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O que é Matter? Entenda o protocolo de conexão para casas inteligentes (IoT)

Logo do Matter (Imagem: Divulgação/Matter)
O protocolo Matter permite que dispositivos de diferentes marcas “conversem” entre si (imagem: Divulgação/Matter)

O Matter é um protocolo de conectividade que garante a interoperabilidade nativa entre dispositivos de diferentes ecossistemas. Lançado pela CSA, ele utiliza Wi-Fi ou o padrão Thread para oferecer conexões rápidas e seguras em uma rede doméstica.

Funcionando como uma camada de abstração baseada em IP, ele padroniza a comunicação entre marcas variadas localmente. Isso reduz a latência e aumenta a privacidade, eliminando a dependência excessiva da nuvem para o processamento de dados.

Na automação residencial, o Matter permite integrar lâmpadas, sensores e outros itens de diversos fabricantes de forma unificada em uma casa inteligente. Com o recurso multi-admin, o usuário pode gerenciar o mesmo aparelho pela Alexa ou pelo Google Home simultaneamente.

A seguir, conheça o protocolo Matter, como ele funciona detalhadamente e exemplos de uso no nosso dia a dia. Também descubra os pontos fortes e fracos da tecnologia de conectividade para Internet das Coisas (IoT).

O que é Matter?

Matter é um protocolo de comunicação baseado em IP que assegura a interoperabilidade nativa entre dispositivos de diferentes ecossistemas. Criado pela Connectivity Standards Alliance (CSA) em 2022, ele usa Wi-Fi e o padrão Thread para garantir conexões locais rápidas, seguras e independentes de nuvens ou hubs proprietários.

Para que serve o protocolo Matter?

O protocolo Matter padroniza a interoperabilidade entre dispositivos de diferentes fabricantes, permitindo que operem nativamente em ecossistemas. Ele usa tecnologia como Wi-Fi e Thread sobre IP para criar uma rede local robusta, dispensando múltiplos hubs proprietários para a automação básica.

Para o consumidor, o padrão simplifica a compra e configuração de acessórios, garantindo controle offline veloz e segurança reforçada por criptografia de ponta a ponta. Já os fabricantes se beneficiam de um desenvolvimento unificado e maior alcance de mercado, eliminando a necessidade de criar softwares específicos para cada assistente virtual.

Matter promete resolver o problema da casa conectada (Imagem: Divulgação/Matter)
Matter promete resolver o problema da casa conectada ao permitir que dispositivos de diferentes marcas operem nativamente (imagem: Divulgação/Matter)

Como funciona o protocolo Matter?

O Matter funciona como uma camada de abstração baseada no protocolo de internet IPv6, padronizando a comunicação entre dispositivos de diferentes fabricantes via Wi-Fi ou Thread. Ele elimina a dependência de nuvens proprietárias, permitindo o controle local com maior velocidade, privacidade e confiabilidade.

O processo usa Bluetooth LE para o pareamento inicial via QR Code ou NFC, estabelecendo uma sessão segura por meio do protocolo PASE. Uma vez autenticado, o acessório recebe credenciais operacionais e é integrado a um “fabric”, um domínio de rede lógica compartilhado entre os controladores.

A arquitetura de segurança usa criptografia CASE para proteger as mensagens trocadas entre os nós, enquanto o protocolo mDNS facilita a descoberta dinâmica na rede local. Esse modelo de comunicação direta reduz a latência e mantém as automações funcionais mesmo quando a internet está offline.

O suporte ao recurso “multi-admin” é um pilar central, permitindo que um único dispositivo seja gerenciado simultaneamente por diferentes ecossistemas, como Alexa e Google Home. Por fim, os administradores gerenciam as permissões de forma segura, mantendo a integridade e a privacidade de toda a rede doméstica.

infográfico das camadas que formam a estrutura do padrão Matter
O Matter atua na camada de aplicação em uma estrutura IoT, tendo o apoioo de outros protocolos para seu funcionamento (imagem: Reprodução/Qorvo)

Quais são os exemplos de uso do Matter?

O Matter se propõe a eliminar as barreiras de compatibilidade na Internet das Coisas (IoT). Ele garante que dispositivos de diferentes fabricantes “falem a mesma língua” de forma local, rápida e segura:

  • Iluminação e tomadas universais: permite gerenciar lâmpadas e tomadas de marcas distintas em um único aplicativo, facilitando o monitoramento e o controle da rede IoT;
  • Fechaduras e segurança residencial: possibilita a abertura de portas por comandos de voz, garantindo que sensores de presença e travas de marcas diferentes trabalhem em total sincronia;
  • Climatização inteligente: centraliza o ajuste de termostatos e ares-condicionados, automatizando a temperatura com base em dados de sensores de umidade e calor externos;
  • Cenas multi-dispositivos: integra câmeras, alarmes e luzes para executar ações conjuntas, criando um ecossistema de segurança fluido e de baixa latência;
  • Eletrodomésticos de grande porte: expande o controle para máquinas de lavar e geladeiras, permitindo diagnósticos de consumo e notificações de ciclo em qualquer assistente virtual;
  • Controle multi-admin: permite que um mesmo aparelho seja gerenciado simultaneamente por diferentes assistentes (Amazon Alexa, Google Home, Apple Home) em rotinas unificadas de IoT, sem que um exclua o outro;
  • Integração de dispositivos legados: usa gateways para conectar aparelhos antigos (Zigbee ou Z-Wave) ao padrão Matter, expandindo a casa inteligente sem a necessidade de trocar o hardware atual.
Ilustração sobre casa conectada
O Matter permite que o usuário controle diversos dispositivos por meio de uma única assistente ou diferentes hubs (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Quais são as vantagens do Matter?

Estes são os pontos fortes do protocolo Matter:

  • Interoperabilidade universal: dispositivos de diferentes marcas funcionam juntos nativamente, eliminando barreiras entre ecossistemas fechados;
  • Configuração simplificada: padroniza o pareamento via QR Code ou NFC, permitindo adicionar novos produtos rapidamente sem a necessidade de baixar diversos apps proprietários;
  • Controle local e baixa latência: processa comandos diretamente pela rede doméstica, garantindo respostas instantâneas e operação contínua mesmo sem internet;
  • Segurança robusta: implementa criptografia de ponta a ponta e autenticação por certificados digitais, assegurando que apenas dispositivos verificados e íntegros acessem a rede;
  • Conectividade Multi-Admin: permite gerenciar o mesmo aparelho simultaneamente por múltiplos assistentes ou aplicativos, oferecendo liberdade de escolha para cada membro da família;
  • Escalabilidade e retrocompatibilidade: usa o protocolo de internet IPv6 para suportar centenas de dispositivos e integra tecnologias legados (Zigbee e Z-Wave) por meio de pontes de conexão.

Quais são as desvantagens do Matter?

Estes são os pontos fracos do protocolo Matter:

  • Catálogo de dispositivos reduzido: a disponibilidade de produtos nativos ainda é limitada e o custo de hardware é superior ao de tecnologias maduras como Zigbee e Z-Wave;
  • Suporte limitado a categorias: funções cruciais para segurança e automação pesada, como câmeras de monitoramento e eletrodomésticos, ainda não foram totalmente integradas ao padrão;
  • Inconsistência entre ecossistemas: o suporte multiplataforma é parcial, fazendo com que recursos avançados de um dispositivo funcionem em um hub, mas sumam em outro;
  • Complexidade de diagnóstico: erros de pareamento e quedas de conexões podem ser difíceis de resolver devido à falta de ferramentas de log e documentação acessível para o usuário final;
  • Riscos na cadeia de confiança: vulnerabilidades na proteção das chaves de atestação (DAC) podem permitir a clonagem de dispositivos, criando brechas de segurança na rede local;
  • Dependência de apps proprietários: o objetivo de ser “um só app para tudo controlar” ainda não foi amplamente estabelecido, pois configurações críticas e atualizações de firmware ainda exigem o software original de cada fabricante.
Ilustração sobre os equipamentos conectados a Internet das Coisas
O Matter garante uma interoperabilidade universal, mas ainda apresenta inconsistência entre ecossistemas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Qual é a diferença entre Matter e Zigbee?

Matter é um padrão de conectividade baseado em IP que unifica a comunicação entre dispositivos de diferentes marcas via Wi-Fi ou Thread. Ele usa o protocolo IPv6 para permitir a comunicação direta entre aparelhos na rede local, dispensando o uso de hubs proprietários.

Zigbee é um protocolo de rede em malha (mesh) de baixo consumo, ideal para sensores e dispositivos alimentados por bateria que operam em frequências de rádio. Diferente do Matter, ele exige obrigatoriamente um hub proprietário para converter os dados e permitir o acesso à internet.

Qual é a diferença entre Matter e Thread?

O protocolo Matter é um padrão de conectividade que atua na camada de aplicação, eliminando a necessidade de hubs proprietários. Ele tem o papel de tradutor comum, garantindo que dispositivos de marcas diferentes sejam totalmente compatíveis e operem de forma local e segura.

O protocolo Thread é uma tecnologia de rede em malha (mesh) de baixa latência e consumo. Ele é responsável por criar uma infraestrutura de comunicação robusta e eficiente para dispositivos IoT sem necessidade de um hub central.

Qual é a diferença entre Matter e Z-Wave?

Matter é um protocolo de conectividade baseado em IP que unifica dispositivos de diferentes ecossistemas. Ele é conhecido por usar redes Wi-Fi ou Thread para estabelecer a comunicação entre os aparelhos, sem a necessidade de um hub centralizado.

Z-Wave é um protocolo de rede mesh de baixa potência que opera em frequências abaixo de 1 GHz. Geralmente usado para conectar dispositivos como sensores e fechaduras, exigindo um hub centralizado para as operações.

O que é Matter? Entenda o protocolo de conexão para casas inteligentes (IoT)

Logo do Matter (Imagem: Divulgação/Matter)

Matter promete resolver o problema da casa conectada (Imagem: Divulgação/Matter)

(imagem: Reprodução/Qorvo)

Descubra o que é e para que serve uma casa conectada (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Entenda o que é e como funciona a Internet das Coisas (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Echo Dot tem alto-falante de 1,73″ e Alexa integrada

Echo Dot de 5ª geração sob uma mesa
Echo Dot de 5ª geração (imagem: reprodução/Amazon)

O alto-falante de 1,73 polegadas deve entregar áudio com boa nitidez para ambientes pequenos. Essa geração teve melhorias na acústica, com graves mais presentes e agudos mais equilibrados, o que favorece o uso para ouvir música, podcasts ou comandos da Alexa.

O Echo Dot de 5ª geração também funciona como hub de casa inteligente, com suporte aos padrões Matter, Wi-Fi e Bluetooth Low Energy. Essas tecnologias são úteis para quem busca automatizar tarefas domésticas. Com elas, é possível acender luzes, controlar tomadas e acionar eletrodomésticos com a voz, usando o aplicativo da Alexa.

A compatibilidade com o padrão Matter torna o dispositivo mais flexível, funcionando com produtos de diversas marcas. O Echo Dot (por R$ 303) também inclui recursos de acessibilidade e privacidade. A Alexa oferece comandos para pessoas com deficiência visual, auditiva ou de mobilidade.

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Echo Dot de 5ª geração (imagem: reprodução/Amazon)
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