Visualização de leitura

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot
GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)
Resumo
  • GitHub Copilot passará a utilizar um sistema de créditos de IA (com base em uso) a partir de 1º de junho de 2026;
  • mudança visa sustentar os custos crescentes de processamento de recursos de IA na plataforma;
  • planos atuais serão mantidos, mas com os valores das mensalidades sendo convertidos em créditos.

A partir de 1º de junho, usuários do GitHub que quiserem aproveitar todo o potencial do Copilot precisarão pagar a mais por isso. Isso porque o sistema de IA da plataforma está sendo migrado para um modelo de assinatura baseado em créditos. Trata-se de uma estratégia para mitigar prejuízos.

Um movimento do tipo era esperado desde a semana passada, quando o GitHub suspendeu novas assinaturas dos planos Pro, Pro+ e Student. A decisão foi tomada devido, principalmente, aos custos que agentes de IA estavam gerando para a plataforma.

A cobrança sobre o uso, por meio de créditos, é a solução, como o próprio GitHub explica:

O Copilot não é o mesmo produto de um ano atrás. Ele evoluiu de um assistente integrado ao editor para uma plataforma de agentes capaz de executar longas sessões de codificação em várias etapas, usando os modelos mais recentes e iterando em repositórios inteiros.

(…) O GitHub absorveu grande parte do custo crescente de inferência associado a esse uso, mas o modelo atual de solicitações premium não é mais sustentável.

A cobrança baseada no uso resolve esse problema. Ela alinha melhor os preços com o uso real, nos ajuda a manter a confiabilidade do serviço a longo prazo e reduz a necessidade de restringir o acesso a usuários que utilizam muitos recursos.

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário
GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)

O que muda nos planos do GitHub Copilot?

A partir de 1º de junho de 2026, o GitHub adotará o modelo de Créditos de IA (AI Credits) que, por sua vez, serão consumidos com base no uso de tokens. Nessa abordagem, os planos básicos do GitHub Copilot continuarão sendo oferecidos com os preços atuais, com a mensalidade sendo convertida em créditos no mesmo valor. Ficará assim:

PlanoMensalidadeCrédito mensal
GitHub Copilot ProUS$ 10US$ 10
GitHub Copilot Pro+US$ 39US$ 39
GitHub Copilot BusinessUS$ 19/usuárioUS$ 19/usuário
GitHub Copilot EnterpriseUS$ 39/usuárioUS$ 39/usuário

Quando os AI Credits esgotarem, o usuário terá a opção de comprar mais créditos para continuar usando os recursos de inteligência artificial.

Assinantes Pro ou Pro+ continuarão com o plano atual até o vencimento de suas assinaturas. Quando isso ocorrer, suas contas serão convertidas para o Copilot Free, com uma nova opção paga devendo ser contratada manualmente, se houver interesse. Também é possível solicitar uma conversão antes do vencimento do plano.

Para clientes corporativos, haverá créditos promocionais (sem custo adicional) de US$ 30 por usuário no Copilot Business e de US$ 70 no Copilot Enterprise durante junho, julho e agosto de 2026. Além disso, os créditos não usados de cada usuário poderão ser compartilhados com toda a organização.

Não vai ser estranho se outras plataformas adotarem estratégias semelhantes. IA custa caro e absorver custos ad eternum é inviável até para grandes organizações (o GitHub pertence à Microsoft, vale relembrar).

GitHub Copilot adotará modelo de créditos para prevenir prejuízos com IA

GitHub Copilot (imagem ilustrativa: reprodução/GitHub)

GitHub Copilot gera código sob demanda do usuário (imagem: reprodução/GitHub)
  •  

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Logo do GitHub
Segundo empresa, custos estão superando preço da assinatura com facilidade (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub, da Microsoft, pausou novas assinaturas dos planos pagos Copilot Pro, Pro+ e Student.
  • A plataforma terá avisos de limite de uso no VS Code e no Copilot CLI, com mensagem ao atingir 75% do teto.
  • O serviço relacionou as mudanças a custos altos, causados por fluxos de trabalho com agentes de IA por longos períodos.

O GitHub, da Microsoft, anunciou mudanças nos planos individuais do Copilot, seu assistente para geração de códigos com inteligência artificial. A principal medida é uma pausa em novas assinaturas dos planos pagos Pro, Pro+ e Student. Além disso, haverá avisos para controle dos limites de uso

O que mudou?

O GitHub fará três ações para impedir o desgaste do serviço.

  • Novas assinaturas de planos Pro, Pro+ e Student estão pausadas — o Copilot Free continua disponível, e usuários atuais podem fazer upgrades.
  • Limites de uso agora aparecem no VS Code e no Copilot CLI para que os clientes consigam administrar esses recursos. Nas duas plataformas, uma mensagem aparecerá quando o uso chegar a 75% do teto.
  • Modelos Opus, da Anthropic, não estão mais disponíveis para assinantes Pro.

GitHub quer combater custos altos

“Sabemos que essas mudanças são disruptivas”, diz Joe Binder, vice-presidente de produto, em um post no blog da empresa. Ele explica que as limitações têm relação com fluxos de trabalho que envolvem agentes de IA.

Captura de tela de uma interface de chat de inteligência artificial intitulada "ADDING MISSING UNIT TESTS". No topo, há um balão azul com a pergunta: "Can you make sure to add unit tests to the new load balancing functionality that was introduced?". Abaixo, a resposta da IA diz: "I've evaluated the current test cases and identified additional unit tests. Creating additional tests and updating relevant documentation.". Um quadro de aviso exibe um ícone de alerta amarelo e o texto: "You've used 75% of your weekly rate limit. Your weekly rate limit will reset on April 27 at 8:00 PM.", seguido pelo link "Learn More". Na barra inferior, o modelo selecionado é o "Claude Opus 4.7". No canto inferior esquerdo, lê-se "Local" e "Default Approvals". O fundo da interface é cinza escuro com textos em branco e azul.
Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)

“Agentes têm se tornado responsáveis por mais trabalho, e mais clientes estão atingindo os limites projetados para manter a confiabilidade do serviço”, analisa. “Se não tomarmos medidas mais drásticas, a qualidade do serviço vai piorar para todos.”

Outro problema envolvendo o serviço são os custos. Binder diz isso no fim do texto. “Esses fluxos de trabalho paralelos e de longa duração são muito vantajosos para os clientes, mas também desafiam nossa infraestrutura e nossos preços”, explica. “Hoje em dia, é comum que algumas solicitações incorram em custos que excedem o preço do plano!”

A questão não é exclusiva do GitHub Copilot — que, diga-se, dá prejuízo há alguns anos. Algumas empresas passaram a monitorar o uso de IA por seus funcionários: quem gasta muitos tokens está recebendo atenção especial, pois pode se tratar de uma alta produtividade ou de uma ineficiência enorme.

Com informações do The Next Web e do Neowin

GitHub congela novas assinaturas do Copilot para evitar quedas e prejuízos

Avisos aparecerão no VS Code e no Copilot CLI (imagem: divulgação)
  •  

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

Mudança afeta contas Free, Pro e Pro+, mas pode ser desativada (imagem: divulgação)
Resumo
  • O GitHub usará dados de interação de usuários para treinar modelos de IA a partir de 24 de abril de 2026.
  • Dados coletados incluem resultados aceitos ou modificados, entradas fornecidas à IA, contexto do código, comentários e feedback de usuários.
  • Quem não quiser, pode desativar a coleta de dados navegando até “/settings/copilot/features” e desmarcando a opção.

O GitHub anunciou que vai utilizar dados de interação dos usuários para treinar e aprimorar os modelos de inteligência artificial do GitHub Copilot a partir de 24 de abril de 2026. A mudança afeta a base global de programadores que assinam os planos Free, Pro e Pro+ e vai operar no formato de exclusão voluntária — ou seja, quem não quiser compartilhar suas informações terá que desativar a opção manualmente.

Em comunicado oficial no blog da companhia, o diretor de produtos do GitHub, Mario Rodriguez, afirmou que a medida visa ajudar a IA a entender os fluxos de trabalho reais, fornecer sugestões mais seguras e detectar possíveis falhas com mais precisão e rapidez.

Quais dados serão coletados?

A lista de informações que o GitHub passará a extrair durante as sessões de programação inclui:

  • Resultados gerados pelo modelo que foram aceitos ou modificados pelo usuário;
  • Entradas fornecidas à IA, englobando os trechos de código exibidos na tela;
  • O contexto do código ao redor da posição do cursor;
  • Comentários e documentações redigidos durante o desenvolvimento;
  • Nomes de arquivos, estrutura de diretórios do repositório e padrões de navegação;
  • Histórico de interações com os recursos do Copilot, como conversas no chat;
  • Feedback direto do usuário sobre as sugestões (avaliações de “gostei” ou “não gostei”).
imagem de uma tela com códigos de programação
Plataforma vai coletar dados de interação em tempo real (imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)

O conteúdo será compartilhado com empresas afiliadas ao grupo corporativo do GitHub, o que engloba a dona do serviço, a Microsoft. Contudo, a empresa garante que não repassará os dados a fornecedores terceirizados de IA ou provedores independentes.

Para justificar a atualização, a plataforma aponta que outras empresas do setor, como a Anthropic, adotam políticas semelhantes de telemetria. Segundo Rodriguez, testes internos demonstraram melhorias na taxa de aceitação de sugestões de código após o treinamento com dados de uso. O GitHub acrescentou que também iniciará a coleta de informações dos próprios funcionários para esse fim.

A coleta de dados em repositórios privados vai ocorrer exclusivamente enquanto o usuário estiver interagindo com o Copilot no ambiente de desenvolvimento. Isso significa que o sistema processa e armazena os trechos apenas durante o uso em tempo real da assistência de IA. Nesse momento, os dados são capturados e enviados para a base de treinamento.

Essa mecânica, conforme analisado pelo portal The Register, redefine o conceito de privacidade dentro da plataforma. Em tese, repositórios privados eram acessíveis apenas ao proprietário e aos colaboradores explícitos. Com a nova política, a blindagem total só é garantida caso o desenvolvedor bloqueie o uso de seus dados.

Como desativar?

Os usuários que preferem manter seus códigos fora da base de treinamento devem navegar até o caminho “/settings/copilot/features” no painel da plataforma e desativar a opção “Permitir que o GitHub use meus dados para treinamento de modelos de IA”, localizada na seção de Privacidade.

O GitHub ressalta que usuários que já haviam desmarcado essa preferência no passado terão suas escolhas preservadas. Os assinantes dos planos Copilot Business e Copilot Enterprise, além de alunos e professores que acessam as ferramentas educacionais, estão isentos da nova regra.

GitHub vai treinar IA com dados de usuários

(imagem: Ilya Pavlov/Unsplash)
  •  

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias.
Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais (imagem: divulgação)
Resumo
  • O projeto Small Web da Kagi destaca páginas autorais e independentes, fugindo de algoritmos e IA.
  • A iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.
  • A Kagi mantém o projeto aberto a contribuições no GitHub.

O avanço da inteligência artificial tem transformado a forma como conteúdos são produzidos e distribuídos na internet. Em resposta a esse cenário, a Kagi decidiu reforçar uma proposta alternativa: destacar páginas independentes, criadas por pessoas, dentro do que chama de Small Web.

A iniciativa começou em 2023, mas agora ganha novos formatos, incluindo apps para celular e extensões de navegador. A Kagi, vale lembrar, é uma startup de tecnologia dona de um buscador próprio, focado em privacidade.

Com o projeto Small Web, a ideia é facilitar o acesso a conteúdos menos comerciais, como blogs pessoais, webcomics e projetos autorais — tipos de site que marcaram os primórdios da internet, mas que hoje competem com plataformas dominadas por grandes empresas e conteúdos automatizados.

O que é o Small Web?

Na definição da Kagi, a Small Web reúne páginas criadas por indivíduos, com foco em produção original e não comercial. O projeto organiza mais de 30 mil sites, permitindo que usuários descubram conteúdos fora dos algoritmos tradicionais.

Uma das principais ferramentas é um sistema de navegação aleatória, que exibe um site por vez e permite avançar para outro com um clique, em um modelo semelhante ao do StumbleUpon. A proposta é incentivar a exploração de conteúdos que dificilmente apareceriam em buscas convencionais.

Agora, a plataforma foi expandida para extensões de navegador e apps para iPhone e Android. A Kagi também adicionou novas categorias de conteúdo, como vídeos, blogs, quadrinhos ou repositórios de código. Os aplicativos oferecem histórico de navegação, lista de favoritos e modo de leitura sem distrações.

Web autoral ou nostalgia?

Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet independente e autoral.
Categorias da Small Web, iniciativa da Kagi para valorizar a internet autoral (imagem: divulgação)

A tentativa de valorizar a chamada web independente surge em um momento em que conteúdos automatizados ganham espaço. Ainda assim, a abordagem da Kagi não passa sem críticas.

Em discussões no Hacker News, usuários apontam limitações no projeto. Um dos pontos levantados é o critério de seleção: apenas sites com feeds RSS ativos e atualizados são incluídos, o que exclui páginas experimentais ou projetos pontuais.

Outro questionamento envolve a curadoria. Há relatos de sites listados que levantam dúvidas sobre a real autoria humana, o que contraria a proposta central da iniciativa.

Ainda assim, para a Kagi, a Small Web também funciona como um diferencial estratégico em sua tentativa de competir com buscadores tradicionais. O projeto segue aberto a contribuições por meio da página oficial da iniciativa no GitHub.

Kagi quer recriar internet do passado com o projeto Small Web

💾

Projeto foge dos algoritmos e da IA para destacar páginas autorais na internet. Iniciativa agora inclui apps para iPhone e Android e extensões de navegador.

Plataforma Small Web, da Kagi, reúne sites autorais e permite descoberta por categorias (imagem: divulgação/Kagi)
  •  

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • rumores apontam que OpenAI planeja lançar repositório de código para competir com GitHub;
  • Microsoft, além de dona do GitHub, é acionista da OpenAI, o que significa que repositório poderia causar tensões entre ambos os lados;
  • repositório da OpenAI pode incluir IA generativa para produção de código, semelhante ao GitHub Copilot.

A OpenAI tem anunciado serviços atrelados ou derivados do ChatGPT, e mais um pode estar a caminho: um repositório online de código para projetos de software que, como tal, viria para fazer frente ao GitHub. Se os rumores estiverem certos, a iniciativa será uma espécie de enfrentamento à Microsoft.

Pelo menos é o que revela o site The Information. De acordo com o veículo, uma fonte próxima à OpenAI revelou que a ideia de lançar um repositório de código surgiu por causa de instabilidades no GitHub que causaram transtornos a desenvolvedores da organização (e a outros usuários do serviço).

Engenheiros da OpenAI teriam tido a ideia de criar um repositório que tivesse mais disponibilidade do que o GitHub e que, ao mesmo tempo, pudesse ser oferecido a clientes da empresa.

Onde estaria o enfrentamento à Microsoft?

Para começar, a Microsoft é dona do GitHub desde 2018, embora a plataforma seja mantida até hoje como uma unidade independente. Some a isso o fato de, atualmente, a Microsoft deter 27% das ações da OpenAI.

Pela lógica, tamanha participação faria a criação de um serviço rival ao GitHub pela OpenAI soar como um ato de rebeldia ou algo assim. Esse cenário poderia levar a um afastamento entre as duas organizações, o que não seria surpreendente, afinal, a relação entre ambas está estremecida há algum tempo.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
OpenAI estaria insatisfeita com o GitHub (imagem ilustrativa: divulgação/GitHub)

Como será o repositório da OpenAI?

Não está claro. Por ora, o projeto permanece no campo dos rumores, que apontam ainda que a plataforma está em fase inicial de desenvolvimento e, consequentemente, poderá levar meses para ser lançada oficialmente.

Mas uma coisa é fácil de presumir: é muito provável que o repositório da OpenAI tenha uma ferramenta de inteligência artificial generativa que produz código sob demanda, talvez algo derivado do próprio ChatGPT.

Seria algo semelhante ao GitHub Copilot, portanto. Aliás, essa IA está tão presente na plataforma que, incomodados com isso, os desenvolvedores da distribuição Gentoo Linux decidiram abandonar o GitHub recentemente.

Dona do ChatGPT pode lançar rival do GitHub para enfrentar Microsoft

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
  •  

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Logotipo da Apple
Apple reforça atuação na área de bancos de dados com nova aquisição (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Apple adquiriu a Kuzu, uma empresa canadense de banco de dados, em outubro de 2025, sem divulgar o valor da transação.
  • A aquisição foi reportada à União Europeia devido à relevância, conforme exigido pela legislação local, e os dados da empresa saíram do ar.
  • A Kuzu desenvolvia bancos de dados gráficos embarcados, focados em consultas rápidas e análise de dados complexos.

A Apple concluiu a misteriosa aquisição da Kuzu, uma empresa canadense especializada em tecnologias de banco de dados. O negócio foi finalizado em outubro de 2025, por um valor que não foi revelado, e só veio a público após ser identificado pela imprensa especializada, que acompanha movimentações corporativas da companhia.

Como costuma acontecer em compras desse tipo, a presença online da Kuzu foi rapidamente desativada. O site oficial saiu do ar e o repositório da empresa no GitHub foi arquivado, um padrão recorrente nas aquisições feitas pela Apple.

A Kuzu se descrevia como “um banco de dados gráfico embarcado desenvolvido para velocidade de consulta, escalabilidade e facilidade de uso”. Seu principal produto era o Kuzu Explorer, uma ferramenta acessível via navegador que permitia visualizar informações como nós interligados, facilitando a análise de relações complexas entre dados.

O que fazia a Kuzu?

Diferentemente de bancos de dados relacionais tradicionais, a Kuzu atuava no segmento de bancos de dados gráficos embarcados, voltados a aplicações que exigem consultas rápidas sobre grandes volumes de informações conectadas. Esse tipo de tecnologia costuma ser usado em áreas como análise de redes, sistemas de recomendação e modelagem de dados complexos.

A Apple já é dona do FileMaker, um sistema de banco de dados relacional operado por sua subsidiária Claris. Ainda não está claro como a tecnologia da Kuzu será aplicada. A empresa não comentou se a solução será integrada a produtos existentes ou utilizada internamente em novos projetos.

Ilustração de inteligência artificial
Tecnologia da Kuzu permite visualizar relações complexas entre dados (imagem: Growtika/Unsplash)

Por que a aquisição foi informada à União Europeia?

Mesmo sem divulgação do valor, a aquisição foi relevante o suficiente para ser reportada à União Europeia. De acordo com o Digital Markets Act (DMA), empresas classificadas como “gatekeepers” precisam comunicar determinadas aquisições às autoridades regulatórias do bloco.

A compra da Kuzu aparece em uma lista pública da UE que reúne aquisições feitas pela Apple ao longo de 2025. Entre elas estão empresas de software, design de chips, inteligência artificial e ferramentas para aprendizado de máquina, indicando uma estratégia contínua de reforço tecnológico.

A página europeia é atualizada de forma periódica, geralmente alguns meses após o recebimento das informações. Por isso, analistas avaliam que outras aquisições da Apple podem ainda não ter sido divulgadas oficialmente.

Apple compra e some com vestígios de empresa de banco de dados

Apple (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Inteligência artificial é um exemplo de TIC usado para o processamento de dados (Imagem: Growtika/Unsplash)
  •  

Fabricante chinesa de chips é punida por violar projeto de código aberto

Ilustração de chip da Rockchip
Rockchip é uma empresa chinesa de semicondutores (imagem: reprodução/Rockchip)
Resumo
  • Repositório Rockchip Linux MPP foi desativado no GitHub após queixa de DMCA enviada por membro do projeto FFmpeg;

  • Acusação aponta que empresa incorporou código-fonte aberto sem manter registros de direitos autorais;

  • Membros do FFmpeg tentavam resolver situação amigavelmente com Rockchip desde o início de 2024, sem sucesso.

Se você nunca ouviu falar da Rockchip, saiba desde já que esta é uma importante companhia chinesa de semicondutores. A Rockchip atraiu os holofotes recentemente, mas não por lançar um chip: a empresa teve um de seus principais repositórios de software no GitHub desativado devido a uma queixa de violação de direitos autorais (DMCA).

A Rockchip é especializada em chips de arquitetura Arm que são implementados em diversos dispositivos, como TV boxes, tablets Android, câmeras de segurança e equipamentos para soluções embarcadas ou feitas sob medida, a exemplo da placa Banana Pi BPI-M5 Pro (concorrente da linha Raspberry Pi 5).

Frequentemente, os chips da Rockchip são empregados em equipamentos que trabalham com plataformas abertas, a exemplo do Linux e do Android. É por isso que a desativação do repositório em questão deixou a comunidade em torno da Rockchip preocupada.

Queixa vem de integrante do projeto FFmpeg

O FFmpeg é uma poderosa ferramenta de código aberto para conversão de formatos de vídeo ou áudio, codificação de mídia, transmissão ou captura de conteúdo, e afins.

Eis que um dos membros da comunidade do FFmpeg enviou uma queixa de violação de direitos autorais pela Rockchip ao GitHub, que respondeu desativando o repositório correspondente, de nome Rockchip Linux MPP.

De acordo com a queixa, a Rockchip incorporou grande parte do código-fonte do FFmpeg para uso na plataforma Rockchip MPP, empregada em tarefas de codificação e decodificação de vídeo.

Como o projeto FFmpeg tem código-fonte aberto, parece não haver nenhum problema nisso. Mas, de acordo com a queixa, a incorporação do código foi feita sem que os registros de direitos autorais e dos autores do projeto fossem mantidos, o que caracteriza uso ilegal.

Para piorar a situação, a plataforma Rockchip MPP foi redistribuída sob uma licença Apache que é incompatível com a licença LGPL 2.1 implementada no FFmpeg.

Banana Pi BPI-M5 Pro (imagem: divulgação/Banana Pi)
Banana Pi BPI-M5 Pro tem SoC da Rockchip (imagem: divulgação/Banana Pi)

FFmpeg tentou resolver problema junto à Rockchip

A parte mais surpreendente dessa história é que membros do FFmpeg vinham tentando resolver o problema junto à Rockchip. Um vídeo no canal Brodie Robertson, no YouTube, mostra desenvolvedores de ambos os projetos trocando mensagens sobre o assunto pelo menos desde o início de 2024.

Em uma das conversas, um membro da Rockchip admitiu o uso de código do FFmpeg de modo indevido como resultado de uma falta de compreensão sobre os conflitos entre as licenças LGPL e Apache.

A Rockchip prometeu, ainda em 2024, resolver o problema, mas não o fez. Foi isso que levou um integrante do FFmpeg a enviar a queixa de DMCA ao GitHub.

O que acontece agora?

Não está claro. Até o momento, a Rockchip não se pronunciou sobre o assunto. Mas, como o repositório problemático não está mais disponível no GitHub, é possível que a companhia corrija o problema em um futuro próximo para não prejudicar seus clientes.

Como correção, a comunidade do FFmpeg propõe:

  • remover as falsas alegações de autoria;
  • restaurar a atribuição original e os avisos de direitos autorais;
  • distribuir o código sob uma licença compatível com a LGPL.

Fabricante chinesa de chips é punida por violar projeto de código aberto

💾

Chinesa Rockchip teve repositório de software no GitHub desativado após ser acusada de usar código do projeto FFmpeg indevidamente.

Rockchip é uma empresa chinesa de semicondutores (imagem: reprodução/Rockchip)
  •  

Hackers fazem chantagem com histórico de usuários do Pornhub

Site do Pornhub aberto em um computador. Uma lupa na mão de uma pessoa destaca o logo do site.
Pornhub confirma que alguns usuários do plano Premium foram afetados (Imagem: Marco Verch/Flickr)
Resumo
  • A gangue ShinyHunters ameaça divulgar 200 milhões de registros de usuários do Pornhub, incluindo buscas, visualizações e localizações.
  • Os dados foram obtidos por meio de uma invasão ao Mixpanel, usada pelo Pornhub até 2021. Pornhub confirma que o vazamento impactou usuários Premium, mas não expôs senhas ou informações financeiras.
  • A Mixpanel nega que os dados tenham sido roubados de seus sistemas e afirma que o acesso mais recente foi feito por uma conta legítima em 2023.

O site de conteúdo adulto Pornhub está sofrendo extorsão pela gangue ShinyHunters, que ameaça publicar informações de usuários. Os dados teriam sido obtidos em uma invasão ao serviço de analytics Mixpanel, que era utilizado pela plataforma de pornografia até 2021.

Segundo o site Bleeping Computer, o grupo tem entrado em contato com clientes da Mixpanel desde a semana passada. No caso do Pornhub, o ShinyHunters afirma ter 94 GB de dados, contendo mais de 200 milhões de registros de informações pessoais. Em contato com a publicação, a gangue afirmou que esses registros incluem histórico de buscas, visualizações e downloads de membros Premium.

Imagem mostra crânios e ossos cruzados brancos e translúcidos sobre um fundo escuro com linhas de código de programação em azul claro. Os crânios representam pirataria, ataque hacker e perigo cibernético. Na parte inferior direita, o logotipo do "Tecnoblog" é visível.
Grupo ShinyHunters confirmou autoria do ataque hacker (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O Bleeping Computer recebeu uma pequena amostra dos dados e afirma que se tratam de informações que os membros “provavelmente não gostariam que fossem reveladas publicamente”, como emails, tipo de atividade, localização, título do vídeo e palavras-chave associadas a ele.

Pornhub confirma vazamento

O Mixpanel sofreu uma invasão no dia 8 de novembro de 2025. Os hackers usaram phishing por SMS para conseguir acesso aos sistemas da empresa. Entre os clientes do serviço, estão a OpenAI e a CoinTracker, que já revelaram que seus dados foram afetados pelo incidente.

No caso do Pornhub, a empresa confirmou que o vazamento impactou alguns usuários do plano Premium. “É importante notar que não foi uma invasão aos sistemas do Pornhub Premium. Senhas, detalhes de pagamento e informações financeiras não foram expostos”, explica a plataforma adulta.

O Pornhub afirma ainda que deixou de usar o Mixpanel em 2021 — os dados roubados, portanto, seriam daquele ano ou mais antigos. Procurado pelo Bleeping Computer, o site não comentou a extorsão.

Mixpanel alega que dados não são dela

Após a publicação da reportagem do Bleeping Computer, a Mixpanel entrou em contato com o site e disse não acreditar que os dados usados na chantagem tenham sido roubados de seus sistemas. “Não encontramos nenhum indicativo de que esses dados foram roubados do Mixpanel durante nosso incidente de segurança de novembro de 2025 ou em qualquer outra circunstância”, declara a companhia.

“Os dados foram acessados pela última vez por uma conta legítima de um funcionário da empresa dona do Pornhub, em 2023. Se esses dados estão sob posse de um agente não interessado, não acreditamos que seja o resultado de um incidente de segurança envolvendo a Mixpanel”, alega a empresa.

Com informações do Bleeping Computer

Hackers fazem chantagem com histórico de usuários do Pornhub

Pornhub (Imagem: Marco Verch/Flickr)

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
  •  

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork

Capa dos jogos Zork
Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork (imagem: reprodução/Microsoft)
Resumo
  • Microsoft liberou códigos-fonte dos jogos Zork, Zork II e Zork III sob licença MIT;
  • Franquia Zork, desenvolvida pela Infocom em 1979, foi assumida pela Microsoft em 2022 após a compra da Activision;
  • Códigos-fonte estão disponíveis no GitHub; é necessário usar ferramentas como o ZILF para compilar e executar os jogos.

De tempos em tempos, a Microsoft libera o código-fonte de algum software clássico. A mais recente decisão do tipo envolve o jogo Zork, bem como as suas sequências: os títulos Zork II e Zork III. Agora, todos estão disponíveis sob uma licença aberta MIT.

Os três games foram lançados entre 1979 e 1982, e seguem uma dinâmica de aventura em texto. Ou seja, em vez de gráficos e joysticks, o jogador deve usar o teclado para responder à narrativa textual e tomar decisões para resolver os desafios apresentados.

A franquia Zork é justamente uma das mais lembradas quando o assunto é jogo de aventura em texto. Não por acaso, a Microsoft fez a seguinte descrição sobre a série:

Quando foi lançado, Zork não pedia apenas aos jogadores que vencessem; pedia que imaginassem. Não havia gráficos, joystick ou trilha sonora, apenas palavras na tela e a curiosidade do jogador.

Mesmo assim, essas palavras construíam mundos mais vívidos do que a maioria dos jogos da época. O que tornou isso possível não foi apenas um roteiro inteligente, mas também uma engenharia inteligente.

Tela do jogo Zork I
Tela do jogo Zork I (imagem: reprodução/Microsoft)

Zork não era da Microsoft até recentemente

Zork foi desenvolvido por uma pequena empresa chamada Infocom, em 1979. Na época, Bill Gates tornou-se um grande fã da franquia, razão pela qual a Microsoft tentou adquirir o jogo naquele mesmo ano.

Não houve acordo, pois a Microsoft já distribuía uma versão do jogo Colossal Cave Adventure (sob o nome Microsoft Adventure), que serviu de inspiração justamente para o desenvolvimento de Zork.

A Infocom acabou sendo adquirida pela Activision em 1986. Você deve se lembrar que a Activision foi adquirida pela Microsoft em 2022. Foi assim que a franquia foi parar nas mãos desta última e, agora, tem os seus três primeiros títulos disponibilizados sob uma licença MIT.

Porém, a Microsoft alerta que a decisão envolve somente os códigos-fonte. Embalagens comerciais, materiais de marketing e marcas registradas não fazem parte do pacote.

Os três títulos e seus respectivos códigos podem ser baixados a partir do GitHub:

Para quem pretende experimentar os jogos, é necessário recorrer a ferramentas como o ZILF para compilá-los e executá-los.

Esta não é a única liberação de código recente da turma de Redmond. Em setembro deste ano, a Microsoft abriu o código-fonte do Basic para o clássico chip 6502.

Com informações de Ars Technica e Input

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork

Microsoft abre código-fonte de jogos da franquia Zork (imagem: reprodução/Microsoft)

Tela do jogo Zork I (imagem: reprodução/Microsoft)
  •  

GitHub libera o acesso a vários agentes de IA, como Claude e Codex

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)
Iniciativa permite acessar diversos agentes de codificação no mesmo lugar (imagem: divulgação/GitHub)

O GitHub anunciou o Agent HQ, uma nova plataforma centralizada que integra múltiplos agentes de codificação de IA. A iniciativa, revelada ontem no evento GitHub Universe 2025, permitirá que desenvolvedores com uma assinatura paga do GitHub Copilot acessem e gerenciem ferramentas de empresas como Anthropic, OpenAI, Google, Cognition e xAI, além do próprio Copilot.

O objetivo é unificar o fluxo de trabalho de desenvolvimento, atualmente dividido por diferentes interfaces de IA. A novidade será gerenciada por um painel de controle (o mission control), onde os desenvolvedores poderão atribuir tarefas, orientar e rastrear o trabalho de múltiplos agentes de IA.

Como é a nova central de IA do GitHub?

A ideia é oferecer um ecossistema que reúne diferentes agentes em um só lugar. A plataforma permitirá que os desenvolvedores orquestrem “frotas de agentes especializados” para executar tarefas complexas em paralelo. Será possível rastrear o trabalho de múltiplos agentes de IA simultaneamente, inclusive executando vários deles em paralelo na mesma tarefa para comparar resultados.

O sistema também inclui novos controles de ramificação (branch) para supervisionar quando executar verificações de integração contínua (CI) em código gerado por IA, além de recursos de identidade para gerenciar o acesso e as políticas de cada agente, tratando-os como se fosse um desenvolvedor humano trabalhando em uma equipe.

O mission control também se conectará às ferramentas de gerenciamento de projetos Slack, Linear, Atlassian Jira, Microsoft Teams e Azure Boards.

Quando os agentes estarão disponíveis?

Nova plataforma integrará ferramentas da OpenAI, Google, Anthropic e mais (imagem: reprodução/GitHub)

O GitHub informou que os usuários do Copilot Pro+ participantes do programa VS Code Insiders poderão acessar imediatamente o OpenAI Codex, tornando-o o primeiro agente disponível. Os demais serão disponibilizados nos próximos meses, como parte da assinatura paga.

O que mais foi anunciado?

Junto com o Agent HQ, o GitHub introduziu um conjunto de ferramentas focadas em planejamento, personalização e governança corporativa. No VS Code, foi apresentado o “Modo de Plano” (Plan Mode), que faz perguntas ao desenvolvedor para ajudar a construir uma abordagem detalhada antes de iniciar a produção de código. Após a aprovação do plano, ele é enviado ao Copilot ou a outro agente para implementação.

Para empresas, foi lançada uma prévia pública do GitHub Code Quality, que analisa a manutenção, confiabilidade e cobertura de testes do código, e do metrics dashboard, um painel para administradores acompanharem o impacto e o uso do Copilot na organização.

Foi adicionada também uma etapa de revisão de código ao fluxo de trabalho do agente Copilot, permitindo que ele acesse ferramentas, como o CodeQL, para avaliar o código antes de encaminhá-lo a um desenvolvedor humano. Por fim, um “plano de controle” de governança permitirá que administradores corporativos definam políticas de segurança, registrem auditorias e gerenciem quais agentes de IA são permitidos ou não dentro de uma companhia.

GitHub libera o acesso a vários agentes de IA, como Claude e Codex

💾

O objetivo é unificar o fluxo de trabalho de desenvolvimento. Ecossistema reúne diferentes agentes num lugar só.

Símbolo do GitHub (imagem: divulgação/GitHub)

  •  

Pane na AWS afeta Mercado Livre, Alexa, iFood e mais serviços

Ilustração com a marca do Mercado Livre e desenhos de caveiras atrás
Busca do Mercado Livre não funciona (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Resumo
  • A AWS enfrenta problemas operacionais em um data center na Virgínia, nos EUA.
  • A pane afeta serviços como Mercado Livre, Alexa, Mercado Pago e Prime Video.
  • A falha no sistema da AWS causou instabilidade em múltiplos serviços, incluindo dificuldades de acesso e funcionalidades limitadas.
  • A Amazon identificou problemas no DNS do DynamoDB e está trabalhando para resolver a interrupção.

O site de compras Mercado Livre, a assistente virtual Alexa, o jogo online Roblox e diversos outros serviços online estão fora do ar desde a manhã de hoje (20) devido a uma pane na AWS, a divisão de computação em nuvem da Amazon. As reclamações sobre essas e outras plataformas dispararam a partir das 5h40.

De acordo com o monitoramento oficial da própria AWS, foi identificado um problema operacional num data center localizado na Virgínia (identificado como US-EAST-1), nos Estados Unidos. Por causa disso, “múltiplos serviços” da gigante de computação em nuvem passam por uma “interrupção”.

App do Mercado Livre exibe mensagem de erro (imagem: Tecnoblog)

Mercado Livre, Mercado Pago, Alexa e Duolingo

O Mercado Livre está entre os nomes nacionais mais afetados. Ao longo do dia, os consumidores encontram dificuldades para acessar a loja virtual e fazer buscas de produtos. Em vez disso, aparece o aviso de que “tivemos um problema” e que “estamos trabalhando para resolvê-lo”.

O conglomerado do Mercado Livre reconheceu, durante a tarde, que tanto a loja quanto o serviço de pagamentos Mercado Pago sofreram uma instabilidade “provocada por uma falha generalizada e ampla no sistema da AWS.” Ainda de acordo com a empresa, as equipes estão “trabalhando rapidamente para restabelecer o sistema”.

Já a Alexa ficou muda: durante muitas horas, o cliente até poderia desejar bom dia ou perguntar a previsão do tempo, mas a assistente virtual da Amazon não respondia. As luzes indicam que a requisição estava sendo processada, mas o dispositivo não falava nada. O Tecnoblog fez testes com uma Echo Pop.

Echo Pop (Imagem: Laura Canal/Tecnoblog)
Echo Pop é a caixinha de som com Alexa (foto: Laura Canal/Tecnoblog)

Os usuários do Duolingo conseguiram fazer as lições, com áudios e tudo mais. No entanto, a parte do aplicativo dedicada às ligas não exibia nenhum ranking.

Resposta da Amazon

A Amazon inicialmente detectou um problema no DNS de acesso à API do DynamoDB, um banco de dados ofertado aos clientes da AWS. “Nós estamos trabalhando em múltiplos caminhos paralelos para acelerar a recuperação.” No entanto, posteriormente percebeu que outras estruturas do negócio de nuvem estavam instáveis.

Numa atualização publicada às 6h27, a empresa disse o seguinte:

“Estamos observando sinais significativos de recuperação. A maioria das solicitações já deve estar sendo atendida. Continuamos trabalhando em um acúmulo de solicitações em fila. Continuaremos fornecendo informações adicionais.”

A pane na AWS também impacta o serviço de streaming Prime Video, a plataforma de produtividade Canva e o aplicativo de bem-estar Wellhub (antigo Gympass), segundo queixas no site especializado em serviços digitais DownDetector.

Pane na AWS afeta Mercado Livre, Alexa, iFood e mais serviços

Lojistas usam Mercado Livre para vender celulares contrabandeados, segundo CNCP (Ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Echo Pop (Imagem: Laura Canal/Tecnoblog)
  •