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Ligga vende faixa de 5G no Paraná por R$ 20 milhões

Imagem mostra duas torres de telefonia. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Autorização de uso da Unifique tem prazo de 20 anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Unifique comprou um bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz no Paraná por R$ 20 milhões.
  • A aquisição envolve pagamento parcelado e a responsabilidade por investimentos em infraestrutura, incluindo 745 Estações Rádio Base.
  • Operação amplia a atuação da Unifique para 1.191 municípios no Sul do Brasil, reorganizando o projeto de 5G na região.

A Unifique firmou um acordo para adquirir a autorização de uso de radiofrequência, em caráter primário, de um bloco de 80 MHz na faixa de 3,5 GHz no Paraná. A operação envolve o pagamento de R$ 20 milhões para a Ligga Telecom, que é dona do espectro de rede na região por meio do Consórcio 5G Sul.

Com a transação, a Unifique passa a concentrar o uso da faixa também no Paraná, estado em que a Ligga ainda não colocou a rede em operação, apesar das obrigações regulatórias previstas.

Acordo entre Unifique e Ligga

Os termos divulgados mencionam um pagamento de forma parcelada. A Unifique desembolsa R$ 10 milhões na assinatura do contrato, outros R$ 5 milhões em até 30 dias e os R$ 5 milhões restantes após a aprovação da operação pela Anatel e o cumprimento das condições precedentes.

Além disso, a empresa assumirá o valor remanescente da outorga, que era de R$ 1,7 milhão em 2021, a ser quitado em 20 parcelas anuais, conforme a regulamentação vigente.

A autorização de uso da radiofrequência tem prazo de 20 anos, com possibilidade de prorrogação. A Unifique também ficará responsável pelos investimentos necessários para cumprir os compromissos de cobertura originalmente assumidos pela Ligga. Esses compromissos envolvem o atendimento de 336 municípios paranaenses, todos com menos de 30 mil habitantes, por meio da instalação de 745 Estações Rádio Base.

A Ligga Telecom é controlada pelo empresário Nelson Tanure, via BP Participações, e integra o Consórcio 5G Sul junto com a própria Unifique, que já detinha o espectro nos demais estados da região.

Conforme noticiado aqui no Tecnoblog, também existe a possibilidade de Tanure estar em busca de compradores para a operadora de telecomunicações adquirida por ele em 2020. A companhia teria sido colocada à venda por cerca de R$ 2,5 bilhões, valor semelhante ao desembolsado na época da privatização da antiga Copel Telecom, no Paraná.

Por que a operação faz sentido para o 5G no Paraná?

Ilustração mostra o número "5" e a letra "G" ao centro, em fonte de cor branca. Ao fundo, roxo e azul, está pontos de conexão brancos. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog".
Primeira rede 5G estreou no Brasil em julho de 2020 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

A aquisição ajuda a resolver um impasse regulatório. Como integrante do consórcio vencedor do leilão do 5G, a Unifique também poderia ser impactada por eventuais atrasos no cumprimento das obrigações de cobertura no Paraná. A empresa passa a centralizar a execução do projeto, reduzindo riscos junto à Anatel.

O contexto do leilão ajuda a explicar esse movimento. A faixa de 3,5 GHz destinada à região Sul foi arrematada pelo Consórcio 5G Sul, formado pela Unifique e pela então Copel Telecom — empresa posteriormente adquirida pelo fundo Bordeaux, do empresário Nelson Tanure. O grupo levou um bloco de 80 MHz para prestação exclusiva nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Já a Sercomtel, operadora com atuação em Londrina (PR), também arrematou um bloco de 80 MHz na mesma faixa, mas com autorização para operar em São Paulo e em estados da região Norte. As duas operações estão ligadas pelo controle comum do fundo Bordeaux, que detém tanto a Sercomtel quanto a Copel Telecom.

A transferência do espectro no Paraná para a Unifique reorganiza a execução prática do projeto de 5G na região, lembrando que a Ligga Telecom ainda não colocou a rede em operação.

Com a operação, o mercado da Unifique passa a abranger 1.191 municípios, sendo 497 no Rio Grande do Sul, 295 em Santa Catarina e 399 no território paranaense.

Ligga vende faixa de 5G no Paraná por R$ 20 milhões

5G dobrou de tamanho no Brasil em 2024 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

5G poderá ser ativado em mais cidades (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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PF apreende cerca de R$ 1 milhão em iPhones sem nota fiscal

imagem mostra montes de iPhones 17 Pro Max na cor laranja (no topo) apreendidos pela Policia Federal
iPhones 17 Pro Max laranjas apreendidos pela Polícia Federal (imagem: reprodução/Polícia Federal)
Resumo
  • Polícia Federal apreendeu 100 iPhones 17 Pro Max no aeroporto de Foz do Iguaçu, avaliados em R$ 1 milhão.
  • Ocorrência foi registrada como descaminho, devido à tentativa de evitar o pagamento de impostos.
  • O passageiro que transportava os iPhones foi preso em flagrante.

A Polícia Federal prendeu em flagrante, no sábado (17/01), um passageiro que tentava embarcar no Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu (PR), com destino a São Paulo, transportando cerca de 100 unidades do iPhone 17 Pro Max sem documentação fiscal.

De acordo com a PF, a abordagem ocorreu durante a inspeção diária no aeroporto. Os policiais desconfiaram de um grupo familiar com nove malas que seriam despachadas para São Paulo em um único voo doméstico.

Após uma entrevista inicial com os passageiros, a equipe abriu as bagagens e encontrou as centenas de smartphones da Apple. A mercadoria ultrapassa a cifra de R$ 1 milhão, segundo comunicado da corporação.

O passageiro identificado como responsável pela carga foi detido e encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Foz do Iguaçu para os procedimentos legais.

Qual foi a ocorrência?

A ocorrência foi registrada como descaminho, quando há intenção de evitar o pagamento de imposto devido pela entrada, saída ou consumo de uma mercadoria.

O crime se diferencia de casos de contrabando, quando a importação é de mercadoria proibida no país (como eletrônicos piratas, cigarros não regularizados, drogas etc.). No caso dos iPhones 17 Pro Max, a entrada dos aparelhos é legal, desde que as taxas de importação sejam recolhidas.

Após o trâmite do processo administrativo fiscal (que decreta o perdimento da carga), mercadorias apreendidas pela Receita Federal ou Polícia Federal que estejam em condições de uso geralmente vão para leilão.

Importação irregular de eletrônicos em alta

Imagem mostra dois agentes, da PF e da Receita Federal, inspecionando equipamentos
Receita e Polícia Federal reforçam combate a importações irregulares (imagem: divulgação/PF)

Segundo dados da Operação Fronteira RFB, coordenada pela Receita Federal, os produtos eletrônicos se consolidaram neste ano como a principal categoria de mercadorias introduzidas irregularmente no país, superando cigarros e bebidas.

Apenas nos primeiros sete dias da operação, iniciada em outubro, foram retidos R$ 33 milhões em mercadorias desse tipo, principalmente smartphones e notebooks.

No total geral (somando todas as categorias), a operação apreendeu mais de R$ 94 milhões em produtos ilegais em apenas uma semana — um recorde que supera toda a edição de 2024 (R$ 78 milhões).

PF apreende cerca de R$ 1 milhão em iPhones sem nota fiscal

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