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Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

Ilustração sobre bitcoin
Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin (imagem ilustrativa: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • The New York Times publicou reportagem que aponta o Adam Back como Satoshi Nakamoto, criador do Bitcoin;
  • Adam Back, um britânico de 55 anos e criador do Hashcash, negou ser Satoshi Nakamoto e afirmou que não sabe quem usa esse nome;
  • mistério continua porque não há confirmação do Adam Back nem provas concretas sobre a identidade real de Satoshi Nakamoto.

Um dos maiores mistérios dos últimos tempos parecia ter chegado ao fim. Só parecia: o jornal The New York Times publicou uma matéria recentemente revelando a identidade de Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin. Mas, pouco tempo depois, Adam Back, o homem apontado na reportagem, negou ser o criador da criptomoeda.

O Bitcoin surgiu em 2009 e, um ano antes, um artigo foi publicado descrevendo o conceito dessa criptomoeda. O artigo é assinado por Satoshi Nakamoto, mas, até hoje, ninguém sabe quem é essa pessoa. Existe até a crença de que, em vez de representar um único indivíduo, o nome represente um grupo de autores.

Depois de muitos anos de especulações, o New York Times publicou, nesta quarta-feira (08/04), uma reportagem que aponta que Satoshi Nakamoto é um pseudônimo de Adam Back, um britânico de 55 anos especializado em criptografia.

Adam Back é mencionado no documento que descreve o Bitcoin. No artigo, ele é descrito como o criador do Hashcash, um sistema que inspirou o mecanismo de proof of work (“prova de trabalho”, em tradução livre) usado no Bitcoin para validar blocos de transações por meio da resolução de problemas matemáticos.

Por conta disso, Back já foi apontado em outras ocasiões como a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto, mas ele sempre negou esse tipo de apontamento.

A reportagem do New York Times surgiu como a resposta definitiva para o mistério, não só por conta da relevância do veículo, mas também devido ao peso do nome de seu autor: John Carreyrou, jornalista que ficou muito conhecido depois de publicar um livro que expôs a fraude da startup de saúde Theranos e de Elizabeth Holmes, sua fundadora.

A investigação de Carreyrou é extensa, mas, basicamente, ele afirma que começou a desconfiar de Back depois de assistir ao documentário Money Electric: The Bitcoin Mystery e, ali, notar que o britânico pareceu ter ficado tenso ao ser questionado se é Satoshi Nakamoto.

Depois disso, Carreyrou descreveu uma série de associações pertinentes entre Back e Nakamoto que o fizeram concluir que ambos são uma só pessoa.

Adam Back
Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)

Adam Back: “eu não sou Satoshi”

Logo depois da publicação da reportagem, Back usou a rede social X para negar, mais uma vez, ser a real identidade de Satoshi Nakamoto, bem como afirmar que desconhece quem está por trás desse nome:

Não sou o Satoshi, mas fui um dos primeiros a me concentrar intensamente nas implicações positivas para a sociedade da criptografia, privacidade online e moeda digital, daí meu interesse ativo a partir de ~1992 em pesquisa aplicada sobre ecash, tecnologia de privacidade na lista cypherpunks, o que levou ao Hashcash e a outras ideias.

(…) Eu também não sei quem é o Satoshi, e acho que é bom para o Bitcoin que seja assim, pois ajuda o Bitcoin a ser visto como uma nova classe de ativos, a commodity digital matematicamente escassa.

Adam Back

Sem a confirmação do “acusado” e sem provas concretas, o mistério sobre a identidade verdadeira de Satoshi Nakamoto continua. E eu diria que a diversão em torno dessa história também.

Homem nega ser Satoshi Nakamoto, o criador do Bitcoin

Bitcoin foi a primeira moeda digital criada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Adam Back (imagem: YouTube/Forbes)
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OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

Imagem com fundo em tons escuros de verde-petróleo e preto, sobre o qual estão dispostas formas circulares transparentes e brilhantes que dão profundidade. No centro, está o logotipo da empresa OpenAI: o símbolo branco estilizado em forma de flor, seguido do nome "OpenAI" em fonte branca. O logo do "Tecnoblog" aparece no canto inferior direito.
OpenAI enfrenta decisão judicial para entregar milhões de conversas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI tenta reverter uma ordem judicial que exige a entrega de 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT.
  • A ordem judicial afirma que a privacidade será protegida por desidentificação exaustiva e outras salvaguardas.
  • O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente artigos jornalísticos para treinar o ChatGPT.

A OpenAI está tentando reverter judicialmente uma ordem que a obriga a entregar 20 milhões de logs de conversas anonimizadas do ChatGPT. A empresa entrou com o pedido ontem (12/11), argumentando que a entrega dos dados viola a privacidade dos usuários.

No pedido feito ao tribunal, a OpenAI afirma que “99,99%” das transcrições, solicitadas pelo New York Times em um processo sobre direitos autorais, não têm relação com o caso. A empresa alertou que a ordem afeta qualquer pessoa no mundo que usou o ChatGPT nos últimos três anos, que agora “deve enfrentar a possibilidade de que suas conversas pessoais sejam entregues ao Times”.

Provas de reprodução ilegal de conteúdo

Imagem mostra o ChatGPT aberto na tela de um smartphone
ChatGPT estaria usando matérias de veículos de imprensa sem pagar (imagem: reprodução)

O processo original acusa a OpenAI de usar indevidamente milhões de artigos de veículos de imprensa para treinar os modelos que alimentam o ChatGPT. Vale lembrar que o NYT não se opõe completamente ao uso do conteúdo para treinamento de IA — desde que sejam pagos para isso, como no acordo fechado com a Amazon.

Neste caso, os veículos argumentam que os 20 milhões de logs de chat são necessários para:

  • Determinar se o ChatGPT está, de fato, reproduzindo conteúdo protegido por direitos autorais;
  • Rebater a alegação da OpenAI de que os jornais “hackearam” o chatbot para fabricar evidências.

Um porta-voz do NYT discorda sobre a privacidade dos usuários estar em risco, e afirma que o post no blog da OpenAI sobre o caso engana os usuários “propositalmente” e “omite os fatos”.

Segundo ele, a ordem judicial exige que a própria OpenAI forneça uma amostra de chats “anonimizados pela própria OpenAI”, protegidos por uma ordem legal.

O que a Justiça decidiu?

A ordem original foi emitida pela juíza Ona Wang. A magistrada afirmou, em decisão, que a privacidade dos usuários estaria protegida pela “desidentificação exaustiva” que a OpenAI realizaria nos dados, além de outras salvaguardas.

O prazo estipulado pela juíza para que a OpenAI entregue as transcrições termina nesta sexta-feira (14/11). No Brasil, a companhia enfrenta um processo parecido, movido pela Folha de S.Paulo em agosto deste ano.

OpenAI contesta ordem judicial para entregar 20 milhões de conversas do ChatGPT

OpenAI (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

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