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Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

Ícones do Gemini AI Plus e variações do serviço do Google, ilustrando a IA
Comando de voz já é o formato de interação preferido dos usuários (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente.
  • A maioria das interações ocorre por voz (63%) e 20% dos usuários compartilham tela ou câmera; 38% das solicitações no setor educacional incluem envio de anexos.
  • O Brasil é o quinto país com mais usuários do Gemini, responsável por cerca de 5% do tráfego da ferramenta, segundo dados independentes.

O Google alcançou um marco neste mês de agosto: a inteligência artificial Gemini atingiu 1 bilhão de usuários ativos mensais globalmente. O anúncio, feito pelo CEO Sundar Pichai no X nesta terça-feira (11), oficializa a ferramenta como o produto de adoção mais rápida em toda a história da companhia.

O resultado reflete a estratégia da empresa de integrar a IA profundamente em seu ecossistema, incluindo serviços como o Gmail e o Drive. Esse salto de adoção também é impulsionado pela presença nativa no Android, especialmente após a big tech decretar o fim do Google Assistente e consolidar o Gemini como o assistente padrão do sistema.

1B+ people are now using @Geminiapp every month to spark new ideas and get things done. It’s our fastest growing product ever, and our 14th to hit the 1B-user mark.

Kudos to @JoshWoodward & the entire Gemini team, and thank you to everyone who has been on this journey with us -… pic.twitter.com/sSWrULX4Qn

— Sundar Pichai (@sundarpichai) August 11, 2026

Como as pessoas estão usando o Gemini?

A métrica do Google considera como usuário ativo qualquer pessoa que acessou o Gemini pelo menos uma vez no último mês, seja no aplicativo ou na web. Segundo o vice-presidente do projeto, Josh Woodward, o público prefere interações multimodais.

  • 63% interagem por voz
  • 20% compartilham tela ou câmera
  • No setor educacional, 38% das solicitações incluem o envio de anexos
  • São geradas 150 milhões de imagens diárias (todas com a marca d’água SynthID para identificar conteúdo de IA)
Captura de tela da interface do Google Gemini. No topo, lê-se "Olá,". No campo de busca, estão ativas as palavras-chave "Deep Research" e a versão "2.5 Flash". Abaixo do campo, há dois botões: "Fontes" (selecionado) e "Arquivos". Um menu suspenso aberto no lado esquerdo mostra as opções de fonte de pesquisa, com "Google Pesquisa" marcado, e as demais opções desmarcadas: "Gmail", "Drive" e "Chat". O logo do "Tecnoblog" está no canto inferior direito.
38% das solicitações com fins estudantis incluem o envio de anexos (imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)

Os países que mais usam

Diferente da OpenAI, o Google não divulga oficialmente o ranking de países que mais utilizam o Gemini. Apesar do silêncio, dados independentes colocam os Estados Unidos na liderança (com cerca de 12% da base), seguidos por Japão, Índia e Coreia do Sul. O Brasil aparece na quinta colocação, respondendo por pouco mais de 5% do tráfego.

Vale destacar que os dados da DOIT Software apontam mais de 100 milhões de usuários no iOS, plataforma que exige o download manual do aplicativo, enquanto a vasta maioria do tráfego chega pelo Android.

Crescimento está ameaçado?

Apesar da adoção facilitada pela distribuição do assistente em celulares ao redor do mundo, sustentar esse crescimento é um desafio técnico e financeiro. Os altos investimentos na infraestrutura de IA levaram o fluxo de caixa do Google a um patamar negativo.

O cronograma de atualizações também apresenta sinais de estagnação. A versão Gemini 3.5 Pro, prevista para junho, ainda não foi lançada. A empresa comunicou recentemente que segue trabalhando no modelo e já iniciou o treinamento do Gemini 4. No entanto, relatos publicados pela imprensa indicam insatisfação interna com o desempenho da plataforma na geração de códigos, área em que a IA ainda corre atrás da OpenAI e da Anthropic.

Gemini bate 1 bilhão de usuários e vira o maior fenômeno do Google

Google Gemini (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

(imagem: Bruno Andrade/Tecnoblog)
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Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

O executivo Sundar Pichai, homem de pele retinta clara, óculos e barba grisalha aparada, fala ao microfone atrás de um púlpito de madeira. Ele veste uma beca de formatura preta com detalhes em laranja e vermelho nos ombros.
Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)
Resumo
  • Estudantes abandonaram o discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA.
  • O CEO do Google foi vaiado durante a cerimônia de formatura na Universidade Stanford.
  • A manifestação criticava os contratos do Google com governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Dezenas de estudantes da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, abandonaram a cerimônia de formatura no momento em que o CEO do Google, Sundar Pichai, foi chamado ao palco para discursar. O protesto criticava os contratos entre a empresa e governos, especialmente os que envolvem inteligência artificial.

Segundo a BBC, parte dos estudantes carregava cartazes com mensagens críticas direcionadas à atuação do Google no momento em que se retiraram, incluindo frases como “ICE espiona com a IA do Google”, em referência ao órgão de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.

BREAKING: Stanford University graduates staged a walkout during Google CEO Sundar Pichai’s keynote address at commencement Sunday.

The walkout was organized by Students for Justice in Palestine and No Tech for Apartheid as a protest against Google’s contracts with the IDF, Dept.… pic.twitter.com/j2SI2dtwLC

— BreakThrough News (@BTnewsroom) June 14, 2026

O boicote envolveu cerca de 200 alunos e foi incentivado e organizado pelo grupo estudantil Stanford Students for Justice in Palestine (SJP), de acordo com o veículo de imprensa local SFGate.

O evento seguiu normalmente enquanto havia o protesto, com Pichai desviando de temas políticos — ainda que tenha reconhecido o “tempo difícil em que a turma estaria se formando”.

“Toda geração enfrentou dificuldades à sua maneira. Nós não escolhemos o mundo em que nos graduamos, mas podemos escolher como enquadramos as circunstâncias”, afirmou durante o discurso.

Onda de protestos contra IA

Pichai, que é ex-aluno da universidade, também disse ter recebido conselhos do que não falar, fazendo um trocadilho com o próprio nome. “As pessoas pensaram que seria muito difícil para mim. Afinal, são as duas últimas letras do meu sobrenome”, declarou, em referência à sigla AI (inteligência artificial, em inglês).

Indiretamente, ele se referia às vaias sofridas por outras personalidades da indústria da tecnologia que mencionam a IA de forma positiva durante discursos de formatura. Embora o caso de Pichai também envolva contextos geopolíticos, a menção geral às ferramentas de IA tem gerado hostilidade pelos estudantes.

Recentemente, o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, também foi vaiado por estudantes durante a colação de grau da Universidade do Arizona. O público protestou quando ele comparou o atual boom da IA à ascensão dos PCs há 40 anos. Na fala que gerou a vaia, Schmidt falava sobre a presença da tecnologia em praticamente todos os âmbitos da vida pessoal e profissional.

Executivos reenquadram frustração dos alunos

Silhueta de uma mão escura, vinda do canto esquerdo inferior, com o dedo indicador estendido em direção a três telas flutuantes e brilhantes.
Inteligência artificial virou concorrente para recém-formados (imagem ilustrativa: Max Pixel)

Há poucos dias, o presidente da Microsoft, Brad Smith, alertou líderes do setor a não menosprezarem as manifestações estudantis. Segundo ele, os mais jovens sentem-se ameaçados antes de poderem se desenvolver, enfrentando a IA como uma concorrente no mercado de trabalho.

“Estudantes e formandos reconhecem os benefícios da IA. Mas querem que ela permaneça em seu devido lugar”, disse. Anteriormente, Steve Wozniak, ex-Apple, evitou a mesma reação dos executivos do Google seguindo outro ponto de vista: durante um discurso, ele preferiu reforçar as vantagens da criatividade humana sobre a IA e recebeu aplausos.

A revolta dos formandos estadunidenses segue uma série de cortes em empresas de tecnologia com o objetivo declarado de priorizar investimentos em IA, mesmo em momento de alta lucratividade no setor.

A própria Microsoft implementou, neste ano, um programa de desligamento voluntário com potencial de atingir cerca de 8.750 funcionários. Enquanto isso, investe na construção de data centers, inclusive fora dos Estados Unidos.

Universitários abandonam discurso de Sundar Pichai em protesto contra IA

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CEO do Google foi vaiado em formatura na Universidade Stanford. Manifestação constestou contratos da empresa com o governo dos Estados Unidos.

Sundar Pichai foi vaiado em Stanford (foto: reprodução/YouTube)

Inteligência artificial (imagem ilustrativa: Max Pixel)
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CEO do Google alerta para riscos do colapso da IA

Sundar Pichai é CEO do Google (foto: divulgação)
Declaração ocorre em meio a temores de superavaliação de ativos no Vale do Silício (foto: divulgação/Google)
Resumo
  • O Sundar Pichai alerta sobre riscos de colapso na IA, comparando a situação atual à bolha da internet dos anos 90.
  • O Google e a Alphabet têm um modelo de negócios diversificado para enfrentar crises, mas nenhuma empresa estaria imune ao impacto global.
  • A expansão da IA traz desafios energéticos e ambientais, afetando cronogramas de sustentabilidade e exigindo ampliação das matrizes energéticas.

Nenhuma corporação global sairia ilesa caso a atual bolha de investimentos em inteligência artificial estourasse. Essa é a visão de Sundar Pichai, CEO do Google e da Alphabet, em um momento em que gigantes da tecnologia registram valorizações recordes impulsionadas pela expectativa de revolução por meio da IA.

O cenário, descrito por Pichai em entrevista publicada nesta terça-feira (18/11) pela BBC, sugere que o volume de capital injetado no setor possui “elementos de irracionalidade”, lembrando a “bolha da internet” do final dos anos 90. Esse período de intensa especulação financeira inflacionou artificialmente as ações de empresas de tecnologia e internet, e culminou no colapso do mercado em 2000, com grandes perdas para investidores.

Analistas e instituições bancárias, como o JP Morgan, também alertam que parte dos investimentos atuais em IA pode não gerar o retorno esperado, resultando em perdas de capital.

O Google resistiria à crise?

Questionado sobre o possível colapso, Pichai sustentou que a Alphabet e o Google teriam capacidade de superar a crise, mas evitou projetar um cenário de blindagem total. A resposta do executivo reforçou que, dada a interligação dos mercados globais e a dependência da cadeia de suprimentos tecnológicos, o impacto seria generalizado.

“Acredito que nenhuma empresa estaria imune, inclusive nós”, pontuou Pichai. A vantagem estratégica da Alphabet estaria em seu modelo de negócios diversificado, que abrange desde a fabricação de chips personalizados até o desenvolvimento de ciência de base através do laboratório DeepMind.

Ilustração mostra a marca "G" do Google ao centro, em fonte de cor branca, sobre um fundo de cor azul. Na parte inferior direita, há o logotipo do "tecnoblog".
Executivo da Alphabet garante capacidade de superar eventual crise (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A estratégia da empresa para diminuir os riscos envolveria ainda investimentos. No Reino Unido, a Alphabet já se comprometeu a investir cerca de 5 bilhões de libras (R$ 35 bilhões na cotação atual) em infraestrutura e pesquisa. O plano inclui a expansão de centros de dados e a inédita decisão de treinar modelos de IA em território britânico, atendendo a uma demanda do governo local para posicionar a nação como uma superpotência tecnológica.

Desafios e adiamento de metas ambientais

Além dos riscos financeiros, a expansão da infraestrutura de inteligência artificial trará grandes desafios energéticos e ambientais. O consumo de energia da IA, que já representaria cerca de 1,5% da demanda elétrica global, exigiria que nações desenvolvidas ampliassem suas matrizes energéticas para evitar gargalos econômicos. Pichai reconheceu que isso traria consequências imediatas, como a mudança dos cronogramas de sustentabilidade da Alphabet.

Por fim, o executivo abordou o impacto da tecnologia no mercado de trabalho. A IA seria, na visão de Pichai, a tecnologia mais profunda já desenvolvida pela humanidade, com potencial para transformar ou extinguir funções em diversos setores, onde ferramentas automatizadas devem passar a integrar a rotina produtiva global.

CEO do Google alerta para riscos do colapso da IA

Sundar Pichai é CEO do Google (foto: divulgação)

Google investe em inteligência artificial há mais de uma década, Sundar Pichai disse no Google I/O 2024 (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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