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Epic Games demite mais de mil funcionários após queda de engajamento em Fortnite

A crise que atinge a indústria de jogos eletrônicos acaba de fazer sua vítima mais notável até agora. A Epic Games anunciou nesta terça-feira (24) o corte de mais de 1.000 postos de trabalho, uma decisão motivada pela queda no engajamento de seu principal título, o battle royale Fortnite, de acordo com informações da agência Reuters.

De acordo com um comunicado enviado pelo CEO Tim Sweeney aos funcionários, a empresa está gastando “muito mais do que estamos ganhando”. Para estancar a sangria, a Epic planeja economizar cerca de US$ 500 milhões por meio da redução de gastos com marketing, contratações e a eliminação de cargos abertos.

O fim da “magia” constante?

Embora o gênero de “jogos como serviço” tenha se mostrado resiliente nos últimos anos, manter o interesse do público exige um fluxo constante e caríssimo de novos conteúdos. Sweeney admitiu que a empresa enfrentou desafios para entregar a “magia de Fortnite” de forma consistente e que as condições atuais do mercado são as mais extremas desde a fundação da Epic, em 1991.

Um ponto importante destacado pelo CEO é que as demissões não estão relacionadas à inteligência artificial. Em um momento de medo generalizado de que a tecnologia substitua desenvolvedores, Sweeney fez questão de reforçar que os cortes são uma medida puramente financeira para garantir a sobrevivência da operação.

Esta é a segunda grande rodada de demissões da Epic Games em menos de três anos; em setembro de 2023, a empresa já havia cortado 830 funcionários. No entanto, ela não está sozinha:

  • EA e Amazon: gigantes como Electronic Arts e a divisão de games da Amazon também realizaram cortes em massa recentemente.
  • Custo de hardware: a alta nos preços dos chips de memória também pressiona o setor, elevando os custos de semicondutores e forçando fabricantes de consoles a reajustar preços.

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Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Fundo com as cores do Google nas laterais, branco no centro e um smartphone exibindo o logo da Play Store
Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store (imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Google Play Store reduziu taxa padrão de transações de 30% para 20%;
  • Desenvolvedores podem usar sistemas de pagamento próprios, mas pagarão uma taxa adicional de 5% se mantiverem sistema de faturamento da Google;
  • mudanças entram em vigor até 2027, variando por região, como parte de um acordo entre Google e Epic Games.

A guerra entre Google e Epic Games caminha para um desfecho que afeta toda a indústria de aplicativos no ecossistema do Android. A principal mudança oriunda de um acordo entre as partes está na redução de 30% para 20% na taxa que a Google Play Store cobra para transações feitas em apps distribuídos pela loja.

Na prática, as mudanças reduzirão os custos dos desenvolvedores referentes à distribuição de software na Google Play Store, o que pode resultar em aplicativos mais baratos para o usuário, bem como em assinaturas ou compras mais acessíveis.

Para entendermos como, é preciso, antes, conhecermos cada mudança na plataforma.

O que muda na Google Play Store, de fato?

Comecemos pela taxa sobre compras dentro do aplicativo (IAP, na sigla em inglês). Para novas instalações (app instalado pela primeira vez em um dispositivo), a taxa caiu de 30% para 20%.

Para desenvolvedores que participarem das iniciativas Apps Experience Program (novidade) e Google Play Games Level Up (programa reformulado), as taxas de IAP serão de 20% em aplicativos já instalados e de 15% para novas instalações.

Outra mudança está nas assinaturas recorrentes (para aplicativos que exigem pagamento mensal, por exemplo), cuja taxa caiu de 15% para 10%.

No centro de todas essas reduções de taxas está outra mudança importante: cada pagamento realizado dentro de um aplicativo ou jogo distribuído via Google Play Store só podia ser executado por meio do sistema de faturamento da própria plataforma; isso deixará de ser obrigatório.

Seguindo uma mudança iniciada há alguns meses, a loja permitirá que os desenvolvedores usem sistemas de pagamento próprios ou de terceiros para efetuar cobranças.

Porém, o desenvolvedor que preferir usar o sistema de faturamento da Google Play Store deverá pagar uma taxa adicional de 5% sobre o valor de cada transação. Essa porcentagem foi confirmada para os Estados Unidos, países do Espaço Econômico Europeu (EEE) e Reino Unido. Em outros mercados, essa porcentagem poderá ser diferente.

Aliás, os usuários estarão menos dependentes da própria Play Store. Outra decisão oriunda do acordo é a criação do programa Lojas de Aplicativos Registradas (em tradução livre), que permitirá que usuários de Android lidem com um processo de instalação mais simples de apps que são distribuídos por outras plataformas.

Ilustração que descreve as principais mudanças na Google Play Store
Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)

Quando as mudanças na Play Store entram em vigor?

As novas políticas da Google Play Store entrarão em vigor em datas diferentes, de acordo com cada país. O cronograma de implementação ficou assim:

  • até 30 de junho de 2026: países do EEE, Estados Unidos e Reino Unido;
  • até 30 de setembro de 2026: Austrália;
  • até 31 de dezembro de 2026: Coreia do Sul e Japão;
  • até 30 de setembro de 2027: demais países.

Epic Games comemora mudanças na Play Store

É importante relembrar que essas mudanças são consequência de um processo antitruste que a Epic Games move contra o Google desde 2020. A desenvolvedora de títulos como Fortnite acusa o Google de práticas anticompetitivas.

Na ação, a Epic Games se queixa principalmente da taxa padrão de 30% cobrada até então pelo Google sobre compras feitas em aplicativos distribuídos via Play Store, e de dificuldades de acesso a serviços de pagamento que cobram porcentagens mais baixas.

As disputas nos tribunais começaram a caminhar para o fim em novembro de 2025, quando Google e Epic Games anunciaram um acordo que resultou nas mudanças descritas aqui. No X, o CEO da Epic celebrou esta, digamos, vitória:

O Google está abrindo o Android completamente, com suporte robusto para lojas concorrentes, sistemas de pagamento de terceiros e melhores condições para todos os desenvolvedores. Portanto, resolvemos todas as nossas disputas no mundo todo. OBRIGADO, GOOGLE!

Fortnite retornará à Google Play Store em breve, no mundo todo. A Epic Games Store continuará oferecendo suporte ao Android globalmente, além do Windows e do Mac, e a instalação no Android ficará muito mais fácil ainda em 2026.

Tim Sweeney, CEO da Epic Games

Em vitória da Epic Games, Google reduz taxas da Play Store; veja como ficou

Google Play Store (Imagem: Vítor Pádua/Tecnoblog)

Play Store passa por mudanças importante após acordo (imagem: reprodução/Google)
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CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google
Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)
Resumo
  • A Justiça dos EUA permitiu que a Apple cobre taxas razoáveis por compras em apps com métodos de pagamento externos, revertendo uma proibição de abril de 2025.
  • Tim Sweeney, CEO da Epic Games, celebrou a decisão, afirmando que ela encerra as regras que permitiam taxas “absurdas” da Apple.
  • A decisão judicial exige que as taxas sejam baseadas em custos genuínos e necessários para coordenar links externos para compras.

A Justiça dos Estados Unidos decidiu que a Apple pode cobrar taxas razoáveis por compras feitas em apps usando meios de pagamento externos, revertendo parcialmente uma decisão anterior. Tim Sweeney, CEO da Epic Games, demonstrou estar satisfeito com o resultado.

Para o executivo, o veredito “encerra totalmente” as regras da App Store que permitem que a Apple cobre “taxas absurdas”. “Depois de anos de obstruções da Apple, finalmente veremos mudanças em larga escala”, celebrou.

Imagem de um celular exibindo a tela do jogo Fortnite com vários personagens e elementos coloridos. No centro, destaque para uma personagem feminina com roupas pretas e azuis, um personagem em um carrinho de supermercado, um personagem vestido de frango e outros personagens com armas e instrumentos musicais. Ao fundo, há um carro esportivo amarelo, um dragão roxo e veículos voadores. Fundo gradiente azul e amarelo.
Fortnite voltou a ser oferecido no iPhone no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

“Se você quer que um app passe por um processo de revisão com links externos, talvez haja muitas centenas de dólares em taxas associadas a cada envio”, prevê o executivo. Ele pondera que isso é ”perfeitamente razoável”: “Há pessoas na Apple fazendo essas coisas, e a Apple paga o salário delas, e nós devemos contribuir para isso.”

O que a Justiça dos EUA decidiu sobre as taxas da Apple?

Um painel de três juízes liberou novamente a cobrança de taxas em transações feitas usando métodos de pagamento externos à App Store, proibidas desde abril de 2025.

No entanto, a decisão determina que a comissão deve ser baseada nos “custos genuína e razoavelmente necessários para a coordenação de links externos para compras vinculadas, mas nada além disso”, nas palavras da sentença.

Imagem mostra um close-up de um smartphone iPhone sendo segurado numa mão. A tela exibe o ícone da App Store. Abaixo do ícone, as palavras "Buscar" e "Resgatar" aparecem em uma barra escura, sugerindo opções dentro da loja de aplicativos. Na parte inferior direita, está o logo do "Tecnoblog".
App Store é a loja de aplicativos e jogos da Apple (foto: André Fogaça/Tecnoblog)

Além disso, o veredito avalia que a Apple “tem direito a alguma compensação pelo uso de suas propriedades intelectuais que são diretamente usadas para permitir que a Epic e outras [desenvolvedoras] concluam vendas externas”.

Relembre o processo da Epic Games contra a Apple

Essa é a decisão mais recente de uma briga que começou lá em 2020, com a Epic questionando as cobranças da loja de aplicativos do iPhone.

Em 2021, o tribunal determinou que os desenvolvedores poderiam oferecer opções externas de pagamento, sem depender do processamento da App Store. A Apple cumpriu as ordens, mas continuou cobrando comissões de até 27% nesses casos.

Em abril de 2025, a juíza do caso, Yvonne Gonzalez Rogers, considerou que essas taxas e outras regras impostas pela fabricante do iPhone eram abusivas e representavam uma violação intencional da sentença.

Por isso, a corte proibiu a cobrança dessas taxas, além de determinar que a Apple não poderia ter regras sobre como links para pagamentos externos deveriam aparecer nos aplicativos. O recurso julgado nessa quinta-feira (11/12) diz respeito a essa decisão.

Vale dizer que a Epic também processou o Google. As duas empresas anunciaram um acordo em novembro de 2025, com mudanças relevantes na Play Store.

Com informações do The Verge e da Reuters

CEO da Epic Games comemora decisão contra Apple: “Fim das taxas absurdas”

Tim Sweeney, CEO da Epic Games, no campus do Google (imagem: X/Tim Sweeney)

Fortnite volta a ser oferecido no mercado americano após briga nos tribunais (imagem: divulgação)

App Store no iPhone (foto: André Fogaça/Tecnoblog)
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