Visualização de leitura

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park
Tim Cook garante que aumento de preços em produtos da Apple é “inevitável” (Imagem: Divulgação / Apple)
Resumo
  • O CEO da Apple, Tim Cook, afirmou que a empresa os preços dos seus produtos devido à escassez de memória RAM no
  • A crise dos chips de memória RAM é causada pelo fornecimento menor significativos de preço por parte dos principais fornecedores, Samsung, SK Hynix e Micron.
  • O aumento de preços deve afetar a próxima linha de iPhones, com uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, tornando-o US$ 1.299.

Nem a Apple escapa: a escassez de memórias RAM no mercado de tecnologia vai afetar os preços dos produtos da maçã. A confirmação foi dada pelo próprio CEO, Tim Cook, nesta quarta-feira (17/06). A má notícia vem em meio a rumores recentes que apontavam para uma manutenção nos preços praticados hoje na próxima linha de iPhones.

Ainda não há informações sobre quando a alta de preços deve chegar, mas algumas mudanças já começaram a acontecer. Entre elas estão a retirada das versões de 256 GB do Mac Studio – que já havia ficado mais cara – e do Mac Mini, agora disponíveis apenas a partir dos 512 GB.

Na entrevista para o Wall Street Journal, Cook afirmou que o aumento é “inevitável”, mesmo com os esforços da empresa para conter os valores mais altos praticados no mercado pelos chips de RAM. Analistas já haviam apontado que a maçã tentaria driblar os custos mais altos barateando componentes como telas e câmeras, mas o CEO afirma que a situação está insustentável.

Crise de memória RAM chega à Apple

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Novo iPhone 18 Pro não deve escapar da alta de preços: aumento deve ser de US$ 200 (R$ 1 mil(foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Muitos rumores apontavam para uma contenção no aumento dos preços por parte da Apple, principalmente envolvendo o vindouro iPhone 18. Um relatório da KB Security, fundo de investimento sul-coreano, indicou ainda o aumento de memória RAM no modelo base da linha, que pode chegar com 12 GB para dar conta das novidades da Siri, inteligência artificial da Maçã. A mudança viria sem alteração nos preços, o que fica incerto com a declaração de Cook na entrevista ao WSJ.

O CEO da Apple reforçou que o motivo desses aumentos é, justamente, a crise dos chips de memória RAM. Segundo ele, além do fornecimento menor “os caras da memória” praticam aumentos significativos de preço. Esses “caras”, no caso, seriam os três principais players do mercado de DRAM: Samsung, SK Hynix e Micron. 

O cenário atual de fato é favorável para as três empresas, com um aumento de 85,5% nas vendas de componentes em relação ao último trimestre financeiro. Essa alteração está diretamente relacionada ao boom das IAs generativas, já que há uma grande demanda de memória para datacenters de inteligência artificial. A questão é a produção de chips para produtos voltados ao consumidor final, que ficou em segundo plano.

Alta nos preços deve afetar iPhone 18

Depois de rumores favoráveis a uma manutenção dos preços praticados pela Apple nos novos iPhones, a realidade deve ser outra. Ainda não há uma confirmação de quando ou como os aumentos vão acontecer, mas o Wall Stret Journal trouxe uma estimativa de US$ 200 de aumento no iPhone 18 Pro, algo em torno de R$ 1.000. Segundo o jornal, o celular deve custar US$ 1.299 no lançamento, acima dos US$ 1.099 cobrados pela Maçã no iPhone 17 Pro.

“Inevitável”: Cook diz que Apple vai aumentar preços dos produtos

Tim Cook durante a WWDC22 no Apple Park (Imagem: Divulgação / Apple)

iPhone 17 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
  •  

Apple cancela o Mac Pro, que poderia custar até R$ 688 mil

Apple Pro Display XDR, um monitor com painel IPS e profundidade de cor de 10 bits (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Apple Pro Display XDR ao lado de um Mac Pro (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple descontinuou o Mac Pro, modelo lançado em 2019 com processador Intel Xeon de 28 núcleos e até 1,5 TB de RAM;
  • Mac Pro foi atualizado em 2021 com novas GPUs AMD e em 2023 com o chip Apple Silicon M2 Ultra;
  • Apple pode focar no Mac Studio a partir de agora, que oferece chips M4 Max e M3 Ultra, com até 256 GB de RAM.

Reparou que faz tempo que o Mac Pro não ganha o noticiário? Quem achava que isso era o prenúncio do fim da linha, acertou: o modelo direcionado a atividades profissionais foi descontinuado pela Apple nesta semana, razão pela qual já não aparece no site da companhia.

O até então atual Mac Pro foi lançado em 2019 com um visual sofisticado, mas que o fez virar “meme”: houve quem comparasse o modelo a um ralador de queijo por conta dos furos em seu gabinete.

Piadas à parte, o Mac Pro tinha um hardware deveras poderoso para a época (e até para os dias atuais), que incluía um processador Intel Xeon de 28 núcleos e até 1,5 TB de RAM. Não por acaso, o Mac Pro foi lançado no Brasil com preços variando entre R$ 55.999 e R$ 438.399.

O Mac Pro passou por uma atualização em 2021 que levou novas GPUs AMD ao modelo e elevou seus preços para até R$ 687.599 no Brasil. Em 2023, o modelo foi atualizado para receber um chip Apple Silicon, o M2 Ultra.

Parou por aí. O Mac Pro ficou sem atualizações relevantes desde então. Intervalos longos como esse sugerem que o equipamento iria passar por uma grande atualização ou ser descontinuado. A Apple acabou seguindo pelo segundo caminho. Se você entrar na página do Mac Pro agora, será redirecionado à página de toda a linha Mac.

Apple Mac Pro (2019) e Pro Display XDR
O Mac Pro lançado em 2019 (imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Por que a Apple descontinuou o Mac Pro?

A Apple não explicou o motivo da decisão, até porque esta foi uma descontinuação “silenciosa”. Mas é de se presumir, porém, que a companhia pretende direcionar seus esforços ao Mac Studio no segmento profissional.

O Mac Studio tem menos poder de fogo em relação ao Mac Pro, mas é muito mais compacto e ainda consegue oferecer recursos suficientes para atividades profissionais exigentes, que envolvem edição de imagens ou produção de vídeo 3D, por exemplo.

Atualmente, o Mac Studio pode ser equipado com um chip M4 Max e de 36 GB a 256 GB de memória RAM. Outra versão inclui um chip M3 Ultra com algo entre 96 GB e 256 GB de RAM. Por motivos não esclarecidos, a Apple descontinuou a expansão de 512 GB de RAM do Mac Studio.

Apple cancela o Mac Pro, que poderia custar até R$ 688 mil

Apple Pro Display XDR, um monitor com painel IPS e profundidade de cor de 10 bits (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

  •  

Mac Studio de 512 GB de RAM some e versão de 256 GB fica mais cara

Mac Studio visto de frente
O poderoso Mac Studio (imagem: divulgação/Apple)
Resumo
  • Apple removeu opção de upgrade para 512 GB de RAM no Mac Studio e aumentou preço do upgrade para 256 GB de RAM de US$ 1.600 para US$ 2.000 nos EUA;
  • crise de memórias RAM, impulsionada pela demanda crescente por inteligência artificial, pode ser a causa das mudanças na linha;
  • remoção ocorre na mesma semana em que Apple anunciou novidades para as linhas iPhone e MacBook.

Esta foi uma semana de lançamentos no ecossistema da Apple, mas também de um sumiço misterioso: a companhia deixou de oferecer a opção de upgrade para 512 GB de RAM no Mac Studio. Para completar, ainda é possível optar pelo upgrade de 256 GB, mas pagando mais caro por isso.

De alto desempenho e direcionado a atividades profissionais, o Mac Studio é vendido atualmente com chip M4 Max ou M3 Ultra. A versão com M4 Max tem configuração inicial com 36 GB de RAM, com opções de upgrade que vão a até 256 GB.

Já o Mac Studio com M3 Ultra parte de 96 GB de RAM. Até recentemente, era possível aumentar essa capacidade para 256 GB ou 512 GB. Porém, nesta semana, somente o upgrade para 256 GB passou a estar disponível.

Como já dito, aumentar a capacidade de RAM para 256 GB também ficou mais caro. Nos Estados Unidos, era preciso pagar US$ 1.600 por isso. Agora, é preciso desembolsar US$ 2.000, como observa o MacRumors.

No site da Apple no Brasil, o upgrade para 256 GB de memória custa R$ 24.000 adicionais atualmente. Por aqui, o upgrade para 512 GB também não existe mais.

Visão traseira do novo Mac Studio
Visão traseira do Mac Studio (imagem: divulgação/Apple)

O que explica as mudanças no Mac Studio?

Como essas são mudanças silenciosas, não está claro o que levou a Apple a seguir por esse caminho. Isso nos faz pensar que este é mais um efeito da atual crise das memórias RAM.

É um problema que tem afetado a indústria de tecnologia como um todo, em vários sentidos. Um exemplo: recentemente, a HP revelou que os custos com RAM e armazenamento já representam 35% dos custos de um PC.

A causa do problema, vale relembrar, está na inteligência artificial: a implementação acelerada de aplicações de IA tem feito empresas do setor investirem na ampliação ou construção de data centers de tal forma que a demanda por módulos de RAM e armazenamento aumentou enormemente.

Talvez essa situação esteja causando outro problema: prazo de entrega maior. A previsão de entrega do Mac Studio com 256 GB varia entre dez e 12 semanas, enquanto a unidade sem upgrade tem disponibilidade imediata.

A situação pode piorar: há a expectativa de que novas versões do Mac Studio sejam anunciadas em 2026, mas existe o risco de atraso nesses anúncios justamente por conta da escassez de memória RAM no mercado. Que fase!

Enquanto isso, vale a pena dar uma olhada nos principais produtos que a Apple anunciou nesta semana:

Mac Studio de 512 GB de RAM some e versão de 256 GB fica mais cara

Por fora, o novo Mac Studio continua o mesmo (imagem: divulgação/Apple)

Traseira do novo Mac Studio (imagem: divulgação/Apple)
  •