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O que é spyware? Veja os tipos e o funcionamento dos apps espiões

imagem de um celular exibindo uma imagem de hacker na tela
Spywares são usados por hackers para monitorar as ações dos usuários em busca de dados pessoais e informações bancárias (imagem: Vladimir Fedotov/Unsplash)

O spyware é um malware silencioso projetado para infiltrar-se em dispositivos e monitorar atividades sem qualquer consentimento. O objetivo é o roubo de dados pessoais, senhas e informações bancárias para alimentar fraudes financeiras ou espionagem.

A infecção ocorre geralmente via links maliciosos em mensagens ou downloads de softwares que parecem legítimos, mas são perigosos. Uma vez instalado, ele opera em segundo plano, capturando cada ação da vítima e transmitindo os arquivos sensíveis para servidores remotos.

Existem diversas categorias de app espião, como os keyloggers, infostealers e cavalos de Troia. Versões mais avançadas podem até assumir o controle físico de microfones e câmeras, transformando o aparelho em um rastreador em tempo real.

A seguir, entenda o conceito de spyware, como funciona detalhadamente e os tipos mais comuns. Também saiba como identificar e o que fazer ao ser vítima de um app espião.

O que é spyware?

Spyware é um software malicioso projetado para infiltrar-se em dispositivos e monitorar atividades sem o consentimento do usuário, coletando credenciais e dados pessoais. Sua finalidade é o roubo de informações para fraude ou espionagem, operando silenciosamente enquanto compromete a privacidade e o desempenho.

Qual é o significado de spyware?

O termo “spyware” é resultado da união das palavras “spy” (espião, em inglês) e “software”, sendo usado pela primeira vez em uma publicação da Usenet em 1995. Originalmente, a palavra descrevia dispositivos de vigilância física antes de ser aplicada no contexto digital.

Em 2000, o termo foi popularizado por Gregor Freund e Steve Gibson para identificar softwares que rastreavam dados e usavam conexões sem consentimento. Essa evolução consolidou a definição moderna de malware voltado ao monitoramento oculto de usuários.

ilustração sobre o malware Trojan/Cavalo de Troia
Alguns malwares podem servir como cavalo de troia e conter spywares que rastream as ações do usuário (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os tipos de spyware?

O spyware abrange diversos softwares espiões que monitoram secretamente e roubam dados do usuário. Estas são as principais categorias:

  • Adwares: coletam dados de navegação para forçar a exibição de anúncios personalizados e invasivos no sistema. É frequentemente propagado como um componente oculto em softwares gratuitos ou piratas;
  • Keyloggers: monitoram e registram cada tecla pressionada fisicamente ou virtualmente no dispositivo infectado. São projetados especificamente para interceptar senhas, números de cartões e mensagens privadas;
  • Monitores de sistema: registram atividades detalhadas do usuário, incluindo capturas de tela, histórico de arquivos e conversas em tempo real. Permitem que o invasor reconstrua toda a rotina digital da vítima;
  • Infostealers: escaneiam o armazenamento do dispositivo em busca de bancos de dados de navegadores, cookies de sessão e carteiras de criptomoedas. O foco é a exportação imediata de credenciais e ativos digitais para servidores remotos;
  • Trojans (Cavalos de Troia): infiltram-se no sistema disfarçados de arquivos legítimos para abrir backdoors para outros ataques ou ameaças cibernéticas. Uma vez ativos, facilitam a instalação de outros spywares e o controle remoto do hardware;
  • Rootkits: operam no núcleo (kernel) do sistema operacional para ocultar a presença de processos maliciosos. Eles garantem que o aplicativo espião permaneça invisível tanto para o usuário quanto para antivírus convencionais;
  • Cookies de rastreamento (web trackers): identificadores que seguem a atividade do usuário entre diferentes domínios e plataformas na internet. São usados para construir perfis comportamentais profundos sem o consentimento explícito.
O teclado do XPS 13 tem retroiluminação em dois níveis (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Keyloggers são ameaças invisíveis que monitoram tudo que é digitado pelo usuário (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como funciona o spyware

O spyware pode infiltrar-se silenciosamente via anexos infectados, sites fraudulentos, softwares “gratuitos” ou redes Wi-Fi desprotegidas. Uma vez ativo, ele opera em segundo plano, garantindo privilégios de administrador para monitorar o sistema sem levantar suspeitas.

A ameaça cibernética captura dados sensíveis em tempo real, como senhas digitadas, históricos de navegação e capturas de tela contínuas. Essas informações são compactadas e transmitidas para servidores remotos, permitindo que criminosos explorem identidades e contas financeiras.

Para evitar a detecção, o aplicativo espião camufla-se como um processo legítimo do sistema operacional para dificultar a identificação por usuários leigos. Ele altera registros profundos para ser executado automaticamente a cada inicialização, resistindo a tentativas superficiais de desinstalação ou limpeza.

Além da espionagem, o spyware consome recursos de processamento, tornando o dispositivo lento e instável ao abrir brechas para outros ataques. Versões avançadas podem até assumir o controle físico de periféricos, transformando microfones e câmeras em ferramentas de vigilância ativa.

Infográfico sobre a atuação de um spyware
Como funciona um spyware (imagem: Reprodução/Keepnet)

É possível identificar um spyware?

Sim, dá para identificar um spyware por meio de uma combinação de ferramentas e análise comportamental do dispositivo. Estes são alguns métodos para verificar se o smartphone ou computador não está sendo vítima de crimes cibernéticos:

  • Desempenho fora do padrão: lentidão súbita, superaquecimento sem uso intenso e consumo excessivo de bateria ou dados costumam indicar processos ocultos em execução;
  • Comportamento de rede: picos de tráfego em horários de ociosidade e conexões com IPs desconhecidos sugerem que informações estão sendo enviadas a servidores externos;
  • Varreduras de segurança: antivírus modernos usam análise comportamental para identificar ameaças inéditas que ainda não possuem uma assinatura digital registrada em bancos de dados;
  • Auditoria de permissões: aplicativos que solicitam acesso desnecessário à câmera, microfone ou acessibilidade podem estar agindo como vetores de espionagem silenciosa;
  • Monitoramento de processos: ferramentas como Gerenciador de Tarefas revelam softwares que se camuflam com nomes de sistema para consumir CPU e memória;
  • Verificação de integridade: mudanças não autorizadas no DNS, na página inicial do navegador ou a presença de novos certificados de segurança indicam invasões de nível root.

O que fazer se eu localizar um spyware no meu dispositivo?

Ao identificar um app espião, é importante agir rápido e seguir os seguintes passos para proteger os dispositivos e os dados:

  • Isole o dispositivo: corte imediatamente conexões Wi-Fi e dados móveis para interromper o envio de informações em tempo real para os servidores do invasor;
  • Entre em Modo Seguro: reinicie o dispositivo em Modo Seguro para impedir que o app espião inicie automaticamente, facilitando a identificação e remoção de apps suspeitos;
  • Faça uma varredura profunda: use um antivírus confiável para escanear o armazenamento, movendo ameaças detectadas para quarentena e deletando arquivos maliciosos;
  • Redefina suas senhas: altere todas as credenciais de contas bancárias e e-mails usando um dispositivo seguro, ativando obrigatoriamente a autenticação de dois fatores (2FA);
  • Atualize o ecossistema: instale todos os patches pendentes do sistema operacional e de aplicativos para corrigir as vulnerabilidades que permitiram a invasão inicial;
  • Restaure o padrão de fábrica: use o reset total de fábrica somente como medida definitiva para eliminar ameaças cibernéticas persistentes que se escondem em pastas protegidas do sistema.
  • Formalize a ocorrência: registre um boletim de ocorrência online para se resguardar legalmente contra o uso indevido de sua identidade e dados roubados pelos criminosos.
Celular com antivírus aberto
Fazer varreduras com antivírus podem ajudar a encontrar ameaças que estão monitorando o dispositivo (imagem: Lucas Braga/Tecnoblog)

Como se proteger contra spywares

Estas são algumas práticas que auxiliam na proteção contra aplicativos espiões:

  • Instale antivírus e antispyware confiáveis: use soluções de segurança que ofereçam proteção em tempo real e varreduras automáticas para detectar ameaças antes que se instalem;
  • Mantenha o sistema e apps atualizados: verifique regularmente as atualizações do sistema operacional e aplicativos para corrigir vulnerabilidades que servem de porta de entrada para invasores;
  • Ative a autenticação de dois fatores (2FA): proteja suas contas com camadas extras de verificação, impedindo o acesso indevido mesmo que as senhas principais sejam interceptadas;
  • Gerencie permissões e extensões do navegador: remova extensões desnecessárias e ajuste as configurações de privacidade para bloquear rastreadores e a coleta de dados de navegação;
  • Habilite o bloqueio de janelas pop-ups: configure o navegador para impedir anúncios intrusivos que podem executar downloads automáticos sem a autorização;
  • Priorize fontes de download oficiais: baixe aplicativos apenas em lojas oficiais ou sites de desenvolvedores verificados, evitando anexos de e-mails desconhecidos e links encurtados.

Qual é a diferença entre spyware e malware?

Spyware é um tipo específico de malware projetado exclusivamente para monitorar e coletar dados sensíveis, como senhas e hábitos de navegação. Sua principal característica é a operação silenciosa, focada no roubo de informações para fins de espionagem ou fraude financeira.

Malware é um termo genérico para qualquer software malicioso desenvolvido para infiltrar, danificar ou explorar sistemas, redes e dispositivos sem permissão. Ele engloba diversas ameaças, como vírus e ransomware, que se espalham por vulnerabilidades para causar destruição direta ou sequestro de dados.

Qual é a diferença entre spyware e stalkerware?

Spyware é um software malicioso infiltrado para coletar dados sensíveis, como senhas e informações bancárias, visando o lucro financeiro ou espionagem. Ele opera de forma oculta, sendo disseminado por meio de links corrompidos ou downloads de arquivos infectados para atingir o maior número de vítimas.

Stalkerware é uma variante invasiva instalada intencionalmente por alguém com acesso físico ao dispositivo para monitorar mensagens, localização e chamadas de uma vítima específica. Diferente de outras ameaças, ele é frequentemente comercializado como “aplicativo de controle parental” para camuflar o assédio e o controle interpessoal.

O que é spyware? Veja os tipos e o funcionamento dos apps espiões

(imagem: Vladimir Fedotov/Unsplash)

Saiba como proteger seu dispositivo de um cavalo de Troia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O teclado do XPS 13 tem retroiluminação em dois níveis (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Descubra os melhores antivírus para seu smartphone Android (Imagem: Lucas Braga / Tecnoblog)
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O que é backdoor em computação? Saiba como a vulnerabilidade funciona e os riscos

O que é backdoor em computação? (Imagem: Compare Fibre/Unsplash)
Backdoors são fundamentais para os hackers (Imagem: Compare Fibre/Unsplash)

Backdoor é uma “porta dos fundos” que permite a um invasor acessar o sistema operacional do computador, software ou servidor sem que os protocolos de segurança detectem sua presença.

Esse recurso é usado principalmente por criminosos para o vazamento de dados sigilosos, roubo de credenciais ou ataques coordenados em servidores. No entanto, profissionais de tecnologia também podem usar o recurso para fazer manutenção de dispositivos e programas que apresentam erros complexos.

A seguir, entenda em detalhes o que é backdoor, seu funcionamento e quais são os principais tipos. Explicaremos também como se proteger caso detecte uma invasão.

O que é backdoor?

Backdoor é uma técnica que permite acessar um computador, rede, sistema operacional ou software sem precisar passar por protocolos de segurança, como criptografia ou autenticação. Esse método cria um ponto de acesso “invisível” que busca contornar módulos responsáveis pela validação de cada tentativa de acesso de um usuário.

A técnica pode ser usada por profissionais de manutenção e engenheiros de software na resolução de problemas complexos de sistemas, ou por usuários mal-intencionados que buscam invadir computadores sem autorização.

Como funciona um backdoor?

O backdoor funciona alterando códigos de registro de um software, sistema ou uma rede, permitindo a criação de um ponto de acesso remoto permanente. Esses códigos podem ser alterados pelo próprio usuário de forma involuntária, ao baixar e executar um arquivo infectado, por exemplo.

Em seguida, pelo backdoor, é feita a alteração de arquivos de configuração para que o ponto de acesso se mantenha ativo mesmo com a reinicialização do sistema operacional. O criminoso, então, se conecta remotamente à porta recém-aberta sem precisar passar por módulos de segurança ou criptografia.

Dessa forma, o invasor consegue alterar permissões do sistema operacional, garantindo privilégios de root ou administrador sem que o usuário saiba, já que o tráfego de sua conexão é mascarado por novos protocolos de rede.

Tendo acesso total, o criminoso pode instalar novos malwares, roubar dados sigilosos, manipular arquivos e até inutilizar softwares ou sistemas.

Quais são os tipos de backdoor?

É possível encontrar diferentes tipos de backdoor, tendo propósitos, métodos e objetivos diferentes. Alguns são escondidos em sites, outros em arquivos infectados, podendo enganar o sistema das seguintes formas:

  • Rootkits: os rootkits atuam no kernel do sistema operacional, utilizando técnicas para alterar dados e informações do núcleo, interceptando solicitações do sistema, ocultando arquivos e alterando chaves de registro. Os rootkits são projetados para serem invisíveis, tornando sua detecção extremamente difícil;
  • Bootkits: os bootkits são uma evolução dos rootkits, afetando o boot do sistema operacional. Podem desativar mecanismos de segurança antes da inicialização do kernel, sendo os primeiros comandos a serem executados pelo processador;
  • Cavalo de Troia: Cavalo de Troia é um trojan que tem um código malicioso inserido em um software legítimo, sendo indetectável por sistemas de segurança. É um dos tipos mais comuns, visto que podem estar disfarçados em jogos, arquivos ou softwares, executando funções silenciosas em segundo plano;
  • Backdoor de firmware e hardware: atua em controladores de disco do sistema, chips da placa-mãe, além de outras peças físicas do computador. Esse backdoor não pode ser removido pela formatação ou na alteração do sistema operacional;
  • Backdoor de rede: um backdoor de rede atua na exploração de protocolos de rede mal configurados, enviando comandos específicos para a abertura de portas de acesso remoto. São encontrados em roteadores e servidores, por exemplo, permitindo que o invasor se conecte através de portas ocultas e contornando firewalls de rede;
  • Backdoor administrativo: tipo de backdoor que permite o acesso a sistemas sem autorização por meio de contas de usuário inseridas no código-fonte por desenvolvedores ou profissionais de manutenção. É basicamente uma “senha secreta” que foi inserida por alguém sem consentimento do usuário;
  • Backdoor para cryptojacking: uso de poder de processamento do computador para a mineração de criptomoedas. Comandos são inseridos em softwares, que, ao serem instalados no computador, passam a utilizar o processamento de GPU e CPU para monetização, consumindo energia da vítima;
ilustração sobre o malware Trojan/Cavalo de Troia
Cavalo de Troia é um exemplo de backdoor (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são os riscos de um backdoor em computação?

  • Exposição a ataques: ter um backdoor instalado no computador permite que o invasor acesse seu dispositivo quando quiser;
  • Vazamento de dados: um backdoor pode realizar roubo de dados e o vazamento de informações sigilosas de empresas ou governos, por exemplo;
  • Transformação em Botnet: Botnet é a criação de uma rede de dispositivos “zumbis”, com a intenção de realizar golpes e ataques cibernéticos por meio do controle do sistema via backdoor;
  • Espionagem: um hacker pode acessar seu sistema sem intenção de modificar configurações, instalar softwares ou roubar dados. Por serem indetectáveis, alguns tipos de backdoor permitem que o golpista apenas o observe durante dias, meses ou anos;
  • Movimentação Lateral: ao acessar um sistema via backdoor, o criminoso pode se “movimentar” em servidores, atingindo todos os dispositivos que estiverem conectados a uma mesma rede;
  • Controle total remotamente: a partir da instalação de um backdoor, o invasor pode ter controle total do sistema remotamente, podendo alterar configurações, desativar softwares de segurança e executar programas maliciosos sem a sua permissão.

Como se proteger contra um backdoor?

A melhor forma de se proteger de um ataque de backdoor é a identificação de atividades suspeitas e a prevenção. Realize auditorias de sistema e redes regularmente para verificar se há algum arquivo malicioso sendo executado em segundo plano.

É comum que um backdoor aumente o processamento de GPU, CPU ou tráfego de rede repentinamente. Assim, o uso de ferramentas de monitoramento é crucial para detecção. Outra maneira de se proteger desse tipo de ataque é verificando a existência de portas TCP/UDP abertas sem motivo.

Usuários avançados de tecnologia e cibersegurança também podem implementar soluções de EDR (Endpoint Detection and Response) e honeypots. Um EDR monitora os nós da rede em busca de comportamentos de persistência, comuns em backdoors. Ou seja, caso um arquivo malicioso tente alterar chaves de registro ou realizar a abertura de portas, o sistema irá bloquear a ação.

Já honeypot é um sistema desprotegido criado para funcionar como uma armadilha para invasores. Ao ter esse sistema invadido por uma porta oculta, o usuário é alertado sobre a possibilidade do sistema verdadeiro também ser comprometido, podendo interromper o acesso previamente.

É possível remover um backdoor no sistema?

Sim, mas o método varia de acordo com o tipo de backdoor. Em rootkits, é necessário executar ferramentas específicas para encontrar os arquivos maliciosos presentes no kernel do sistema operacional, já em bootkits é preciso usar o disco de recuperação do Windows ou Linux para reconstruir as instruções de boot do sistema.

No caso do Cavalo de Troia ou do criptojacking, o usuário deverá encontrar o arquivo malicioso e limpá-lo da memória do PC para que não inicialize novamente, fazendo a desinstalação, caso necessário.

Ilustração de placa-mãe de PC
Backdoors de hardware podem inutilizar componentes do PC (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Backdoor de firewall e hardware podem ser considerados os mais difíceis de remover, já que o invasor infectou chips internos e peças físicas. Em casos extremos, será necessário substituir os componentes.

Já em um backdoor de rede, reinicializar o servidor ou roteador — fazendo a alteração de credenciais — pode resolver o problema. Enquanto que, em um backdoor administrativo, o usuário deve verificar se existem usuários ocultos com permissão de acesso ao seu sistema operacional.

Backdoor é considerado um vírus?

Não, já que o vírus cria cópias de si mesmo para infectar outros arquivos, enquanto que o backdoor é apenas um caminho de acesso livre criado por um invasor. Ou seja, um criminoso pode usar um backdoor para atacar o sistema operacional com um vírus, ou usar um vírus para a criação de um backdoor.

Qual é a diferença entre backdoor e trojan?

Backdoor é um recurso que possibilita a invasão em um computador, infraestrutura, sistema ou programa malicioso ignorando barreiras de proteção, como autenticação e criptografia, por exemplo.

Já o trojan é uma modalidade de software malicioso que se mascara como um item legítimo para convencer o usuário a baixá-lo em seu aparelho. Ao ser acionado pelo indivíduo, ele permite monitorar o comportamento, subtrair informações e baixar outros vírus, embora não possua a capacidade de se propagar para os demais arquivos do sistema.

Qual é a diferença entre backdoor e malware?

O backdoor é uma funcionalidade que viabiliza o acesso a uma máquina, rede, sistema operacional ou aplicação burlando protocolos rígidos de segurança. É por meio de um backdoor que malwares são instalados em sistemas ou servidores para roubo de dados, por exemplo.

Malwares são programas mal-intencionados desenvolvidos para comprometer ou tirar proveito de um dispositivo ou infraestrutura digital. Suas atividades abrangem desde a subtração de informações até a paralisação de serviços, prejudicando os alvos de diferentes formas.

O que é backdoor em computação? Saiba como a vulnerabilidade funciona e os riscos

Saiba como proteger seu dispositivo de um cavalo de Troia (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Você deve analisar capacidades e questões de compatibilidade ao escolher uma placa-mãe (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

ilustração sobre LGPD mostra a estátua da Justiça segurando uma balança. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
ANPD pode ganhar independência funcional para aplicar sanções (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Câmara dos Deputados aprovou a Medida Provisória que transforma a ANPD em uma agência reguladora com autonomia administrativa e financeira.
  • Com isso, a ANPD poderá regular o ECA Digital, fiscalizando controle parental e proibindo loot boxes para proteger menores online.
  • A medida, no entanto, ainda não está valendo e segue para análise do Senado Federal.

A Câmara dos Deputados aprovou, nessa segunda-feira (09/02), a Medida Provisória 1.317 de 2025, que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em uma agência reguladora. O texto, de autoria do governo federal, recebeu 271 votos favoráveis e 127 contrários. Com a aprovação, a matéria segue agora para análise do Senado Federal.

A mudança altera a natureza jurídica do órgão. Até então vinculada à Presidência da República, a ANPD passa a ser uma autarquia de natureza especial vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Na prática, essa nova roupagem jurídica assegura à autoridade independência funcional, técnica e decisória, além de autonomia administrativa e financeira, equiparando-a a órgãos como a Anatel ou a Anvisa.

O que muda com a nova regulação?

A nova estrutura ainda não está valendo, pois precisa ser aprovada no Senado Federal. No entanto, ela permite que a agência gerencie patrimônio próprio e mantenha sede definitiva em Brasília. Para viabilizar a transição, a MP foca na profissionalização do quadro de funcionários. O texto aprovado cria a Carreira de Regulação e Fiscalização de Proteção de Dados, destinada a especialistas que atuarão diretamente no controle de dados pessoais e inspeções técnicas.

Essa medida transforma 797 cargos efetivos vagos de agentes administrativos em 218 cargos efetivos de especialista em regulação, além de criar 26 novos cargos de comissão ou confiança, de acordo com o Poder360.

Essa reestruturação terá um impacto fiscal de R$ 5,1 milhões por ano. Além do reforço no pessoal, a ANPD passa a contar com um órgão de auditoria interna próprio. O objetivo é fortalecer a fiscalização da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) em todo o país, garantindo que a agência tenha recursos para aplicar sanções e auditar empresas de forma independente.

Fiscalização do ECA Digital e proteção de menores

A nova agência reguladora terá um papel fundamental na execução do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) Digital. Originada no PL 2.628 de 2022, a norma estabelece regras rígidas para proteger menores de idade no ambiente online, combatendo a exposição a conteúdos violentos e a publicidade predatória.

Entre as novas atribuições da ANPD está a fiscalização de ferramentas de controle parental e a proibição de loot boxes — as polêmicas caixas de recompensa em jogos eletrônicos. A agência deverá assegurar ainda que plataformas digitais criem canais de denúncia acessíveis e combatam a “adultização” precoce na rede.

Câmara aprova MP para transformar ANPD em agência reguladora

A LGPD protege todos os dados pessoais de titulares (imagem: Vitor Pádua/ Tecnoblog)
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