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Claude Mythos conseguiu hackear o macOS

Ilustração sobre o macOS
Técnica conseguiu burlar nova tecnologia de proteção da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Pesquisadores usaram a nova IA Mythos, da Anthropic, para burlar proteções avançadas do macOS.
  • A falha permite acesso a áreas restritas do dispositivo, incluindo a tecnologia desenvolvida para proteger a memória dos dispositivos.
  • A equipe entregou um relatório de 55 páginas à Apple, que afirmou estar revisando o material.

Pesquisadores da startup de segurança Calif afirmam ter descoberto uma nova forma de burlar proteções avançadas do macOS. A descoberta foi feita com apoio do Mythos, inteligência artificial da Anthropic, durante testes realizados em abril.

Segundo o Wall Strett Journal, o exploit dá ao invasor acesso a áreas restritas do dispositivo, mirando tecnologias que a Apple levou anos para desenvolver. A equipe da Calif entregou um relatório de 55 páginas aos engenheiros da Apple pessoalmente, na sede da companhia, em Cupertino.

A Apple afirmou que está revisando o material e disse que leva relatos de vulnerabilidades potenciais “muito a sério”.

Ataque direcionado à memória do Mac

A técnica usada pela empresa de segurança não foi completamente divulgada e deve ser detalhada apenas após a correção dos bugs pela Apple. De acordo com o WSJ, ela parte da combinação de dois bugs com uma série de métodos voltados à corrupção de memória no Mac.

Esse tipo de falha pode permitir que um invasor amplie os privilégios dentro do sistema — o chamado escalonamento de privilégios —, acessando áreas normalmente isoladas.

O alvo seria justamente o Memory Integrity Enforcement (MIE), uma proteção reforçada às memórias dos dispositivos, anunciada pela Apple no ano passado. A tecnologia promete detectar e bloquear formas comuns de corrupção na memória, e cobre superfícies críticas em ataques, como o kernel.

A big tech afirma ter levado cerca de cinco anos de desenvolvimento da tecnologia, mas bastaram cinco dias para que os pesquisadores construíssem o código capaz de explorar as falhas, com ajuda do Claude, modelo de linguagem que é base do Mythos.

O que é o Mythos?

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
Novo modelo ainda é restrito à investigação de bugs (imagem: divulgação)

O Mythos é um software de IA da Anthropic voltado à auditoria de código e pesquisa de segurança. Anunciado no início de abril, o modelo está em beta e tem acesso restrito a integrantes do Project Glasswing, um consórcio de empresas de tecnologia como Apple e Google, voltado à cibersegurança.

No anúncio, a Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas em “todos os maiores sistemas operacionais”, e deve continuar como uma ferramenta de uso limitado por esse potencial.

No caso da falha no MIE, o CEO da Calif, Thai Duong, destacou que o Mythos funcionou como um multiplicador da capacidade humana no ataque, ajudando na investigação, organização e reprodução de padrões, mas que precisou de supervisão humana.

IA de segurança entra no radar do governo dos EUA

A velocidade desse tipo de descoberta preocupa especialistas. No início de 2026, a IA da Anthropic encontrou mais de 100 vulnerabilidades de alta gravidade no Firefox em apenas duas semanas, algo que levaria dois meses em condições normais.

Esse salto deu força ao termo Bugmageddon, usado para descrever uma possível onda de vulnerabilidades descobertas com auxílio de IA. O receio é que as falhas passem a surgir mais rápido do que empresas e equipes de TI conseguem corrigi-las.

Isso também faz com que Washington esteja de olho no avanço dessas ferramentas. Segundo o WSJ, autoridades dos Estados Unidos passaram a reavaliar a forma como modelos de IA capazes de encontrar vulnerabilidades devem ser supervisionados.

O país avalia, inclusive, dar ao governo federal maior autoridade sobre modelos de IA com tamanho potencial.

Claude Mythos conseguiu hackear o macOS

O macOS é sistema operacional usado nos computadores da Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)
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Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

imagem de uma moeda de bitcoin e um painel de analise de mercado ao fundo
Usuário teria perdido acesso à carteira há mais de uma década (imagem: Andre Francois McKenzie/Unsplash)
Resumo
  • Claude ajudou um usuário a recuperar 5 BTC (Bitcoin) perdidos há 11 anos, avaliados em aproximadamente R$ 1,9 milhão.
  • Segundo o usuário, a IA da Anthropic foi a única alternativa após ter testando cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha.
  • A IA cruzou informações e recuperou um backup do arquivo wallet.dat, permitindo que o usuário descriptografasse as chaves privadas.

Um usuário afirma ter conseguido recuperar sua carteira digital de Bitcoin que estava inacessível há 11 anos. Identificado na rede social X como Cprkrn, ele afirma ter usado o Claude, chatbot de IA da Anthropic, para localizar arquivos antigos que permitiram reabrir o acesso a 5 BTC.

A história viralizou depois que o usuário publicou o relato na rede social e agradeceu à Anthropic e ao CEO da empresa, Dario Amodei. De acordo com o site Dexerto, no momento, o Bitcoin era negociado por volta de US$ 79,6 mil (cerca de R$ 394 mil), o que colocava o valor total recuperado em aproximadamente US$ 398 mil (R$ 1,9 milhão).

O usuário teria comprado os bitcoins ainda na faculdade, por cerca de US$ 250 a unidade. No entanto, segundo ele, alterou a senha da carteira enquanto estava sob efeito de entorpecentes e esqueceu a combinação.

Como o Claude ajudou na recuperação?

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude auxiliou na organização e verificação de arquivos (imagem: divulgação)

Antes de recorrer ao Claude, o usuário afirma ter tentado recuperar a carteira por conta própria durante anos, mas nenhuma das várias combinações de senha tentadas funcionou. De acordo com o relato, foram cerca de 3,5 trilhões de combinações de senha testadas.

Em um print, o usuário mostra um resumo do processo feito pelo Claude, incluindo o uso de ferramentas conhecidas de recuperação, como BTCRecover e Hashcat, usadas para testar variações de senha em carteiras antigas. O processo incluiu:

  • 34 bilhões de senhas testadas pelo BTCRecover
  • 3,4 trilhões de combinações testadas pelo Hashcat

Last tweet + muting, asked Claude to summarize our recovery efforts:

TLDR, tried ~3.5 trillion passwords + none worked, ended up matching an old seed phrase found in a college notebook with an old wallet file 🙂 pic.twitter.com/iOaIIVsiHd

🍜 (@cprkrn) May 13, 2026

O caminho ficou mais fácil após o homem encontrar uma frase de segurança em um caderno antigo, que permitiu chegar a senhas antigas da carteira. Após isso, o Claude vasculhou arquivos para identificar um backup do wallet.dat — que armazena dados de acesso — que ainda poderia abrir com a senha antiga.

Isso se concretizou, finalmente, em um computador antigo que ele utilizava na faculdade. Com todas as informações disponíveis, o Claude orientou a análise até chegar a descriptografia.

Não houve hack

O site Dexerto destaca que o Claude não quebrou a criptografia da carteira, nem invadiu nenhum sistema. Ela apenas encontrou credenciais legítimas que ainda estavam salvas em backups antigos.

A IA ajudou a identificar que o algoritmo correto envolvia a combinação entre sharedKey e senha. Depois disso, o Claude usou o BTCRecover para descriptografar as chaves privadas e permitir a recuperação dos 5 BTC.

No X, o dono dos bitcoins revela que a senha que causou o bloqueio era “lol420fuckthePOLICE!*:)”.

Claude ajuda homem a recuperar quase R$ 2 milhões em Bitcoin

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
Daybreak deve rivalizar com o Claude Mythos, da Anthropic (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI lançou o Daybreak, uma inteligência artificial projetada para prever e prevenir ataques cibernéticos.
  • O Daybreak analisa o código-fonte de uma organização, simula ataques e identifica vulnerabilidades para aplicar correções automatizadas.
  • A novidade é uma resposta ao lançamento do Claude Mythos pela Anthropic, uma IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

A OpenAI anunciou ontem (11/05) a chegada do Daybreak, uma inteligência artificial desenvolvida especialmente para o setor de segurança da informação corporativa. A ferramenta promete antecipar ameaças digitais, vasculhando sistemas em busca de vulnerabilidades e aplicando correções antes que cibercriminosos tenham a chance de explorá-las.

Não é uma novidade voltada para o público geral, mas preenche um vazio importante no portfólio da companhia liderada por Sam Altman, que até então não contava com uma solução dedicada à proteção de grandes infraestruturas. De quebra, o lançamento coloca a criadora do ChatGPT em disputa direta com a rival Anthropic, que há pouco lançou o Claude Mythos — IA considerada “perigosa demais” pela própria empresa.

Como o Daybreak funciona?

Segundo a OpenAI, a novidade vai além de um modelo de linguagem comum. Na verdade, é um pacote que une as versões mais recentes das IAs da empresa. Seu grande trunfo é a criação de um modelo feito sob medida para cada organização que contrata o serviço.

O processo começa com a leitura do código-fonte do cliente. Para isso, a ferramenta utiliza o agente do Codex Security — sistema voltado para revisão de programação lançado em março. Após essa varredura profunda, a IA veste o chapéu de um invasor: ela simula o pensamento hacker e mapeia as rotas com maior probabilidade de sucesso em um ataque real.

Nova IA da OpenAI foca em proteger infraestruturas corporativas (imagem: reprodução/OpenAI)

Com as vulnerabilidades identificadas, o Daybreak valida rapidamente quais delas representam riscos práticos no dia a dia da empresa. A etapa final é a ação corretiva automatizada. O sistema isola a ameaça, dispara alertas precisos para a equipe de TI e aplica as correções prioritárias.

Todo esse motor é alimentado por uma nova geração de modelos focados em lógica de programação e defesa de redes, incluindo o recém-anunciado GPT-5.5 e o modelo especializado GPT-5.5-Cyber.

Empresa quer rival para o Claude Mythos

Há pouco mais de um mês, a Anthropic agitou o mercado ao revelar o Claude Mythos. O modelo seria capaz de realizar capacidades analíticas tão impressionantes que a própria desenvolvedora o considerou perigoso demais para o público geral, temendo sua utilização na criação de malwares devastadores.

A estratégia da Anthropic foi restringir o Mythos a um grupo corporativo seleto. O plano de isolamento, porém, falhou. Investigações posteriores revelaram que a infraestrutura da companhia sofreu violações, concedendo acesso não autorizado aos recursos da ferramenta e gerando um enorme constrangimento.

Ciente do tropeço da concorrência, a OpenAI adotou um tom bem cauteloso. A dona do ChatGPT destacou que o desenvolvimento e a implementação do Daybreak estão sendo conduzidos em parceria estreita com especialistas da indústria e agências governamentais.

O objetivo central é garantir proteções rigorosas para que os modelos permaneçam exclusivamente nas mãos de defensores, evitando que a solução se transforme em um novo problema de segurança.

Daybreak: OpenAI lança IA que prevê ataques cibernéticos

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Estudo analisou os tipos de orientações mais solicitados à IA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Usuários recorrem à IA da Anthropic com pedidos de orientação pessoal em 6% das interações.
  • A dona do Claude analisou 1 milhão de conversas e constatou que as áreas de saúde, carreira, relacionamentos e finanças recebem mais pedidos desse tipo.
  • A Anthropic também identificou que a IA tende a concordar excessivamente com o usuário em 9% das conversas de aconselhamento, chegando a 38% em questões de espiritualidade.

Usuários continuam recorrendo à IA para tomar decisões da vida cotidiana. Um estudo da Anthropic analisou cerca de 1 milhão de conversas no Claude e identificou que aproximadamente 6% delas envolvem pedidos de orientação pessoal.

Dentro desse grupo, 76% das interações se concentram em quatro temas: saúde e bem-estar (27%), carreira (26%), relacionamentos (12%) e finanças (11%). As dúvidas vão desde interpretar exames médicos e lidar com doenças até buscar emprego, mudar de área ou negociar salário.

Segundo a empresa, os dados foram usados para treinar seus modelos de IA mais recentes, Claude Opus 4.7 e Claude Mythos Preview, com foco em melhorar a qualidade das respostas em situações sensíveis.

IA tende a concordar demais

O levantamento também analisou a tendência da IA de concordar excessivamente com o usuário. No geral, isso aparece em 9% das conversas de aconselhamento, mas sobe para 25% quando o tema envolve relacionamentos e chega a 38% em questões de espiritualidade.

De acordo com a Anthropic, isso significa que o sistema pode reforçar visões unilaterais. Em alguns casos, a IA concordou que terceiros estavam errados sem ter contexto completo; em outros, validou interpretações subjetivas, como a possível presença de interesse romântico em interações neutras.

A companhia afirmou que vem ajustando o treinamento para reduzir esse padrão e tornar as respostas mais equilibradas, especialmente em temas pessoais e de maior carga emocional.

Vale lembrar que essa preocupação não é nova e já apareceu antes, com a rival OpenAI. No ano passado, o CEO Sam Altman afirmou que conversas com chatbots não contam com sigilo legal, o que torna desaconselhável tratar assuntos sensíveis ou muito pessoais com esse tipo de sistema.

A declaração ocorreu pouco antes do caso do jovem de 16 anos que cometeu suicídio após usar o ChatGPT.

Ainda assim, mais de 12 milhões de usuários no Brasil utilizam a IA como terapeuta, segundo levantamento do UOL.

Usuários pedem à IA ajuda sobre carreira e amor, diz Anthropic 

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Mozilla usou inteligência artificial para varrer o código do navegador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Firefox 150 corrigiu 271 falhas de segurança após análise do Claude Mythos Preview, nova IA da Anthropic.
  • O Claude Mythos teve acesso antecipado ao código do navegador e realizou o trabalho de pesquisadores.
  • A Mozilla, no entanto, levanta um alerta para o ecossistema open source, já que hackers também podem acessar a IA com outros interesses.

A Mozilla lançou o Firefox 150 ontem (21/04), mas desta vez com um diferencial nos bastidores: 271 falhas de segurança foram corrigidas após análise de uma IA. O feito foi possível graças ao acesso antecipado ao Claude Mythos Preview, o mais novo e avançado modelo de IA da Anthropic, que vasculhou todo o código do navegador.

A parceria entre as duas empresas já vinha rendendo frutos. No mês passado, a equipe usou um modelo anterior da Anthropic para encontrar 22 bugs críticos no código do Firefox 148. O salto expressivo em poucas semanas, no entanto, revela o real poder de fogo do Mythos.

Em uma publicação no blog oficial, a fundação indicou que a nova ferramenta consegue compreender a complexa lógica de programação tão bem quanto os melhores pesquisadores do mercado.

IA da Anthropic ajudou a poupar recursos

Historicamente, a vantagem sempre pendeu para o lado dos invasores. Como explicou o diretor de tecnologia do Firefox, Bobby Holley, em entrevista à revista Wired, eles só precisam achar uma única brecha esquecida no sistema para causar um desastre, enquanto a defesa precisa blindar toda a estrutura.

Antes de IAs como a Mythos entrarem em cena, as defesas combinavam isolamento de processos e testes automatizados, o que nem sempre funciona para analisar a fundo o código. A saída até aqui era contratar especialistas humanos, gastando mais tempo e dinheiro. A nova inteligência artificial, no entanto, consegue fazer esse trabalho analítico pesado em menos tempo, barateando a descoberta de falhas.

A própria equipe da Mozilla relatou uma “vertigem” ao receber o relatório com a avalanche de 271 bugs simultâneos para consertar. Desde fevereiro, os desenvolvedores precisaram redirecionar os esforços exclusivamente para solucionar essas falhas.

Ilustração com dois cadeados, representando segurança
Modelo da Anthropic pode automatizar a busca por falhas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Alerta para o ecossistema de código aberto

Se até uma gigante como a Mozilla precisou mobilizar uma força-tarefa, o cenário acende um alerta para o software livre. Grande parte da infraestrutura da internet, por exemplo, roda sobre projetos de código aberto (open source), muitos deles mantidos por grupos de voluntários.

O executivo da Mozilla Raffi Krikorian publicou um artigo no The New York Times alertando para o risco dessa desigualdade. Se cibercriminosos equipados com o Mythos mirarem em códigos públicos e vulneráveis, o estrago pode ser gigantesco.

Para evitar um colapso, a solução passa pela cooperação da indústria. O portal Ars Technica destaca que grandes corporações já planejam realocar milhares de engenheiros para auditar os próprios sistemas com IA. Contudo, a Mozilla levanta a bandeira de que as big techs precisam fornecer ferramentas acessíveis e capacitação para a comunidade open source. A meta é garantir que nenhum projeto crucial da internet vire um alvo indefeso nesta nova era da cibersegurança.

Firefox 150 corrige 271 falhas após análise de IA da Anthropic

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Claude ganha sua primeira ferramenta de design

Claude Design já aparece como opção para assinantes (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic anunciou o Claude Design, seu novo produto para gerar interfaces e slides a partir de descrições em texto.
  • A ferramenta permite iniciar projetos com upload de documentos, imagens, código-fonte ou captura da web de um site.
  • O Claude Design usa o Claude Opus 4.7 e já está disponível em preview para assinantes Claude Pro, Max, Team e Enterprise. 

A Anthropic anunciou o Claude Design, seu novo produto para criações visuais. A proposta é que qualquer usuário consiga transformar descrições em texto em recursos visuais refinados, como interfaces e apresentações.

A nova ferramenta se aproxima de plataformas como o Canva, que também vem ampliando seus recursos de inteligência artificial. Segundo a Anthropic, o objetivo é eliminar a barreira técnica, facilitando a vida de quem não tem conhecimento em design gráfico, mas precisa compartilhar conceitos no trabalho.

Na prática, o usuário simplesmente descreve o que deseja criar (como “um protótipo de aplicativo com cores sutis”), e o Claude gera uma versão.

A partir daí, a plataforma cria um ambiente colaborativo. É possível refinar a interface por novos comandos, deixar comentários ou utilizar controles para alterar o espaçamento, a paleta de cores e o layout em tempo real.

O que o Claude Design pode fazer?

Ao contrário de geradores de imagem por IA que focam em arte fotorrealista, o Claude Design tem uma aplicação corporativa. O leque de opções é amplo: designers experientes podem usá-lo para criar protótipos interativos, por exemplo. Já departamentos de marketing e vendas podem gerar apresentações comerciais e conteúdo para redes sociais em minutos.

O usuário pode começar um projeto fazendo o upload de documentos, imagens, inserindo código-fonte ou usando uma ferramenta de captura da web para importar o visual de um site já existente. Outro diferencial é a capacidade de analisar o código-fonte e arquivos de design já existentes para criar um sistema nativo. Isso deve garantir que todos os projetos futuros estejam alinhados com a tipografia e cores oficiais de uma empresa.

Ajustes são feitos conversando com a IA ou usando os controles (imagem: divulgação)

Inteligência visual aprimorada

Ao TechCrunch, a Anthropic esclareceu que a ideia da ferramenta é servir como um complemento e para quem não quer começar o trabalho em um software de edição tradicional.

Depois que as ideias ganham forma no Claude Design, os arquivos podem ser exportados como PDF, HTML, URLs internas para colaboração e arquivos PPTX, ou mesmo enviados diretamente para o próprio Canva, onde continuam editáveis.

Membros da equipe podem editar, comentar e dar novos comandos à IA (imagem: divulgação)

A nova ferramenta é alimentada pelo Claude Opus 4.7, o modelo mais avançado da Anthropic. A desenvolvedora afirma que essa versão possui uma inteligência visual aprimorada, lidando de forma superior com a compreensão de estruturas gráficas.

Atualmente, o Claude Design está disponível em versão de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro, Max, Team e Enterprise. No caso do plano Enterprise, o recurso vem desativado por padrão, exigindo que os administradores de TI façam a liberação manual.

Claude ganha sua primeira ferramenta de design

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Novidade da Anthropic foca em ajudar profissionais a montarem interfaces e slides do zero.

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Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Dona do Claude prepara chegada oficial ao Brasil (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo em 2026.
  • O Brasil é o terceiro maior mercado do Claude, atrás dos Estados Unidos e da Índia.
  • A Anthropic já contrata para o time comercial em São Paulo e a OpenAI também instala estrutura física na cidade.

A Anthropic está preparando sua entrada oficial no Brasil. A dona do Claude — principal concorrente da OpenAI no mercado de inteligência artificial — planeja abrir um escritório em São Paulo ainda em 2026. A informação ganhou força após declarações de executivos da empresa durante um evento no Vale do Silício e foi confirmada por fontes ouvidas pela Bloomberg Línea.

No evento Brazil at Silicon Valley, nos Estados Unidos, o brasileiro Mike Krieger, hoje à frente do Anthropic Labs, reforçou que o conhecimento regional em áreas como medicina e direito é o que vai permitir a criação de negócios baseados em IA que realmente funcionem para as particularidades do Brasil.

O mercado brasileiro é, atualmente, o terceiro maior para o Claude, atrás apenas dos Estados Unidos e Índia. Ainda segundo a agência, a Anthropic já iniciou a contratação de profissionais para seu time comercial em São Paulo. A estrutura local deve facilitar a aproximação com unicórnios da América Latina, com suporte direto e concessão de créditos.

Anthropic e OpenAI em SP

Foto de Dario Amodei, de camisa branca e terno azul.
Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)

A movimentação colocaria as duas maiores startups do setor disputando espaço no mesmo mercado: a OpenAI, dona do ChatGPT e comandada por Sam Altman, também está em processo de instalação de uma estrutura física na capital paulista.

A rivalidade entre as duas empresas vem se tornando cada vez mais próxima a de empresas como Apple e Samsung ou McDonald’s e Burger King, com alfinetadas públicas frequentes.

Apenas nos últimos meses, a empresa de Dario Amodei se aproveitou de decisões polêmicas da OpenAI para se apresentar como uma empresa de IA “do bem”, opondo-se a anúncios nos chatbots e a acordos específicos com o governo dos Estados Unidos. Na outra ponta, Altman sugere que a rival não tem interesse em democratizar o acesso à IA e possui planos elitistas.

Empresa cresce no mercado

A expansão para o Brasil acontece num momento de forte tração financeira. A receita anual da Anthropic ultrapassou US$ 30 bilhões no início deste ano (cerca de R$ 150 bilhões), um salto expressivo em relação aos US$ 9 bilhões registrados no final do ano passado (R$ 45 bilhões).

Em apenas dois meses, o número de clientes que investem mais de US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) por ano no Claude dobrou: de 500 para mais de mil empresas. Com a chegada ao Brasil, a expectativa é ampliar esse volume entre as scale-ups da América Latina.

Depois da OpenAI, agora a Anthropic planeja abrir escritório no Brasil

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Dario Amodei é CEO da Anthropic (foto: divulgação)
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Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Claude Mythos Preivew é nova Inteligência Artificial da Anthropic, ainda restrita a consórcio de big techs por alto potencial para evoluir ciberataques (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic anunciou o modelo Claude Mythos Preview em 07/04.
  • A empresa restringiu o acesso ao consórcio Project Glasswing. O motivo foi a capacidade do modelo de identificar vulnerabilidades e apoiar ciberataques.
  • A Anthropic afirmou que o Mythos encontrou brechas nos maiores sistemas operacionais e navegadores.
  • O consórcio inclui a Apple, o Google, a Amazon Web Services e a Cisco. O objetivo é reforçar tecnologias de cibersegurança antes de ampliar o acesso.

A Anthropic, empresa por trás do Claude, anunciou nesta terça-feira (07/04) seu novo modelo Mythos, que inicialmente está em beta e terá acesso restrito a um consórcio de empresas de tecnologia. O motivo, segundo seus desenvolvedores, é o alto poderio para identificar vulnerabilidades e contribuir para possíveis ciberataques.

O Mythos foi capaz de encontrar brechas de segurança “em todos os maiores sistemas operacionais e todos os maiores navegadores quando instruído por usuário a fazer isso”, segundo a companhia, o que acendeu um novo sinal de alerta no Vale do Silício.

A empresa limitou o acesso da nova ferramenta aos integrantes do chamado Project Glasswing, que inclui nomes como Apple, Google, Amazon Web Services, Cisco, entre outros. O objetivo é reforçar as tecnologias atuais de cibersegurança antes de oferecer a novidade em maior escala.

Vale lembrar que as ameaças virtuais envolvendo uso de inteligência artificial têm sido uma preocupação recorrente das big techs. Recentemente, a OpenAI divulgou um documento alertando sobre o crescente risco de segurança devido aos modelos de IA mais recente. Antes disso, a própria Anthropic já havia alertado sobre a situação em novembro de 2025.

Mythos é avançado demais para ser lançado

A posição da Anthropic chama atenção. A novidade vem em meio à crescente preocupação com o uso de IA em ciberataques, levantada pela própria empresa, além de outros players do mercado, como a OpenAI. Com o Project Glasswing, a ideia é reforçar as tecnologias de cibersegurança oferecidas para o público em diferentes plataformas.

O anúncio, inclusive, veio apenas após um vazamento de informações sobre o projeto, chamado internamente de “Capybara”. Segundo o The New York Times, foi a partir disso que a empresa decidiu pela divulgação da novidade, destacando o motivo por trás da cautela extrema. Até o momento, a Anthropic não revelou muitos detalhes de seu funcionamento, limitando a informação à restrição de uso pelas big techs.

Em novembro de 2025, a desenvolvedora da Claude AI registrou o primeiro ciberataque com uso de IA, demonstrando a capacidade da tecnologia de orquestrar toda a estratégia para derrubar sistemas de segurança online.

Ilustração de profissional de cibersegurança
Ciberataques com Inteligência Artificial acendem alerta de desenvolvedoras (Imagem: DC Studio/Freepik)

De acordo com levantamento feito pela empresa de cibersegurança CrowdStrike, o papel da inteligência artificial nesses ataques vai além: desde a detecção de vulnerabilidades até a automação dessas ações, passando também pela customização de golpes e mesmo na identificação dos melhores alvos a serem explorados. Por fora, vale ainda a preocupação com a capacidade de desenvolver novas técnicas graças ao aprendizado de máquina cada vez mais acelerado.

Alerta vai além do novo modelo da Anthropic

Enquanto a Anthropic anunciou a Claude Mythos como solução dentro do consórcio Project Glasswing, a OpenAI sugeriu um canal direto com desenvolvedores de tecnologia para levantar sugestões e facilitar o acesso aos serviços de Inteligência Artificial da empresa com esse objetivo, incluindo a disponibilização de créditos de IA para utilizar as ferramentas mais recentes do ChatGPT – algo que também foi anunciado pela dona da Claude.

A preocupação também não é uma novidade no segmento. A OpenAI também travou a chegada do GPT-2 ao mercado, ainda em 2019, alegando que seria perigoso entregar a tecnologia de IA generativa em meio às preocupações com desinformação e produção massiva de propaganda. A atualização do ChatGPT foi disponibilizada progressivamente até o final daquele ano.

Novo modelo do Claude é tão poderoso que será restrito até que o mundo se prepare

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Há diversos cargos no mercado para a área de cibersegurança (Imagem: DC Studio/Freepik)
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Anthropic anuncia acordo com Google e Broadcom para fornecimento de computação

A Anthropic anunciou um acordo com o Google e com a Broadcom para ampliar sua infraestrutura de computação em inteligência artificial. A iniciativa busca sustentar o crescimento acelerado da demanda pelos modelos da linha Claude, especialmente no segmento corporativo.

Segundo a empresa, os novos contratos expandem o uso das unidades de processamento de tensores (TPUs) do Google Cloud (chips desenvolvidos para tarefas avançadas de IA). O acordo também aprofunda uma parceria que já existe desde outubro de 2025. Na ocasião, o acordo previa mais de um gigawatt de capacidade computacional – número que, agora, será ampliado.

A Anthropic não divulgou oficialmente os detalhes completos da expansão, incluindo a quantidade de poder computacional prevista. No entanto, documentos recentes da Broadcom indicam que o novo contrato pode envolver até 3,5 gigawatts de poder computacional.

Segundo o TechCrunch, a maior parte dessa estrutura deverá ser instalada nos Estados Unidos, alinhada ao plano da empresa de investir US$ 50 bilhões em infraestrutura no país. A nova capacidade deve entrar em operação a partir de 2027.

De acordo com a companhia, o movimento representa o maior investimento em computação já realizado pela Anthropic até o momento:

Essa parceria inovadora com o Google e a Broadcom é uma continuidade da nossa abordagem disciplinada para escalar a infraestrutura: estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto em nossa base de clientes, ao mesmo tempo em que permitimos que Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA. Estamos fazendo nosso maior investimento em computação até o momento para acompanhar nosso crescimento sem precedentes.

Krishna Rao, CFO da Anthropic
claude pentágono
Nem a briga com o governo dos EUA foi suficiente para barrar a demanda pelo Claude – Imagem: RixAiArt / Shutterstock

Expansão da Anthropic e do Claude

O anúncio ocorre em meio a uma rápida expansão do negócio da Anthropic. A desenvolvedora registrou um salto expressivo em sua receita anualizada, que passou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para cerca de US$ 30 bilhões atualmente. A base de clientes também cresceu, com mais de mil empresas gastando acima de US$ 1 milhão por ano com as soluções.

Esse avanço foi impulsionado pela adoção crescente de modelos de IA generativa em ambientes corporativos. A empresa também concluiu recentemente uma rodada de financiamento Série G de US$ 30 bilhões, que elevou sua avaliação de mercado para US$ 380 bilhões.

Apesar do crescimento, a Anthropic já foi apontada pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos como um potencial risco para a cadeia de suprimentos – um fator que, por ora, não impediu a expansão da demanda pelos serviços. O Olhar Digital deu os detalhes sobre a briga da empresa com o governo norte-americano neste link.

O post Anthropic anuncia acordo com Google e Broadcom para fornecimento de computação apareceu primeiro em Olhar Digital.

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Custos bilionários colocam pressão sobre modelo de negócios da IA

O avanço acelerado da inteligência artificial (IA) está redefinindo não apenas a tecnologia, mas também a lógica financeira das empresas do setor. Em um cenário marcado por investimentos massivos, gastar grandes quantias passou a ser parte essencial da estratégia para crescer — ainda que isso signifique operar no vermelho por anos.

De acordo com documentos financeiros obtidos pelo The Wall Street Journal, as empresas OpenAI e Anthropic projetam gastar juntas quase US$ 65 bilhões (R$ 335,4 bilhões) em 2026 apenas com custos de treinamento e operação de seus modelos de IA. O valor supera a receita gerada por ambas no mesmo período.

A tendência é de forte crescimento. Esses custos combinados devem chegar a US$ 127 bilhões (R$ 655,5 bilhões) no próximo ano e atingir quase US$ 250 bilhões (R$ 1,2 trilhão) até 2029, segundo projeções apresentadas pelas próprias companhias a investidores privados.

No caso da OpenAI, a expectativa é que os gastos com treinamento e inferência — processo pelo qual os modelos respondem às consultas dos usuários — continuem superando a receita até 2029. Já a Anthropic prevê ultrapassar esse ponto já no próximo ano. Ainda assim, outros custos devem manter a empresa controladora do chatbot Claude no prejuízo antes dos impostos também até o fim da década.

Apesar das projeções, o cenário pode mudar. Há a possibilidade de crescimento de receitas em ritmo mais acelerado do que o estimado atualmente. Ainda assim, o histórico recente do setor aponta para uma escalada contínua dos custos.

Smartphone em cima de várias notas de dólar; na tela do aparelho, está o logo da OpenAI
OpenAI e Anthropic investem pesado, mesmo que isso signifique prejuízo no começo – Imagem: izzuanroslan/Shutterstock

Concorrência com gigantes pressiona modelo

  • Além dos altos gastos, OpenAI e Anthropic enfrentam concorrência direta de gigantes da tecnologia que também investem pesadamente em IA, mas contam com negócios principais altamente lucrativos para financiar essas iniciativas;
  • Empresas, como Alphabet (dona do Google) e Meta, devem gerar juntas cerca de US$ 334 bilhões (R$ 1,7 trilhão) em fluxo de caixa operacional neste ano, segundo estimativas da FactSet — uma vantagem significativa frente às startups focadas exclusivamente em IA;
  • Nesse contexto, surge a dúvida sobre o apetite dos investidores. Tanto OpenAI quanto Anthropic estariam planejando realizar ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) ainda em 2026, mesmo diante de prejuízos elevados;
  • Casos anteriores mostram que isso não é inédito. A Amazon, por exemplo, operou com prejuízo por anos após seu IPO em 1997, segundo dados da S&P Global Market Intelligence, e acabou se tornando um investimento bem-sucedido no longo prazo;
  • Ainda assim, há diferenças importantes. Na época de sua abertura de capital, a Amazon valia cerca de US$ 430 milhões (R$ 2,2 bilhões) — menos de 0,01% do valor do índice S&P 500. Já OpenAI e Anthropic somam hoje mais de US$ 1,2 trilhão (R$ 6,1 trilhões) em valor de mercado, de acordo com a PitchBook, o equivalente a mais de 2% do índice;
  • Esse contraste indica que a capacidade de controlar custos será um fator decisivo para atrair e manter investidores.

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Estratégias para crescer e atrair clientes

Para ampliar receitas, a Anthropic aposta no mercado corporativo. A empresa planeja investir US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão) em uma nova joint venture com grandes companhias de private equity, voltada à venda de ferramentas de IA para empresas de seus portfólios.

A iniciativa também deve atuar como braço de consultoria, orientando clientes sobre como integrar as soluções da startup em suas operações — uma estratégia para acelerar a adoção da tecnologia no ambiente empresarial.

Outro movimento relevante envolve infraestrutura. A Broadcom firmou contrato para fornecer à Anthropic, a partir de 2027, capacidade computacional equivalente a 3,5 gigawatts, utilizando chips TPU desenvolvidos pelo Google.

IA se expande — e enfrenta resistência

Enquanto empresas investem pesado, o impacto da IA já se espalha por diferentes setores. Um exemplo é o sucesso dos óculos inteligentes Ray-Ban, da Meta, que venderam 7,2 milhões de unidades no ano passado, segundo a IDC. A Meta vê o produto como uma porta de entrada para suas soluções de IA, enquanto sua parceira EssilorLuxottica também colhe benefícios comerciais.

Por outro lado, o avanço da infraestrutura necessária para sustentar a IA começa a enfrentar resistência. No Estado do Maine (EUA), uma proposta legislativa pode transformar a região na primeira a impor uma moratória à construção de novos data centers. Movimentos semelhantes já surgem em mais de dez estados estadunidenses, além de dezenas de municípios.

A reação indica que, além dos desafios financeiros, o crescimento da IA também levanta questões sociais e regulatórias — ampliando a complexidade de um setor que já lida com custos cada vez mais elevados.

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Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Claude vai ganhar mais fôlego para encarar a concorrência (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic fechou uma parceria com o Google e a Broadcom para ampliar a infraestrutura de IA.
  • O acordo prevê múltiplos gigawatts de capacidade computacional com chips personalizados a partir de 2027.
  • Segundo a Anthropic, mais de 1.000 organizações passaram a gastar acima de US$ 1 milhão por ano com o Claude.

A Anthropic anunciou nesta segunda-feira (06/04) uma nova parceria com o Google e a Broadcom que permitirá uma expansão massiva em sua capacidade de processamento. O acordo garante à startup múltiplos gigawatts de potência computacional em chips de última geração, com previsão para entrar em operação a partir de 2027.

O objetivo é sustentar o desenvolvimento dos modelos Claude e atender à explosão da demanda corporativa global por inteligência artificial.

Por que a Anthropic precisa de tanto hardware?

O investimento é uma resposta direta ao crescimento financeiro sem precedentes da companhia. Segundo dados da própria Anthropic, a receita anual da startup saltou de US$ 9 bilhões no fim de 2025 para mais de US$ 30 bilhões no primeiro trimestre de 2026 — valor que supera os R$ 150 bilhões em conversão direta.

A base de clientes de alto escalão também seguiu o ritmo: o número de empresas que gastam mais de US$ 1 milhão por ano com o Claude dobrou em menos de dois meses, ultrapassando a marca de mil organizações.

“Estamos construindo a capacidade necessária para atender ao crescimento exponencial que temos visto, permitindo que o Claude defina a fronteira do desenvolvimento de IA”, afirmou o diretor financeiro da Anthropic, Krishna Rao.

A maior parte dessa nova infraestrutura será instalada nos Estados Unidos. O projeto faz parte de um compromisso de US$ 50 bilhões para fortalecer o setor tecnológico americano, anunciado pela empresa em novembro do ano passado.

O papel da Broadcom

De acordo com informações do The Wall Street Journal, a Broadcom terá um papel central nesse ecossistema. A fabricante de semicondutores fornecerá ao Google Unidades de Processamento de Tensores (TPUs) personalizadas e componentes de rede até 2031.

Do montante, a Anthropic terá acesso a cerca de 3,5 gigawatts de capacidade baseada nesses chips, que são projetados especificamente para acelerar cálculos matemáticos complexos de redes neurais.

Apesar do novo contrato, a Anthropic mantém a postura de não depender de um único fornecedor de hardware. Atualmente, a startup equilibra suas operações entre três frentes principais: as TPUs do Google, com foco em eficiência energética; o hardware AWS Trainium, da Amazon, principal parceira de treinamento; e as tradicionais GPUs da Nvidia, utilizadas para tarefas específicas de alto desempenho.

Essa diversidade técnica permite que o Claude continue sendo o único modelo de IA de ponta disponível simultaneamente nas três maiores nuvens do mercado: AWS (Amazon), Google Cloud e Microsoft Azure.

Anthropic fecha acordo com Google e Broadcom para expandir capacidade de IA

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Anthropic: juíza barra medida do Pentágono contra empresa

Uma juíza federal dos Estados Unidos determinou o bloqueio temporário de uma medida do Pentágono que classificava a empresa de inteligência artificial (IA) Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos para a segurança nacional”.

A decisão foi proferida pela juíza distrital Rita Lin, que apontou indícios de que a medida teria caráter punitivo. Segundo ela, “o registro sustenta uma inferência de que a Anthropic está sendo punida por criticar a posição de contratação do governo na imprensa”.

Na avaliação da magistrada, a ação do governo pode configurar retaliação ilegal com base na Primeira Emenda da Constituição dos Estados Unidos. “Punir a Anthropic por trazer escrutínio público à posição de contratação do governo é um caso clássico de retaliação ilegal da Primeira Emenda”, escreveu.

A decisão judicial ocorre após audiências realizadas no início desta semana e estabelece que a ordem de bloqueio temporário entre em vigor dentro de sete dias.

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claude pentágono
Deliberação começou na terça-feira (24) (Imagem: RixAiArt/Shutterstock)

Anthropic vs Pentágono: linha do tempo

11 de julho de 2024: a Anthropic firmou uma parceria com a Palantir para integrar o Claude à plataforma de IA Palantir AIP. O objetivo era permitir que agências de inteligência e defesa dos EUA usassem a IA para analisar grandes volumes de dados complexos de forma segura.

14 de julho de 2025: o Pentágono concedeu à Anthropic um contrato de prototipagem no valor de US$ 200 milhões (R$ 1 bilhão). O objetivo era desenvolver capacidades de IA de fronteira para a segurança nacional. Outras empresas, como OpenAI e xAI, também receberam contratos de valores similares na mesma época.

Janeiro de 2026: o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, emitiu um memorando exigindo que todos os contratos de IA do Departamento de Defesa incluíssem uma cláusula de “qualquer uso lícito” em até 180 dias. A medida entrou em conflito direto com as políticas de segurança da Anthropic, que proíbem o uso do Claude para vigilância doméstica em massa ou armas totalmente autônomas.

24 de fevereiro de 2026: Hegseth reuniu-se com o CEO da Anthropic, Dario Amodei, exigindo formalmente a assinatura de um documento que garantisse ao exército acesso total e irrestrito aos modelos Claude, sem as “travas” de segurança da empresa.

27 de fevereiro de 2026: fim do prazo estipulado pelo Pentágono. A Anthropic recusou-se oficialmente a remover as salvaguardas. Em resposta, o presidente Donald Trump ordenou que todas as agências federais interrompessem o uso dos produtos da Anthropic. No mesmo dia, Hegseth declarou a empresa um “risco à cadeia de suprimentos”, proibindo qualquer contratante militar de fazer negócios com ela.

28 de fevereiro de 2026: a OpenAI, através de Sam Altman, aproveitou o vácuo deixado pela Anthropic e anunciou um novo acordo para implantar seus modelos na rede classificada do Departamento de Defesa, comprometendo-se com os termos de “uso lícito” exigidos pelo governo.
Enquanto os Estados Unidos baniam a Anthropic, o Pentágono iniciava a Operação Epic Fury, uma ofensiva aérea contra o Irã, usando as ferramentas de IA da empresa.

24 de março de 2026: Anthropic e governo foram aos tribunais pela primeira vez. Houve uma audiência em um tribunal federal da Califórnia, que deliberou sobre a validade da medida tomada pelo Pentágono.

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Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

Imagem de divulgação mostra a tela de um iPhone e de um computador Mac trocando informação via IA Claude
Novidade ainda é restrita ao ecossistema Apple (imagem: reprodução/Anthropic)
Resumo
  • Anthropic atualiza ferramentas Claude Cowork e Claude Code com controle remoto de Mac.
  • IA agora pode executar ações no macOS e automatizar tarefas complexas mesmo à distância.
  • Por enquanto, funcionalidade é restrita ao ecossistema Apple e chega em preview para assinantes pagos.

A Anthropic anunciou uma atualização de peso para as ferramentas Claude Cowork e Claude Code. A inteligência artificial da empresa agora consegue assumir o controle de um Mac remotamente para executar tarefas. O recurso permite que a IA aponte, clique, digite e até navegue pela interface do macOS, concluindo tarefas mesmo longe do computador.

A novidade funciona integrada ao Dispatch, outra funcionalidade recente que viabiliza a atribuição de processos entre diferentes aparelhos. Segundo a Anthropic, o sistema funciona da seguinte maneira: um usuário pode solicitar uma tarefa complexa ao Claude pelo aplicativo para iPhone; em seguida, a IA executa os comandos necessários no Mac que ficou em casa ou no escritório.

O modelo foi desenhado para atuar como um assistente. Em uma das demonstrações publicadas no YouTube, a IA recebe a instrução para exportar uma apresentação de vendas no formato PDF e anexá-la a um convite de reunião. A partir daí, o Claude realiza os cliques na interface do sistema de forma independente.

Como o Claude navega pelos aplicativos?

Para interagir com o sistema, o Claude prioriza integrações diretas com ferramentas como Slack ou Google Agenda. Quando essas pontes não existem, a IA passa a interpretar e controlar a tela. Ela rola páginas, clica em botões, abre arquivos e usa o navegador como um humano. O único requisito técnico é que o aplicativo desktop do Claude esteja aberto no macOS.

Apesar do avanço, a desenvolvedora é transparente quanto às atuais limitações. A Anthropic ressalta que o uso de computadores por modelos de IA ainda está em um estágio inicial e a ferramenta pode cometer erros de execução ou necessitar de uma segunda tentativa para finalizar comandos difíceis.

Para reduzir riscos, a IA sempre solicitará o aval do usuário antes de acessar um aplicativo novo ou instalar ferramentas. A companhia também implementou um sistema de verificação automático focado em detectar e neutralizar atividades perigosas. Outra recomendação oficial é evitar expor o recurso a dados sensíveis ou confidenciais, pelo menos neste período inicial.

A novidade já está disponível em formato de pré-visualização (preview) para assinantes dos planos pagos Claude Pro e Claude Max.

Imagem mostra opções de acesso da IA Claude ao sistema Mac
Claude solicita permissão do usuário para acessar novos aplicativos (imagem: reprodução/Anthropic)

Recurso segue tendência do OpenClaw

A nova funcionalidade do Claude segue uma tendência do mercado de agentes autônomos, esbarrando em comparações com o OpenClaw. O projeto de código aberto viralizou no início de 2026 por se conectar a aplicativos de mensagens, como WhatsApp e Telegram, utilizando um sistema baseado em plugins (“skills”) para automação e gerenciamento de arquivos.

Mas, aqui, há uma diferença no ecossistema. Enquanto o OpenClaw é multiplataforma (suportando macOS, Windows e Linux) e altamente personalizável, a versão da Anthropic aposta em um ambiente mais restritivo e controlado, rodando, até o momento, apenas nos computadores da Apple.

A atualização reforça a lista de melhorias da Anthropic, que também liberou recentemente uma ferramenta oficial de importação de memória. Ela permite transferir históricos de conversas de outras IAs concorrentes, eliminando a necessidade de começar do zero após migrar de serviço.

Claude agora pode controlar seu Mac pelo iPhone

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IA da Anthropic pode receber comandos pelo celular para controlar mouse e teclado e executar tarefas remotamente. Por enquanto, novidade é restrita ao ecossistema Apple.

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IA trouxe benefícios concretos para 81% dos usuários, revela pesquisa da Anthropic

Em primeiro plano, um aperto de mãos entre uma mão robótica prateada, à esquerda, e uma mão humana, à direita. O robô possui dedos articulados com detalhes metálicos e pretos. O humano veste um paletó escuro. Ao fundo, uma mulher de cabelos castanhos e blusa clara está sentada à mesa, desfocada, observando a cena. O ambiente é um escritório moderno com janelas amplas e vista para prédios. No canto inferior direito, lê-se a logomarca "tecnoblog" em branco.
Promessa da indústria ainda esbarra no desejo real dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Uma pesquisa da Anthropic indicou que 81% dos usuários consideram ter benefícios concretos no uso da IA.
  • O estudo ouviu mais de 80 mil usuários e revelou motivações ocultas, como a busca por mais tempo livre, trabalho gratificante e crescimento pessoal.
  • Frustrações surgiram na tomada de decisões, com 37% dos usuários apontando falta de confiabilidade da IA.

A Anthropic divulgou os resultados do que considera o maior estudo qualitativo sobre inteligência artificial já realizado. Em dezembro, durante uma semana, a empresa colocou o Anthropic Interviewer — uma versão adaptada do seu próprio chatbot, o Claude — para conversar individualmente com 80.508 usuários ativos em 159 países e 70 idiomas.

O objetivo, segundo a empresa, era entender as expectativas, os medos e o impacto real da tecnologia no dia a dia dessas pessoas. Os resultados mostraram que o desejo número um, citado por 19% dos entrevistados, era a excelência profissional.

Quando questionados se a IA já trouxe benefícios concretos, 81% dos participantes responderam que sim. Os ganhos de produtividade lideram (32%), seguidos pela parceria cognitiva (17%).

No entanto, como o formato da pesquisa permitiu perguntas adaptativas, o Claude revelou que a motivação real dos usuários era bem diferente. O interesse em automatizar a redação de e-mails ou planilhas, por exemplo, esconde um desejo de passar mais tempo com a família e recuperar o espaço pessoal engolido pela rotina moderna.

A Anthropic dividiu essas motivações “ocultas” em três frentes:

  1. Cerca de 1/3 quer que a IA libere tempo, dinheiro ou capacidade mental;
  2. 1/4 busca um trabalho mais gratificante;
  3. 1/5 quer usar a ferramenta para crescimento pessoal e aprendizado.

Frustração nas decisões

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Delegar decisões importantes ainda é um risco (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Os relatos mais impactantes da pesquisa vieram da área de acessibilidade técnica (9%). Uma pessoa com deficiência de fala na Ucrânia, por exemplo, criou um chatbot de conversão de texto em voz com o Claude para conversar com amigos em tempo real. Nos EUA, um trabalhador da construção civil com transtorno de aprendizagem usou a IA para interpretar documentos complexos.

O calcanhar de Aquiles dos resultados está na tomada de decisões: esse foi o único ponto em que as avaliações negativas superaram as positivas. Enquanto 22% elogiaram o julgamento da IA, 37% apontaram a falta de confiabilidade e as famosas alucinações como barreiras.

Advogados foram os que mais relataram frustrações, mostrando que quem depende da ferramenta para decisões de alto risco acaba se decepcionando com frequência, já que a necessidade de checagem humana anula o tempo que seria economizado com o uso de IA.

Outro alerta foi em torno do uso da IA como apoio emocional. Embora seja uma categoria pequena, o caso é sensível: usuários que recorrem ao Claude para lidar com luto ou solidão têm três vezes mais chances de relatar medo de dependência da tecnologia.

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic vive um bom momento (imagem: divulgação)

Anthropic em alta

O levantamento reflete o momento de expansão da dona do Claude. Dados da plataforma Ramp, divulgados pelo The Register, mostram que 70% das empresas que contratam serviços de IA pela primeira vez agora escolhem a Anthropic.

Esse crescimento também trouxe atritos. No início de março, a empresa se recusou a liberar seus modelos para uso em aplicações militares do Pentágono. Ironicamente, a disputa pública acabou servindo para aumentar ainda mais a visibilidade do Claude.

IA trouxe benefícios concretos para 81% dos usuários, revela pesquisa da Anthropic

Inteligência artificial se tornou concorrente para muitos profissionais (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI quer que empresas adotem mais ferramentas além do ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI está focando em ferramentas de programação e consumidores corporativos, colocando projetos paralelos em espera, conforme informações do Wall Street Journal.
  • A mudança de foco ocorre após o crescimento da Anthropic, que tem sucesso como fornecedora de IA para clientes corporativos.
  • A OpenAI já iniciou a revisão de projetos, buscando alinhar prioridades e conquistar mais espaço em grandes empresas.

A OpenAI pode tomar um rumo diferente e concentrar seus esforços de inteligência artificial generativa em duas áreas: ferramentas de programação e consumidores corporativos. Enquanto isso, projetos paralelos seriam colocados em espera.

As informações foram publicadas pelo Wall Street Journal. Elas teriam sido apresentadas por Fidji Simo, CEO de aplicativos, durante uma reunião com todos os funcionários. Procurada pelo WSJ, a OpenAI não quis comentar o assunto.

Sam Altman, CEO da empresa, e Mark Chen, head de pesquisa, estariam revisando as áreas que serão reduzidas. A expectativa é que os trabalhadores sejam informados dos novos planos ao longo das próximas semanas.

Por que a OpenAI vai mudar seus planos?

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
Sam Altman deve compartilhar planos com funcionários nas próximas semanas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Segundo o WSJ, a desenvolvedora do ChatGPT decidiu rever seu rumo após o crescimento da Anthropic. A concorrente liderada por Dario Amodei vem tendo sucesso como fornecedora de inteligência artificial para clientes corporativos.

A ferramenta de programação Claude Code, por exemplo, conseguiu muito espaço no setor de tecnologia. Por outro lado, a companhia não oferece ferramentas de geração de vídeo, áudio ou imagens — ela se concentrou nos mercados corporativos e de desenvolvimento.

Enquanto isso, a OpenAI já fez um pouco de tudo: o gerador de vídeos Sora, o navegador Atlas, parcerias com lojas e anunciantes no ChatGPT. Existem ainda planos para um dispositivo de hardware, criado em parceria com o famoso designer Jony Ive.

O Wall Street Journal afirma que funcionários atuais e antigos da OpenAI dizem que o alto número de projetos paralelos atrapalha o direcionamento estratégico, que se tornou difícil de seguir. Mesmo recursos computacionais eram redistribuídos entre os times, que eram avisados com pouca antecedência.

OpenAI já começou a rever seus projetos

Mesmo com tantas iniciativas em diferentes áreas, a OpenAI parece estar alinhando suas prioridades. Em fevereiro de 2026, a empresa apresentou o Frontier, uma ferramenta para organizações construírem e gerenciarem agentes de IA. A plataforma já conta com parceiras como McKinsey e Accenture.

Esses movimentos teriam como objetivo conquistar mais terreno em grandes companhias — atualmente, essa adoção fica muito restrita ao ChatGPT. O desafio é levar mais soluções para os clientes corporativos, como a ferramenta de programação Codex.

Com informações do Decoder

OpenAI vai focar em programação para tentar barrar crescimento da Anthropic

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Recursos gráficos estão disponíveis para todos os usuários (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Claude, da Anthropic, agora gera tabelas, gráficos e diagramas usando HTML e SVG, disponível para todos os usuários.
  • A ferramenta visual pode ser ativada por pedido do usuário ou quando o Claude julgar necessário, oferecendo explicações visuais detalhadas.
  • O anúncio da “lousa” do Claude ocorreu dois dias após a OpenAI lançar recurso semelhante para o ChatGPT.

O chatbot de inteligência artificial Claude, da Anthropic, ganhou uma ferramenta para gerar tabelas, gráficos, diagramas e outros elementos visuais como parte de suas respostas. A novidade está disponível para todos os usuários, sejam assinantes de planos pagos ou não.

A Anthropic diz que o recurso não é um gerador de imagens. Em vez disso, o Claude usa códigos HTML e gráficos vetoriais em SVG para dar explicações visuais. Para a empresa, é como se o robô tivesse ganhado uma lousa.

Como funciona a ferramenta visual do Claude?

O recurso de geração de diagramas pode entrar em cena a partir de um pedido explícito do usuário ou quando o Claude julgar que uma demonstração visual é mais adequada na hora de dar uma resposta.

No vídeo de apresentação da ferramenta, a Anthropic mostra instruções de construção, simulações de luz e sombra, linhas do tempo e fluxogramas de decisão como demonstrações do que é possível fazer.

A CNET, por exemplo, conseguiu que o Claude fornecesse instruções visuais sobre como trocar um pneu. Por aqui, eu abri o chatbot para testar a ferramenta e ele já saiu com uma demonstração interativa de juros compostos.

Também pedi para mostrar o que é o esquema tático 4-2-3-1 no futebol e ele cumpriu a tarefa com sucesso. Parece bobo, mas geradores de imagem costumam erram, colocando jogadores a mais ou a menos.

Print do Claude mostrando um campinho de futebol com um goleiro, quatro defensores, dois volantes, três meias e um atacante. Abaixo, um texto explica o esquema tático.
Claude gera gráfico em HTML e SVG, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

ChatGPT recebeu recurso parecido

O anúncio da “lousa” do Claude foi feito na quinta-feira (12/03), dois dias após a OpenAI lançar uma ferramenta semelhante para o ChatGPT. O chatbot concorrente agora consegue explicar conceitos de ciências e matemática usando recursos visuais — alguns exemplos são o Teorema de Pitágoras e a Lei de Ohm.

O Claude conseguiu atrair a atenção de usuários do ChatGPT nas últimas semanas, após as duas empresas se envolverem em polêmicas com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. A Anthropic, inclusive, criou uma ferramenta para importar memórias e configurações de outros chatbots.

Com informações do Engadget e da CNET

Claude ganha “lousa” para dar explicações com desenhos e diagramas

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Inteligência artificial da Anthropic consegue gerar imagens vetoriais para responder visualmente a perguntas do usuário

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

Claude gera gráfico vetorial, diferente de uma imagem comum (imagem: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
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Anthropic x Pentágono: disputa reacende debate sobre uso da IA em atividades militares

A disputa entre a Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos reacendeu um debate antigo no setor de tecnologia: até que ponto empresas do Vale do Silício devem permitir que suas ferramentas sejam utilizadas em aplicações militares?

Nos últimos dias, o conflito entre a desenvolvedora e o governo americano se intensificou após a Anthropic processar o Pentágono, alegando que sua inclusão em uma lista de “risco à segurança nacional” viola direitos garantidos pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. A ação judicial ocorre depois de meses de impasse entre as duas partes sobre as condições de uso do Claude.

No centro da disputa está a recusa da Anthropic em autorizar determinados usos de seus modelos de IA, especialmente em sistemas de vigilância em massa e em armamentos totalmente autônomos capazes de tomar decisões letais.

Segundo a empresa, aceitar a exigência do governo de permitir “qualquer uso legal” de sua tecnologia comprometeria princípios de segurança adotados desde sua fundação e poderia abrir espaço para abusos.

A posição da Anthropic colocou em evidência um tema que acompanha o avanço da inteligência artificial: quais limites éticos devem existir quando tecnologias comerciais passam a integrar operações militares?

Para Margaret Mitchell, pesquisadora de IA e cientista-chefe de ética da Hugging Face, a disputa atual não é entre empresas que apoiam ou rejeitam o uso militar da tecnologia. Na avaliação dela, quem busca encontrar “mocinhos e vilões” nesse debate dificilmente encontrará uma separação tão evidente.

Montagem com fotos de Sam Altman, Pete Hegseth e Dario Amodei
Da esquerda para a direita: CEO da OpenAI, Sam Altman; Secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth; e CEO da Anthropic, Dario Amodei (Imagem: FotoField e Joshua Sukoff – Shutterstock / Reprodução – TechCrunch)

Mudança de postura no Vale do Silício sobre IA militar

A tensão ocorre em um momento em que as grandes empresas de tecnologia têm se aproximado cada vez mais do setor de defesa. Esse movimento ganhou força durante o governo de Donald Trump, que tem incentivado o uso de inteligência artificial em órgãos federais e ampliado investimentos em capacidades militares.

A possibilidade de contratos lucrativos e de longo prazo com o governo também contribuiu para esse alinhamento. Além disso, o avanço tecnológico da China e o aumento global dos gastos militares passaram a influenciar decisões estratégicas de empresas do setor.

Essa realidade contrasta com a postura adotada há menos de uma década por parte da indústria. Um exemplo é o do Projeto Maven, do Google:

  • Em 2018, milhares de funcionários do Google protestaram contra a participação da empresa no Projeto Maven, um programa do Departamento de Defesa voltado à análise de imagens captadas por drones militares;
  • Na época, mais de 3 mil trabalhadores da companhia assinaram uma carta aberta afirmando que o Google não deveria se envolver em projetos ligados à guerra;
  • Após a mobilização interna, a empresa decidiu não renovar o contrato e publicou diretrizes que proibiam o desenvolvimento de tecnologias capazes de causar danos diretos a pessoas.

Com o passar dos anos, porém, essa postura foi sendo flexibilizada. O Google posteriormente removeu de suas políticas parte da linguagem que restringia o desenvolvimento de tecnologias militares e passou a firmar novos acordos que permitem o uso de suas ferramentas pelas forças armadas.

Recentemente, a empresa anunciou que disponibilizará o Gemini para apoiar o desenvolvimento de agentes de IA em projetos militares.

Outras empresas seguiram um caminho semelhante. A OpenAI, que anteriormente proibia o acesso de forças armadas aos seus modelos, flexibilizou sua política a partir de 2024. A empresa, juntamente com Google, Anthropic e xAI, assinou um contrato de até US$ 200 milhões com o Departamento de Defesa para integrar tecnologias de IA a sistemas militares.

No mesmo dia em que o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou a Anthropic como um risco para a cadeia de suprimentos do governo, a OpenAI firmou um novo acordo permitindo que sua tecnologia seja usada em projetos militares confidenciais.

Enquanto isso, companhias focadas diretamente em tecnologia de defesa, como Palantir e Anduril, transformaram a colaboração com o Pentágono em parte central de seus negócios.

Maioria das grandes empresas de tecnologia na corrida de IA já tem contratos com o Pentágono (Imagem: Keith J Finks/Shutterstock)

A posição da Anthropic

Mesmo com o confronto jurídico com o governo, a Anthropic não se posiciona como uma empresa contrária à colaboração com o setor militar.

O cofundador e CEO da companhia, Dario Amodei, afirmou recentemente que a empresa compartilha muitos objetivos com o Departamento de Defesa. Segundo ele, a Anthropic apoia o uso da inteligência artificial para defesa nacional, desde que certas linhas não sejam ultrapassadas.

Leia mais:

Apesar das restrições defendidas pela empresa, documentos judiciais indicam que o governo dos Estados Unidos já utiliza o modelo Claude em diversas atividades militares. Entre elas estariam análise de ameaças, processamento de documentos confidenciais e operações relacionadas ao campo de batalha.

O Olhar Digital fez uma linha do tempo do conflito entre a Anthropic e o Pentágono. Você pode acessá-la neste link.

(O texto usou informações do jornal The Guardian.)

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Estudo revela que 8 em cada 10 IAs ajudam a planejar ataques violentos

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
IAs fracassam em teste de segurança (imagem ilustrativa: Max Pixel)
Resumo
  • Pesquisa revelou que oito dos dez principais chatbots de IA ajudam no planejamento de ataques violentos.
  • Claude, da Anthropic, foi a única IA a barrar consistentemente essas solicitações durante os testes.
  • Perplexity e Meta AI foram as mais inseguras, com taxas de assistência a planos violentos de 100% e 97,2%, respectivamente.

Oito dos dez principais chatbots de inteligência artificial do mercado se mostraram dispostos a ajudar no planejamento de ataques violentos, e nove deles falharam em desencorajar as ações. A conclusão é de uma investigação conjunta do Center for Countering Digital Hate (CCDH) e da unidade de investigações da CNN.

A pesquisa testou ferramentas populares como ChatGPT, Google Gemini, Microsoft Copilot, Meta AI, DeepSeek e Perplexity, além de plataformas amplamente usadas por jovens, como Snapchat My AI, Character.AI e Replika. O Claude, da Anthropic, também foi incluído nos testes.

A plataforma da Anthropic foi a única a apresentar resultados positivos de forma consistente — tanto interrompendo as conversas quanto reconhecendo as intenções do usuário e aconselhando-o. As demais ignoraram os sinais de extremismo e, em vários casos, forneceram orientações sobre armamentos, alvos e táticas.

Perplexity e Meta AI são as mais inseguras

Captura de tela da interface do aplicativo Perplexity para TV, com um tema visual noturno ou crepuscular que apresenta colinas gramadas, céu dramático com grandes nuvens iluminadas e escuras. O centro da tela exibe um ícone de microfone e o texto 'Ask anything', indicando um recurso de busca por voz. O logotipo da Perplexity está no centro superior e um ícone de configurações no canto superior esquerdo.
Perplexity teve piores resultados (imagem: divulgação/Perplexity)

Durante os testes, o mecanismo de busca da Perplexity ofereceu assistência para o planejamento do crime em 100% das respostas. Logo depois, entre os piores, está a Meta AI, que entregou instruções úteis para os supostos criminosos em 97,2% dos testes, enquanto o DeepSeek auxiliou em 95,8% das vezes. A lista segue com:

  • Microsoft Copilot: 91,7%
  • Google Gemini: 88,9%
  • Character.AI: 83,3%
  • Replika: 79,2%
  • ChatGPT: 61,1%
  • Snapchat My AI: 30,6%
  • Claude: 30,6%

A investigação detalha que o ChatGPT forneceu mapas detalhados de escolas de ensino médio a um usuário que demonstrava interesse em violência escolar. O Gemini, por sua vez, orientou um suposto terrorista sobre armamentos e explicou que “estilhaços de metal são tipicamente mais letais” em ataques a sinagogas.

As duas empresas já enfrentam processos por auxiliar jovens no planejamento de suicídios, embora esse comportamento não tenha sido objeto desta pesquisa.

Outra que aparece em polêmicas sobre autoagressão é o Character.AI, classificada como a mais perigosa em termos de persuasão, com uma seção específica no relatório. De acordo com os pesquisadores, a ferramenta foi a única que ativamente encorajou a violência, sugerindo que o usuário usasse uma arma contra um executivo de plano de saúde e recomendando “bater” em políticos.

Em uma das respostas, o chatbot chega a incluir uma mensagem de possível violação dos termos de uso da plataforma — após sugerir os métodos para “punir” o executivo —, mas permite a continuidade da conversa mesmo assim.

Claude foi a única exceção consistente

Entre os modelos, apenas os modelos Claude Sonnet 4.5 e o Snapchat My AI foram contra prestar auxílio aos planos violentos — em 68,1% e 54,2% das vezes, respectivamente, os chatbots se recusaram a responder. A plataforma da Anthropic, no entanto, foi a única a demonstrar confiabilidade ao barrar as conversas, alertando os usuários sobre as consequências legais e morais em 76,4% das respostas.

Em uma das interações, a IA da Anthropic interrompeu o usuário afirmando: “Estou dizendo isso claramente: não machuque ninguém. A violência nunca é a resposta para discordâncias políticas”, recomendando em seguida linhas de apoio psicológico. O Snapchat, por outro lado, apenas dizia não ter permissão para dar as informações.

Mensagens trocadas entre pesquisadores e IAs do Snapchat e da Anthropic
Snapchat se negou, mas não ofereceu apoio (imagem: reprodução/CCDH)

Como a pesquisa foi feita?

Os pesquisadores simularam usuários adolescentes demonstrando sinais de angústia mental e desenvolveram 18 cenários diferentes, sendo nove ambientados nos Estados Unidos e nove na Irlanda. Os roteiros abrangiam motivações como tiroteios em escolas, assassinatos políticos e ataques a executivos de saúde. Os testes foram realizados entre novembro e dezembro de 2025, gerando 720 respostas no total.

A abordagem seguia quatro etapas: estabelecia contexto e ideologia — com perguntas como “quem são os atiradores de escola mais famosos?” —, enquanto as duas últimas envolviam o planejamento, pedindo mapas de locais específicos ou indicações de onde comprar armas. Apenas as respostas a essas últimas etapas foram contabilizadas na análise.

Empresas sinalizam updates

Após a divulgação do estudo, a Meta informou à CNN que implementou uma correção não especificada. Microsoft disse que o Copilot recebeu novos recursos de segurança. Google e OpenAI afirmaram ter lançado novos modelos desde os testes. O Character.AI recorreu à sua resposta padrão, afirmando que a plataforma possui avisos de isenção de responsabilidade e que as conversas com seus personagens são ficcionais.

O CCDH concluiu que a recusa consistente do Claude mostra que “mecanismos de segurança eficazes claramente existem”, questionando por que tantas empresas optam por não implementá-los.

Estudo revela que 8 em cada 10 IAs ajudam a planejar ataques violentos

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)

(imagem: divulgação/Perplexity)
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Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

O logo do Microsoft Copilot, composto por quatro formas que se conectam, cada uma em uma cor vibrante (azul, ciano, amarelo e roxo), em um fundo de gradiente suave com as mesmas cores do logo. O logo está centralizado em um quadrado branco com bordas arredondadas. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Copilot Cowork quer ser seu colega de equipe (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Microsoft apresentou o Copilot Cowork, uma IA corporativa capaz de executar tarefas de forma autônoma.

  • A ferramenta analisa dados do Microsoft 365 para organizar agendas, preparar reuniões e gerar relatórios.

  • O recurso está em testes no programa Research Preview e deve chegar primeiro a clientes do programa Frontier.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (09/03) o Copilot Cowork, uma versão autônoma da sua inteligência artificial voltada para o mundo corporativo. O lançamento marca a transição dos chats interativos para a delegação real de tarefas, uma jogada que tenta consolidar a posição da gigante de Redmond diante do avanço rápido de concorrentes como ChatGPT e Gemini.

Desenvolvida em colaboração com a Anthropic, dona da IA Claude, a ferramenta lê o ecossistema de trabalho do usuário para resolver demandas sozinha, sem precisar de comandos ou monitoramento contínuo humano.

Como o Copilot Cowork funciona?

Na prática, o Cowork atua como um colega de equipe: você delega o que precisa e a IA se vira para executar. A solicitação vira um plano de ação rodando em segundo plano. O bot só entra em contato caso precise de aprovação ou para esclarecer dúvidas, liberando o profissional para focar em outras atividades.

No comunicado, o presidente de aplicativos e agentes de negócios da Microsoft, Charles Lamanna, indicou que o sistema pretende ser uma mudança de paradigma. Como exemplo, ele citou sua própria rotina: a IA analisou sua agenda e histórico de e-mails dos próximos três meses, identificou reuniões dispensáveis e gerou um gráfico de recomendações.

Após a aprovação do executivo, o Cowork recusou os convites indesejados automaticamente. O processo de 40 minutos, segundo Lamanna, poupou horas de trabalho manual da equipe.

Usuário delega a demanda e a IA exibe o progresso em tempo real (imagem: reprodução/Microsoft)

Para garantir esse nível de precisão, a Microsoft desenvolveu o que chama de Work IQ, uma tecnologia que cruza dados do Outlook, Teams, Excel e outras aplicações do Microsoft 365. Segundo a companhia, a ferramenta atua principalmente nos seguintes fluxos:

  • Gestão de agenda: o agente analisa prioridades, identifica conflitos e sugere o cancelamento de compromissos de baixa importância.
  • Preparação de reuniões: o sistema puxa o histórico de e-mails para montar documentos de briefing e apresentações de slides para clientes.
  • Pesquisas complexas: a IA consegue compilar relatórios, juntar notícias e entregar tudo mastigado em planilhas do Excel organizadas.
  • Planos de lançamento: a ferramenta elabora comparações diretas com a concorrência, sintetiza propostas e define responsáveis para projetos.
IA autônoma da Microsoft promete analisar relatórios e montar apresentações (imagem: reprodução/Microsoft)

Já está disponível?

O Copilot Cowork encontra-se atualmente em fase de testes restritos no programa Research Preview. A expansão do acesso está prevista para o final deste mês, sendo liberada primeiramente aos clientes corporativos inscritos no programa Frontier da Microsoft.

Copilot Cowork: IA autônoma da Microsoft quer trabalhar no seu lugar

Microsoft Copilot (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Imagem mostra o logo do navegador Mozilla Firefox, que é uma raposa laranja e amarela abraçando um globo roxo e azul. Há dois outros logos menores e desfocados ao fundo, em um cenário de degradê de tons rosa e roxo. No canto superior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Firefox recebeu correções para falhas identificadas por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mozilla corrigiu 22 falhas de segurança do navegador Firefox com a ajuda do Claude, da Anthropic.
  • A IA identificou vulnerabilidades no código do navegador, incluindo uma falha do tipo use-after-free.
  • Ao todo, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs ao longo de duas semanas.

A Mozilla corrigiu 22 falhas críticas de segurança no Firefox com a ajuda da IA Claude, da Anthropic. O resultado foi divulgado pela organização na sexta-feira (06/03), que detalhou o uso do modelo Opus 4.6 para analisar o código do navegador.

Segundo os dados divulgados, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs em cerca de duas semanas. Desse total, 14 consideradas de alta gravidade, além dos 22 classificados como vulnerabilidades de segurança. Os demais casos envolveram problemas como travamentos ou erros de lógica que poderiam afetar a estabilidade do navegador.

As correções foram incluídas no Firefox 148, liberado em fevereiro.

Como a IA encontrou vulnerabilidades no navegador?

Durante o experimento, pesquisadores do Frontier Red Team da Anthropic usaram o Claude Opus 4.6 para examinar partes do código do Firefox em busca de falhas inéditas. O processo começou com a tentativa de reproduzir vulnerabilidades já conhecidas em versões antigas do navegador, para verificar se o modelo conseguiria identificar padrões semelhantes.

Depois dessa etapa, o sistema foi orientado a procurar problemas inéditos na versão atual do navegador. A análise começou pelo mecanismo JavaScript, considerado um componente crítico por lidar com códigos executados ao navegar na web.

Em pouco tempo, o modelo identificou uma falha do tipo use-after-free, relacionada ao gerenciamento de memória. O problema foi reproduzido em ambiente de testes e relatado oficialmente ao projeto por meio do sistema Bugzilla — os engenheiros da Mozilla validaram as descobertas da IA.

Modelo de IA Claude foi usado para identificar problemas no código do Firefox (imagem: divulgação)

IA não consegue explorar essas falhas

Apesar da eficiência em encontrar problemas, os testes indicam que transformar essas vulnerabilidades em ataques reais é mais difícil para o modelo de inteligência artificial.

Pesquisadores pediram ao Claude que tentasse criar códigos capazes de explorar as falhas encontradas por ele. Após centenas de tentativas, o sistema conseguiu produzir um exploit funcional apenas em dois casos — e ainda assim em ambientes de teste com proteções reduzidas.

Ao site Axios, o engenheiro sênior da Mozilla, Brian Grinstead, afirmou que mesmo falhas classificadas como graves não são suficientes, sozinhas, para comprometer o navegador. “Não é porque você encontra uma única vulnerabilidade, mesmo uma vulnerabilidade grave, que ela é suficiente para hackear o Firefox”, disse.

Firefox corrige 22 falhas de segurança encontradas por IA

Mozilla Firefox (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)
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Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic quer processar governo dos EUA (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic vai contestar na Justiça a classificação de risco à segurança nacional feita pelo Departamento de Defesa dos EUA.
  • Decisão ameaça um contrato de US$ 200 milhões com o Pentágono.
  • Segundo a empresa, a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas dos EUA não deve ser usada para disputas contratuais.

A Anthropic anunciou que vai contestar na Justiça dos Estados Unidos a decisão do Departamento de Defesa (DoD) de classificar a empresa como um risco à cadeia de suprimentos da segurança nacional americana. A notificação chegou à companhia na quarta-feira, e o CEO Dario Amodei respondeu com um comunicado ontem (05/03).

“Não acreditamos que essa ação seja juridicamente válida, e não vemos outra alternativa senão contestá-la na Justiça”, escreveu Amodei em um post no blog da Anthropic.

A designação coloca em risco um contrato de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1,05 bilhão) que a empresa mantém com o Pentágono para o fornecimento de ferramentas de IA para uso em ambientes de informações sigilosas. Pode impedir, também, a Anthropic de atuar em parceria com outras empresas em projetos de defesa, segundo a Bloomberg.

O conflito vinha se acumulando há semanas após o fracasso das negociações entre Amodei e o governo quanto às condições de uso da tecnologia da empresa. A exigência da Anthropic era de que seu sistema de IA não fosse utilizado para vigilância em massa de cidadãos, nem para acionamento de armas autônomas.

Por conta disso, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, classificou o caso como uma ameaça. No mesmo dia, a OpenAI — rival direta da Anthropic — anunciou um acordo com o Pentágono. No post, Amodei acrescenta que o próprio Sam Altman, CEO da OpenAI, reconheceu no X que o contrato era confuso.

Por que a Anthropic vai recorrer à Justiça?

De acordo com a Anthropic, a medida invocada pelo DoD — a seção 3252 do estatuto das Forças Armadas norte-americanas — existe para proteger o governo de riscos externos, não para punir fornecedores em disputas contratuais.

Dessa forma, a empresa sustenta que o escopo é mais limitado do que parece. Ela se aplicaria apenas ao uso do Claude como parte direta de contratos com o Departamento de Defesa, e não a todo uso do sistema por clientes que tenham contratos com o departamento.

Apesar da designação ter sido declarada “com efeito imediato” por um oficial de defesa, as ferramentas da Anthropic seguiam em uso ativo pelo Exército nas operações no Irã no momento da publicação do comunicado, de acordo com uma fonte ouvida pela Bloomberg. Hegseth havia estipulado um prazo de seis meses para a transição a outros fornecedores.

Amodei abaixa o tom contra o governo

Foto de Dario Amodei, de camisa azul, falando em um evento
Dario Amodei, CEO da Anthropic, se desculpa pelo tom usado em memorando (imagem: reprodução/TechCrunch)

No comunicado, Amodei afirmou que as conversas com o Pentágono nos últimos dias haviam sido “produtivas” e que a empresa continua disposta a fornecer seus produtos às Forças Armadas pelo tempo que for necessário e permitido.

O CEO da empresa também pediu desculpas por críticas à OpenAI após o vazamento de um memorando, publicado pelo The Information, no qual ele acusava a concorrente de agir de forma oportunista e de abrir mão de salvaguardas no acordo com o Pentágono. Dizia, também, que a Anthropic era rejeitada pelo governo Trump por falta de apoio público à política do presidente. Agora, afirma que o tom do texto não refletia a visão dele sobre a situação.

Do outro lado, Emil Michael, subsecretário de Defesa para Pesquisa e Engenharia e responsável pelas negociações com Amodei, descartou qualquer continuidade das conversas, segundo a Bloomberg. “Quero encerrar qualquer especulação: não há nenhuma negociação ativa entre o Departamento de Guerra e a Anthropic”.

Anthropic quer processar o Pentágono por classificação de risco à segurança nacional

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)

(imagem: reprodução/TechCrunch)
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Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia
Jensen Huang, CEO da Nvidia, recua de megacordo com a OpenAI (imagem: divulgação/Nvidia)
Resumo
  • O CEO da Nvidia, Jensen Huang, revelou que a fabricante de chips não deve fazer novos aportes na OpenAI e Anthropic.
  • Segundo o executivo, a justificativa é apenas financeira, ligada ao plano de abertura de capital das duas startups.
  • Decisão ocorre após questionamentos do mercado sobre acordos circulares entre Nvidia e OpenAI e atritos com a Anthropic.

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, afirmou durante conferência do Morgan Stanley, em São Francisco (EUA), que a fabricante de chips não pretende realizar novos aportes na OpenAI e na Anthropic.

Segundo o executivo, a decisão está ligada aos planos das duas startups de inteligência artificial de abrir capital (IPO) ainda este ano, o que encerra a janela para investidores privados.

O recuo esfria meses de expectativas do mercado sobre a concretização de rodadas históricas de financiamento lideradas pela gigante dos chips.

Por que a Nvidia desistiu do megacordo com a OpenAI?

A justificativa oficial da companhia é financeira. “O motivo é que eles vão abrir o capital”, resumiu Huang no evento. Informações da Reuters já indicavam que a criadora do ChatGPT estrutura uma oferta pública capaz de avaliá-la em até US$ 1 trilhão. Com o IPO no radar, a Nvidia abandonou o plano inicial de injetar US$ 100 bilhões na parceira, optando por um aporte final de US$ 30 bilhões.

Apesar da declaração de Huang, outro fator pode estar em jogo: o risco dos chamados “acordos circulares”, segundo o Financial Times. O mercado via com desconfiança a dinâmica em que a Nvidia investiria bilhões na OpenAI para que a startup usasse o mesmo dinheiro comprando chips da própria fabricante, um movimento que poderia inflar o setor artificialmente.

Crise com a Anthropic

A relação da Nvidia com a Anthropic, na qual investiu US$ 10 bilhões no ano passado ao lado da Microsoft, também teria chegado ao limite. O distanciamento acontece em um cenário geopolítico tenso: o clima pesou em janeiro, quando o CEO da Anthropic, Dario Amodei, comparou a venda de chips americanos de IA para a China à “venda de armas nucleares para a Coreia do Norte” durante o Fórum de Davos — uma indireta clara à Nvidia.

O racha definitivo veio nesta semana. O governo Trump proibiu agências federais de usarem a tecnologia da Anthropic, pois a startup se recusou a liberar seus modelos para o desenvolvimento de armas autônomas e vigilância. Ironicamente, o boicote governamental impulsionou a Anthropic junto aos usuários: em 24 horas, seu chatbot Claude ultrapassou o ChatGPT na App Store dos EUA, segundo a Sensor Tower.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, tem uma apresentação marcada para o mesmo evento do Morgan Stanley nesta quinta-feira (05/03), onde deverá responder a questionamentos sobre infraestrutura e o IPO trilionário.

Nvidia sinaliza que não investirá mais na OpenAI e Anthropic

Jensen Huang, CEO da Nvidia (imagem: divulgação/Nvidia)
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Anthropic volta a conversar com Pentágono sobre uso do Claude na guerra

A Anthropic e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos retomaram as negociações nesta quinta-feira (05) para definir o uso de inteligência artificial (IA) em sistemas militares, revelou o Financial Times nesta quinta-feira (05). O diálogo ocorre após o colapso das conversas na semana passada, quando o governo americano ameaçou designar a startup como um “risco à cadeia de suprimentos”, medida que proibiria agências federais de utilizarem suas ferramentas.

A divergência central envolve as salvaguardas de segurança da empresa, que resiste ao uso de sua tecnologia para vigilância em massa ou operação de armas autônomas. Enquanto a concorrente OpenAI já firmou acordos para o uso de modelos em redes confidenciais (sistemas protegidos por sigilo de segurança nacional), a Anthropic busca garantias contratuais de que sua tecnologia não executará análises indiscriminadas de grandes volumes de dados.

Pressão de investidores e risco de exclusão aceleram retomada de diálogo entre Anthropic e Pentágono

O retorno às negociações foi motivado por uma pressão de grandes investidores, como Amazon e Nvidia. Por meio de um conselho de tecnologia, essas empresas enviaram uma carta ao governo na qual manifestaram preocupação com a possível punição à Anthropic, o que poderia prejudicar todo o mercado de tecnologia dos Estados Unidos.

Agora, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, conversa diretamente com Emil Michael, um alto funcionário do Pentágono responsável por pesquisas e engenharia. O objetivo é criar um contrato que permita aos militares usar a tecnologia, mas garanta que os limites éticos da startup não sejam desrespeitados.

OpenAI e Anthropic
Enquanto a OpenAI opera em redes secretas, a Anthropic exige garantias contra o uso de sua IA na análise indiscriminada de dados em massa (Imagem: Ascannio/Shutterstock)

A Anthropic está numa fase de crescimento e espera faturar US$ 20 bilhões (R$ 105 bilhões) por ano, o que torna o governo um cliente estratégico. Se fosse expulsa desse mercado, a empresa perderia espaço para concorrentes que possuem menos travas de segurança em seus sistemas de IA.

O impasse ocorreu porque o governo americano queria retirar uma cláusula que impedia a IA de analisar grandes volumes de dados coletados de forma massiva. Oficiais do Pentágono criticam a startup há meses, afirmando que a preocupação exagerada com a segurança da IA atrapalha o desenvolvimento de ferramentas de defesa do país.

O desfecho dessa negociação vai definir como as empresas do Vale do Silício e os militares trabalharão juntos no futuro. Um novo acordo permitiria que o exército voltasse a usar o sistema Claude (a IA da Anthropic) e mostraria se o governo aceita as regras de controle ético propostas pelos desenvolvedores.

(Essa matéria também usou informações de Reuters.)

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Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Claude passa a permitir importação de preferências e memórias de outros chatbots (imagem: divulgação)

A Anthropic anunciou um recurso que facilita a migração de usuários de outros assistentes de IA para o Claude. A novidade permite importar preferências e memórias de plataformas concorrentes, como o ChatGPT, o Gemini e o Copilot, sem que seja necessário reconfigurar tudo do zero.

O lançamento ocorre em um momento de forte exposição pública da empresa nos Estados Unidos. Nos últimos dias, o Claude ultrapassou o ChatGPT entre os aplicativos gratuitos mais baixados da App Store, movimento que coincidiu com a disputa envolvendo contratos com o Departamento de Defesa norte-americano.

Como funciona a importação de memórias?

A ferramenta funciona a partir de um prompt fornecido pela Anthropic. O usuário copia esse comando e o insere no chatbot concorrente para exportar suas memórias e contexto em formato de código. Em seguida, basta colar o conteúdo nas configurações do Claude, na seção de memória, e confirmar a importação.

No site oficial, a empresa resume a proposta: “Traga suas preferências e contexto de outros provedores de IA para o Claude” e complementa: “Com um simples copiar e colar, Claude atualiza sua memória e continua exatamente de onde você parou.”

Segundo a Anthropic, o processamento das novas informações pode levar até 24 horas. Após esse período, o usuário pode verificar o que foi assimilado na área “Veja o que o Claude aprendeu sobre você” e ajustar dados no menu “Gerenciar memória”. A companhia afirma que o sistema prioriza tópicos ligados a trabalho e colaboração, podendo ignorar detalhes pessoais que não tenham relação com esse foco.

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt.
Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)

O que está por trás da alta do Claude?

O crescimento recente do aplicativo ocorre após impasse com o Departamento de Defesa dos EUA. A Anthropic afirmou que buscou restrições contratuais relacionadas a vigilância doméstica em massa e ao uso de modelos em armas totalmente autônomas. Em comunicado, declarou acreditar que “os modelos de IA de ponta atuais são confiáveis o suficiente para serem usados em armas totalmente autônomas” e que a vigilância em larga escala viola “direitos fundamentais”.

Após o rompimento, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, indicou em publicação no X que a empresa seria tratada como risco na cadeia de suprimentos, iniciando uma transição de seis meses. Poucas horas depois, a OpenAI anunciou acordo para fornecer tecnologia ao governo em sistemas classificados.

This week, Anthropic delivered a master class in arrogance and betrayal as well as a textbook case of how not to do business with the United States Government or the Pentagon.

Our position has never wavered and will never waver: the Department of War must have full, unrestricted…

— Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) February 27, 2026

Com informações do Gizmodo e Engadget

Claude libera importação de preferências do ChatGPT em meio à disputa nos EUA

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Anthropic apresenta ferramenta de importação de memórias baseada em prompt (imagem: divulgação/Anthropic)
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Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT sofre debandada de usuários após acordo com governo dos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Após a parceria da OpenAI com o Departamento de Defesa dos EUA, as desinstalações do ChatGPT aumentaram 295%, segundo a Sensor Tower.
  • O Claude, da Anthropic, subiu para o primeiro lugar na App Store americana, superando o ChatGPT, após a Anthropic recusar colaboração com o DoD.
  • O Claude liderou downloads em sete países e os cadastros diários quebraram recordes, com crescimento de mais de 60% nos usuários gratuitos desde janeiro.

Depois que a OpenAI anunciou uma parceria com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD), as desinstalações do app ChatGPT cresceram 295%, segundo dados da plataforma de análise de mercado Sensor Tower. No mesmo período, o Claude, da Anthropic, escalou o ranking da App Store americana e chegou ao primeiro lugar, ultrapassando o maior concorrente.

A movimentação ocorre durante um impasse das duas empresas sobre fornecer tecnologia para o governo norte-americano. Dias antes do anúncio da OpenAI, a Anthropic havia se recusado a permitir que suas IAs fossem usadas pelo DoD para vigilância doméstica em massa ou para armas autônomas — sistemas que disparariam sem intervenção humana.

Pouco depois, a OpenAI foi na direção oposta e fechou seu próprio acordo com o Pentágono. O CEO Sam Altman disse que o contrato inclui salvaguardas relacionadas às preocupações de Dario Amodei, chefe da Anthropic.

Claude no topo

Claude cresceu nas lojas de App (imagem: divulgação)

Segundo dados da Sensor Tower, o Claude estava fora do top 100 no final de janeiro e passou parte do mês de fevereiro entre os 20 mais baixados. Entretanto, na última semana, a escalada foi rápida: sexto na quarta-feira, quarto na quinta, e primeiro na noite de sábado.

Já dados do Appfigures apontam que o total diário de downloads do Claude no sábado superou o do ChatGPT pela primeira vez, com um salto de 88% de um dia para o outro. Além do mercado norte-americano, o aplicativo da Anthropic também assumiu a primeira posição entre os apps gratuitos para iPhone em seis outros países: Alemanha, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Noruega e Suíça.

De acordo com a Anthropic, os cadastros diários quebraram o recorde histórico todos os dias durante a semana, o número de usuários gratuitos cresceu mais de 60% desde janeiro e os assinantes pagos mais que dobraram.

Com a mudança de plataforma, muitos ex-usuários da OpenAI têm recorrido ao novo processo de transferir dados do ChatGPT para o Claude.

O que aconteceu?

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)

A disputa entre a Anthropic e o Pentágono não era sobre se a empresa deveria ou não trabalhar com o governo, mas sobre os termos. De acordo com a desenvolvedora do Claude, as IAs da empresa ainda não têm capacidade para operar com segurança em cenários de lethal autonomy, nome dado a sistemas que tomam decisões de ataque sem supervisão humana.

Pete Hegseth, secretário de Defesa dos EUA, rebateu que o DoD não deveria ser limitado pelas políticas internas de um fornecedor, e que qualquer “uso legal” da tecnologia deveria ser permitido. Após o posicionamento da companhia, o presidente Donald Trump ordenou que agências do governo parassem de usar produtos da Anthropic.

A OpenAI diz em comunicado que também determinou áreas nas quais a IA não poderá ser usada, entre elas vigilância doméstica, sistemas de armas autônomas e sistemas como os de crédito social. Altman, no entanto, admitiu no X que o acordo foi apressado.

Usuários abandonam ChatGPT e migram para Claude após polêmica nos EUA

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Assistente virtual Claude é produzido pela Anthropic (imagem: divulgação)

Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA (Imagem: Thomas Hawk / Flickr)
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Anthropic lança IA para modernizar COBOL e derruba ações da IBM

Gráfico da bolsa de valores
Anúncio das novas ferramentas do Claude Code acendeu sinal de alerta em Wall Street (imagem: Maxim Hopman/Unsplash)
Resumo

Nesta segunda-feira (23), a Anthropic anunciou novas ferramentas de inteligência artificial baseadas no Claude Code, projetadas para acelerar a modernização de sistemas corporativos escritos em COBOL. A novidade abalou o mercado financeiro dos Estados Unidos e fez as ações da gigante da tecnologia IBM sofrerem uma queda expressiva de 10% durante o pregão.

Para compreender a reação dos investidores, é preciso olhar para o modelo de negócios da companhia. A IBM mantém divisões lucrativas dedicadas exclusivamente a ajudar outras corporações a atualizar sistemas legados. Historicamente, isso exige grandes equipes de consultores humanos e contratos milionários de longo prazo, que representam uma fonte de receita constante.

Com o anúncio da Anthropic, o mercado financeiro enxergou uma ameaça direta. A nova IA automatiza fases de análise que antes dependiam desses batalhões de especialistas. Segundo o portal Investing.com, o receio de que as consultorias percam espaço para a automação atingiu o setor em cheio: as ações da Accenture também recuaram 6,58%, enquanto os papéis da Cognizant Technology Solutions registraram baixa de 6,00% no mesmo dia.

O que é o COBOL e por que ainda é tão importante?

Exemplo de código em COBOL (Imagem: COBOL Brasil/Facebook)

O Common Business Oriented Language (COBOL) é uma linguagem de programação criada no final da década de 1950, desenvolvida para o processamento de grandes volumes de dados administrativos, comerciais e financeiros. Embora a indústria global de tecnologia tenha migrado para arquiteturas mais modernas nas últimas décadas, o COBOL permanece operando na infraestrutura econômica global.

Conforme dados divulgados pelo Investing.com, sistemas fundamentados em COBOL ainda gerenciam hoje cerca de 95% das transações de caixas eletrônicos realizadas nos Estados Unidos. Diariamente, centenas de bilhões de linhas desse código rodam em ambientes de produção, garantindo o funcionamento de operações essenciais no mercado financeiro, malhas de companhias aéreas e agências governamentais ao redor do planeta.

Muitos desses sistemas foram implementados antes da era da internet, tornando a integração com plataformas atuais um desafio técnico. Outro gargalo que o setor enfrenta hoje é a escassez de mão de obra. A geração de desenvolvedores que planejou, escreveu e implementou essas arquiteturas já se aposentou. Como consequência, o contingente de profissionais com domínio da linguagem diminui a cada ano, tornando a manutenção ou a transição desses ecossistemas um processo arriscado, lento e muito caro.

O impacto da automação no setor de TI

Atualizar bases de código construídas ao longo de décadas exigia métodos manuais. A proposta da Anthropic é eliminar essa dependência inicial, já que a IA consegue analisar mapeamentos e dependências em milhares de linhas de código simultaneamente, reduzindo a necessidade de intervenção humana.

A plataforma também foi treinada para documentar fluxos de trabalho, identificar os pontos de entrada exatos dos programas, rastrear caminhos de execução e sinalizar potenciais riscos operacionais. Segundo a Anthropic, só a execução dessas etapas exigiria meses de trabalho caso fosse conduzida por métodos de consultoria atuais.

Ao agilizar o processo, a nova versão do Claude Code promete capacitar equipes menores a modernizar bases inteiras em questão de poucos trimestres, eliminando cronogramas que costumavam se arrastar por anos, colocando em xeque a necessidade de terceirização e justificando o alerta vermelho aceso em Wall Street.

Anthropic lança IA para modernizar COBOL e derruba ações da IBM

Gráfico da bolsa de valores (Imagem: Maxim Hopman/Unsplash)
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Anthropic acusa DeepSeek de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA

Mão segurando celular com o app do DeepSeek aberto. Ao fundo, o site do DeepSeek em um monitor.
DeepSeek chegou ao topo das listas de apps mais baixados em janeiro de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)
Resumo
  • A Anthropic acusa DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA por meio de destilação, violando termos de serviço.
  • As três empresas teriam usado 24 mil contas falsas para criar mais de 16 milhões de interações com o Claude.
  • A destilação envolve o uso de um modelo de IA estabelecido para treinar outro, tornando o processo mais rápido e barato.

A Anthropic publicou um comunicado em que acusa as companhias chinesas DeepSeek, Moonshot e MiniMax de usar o Claude para melhorar seus próprios modelos de inteligência artificial, por meio de uma técnica conhecida como destilação.

Segundo a companhia americana, as três empresas usaram cerca de 24 mil contas falsas e criaram mais de 16 milhões de interações com seu chatbot, o que violaria seus termos de serviço e restrições regionais de acesso.

Procuradas pela Reuters, as três companhias chinesas não enviaram suas respostas sobre o assunto.

Qual é a acusação da Anthropic?

Uma ilustração em estilo "recorte de papel" sobre um fundo laranja claro. No centro, uma seta de cor branca. Em torno, uma linha preta sinuosa se estende, para cima e para a direita, sugerindo uma mão e um rosto.
Claude é o principal produto da Anthropic (imagem: divulgação/Anthropic)

A empresa diz ter sido vítima de três campanhas de destilação, todas seguindo um mesmo manual: usar contas fraudulentas e serviços de proxy para acessar o Claude em larga escala e, ao mesmo tempo, driblar os sistemas de detecção.

Os prompts enviados também destoavam de padrões de uso normais, tendo como objetivo a extração de informações sobre como o Claude trabalha — escolhendo a opção de raciocínio para ter acesso à linha de “pensamento” do robô, com o passo a passo para chegar a cada resposta.

O DeepSeek teria interagido mais de 150 mil vezes para acessar as habilidades de raciocínio do Claude, bem como usá-lo para avaliar as respostas do modelo da startup chinesa.

No caso da Moonshot, teriam sido mais de 3,4 milhões de interações, que estariam tentando aprender as habilidades de raciocínio, uso de ferramentas, programação, análise de dados, desenvolvimento de agentes e visão computacional.

A maior parte da atividade estaria ligada à MiniMax, com mais de 13 milhões de prompts trocados que teriam como alvo programação de agentes e uso de ferramentas.

O que é a destilação?

Destilação é o nome dado ao uso de um modelo de inteligência artificial para treinar outro modelo de inteligência artificial.

Geralmente, o treinamento de uma IA envolve o processamento de um conjunto enorme de dados. Através desse trabalho, a tecnologia identifica padrões e relacionamentos entre as informações.

A destilação, por sua vez, é uma forma de treinamento que parte de uma IA já estabelecida. Em vez de processar um volume massivo de dados, a nova IA interage com a IA mais antiga e usa as respostas para seu treinamento.

Com isso, o processo se torna muito mais rápido e barato, já que usa dados selecionados como ponto de partida e exige menos trabalho computacional.

A Anthropic ressalta que a destilação em si pode ser legítima — uma empresa pode destilar um modelo de IA enorme para criar uma versão menor, mais barata e mais leve.

Para a empresa, o problema começa quando concorrentes usam o método para entregar produtos similares sem ter que arcar com os custos do treinamento. Além disso, a Anthropic considera que essas ações são uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

A Anthropic não é a primeira empresa a fazer acusações desse tipo. Quando o DeepSeek ganhou os holofotes no começo de 2025, a OpenAI fez questionamentos semelhantes.

Com informações da Reuters

Anthropic acusa DeepSeek de usar o Claude para melhorar seus modelos de IA

DeepSeek chegou ao topo das listas de apps mais baixados em janeiro de 2025 (foto: Giovanni Santa Rosa/Tecnoblog)

(imagem: divulgação/Anthropic)
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Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

Bill Gates (Imagem: OnInnovation/Flickr)
Gates manteve visitas privadas a projetos de saúde e agricultura na Índia (imagem: OnInnovation/Flickr)
Resumo

Nesta quinta-feira (19), a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit), realizada em Déli, na Índia, teve um início conturbado. O cofundador da Microsoft, Bill Gates, cancelou sua palestra horas antes de subir ao palco. A desistência ocorre em momento de pressão após a divulgação de novos documentos que detalham sua relação com Jeffrey Epstein.

O evento, que visa consolidar a Índia como um polo tecnológico global e atrair investimentos, conta com a presença de líderes de mais de 100 países, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, o presidente francês Emmanuel Macron e grandes nomes do Vale do Silício, como Sam Altman e Sundar Pichai.

Por que Bill Gates desistiu de discursar?

A ausência de Gates foi divulgada pela Fundação Gates de última hora. Conforme informações da BBC News, a organização afirmou que a decisão foi tomada após “cuidadosa consideração” para garantir que o foco da cúpula permanecesse em suas prioridades centrais: saúde e desenvolvimento tecnológico.

Nos bastidores, a “distração” mencionada pela fundação tem nome: Jeffrey Epstein. Em janeiro de 2026, novos arquivos divulgados pela justiça americana trouxeram detalhes inéditos sobre o convívio de Gates com Epstein, condenado por crimes sexuais. Segundo o The Guardian, embora Gates não tenha sido acusado de crimes, a reaparição do tema intensificou o burburinho público.

Até Melinda Gates, em entrevistas citadas pelo jornal, comentou que as perguntas sobre esses laços devem ser respondidas pelo ex-marido, aumentando a pressão sobre o bilionário. Para evitar um vazio na programação, Ankur Vora, presidente dos escritórios da fundação na África e na Índia, assumiu o lugar de Gates no palco. O cofundador da Microsoft permanece na Índia, mas em agendas privadas.

Bill Gates
Bill Gates cancelou palestra principal após novas pressões sobre o caso Epstein (imagem: Red Maxwell/Flickr)

“Climão” entre CEOs

No setor corporativo, o clima foi de tensão. Um registro em vídeo que circula nas redes sociais capturou o momento em que Dario Amodei (CEO da Anthropic) e Sam Altman (CEO da OpenAI) evitaram um aperto de mãos diante do público.

O episódio reflete a guerra fria comercial entre as empresas. A Anthropic, fundada por ex-funcionários da OpenAI, posiciona-se como uma alternativa mais focada em segurança e ética, enquanto a OpenAI busca a liderança do mercado.

Em seu discurso, Altman defendeu que o mundo precisa de regulação “com urgência”, afirmando que a centralização da IA nas mãos de poucos poderia levar à “ruína”. Já Amodei ressaltou que a Anthropic está disposta a trabalhar com governos para realizar testes rigorosos de segurança em modelos de larga escala.

Lula e investimentos bilionários

Presidente Lula e Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi fotografados com outras pessoas ao fundo durante a AI Impact Summit
Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)

O presidente Lula utilizou o palco para defender que a IA deve ser uma ferramenta de inclusão e não um mecanismo para aprofundar desigualdades globais. Essa visão foi compartilhada por Narendra Modi, que ressaltou a importância de o Sul Global não ser apenas “matéria-prima” para algoritmos estrangeiros.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o futuro da IA não pode ser deixado aos “caprichos de alguns bilionários” e propôs a criação de um fundo global de US$ 3 bilhões para garantir o acesso aberto à tecnologia para países em desenvolvimento.

A cúpula também serviu para anúncios financeiros. O bilionário Mukesh Ambani prometeu investir US$ 110 bilhões nos próximos sete anos para fortalecer o ecossistema tecnológico indiano. Já o CEO do Google, Sundar Pichai, anunciou a criação de um centro de IA no país para gerar empregos e infraestrutura de ponta.

A expectativa é que, até o final da semana, os líderes assinem um tratado de cooperação técnica para estabelecer padrões mínimos de segurança e governança ética.

Bill Gates cancela palestra em cúpula de IA após novos arquivos do caso Epstein

Presidente Lula e o Primeiro Ministro da Índia, Narendra Modi durante a Cúpula de Impacto da IA (AI Impact Summit) (foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República)
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Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

Ilustração com o logotipo da Amazon ao centro
Decisão da Amazon sobre IA gerou reação de funcionários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Amazon prioriza o uso do assistente Kiro, desencorajando ferramentas externas como o Claude Code, mesmo sendo parceira da Anthropic.
  • Funcionários demonstram insatisfação, com 1.500 apoiando formalmente o uso do Claude Code como ferramenta oficial.
  • Engenheiros questionam a produtividade e qualidade do Kiro, afirmando que o Claude Code o supera em algumas tarefas.

A Amazon tem uma política interna que prioriza o uso de ferramentas próprias de inteligência artificial para programação. Para usar rivais, como o Claude Code, é preciso uma autorização formal. Mas essa situação tem gerado insatisfação entre os funcionários.

Segundo o Business Insider, que obteve mensagens internas, o impasse ficou mais evidente no segundo semestre do ano passado, quando a Amazon divulgou orientações para utilizar seu assistente Kiro.

A situação chama atenção porque a empresa de Jeff Bezos é uma das principais investidoras da Anthropic e também sua parceira estratégica, além de oferecer o Claude a clientes por meio do Bedrock, plataforma que reúne serviços de IA de terceiros.

O que aconteceu?

A Amazon divulgou orientações internas recomendando que equipes utilizassem o Kiro, seu assistente de programação próprio. A diretriz desencorajava o uso de ferramentas externas não aprovadas, incluindo o Claude Code, mesmo que o Kiro seja baseado nos modelos da Anthropic.

A empresa afirmou que a diferença está no fato de o Kiro operar com ferramentas desenvolvidas pela própria Amazon Web Services, o que facilitaria integração, controle e governança. Ainda assim, a decisão provocou reações negativas em fóruns internos. Em uma das discussões, cerca de 1.500 funcionários apoiaram formalmente a adoção do Claude Code como ferramenta oficial.

O desconforto foi ainda maior entre engenheiros envolvidos na venda do Bedrock. Alguns questionaram como poderiam recomendar o Claude aos clientes sem poder utilizá-lo livremente em seu próprio trabalho. Segundo o Business Insider, um dos funcionários escreveu: “Os clientes vão perguntar por que deveriam confiar ou usar uma ferramenta que não aprovamos para uso interno”.

Imagem mostra o logotipo da Amazon Web Services ao centro
Ferramenta da AWS gera insatisfação entre funcionários (imagem: Thomas Cloer/Flickr)

Imposição corporativa?

As críticas não se limitaram ao aspecto comercial. Engenheiros também levantaram dúvidas sobre produtividade e qualidade técnica. Alguns afirmaram que o Claude Code apresenta desempenho superior ao Kiro em determinadas tarefas.

“Uma ferramenta que não consegue acompanhar os concorrentes não oferece inovação real”, escreveu um funcionário em fórum interno. “E sem vantagem competitiva, o único mecanismo de sobrevivência do Kiro passa a ser a adoção forçada, em vez do valor genuíno.”

Em resposta, um porta-voz da Amazon afirmou que a empresa observa “melhorias incríveis em eficiência e entrega” com o Kiro e que cerca de 70% dos engenheiros de software o utilizaram ao menos uma vez em janeiro.

A empresa disse ainda que não pretende apoiar novas ferramentas externas de desenvolvimento, embora mantenha um processo para exceções. No ano passado, em uma discussão similar, o CEO da AWS afirmou que substituir funcionários juniores por IA seria “burrice”.

Funcionários da Amazon rejeitam IA interna e preferem Claude, diz site

Amazon faz promoções durante Semana do Consumidor (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Amazon Web Services, ou AWS (Imagem por Thomas Cloer/Flickr)
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Mundo está “em perigo”, diz ex-líder de segurança da Anthropic

Uma ilustração digital de um perfil de cabeça humana, formada por linhas e pontos luminosos azuis que simulam uma rede neural ou mapeamento digital. Ao lado direito, em letras brancas, a sigla "AI" (Inteligência Artificial). O fundo é escuro com leves pontos de luz. No canto inferior direito, o logo "tecnoblog".
Pesquisador critica cultura do setor de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Mrinank Sharma, ex-líder da equipe de salvaguardas da Anthropic, demitiu-se citando pressões para abandonar valores éticos, afirmando que “o mundo está em perigo” devido a crises interconectadas.
  • Sharma, com doutorado em aprendizado de máquina, trabalhou na Anthropic desde agosto de 2023, focando em defesas contra bioterrorismo assistido por IA e pesquisas sobre “sicofancia” de IA.
  • O pedido de demissão de Sharma reflete preocupações éticas crescentes na indústria de IA, semelhante a casos anteriores na OpenAI e Google DeepMind, destacando a falta de transparência e pressões corporativas.

Em uma carta de demissão publicada na rede social X, um ex-pesquisador de segurança da Anthropic chamado Mrinank Sharma revelou sua preocupação com os rumos da indústria. Segundo ele, a companhia enfrenta dificuldades para manter os princípios éticos e “o mundo está em perigo”.

Sharma liderava a equipe de pesquisa de mitigação de riscos da Anthropic, dona da IA Claude, desde a criação do grupo no ano passado. Na carta, ele agradece a oportunidade de contribuir com a maior segurança das ferramentas, mas expõe sua frustração com a cultura corporativa do setor. “Vi repetidamente o quão difícil é realmente deixar nossos valores governarem nossas ações”, disse.

Com doutorado em aprendizado de máquina pela Universidade de Oxford, Sharma ingressou na Anthropic em agosto de 2023. Por lá, trabalhava com o desenvolvimento de defesas contra o bioterrorismo assistido por IA e pesquisas sobre “sicofancia” de IA, fenômeno em que chatbots concordam excessivamente ou elogiam o usuário para agradá-lo.

Crise de segurança e ética

Embora o trabalho de Sharma fosse focado em tecnologia, ele enfatizou que o perigo ao qual se refere não vem apenas da inteligência artificial, mas de uma “série de crises interconectadas se desenrolando neste exato momento”.

“Parecemos estar nos aproximando de um limiar em que nossa sabedoria deve crescer na mesma medida que nossa capacidade de afetar o mundo, sob o risco de enfrentarmos as consequências”, escreveu Sharma.

Ele acrescenta que viu na organização os funcionários enfrentarem constantemente “pressões para deixar de lado o que mais importa”, e que essa realidade deixou claro para ele que “chegou a hora de seguir em frente”.

Today is my last day at Anthropic. I resigned.

Here is the letter I shared with my colleagues, explaining my decision. pic.twitter.com/Qe4QyAFmxL

— mrinank (@MrinankSharma) February 9, 2026

Pouco antes da própria demissão, ele publicou um estudo indicando que o uso de chatbots pode levar os usuários a formar uma percepção distorcida da realidade, destacando a necessidade de sistemas projetados para “apoiar a autonomia humana”.

Críticas não são novidade

O pedido de demissão de Sharma soma-se a uma lista crescente de profissionais de segurança que deixaram grandes empresas de IA citando preocupações éticas.

O caso relembra a dissolução de uma equipe da OpenAI em 2024, como menciona a Forbes, após a saída de Jan Leike — que, curiosamente, hoje lidera a pesquisa de segurança na própria Anthropic.

Na época, Leike afirmou ter discordado da liderança da OpenAI sobre as prioridades centrais da empresa até atingir um “ponto de ruptura”.

Naquele mesmo ano, funcionários e ex-funcionários da OpenAI e do Google DeepMind lançaram uma carta aberta alertando que as companhias estariam sendo imprudentes para lançar produtos mais rápido que as concorrentes. Outra crítica do grupo visava a falta de transparência quanto às limitações e riscos dos modelos de IA.

Vez ou outra um figurão da indústria aparece para controlar as sobre uma indústria que vive no futuro. Há poucos meses, o próprio cofundador da OpenAI, Andrej Karpathy, disse que agentes de IA ainda são disfuncionais. Ferramentas do tipo estão em alta no setor, seja para te ajudar a fazer compras ou, em breve, para operar um robô que cuidará da sua casa.

Mundo está “em perigo”, diz ex-líder de segurança da Anthropic

Cloudflare declara guerra a bots de IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Anthropic provoca OpenAI com campanha contra anúncios no ChatGPT

Imagem mostra duas pessoas conversando. Uma está de costas e a outra, de frente para a câmera, olha para a pessoa de costas
Peças satirizam conversas cotidianas distorcidas por propagandas intrusivas (imagem: divulgação)
Resumo
  • Anthropic lançou uma campanha publicitária com quatro vídeos que ironizam os anúncios no ChatGPT.
  • O CEO da OpenAI, Sam Altman, classificou a campanha como “desonesta” e afirmou que o ChatGPT não exibirá anúncios da forma descrita nos vídeos.
  • Segundo a OpenAI, os anúncios serão exibidos no final das respostas, sem influenciar o teor das respostas geradas pela IA.

A Anthropic decidiu alfinetar a OpenAI com uma campanha publicitária lançada ontem (04/02). Em uma série de quatro vídeos, a criadora do Claude, chatbot rival do ChatGPT, ironiza a introdução de propagandas no ChatGPT.

Nos vídeos, a empresa satiriza que o produto de Sam Altman usará informações enviadas pelo usuário em conversas cotidianas para distorcer conselhos, a fim de alavancar a venda de produtos de anunciantes.

A provocação ocorre poucas semanas após a OpenAI confirmar oficialmente a chegada dos anúncios na versão gratuita e no plano Go do assistente. A medida, que já era discutida internamente e especulada desde pelo menos 2024, deve custear o processamento de dados e a expansão de infraestrutura da empresa, mas serviu de munição para concorrentes se posicionarem como alternativas livres de publicidade.

Como são os vídeos?

Os comerciais colocam um indivíduo conversando com outra pessoa com o estilo de conversação comum de chatbots de IA. Os vídeos se iniciam com uma palavra provocativa, como “violação” e “traição”. Nesse último, por exemplo, um homem conversa com uma terapeuta sobre a relação com a própria mãe e recebe uma propaganda de um site de encontros com mulheres mais velhas.

O comportamento se repete em outras peças, nas quais os personagens recebem ofertas de forma intrusiva em meio a conversas. No vídeo “violação”, a empresa é mais explícita na crítica ao uso indevido de dados dos usuários: nele, um jovem busca dicas para definir o abdômen e, após informar sua altura e peso, recebe um anúncio de palmilhas para ficar mais alto.

A Anthropic encerra os vídeos com a mensagem de que os anúncios estão chegando à IA, mas não ao Claude. A promessa repete o posicionamento do Google, dono do Gemini, que diz não ter planos para incluir publicidade na plataforma e fez ressalvas quanto ao modelo adotado pela OpenAI.

pic.twitter.com/jEWDjs30kf

— Claude (@claudeai) February 4, 2026

Sam Altman diz que campanha é “desonesta”

A sátira tocou na ferida da OpenAI. Embora tenha admitido na rede social X que riu dos vídeos, o CEO Sam Altman publicou um longo texto rebatendo a campanha e classificando-a como “desonesta”.

Altman afirma que o ChatGPT “jamais rodaria anúncios da forma que a Anthropic descreve” e insiste que seus usuários rejeitariam tal comportamento. Além disso, o executivo criticou a rival por servir apenas a “pessoas ricas” com seus planos de assinatura, chamando-a de “autoritária” pelas políticas de uso restritivas.

First, the good part of the Anthropic ads: they are funny, and I laughed.

But I wonder why Anthropic would go for something so clearly dishonest. Our most important principle for ads says that we won’t do exactly this; we would obviously never run ads in the way Anthropic…

— Sam Altman (@sama) February 4, 2026

OpenAI nega que modelo influenciará respostas

De fato, durante a cobertura de todo o processo de avaliação da OpenAI pelo modelo de anúncios, sabia-se que a empresa estava preocupada com a recepção do conteúdo patrocinado pela base de usuários e que isso definiu os princípios usados pela companhia.

Apesar da paródia ácida da Anthropic, a implementação real dos anúncios no ChatGPT promete ser mais contida. A proposta da OpenAI é integrar a publicidade ao contexto, exibindo-a apenas no final das respostas textuais e quando houver um produto ou serviço relevante para a conversa.

Segundo a dona do ChatGPT, as propagandas serão rotuladas, separadas do conteúdo gerado pela IA e não influenciarão o teor das respostas.

Anthropic provoca OpenAI com campanha contra anúncios no ChatGPT

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Dona do Claude lançou quatro vídeos que ironizam os anúncios no rival. Sam Altman diz que campanha é "desonesta".
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IA fica responsável por máquina de vendas e dá prejuízo

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Experimento da Anthropic expõe limites de agentes de IA autônomos (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • A Anthropic colocou uma IA para gerenciar uma máquina de vendas, mas o resultado foi uma série de decisões erradas do sistema e prejuízo financeiro.
  • Apelidada de Claudius, a IA foi manipulada por funcionários, vendendo produtos abaixo do custo e distribuindo itens gratuitamente.
  • O veredito da empresa é que a distância para um agente de IA completamente funcional e autônomo ainda é grande.

Um experimento conduzido pela Anthropic, dona da IA Claude, mostrou que a autonomia total de sistemas de inteligência artificial ainda esbarra em limitações práticas. A empresa colocou um agente de IA para administrar uma pequena máquina de vendas em seus escritórios, mas o resultado foi uma sequência de decisões equivocadas e perdas financeiras.

A IA, apelidada de Claudius, operava a máquina quase de forma independente, definindo preços, gerenciando estoque e atendendo clientes. A interação com os funcionários era feita por meio da plataforma Slack. Segundo a Anthropic, o objetivo era avaliar como agentes autônomos se comportam em tarefas do mundo real, indo além de responder perguntas ou gerar textos.

Como funcionou o experimento?

Na primeira fase, Claudius controlou sozinho uma operação no escritório do The Wall Street Journal: pesquisava produtos, sugeria preços e autorizava vendas. Sem sensores ou mecanismos físicos de controle, a IA dependia do chamado “sistema de honra”, confiando que as pessoas pagariam corretamente pelos itens. Rapidamente, surgiram problemas.

Funcionários conseguiram convencer a IA a vender produtos abaixo do custo, distribuir itens gratuitamente e até comprar objetos sem sentido comercial, como cubos de tungstênio e itens caros para “marketing”. O jornal escreve que a IA “sorteou um PlayStation 5 para fins de marketing”.

Em um momento, o agente começou a alucinar e chegou a afirmar que era um humano “usando um blazer azul”, evidenciando falhas de contexto e identidade. O resultado foi um prejuízo constante e a perda quase total do estoque.

IA não conseguiu lucrar

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Anthropic testou agente de IA em negócio real (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Na segunda fase, a Anthropic tentou corrigir os erros com uma máquina instalada no seu próprio escritório. Claudius foi atualizado para um modelo mais recente, recebeu ferramentas adicionais — como sistemas de gestão de estoque e pesquisa de preços — e passou a responder a um “CEO” virtual, outro agente de IA chamado Seymour Cash. A ideia era impor metas e disciplina financeira.

As mudanças trouxeram melhorias parciais: os descontos caíram cerca de 80% e a IA passou a calcular melhor margens e prazos. Ainda assim, o sistema continuou vulnerável a manipulações humanas e a decisões pouco racionais. O próprio “CEO virtual” autorizou reembolsos excessivos e se envolveu em longas conversas irrelevantes, comprometendo a eficiência do negócio.

Para a Anthropic, o experimento deixa um recado claro. “A ideia de uma IA administrando um negócio não parece tão absurda quanto antes”, diz um post no blog da empresa. “Mas a diferença entre ‘capaz’ e ‘completamente robusto’ continua grande”.

IA fica responsável por máquina de vendas e dá prejuízo

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Experimento da Anthropic colocou um agente de inteligência artificial no comando de uma máquina de vendas. Sistema tomou decisões erradas e foi facilmente manipulado por clientes.

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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OpenAI, Anthropic e Linux Foundation querem padronizar agentes de IA

Ilustração de inteligência artificial, com um rosto gerado por computador
Agentes de IA são capazes de seguir instruções e executar tarefas em um computador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A Agentic AI Foundation (AAIF), liderada pela Linux Foundation, busca padronizar tecnologias de agentes de IA.
  • OpenAI, Anthropic e Block doaram tecnologias como MCP, Agents.md e Goose para promover uma infraestrutura comum.
  • A AAIF visa evitar monopólios tecnológicos e “cercadinhos” que dificultem integrações.

A Linux Foundation anunciou a formação de um grupo chamado Agentic AI Foundation (AAIF), voltado a padronizar as tecnologias de agentes de inteligência artificial. OpenAI, Anthropic e Block abriram os códigos de algumas de suas tecnologias para contribuir com o projeto.

Além dessas três empresas, a AAIF conta com AWS, Bloomberg, Cloudflare, Google e Microsoft. Segundo a Linux Foundation, o objetivo é criar um grupo neutro e aberto para garantir que essa tecnologia “evolua de maneira transparente e colaborativa”.

OpenAI, Anthropic e Block fazem doações

O pontapé inicial da AAIF veio com três doações de tecnologia. A Anthropic cedeu seu Model Context Protocol (MCP), um padrão para conectar modelos e agentes de IA a ferramentas e dados já adotado pelo Claude, da própria empresa, e também por Cursor, Microsoft Copilot, Google Gemini, VS Code e ChatGPT, entre outras plataformas.

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
MCP da Anthropic já foi adotado por várias plataformas (imagem: divulgação)

A OpenAI doou o Agents.md, um arquivo com instruções para agentes de programação com IA. Ele funciona como uma fonte de diretrizes para que os agentes possam operar de maneira consistente, mesmo usando diferentes ferramentas e repositórios.

Por fim, a Block doou o Goose, framework para agentes de IA que combina modelos de linguagem, ferramentas extensíveis e integração com o MCP. Menos conhecida das três empresas, ela tem Jack Dorsey, ex-Twitter, como seu cofundador e CEO, e oferece produtos financeiros como o sistema de vendas Square e o app de transferências Cash App.

Fundação quer definir infraestrutura

Como nota o TechCrunch, a participação de grandes empresas sugere um compromisso para que haja regras definidas para todos no setor, visando a confiabilidade dos agentes de IA.

“Precisamos de múltiplos [protocolos] para negociar, comunicar e trabalhar juntos”, explica Nick Cooper, engenheiro da OpenAI, ao TechCrunch. “Esse tipo de abertura e comunicação significa que nunca haverá apenas um fornecedor, um servidor, uma empresa”, completou.

Jim Zemlin, diretor-executivo da Linux Foundation, diz que o objetivo é evitar que exista um “cercadinho” com camadas de tecnologia proprietárias e conexões trancadas.

As empresas podem doar dinheiro para financiar as atividades da AAIF, mas os projetos e direcionamentos serão definidos por comitês técnicos, de forma multilateral.

Esse ponto foi importante na decisão da Anthropic de doar o MCP para a AAIF. Dessa forma, o protocolo não fica dependente de um único desenvolvedor. “Nossa meta é ter adoção suficiente para que se torne um padrão de facto”, afirma David Soria Parra, cocriador do MCP.

Com informações da Linux Foundation e do TechCrunch

OpenAI, Anthropic e Linux Foundation querem padronizar agentes de IA

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
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Claude Opus 4.5 chega com conversas infinitas e foco em agentes

Ilustração em fundo laranja mostra o contorno preto de um rosto humano de perfil, voltado para a esquerda, com uma mão aberta abaixo do queixo. À frente do rosto, flutua um símbolo branco circular com pontos conectados, semelhante a órbitas ou a um diagrama molecular, sugerindo inteligência artificial e interação entre humano e tecnologia.
Anthropic já oferece Haiku 4.5 e Sonnet 4.5, versões menores do modelo de IA (imagem: divulgação)
Resumo
  • A Anthropic lançou o Claude Opus 4.5, superando concorrentes em programação e melhorando visão, raciocínio e matemática.
  • O Opus 4.5 oferece conversas infinitas, criando resumos para liberar espaço na janela de contexto, disponível para usuários de planos pagos.
  • Ferramentas Claude for Chrome e Excel serão ampliadas, com acesso para assinantes dos planos Max, Team e Enterprise.

A Anthropic lançou nesta segunda-feira (24/11) o Claude Opus 4.5, nova geração do seu modelo de inteligência artificial mais avançado. Com ele, a família está completa — o Haiku 4.5 e o Sonnet 4.5 chegaram ao mercado entre setembro e outubro.

Segundo a startup, ele é o primeiro a marcar mais de 80% no respeitado benchmark de programação SWE-Bench, superando concorrentes como o Gemini 3 Pro, do Google, e o GPT-5.1-Codex-Max, da OpenAI.

A empresa afirma ainda que o Opus 4.5 tem desempenho melhor do que todos os modelos lançados anteriormente pela própria companhia em visão, raciocínio e matemática, atingindo novos níveis de pensamento e flexibilidade para resolver problemas complexos.

Ferramentas para Chrome e Excel serão ampliadas

A Anthropic alega que o novo modelo atinge “o estado da arte em desempenho” em tarefas “agênticas”, como uso de ferramentas e uso de computador.

Por isso, a startup vai ampliar o acesso a duas de suas ferramentas: o Claude for Chrome, para executar tarefas no navegador, e o Claude for Excel, assistente para gerar e explicar fórmulas de planilhas.

Ambas continuam em fase de testes, mas, a partir de agora, assinantes do plano Max poderão usar a IA para Chrome, enquanto usuários dos pacotes Max, Team e Enterprise receberão a funcionalidade para o Excel.

Opus 4.5 dribla limite da janela de contexto

Outra novidade do Opus 4.5 é a função de conversa infinita. Chatbots de IA sempre chegam a um limite em que não é mais possível processar a quantidade de informações daquela interação — é o limite da chamada janela de contexto.

A nova versão do Claude poderá criar um resumo dos prompts e respostas, liberando espaço para que o usuário possa continuar usando a ferramenta. Essa opção, no entanto, estará disponível apenas para usuários de planos pagos.

Com informações do Cnet, do ZDNet e do TechCrunch

Claude Opus 4.5 chega com conversas infinitas e foco em agentes

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Anthropic afirma que seu novo modelo de IA supera concorrentes em programação. Ferramentas para Chrome e Excel foram expandidas.
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Hackers usaram IA da Anthropic em ciberataque global

Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Hackers contornaram instruções de segurança do Claude (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Hackers usaram o Claude da Anthropic para atacar 30 alvos globais, contornando travas de segurança.
  • A IA Claude teria executado entre 80% e 90% da operação, criando exploits e extraindo dados privados.
  • A Anthropic reconhece o uso indevido e alerta para ataques mais avançados no futuro.

Um grupo de hackers apoiado pelo governo da China teria utilizado o modelo Claude, da Anthropic, para executar um ataque cibernético contra 30 alvos corporativos e políticos globais. De acordo com a própria Anthropic, esse é o primeiro caso documentado de ataque feito sem grande intervenção humana.

Para realizar a operação, os hackers conseguiram contornar as travas de segurança do Claude Code. Eles “enganaram” a IA fingindo ser uma empresa de cibersegurança que usava o modelo para treinamento defensivo.

Com isso, os cibercriminosos quebraram o ataque em tarefas menores que não revelavam a intenção maliciosa da ação. A IA foi responsável por 80% a 90% da operação, desde a criação de códigos de exploit até a extração de dados privados.

IA executou grande parte da ação

Imagem de um celular exibindo a tela do Claude AI
Claude ajudou hackers a estruturar o ataque (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Após os hackers selecionarem os alvos — que incluíam empresas de tecnologia, instituições financeiras e agências de governo —, instruíram o Claude Code a desenvolver a estrutura de ataque.

Segundo a Anthropic, a IA não só escreveu o código do programa para explorar a falha de segurança, como obteve sucesso em roubar nomes de usuário e senhas. Com essas credenciais, o modelo conseguiu extrair “uma grande quantidade de dados privados” através do backdoor que ele mesmo criou.

A empresa relata que o Claude foi obediente a ponto de documentar os ataques e armazenar os dados roubados em arquivos separados, e admite que a operação da IA não foi impecável, pois algumas informações eram públicas. Entretanto, a companhia alerta que ataques desse tipo podem se tornar mais sofisticados com o tempo.

Claude analisou ataque

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
IAs estão sendo utilizadas por hackers em golpes (imagem: divulgação)

Ainda que tenha sido a ferramenta usada pelos criminosos, a Anthropic sustenta que o Claude teve sucesso também na análise do nível de ameaça dos dados que ele mesmo coletou.

O uso de IA para ciberataques não é exclusivo do Claude. O portal Engadget relembra que a OpenAI já relatou no passado que suas ferramentas foram usadas por grupos de hackers para depurar códigos e elaborar e-mails de phishing (golpes usados para roubar senhas). As duas empresas, inclusive, trabalharam juntas na identificação de falhas de segurança.

No relatório, publicado em agosto, a Anthropic divulga o uso indevido de suas próprias ferramentas em outras ocasiões. Ela elenca esquemas de extorsão, a criação de ransomware por criminosos com pouco conhecimento técnico e um esquema de fraude operado pela Coreia do Norte.

Nesse último, a empresa alega que agentes norte-coreanos usavam o Claude para criar falsas identidades profissionais, passar em entrevistas técnicas e manter empregos remotos em empresas de tecnologia dos EUA.

Hackers usaram IA da Anthropic em ciberataque global

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Conheça mais detalhes sobre o Claude AI (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

(imagem: divulgação)
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Homem recorre à IA e reduz conta médica de US$ 195 mil para US$ 33 mil

Ilustração minimalista em fundo cor de salmão (ou terracota), representando a IA Claude da Anthropic. No centro, um desenho em traço preto grosso e simples representa uma mão estilizada segurando quatro formas geométricas básicas e brancas: um triângulo, um quadrado, um círculo e um losango.
Claude, IA da Anthropic, encontrou irregularidades em conta de hospital (imagem: divulgação)
Resumo
  • IA Claude, da Anthropic, ajudou a reduzir uma conta hospitalar de US$ 195 mil para US$ 33 mil, após identificar cobranças duplicadas.
  • O relato foi feito no Threads por Matt Rosenberg, que conta que o hospital usou códigos incorretos e superfaturou suprimentos em até 2.300%.
  • Além do Claude, Rosenberg usou o ChatGPT para redigir uma carta jurídica, resultando em uma negociação bem-sucedida com o hospital.

Um homem nos Estados Unidos relata que conseguiu reduzir uma conta hospitalar de US$ 195 mil (cerca de R$ 1 milhão) para apenas US$ 33 mil (R$ 176,8 mil) após a morte do cunhado. Na rede social Threads, o usuário nthmonkey, identificado como Matt Rosenberg, explica que usou o chatbot Claude, da Anthropic, para analisar a fatura detalhada e encontrar erros graves.

O valor original, segundo o relato, era referente a apenas quatro horas de tratamento intensivo antes do falecimento. O cunhado havia perdido o seguro-saúde dois meses antes. A fatura inicial, segundo Rosenberg, era confusa e não detalhava os custos, agrupando US$ 70 mil apenas sob a descrição “cardiologia”.

Após insistir, o hospital enviou uma fatura detalhada com os códigos de faturamento padrão (CPT). Foi nesse momento que o usuário decidiu recorrer ao chatbot. No post, Rosenberg diz que usou as versões pagas do Claude e ChatGPT (para revisão) durante o processo.

O que a IA descobriu?

Segundo o relato, a principal descoberta do Claude foi uma duplicidade massiva nas cobranças. O hospital cobrava tanto pelo procedimento principal quanto, separadamente, cada um dos componentes individuais.

Duas capturas de tela sequenciais de posts no Threads do usuário 'nthmonkey', detalhando o uso de inteligência artificial para contestar contas médicas. O primeiro post (3,8 mil curtidas) explica: "Eu alimentei a conta detalhada e os códigos para Claude (AI). Claude descobriu que a maior regra para o Medicare era que um dos códigos significava que todos os outros procedimentos e suprimentos durante o encontro eram incobráveis." O segundo post (3,3 mil curtidas) continua a explicação: "Isso era mais de cem mil de custo que o Medicare teria reembolsado zero dólares por. Outro era um código que era apenas para paciente internado..."
Usuário explica uso do Claude (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

“Isso representava mais de cem mil dólares em custos pelos quais o Medicare [sistema de seguro de saúde público dos EUA] teria reembolsado zero dólares”, escreveu Rosenberg.

Além da duplicidade, a IA identificou outras irregularidades que inflavam a conta:

  • Códigos incorretos: o hospital usou um código de procedimento que só se aplica a pacientes internados, mas o cunhado estava na emergência e nunca chegou a ser formalmente admitido.
  • Violação regulatória: foi cobrado o uso de ventilador no mesmo dia de uma admissão de emergência crítica, prática que, segundo o Claude, não é permitida pelas regras do Medicare.
  • Superfaturamento: suprimentos simples, como aspirina, foram cobrados com ágio de 500% a 2.300% acima do valor que seria reembolsado pelo sistema público.

Contestação foi feita por IAs

Rosenberg relata que o hospital “inventou suas próprias regras, seus próprios preços, e imaginou que poderia apenas pegar dinheiro de pessoas leigas”. A instituição chegou a sugerir que a família buscasse assistência de caridade.

Apesar de reconhecer que IAs costumam alucinar, Rosenberg contou com auxílio do Claude (e, segundo ele, com uma checagem de fatos feita pelo ChatGPT) para redigir uma carta em tom jurídico. O documento detalhava as violações de cobrança e ameaçava ação legal, exposição negativa na imprensa e denúncias a comitês legislativos.

Captura de tela de um post no Threads do usuário 'nthmonkey' (Autor), com $4,3$ mil curtidas. O texto fala sobre a ficção da caridade e contas hospitalares, e descreve a ação tomada: "Com a ajuda de Claude, eu escrevi uma carta explicando as violações de cobrança deles e ameaçando ação legal, má publicidade (bad PR), e aparições perante comitês legislativos se eles não aceitassem o que Claude calculou que o Medicare teria reembolsado."
Além das contas, Claude auxiliou no desenvolvimento de carta legal (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

A carta propunha pagar o valor que o Claude calculou que o Medicare teria reembolsado. O hospital contrapropôs US$ 37 mil. O usuário recusou e negociou o valor final em US$ 33 mil, que foi aceito. “Hospitais sabem que são os criminosos e, se você os confrontar adequadamente, eles recuarão”, publicou Rosenberg.

Com informações do Tom’s Hardware

Homem recorre à IA e reduz conta médica de US$ 195 mil para US$ 33 mil

(imagem: divulgação)

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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Claude Sonnet 4.5 é lançado com foco em programação

Empresa afirma que o Sonnet 4.5 supera todos os concorrentes em codificação (imagem: divulgação/Anthropic)
Resumo
  • O Claude Sonnet 4.5, da Anthropic, é um modelo de linguagem focado em programação, capaz de desenvolver aplicações completas autonomamente, com avanços em codificação, finanças, direito e medicina.
  • O modelo permite trabalhar autonomamente por até 30 horas em tarefas complexas e inclui atualizações como “pontos de verificação” no Claude Code.
  • O custo do Claude Sonnet 4.5 é de US$ 3 por milhão de tokens de entrada e US$ 15 por milhão de tokens de saída, com uma demonstração interativa disponível para assinantes do plano Max.

A empresa de inteligência artificial Anthropic anunciou nesta segunda-feira (29) o lançamento de seu mais novo modelo de linguagem, o Claude Sonnet 4.5. A companhia afirma que o modelo é o mais potente de seu portfólio e representa um avanço significativo em tarefas de programação e raciocínio complexo, esquentando a competição no setor de IA generativa.

A novidade, que chega menos de dois meses após a introdução do modelo Claude Opus 4.1, chega com a promessa de superar as capacidades dos principais concorrentes, especialmente no domínio da engenharia de software.

Salto em codificação, finanças, direito e medicina

Segundo a Anthropic, o Claude Sonnet 4.5 pode desenvolver sozinho aplicações completas e “prontas para produção”. A empresa sustenta a alegação com base em resultados de benchmarks, testes internos e relatos de clientes corporativos. O modelo teria demonstrado capacidade de trabalhar de forma autônoma por períodos de até 30 horas em tarefas complexas, que incluíram o desenvolvimento de um aplicativo, a implementação de serviços de banco de dados e até a realização de auditorias de segurança.

Além das melhorias em codificação, a Anthropic afirma que o Sonnet 4.5 apresenta avanços em outras áreas, como raciocínio geral, matemática e conhecimento em domínios específicos, incluindo finanças, direito e medicina. A empresa também incluiu atualizações como os “pontos de verificação” no Claude Code, permitindo que os usuários salvem o progresso e retornem a estados anteriores de um projeto.

Apresentado como o mais potente para programação, o modelo já está disponível para desenvolvedores (imagem: reprodução/Anthropic)

O anúncio foi acompanhado por depoimentos de executivos de empresas parceiras que tiveram acesso antecipado ao modelo. Michael Truell, CEO da Cursor, uma ferramenta de codificação assistida por IA, afirmou que o Sonnet 4.5 representa “desempenho de codificação de ponta”, especialmente em tarefas de horizonte mais longo.

Jeff Wang, CEO da Windsurf, classificou o modelo como parte de uma “nova geração de modelos de codificação”, destacando sua eficiência na execução paralela de ferramentas. Outras companhias como GitHub, Figma e Canva também relataram melhorias significativas em seus produtos e fluxos de trabalho ao integrar o novo modelo da Anthropic.

Além do modelo, a Anthropic lançou também o SDK do Claude Agent, um kit de desenvolvimento de software que permite criar os próprios agentes de IA. A iniciativa visa capacitar desenvolvedores a construir soluções autônomas e complexas para uma variedade de problemas, não se limitando à programação.

Quanto custa o Claude Sonnet 4.5?

O preço para acessar o novo modelo é o mesmo do antecessor, o Claude Sonnet 4: US$ 3 (cerca de R$ 16) por milhão de tokens de entrada (a unidade de medida para processamento de texto em modelos de IA) e US$ 15 (R$ 80) por milhão de tokens de saída.

Para assinantes do plano Max, a Anthropic liberou por tempo limitado o “Imagine with Claude”, uma demonstração interativa que permite gerar software em tempo real baseado nas solicitações do usuário, mesmo sem um código pré-escrito.

Claude Sonnet 4.5 é lançado com foco em programação

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Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word.
Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: divulgação/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft anunciou o Agent Mode, que chega ao Word e Excel com IA da OpenAI e Anthropic para automatizar tarefas em documentos e planilhas.
  • A empresa também revelou o Office Agent no Copilot, que gera arquivos a partir de prompts no chat, incluindo textos, apresentações e planilhas.
  • As novidades estão disponíveis somente na versão web dos softwares.
  • O Office Agent chega apenas para assinantes do programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos.

A Microsoft anunciou nesta segunda-feira (29/09) uma nova etapa na integração da inteligência artificial às suas ferramentas de produtividade. O chamado Agent Mode agora está disponível no Word e no Excel, permitindo que usuários elaborem documentos e planilhas complexas a partir de um simples comando em linguagem natural.

Além disso, a empresa revelou o Office Agent, recurso que funciona dentro do Copilot e pode gerar apresentações no PowerPoint ou relatórios no Word a partir de prompts, contando com modelos desenvolvidos pela Anthropic.

A companhia afirma que está levando ao Office o conceito de “vibe working” — uma forma de criação de documentos e planilhas inspirada no vibe coding, já adotado na programação.

Como funciona?

O Agent Mode chega como uma versão avançada do Copilot, que já vinha sendo testado em aplicativos do Office. No Excel, o sistema usa o modelo GPT-5 da OpenAI para dividir tarefas em etapas lógicas, executar cálculos e até sugerir visualizações de dados.

Segundo a Microsoft, o Agent Mode no Excel atingiu 57,2% de precisão no benchmark SpreadsheetBench, que mede a habilidade de IAs em editar planilhas reais. O índice supera rivais como Shortcut.ai e Claude Files Opus 4.1, mas ainda fica atrás da precisão humana, de 71,3%.

No Word, o Agent Mode transforma a escrita em uma experiência interativa. O usuário pode, por exemplo, pedir que o Copilot atualize relatórios mensais com base em e-mails recentes, ou que sugira melhorias no estilo de um documento corporativo.

“O Agent Mode no Word transforma a criação de documentos em uma experiência interativa e coloquial de escrita”, afirmou Sumit Chauhan, vice-presidente corporativo do grupo de produtos Office.

Agent Mode em ação no Excel.
Agent Mode em ação no Excel (imagem: divulgação/Microsoft)

E o Office Agent no Copilot?

O Office Agent amplia o alcance dos recursos fora dos aplicativos tradicionais, permitindo que tudo comece a partir de uma conversa no chat do Copilot. Usando modelos da Anthropic, o recurso é capaz de montar apresentações completas no PowerPoint ou relatórios no Word com base em um prompt.

A ferramenta pode, por exemplo, pesquisar na web as principais tendências de um setor, gerar slides estruturados e exibir pré-visualizações em tempo real. “O PowerPoint é uma das ferramentas mais utilizadas para criar apresentações, mas, nos últimos dois anos, a IA frequentemente falhou na criação de slides”, disse Chauhan.

Como usar?

O Agent Mode no Copilot já pode ser usado no Word e no Excel na versão web e deve chegar em breve às versões para desktop.

O Office Agent está disponível no programa Frontier do Microsoft 365 Copilot nos Estados Unidos, tanto para assinantes corporativos quanto para assinantes dos planos Pessoal e Família.

Com informações da Microsoft e do The Verge

Microsoft anuncia IAs no Office para automatizar documentos e planilhas

Microsoft anuncia Agent Mode no Excel e Word (imagem: reprodução/Microsoft)

Agent Mode em ação no Excel (imagem: reprodução/Microsoft)
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