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Com William Shatner, Elon Musk inicia testes do X Money

O X/Twitter iniciou a fase de testes externos do seu serviço de pagamentos, o X Money, nesta semana. Para distribuir os primeiros convites, a empresa organizou um leilão beneficente em parceria com o ator William Shatner, famoso pela franquia Star Trek.

A iniciativa libera o acesso à ferramenta que, até então, era testada apenas por funcionários da própria rede social. O lançamento é um passo para o plano de Elon Musk de transformar a plataforma num “aplicativo para tudo“. A visão do bilionário é reunir finanças, mensagens e vídeos num só lugar.

X Money oferece cartão de metal e rendimento sobre dinheiro guardado

O sistema funciona com abas para organizar a conta, os prêmios e o histórico de uso. Por meio desses menus, os usuários podem depositar, enviar dinheiro para outras pessoas ou cobrar.

Here’s a few more screenshots. There’s a debit card with cash back too! 😳😱 pic.twitter.com/yeKE1gXAjQ

— William Shatner (@WilliamShatner) March 3, 2026

𝕏 Money https://t.co/JQ51VrmQeI

— Elon Musk (@elonmusk) March 4, 2026

Existe a opção de configurar o depósito direto para que o dinheiro parado renda juros de até 6% ao ano. Esse rendimento é identificado pela sigla APY, termo técnico para lucro acumulado entregue a uma conta ao longo de 12 meses (em português, geralmente é o Rendimento Percentual Anual).

Os primeiros escolhidos para o teste receberão um cartão de débito feito de metal com o seu próprio nome de usuário do X. Os pagamentos são processados pela rede Visa, que garante a tecnologia para a transferência de valores entre os usuários.

This will be big https://t.co/Xubex9Mea1

— Elon Musk (@elonmusk) March 4, 2026

Embora o X/Twitter não seja um banco, o dinheiro dos clientes fica guardado no Cross River Bank, que possui seguro do governo dos Estados Unidos (FDIC) para valores de até US$ 250 mil. A empresa já obteve licenças para operar como transmissora de dinheiro em mais de 40 estados norte-americanos.

Musk planeja que o serviço seja liberado para todo o mundo em cerca de dois meses. O objetivo do X Money é competir diretamente com outros aplicativos financeiros já consolidados, como o PayPal.

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Musk se defende de acusação de fraude em tribunal por compra do Twitter

Elon Musk depôs num tribunal federal de São Francisco, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (04). O empresário se defende de acusações de fraude civil em investimentos durante a compra do Twitter por US$ 44 bilhões (R$ 229 bilhões, na cotação atual), ocorrida em 2022.

Antigos investidores da rede social acusam Musk de manipular o mercado ao criticar publicamente o sistema da empresa e ameaçar desistir do negócio. Segundo o processo, ele teria usado o problema das contas falsas (bots) para pressionar a diretoria a aceitar um preço menor pela venda.

Musk nega intenção de prejudicar mercado e afirma que bolsa de valores é instável

Durante o depoimento, o bilionário foi questionado se entendia que suas postagens na internet afetavam o valor das ações. Musk respondeu que o mercado financeiro funciona como um “maníaco-depressivo”. E que suas mensagens nem sempre geram o resultado que as pessoas esperam.

O grupo de investidores que move a ação afirma que sofreu prejuízos ao vender suas ações por acreditar que o bilionário iria cancelar o acordo. Eles alegam que Musk criou um esquema para derrubar o valor do Twitter antes de concluir a compra pelo preço prometido de US$ 54,20 por ação (aproximadamente R$ 280 na época).

A defesa de Musk garante que ele nunca teve o objetivo de prejudicar os acionistas durante a negociação. No entanto, o empresário também é alvo de um órgão regulador por ter demorado a revelar que já possuía uma parte da empresa antes de fazer a proposta oficial de compra.

Uma derrota neste julgamento pode obrigar Musk a indenizar os antigos acionistas pelas perdas relatadas. Atualmente, o empresário lidera a X Corp., que uniu o Twitter (hoje chamado de X) à xAI e SpaceX, outras empresas de Musk. Atualmente, investidores privados consideram que a companhia vale US$ 1,25 trilhão (R$ 6,5 bilhões).

(Essa matéria usou informações de CNBC.)

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Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Logotipo do Twitter
Operation Bluebird quer recuperar direitos sobre a marca Twitter (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A startup Operation Bluebird quer relançar o Twitter, alegando abandono da marca por Elon Musk.
  • O grupo tem como membro o ex-conselheiro geral do Twitter, Stephen Coates, e entrou com uma petição formal no escritório de patentes dos EUA.
  • A Operation Bluebird pede o cancelamento de registros da identidade anterior para lançar uma nova rede com a marca em 2026.

Uma startup nos Estados Unidos quer resgatar a marca Twitter das mãos de Elon Musk. O grupo Operation Bluebird entrou com uma petição formal no Escritório de Marcas e Patentes dos EUA (USPTO), solicitando o cancelamento dos registros da antiga identidade e do termo “tweet”, hoje pertencentes à X Corp.

Um dos envolvidos no projeto é Stephen Coates, ex-conselheiro geral do Twitter. Segundo a Ars Technica, que falou com os líderes do grupo, o argumento da petição é que houve abandono de marca. A gestão de Musk teria erradicado intencionalmente os termos e a identidade visual do pássaro azul.

Caso o pedido seja aceito pelas autoridades norte-americanas, a Operation Bluebird planeja lançar uma nova rede social sob o domínio twitter.new. Os organizadores afirmam já possuir um protótipo funcional e esperam colocar a plataforma no ar até o final do próximo ano, inclusive permitindo a reserva de nomes de usuário.

X teria abandonado a marca Twitter

Ilustração com as marcas do Twitter e do Twitter, além de Elon Musk visto de perfil
Elon Musk é o dono do X, antigo Twitter, desde 2022 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A base da ação apoia-se nas decisões de Elon Musk, que comprou o Twitter em 2022 por US$ 44 bilhões (cerca de R$ 238 bilhões, na conversão atual). O bilionário promoveu um rebranding agressivo, trocando o nome da companhia e da plataforma para “X”.

A petição cita um tweet de julho de 2023, no qual Musk escreveu: “devemos dar adeus à marca twitter e, gradualmente, a todos os pássaros”. O advogado e fundador da startup, Michael Peroff, viu a transição como uma oportunidade. À Ars Techcnica, ele argumenta que nenhuma das alternativas que surgiram após o fim do Twitter (como o Bluesky, Mastodon e Threads) conseguiu replicar o sucesso.

Já Stephen Coates, ex-conselheiro do Twitter, afirma que o objetivo é recriar a “mágica” da antiga rede, na qual usuários comuns e celebridades interagiam em tempo real durante grandes eventos.

Outro ponto que a Operation Bluebird critica na gestão Musk é a moderação de conteúdo. A aposta da futura rede social é atrair usuários e, principalmente, anunciantes através de um ambiente contrário à abordagem de liberdade de expressão quase irrestrita do X.

Para o grupo, o aumento de discurso de ódio e conteúdo extremista na rede afastou empresas que investiam em anúncios na plataforma.

O que pode acontecer?

Elon Musk com boca aberta, de onde saem pássaros do Twitter
Especialistas veem empreitada como difícil (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A disputa pelo nome antigo da plataforma não deve ser fácil. Especialistas em propriedade intelectual ouvidos pela reportagem dividem-se sobre a viabilidade do plano. O X pode, por exemplo, provar que o uso atual da antiga marca não é apenas simbólico ou que há planos de retomar o nome.

A forte associação do termo Twitter à rede social também deve pesar em prol do serviço de Musk. Por outro lado, as próprias declarações da nova chefia, que indicam completo abandono do antigo nome, podem dar uma chance à petição da startup. Até o momento, nem a X Corp., nem Elon Musk comentaram sobre a ofensiva da startup.

Startup quer relançar a marca Twitter em nova rede social

Twitter (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Elon Musk é o dono do Twitter (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Elon Musk fez muitas promessas ao assumir o Twitter, mas voltou atrás (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
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