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Apple pode mudar estratégia e pular chips M6 Pro e Max

Apple Silicon (Imagem: Reprodução/Apple)
Nova geração do Apple Silicon deve ter estreia solo (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple pode lançar apenas o chip M6 básico em 2026, adiando as versões Pro e Max para a geração M7, prevista para o ano que vem.
  • O M6 deve ser produzido em processo de 2 nanômetros e largura de banda de memória de cerca de 200 GB/s.
  • Segundo Mark Gurman, da Bloomberg, o M5 Ultra seria a principal atualização de alto desempenho no curto prazo.

A Apple pode mudar o ritmo de lançamento dos chips usados nos Macs com o lançamento solo de uma versão básica do chip M6 neste ano. Caso se confirme, a estratégia quebraria o ciclo adotado desde a estreia dos Apple Silicon nos computadores da marca.

De acordo com o jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, a ideia seria concentrar os esforços na geração seguinte, a M7, prevista para 2027. Com isso, a empresa não deve desenvolver as versões M6 Pro e M6 Max para a próxima linha, que deve estrear ainda em 2026.

Como ficaria o cronograma?

Com a mudança, o calendário de chips da Apple ficaria mais enxuto em 2026, voltando a ganhar versões profissionais a partir de 2027:

  • M6: chip básico da geração, voltado aos Macs de entrada;
  • M7: versão básica prevista para a primeira metade de 2027;
  • M7 Pro e M7 Max: modelos profissionais esperados para o fim de 2027;
  • M7 Ultra: versão mais poderosa da família, prevista para 2028.

A ausência de um M6 Pro e M6 Max afetaria principalmente linhas como MacBook Pro, Mac mini e futuros desktops de alto desempenho, que costumam depender das versões profissionais para receber atualizações mais relevantes.

M6 deve estrear processo de 2 nanômetros

Com quantos nanômetros a Lei de Moore acaba? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)
Versão base estreará fabricação de 2 nanômetros nos chips da empresa (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Mesmo sem versões Pro e Max, o M6 básico deve trazer uma mudança importante de fabricação. Dessa forma, segundo o MacRumors, o chip seria o primeiro da Apple produzido em processo de 2 nanômetros da TSMC, deixando para trás a litografia de 3 nanômetros das últimas gerações.

Além disso, o M6 também deve ter uma nova arquitetura de memória, Neural Engine atualizado para tarefas de IA e melhorias em decodificação de vídeo.

De acordo com a Bloomberg, o chip teria largura de banda de memória de cerca de 200 GB/s, contra 153 GB/s no M5. A Apple também estaria testando versões de GPU de 12 núcleos, acima do limite de 10 núcleos do M5. O chip deve estrear em um MacBook Pro de 14 polegadas, ainda neste ano.

M5 Ultra deve segurar Macs mais potentes

Imagem ilustrativa com o logo do chip M5 da Apple
M5 tem acelerador neural em cada núcleo da GPU (imagem: divulgação)

Sem M6 Pro e M6 Max no caminho, a principal atualização de alto desempenho no curto prazo deve ser o M5 Ultra. O chip é esperado para equipar uma nova versão do Mac Studio, segundo a Bloomberg.

Hoje, a família M5 já tem versões Pro e Max, lançadas em março deste ano, usadas nos modelos mais recentes do MacBook Pro, que passaram a custar até R$ R$ 53.999 após o reajuste da Apple no Brasil.

Os chips trouxeram avanços em CPU, largura de banda de memória e desempenho para tarefas de IA, mas ainda não chegaram a desktops como Mac Studio e Mac Pro.

Apple pode mudar estratégia e pular chips M6 Pro e Max

Com quantos nanômetros a Lei de Moore acaba? (Imagem: Vitor Pádua / Tecnoblog)

M5 tem acelerador neural em cada núcleo da GPU (imagem: divulgação)
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Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo ficou mais caro no país (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple reajustou os preços de produtos no Brasil, como MacBook Neo, Air com chip M5 e novos iPads.
  • O MacBook Pro com chip M5 de 16 polegadas é um dos produtos que teve maior aumento de preço.
  • O CEO da Apple, Tim Cook, havia sinalizado que os preços subiriam devido ao aumento dos custos de memória e armazenamento.

A Apple reajustou os preços de parte de sua linha de produtos no Brasil. A alta ocorre no mundo todo e, por aqui, atinge as linhas mais recentes de Macs, iMacs, MacBooks e iPads, ao menos por enquanto. O MacBook Pro com chip M5 foi um dos mais afetados e ficou até R$ 5 mil mais caro.

Há poucos dias, o CEO Tim Cook já havia sinalizado que os preços subiriam, classificando o reajuste como “inevitável”. Segundo o executivo, a alta está ligada ao aumento dos custos de memória e armazenamento, pressionados pela forte demanda de IA. A escassez já afeta outras empresas do setor de tecnologia, com reflexos nos preços de PCs, consoles, smartphones e outros eletrônicos.

Os ajustes ocorreram após a Apple Store ter ficado temporariamente indisponível na manhã desta quinta-feira (25/06). A loja online voltou a funcionar já com os novos preços. Até o momento, iPhones e AirPods não foram afetados.

Quais os novos valores?

O MacBook Neo na versão de entrada, que custava R$ 7.299, deixou de ser vendido por esse preço, e o modelo mais barato agora sai por R$ 8.499 com 256 GB de armazenamento. Já a versão com 512 GB e Touch ID passa a custar R$ 9.699.

O mesmo com o MacBook Air com chip M5 de 13 polegadas. O modelo não tem mais a opção de R$ 13.999, começando a ser vendido por R$ 15.999. Já a versão de 15 polegadas ganhou um novo preço: R$ 17.999.

O preço inicial do iPad Air de 11 polegadas subiu de R$ 7.499 para R$ 9.999, enquanto o iPad Air de 13 polegadas passa a ter preço sugerido de R$ 12.999. 

Além disso, outras versões de produtos tiveram alteração nos preços, incluindo o MacBook Pro — com um dos maiores aumentos — e o iMac.

Confira a tabela com as alterações

ProdutoPreço anteriorPreço novo
MacBook Neo 256 GBR$ 7.299R$ 8.499
MacBook Neo 512 GBR$ 8.499R$ 9.699
MacBook Air M5 13″R$ 13.999R$ 15.999
MacBook Air M5 15″R$ 15.999R$ 17.999
MacBook Pro M5 14″R$ 20.999R$ 24.999
MacBook Pro M5 Pro 14″R$ 26.999R$ 30.999
MacBook Pro M5 Max 14″R$ 44.999R$ 49.999
MacBook Pro M5 Pro 16″R$ 33.999R$ 37.999
MacBook Pro M5 Max 16″R$ 47.999R$ 53.999
Mac Mini M4 R$ 9.899 (512 GB)R$ 9.499 (preço caiu, mas armazenamento foi reduzido para 256 GB)
Mac Mini M4 ProR$ 16.999R$ 17.999
Mac Studio M4 MaxR$ 25.999R$ 30.999
Mac Studio M3 UltraR$ 51.999R$ 66.999
iMac com 2 portas ThunderboltR$ 15.499R$ 17.999
iMac com 4 portas ThunderboltR$ 17.999R$ 19.999
iPad Air WiFi 11″ 128 GBR$ 7.499R$ 9.999
iPad Air WiFi 11″ 256 GB R$ 8.699R$ 11.199
iPad Air WiFi 11″ 512 GBR$ 11.099R$ 13.599
iPad Air WiFi 11″ 1 TBR$ 13.499R$ 17.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 128 GBR$ 9.499R$ 11.999
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 256 GBR$ 10.699R$ 13.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 512 GBR$ 13.099R$ 15.599
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 11″ 1 TBR$ 15.499R$ 19.199
iPad Air WiFi 13″ 128 GB R$ 9.999R$ 12.999
Pad Air WiFi 13″ 256 GBR$ 11.199R$ 14.199
iPad Air WiFi 13″ 512 GBR$ 13.599R$ 16.599
iPad Air WiFi 13″ 1 TBR$ 15.999R$ 20.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 128 GBR$ 11.999 R$ 14.999
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 256 GBR$ 13.199R$ 16.199
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 512 GBR$ 15.599  R$ 18.599
iPad Air Wi‑Fi + Cellular 13″ 1 TBR$ 17.999 R$ 22.199
Tabela elaborada pelo Tecnoblog

Apple aumenta preços de MacBooks e iPads no Brasil

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente

Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente
Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente (imagem: reprodução)

Acontece com todo mundo, até com usuários de Mac: você apaga um arquivo por engano ou ele fica corrompido após uma reinicialização inesperada, como quando falta energia. Felizmente, é possível recuperar dados perdidos usando ferramentas como o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac.

Os motivos que fazem arquivos “sumirem” de seu Mac são os mais diversos. Eis outros exemplos:

  • sistema de arquivos corrompido;
  • formatação ou redimensionamento incorreto de unidades de armazenamento;
  • ação de malwares, como um vírus (incomum no macOS, mas possível);
  • instalação ou atualização malsucedida de softwares;
  • falha física ou lógica em SSDs ou HDs.

Independentemente da causa, a recuperação dos dados é possível mesmo que você não tenha familiaridade com seu computador. Isso porque o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac é de fácil utilização. E há outras opções, como o PhotoRec, embora esta alternativa não seja tão prática. De todo modo, vamos conhecê-las nas próximas linhas.

A despeito da solução de recuperação escolhida, é importante não salvar ou alterar dados na unidade de armazenamento a ser analisada para evitar que o espaço do arquivo a ser restaurado seja ocupado por outros dados, dificultando ou até impossibilitando a recuperação.

O que é o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac?

O EaseUS Data Recovery Wizard for Mac é uma poderosa ferramenta de recuperação de dados. Além da já mencionada facilidade de uso, ele oferece várias outras vantagens, como:

  • funciona em MacBooks, iMacs, Mac Minis e outros modelos dos computadores da Apple;
  • é compatível tanto com versões atuais quanto com antigas do sistema operacional macOS (incluindo o antecessor Mac OS X);
  • consegue recuperar dados tanto em Macs com processador Intel quanto com modelos equipados com chips Apple Silicon (como M1, M2 e M3);
  • além de discos rígidos e SSDs, restaura arquivos em pendrives, cartões de memória, câmeras digitais, players de música, entre outros dispositivos de armazenamento;
  • suporta vários sistemas de arquivos, como APFS, HFS+ e HFS X (próprios para macOS), e FAT, FAT32, exFAT e NTFS (comuns em unidades externas);
  • pode trabalhar não só com arquivos individuais como também na recuperação de partições inteiras;
  • recupera mais de 200 tipos diferentes de arquivos, como formatos de imagens, músicas e vídeos, documentos do Microsoft Office (como DOCX e PPTX), PDFs e muito mais;
  • tem um recurso extra de reparo de vídeos em formatos como MP4, MOV, AVI, 3GP e outros, o que permite a recuperação de arquivos que não exibem mais imagem ou não reproduzem áudio, por exemplo;
  • além de Mac, a ferramenta tem versão para Windows.

A melhor parte é que você pode recuperar arquivos deletados no Mac de modo gratuito. Isso porque o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac tem uma versão grátis para restauração de até 2 GB de dados, o que é suficiente para grande parte dos usuários.

Como recuperar arquivos com o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac?

É fácil, como mostra o seguinte passo a passo:

1 – comece por baixar e instalar o EaseUS Data Recovery Wizard for Mac. Não se preocupe: o procedimento é trivial, costuma ser rápido e não altera as configurações do computador;

2 – abra o EaseUS Data Recovery Wizard depois da instalação e, na coluna à esquerda, selecione o tipo de dispositivo que tem os dados a serem restaurados (disco rígido, SSD, cartão SD, pendrive, entre outros). Já no lado direito, selecione a unidade que contém os arquivos;

Selecionando a unidade de armazenamento a ter dados restaurados
Selecionando a unidade de armazenamento a ter dados restaurados (imagem: reprodução)

3 – clique no botão de pesquisa de arquivos perdidos. Uma varredura será feita na unidade selecionada para localizar os arquivos que podem ser recuperados;

Área de seleção de arquivos para recuperação
Área de seleção de arquivos para recuperação (imagem: reprodução)

4 – depois da varredura, selecione os arquivos a serem restaurados. Note que muitos deles podem ser pré-visualizados. Depois que a recuperação for feita, basta abrir a pasta onde eles foram salvos para acessá-los.

Os arquivos a serem restaurados podem ser pré-visualizados
Os arquivos a serem restaurados podem ser pré-visualizados (imagem: reprodução)

Existe outro utilitário para recuperar arquivos no Mac?

Existe. Um deles é o já citado PhotoRec, que é gratuito e tem código-fonte aberto. Apesar de o nome sugerir que essa ferramenta recupera somente fotos, ela também é capaz de restaurar documentos nos formatos do Microsoft Office, PDFs e, claro, formatos de imagens, como JPEG e PNG.

Porém, o PhotoRec tem a desvantagem de não ter uso fácil, pois é baseado em linha de comando. Além disso, o software pode não funcionar em MacBooks mais recentes, pois tem compatibilidade limitada com chips Apple Silicon. Leve em conta ainda que a ferramenta trabalha apenas com arquivos, não sendo capaz de analisar partições ou unidades de armazenamento inteiras.

Se mesmo assim você quiser experimentar o PhotoRec, o passo a passo introdutório é este:

1 – busque na web, faça download do PhotoRec e extraia o arquivo baixado para uma pasta;

2 – acesse a pasta e clique duas vezes no executável para a ferramenta ser aberta em um terminal;

3 – use as setas do teclado para selecionar a unidade e os arquivos apagados ou danificados que devem ser recuperados;

4 – selecione a partição correspondente, se for o caso, bem como o sistema de arquivos;

5 – escolha a opção “Free” para somente o espaço livre ser analisado ou “Whole” para a varredura ser feita em toda a unidade;

6 – navegue até chegar à pasta de destino (onde os arquivos recuperados devem ser salvos) e aperte a tecla ‘C’ para confirmar;

7 – aguarde o processo terminar e, por fim, vá à pasta onde os arquivos foram salvos.

Como dá para notar, o PhotoRec é funcional, mas é pouco prático, além de limitado em recursos.

PhotoRec para Mac
O PhotoRec é baseado em linha de comando, portanto, não é amigável para a maioria dos usuários (imagem: reprodução)

O macOS tem alguma ferramenta nativa de recuperação de arquivos?

O Mac tem ferramentas como o Disk Utility e o macOS Recovery que podem ajudar a corrigir problemas no sistema de arquivos ou no próprio sistema operacional, mas não a recuperar, individualmente, arquivos deletados ou corrompidos.

Para esse fim, você pode recorrer ao Time Machine (sistema de backup) ou ao iCloud (serviço nas nuvens) para recuperar arquivos específicos a partir de backups (cópias de segurança). Porém, se você não tiver configurado backups nessas ferramentas, a recuperação dos arquivos não será possível.

Nessas circunstâncias, o ideal é recorrer a soluções externas de restauração de dados, como os já abordados EaseUS Data Recovery Wizard for Mac e PhotoRec.

Conclusão

Seja por acidente, seja por falha de hardware ou software, arquivos podem ser apagados ou corrompidos em qualquer computador, inclusive na linha Mac. Felizmente, há ferramentas que permitem recuperar esses arquivos sem complicação.

O EaseUS Data Recovery Wizard for Mac se destaca nessa tarefa por ser rico em recursos, fácil de usar e altamente eficiente, além de contar com uma versão gratuita. Por esse motivo, essa é uma das ferramentas mais indicadas para quem precisa restaurar dados no Mac Mini, MacBook, iMac e afins.

Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente

Como recuperar arquivos deletados no Mac gratuitamente (imagem: reprodução)

Selecionando a unidade de armazenamento a ter dados restaurados (imagem: reprodução)

Área de seleção de arquivos para recuperação (imagem: reprodução)

Os arquivos a serem restaurados podem ser pré-visualizados (imagem: reprodução)

O PhotoRec é baseado em linha de comando, portanto, não é amigável para a maioria dos usuários (imagem: reprodução)
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O que é True Tone? Entenda a tecnologia usada nas telas de aparelhos da Apple

Mão segurando o iPhone 17e
Descubra como funciona os sensores que ajustam a temperatura de cor e brilho das telas dos dispositivos da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O True Tone é uma tecnologia exclusiva da Apple que ajusta instantaneamente a temperatura de cor e o brilho da tela conforme o ambiente. Disponível em modelos recentes de iPhone e iPad, o recurso torna a experiência visual mais natural e reduz o esforço ocular.

O sistema funciona com sensores que analisam a iluminação ao redor, enviando dados para o processador calibrar o balanço de branco do display. Esse ajuste dinâmico alterna entre tons quentes ou frios de forma imperceptível, mantendo a fidelidade visual diante das variações de luz.

O recurso é recomendado para atividades do dia a dia, como leitura e navegação, priorizando o conforto em longos períodos de uso. Por outro lado, ele deve ser desativado durante tarefas profissionais que exigem precisão absoluta, como edição de fotos, vídeos e design gráfico.

A seguir, saiba mais sobre a tecnologia True Tune, seu funcionamento detalhado e quais dispositivos da Apple contam com essa função.

O que é True Tone?

True Tone é uma tecnologia da Apple que utiliza sensores de luminosidade para ajustar automaticamente a temperatura de cor e o brilho com base na luz do ambiente. Simulando o reflexo de uma folha de papel, o recurso deixa as imagens mais naturais e reduz o cansaço visual do usuário.

O que significa True Tone?

O termo “True Tone” foi criado pela Apple em 2016 para batizar a tecnologia de tela com a capacidade de exibir cores autênticas. A palavra “True” se refere à fidelidade e ao aspecto natural das imagens, enquanto o “Tone” remete ao tom de cor e ao balanço de branco.

A inspiração veio do comportamento das páginas impressas, que refletem a iluminação do ambiente sem distorcer as tonalidades. Durante o anúncio da tecnologia, a marca destacou que os sensores imitam essa dinâmica ao rastrear a temperatura de cor ao redor.

Duas telas comparando o ajuste do True Tone: tons mais frios à esquerda e mais quentes à direita conforme a iluminação
O True Tone ajusta os tons da tela de acordo com a iluminação ao redor (imagem: Reprodução/Apple)

Para que serve o True Tone?

O True Tone torna a leitura em telas mais confortável ao adaptar o brilho e a temperatura de cor da tela à luz ambiente. Ao suavizar o display de forma dinâmica, o recurso reduz o cansaço dos olhos causado pelo excesso de luz azul.

Essa tecnologia equilibra tons quentes e frios para simular o comportamento de uma folha de papel sob diferentes iluminações. O resultado é uma experiência visual mais natural para o usuário durante longas sessões de leitura e consumo de mídia.

Como funciona o True Tone

O funcionamento do True Tone no iPhone acontece em tempo real por meio de sensores de luz ambiente de quatro canais embutidos no aparelho. Esse conjunto analisa instantaneamente a iluminação ao redor, medindo tanto a intensidade do brilho quanto a temperatura de cor.

Os dados coletados são enviados ao processador, que recalcula e ajusta o balanço de branco do display a cada 30 milissegundos. Esse processamento dinâmico calibra a tela de forma imperceptível para o usuário, acompanhando qualquer mudança de luz.

Na prática, sob lâmpadas quentes de uma sala, a tela reduz a luz azul e assume tons mais amarelados. Já em ambientes abertos com luz do dia, o sistema adota tons mais frios para manter a fidelidade cromática.

Essa engenharia faz com que a tela Retina Display se comporte exatamente como uma folha de papel impresso sob qualquer iluminação. O resultado é uma visualização sempre natural que elimina o estresse visual causado por contrastes agressivos de luz.

Imagem mostra um iPhone 15 Pro Max sendo segurado em uma mão, exibindo um artigo do "Tecnoblog" sobre o lançamento do iPhone 15 e 15 Pro com USB-C. A tela do celular mostra a manchete "Apple lança iPhone 15 e 15 Pro com USB-C e dá adeus ao conector Lightning". Ao fundo, desfocado, observa-se uma multidão de pessoas em um ambiente interno com iluminação clara e paredes brancas. Outros smartphones são visíveis nas mãos de algumas pessoas na multidão.
O iPhone conta com sensores de luz ambiente que analisam a iluminação em volta para ajustar o balanço de branco (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Preciso ativar o True Tone?

Não é preciso ativar o True Tone, pois o recurso vem habilitado por padrão de fábrica nos dispositivos da Apple. O usuário é apresentado à tecnologia na configuração inicial do aparelho, sem a necessidade de qualquer ação manual imediata.

Caso a pessoa prefira o comportamento padrão do display, a função pode ser desativada ou reativada a qualquer momento. No iPhone ou iPad, basta acessar os ajustes do sistema, tocar na opção “Tela e Brilho” e alternar a chave seletora.

O True Tone gasta muita energia?

O True Tone não exige muita energia, apresentando um impacto na bateria de apenas 2% a 3% do consumo total do aparelho. Desativar o recurso gera um ganho de autonomia tão pequeno que chega a ser imperceptível na rotina diária de uso.

Esse gasto mínimo ocorre porque os sensores de luz e o algoritmo de ajuste são extremamente otimizados. Além disso, a tecnologia economiza energia em locais escuros ao reduzir o brilho da tela, compensando o processamento do balanço de branco.

iPhone 17 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
O True Tone é recurso que vem ativado de fábrica, gastando pouca energia no seu funcionamento (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

Quais dispositivos são compatíveis com o True Tone?

O True Tone está presente na maior parte das telas modernas da Apple. Veja a lista de aparelhos compatíveis com a tecnologia:

  • iPhones: linhas iPhone 8 e posteriores (incluindo modelos Pro e Pro Max), além do iPhone SE (a partir da 2ª geração);
  • iPads: modelos padrão (9ª geração em diante), iPad mini (5ª geração em diante), iPad Air (3ª geração em diante) e todas as versões do iPad Pro;
  • Macs: notebooks MacBook Pro e MacBook Air lançados a partir de 2018, além dos computadores all-in-one iMac a partir do modelo de 2020;
  • Monitores: telas profissionais e dedicadas da marca, incluindo os modelos Apple Studio Display e Apple Pro Display XDR.

Existe True Tone para Android?

Não, o True Tone é uma tecnologia proprietária da Apple e exclusiva dos aparelhos da Maçã. Apesar disso, o ecossistema Android traz recursos semelhantes de marcas concorrentes que operam sob o mesmo princípio de adaptação ao ambiente.

Assim, os smartphones utilizam funções nativas como o Adaptive Tone do Google Pixel e o Adaptive Color Tone do Samsung Galaxy. Essas ferramentas usam os sensores para equilibrar o balanço de branco e ajustar os tons da tela de forma automática à iluminação ao redor.

iPad Mini em quatro cores: azul, roxo, estelar e cinza espacial
iPad Mini e outros modelos de tablets da Apple também contam com o recurso True Tone (imagem: divulgação/Apple)

Em quais casos o True Tone é indicado?

O True Tone é ideal para o uso cotidiano, priorizando o conforto visual em diferentes cenários de iluminação. Estas são algumas situações em que o recurso se torna um aliado:

  • Leitura e maratona de vídeos: reduz o cansaço visual ao suavizar o contraste da tela e as cores naturalmente durante o consumo prolongado de e-books, artigos ou vídeos;
  • Transição entre ambientes: ideal para quem se desloca constantemente, adaptando o display instantaneamente ao sair de um local fechado com lâmpadas quentes para um ambiente aberto sob a luz do dia;
  • Uso sob a luz solar: eleva a legibilidade ao ar livre, ajustando o balanço de branco para tons mais frios para combater reflexos e garantir nitidez da tela mesmo em locais abertos;
  • Escritórios com luz fluorescente: evita que o display exiba uma aparência excessivamente azulada ou opaca sob as lâmpadas frias de ambientes corporativos, mantendo uma neutralidade agradável;
  • Navegação noturna: minimiza a fadiga em locais escuros ao adotar tons mais quentes, diminuindo a emissão de luz azul que costuma prejudicar a qualidade do sono do usuário;
  • Redes sociais e uso casual: garante cores consistentes e realistas para usuários não profissionais durante a rolagem do feed, tornando a navegação diária muito mais confortável e fluida.

Quando devo evitar usar o True Tone?

O True Tone deve ser desativado em atividades que exigem precisão absoluta de cores. Alguns exemplos são:

  • Edição de fotos e vídeos: a alteração automática na temperatura de cor distorce as tonalidades originais da imagem, prejudicando a exatidão necessária para o tratamento profissional de arquivos;
  • Design gráfico e identidade visual: criar logotipos e materiais de marcas exige fidelidade cromática absoluta, algo que é afetado pelas compensações e calibrações dinâmicas que o recurso aplica na tela;
  • Desenvolvimento de interfaces (UI/UX): programadores e designers precisam visualizar aplicativos e sites exatamente como foram codificados, sem filtros de tela que mascarem a real aparência do software;
  • Trabalhos de color grading: a etapa de finalização de cores no cinema e no audiovisual exige um monitor de referência estático, totalmente livre de correções automáticas de iluminação;
  • Jogos de alta dinâmica (HDR): games de alto contraste dependem das cores vibrantes originais planejadas pelos desenvolvedores, que podem parecer lavadas ou opacas com o recurso ativado;
  • Análise de imagens médicas: profissionais de saúde que avaliam exames digitais, como tomografias e raios-X, necessitam da imagem bruta e sem filtros para evitar qualquer erro de diagnóstico.
Pessoa usando um MacBook em um ambiente de edição profissional, trabalhando em cores e imagens na tela
Os MacBooks e monitores da Apple também possuem o recurso True Tone, no entanto, é recomendado que ele seja desativado em trabalhos de edição profissional (imagem: Reprodução/Apple)

Qual é a diferença entre True Tone e Night Shift?

O True Tone é uma tecnologia dinâmica que utiliza sensores para ajustar, em tempo real, o balanço de branco e o brilho da tela à iluminação ao redor. O objetivo é fazer a tela parecer uma folha de papel, mantendo as cores naturais em qualquer ambiente.

O Night Shift é um recurso programável que aplica um filtro estático para mudar os tons da tela para cores mais quentes e amareladas ao anoitecer. Ativado por horário ou no pôr do sol, ele visa reduzir a luz azul para melhorar a qualidade do sono.

O que é True Tone? Entenda a tecnologia usada nas telas de aparelhos da Apple

iPhone 17e (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O True Tone ajusta os tons da tela de acordo com a iluminação ao redor (imagem: Reprodução/Apple)

Tela iPhone 15 Pro Max (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPhone 17 (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

iPad Mini é vendido em quatro cores: azul, roxo, estelar e cinza espacial (imagem: divulgação/Apple)

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Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11
PCs com Windows registram mais falhas do que Macs (ilustração: Guilherme Reis/Tecnoblog)
Resumo
  • PCs com Windows travam 3,1 vezes mais e têm falhas 7,5 vezes mais frequentes que Macs.
  • Os dados são de um levantamento da empresa de software Omnissa, que também revela que Macs têm vida útil, em média, dois anos maior.
  • Dispositivos com Windows também registram atrasos em atualizações e maior exposição a falhas, segundo a pesquisa.

A diferença de estabilidade entre computadores com Windows e macOS sempre foi uma questão. Agora, uma nova pesquisa indica que PCs com o sistema da Microsoft podem travar até três vezes mais do que computadores com o sistema da Apple. O levantamento, feito pela empresa de software Omnissa, também aponta disparidades em segurança e durabilidade entre os dispositivos.

Os dados fazem parte do relatório Estado do Espaço de Trabalho Digital em 2026, com base em informações coletadas ao longo de 2025 em setores como saúde, educação, finanças e governo. O estudo também afirma que o avanço da inteligência artificial e a diversidade de dispositivos utilizados nas empresas ampliam os desafios para equipes de tecnologia.

Windows x Mac

Segundo o levantamento, dispositivos com Windows apresentaram uma taxa significativamente maior de interrupções. Em média, esses computadores foram forçados a desligar ou reiniciar 3,1 vezes mais do que máquinas com macOS.

Além disso, programas no Windows travaram com frequência superior: cerca de 7,5 vezes mais do que aplicativos no sistema da Apple. Quando ocorriam falhas, também era mais comum que os softwares precisassem ser reiniciados para voltar a funcionar.

Outro ponto destacado é a vida útil dos equipamentos. Macs costumam ser substituídos a cada cinco anos, enquanto PCs com Windows têm um ciclo médio de três anos. A diferença também aparece no desempenho térmico: dispositivos com chips da Apple operam, em média, a 40,1 °C, enquanto máquinas com processadores Intel chegam a 65,2 °C.

Fotografia colorida mostra um MacBook Neo de cor verde sobre uma bancada, em exposição.
MacBook Neo é o mais novo laptop da Apple (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)

O que explica essas diferenças?

O relatório afirma que a fragmentação do ecossistema Windows é um dos principais fatores. A variedade de fabricantes, configurações e versões do sistema dificulta a padronização de atualizações e correções de segurança.

Esse cenário se reflete em atrasos na aplicação de patches. Em setores como saúde, mais da metade dos dispositivos com Windows e Android estavam até cinco versões de sistema operacional atrás, o que aumenta a exposição a falhas e ataques.

Na educação, o problema também aparece em outra frente: mais da metade dos dispositivos analisados não contava com criptografia ativa, colocando em risco dados de alunos e instituições.

Ao mesmo tempo, o estudo chama atenção para o crescimento acelerado do uso de ferramentas de inteligência artificial no ambiente corporativo. A adoção aumentou quase dez vezes em diferentes sistemas, impulsionada tanto por soluções oficiais quanto por aplicativos instalados pelos próprios funcionários, como ChatGPT e Google Gemini.

Esse movimento, muitas vezes fora do controle das equipes de TI, pode ampliar vulnerabilidades e dificultar ainda mais a gestão de segurança nas empresas.

Windows trava três vezes mais que Mac, mostra estudo

Windows 11 (Imagem: Guilherme Reis/Tecnoblog)

MacBook Neo (foto: Thássius Veloso/Tecnoblog)
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Donos de Mac estão sem Stremio há quase uma semana

Imagem mostra um macbook preto, com os logos do Stremio e App Store à frente
Stremio não está funcionando no MacOS (imagem: reprodução/Stremio)
Resumo
  • MacOS está classificando o Stremio como malware e removendo-o automaticamente do sistema.
  • Segundo um comunicado do Stremio, o problema ocorre devido à revogação do certificado de assinatura pela Apple.
  • A plataforma afirma que houve um mal-entendido com a Apple e entrou com recurso para resolver a situação em uma a duas semanas.

O Stremio está instável em computadores Mac há quase uma semana. O motivo? O popular aplicativo de streaming passou a ser bloqueado e até apagado automaticamente pelo macOS logo após a instalação ou na primeira tentativa de execução.

Aqui no Tecnoblog, tentamos reinstalar o programa, mas não resolveu. Relatos do mesmo tipo se multiplicaram no Reddit. Em testes feitos por usuários, o comportamento se repete: o app é instalado normalmente, mas desaparece assim que é aberto, acompanhado de alertas do sistema que classificam o Stremio como malware.

O Stremio é apresentado oficialmente como uma plataforma de organização e compartilhamento de dados audiovisuais, agregando conteúdos de diferentes fontes. Na prática, porém, o software é amplamente utilizado para acessar filmes, séries e outros materiais protegidos por direitos autorais, o que o coloca há anos em uma zona cinzenta em relação às políticas das grandes plataformas.

O que aconteceu?

Segundo a equipe do Stremio, a Apple revogou a certificação necessária para que o app seja executado no sistema. Em um comunicado divulgado em seu blog, a plataforma afirma que houve um erro de interpretação por parte da dona do iPhone.

“Devido a um mal-entendido com a Apple, o certificado de assinatura do aplicativo para macOS foi revogado, o que fará com que uma mensagem de erro seja exibida aos usuários ao tentarem abrir o aplicativo Stremio para macOS”.

Stremio

Captura de tela mostra alerta do Stremio no macOS
Alerta de malware aparece ao tentar abrir o Stremio (imagem: reprodução/X/@Corrky_)

Ainda de acordo com o comunicado, “ao contrário da mensagem de erro que pode ser vista em algumas versões do macOS, o Stremio não é (e nunca foi) um malware, mas essa é a mensagem padrão que a Apple optou por mostrar aos usuários quando um certificado de assinatura de código inválido é utilizado.”

A equipe diz que já entrou com um recurso junto à Apple e espera que a situação seja resolvida em um prazo estimado de uma a duas semanas. Até lá, o aplicativo segue sendo bloqueado em diversas versões recentes do macOS.

Vale lembrar que, na semana passada, o Stremio lançou um app para iOS. Contudo, para não precisar passar pelas regras da loja da Apple, a plataforma disponibilizou o download direto no dispositivo, via sideloading.

Existe alguma solução temporária?

Enquanto não há uma correção oficial, alguns usuários procuram alternativas para contornar o bloqueio. Um método relatado no Reddit envolve a remoção manual do atributo de quarentena aplicado pelo macOS ao aplicativo.

Após reinstalar o Stremio, abra o Terminal e execute o seguinte comando, inserindo a senha de administrador quando solicitado:

xattr -dr com.apple.quarantine /Applications/Stremio.app

Foi a única opção que funcionou nos nossos testes. Esse procedimento remove a barreira que impede a execução do programa. Ainda assim, trata-se de uma solução não oficial e pode não funcionar em todos os casos.

A própria equipe do Stremio pede cautela e afirma que está trabalhando para restabelecer a distribuição do app com um certificado válido.

Donos de Mac estão sem Stremio há quase uma semana

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Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

Apple MacBook Air 2022
MacBook Air é a versão mais barata dos notebooks da Apple hoje (foto: Felipe Ventura/Tecnoblog)
Resumo
  • A Apple planeja lançar um MacBook econômico, codinome J700, para competir com Chromebooks e PCs Windows de entrada. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.
  • O J700 usaria um chip de iPhone em vez dos processadores da série M e terá um display LCD menor que 13,6 polegadas. O preço seria inferior a US$ 1.000.
  • A Apple busca expandir sua participação no mercado de PCs, atualmente em 9%, enfrentando concorrência de Lenovo, HP e Dell.

A Apple estaria desenvolvendo o primeiro laptop de baixo custo da marca para competir diretamente com os Chromebooks e PCs Windows de entrada no setor educacional e corporativo.

O jornalista Mark Gurman, da Bloomberg, conversou com fontes familiarizadas com o assunto e revelou que o novo dispositivo tem o codinome J700. Ele já estaria em fase de testes ativos e em produção inicial com fornecedores na Ásia. O lançamento pode ocorrer no primeiro semestre de 2026.

O Mac foi a categoria de hardware que mais cresceu no último trimestre, com uma alta de 13%, atingindo US$ 8,73 bilhões, o que dá R$ 47,1 bilhões em conversão direta.

MacBook com chip de iPhone

Tela de apresentação da Apple mostrando o logotipo do chip A18
Chip de iPhone deve equipar MacBooks baratinhos (imagem: reprodução)

Para conseguir um preço final “bem abaixo de US$ 1.000”, a Apple estaria cortando custos em componentes-chave. De acordo com a publicação, o J700 não usará os processadores da série M (projetados para computadores), mas sim um chip de iPhone.

Seria a primeira vez que um chip de smartphone da Apple equiparia um Mac. Entretanto, testes internos teriam mostrado que o componente para dispositivos móveis (que não foi especificado) ainda consegue superar o desempenho do M1, lançado para laptops da marca poucos anos atrás.

Além do processador, o corte de custos também viria da tela. O J700 pode chegar com um painel LCD e menor display que qualquer Mac atual, com tamanho inferior às 13,6 polegadas do modelo Air.

O novo Mac se posicionaria em uma faixa de preço similar à do iPad de entrada com o teclado Magic Kaeyboard Folio, mas oferecendo a experiência completa do macOS. Atualmente, o Mac mais barato da Apple é o MacBook Air M4, de R$ 12.999, enquanto Chromebooks são vendidos por menos.

Mudança de estratégia?

Tim Cook, CEO da Apple
Estratégia seria abocanhar mercado dominado por Chromebooks e PCs Windows (imagem: divulgação/Apple)

O movimento pode representar uma mudança significativa de estratégia para a Apple, que historicamente foca em produtos premium com altas margens de lucro.

A Bloomberg aponta que a empresa enfrenta uma “ameaça crescente” dos Chromebooks e vê uma oportunidade de atrair usuários de Windows 10 que não migraram para a versão mais recente do sistema da Microsoft, o polêmico Windows 11.

Atualmente, a Apple ocupa o quarto lugar no mercado global de PCs, com cerca de 9% de participação no terceiro trimestre, segundo dados da consultoria IDC. A empresa fica atrás de Lenovo, HP e Dell, todas focadas em dispositivos Windows ou ChromeOS.

Apple quer MacBook econômico e com chip de iPhone para peitar Chromebook

MacBook Air de 2022 (Imagem: Felipe Ventura / Tecnoblog)

Chip A18 do iPhone 16e é compatível para Apple Intelligence (imagem: YouTube/Apple)

Tim Cook irá apresentar iPhone 15 (Imagem: Divulgação / Apple)
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Apple faz chacota de pane do Windows em novo comercial

Foto de uma tela de computador grande em um ambiente de luz azul escura, exibindo a temida "Tela Azul da Morte" do sistema operacional Windows
Ação de marketing relembra pane global que não afetou Macs (imagem: reprodução/Apple)
Resumo
  • Apple lançou um comercial satirizando a pane do Windows causada por uma falha da CrowdStrike em julho de 2024.
  • O incidente resultou na “Tela Azul da Morte” em PCs Windows, afetando globalmente setores como companhias aéreas e bancos.
  • Na ocasião, computadores com os sistemas macOS e Linux não foram afetados.

A Apple lançou nesta terça-feira (07/10) um novo comercial que satiriza a pane que afetou milhões de computadores Windows em julho do ano passado. O anúncio promove a segurança da plataforma Mac e reacende uma rivalidade histórica entre os sistemas.

A peça publicitária tem mais de oito minutos e foi publicada no YouTube. Ela mostra uma equipe fictícia se preparando para uma feira de negócios. No enredo, uma falha generalizada nos PCs gera caos, exibindo a temida “Tela Azul da Morte” e paralisando todos os expositores que usam Windows, referência direta ao incidente da CrowdStrike.

A solução do vídeo é migrar para dispositivos Apple, permitindo que o trabalho continue. O comercial termina com a frase: “Não há segurança como a do Mac”.

Relembre a pane no Windows

Além de remeter à clássica campanha “Get a Mac”, lançada há quase duas décadas para criticar as supostas falhas do Windows, o novo comercial da Apple faz referência direta ao incidente de 19 de julho de 2024, que paralisou empresas e serviços no mundo todo.

Na ocasião, uma atualização defeituosa do software Falcon, da empresa de cibersegurança CrowdStrike, causou uma falha crítica em computadores que rodavam o Windows. O resultado foi a exibição da famosa “Tela Azul da Morte” (ou BSOD, na sigla em inglês) — erro que impede o sistema de continuar funcionando.

Imagem exibe a Tela azul da morte do Windows
Tela azul da morte do Windows (imagem: reprodução/Microsoft)

A CrowdStrike confirmou, na época, que uma atualização em sua plataforma foi a causa do problema. O CEO da empresa, George Kurtz, esclareceu que a falha afetava especificamente o sistema Windows e que não se tratava de um incidente de segurança ou ataque hacker, mas de um bug no software. Máquinas com macOS ou Linux não foram afetadas.

A interrupção teve um impacto global significativo, afetando setores críticos como companhias aéreas, bancos, emissoras de televisão e redes de supermercados. No Brasil, instituições financeiras relataram instabilidades em seus serviços.

A Microsoft, por sua vez, emitiu um comunicado reconhecendo o problema e orientando os clientes a seguirem as recomendações da CrowdStrike para a resolução. Administradores de TI em todo o mundo trabalharam para aplicar as correções, que em muitos casos exigiam procedimentos manuais para restaurar os sistemas afetados.

Com informações do The Verge e MacRumors

Apple faz chacota de pane do Windows em novo comercial

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Campanha relembra apagão global de 2024, causado por falha da CrowdStrike. Episódio gerou tela azul em PCs com sistema da Microsoft, mas não afetou Macs.

Apple faz chacota do Windows em novo comercial (imagem: reprodução/Apple)
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Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds; confira as novidades

Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Kernel Linux 6.17 chega com avanços importantes em drivers e estabilidade do sistema;

  • A versão melhora o suporte a chips AMD e Intel, além de trazer compatibilidade aprimorada com Macs, por exemplo;

  • Novidade já está disponível no site oficial, mas distribuições Linux devem liberar novo kernel de acordo com seus cronogramas de lançamentos.

Pede a tradição que uma nova versão do kernel Linux seja anunciada oficialmente aos domingos. Pois bem, Linus Torvalds aproveitou o último domingo (28/09) para lançar a versão final do Linux 6.17. A novidade chega com vários pequenos aprimoramentos que envolvem chips da AMD e Intel, por exemplo.

Anunciado dois meses após o Linux 6.16, o kernel 6.17 não traz nenhuma grande novidade. Mas o próprio Torvalds sinaliza que isso não é ruim, pois significa que os desenvolvedores não enfrentaram nenhum grande desafio ou contratempo recente nos trabalhos com a nova versão:

Nenhuma grande surpresa na semana passada, então aqui estamos nós, com o kernel 6.17 lançado e pronto para uso.

(…) Não é empolgante, o que é ótimo. Acho que o maior patch disponível são correções para travamento de alguns conflitos de Bluetooth que poderiam causar situações de “use after free” [tipo de erro de memória].

(…) Fora isso, há as correções de driver habituais (GPU e rede dominam [esse aspecto] como sempre, mas essa “dominância” ainda é bem pequena), há algumas pequenas atualizações aleatórias de outros drivers, algum ruído no sistema de arquivos, kernel e mm [gerenciamento de memória].

Linus Torvalds, líder de desenvolvimento do kernel Linux

O que o Linux 6.17 tem de novo?

As novidades do kernel 6.17 podem não ser empolgantes, mas são relevantes. No que diz respeito aos chips da AMD, os avanços envolvem, por exemplo, o suporte ao driver Hardware Feedback Interface (HFI), que contribui para o uso mais eficiente dos processadores Ryzen por meio da distribuição mais inteligente das cargas de trabalho entre os núcleos.

Também há suporte para a função SmartMux, que permite alternar de modo mais eficiente entre uma GPU integrada e um chip gráfico dedicado em computadores que contam com esses dois componentes.

No universo da Intel, o kernel 6.17 mantém o suporte a múltiplos núcleos de CPU sempre ativado para assegurar que as cargas de trabalho sejam distribuídas de modo mais eficiente entre todos eles.

Além disso, a nova versão traz suporte aprimorado ao driver de webcam IPU7, de modo a melhorar a compatibilidade do Linux com câmeras de notebooks que têm um processador recente da Intel.

Com relação a sistemas de arquivos, uma das novidades está nos ajustes de escalabilidade de alocação de blocos em partições EXT4. Isso contribui para deixar o sistema como um todo mais estável.

Outras novidades incluem:

  • suporte melhorado ao sistema de arquivos Btrfs;
  • suporte inicial aos codecs HEVC(H.265) e VP9 no decodificador de vídeo Qualcomm Iris;
  • drivers gráficos para notebooks com os futuros chips Intel Panther Lake (linha Core Ultra);
  • compatibilidade aprimorada em Macs com chip M1 ou M2;
  • adição de recursos para a Touch Bar de MacBooks Pro com processador Intel.

Mais detalhes sobre o kernel Linux 6.17 podem ser encontrados aqui e aqui (ambas as páginas descrevem recursos de modo bastante técnico).

Ícones de aplicativos no Ubuntu 25.2
O Ubuntu está entre as distribuições que devem trazer o Linux 6.17 na próxima atualização (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Como obter o Linux 6.17?

Usuários que sabem como compilar e atualizar o kernel podem baixar o Linux 6.17 a partir do site oficial.

Note que o procedimento exige conhecimentos avançados. Para o público em geral, o ideal é aguardar que o kernel 6.17 seja liberado pelos desenvolvedores das distribuições Linux.

Costuma não haver pressa para isso, porém. Em linhas gerais, as distribuições usam o kernel mais otimizado para determinada versão do projeto, não necessariamente o mais recente.

Com informações de It’s Foss e OMG! Ubuntu

Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds; confira as novidades

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os aplicativos do Ubuntu 25.04 incluem o LibreOffice 25.2 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas

Arte com o logotipo da Intel ao centro, em fonte de cor branca, e o fundo em cor azul.
Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Intel estaria buscando parceria com a Apple após fechar acordos com a Nvidia e a SoftBank;

  • É improvável que a Apple volte a usar processadores Intel no Macs; novo acordo poderia envolver o desenvolvimento de tecnologias específicas;

  • Segundo as fontes, conversas estão em fase inicial.

É possível que a crise que a Intel enfrenta seja encerrada por conta das parcerias que a companhia tem fechado. Uma delas, recente, envolve a Nvidia. Outra pode ser anunciada em algum momento: um acordo que faria Intel e Apple voltarem a trabalhar juntas por meio de um investimento desta última.

A Bloomberg afirma ter ouvido fontes próximas ao assunto que relatam que Intel e Apple estariam explorando formas de estreitar as relações entre ambas as companhias, que esfriaram depois que a linha Mac passou a ser equipada com chips Apple Silicon, de arquitetura Arm. Até então, os Macs eram equipados com processadores Intel, de arquitetura x86.

Como a linha Mac é renomada no mundo todo, a mudança para Apple Silicon fez a Intel perder uma parceria importante, que pode inclusive ter contribuído para a crise que a companhia enfrenta atualmente.

Mas, se um novo acordo sair, o efeito poderá ser o contrário: a Apple ajudaria a Intel a sair da crise, em alguma medida.

Como seria a parceria entre Intel e Apple?

É improvável que a Intel volte a fornecer processadores para a linha Mac. Em termos de eficiência energética e desempenho geral, os chips M1, M2, M3 e, mais recentemente, M4, têm agradado aos usuários e à própria Apple. Além disso, ao desenvolver os próprios chips, a Apple aumenta o controle sobre o seu ecossistema.

Contudo, os Macs atuais utilizam tecnologias cujo desenvolvimento tiveram participação direta ou indireta da Intel, como DisplayPort, PCI Express e USB. Nesse sentido, o Tom’s Hardware destaca que os controladores Thunderbolt 5 do MacBook Pro atual foram desenvolvidos pela Apple, mas certificados pela Intel.

É de se imaginar, então, que uma eventual aproximação entre Intel e Apple envolveria o desenvolvimento ou aprimoramento de tecnologias específicas.

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
MacBook Pro (2020) com chip Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)

Intel já tem apoio da Qualcomm e SoftBank

De acordo com as fontes ouvidas pela Bloomberg, as conversas entre Intel e Apple estão em fase inicial. É possível até que, no fim das contas, nenhuma parceria surja por meio da aproximação entre ambas.

Pesa a favor o fato de a Intel ter tido sorte nesses acordos. Em agosto, a SoftBank concordou em investir US$ 2 bilhões na Intel. Neste mês de setembro, a Nvidia concordou em investir US$ 5 bilhões na Intel, parceria que deverá resultar no desenvolvimento de chips com CPU x86 e GPU RTX.

Levemos em conta ainda que, novamente em agosto, o governo dos Estados Unidos assumiu quase 10% do controle da Intel, e isso também pode ter algum peso positivo no estabelecimento de parcerias da companhia com outros grupos americanos.

Intel e Apple podem voltar a trabalhar juntas

Intel (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

MacBook Pro (2020) com Apple M1 (Imagem: Paulo Higa/Tecnoblog)
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