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Brasil tem a internet 5G mais rápida da América Latina

Fundo verde com mapa do Brasil contendo a bandeira além de uma onda, com as letras 5G no canto inferior esquerdo
Ranking da Ookla mostra o Brasil isolado no topo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Brasil lidera a América Latina em velocidade de 5G, com média de 430,83 Mb/s, devido ao leilão de frequências da Anatel em 2021.
  • A disponibilidade de 100 MHz para operadoras como Claro, TIM e Vivo evita congestionamento e garante alta velocidade.
  • A neutralidade tecnológica do Brasil, permitindo fornecedores como Huawei, Ericsson e Nokia, facilita a modernização das redes.

O Brasil foi o país com a rede 5G mais rápida da América Latina no terceiro trimestre de 2025. Segundo o relatório recente da Ookla, baseado em dados do Speedtest, a velocidade média de download em território nacional atingiu a marca de 430,83 Mb/s, resultado que coloca o país à frente de todos os vizinhos regionais.

O avanço é atribuído ao modelo de leilão de frequências adotado pela Anatel em 2021. Vale recordar que o certame priorizou obrigações de infraestrutura e investimentos na expansão das redes de banda média (3,5 GHz), que oferecem o melhor equilíbrio entre alcance de sinal e capacidade de dados.

Por que o 5G brasileiro lidera?

A explicação passa por fatores como a agilidade regulatória. Enquanto alguns países ainda enfrentam dificuldades para liberar faixas de frequência, a Anatel disponibilizou grandes blocos de 100 MHz para as principais operadoras do país – Claro, TIM e Vivo.

O espectro funciona como as faixas de uma rodovia: quanto mais larga a “pista”, maior a largura de banda e mais dados conseguem trafegar ao mesmo tempo. No Brasil, o fato de as operadoras terem “pistas” de 100 MHz de largura evita o congestionamento da rede e garante que a informação flua sem gargalos, resultando em velocidades mais altas.

Velocidade média no país supera 430 Mb/s (imagem: reprodução/Ookla)

Além disso, o modelo de obrigações de investimento vinculou a concessão à conectividade de rodovias, escolas públicas e à limpeza da faixa de 3,5 GHz (antes ocupada por antenas parabólicas) para evitar interferências.

O estudo da Ookla indica que essa estratégia tem surtido efeito: 38,5% dos usuários de 5G no Brasil passam a maioria do tempo conectados à rede de quinta geração, a maior taxa de disponibilidade entre os grandes mercados da região.

Outro pilar dessa liderança foi a neutralidade tecnológica. O Brasil optou por não banir fornecedores específicos, permitindo que as operadoras utilizassem equipamentos da chinesa Huawei, da sueca Ericsson e da finlandesa Nokia. Essa diversidade na cadeia de suprimentos facilitou a modernização das redes, sem atrasos críticos ou custos elevados que afetaram mercados com restrições geopolíticas.

Ranking de operadoras na região

No Brasil, o trio principal consegue manter uma média que impulsiona o índice nacional para cima.

OperadoraPaísDownload médio
ClaroBrasil400 Mb/s
VivoBrasil400 Mb/s
TIMBrasil400 Mb/s
PersonalArgentina300 Mb/s
AntelUruguai300 Mb/s

E o “5G puro”?

A transição para o chamado “5G puro” (Standalone ou SA) ainda é um desafio na América Latina. Diferente da versão Não-Autônoma (NSA), que utiliza o núcleo de rede do 4G para funcionar, o 5G SA opera de forma independente, oferecendo latência baixíssima. No Brasil, embora a tecnologia já esteja disponível, apenas 1,6% das conexões utilizam o padrão até aqui. Porto Rico lidera neste quesito, com 41,1%, impulsionado pela infraestrutura da T-Mobile.

Paralelamente, o Acesso Fixo Sem Fio (FWA) começa a ganhar força como alternativa à fibra óptica. A tecnologia permite entregar internet banda larga residencial através do sinal 5G. No Brasil, a Claro lançou planos com velocidades de até 1 Gb/s, enquanto a Vivo comercializa franquias de até 200 GB mensais. Operadoras regionais, como a Brisanet, também investem na modalidade.

Apesar da liderança brasileira, o cenário regional ainda é de amadurecimento. A GSMA Intelligence projeta que o 5G alcançará 50% das conexões totais na América Latina apenas em 2030, totalizando cerca de 410 milhões de acessos.

Brasil tem a internet 5G mais rápida da América Latina

5G no Brasil (arte: Vítor Pádua/Tecnoblog)

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Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real e integração com Gemini

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real
Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real (imagem: reprodução/Google)
Resumo
  • Google Tradutor agora traduz voz em tempo real no Android com fones de ouvido, função compatível com mais de 70 idiomas, mas ainda em fase beta;
  • Integração com o Gemini aprimora traduções de texto, permitindo maior precisão em expressões idiomáticas e gírias;
  • Função de prática de idiomas também foi melhorada no Google Tradutor.

O Google Tradutor (Google Translate) já é muito bom em fazer traduções via texto e, agora, pode também traduzir voz em tempo real no Android com o auxílio de fones de ouvido. Além disso, a capacidade de tradução do serviço está sendo aprimorada com os recursos de inteligência artificial do Gemini.

A funcionalidade não é exatamente nova. Já era possível realizar traduções em tempo real por meio dos fones Pixels Buds. Basicamente, o que o Google está fazendo é tornando a tecnologia compatível com praticamente qualquer fone de ouvido. A condição é a de que o usuário tenha um celular com Android e, claro, o aplicativo mais atual do Google Tradutor.

Quando o recurso de tradução simultânea está ativo no app, o celular captura a voz da pessoa que está falando e faz a tradução em tempo real para o idioma escolhido pelo usuário, reproduzindo-a em seus fones de ouvido.

“Essa nova experiência preserva o tom, a ênfase e a cadência de cada falante para criar traduções mais naturais e facilitar o acompanhamento de quem disse o quê”, complementa o Google.

No momento, a tradução via voz e em tempo real do Google Tradutor está em fase beta e funciona com mais de 70 idiomas. Já podem testar a funcionalidade usuários baseados nos Estados Unidos, México e Índia. O Google promete expandir o recurso para mais países em 2026, bem como levá-lo ao aplicativo do Tradutor para iOS.

Traduções aprimoradas com o Gemini

As traduções via aplicativos (iOS e Android) e buscas no Google (versão web) foram aprimoradas graças à integração do Tradutor com o Gemini. A nova abordagem permite “traduções de texto muito mais inteligentes, naturais e precisas, onde quer que o usuário esteja pesquisando”, explica a companhia.

Isso significa que, com o auxílio do Gemini, o Google Tradutor agora consegue fazer traduções com expressões idiomáticas, expressões locais e até gírias com muito mais precisão e coerência.

Nesta fase inicial, a integração está disponível para usuários nos Estados Unidos e Índia, fazendo traduções do inglês para cerca de 20 idiomas, como alemão, espanhol e japonês. Novamente, o plano do Google é o de levar a funcionalidade para outros países em etapas futuras.

Tradutor melhorada com o Gemini
Tradutor melhorada com o Gemini (imagem: reprodução/Google)

Mais recursos para prática de idiomas

Quem usa o Google Tradutor para praticar idiomas agora pode acompanhar quantos dias consecutivos realizou atividades, de modo semelhante ao que é possível no Duolingo ou Babbel, por exemplo.

Além disso, essa funcionalidade acaba de ser expandida para 20 países, como Alemanha, Índia e Suécia.

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real e integração com Gemini

Google Tradutor ganha tradução de voz em tempo real (imagem: reprodução/Google)
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