Com apenas 75 mm, o NanoFlow i2 Air é promovido como solução ideal para trabalho híbrido (imagem: reprodução/Livaro Tech)
A Livaro Tech lançou no Kickstarter o NanoFlow i2 Air, apresentado como o menor mouse ergonômico horizontal do mundo. O projeto visa atender à demanda por portabilidade no trabalho híbrido e já superou sua meta inicial, arrecadando US$ 11.523 (cerca de R$ 62 mil).
O destaque do periférico são as dimensões de 31 x 39 x 75 mm e o peso de apenas 35 gramas. Menor que um estojo de AirPods, ele foi pensado para ser transportado no bolso e funcionar em qualquer superfície — inclusive tecidos —, eliminando a dependência de mesas tradicionais.
Design horizontal influencia na ergonomia
Ao contrário dos mouses convencionais, que exigem apoio total da palma da mão, a estrutura do NanoFlow i2 Air incentiva o controle do cursor apenas com as pontas dos dedos. Segundo a fabricante, essa abordagem mantém a mão elevada e ventilada, reduzindo o acúmulo de calor e a fadiga muscular causada por movimentos repetitivos e pressão no pulso.
Design elimina o apoio da palma da mão, priorizando o controle pela ponta dos dedos (imagem: reprodução/Livaro Tech)Fabricante promete funcionamento em superfícies irregulares (imagem: reprodução/Livaro Tech)
Especificações e disponibilidade
O NanoFlow i2 Air suporta conexão simultânea via Bluetooth e 2,4 GHz, permitindo alternar rapidamente entre dois aparelhos, como um notebook e um tablet. A compatibilidade abrange Windows, Mac, iOS e Android (o Linux não foi citado oficialmente).
Para garantir autonomia, a bateria recarregável via USB-C promete 40 horas de uso contínuo com uma carga de apenas uma hora, contando com modo de espera automático para economizar energia. A Livaro Tech enfatiza que a bateria foi projetada para durar mais de 10 anos.
O modelo também aposta no silêncio: os switches dos botões emitem ruídos inferiores a 20 dB, ideais para bibliotecas e aviões.
Conexão simultânea via Bluetooth permite alternar entre PC e tablet com um clique (imagem: reprodução/Livaro Tech)
Assim como em qualquer projeto de financiamento coletivo, o apoio não garante a entrega do produto, embora a empresa afirme que os protótipos e a produção de teste já foram concluídos. A produção em massa deve começar no final de fevereiro de 2026.
A campanha no Kickstarter segue até 12 de fevereiro. O preço padrão é de US$ 85 (R$ 460), com envios previstos para março.
Microsoft Mico é o novo rosto do Copilot (imagem: divulgação)Resumo
Microsoft apresentou o Mico, novo modo de voz animado do Copilot.
O personagem traz expressões dinâmicas, aprendizado e personalização, e lembra o antigo Clippy.
Por enquanto, o assistente virtual está disponível apenas nos Estados Unidos, mas há previsão de expansão para outros países.
Quase 30 anos depois da estreia do Clippy — o clipe de papel que marcou (e irritou) gerações de usuários do Office —, a Microsoft aposta em uma nova forma de interação com o computador. Ontem (23/10), a empresa anunciou o Mico, nova representação do modo de voz do Copilot.
A proposta retoma a ideia de assistentes virtuais, como a Cortana no passado, mas com tecnologia moderna. Ao The Verge, o vice-presidente de produto e crescimento da Microsoft AI, Jacob Andreou, afirmou: “Clippy andou para que nós pudéssemos correr”.
Durante a conversa, o Mico reage em tempo real – muda suas expressões, cores e até gestos de acordo com o tom do diálogo. A animação será ativada por padrão no modo de voz do Copilot, mas poderá ser desativada a qualquer momento. O recurso está sendo lançado inicialmente nos Estados Unidos, com planos de expansão para outros países.
Além de responder perguntas e realizar tarefas, o Mico integra novos recursos de aprendizado e personalização. Um deles é o modo “Learn Live”, que transforma o assistente em uma espécie de tutor virtual.
Ele não apenas entrega respostas diretas, mas orienta o usuário a compreender conceitos, usando quadros interativos e elementos visuais. O objetivo é atender desde estudantes que se preparam para provas até pessoas que estão aprendendo um novo idioma.
Outra novidade é a memória personalizada. O Copilot passará a registrar informações sobre o usuário e os projetos em andamento, para oferecer respostas mais contextuais. Segundo a empresa, essa capacidade reforça o tom mais humano e próximo do assistente.
O CEO da Microsoft AI, Mustafa Suleyman, explicou em um comunicado a visão por trás do projeto: “Ao desenvolvermos isso, não estamos buscando engajamento ou otimização do tempo de tela. Estamos desenvolvendo uma IA que o leva de volta à sua vida. Que aprofunda a conexão humana. Que conquista sua confiança.”
Mais identidade
Mico ganha modo de voz com reações em tempo real durante a conversa (imagem: divulgação)
O Mico faz parte da estratégia da Microsoft para dar identidade e “voz” ao Copilot, transformando-o em um assistente com presença digital própria. Em julho, Suleyman afirmou que a ideia é que o Copilot “tenha uma espécie de identidade permanente, uma presença, e terá um espaço onde viverá e envelhecerá”.
Assim como o antigo Clippy, o novo personagem também guarda easter eggs: ao clicar repetidamente sobre o Mico, o usuário verá o personagem se transformar no lendário clipe de papel. A brincadeira reforça o vínculo afetivo com o passado da marca, agora reimaginado em uma era de IA generativa.
Além do Mico, a atualização de outono do Copilot trouxe melhorias em pesquisa profunda, respostas sobre saúde e até novos modos de conversa, como o “Real Talk”. Nesse formato, o Copilot deve adotar uma postura mais autêntica para desafiar as ideias do usuário, com o intuito de estimular reflexões e novas perspectivas.
A empresa também aprimorou a integração entre o Copilot e o navegador Microsoft Edge, que passará a identificar abas abertas, comparar informações e executar ações, como reservas de hotel ou preenchimento de formulários.
Resultado abaixo do esperado da Netflix teve origem em imposto no Brasil (foto: Thiago Mobilon/Tecnoblog)Resumo
Netflix teve lucro operacional menor que o esperado no trimestre e atribui isso a uma disputa tributária no Brasil que custou US$ 619 milhões.
Segundo a empresa, a despesa está ligada à CIDE, imposto federal criado para financiar avanços tecnológicos.
Apesar de afetar o resultado global, a receita e a audiência da Netflix cresceram mundialmente.
A Netflix apresentou seus resultados financeiros para o terceiro trimestre de 2025 nessa terça-feira (21/10). Mesmo com boa receita, o lucro operacional ficou abaixo do esperado. E o motivo, segundo a empresa, é o Brasil: uma despesa não prevista de US$ 619 milhões referente a uma disputa tributária no país. O montante equivale a R$ 3,34 bilhões em conversão direta.
O valor, que não estava no guidance (a previsão de resultados), fez o lucro operacional fechar em US$ 3,24 bilhões (cerca de R$ 17 bilhões). No comunicado oficial aos acionistas, a Netflix explica que, sem esse gasto, teria superado a meta de lucro que ela mesma estabeleceu. O impacto teria reduzido a margem operacional do trimestre em mais de cinco pontos percentuais.
Em entrevista a analistas, Spencer Neumann, diretor financeiro da Netflix, explicou que o custo se refere à CIDE (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), um imposto federal criado para financiar o desenvolvimento tecnológico no país.
Entenda a despesa vinda do Brasil
Decisão da Justiça englobou streaming e fez Netflix considerar os gastos no balanço (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
No balanço, o valor foi registrado como “custo de receita”. De acordo com a Netflix, refere-se a uma “disputa em andamento com as autoridades fiscais brasileiras” sobre “certas avaliações de impostos não relacionados à renda”. A empresa detalhou que o montante cobre um período retroativo, de 2022 até o terceiro trimestre de 2025.
Segundo a Bloomberg, o número final do lucro operacional ficou cerca de US$ 400 milhões (R$ 2,1 bilhões) abaixo do projetado por analistas de mercado. Esclarecendo os resultados financeiros a analistas, Neumann descreveu a CIDE como um “custo de fazer negócios no Brasil” e não um imposto comum sobre faturamento.
O imposto incide em cerca de 10% sobre determinados valores pagos por empresas brasileiras e entidades fora do Brasil. No caso da Netflix, o pagamento é feito pela Netflix Brasil à matriz norte-americana pelos serviços que permitem o funcionamento da plataforma no país.
Neumann afirmou que estava otimista em relação ao processo que contestava a aplicação da CIDE sobre serviços que não envolvem “transferência de tecnologia”. A Netflix teria vencido em instância inferior em 2022 sobre o não pagamento do imposto.
No entanto, o CFO considera que decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida em agosto deste ano, ampliou o entendimento jurídico sobre o alcance da CIDE e a Netflix passou a registrar essa despesa.
“A CIDE é algo único, não temos nada parecido em nenhum outro país onde operamos”, afirmou o executivo. Ele também reforçou a mensagem do comunicado: “Não acreditamos que este assunto terá impacto material nos nossos resultados de agora em diante”.
Receita e engajamento em alta
Fora o impacto da questão tributária, os números da Netflix foram positivos. A receita global cresceu 17% em relação ao ano anterior, atingindo US$ 11,5 bilhões, um resultado em linha com a projeção da empresa.
A companhia também destacou o sucesso de seus lançamentos no período, incluindo a segunda temporada de Wandinha, o filme Um Maluco no Golfe 2 e o longa sul-coreano Guerreiras do K-pop, que se tornou o filme mais popular da história da plataforma. O relatório também cita a luta de boxe entre Canelo Álvarez e Terence Crawford como sucesso de audiência.
No comunicado, a Netflix também respondeu a preocupações do mercado sobre a concorrência com plataformas gratuitas, como o YouTube. A empresa destaca que atingiu sua “maior participação trimestral de audiência de TV de todos os tempos nos EUA e no Reino Unido”. Vale lembrar que a companhia começará a exibir canais de televisão ao vivo a partir do ano que vem, em uma parceria na França.
Netflix de olho na concorrência
Netflix pode expandir com compra da Warner Bros. Discovery (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
No mesmo dia em que revelou o balanço financeiro, o nome da Netflix apareceu como possível interessada na compra de parte da Warner Bros. Discovery (WBD), controladora do streaming HBO Max. Paramount Skydance e Comcast, dona do estúdio Universal, também aparecem como interessadas.
Entretanto, horas após o anúncio da WBD sobre estar, oficialmente, considerando ofertas do mercado, o CEO da Netflix, Ted Sarandos, reforçou que a companhia segue sem interesse em adquirir veículos de comunicação tradicionais.
Gigante do streaming registrou despesa não programada com impostos brasileiros e frustrou previsão de lucro no trimestre. Ainda assim, receita global cresceu.
Netflix (foto: Thiago Mobilon / Tecnoblog)
Se você está assistindo a um programa ou filme originalmente em português brasileiro, a única opção de legenda é no idioma é do tipo closed captions (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)