria de 7.000 mAh, que utiliza uma composição de silício-carbono de alta densidade.

Segundo a fabricante, essa capacidade pode oferecer mais de dois dias de uso. O modelo suporta carregamento TurboPower de 30 W e conta com um sistema de otimização que visa manter mais de 80% da saúde da bateria após 1.000 ciclos de carga.

Foto de um smartphone Motorola de cor turquesa com a traseira texturizada e um módulo de câmera triplo. O aparelho está apoiado sobre o seu lado, exibindo sua tela frontal ligada, que mostra um papel de parede abstrato e a hora "11:35".
Moto G57 Power tem câmera principal de 50 MP (imagem: divulgação/Motorola)

Já o Moto G57 padrão possui uma bateria de 5.200 mAh. A estimativa de duração para este modelo é de até 47 horas com uma única carga, dependendo das condições de uso.

O sistema de câmeras dos dois smartphones possui um sensor principal de 50 MP Sony LYTIA 600, com tecnologia Quad Pixel para capturar mais luz em ambientes escuros. O conjunto inclui ainda uma câmera ultra-angular de 8 MP e uma câmera frontal também de 8 MP.

A Motorola integrou a tecnologia Moto AI, sua inteligência artificial, no processamento de imagens, aplicando ajustes automáticos de cor, brilho e textura, além de ferramentas de edição baseadas na IA do Google Fotos.

Preço e disponibilidade

O Moto G57 Power foi lançado inicialmente na Europa com preço sugerido de 279 euros (R$ 1.720, em conversão direta). Já o Moto G57 chega primeiro ao mercado do Oriente Médio, com valor sugerido de 249 euros (R$ 1.536).

A Motorola não informou, até o momento, a data oficial de chegada dos aparelhos ao Brasil, nem os preços para o mercado nacional.

A fabricante também apresentou globalmente o novo Motorola Edge 70, dispositivo premium ultrafino com apenas 5,99 milímetros de espessura.

Motorola lança linha Moto G57 com dois aparelhos

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Galaxy S26 pode usar apenas chips Exynos

Uma mão segura um smartphone Samsung de cor prateada contra um fundo azul. O aparelho possui um design premium com cantos retos e uma configuração de câmera traseira composta por quatro lentes dispostas verticalmente no canto superior esquerdo. O logo da Samsung está gravado na parte inferior traseira do dispositivo.
Sucessor do Galaxy S25 Ultra pode abandonar chipset Snapdragon (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Samsung pode adotar o chip Exynos 2600 em toda a linha Galaxy S26, substituindo o Snapdragon.
  • Segundo a agência sul-coreana Yonhap, o Exynos 2600 terá litografia de 2 nm, CPU de dez núcleos ARM C1 e GPU Xclipse 950, com desempenho superior.
  • Se confirmada, esta seria a quinta mudança recente nos chipsets da linha Galaxy.

A Samsung pode equipar toda a linha Galaxy S26 com seu novo processador Exynos 2600. Segundo a agência de notícias sul-coreana Yonhap, será a primeira vez em quatro anos que o chipset será usado nos modelos Ultra (o último foi o Galaxy S22 Ultra).

Contudo, seria a quinta mudança recente no chipset da linha da Galaxy. Atualmente, a família S25 usa o SoC Snapdragon da Qualcomm em todos os aparelhos. Se confirmada a informação divulgada hoje (20/10), a mudança unificaria o Exynos, linha de processadores própria, como chipset padrão da fabricante em todos os mercados.

O que esperar do Exynos 2600?

Exynos 2600 promete superar chips da Apple e Qualcomm em IA e desempenho gráfico (imagem: divulgação)

De acordo com a agência, o Exynos 2600 será construído no processo de fabricação de 2 nanômetros (nm) da Samsung Foundry. O chip contaria com uma CPU de dez núcleos da série ARM C1 e uma GPU Xclipse 950, que utiliza a arquitetura RDNA da AMD, dando continuidade à parceria técnica entre as duas empresas. A produção em massa do componente estaria programada para começar no próximo mês.

A reportagem afirma que o salto de performance é substancial, com base em relatos de testes internos da empresa. A unidade de processamento neural (NPU), componente crucial para tarefas de inteligência artificial, seria seis vezes superior à do chip A19 Pro da Apple.

Em comparação com o mesmo processador da concorrente, o Exynos 2600 teria demonstrado um desempenho 15% superior em CPU multi-core e até 75% maior em GPU em determinados benchmarks.

Quando comparado ao rival direto no ecossistema Android, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 da Qualcomm, o chip da Samsung também teria apresentado um desempenho de NPU 30% maior e de GPU até 29% superior.

Histórico controverso

Samsung Galaxy S21 com chip Exynos 2100
Exynos é a família de processadores criada pela Samsung (foto: Lucas Braga/Tecnoblog)

Ainda assim, a trajetória dos processadores Exynos é marcada por algumas controvérsias. Como lembra o SamMobile, relatos indicaram superaquecimento e desempenho inferior do Exynos 2200 da linha Galaxy S22 em relação ao Snapdragon equivalente.

Em resposta, a Samsung equipou globalmente o Galaxy S23 com o Snapdragon 8 Gen 2. Na linha S24, a empresa voltou a usar o Exynos 2400 nos modelos base e Plus em regiões fora dos EUA e China, incluindo o Brasil, mantendo o Snapdragon apenas no S24 Ultra.

Depois, a Samsung alterou novamente a abordagem com a linha Galaxy S25 e optou por equipar todos os modelos da série globalmente — versões base, Plus e Ultra — com o processador Snapdragon 8 Elite, unificando sua linha principal com um único fornecedor de chip em 2025.

Além do Exynos 2600, o Galaxy S26 Ultra pode trazer um novo design para as câmeras. Imagens compartilhadas pelo leaker Tarun Vats, conhecido por antecipar lançamentos da Samsung em sua conta no X, mostram as três lentes principais em uma ilha elevada na traseira do aparelho.

Galaxy S26 pode usar apenas chips Exynos

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Samsung pode abandonar de vez o chipset Snapdragon e usar chips de fabricação própria em toda a linha Galaxy S26.

Galaxy S25 Ultra é o principal lançamento da Samsung no primeiro semestre (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Samsung Galaxy S21 com chip Exynos 2100 (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)
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Motorola Edge 60 Neo passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Foto de uma mulher loira de pele clara, sorrindo e olhando para o lado, como se estivesse conversando ao telefone. Ela segura um smartphone Motorola Edge 60 Neo de cor verde-água encostado à sua orelha.
Motorola Edge 60 Neo já pode ser vendido no Brasil (imagem: divulgação/Motorola)
Resumo
  • O Motorola Edge 60 Neo foi homologado pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil, com produção em Jaguariúna (SP) e Wuhan, na China.
  • O smartphone tem tela pOLED de 6,4 polegadas, processador MediaTek Dimensity 7400, até 12 GB de RAM Boost e 256 GB de armazenamento.
  • O preço de lançamento na Europa foi de 399 euros, mas o valor para o mercado nacional ainda não foi divulgado.

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) homologou na semana passada o novo Motorola Edge 60 Neo. Com a certificação, o smartphone (modelo XT2509-1) está autorizado a ser vendido no país.

A homologação tem validade indeterminada e confirma que o aparelho será produzido em duas fábricas: uma pertencente à Flextronics International Tecnologia Ltda., em Jaguariúna (SP), e outra à Motorola Mobility Technologies Communication, em Wuhan, na China.

Os documentos de certificação detalham as especificações de conectividade do Motorola Edge 60 Neo. A compatibilidade com o 5G abrange as modalidades Standalone (SA) e Non-Standalone (NSA), garantindo o funcionamento tanto nas redes 5G que utilizam infraestrutura própria quanto naquelas que dependem do núcleo da rede 4G.

Imagem mostra um documento de homologação da Anatel. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Motorola Edge 60 Neo foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

O aparelho também deve suportar múltiplas bandas de frequência, assegurando a operação com as principais operadoras brasileiras. A certificação confirma a presença de tecnologias como Wi-Fi 6E e NFC para pagamentos por aproximação.

Vale mencionar que o requisito é obrigatório para comercialização e uso de produtos de telecomunicação em território brasileiro e garante ao consumidor que o aparelho foi submetido a uma série de testes para verificar seu funcionamento e níveis de emissão de radiofrequência. A bateria interna (modelo SP50) e os carregadores (modelo MC-687N) também receberam a certificação.

Quais as especificações do Motorola Edge 60 Neo?

Foto de estúdio em fundo branco exibindo cinco smartphones em diferentes cores, dispostos lado a lado, em diagonal. O modelo é o mesmo para todos. Da esquerda para a direita, os aparelhos têm a traseira nas cores: roxo-escuro, verde-água, dourado (ou bege), e vermelho-tijolo. Todos exibem o logo da Motorola e um grande módulo de câmera com três lentes
Intermediário da Motorola tem carregamento rápido de 68 W (imagem: divulgação/Motorola)

O Motorola Edge 60 Neo foi apresentado globalmente em setembro, durante o IFA, um dos principais eventos de tecnologia do mundo. O aparelho se posiciona como um intermediário avançado, substituindo o Edge 60 Fusion no portfólio da marca.

O dispositivo conta com certificação militar MIL-STD 810H, que confere maior durabilidade em condições adversas, e classificações IP68 e IP69 de resistência contra poeira e água. A tela é protegida pela tecnologia Corning Gorilla Glass 7i.

Imagem mostra o smartphone Motorola Edge 60 Neo de cor verde-água em um fundo branco
Celular tem tela de 6,4 polegadas (imagem: reprodução/GSMArena)

No mercado internacional, o smartphone foi lançado em quatro cores: bege, verde, vermelho e cinza. Seu processador é o MediaTek Dimensity 7400, e o aparelho conta com configurações de até 12 GB de memória RAM via RAM Boost e 256 GB de armazenamento interno (expansível a 1 TB via cartão microSD).

O conjunto fotográfico é composto por uma câmera principal de 50 MP, uma ultrawide de 12 MP e um sensor de 10 MP com zoom óptico de 3x. A câmera frontal possui 32 MP. A tela pOLED mede 6,4 polegadas, tem resolução 1.5K, taxa de atualização variável de 120 Hz e brilho máximo de 3.000 nits. A bateria tem capacidade de 5.000 mAh, com suporte a carregamento rápido de 68 W com fio e 15 W sem fio.

Preço e disponibilidade

Foto de três jovens adultos sorrindo, sentados no chão e em um sofá, em um ambiente decorado com plantas e almofadas. O homem no centro, com cabelo cacheado escuro, segura um smartphone Motorola Edge 60 Neo vermelho-coral na horizontal, como se estivesse filmando ou tirando uma foto com a câmera traseira
Motorola Edge 60 Neo tem câmera principal de 50 MP (imagem: divulgação/Motorola)

Na Europa, o preço de lançamento do Motorola Edge 60 Neo foi de 399 euros para a versão com 8 GB de RAM e 128 GB de armazenamento, cerca de R$ 2.530 em conversão direta.

O preço oficial no Brasil, no entanto, ainda não foi divulgado. Com a homologação concluída, a Motorola tem a autorização necessária para começar a vender o smartphone no mercado brasileiro.

Motorola Edge 60 Neo passa pela Anatel e já pode ser vendido no Brasil

Motorola Edge 60 Neo foi homologado pela Anatel (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Motorola Edge 60 Neo (imagem: divulgação)

Motorola Edge 60 Neo (imagem: reprodução/GSMArena)
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