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Review do Redmi Note 15 Pro 5G: resistência e bateria que impressionam

Foto mostra traseira do Redmi Note 15 Pro 5G na cor titânio
Redmi Note 15 Pro 5G tem câmera dupla traseira (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

O Redmi Note 15 Pro 5G é um celular intermediário com recursos avançados, que promete agradar quem busca alta resistência, bateria para o dia todo e câmeras que vão além do básico.

Para isso, o smartphone da Xiaomi une uma bateria de longa duração a certificações IP68, IP69 e IP69K contra água e poeira, além de trazer câmera traseira de 200 megapixels, pra capturar detalhes até embaixo d’água.

Mas será que o Redmi Note 15 Pro 5G é bom para tarefas mais intensas no dia a dia? E como ele se comporta com jogos? A interface HyperOS traz uma boa experiência?

Testamos todos esses detalhes nesta análise completa, e contamos nossas impressões a seguir.


Prós
  • Resistência IP68+IP69K
  • Gorilla Glass Victus 2
  • Tela AMOLED de 120 Hz
  • Bateria de 6.580 mAh
  • Câmera principal de 200 MP
Contras
  • Não grava em 4K com a câmera frontal
  • Chip MediaTek 7400 Ultra engasga em tarefas muito complexas
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Aviso de ética

O Tecnoblog é um veículo jornalístico independente que ajuda as pessoas a tomarem sua próxima decisão de compra desde 2005. Nossas análises não têm intenção publicitária, por isso ressaltam os pontos positivos e negativos de cada produto. Nenhuma empresa pagou, revisou ou teve acesso antecipado a este conteúdo.

O Redmi Note 15 Pro 5G foi cedido por empréstimo pela Xiaomi e será devolvido após os testes. Para mais informações, acesse a nossa Política Editorial.

O que vem na caixa?

A Xiaomi é conhecida por uma experiência mais completa no que diz respeito a acessórios que acompanham o produto principal, e aqui não é diferente.

Ao abrir a caixa do Redmi Note 15 Pro 5G, nos deparamos com um carregador rápido de 45 W, o cabo USB-A para USB-C, uma capinha, manual de instruções e a chave para a bandeja de chip.

O aparelho também já vem com um película aplicada na tela, para proteger contra riscos e arranhões acidentais.

Conteúdo da caixa do Redmi Note 15 Pro: manual de instruções, case, carregador de 45 W e cabo USB-C/USB-A
Redmi Note 15 Pro vem com carregador de 45 W (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Design e construção: resistência para ficar despreocupado

O grande trunfo do Redmi Note 15 Pro 5G é a resistência: ele tem certificação IP68 e IP69K. Em outras palavras: é um celular resistente a poeira e a água, aguentando submersão em até 2 metros por 24 horas, e exposição a jatos de alta pressão.

E, sim, você pode ficar despreocupado no uso cotidiano. Em nossos testes, ele foi exposto à chuva, mergulho em piscina e até pressão de queda d’água na cachoeira – e continuou funcionando perfeitamente depois disso.

Também há certificação da SGS de resistência a quedas de até 2,5 metros, mas ainda assim é preciso ter cuidado e entender como ela funciona.

Segundo a Xiaomi, o telefone pode suportar uma queda de uma altura de 2,5 metros sobre uma superfície lisa de granito sob condições de teste padrão SGS, mas os resultados reais podem variar.

Resumindo: esse tipo de certificação é uma ajuda em casos acidentais – mas você ainda deve evitar essas situações no dia a dia.

Redmi Note 15 Pro 5G na cor Titânio
Redmi Note 15 Pro 5G na cor Titânio (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Agora, sobre o design: apesar do acabamento fosco, que dá um toque premium ao aparelho – especialmente na cor Titânio, que foi a que eu testei –, o Redmi Note 15 Pro 5G tem traseira e molduras de plástico, e não em alumínio/vidro, como concorrentes do segmento. Já a tela traz o Gorilla Glass Victus 2.

A pegada é tão boa quanto se pode esperar para um celular de tela grande (6,83”) com bordas planas.

Pessoalmente, prefiro telas abaixo de 6,5 polegadas por trazerem uma ergonomia melhor, ou então telas de bordas curvas, que muitas vezes contornam a estranheza de um aparelho mais robusto.

Mas para quem está acostumado com smartphones grandes, não há muita diferença aqui. O peso é de 210 gramas, mas não senti desconforto durante o uso prolongado.

Tela: painel AMOLED entrega cores vivas e fluidez gráfica

O Redmi Note 15 Pro 5G tem tela AMOLED de 6,83 polegadas com resolução 1280 x 2772 pixels, que entrega uma experiência bem satisfatória em nitidez, cores, contrastes e brilho.

Como de costume, a tecnologia AMOLED é responsável por um preto profundo, nada daquele acinzentado comum em painéis LCD.

Tela do Redmi Note 15 Pro 5G exibindo trecho de clipe com cores vivas e contrastes intensos
Redmi Note 15 Pro 5G tem tela AMOLED de 6,83″ (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Além disso, o display chega até 3.200 nits de brilho máximo em pico, o que melhora a visibilidade sob luz solar intensa e em conteúdos HDR. O brilho típico é de 1.800 nits.

Outro destaque é a excelente experiência de uso da tela com os dedos molhados, com o que a Xiaomi chama de tecnologia de Toque Úmido 2.0.

Você pode usar o smartphone no banho para mandar uma mensagem que não pode esperar, ou após ter enfrentado aquela chuva para chegar ao seu destino. A tela consegue identificar suor, água e até mesmo óleo, e continua responsiva ao toque, inclusive na área do sensor de digitais.

A taxa de atualização de tela é de 120 Hz, proporcionando boa fluidez gráfica, e é interessante destacar a taxa de amostragem de toque instantânea de 2560 Hz, a mesma do Poco X7 Pro. Ela é ativada somente no Modo Jogo, e vai agradar quem usa o celular para games competitivos.

Áudio: em alto e bom som

Os alto-falantes estéreo com Dolby Atmos do Redmi Note 15 Pro 5G são realmente potentes. Para ouvir música sem fones de ouvido, eles entregam uma experiência bacana, com aumento de até 400% – que digamos de passagem, é alto mesmo. Ideal para quando você vai para o banho e deixa o celular na pia tocando uma música relaxante, ou precisa se certificar de que as notificações vão ser ouvidas a uma distância considerável.

É lógico que nessa altura, a definição fica prejudicada, então em uso comum, com o telefone próximo, recomendo que você vá até o 100% para evitar uma grande perda de qualidade.

No geral, a equalização é boa. Os agudos podem soar estridentes acima de 100%, com perda de frequências médias. Os graves não têm grande destaque, como é esperado para um alto-falante de celular, mas entregam acima do básico para a categoria.

Câmeras: versatilidade com 200 MP

O design do módulo de câmera do Redmi Note 15 Pro 5G pode até confundir os mais desatentos, mas esse celular tem apenas duas lentes na traseira: a principal acompanha sensor de 200 MP, com tamanho 1/1.4” e abertura f/1.7; e a auxiliar é ultrawide com sensor de 8 MP (f/2.2). Para selfies, são 20 megapixels com abertura f/2.2.

A câmera principal traz ainda estabilização óptica de imagem (OIS), que promete evitar fotos tremidas ou borradas, e ajudar no zoom digital.

Aplicativo de câmera do Redmi Note 15 Pro 5G
Redmi Note 15 Pro 5G tem zoom por crop de 4x com pouca perda de qualidade (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

A enorme quantidade de megapixels não é sinônimo de qualidade, mas dá maior versatilidade para esse aparelho, permitindo alcançar zoom por corte de até 4x com pouca perda de qualidade.

A Xiaomi chama esse recurso de “zoom óptico”, apesar de não ser um zoom óptico real, com lente dedicada. O zoom digital do Redmi Note 15 Pro 5G chega a 30x, mas aí já nos deparamos com bastante ruído.

Os resultados você pode conferir abaixo:

Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G em zoom de 4x (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G em zoom de 4x (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera ultrawide de 8 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G embaixo d’água (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto tirada à noite com a câmera principal de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Foto do Pudim tirada com câmera traseira do Redmi Note 15 Pro à noite, com iluminação artificial (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Selfies em Modo Retrato (esq.), à noite (centro) e em modo normal durante o dia (dir.) feitas com a câmera frontal do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Para vídeos, o Redmi Note 15 Pro 5G suporta até 4K @ 30 fps na câmera traseira, ou 1080p @ 60 fps. Na frontal, o limite é 1080p @ 60 fps. Eu gravei um vlog inteiro com esse smartphone, e você pode conferir a qualidade das imagens a seguir:

Algo positivo para quem quer ir além do básico é a possibilidade de fazer fotos em RAW com a câmera nativa, para conseguir editar atributos como cor, exposição, contrastes e balanço de branco em softwares adequados, o que pode dar um fôlego extra para as capturas feitas com esse aparelho.

À noite, o alto nível de ruído me incomodou bastante, especialmente em vídeos. Foi uma tarefa difícil conseguir focar e conseguir imagens interessantes. Já as fotos, com a câmera bem estabilizada, foram mais aceitáveis.

Desempenho: eficiente para o dia a dia

O Redmi Note 15 Pro 5G é equipado com o chip MediaTek Dimensity 7400-Ultra, um processador octa-core que chega a velocidades de 2,6 GHz, e é fabricado em litografia de 4 nm.

Ele trabalha em conjunto com memória RAM de 8 GB, e a versão que eu testei tinha 512 GB de armazenamento, padrão UFS 2.2.

Ao rodar os testes de CPU no Geekbench 6, o smartphone da Xiaomi atingiu 1037 pontos no single-core e 2835 em multi-core.

Para fins de comparação em números frios: os resultados ficam muito atrás do Poco X7 Pro (Dimensity 8400-Ultra), que é mais focado em alto desempenho, e também atrás do Galaxy A56 (Exynos 1580), o atual campeão de custo-benefício da Samsung.

Em GPU, ele fez 3015 pontos (OpenCL), também atrás dos modelos que citei anteriormente.

Mas o que todo esse tecniquês significa na prática?

Bom, durante os testes, eu não enfrentei problemas com o Redmi Note 15 Pro 5G para tarefas cotidianas. Consegui rodar liso o Genshin Impact e o CoD: Mobile – jogos padrão que usamos para review aqui no TB. Ambos com qualidade gráfica no máximo, sem superaquecimento ou quedas de fps.

Redmi Note 15 Pro 5G rodando Genshin Impact com cores vivas e bons contrastes
Redmi Note 15 Pro 5G rodando Genshin Impact (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Mas o MediaTek sofreu no processamento das câmeras, durante a Media Tour da Xiaomi para Bonito (MS). Por lá, o Redmi Note 15 Pro 5G foi exposto a horas de gravação e fotos em ambientes adversos, sob sol e chuva, e dentro e fora d’água.

E após algumas horas, eu pude notar dificuldade no processamento da câmera principal, a de 200 megapixels. Ela demorava a focar e também entregava cores lavadas, como se a lente estivesse suja. Mesmo após tentar limpar e reiniciar o aplicativo, o problema persistia até que o celular “descansasse” um pouco.

Foto com cores “lavadas” tiradas com câmera principal do Redmi Note 15 Pro 5G após problemas no processamento (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Cabe ressaltar que, de modo geral, as configurações mais equilibradas do Dimensity 7400-Ultra ajudam na eficiência energética em tarefas do dia a dia. Isso contribui para a grande autonomia de bateria do smartphone – algo que falaremos mais pra frente.

Sistema e recursos: precisava de tanto anúncio?

Em termos de interface, o padrão é o que já conhecemos desde os tempos de MIUI: são muitos aplicativos pré-instalados, anúncios na interface e dentro de apps nativos e sugestões que ninguém pediu, mas simplesmente brotam na sua tela.

Sim, é possível desativar esse tanto de anúncios e notificações. Mas ter que fazer isso manualmente, a meu ver, já é bastante incômodo.

Aplicativos pré-instalados no Redmi Note 15 Pro 5G
Aplicativos pré-instalados no Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

O Redmi Note 15 Pro 5G sai de fábrica com o HyperOS 2, baseado no Android 15. Tirando os contras que mencionei, a interface está fluida e conta com diversas opções de personalização.

As ferramentas de IA também estão presentes, o sistema já vem com alguns recursos embutidos, como o Circle to Search, do Google, e o removedor de pessoas, objetos e reflexos em fotos, que faz um trabalho bacana.

Bateria: longa duração com silício-carbono e 6.580 mAh

Chegamos a outro ponto forte do Redmi Note 15 Pro 5G: a bateria de 6.580 mAh. O componente usa tecnologia mais recente de silício-carbono, que permite aumentar a densidade energética sem impactar consideravelmente no tamanho do componente e, consequentemente, sem aumentar a espessura do smartphone.

E a autonomia é realmente impressionante. Em meus testes práticos iniciais, retirei o Redmi Note 15 Pro 5G da tomada às 6h da manhã com 100% de carga. Ao longo do dia, gravei e fotografei uma quantidade massiva de registros durante uma trilha de 3 horas de duração, com direito a paisagens de tirar o fôlego, embaixo de sol e de chuva.

Em seguida, após a pausa para o almoço, o celular foi novamente o meu aliado em uma experiência de mergulho, na qual fiquei gravando sem parar por 40 minutos embaixo d’água.

Na volta para o resort, usei o app do CapCut para editar os vídeos que fiz no dia, e também o Instagram para publicar alguns stories no perfil do Tecnoblog.

Redmi Note 15 Pro 5G ao lado da chave ejetora da bandeja de chip
Redmi Note 15 Pro 5G conserva espessura, apesar da bateria de 6.580 mAh (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Ressalto que não utilizei os dados móveis durante este experimento, mas ainda assim, fiquei impressionado com a duração: após o jantar e da gravação de mais vídeos, navegação em redes sociais e edição de vídeo, o Redmi Note 15 Pro 5G ainda estava com 27% de bateria.

De volta ao home office, em um dia comum de trabalho, foi a vez de fazer o teste contínuo de reprodução de vídeo.

Tirei o celular da tomada com 100% de bateria, ajustei o brilho da tela para 100% e o volume para 40%. Desliguei os dados móveis, mantendo a conexão Wi-Fi e, em seguida, dei play em uma transmissão infinita no YouTube. A bateria durou 14 horas e 36 minutos.

Na parte de carregamento, o Redmi Note 15 Pro 5G também se destaca ao trazer suporte a recarga de 45 W e já vir com o carregador compatível na caixa.

Foram 11 minutos para uma recarga de 0% a 15%; 48 minutos até 50%; e 1 hora e 35 minutos até a carga completa.

Ele também é compatível com carregamento reverso de até 22,5 W, podendo ser utilizado como um power bank no dia a dia – inclusive, me salvou em uma noite quando faltou luz no meu bairro, e meu celular principal descarregou.

O ponto negativo é a falta de suporte a carregamento sem fio.

Conectividade: além do essencial

O Redmi Note 15 Pro é compatível com 5G e traz as conexões Wi-Fi 6 e Bluetooth 5.4.

A versão vendida oficialmente no Brasil conta também com suporte a eSIM, NFC (para pagamento por aproximação), e infravermelho, que permite usar o celular como controle remoto.

Além disso, o smartphone traz o recurso “Comunicação Offline”, presente também no Xiaomi 15T, que cria uma rede de 1,6 Km usando radiofrequência e Bluetooth para permitir a comunicação mesmo quando não há sinal de celular. A função promete ser útil especialmente em locais remotos e situações de emergência.

Preço e custo-benefício: vale a pena comprar o Redmi Note 15 Pro 5G?

O Redmi Note 15 Pro 5G é um celular interessante, especialmente pelas certificações de resistência e pela bateria duradoura. O armazenamento de 512 GB também é um diferencial. O preço de lançamento oficial no Brasil, no entanto, é extremamente alto: R$ 4.499,99.

Você já encontra ofertas por cerca de R$ 2.200 no varejo online, mas é aquela velha história: antes de comprar, certifique-se de que é um aparelho original, de que a loja emite nota fiscal e de que o modelo é compatível com as redes daqui.

Tela inicial do Redmi Note 15 Pro 5G com ícones de apps
Redmi Note 15 Pro 5G tem tela AMOLED de 6,83″ (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Eu recomendo o Redmi Note 15 Pro 5G especialmente para quem fica o dia inteiro longe das tomadas, e precisa usar o celular com frequência sob chuva ou sol intenso.

As câmeras também são bacanas para o usuário médio, e podem fazer boas fotos e vídeos especialmente em condições de luz adequadas, embora eu prefira os resultados do concorrente Galaxy A56 nesse quesito.

Agora, se você busca um celular com foco principal em jogos, é melhor recorrer à linha Poco. Na data de publicação deste review, o Poco X7 Pro estava em uma faixa de preço aproximada (~ R$ 2.500), com um processador mais potente, 512 GB de armazenamento e 12 GB de RAM.

Veja também: Melhor celular Xiaomi em 2026: qual modelo comprar?

Mas e você, compraria esse aparelho? Concorda com a análise? Vem continuar a conversa na Comunidade do Tecnoblog.

Review do Redmi Note 15 Pro 5G: resistência e bateria que impressionam

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Testamos o Redmi Note 15 Pro 5G, smartphone intermediário premium da Xiaomi com certificação IP69K e bateria de 6.580 mAh; veja prós e contras do celular

Redmi Note 15 Pro 5G tem câmera dupla traseira (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro vem com carregador de 45 W (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro 5G na cor Titânio (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro 5G tem tela AMOLED de 6,83" (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro 5G tem zoom por crop de 4x com pouca perda de qualidade (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G em zoom de 4x (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G em zoom de 4x (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto tirada com a câmera ultrawide de 8 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto tirada à noite com a câmera principal de 200 MP do Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Foto do Pudim tirada com câmera traseira do Redmi Note 15 Pro à noite, com iluminação artificial (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro 5G rodando Genshin Impact (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Aplicativos pré-instalados no Redmi Note 15 Pro 5G (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro 5G ao lado da chave ejetora da bandeja de chip (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)

Redmi Note 15 Pro 5G tem tela AMOLED de 6,83" (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
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Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Capa com os dizeres "Xiaomi HyperOS 3"
HyperOS 3 deixou usuários com ROMs alternativas na mão (imagem: reprodução/Xiaomi)
Resumo
  • A atualização HyperOS 3 da Xiaomi, baseada no Android 16, inutilizou celulares com ROM global não oficial, especialmente importados da China.
  • A Xiaomi não oferece suporte para dispositivos modificados fora de seus canais oficiais, deixando usuários sem correções para o problema.
  • Reverter para o HyperOS 2.2 pode ser a única solução, exigindo reinicializações repetidas para acionar o rollback de emergência do Android.

Donos de celulares da Xiaomi adquiridos por meio de importadores independentes passaram a relatar, nos últimos dias, uma enorme dor de cabeça: os aparelhos foram inutilizados após a chegada do HyperOS 3, nova versão da interface própria da fabricante, baseada no Android 16.

Os casos afetam principalmente smartphones importados da China que utilizam ROM global não oficial, prática comum no chamado mercado cinza. De acordo com os relatos, após a instalação do HyperOS 3, esses aparelhos passam a iniciar apenas no modo de recuperação ou entram em bootloop permanente.

Vendedores não oficiais costumam comprar versões chinesas dos aparelhos (que são mais baratas), desbloquear o bootloader e instalar uma interface global para incluir idiomas ocidentais e serviços do Google.

O que causa o problema?

Segundo o Gizmochina, a atualização introduziu uma verificação rigorosa de região, que compara o hardware do aparelho com a região do software instalado. Quando o sistema identifica uma incompatibilidade – como hardware chinês rodando uma ROM global modificada –, o processo de inicialização falha.

Geralmente, o smartphone não carrega o sistema operacional, entrando em modo de recuperação e ficando preso em um bootloop (quando o dispositivo entra em um loop de reinicialização).

Foto de um smartphone da Xiaomi em tela de recuperação
Smartphones ficam bloqueados após atualização (imagem: reprodução/Gizchina)

A Xiaomi classifica essas ROMs convertidas como instalações não autorizadas e, por isso, não trata o problema como um bug do sistema. Ainda de acordo com a publicação, a empresa considera que esses dispositivos foram modificados fora de seus canais oficiais.

Com isso, os aparelhos impactados podem ficar definitivamente presos ao HyperOS 2.2, versão anterior do sistema, sem acesso a futuras atualizações do Android.

Como resolver?

Segundo o Gizchina, a empresa não pretende oferecer correções ou suporte para celulares comprados por meio de importadores não oficiais. A gigante chinesa teria comunicado que os clientes afetados por esse problema estão “por conta própria” em relação ao Android 16 e ao HyperOS 3.

Dessa forma, para quem foi atingido pelo bloqueio, a reversão do sistema para a versão anterior pode ser a única forma de salvar o dispositivo:

  • O usuário deve forçar a reinicialização do celular repetidamente (pressionando o botão liga/desliga). Pode ser necessário fazer esse processo entre 10 e 15 vezes seguidas.
  • Essa sequência de falhas propositais no boot pode acionar o protocolo de rollback de emergência do Android, desinstalando a atualização problemática e restaurando o HyperOS 2.2.
  • Se o aparelho voltar a ligar, é importante desativar imediatamente as atualizações automáticas para evitar que o HyperOS 3 tente se instalar de novo.

A atualização que causou o bloqueio é uma das mais aguardadas pelos fãs da marca. O HyperOS 3 promete otimizações significativas de desempenho e traz a funcionalidade “Xiaomi Super Island”, um recurso visual e interativo comparável à Dynamic Island da Apple.

Xiaomi bloqueia celulares com ROM global e deixa donos “por conta própria”

Interface HyperOS 3 está a caminho (imagem: reprodução/Xiaomi)

(imagem: reprodução/Gizchina)
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Poco F8 Ultra é lançado com traseira “jeans” e parceria com a Bose

Poco F8 Ultra tem versão com textura que imita o jeans (imagem: divulgação)
Resumo
  • O Poco F8 Ultra foi anunciado com tela AMOLED de 6,9 polegadas, bateria de 6.500 mAh e sistema de som 2.1 com subwoofer da Bose.
  • Já o Poco F8 Pro tem tela AMOLED LTPS de 6,59 polegadas, bateria de 6.210 mAh e câmera principal Light Fusion 800.
  • Ambos os modelos usam Snapdragon 8 Elite e rodam o Xiaomi HyperOS 3 (baseado no Android 16), com quatro anos de atualizações de sistema.

O Poco F8 Pro e o Poco F8 Ultra foram anunciados nessa quarta-feira (26/11). Os modelos marcam a entrada da submarca da Xiaomi no mercado de smartphones de alto desempenho.

Os destaques estão na parceria com a Bose, empresa americana de equipamentos de áudio, na adoção da plataforma Snapdragon 8 Elite e no uso do novo sistema Xiaomi HyperOS 3, baseado no Android 16.

O Poco F8 Ultra terá uma versão com traseira que imita a textura do jeans, similar ao Redmi K90 Pro Max, anunciado no final de outubro. Essa outra linha da Xiaomi também traz a parceria com a Bose.

Poco F8 Ultra x Poco F8 Pro

O Poco F8 Pro é a versão mais modesta. Ele tem tela AMOLED LTPS de 6,59 polegadas, bateria de 6.210 mAh (carregamento de 100 W com fio, sem a tecnologia sem fio) e processador Snapdragon 8 Elite.

O conjunto de câmeras substitui o sensor principal pelo Light Fusion 800 e reduz o zoom óptico da teleobjetiva para 2,5x. Além disso, a lente ultra-angular, nessa versão, passa a ter 8 MP. Para selfies, há um sensor de 20 MP.

Já o Poco F8 Ultra é mais robusto, com chipset duplo e gerenciamento térmico com câmara de vapor. Ele é equipado com o processador Snapdragon 8 Elite Gen 5 e chip VisionBoost D8, focado em aprimoramento de imagem por inteligência artificial.

O celular conta com uma tela AMOLED de 6,9 polegadas, com resolução 1.5K, taxa de atualização adaptativa de 120 Hz e pico de brilho de 3.500 nits.

Disposição de três smartphones finos e de design moderno sobre uma superfície escura e texturizada, com iluminação dramática. Os aparelhos são da marca POCO e têm a parte traseira lisa e opaca em três cores: um azul-claro ou verde-água em primeiro plano, um cinza-claro ou prateado à direita, e um cinza-escuro no fundo. Todos apresentam o logotipo "POCO" na vertical e um módulo de câmera traseira com quatro lentes grandes em forma de círculo dispostas em um quadrado.
Poco F8 Pro tem bateria de 6.210 mAh (imagem: divulgação)

Outros diferenciais do modelo Ultra são o sistema de áudio e a autonomia. O dispositivo possui sistema de som 2.1 com um subwoofer dedicado desenvolvido pela Bose. A bateria é de 6.500 mAh — a maior já utilizada pela marca —, que suporta carregamento com fio de 100 W e sem fio de 50 W.

No quesito fotografia, o conjunto traseiro traz um sensor principal Light Fusion 950 de 50 MP com estabilização óptica (OIS), uma lente periscópica com zoom óptico de 5x e uma ultra-angular de 50 MP. Na frente, há uma câmera de selfie de 32 MP.

O Poco F8 Ultra também introduz a cor Blue Denim, que simula a textura e a aparência de tecido jeans, mas é construído com um material nanotecnológico especial da Xiaomi. O smartphone oferece acabamento em vidro fosco nas cores preto, azul e prata titânio.

Close-up de dois smartphones vistos por trás, exibindo seus módulos de câmera. O aparelho da esquerda é cinza-escuro ou preto com acabamento fosco. O aparelho da direita é azul e tem acabamento texturizado que imita tecido jeans. Ambos os celulares possuem um grande módulo de câmera retangular prateado na parte superior, cada um com três lentes grandes e um anel que exibe a marca "Bose" na lateral.
Nova linha marca a entrada da Poco no segmento premium (imagem: divulgação)

As duas versões da linha possuem estrutura metálica, leitor de digitais ultrassônico e certificação IP68 contra água e poeira. Ambos serão comercializados em versões com 12 ou 16 GB de memória RAM e 256 ou 512 GB de armazenamento interno.

A Poco garante quatro anos de atualizações de sistema e seis anos de correções de segurança.

Disponibilidade e preços

Os preços variam conforme a região e configuração. Nos Estados Unidos, o F8 Ultra com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento tem preço inicial de US$ 729 (cerca de R$ 4 mil, na cotação atual). O F8 Pro, por sua vez, começa em US$ 579 (R$ 3.100).

Até o momento, não há previsão de lançamento oficial dos aparelhos no Brasil, nem definição de preços para o varejo nacional.

Com informações do GSMArena

Poco F8 Ultra é lançado com traseira “jeans” e parceria com a Bose

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Xiaomi revelou os novos Poco F8 Pro e Poco F8 Ultra. Versão Ultra tem tela de 6,9", bateria de 6.500 mAh e subwoofer da Bose, mas ainda não tem previsão de chegada ao Brasil.

(imagem: divulgação/Poco)
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