Gemini Robotics 2 Brings Google's AI Into the Physical World

A iRobot, criadora do famoso e pioneiro robô aspirador Roomba, entrou com um pedido de proteção à falência nesse domingo (14/12). A companhia norte-americana comunicou que pretende ser adquirida pela empresa chinesa Picea Robotics, atual fabricante terceirizada dos robôs. O acordo prevê a continuidade das operações sem interrupções para usuários e parceiros comerciais.
Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot revolucionou o setor com o lançamento do Roomba, em 2002. Ele não foi exatamente o primeiro robô aspirador a ser lançado, mas foi o primeiro a ter sucesso comercial, tornando-se referência no mercado.
Apesar de ainda comandar 42% do mercado norte-americano e 65% no Japão, a iRobot enfrentou uma queda íngreme de receita nos últimos anos devido à concorrência de outras marcas, como a Roborock e a Ecovacs.
Segundo a Reuters, o principal golpe para a empresa veio das tarifas comerciais dos EUA: o governo estabeleceu uma cobrança de 46% sobre produtos importados do Vietnã, onde a iRobot fabricava a maior parte dos Roombas para o mercado doméstico. As taxas elevaram os custos em US$ 23 milhões apenas em 2025.
Essa medida, em paralelo à concorrência acirrada das fabricantes chinesas, forçou cortes de preços e investimentos caros em tecnologia, o que teria afetado diretamente os lucros.
Vale lembrar que, em 2022, a Amazon anunciou a aquisição da empresa por US$ 1,7 bilhão (cerca de R$ 9,1 bilhões, na conversão atual). Porém, o acordo não foi concluído devido a investigações antitruste da União Europeia, deixando a iRobot com uma dívida de US$ 190 milhões (R$ 1 bilhão) de um empréstimo emergencial feito para manter as operações durante o impasse.

Sem caixa, a empresa atrasou pagamentos à Picea Robotics, sua principal fabricante na China. A relação estratégica foi iniciada em 2023 para desenvolver novos modelos mais competitivos.
A Picea, porém, se tornou credora majoritária ao adquirir a dívida da iRobot, deixando de ser apenas fornecedora. Como lembra a Reuters, isso fez com que a fabricante chinesa transformasse crédito em capital, assumindo 100% do controle acionário e apagando os US$ 264 milhões em dívidas (US$ 190 milhões do empréstimo e US$ 74 milhões de contas não pagas).
Segundo a empresa, nada. A iRobot garante que aplicativos, suporte técnico e programas de clientes permanecerão inalterados para seus usuários, pelo menos por enquanto. Os 274 funcionários atuais e cadeias de suprimentos globais também não sofrerão alterações imediatas.
A Picea Robotics não detalhou planos para futuros desenvolvimentos de produtos.
iRobot: fabricante do Roomba entra com pedido de falência



Conviver lado a lado com robôs humanoides pode parecer um cenário próximo, mas, para Rodney Brooks, ainda é algo distante — e perigoso. O professor emérito do MIT, que ajudou a fundar a Rethink Robotics e a iRobot (criadora do Roomba, robô aspirador), publicou um texto no qual afirma que ninguém deveria chegar a menos de três metros das atuais máquinas bípedes.
Segundo Brooks, o risco não está apenas em falhas de software, mas na forma como esses robôs se equilibram e caminham. O processo exige grande quantidade de energia cinética, o que torna qualquer queda ou movimento brusco potencialmente capaz de causar ferimentos graves em pessoas próximas.
O especialista sustenta que, até que surjam mecanismos mais seguros, os humanoides não terão condições de serem certificados para atuar em ambientes compartilhados com humanos.

O pesquisador lembra que, ao dobrar o tamanho de um robô, sua massa cresce oito vezes — e, consequentemente, a energia liberada em caso de queda é muito maior. Brooks chegou a relatar uma experiência pessoal na qual ficou “perto demais” de um robô da Agility Robotics quando ele caiu. Desde então, evita estar próximo a humanoides em movimento.
Além da segurança, o especialista questiona outro ponto central do desenvolvimento dessas máquinas: a crença de que elas alcançarão destreza apenas ao observar vídeos de pessoas realizando tarefas. Empresas como Tesla e Figure apostam nesse método, mas, segundo Brooks, tal abordagem ignora a complexidade do tato humano — sistema que envolve milhares de sensores nos dedos e múltiplos tipos de neurônios sensoriais.

Enquanto executivos como Elon Musk defendem que seus robôs poderão movimentar trilhões de dólares no mercado, Brooks ressalta que a realidade física é bem menos flexível que o software.
Para ele, os humanoides de fato terão espaço em fábricas e até na saúde nos próximos 15 anos, mas não se parecerão com os protótipos atuais. Em vez de pernas, devem ter rodas; em vez de olhos artificiais, sensores adaptados a funções específicas.
Assim como “carros voadores” acabaram se tornando aeronaves elétricas “autônomas”, que ainda dependem de supervisão humana, a ideia de humanoide também deverá ser ressignificada.
Brooks aposta que os investimentos bilionários em modelos rígidos e baseados apenas em visão acabarão cedendo espaço a sistemas que incorporem respostas táteis. Mesmo assim, ele reforça que há um longo caminho até que robôs consigam manipular objetos com a mesma precisão e segurança que as mãos humanas. Até lá, a recomendação é simples: manter distância.
Com informações da ArsTechnica
Ícone da robótica recomenda: não se aproxime dos humanoides atuais


