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Trump telefonou para a tripulação da Artemis 2 – e se gabou de salvar a NASA

Uma chamada inédita entre a tripulação da Artemis 2 e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, marcou a noite de segunda-feira (6). Após terem estabelecido um novo recorde de distância para uma missão tripulada, os quatro astronautas a bordo da cápsula Orion tiveram uma ligação telefônica de cerca de 12 minutos com o republicano.

Na conversa, Trump alternou elogios à missão com comentários sobre sua própria atuação junto à NASA. O diálogo teve momentos de silêncio por parte da tripulação, que pareceu ficar sem saber o que responder.

Um dos pontos que chamou atenção foi quando o presidente afirmou que teria salvo a agência espacial do fechamento em seu primeiro mandato. “Sabe, eu tinha uma decisão a tomar no meu primeiro mandato, e a decisão é: ‘O que vamos fazer na NASA? Vamos reabri-la ou vamos fechá-la?’ E eu não hesitei muito”. Em seguida, completou: “Gastamos o que tínhamos que gastar”.

Apesar de o governo Trump ter investido em programas de voos tripulados – especialmente o Artemis -, a gestão também propôs cortes significativos no orçamento geral da agência. Em 2025, já no início do segundo mandato do republicano, a Casa Branca sugeriu uma redução de 24% nos recursos da NASA, o que levou a críticas de especialistas e à reação do Congresso. Parlamentares de ambos os partidos acabaram aprovando um orçamento mais robusto, de US$ 24,4 bilhões.

Mesmo assim, ele segue com novas propostas de redução. Três dias depois do lançamento da Artemis 2, Trump enviou ao Congresso um plano orçamentário para 2027 que prevê cortes de 23% na NASA.

Durante a chamada, o presidente também destacou o papel dos Estados Unidos na exploração espacial e elogiou a missão. Segundo ele, os astronautas realizaram uma “incrível jornada rumo às estrelas” e “inspiraram o mundo inteiro”. Trump ainda afirmou que o país continuará liderando a corrida espacial: “Os Estados Unidos não ficarão atrás de ninguém no espaço e em tudo o mais que fazemos”.

Astronautas de volta á Lua: O dia mais tenso da missão Artemis, quanto tempo os astronautas ficarão sem contato com a Terra?
Astronautas da Artemis 2 se tornaram os humanos a chegar mais longe do planeta Terra – NASA

Cooperação internacional na Artemis 2

Segundo o The Guardian, a conversa incluiu ainda uma troca com o astronauta canadense Jeremy Hansen, que destacou a cooperação internacional no programa. Hansen respondeu que a participação de outros países reflete uma “decisão intencional” dos Estados Unidos de liderar projetos colaborativos no espaço.

Trump também aproveitou para se gabar e contou mais de uma vez sobre sua amizade com o jogador de hóquei no gelo aposentado Wayne Gretzky.

Em outro momento, a comunicação foi interrompida por um longo silêncio, encerrado com uma checagem técnica conduzida por Jared Isaacman, chefe da NASA e aliado do presidente. O comandante da missão, Reid Wiseman, retomou o contato ao confirmar: “Sim, senhor presidente, nós ouvimos isso”.

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Ao final, Trump convidou os astronautas para uma recepção na Casa Branca após o retorno à Terra e afirmou que gostaria de receber autógrafos da equipe. “Vou pedir ao Jared para te trazer aqui, e vou pedir seu autógrafo, porque eu não costumo pedir autógrafos, mas você merece”, declarou.

A resposta da tripulação veio por meio do piloto Victor Glover, que agradeceu o contato e destacou o caráter coletivo da missão. “Foi uma emoção e uma honra indescritíveis ter participado desta jornada. Hoje foi incrível, mas esta jornada de três anos tem sido incrível, e só foi possível graças ao povo americano e ao povo canadense”, declarou.

Quer saber mais sobre a jornada da NASA rumo à Lua? Confira nossa cobertura especial sobre a Artemis 2.

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VÍDEO: Melania Trump desfila com robô humanoide na Casa Branca

Nesta quarta-feira (25), a primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, caminhou brevemente com um robô humanoide antes de participar de um evento na Casa Branca.

A robô, chamada de Figure 03 e fabricada pela Figure AI, foi apresentada em um encontro educacional sobre inteligência artificial (IA), segundo uma publicação de Donald Trump nas redes sociais. Assista:

Primeira-dama dos EUA com humanoide

  • “Obrigada, primeira-dama Melania Trump, por me convidar à Casa Branca. É uma honra estar na reunião inaugural da Coalizão Global ‘Fostering the Future Together’ [Cultivando o Futuro Juntos]”, falou a robô aos presentes no evento;
  • Além disso, a robô humanoide disse: “Eu sou a Figure 03, um humanoide construído nos Estados Unidos da América. Sou grata por fazer parte deste movimento histórico para capacitar crianças com tecnologia e educação”;
  • Para fechar, o humanoide deu boas-vindas aos presentes em dez idiomas, incluindo inglês, espanhol e português.

Figure 03 recebendo uma sacola de compras das mãos de um homem
Humanoide pode fazer diversas tarefas, segundo fabricante (Imagem: Figure)

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Segundo a Figure AI, a Figure 03 “cuida de tarefas domésticas, como lavar roupa, limpar e lavar louça, tudo de forma autônoma”.

Novo robô humanoide pode desarmar bombas e identificar alvos em guerras

Uma empresa de tecnologia Foundation Future Industries, dos Estados Unidos, está desenvolvendo um robô humanoide com foco em aplicações militares. O projeto, chamado Phantom-01, foi criado para lidar com logística, navegação e até identificação de alvos de forma autônoma.

O modelo tem 1,80 metro de altura e 80 quilos. Ele foi projetado para transportar cargas de até 40 quilos e se deslocar a velocidades de até 6,1 km/h. Segundo a empresa, o equipamento já está sendo testado em atividades não letais, como movimentação de materiais e execução de tarefas industriais.

Leia a matéria completa aqui

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Trump pressiona Netflix e exige demissão de ex-assessora de Obama

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exigiu publicamente que a Netflix retire Susan Rice de seu conselho de administração. A declaração foi feita no sábado, por meio da rede social Truth Social, em meio às negociações da empresa para adquirir ativos da Warner Bros. Discovery, operação que depende de análise antitruste do Departamento de Justiça.

No centro do embate estão declarações recentes de Rice em um podcast, nas quais ela mencionou a possibilidade de uma futura agenda de responsabilização contra empresas que, segundo ela, tenham se alinhado ao presidente. A movimentação ocorre em um momento considerado delicado para a plataforma de streaming, que busca aprovação regulatória para um acordo bilionário.

Placa com o logo da Netflix
Netflix vive conflito com o presidente dos Estados Unidos no momento em que tenta finalizar uma grande aquisição (Imagem: Mijansk786 / Shutterstock.com)

Pressão pública em meio a análise antitruste

Em sua publicação, Trump afirmou que a Netflix deveria “imediatamente demitir” Susan Rice do conselho “ou pagar as consequências”. Ele também compartilhou críticas feitas pela ativista conservadora Laura Loomer, que pediu que o presidente bloqueasse o acordo entre a Netflix e a Warner.

A Netflix deveria demitir a racista e obcecada por Trump Susan Rice, IMEDIATAMENTE, ou pagar as consequências. Ela não tem talento nem habilidades – Puramente uma oportunista política! SEU PODER ACABOU, E NUNCA MAIS VOLTARÁ. Quanto ela está sendo paga, e por quê??? Obrigado pela sua atenção a este assunto. Presidente DJT

Donald Trump em post na Truth Social

Rice atuou como embaixadora dos Estados Unidos na ONU e como assessora de segurança nacional nas administrações de Barack Obama e Joe Biden. Ela integrou o conselho da Netflix entre 2018 e 2021 e retornou ao cargo em 2023.

susan rice
Susan Rice, hoje parte do conselho administrativo da Netflix, foi embaixadora dos Estados Unidos na ONU e assessora de segurança nacional de Obama e Biden (Imagem: lev radin / Shutterstock.com)

As declarações que motivaram a reação de Trump foram feitas no podcast “Stay Tuned with Preet Bharara”, apresentado pelo ex-procurador federal Preet Bharara. Na entrevista, Rice afirmou que, caso os democratas voltem ao poder, empresas que “dobraram os joelhos” ao presidente e tenham violado leis não deveriam esperar perdão, prevendo uma possível “agenda de responsabilização”.

Representantes da Netflix e Susan Rice não responderam aos pedidos de comentário da imprensa internacional.

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Negociação bilionária e disputa com a Paramount

A ofensiva política ocorre enquanto a Netflix tenta concluir a aquisição dos estúdios de cinema e televisão da Warner e da plataforma de streaming HBO Max. O acordo é avaliado em US$ 83 bilhões e depende de aprovação da divisão antitruste do Departamento de Justiça.

O órgão analisa se a transação pode reforçar excessivamente o poder de mercado da Netflix ou resultar em monopólio. Em dezembro, Trump declarou que a empresa já detinha uma “participação de mercado muito grande” e que a aquisição poderia representar um problema.

Pessoa segurando celular com logomarca da Netflix na tela; ao fundo, um monitor exibe logomarca da Warner Bros.
Departamento de Justiça dos Estados Unidos deve definir se a aquisição pode representar um monopólio (Imagem: Blossom Stock Studio / Shutterstock.com)

Em fevereiro, no entanto, o presidente afirmou que não deveria se envolver diretamente no caso e que a investigação caberia ao Departamento de Justiça. Ainda assim, voltou a comentar o tema publicamente.

Paralelamente, a Paramount apresentou uma oferta hostil avaliada em US$ 77,9 bilhões para adquirir toda a Warner, incluindo sua unidade de canais a cabo, como CNN e TNT. A Warner concedeu um prazo de sete dias para que a Paramount apresente uma proposta final. Esse período se encerra na segunda-feira (23), e a Netflix terá o direito de igualar qualquer oferta.

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TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

Logotipo do TikTok
TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • ByteDance anunciou a TikTok USDS Joint Venture LLC, com 80,1% de controle por empresas americanas, incluindo a Oracle e a Silver Lake;
  • Chinesa ByteDance terá participação minoritária, com 19,9% do TikTok nos Estados Unidos;
  • Donald Trump afirma ter ajudado a salvar o TikTok ao facilitar transição para controle americano, agradecendo a cooperação do presidente chinês Xi Jinping.

A novela do TikTok nos Estados Unidos caminha para o capítulo final: a chinesa ByteDance, que controla a rede social, anunciou a formação de uma joint venture para assumir o serviço no país, evitando o seu bloqueio para mais de 200 milhões de usuários americanos.

Uma joint venture é formada quando duas ou mais organizações se juntam para criar uma empresa. É o caso aqui. A nova entidade foi batizada como TikTok USDS Joint Venture LLC. 80,1% do negócio ficarão com companhias americanas; os 19,9% permanecerão com a ByteDance.

No lado americano, os principais investidores são a Oracle e a Silver Lake, uma empresa de private equity (que investe prioritariamente em companhias não listadas nas bolsas), cada uma com participação de 15%, aproximadamente. Com participação similar também está a MGX, uma empresa de investimentos dos Emirados Árabes Unidos.

À frente da joint venture, na posição de CEO, ficará Adam Presser, que já havia trabalhado na versão americana do TikTok e que já teve passagem por companhias como a WarnerMedia.

Por que o TikTok tem que mudar suas operações nos EUA?

Esse imbróglio começou em 2020, ainda no primeiro mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. À época, a administração Trump passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país devido a supostas ligações da ByteDance com o governo da China, relação que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou, então, uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo predominantemente americano. Do contrário, o serviço poderia ser bloqueado no país.

No ano passado, o presidente Trump assinou uma ordem executiva que dava o dia 23 de janeiro de 2026 como prazo para a mudança de controle do TikTok nos Estados Unidos. Como sabemos agora, a ordem foi cumprida no limite desse prazo.

A ByteDance confirmou a mudança em nota:

A joint venture, majoritariamente controlada por americanos, operará sob salvaguardas definidas que protegem a segurança nacional [dos Estados Unidos] por meio de proteção abrangente de dados, segurança de algoritmos, moderação de conteúdo e garantias de software para usuários americanos.

ByteDance

Até o momento, o governo chinês não se manifestou sobre a transição nas operações americanas do TikTok. Porém, um funcionário da Casa Branca declarou à Reuters que os governos dos dois países aprovaram o acordo.

Donald Trump durante comício
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Donald Trump diz que ajudou a salvar o TikTok

Por meio da plataforma Truth Social, o presidente americano manifestou satisfação com a decisão:

Estou muito feliz por ter ajudado a salvar o TikTok! Agora ele pertencerá a um grupo de grandes patriotas e investidores americanos, os maiores do mundo, e será uma voz importante.

Junto com outros fatores, [o TikTok] foi responsável pelo meu bom desempenho entre os jovens na eleição presidencial de 2024. Espero que, por muito tempo, eu seja lembrado por aqueles que usam e amam o TikTok.

(…) Gostaria também de agradecer ao presidente Xi Jinping, da China, por trabalhar conosco e, finalmente, aprovar o acordo. Ele poderia ter ido por outro caminho, mas não o fez, e agradecemos por sua decisão.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

TikTok dos EUA será assumido por americanos; Trump diz ter salvado serviço

TikTok (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
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Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Fotografia de Donald Trump de terno e gravata azul
Presidente dos EUA exige que big techs assumam custos energéticos (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Donald Trump afirmou que empresas de IA devem arcar com seus custos energéticos.
  • Segundo a publicação do presidente dos EUA, a medida evitaria o aumento nas tarifas de eletricidade para residências.
  • Trump afirmou que a Casa Branca vai colaborar com as big techs para resolver a questão, começando pela Microsoft.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as empresas de tecnologia que atuam no ramo da inteligência artificial deverão arcar integralmente com seus próprios custos de consumo energético. De acordo com Trump, o governo vai começar a trabalhar primeiro com a Microsoft para resolver essa questão.

A medida foi anunciada pelo presidente em um post na Truth Social, sua rede social própria. A ação seria uma tentativa de evitar que a escalada na demanda por eletricidade dos data centers pressione a rede nacional a ponto de inflacionar as tarifas residenciais.

Sobrecarga na rede elétrica americana

A expansão massiva da IA tem gerado uma sobrecarga sem precedentes na infraestrutura elétrica dos Estados Unidos. O tempo seria um dos principais obstáculos, conforme apontado pelo portal Tom’s Hardware: um data center pode ser ativado em meses, mas a construção de novas usinas e linhas de transmissão pode levar anos.

Atualmente, projetos de grande escala já provocam picos nos preços da energia, com aumentos chegando a 36% em estados onde a concentração de servidores é maior. Este cenário atinge diretamente as finanças de consumidores e pequenas empresas.

Vale lembrar que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, já havia alertado em 2024 que a energia se tornaria o maior gargalo para o crescimento da IA, superando até mesmo a escassez de hardware.

Datacenter do Google baseado em TPUs
Data centers de IA estão fazendo o preço da energia disparar (imagem: divulgação/Google)

O que as empresas de tecnologia pretendem fazer?

Gigantes do setor já começam a se movimentar. Para reduzir a dependência da rede pública, a Microsoft anunciou um plano focado na construção de uma “infraestrutura de IA que priorize a comunidade”. Paralelamente, outras organizações do setor, como a OpenAI e a xAI, do bilionário Elon Musk, estão adotando o uso de geradores de energia locais e independentes.

No Senado americano, parlamentares democratas intensificaram a cobrança sobre Google e Amazon, exigindo relatórios detalhados sobre o impacto de suas operações nas contas de luz domésticas.

Diante desse cenário, a tendência é de uma pressão cada vez maior para que o setor privado invista em soluções de geração própria, garantindo que a corrida tecnológica seja sustentável e não penalize o consumidor final.

Trump cobra empresas por consumo de energia em IA

Datacenter do Google baseado em TPUs (imagem: divulgação/Google)
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Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

Imagem de um celular exibindo a tela de abertura do serviço de streaming Paramount+
Paramount fez nova oferta bilionária (foto: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
Resumo
  • Paramount Skydance fez nova oferta de US$ 108,4 bilhões em dinheiro para tomar a Warner Bros. Discovery da Netflix.
  • A proposta surge no mesmo dia em que Donald Trump expressou preocupação com a aquisição da Warner pela Netflix.
  • O presidente dos EUA alega risco de concentração de mercado e promete envolvimento pessoal no processo de aprovação antitruste.

A Paramount Skydance apresentou uma proposta de US$ 108,4 bilhões (R$ 589,7 bilhões, em conversão direta) em dinheiro por toda a Warner Bros. Discovery (WBD) — incluindo redes de TV como CNN e TNT, algo que tinha ficado de fora da negociação com a Netflix.

A proposta surge no mesmo dia em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou publicamente o acordo entre Netflix e WBD. Trump disse que a aquisição precisa ser aprovada e que pode haver problemas, já que a Netflix poderia ficar com uma fatia de mercado muito grande.

Na sexta-feira (05/12), a Netflix anunciou ter chegado a um acordo com a WBD no valor de US$ 82,7 bilhões (cerca de R$ 450 bilhões), em uma transação envolvendo dinheiro e ações.

Paramount fez nova oferta em dinheiro

A proposta da Paramount é pagar US$ 30 por ação em dinheiro. Isso supera os US$ 27,75 da Netflix e também oferece uma forma de pagamento mais vantajosa — parte do valor oferecido pela Netflix seria pago com suas próprias ações.

No mercado financeiro, movimentos como esse da Paramount são chamados de aquisições hostis. Esse nome é usado quando uma empresa faz uma oferta sem negociar diretamente com quem a controla. Em vez disso, o acordo é oferecido diretamente aos acionistas, deixando as lideranças sem ter como reagir.

A Paramount vinha tentando comprar a WBD há algum tempo, sem sucesso. Os advogados da Paramount enviaram uma carta à WBD após três ofertas serem rejeitadas, questionando se o processo de leilão estava sendo realmente justo e alegando o favorecimento a um comprador.

A Skydance, vale lembrar, é uma empresa controlada pela família Ellison (da Oracle). Ela comprou a Paramount no início deste ano em um negócio que também enfrentou críticas.

Como lembra a Bloomberg, a oposição de Donald Trump alega que houve acordos pessoais que teriam sido feitos para facilitar a aprovação, além de rumores de influência na demissão de críticos, como o apresentador e comediante Stephen Colbert.

Sindicatos nos EUA, como o Sindicato dos Roteiristas, também se manifestaram contra a aquisição, alegando diminuição na concorrência.

Trump questiona compra da Warner pela Netflix

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Trump manifestou preocupação sobre a aquisição da WBD pela Netflix. Em conversa com repórteres, ele afirmou que a combinação das duas gigantes concentraria o mercado.

Segundo a Bloomberg, Trump alega que o negócio “pode ser um problema” para a concorrência no setor de entretenimento e, por isso, também pretende se envolver pessoalmente na supervisão do processo de aprovação antitruste.

A declaração sinaliza que a aprovação do acordo pode não ser tão rápida ou garantida quanto a Netflix esperava. O co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, havia se reunido com o presidente e, até então, teria tido a impressão de que não haveria oposição imediata do governo.

Risco de concentração de mercado

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max
Acordo entre Warner Bros. e Netflix deve levar tempo na Justiça (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

No entanto, a realidade pode ter pesado. A fusão colocaria sob o mesmo teto estúdios de cinema e TV, além de dois dos maiores serviços de streaming do mundo. Segundo dados de mercado, a união entre a plataforma de streaming e a dona da HBO Max concentraria cerca de 33% do mercado de vídeo sob demanda nos EUA, superando com folga a participação de 21% do Prime Video, da Amazon.

A aquisição também preocupa o mercado de entretenimento: os sindicatos do setor alegam redução de players e empresas exibidoras temem diminuição dos lançamentos de obras no cinema.

A Netflix prometeu manter os negócios atuais da Warner, incluindo lançamentos nos cinemas. Entretanto, segundo a Variety, poucas horas após o anúncio, Sarandos deu a entender que deve diminuir o tempo em que os filmes da WB ficarão exclusivamente nas telonas.

Paramount oferece US$ 108 bilhões em dinheiro para tomar Warner da Netflix

(Imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Netflix anuncia acordo para comprar Warner Bros. Discovery; negócio inclui HBO Max (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Trump quer demissão de executiva da Microsoft por “ameaça à segurança”

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
Resumo
  • Trump pediu demissão de Lisa Monaco, presidente de assuntos globais da Microsoft, alegando risco à segurança nacional;

  • Monaco já atuou em cargos estratégicos nos governos Obama e Biden, inclusive na resposta ao ataque ao Capitólio em 2021;

  • Microsoft não comentou o caso; situação é delicada, dado que a empresa tenta manter boa relação com o governo Trump.

Agora é a vez de a Microsoft entrar na mira de Donald Trump. Em agosto, o presidente dos Estados Unidos declarou que Lip-Bu Tan deveria deixar de ser CEO da Intel. Recentemente, Trump fez outra declaração do tipo, esta direcionada a Lisa Monaco, presidente de assuntos globais da Microsoft.

Lisa Monaco ocupa a referida função na Microsoft desde julho deste ano. Suas atribuições incluem tratar das políticas de segurança digital e do relacionamento da companhia com lideranças governamentais de diversos países.

Antes de ingressar na Microsoft, Monaco foi procuradora-geral adjunta no governo do presidente Joe Biden. Ela também foi assessora de segurança do governo Barack Obama.

Usando a plataforma Truth Social, o presidente Trump lembrou as posições ocupadas por Monaco nos governos anteriores e, na sequência, criticou a contratação dela, pela Microsoft, em uma posição tão importante:

Monaco foi surpreendentemente contratada como presidente de assuntos globais da Microsoft, em um cargo de alto escalão com acesso a informações altamente sensíveis.

O fato de Monaco ter esse tipo de acesso é inaceitável e não podemos permitir que continue assim. Ela é uma ameaça à Segurança Nacional dos EUA, especialmente considerando os importantes contratos que a Microsoft tem com o governo dos Estados Unidos.

(…) Na minha opinião, a Microsoft deveria rescindir imediatamente o contrato de trabalho de Lisa Monaco.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos

Monaco atuou junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos na resposta aos ataques de apoiadores de Trump ao Capitólio, em 6 de janeiro de 2021. Por isso, há quem considere a declaração como uma tentativa de retaliação a uma pessoa a quem o presidente considera inimiga.

Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft
Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft (imagem: reprodução/Wikimedia)

Microsoft não comentou o assunto

Até o momento, a Microsoft não se manifestou sobre a declaração de Trump. Fato é que o assunto é delicado. A companhia está entre as big techs americanas que tentam manter uma relação próxima à administração Trump. Por conta disso, os desdobramentos desse assunto exigirão “jogo de cintura” por parte da Microsoft.

O caso da Intel teve um desfecho favorável. Após Trump pedir a sua demissão, Lip-Bu Tan teve um encontro com o presidente dos Estados Unidos que resultou em um entendimento entre ambas as partes. Pouco tempo depois, o governo americano passou a deter quase 10% de participação na Intel.

Com informações de Reuters

Trump quer demissão de executiva da Microsoft por “ameaça à segurança”

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Lisa Monaco, atual líder de assuntos globais da Microsoft (imagem: reprodução/Wikimedia)
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Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

TikTok
Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações do TikTok no país;

  • A ByteDance, atual proprietária, poderá manter até 20% de participação;

  • Larry Ellison, fundador da Oracle, poderá será ser um dos controladores americanos do TikTok.

O destino do TikTok nos Estados Unidos está definido. Pelo menos no entendimento de Donald Trump. Na quinta-feira (25/09), o presidente assinou uma ordem executiva que determina a venda das operações americanas da rede social para investidores do país, um negócio avaliado pelo próprio governo em US$ 14 bilhões (R$ 74,8 bilhões).

A ordem executiva prevê que 80% do controle do TikTok nos Estados Unidos sejam assumidos por uma empresa ou grupo de investidores americanos. Já a ByteDance, atual proprietária do TikTok, poderá manter uma participação de até 20% do controle do serviço no país. É de se presumir que a empresa chinesa também poderá manter o controle da rede social em outros países.

Entre os controladores americanos poderá estar Larry Ellison, fundador da Oracle. Ainda não está claro como será a divisão de controle do TikTok com os chineses. Mas o governo dos Estados Unidos fala em “controle total” das operações americanas pelos empresários do país.

Donald Trump declarou que assinou o documento após conversar com o presidente da China, Xi Jinping. “Tivemos uma boa conversa, expliquei a ele o que estávamos fazendo e ele disse para prosseguirmos”, completou o presidente americano.

De fato, nesta sexta-feira (26/09), o Ministério das Relações Exteriores da China deu a entender que o governo chinês concordou com a operação, embora ainda não haja uma confirmação oficial vinda do presidente Xi Jinping.

Donald Trump durante comício
Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)

Por que os EUA querem que o TikTok seja vendido no país?

No primeiro mandato de Donald Trump como presidente, o governo dos Estados Unidos passou a considerar o TikTok uma ameaça à soberania do país.

Isso porque a ByteDance é de origem chinesa e estaria coletando informações de americanos e as repassando ao governo da China, prática que a companhia sempre negou.

Com base em argumentos relacionados à segurança nacional, o governo americano aprovou uma lei que condiciona a venda das operações do TikTok nos Estados Unidos para um grupo do país. Caso contrário, a rede social poderá ser bloqueada nos Estados Unidos.

A venda deveria ter sido anunciada até janeiro de 2025, mas o presidente Trump deu prazos adicionais para que a operação fosse concluída.

A ordem executiva assinada nesta semana abre caminho para a venda das operações americanas do TikTok finalmente ocorrer, mas ainda não há data marcada para isso.

Com informações de Reuters

Trump assina ordem para TikTok ser vendido nos EUA

TikTok (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Donald Trump durante comício (imagem: Gage Skidmore/Flickr)
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