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WordPress lança criador de sites privados que roda direto no navegador

simplu27 / Wordpress / Pixabay / o que é wordpress
Nova ferramenta é direcionada a blogs pessoais (imagem: reprodução)
Resumo
  • WordPress lançou o myWordPressnet, que permite criar sites privados no navegador sem necessidade de conta ou hospedagem.
  • A plataforma armazena dados localmente no navegador, não enviando informações para a nuvem.
  • Inclui aplicativos como Leitor de RSS, CRM Pessoal e Assistente de IA, com armazenamento inicial de 100 MB.

O WordPress anunciou nesta quarta-feira (11/03) uma ferramenta que permite criar sites pessoais diretamente no navegador. Acessada pelo endereço my.WordPress.net, a plataforma elimina as etapas tradicionais de configuração de uma página: o usuário não precisa criar uma conta, contratar um plano de hospedagem ou registrar um domínio para começar a utilizar o sistema.

Diferente das páginas convencionais, os sites criados nesta ferramenta são privados por padrão e não são otimizados para receber tráfego, aparecerem em buscas ou serem apresentados ao público. Por isso, inclusive, todos os dados são armazenados no navegador do usuário, sem evio para a nuvem.

A organização posiciona o recurso como um espaço de trabalho local para a criação de rascunhos, anotações e para testes de plugins e temas.

A infraestrutura do serviço baseia-se no WordPress Playground, a mesma tecnologia que já era utilizada para gerar demonstrações temporárias da plataforma. Agora, no entanto, o ambiente ganha um caráter permanente e pessoal.

Pagina inicial de um site recém-criado no My WordPress
Página inicial de um site no My WordPress (imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)

Aplicativos, RSS e inteligência artificial

O My WordPress inclui um catálogo de aplicativos voltados para o uso pessoal, com experiências pré-configuradas. Entre as opções, estão:

  • Leitor de RSS: com a integração do plugin Friends, o usuário pode ler o conteúdo de sites e de seus criadores favoritos em um espaço próprio, sem depender de plataformas externas ou lidar com a lógica de recomendação de algoritmos.
  • CRM Pessoal: um gerenciador de relacionamentos privado para organizar a comunicação com pessoas próximas. O aplicativo permite agrupar contatos, configurar lembretes e importar o histórico de bate-papos para analisar padrões de comunicação.
  • Assistente de IA e Base de Conhecimento: uma ferramenta de inteligência artificial habilitada para modificar o WordPress com segurança. A IA pode alterar o código de plugins, consultar dados armazenados e criar blocos inteiramente novos. O assistente retém a memória das edições realizadas, tornando o site uma base de conhecimento pessoal ao longo do tempo.

Armazenamento local

Rodar o sistema integralmente no navegador traz algumas limitações, como o espaço inicial de armazenamento oferecido de aproximadamente 100 MB. A plataforma também demora um pouco mais para carregar no primeiro acesso, pois precisa baixar e inicializar o WordPress.

A principal ressalva, no entanto, está ligada à forma como os dados são mantidos. Como a empresa garante que as informações não são enviadas para nenhum servidor na nuvem e permanecem apenas no navegador, cada dispositivo acessado terá uma instalação separada. Ou seja, o projeto iniciado em um computador do trabalho não aparecerá em outro dispositivo em casa.

Para evitar a perda de informações, a recomendação baixar os backups dos projetos regularmente.

WordPress lança criador de sites privados que roda direto no navegador

(imagem: Felipe Faustino/Tecnoblog)
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Internet Archive quer consertar links quebrados em páginas antigas

Fotografia em plano médio e ângulo diagonal mostra três racks de servidores pretos alinhados lateralmente. Os equipamentos possuem diversas gavetas horizontais com frentes gradeadas e pequenas luzes indicadoras acesas em tons de azul e vermelho. No centro de cada rack, há uma placa preta com o logotipo de um templo grego e o texto "INTERNET ARCHIVE" em letras brancas e maiúsculas. Nas laterais, veem-se etiquetas brancas numeradas e alças de metal prateadas para manuseio.
Internet Archive tem mais de 1 trilhão de páginas arquivadas (foto: Jason Scott/Flickr)
Resumo
  • O Internet Archive e a Automattic criaram o plugin Link Fixer para corrigir links quebrados em páginas antigas.
  • O Link Fixer é gratuito e de código aberto, escaneia links, arquiva páginas na Wayback Machine e atualiza links para versões arquivadas.
  • Um estudo de 2024 da Pew Research indica que 38% dos links de 2013 não funcionam mais, destacando a importância da iniciativa.

A organização sem fins lucrativos Internet Archive e a empresa Automattic, responsável pelo WordPress, anunciaram a criação do plugin Link Fixer, que terá como objetivo evitar que links de páginas antigas levem o leitor a endereços quebrados ou fora do ar.

Do lado do Internet Archive, a iniciativa faz parte do projeto Wayback Machine, que tem arquivos de mais de 1 trilhão de páginas. O software será integrado ao serviço de sites e blogs.

Como o plugin vai funcionar?

O plugin Link Fixer é gratuito e de código aberto. Quando instalado pelo dono de um site, vai escanear os links publicados. Com isso, ele checa se as páginas ainda estão no ar e se elas têm cópias na Wayback Machine — caso não tenham, a solução fará um snapshot e o enviará ao serviço.

A ferramenta não vai apenas arquivar conteúdos — ela também consertará ligações para outras páginas. Caso note que uma página linkada está offline, o plugin entra em cena e atualiza o caminho para uma versão arquivada. O contrário também pode ocorrer: se o endereço original voltar a funcionar, o redirecionamento é desfeito.

Fotografia frontal de um edifício neoclássico branco sob céu azul límpido. A fachada apresenta oito colunas monumentais de estilo jônico que sustentam um frontão reto adornado com quatro grandes vasos ornamentais no topo. No centro, três portas altas de cor esverdeada são precedidas por uma escadaria de mármore. Acima das portas, há janelas quadradas com treliças escuras. Árvores verdes flanqueiam o prédio, e na base da imagem, três carros — um bege, um preto e um vermelho — estão estacionados na rua.
Sede do Internet Archive fica em San Francisco (EUA) (foto: Beatrice Murch/Flickr)

De acordo com a página do Link Fixer, o plugin só precisa ser configurado uma vez; depois disso, ele roda em segundo plano. Caso um site tenha milhares de links, pode demorar algumas semanas até concluir os trabalhos.

Links quebrados são um problema na web

Se você já navegou por notícias de décadas atrás, blogs esquecidos e outros tipos de conteúdo antigo, sabe como é frustrante encontrar uma indicação para uma página interessante, mas não conseguir acessá-la.

Segundo um estudo de 2024 da Pew Research, 38% dos links que existiam em 2013 não estavam mais funcionando. Isso vale para diferentes tipos de conteúdo, como sites, reportagens, páginas governamentais, artigos da Wikipédia e publicações em redes sociais.

“Nós acreditamos que a web deve ser um recurso durável e confiável para todos. Ao longo do tempo, no entanto, os links quebram. Páginas são movidas, domínios não são renovados, sites saem do ar e conteúdo valioso desaparece”, explica a Automattic em seu comunicado.

Com informações do TechCrunch

Internet Archive quer consertar links quebrados em páginas antigas

Sede do Internet Archive fica em San Francisco (EUA) (foto: Beatrice Murch/Flickr)
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Word passa a permitir colar links direto no texto selecionado

Microsoft Word
Mudança da Microsoft tem como objetivo dar fluidez à ação repetida diariamente por milhões de usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Word agora permite colar links diretamente no texto selecionado, eliminando a necessidade de atalhos ou menus adicionais.
  • A mudança está disponível no Word para web, Windows (versão 2511 ou superior) e macOS (versão 16.104 ou mais recente).
  • A liberação do recurso está ocorrendo de forma gradual, visando facilitar a inserção de hyperlinks e melhorar o fluxo de trabalho.

Criar links dentro de documentos do Word sempre exigiu alguns passos extras. Até agora, era preciso abrir um menu específico ou recorrer ao atalho Ctrl+K para transformar um trecho de texto em hyperlink — um processo parecido com o do Google Docs e do Gmail, mas que já soava antiquado perto de outros editores modernos.

Isso começou a mudar. A Microsoft passou a liberar um recurso para adicionar links simplesmente colando a URL sobre o texto já selecionado. A lógica é a mesma adotada por plataformas como WordPress, Notion e diversos sistemas de gerenciamento de conteúdo, reduzindo fricção em uma tarefa cotidiana para quem escreve, revisa ou edita documentos.

Como funciona o novo jeito de inserir links?

A alteração é simples, mas impacta diretamente o fluxo de trabalho. Basta copiar o endereço desejado no navegador, selecionar a palavra ou frase no documento e colar o link. O Word reconhece automaticamente a ação e transforma o trecho selecionado em um hyperlink ativo, sem abrir janelas ou menus adicionais.

Segundo a Microsoft, o objetivo foi tornar mais fluida uma ação repetida diariamente por milhões de usuários. Jenny Ye, gerente de produto da equipe do Word, explicou num comunicado: “Acreditamos que tarefas que você realiza diariamente no Word, como inserir hiperlinks, devem ser fáceis e intuitivas. Por isso, simplificamos todo o processo. Agora, basta selecionar uma palavra ou frase e colar o link diretamente sobre ela, e o hiperlink será adicionado automaticamente”.

A executiva ainda destacou que a mudança ajuda a manter o foco no texto, e não na formatação. “Seja para compartilhar recursos com sua equipe ou citar artigos em um relatório, esse recurso ajuda você a manter o foco, reduzindo cliques e permitindo que você se concentre no texto em vez da formatação”, afirmou.

Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos
Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos (imagem: divulgação/Microsoft)

Menos cliques fazem diferença no dia a dia?

Embora pequena, a alteração atinge um ponto sensível para quem escreve com frequência. A necessidade de interromper o raciocínio para acionar atalhos ou menus sempre foi vista como um atrito desnecessário, especialmente quando outros editores já resolveram o problema há anos.

A novidade também reforça uma tendência mais ampla: tornar editores tradicionais mais próximos das ferramentas usadas na web. Ao adotar um comportamento já comum em plataformas online, o Word reduz a curva de adaptação entre ambientes e torna a experiência mais consistente para quem alterna entre diferentes softwares.

O recurso já está disponível para todos os usuários do Word na web. No Windows, ele exige a versão 2511 ou superior, enquanto no macOS é necessário ter a versão 16.104 ou mais recente instalada. A Microsoft informou que a liberação está sendo feita de forma gradual.

Com informações da Microsoft e do The Verge

Word passa a permitir colar links direto no texto selecionado

Mudança da Microsoft facilita a adição de hiperlinks aos documentos (Imagem: divulgação/Microsoft)
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