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OpenAI anuncia aposentadoria de modelos antigos do ChatGPT

Arte com o logotipo do ChatGPT da OpenAI em um fundo de cor verde. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog" é visível.
ChatGPT vai tirar modelos poucos usados (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI vai remover os modelos GPT-4o, GPT-4.1, GPT-4.1 mini, o4-mini, GPT-5 Instant e GPT-5 Thinking do ChatGPT em 13 de fevereiro de 2026.
  • O ChatGPT oferecerá apenas os modelos das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025.
  • Apenas 0,1% dos usuários ainda escolhem o GPT-4o, enquanto a maioria já adotou o GPT-5.2.

A OpenAI vai remover o GPT-4o, o GPT-4.1, o GPT-4.1 mini, o o4-mini, o GPT-5 Instant e o GPT-5 Thinking do ChatGPT. A mudança ocorre no dia 13 de fevereiro de 2026. O acesso via API não sofrerá alterações.

Com isso, o chatbot oferecerá apenas modelos de inteligência artificial generativa das famílias GPT-5.2 e GPT-5.1, lançadas em dezembro e novembro de 2025, respectivamente.

A aposentadoria do GPT-5 já havia sido mencionada no lançamento da versão 5.1 — na ocasião, a empresa disse que o modelo antigo ficaria disponível por mais três meses. A novidade do comunicado publicado nesta quinta-feira (29/01) é a retirada dos modelos da versão 4.

GPT-4o foi o queridinho dos usuários

De acordo com a companhia, apenas 0,1% dos usuários escolhem usar o GPT-4o, lançado em maio de 2024, enquanto a vasta maioria já adotou o GPT-5.2.

Mesmo assim, como temos visto ao longo dos últimos anos, atualizações em modelos de IA generativa costumam desagradar usuários, ao menos em um primeiro momento.

Close-up da tela de um smartphone exibindo o logo e o nome do aplicativo ChatGPT, com um teclado de computador desfocado ao fundo.
Para usuários, tom das respostas importa (foto: Focal Foto/Reprodução)

Um exemplo disso envolve o próprio GPT-4o. Logo após o lançamento do GPT-5, em agosto de 2025, houve uma onda de reclamações, apontando que as respostas do robô tinham ficado mais curtas e impessoais, dando uma impressão de distanciamento.

Em resposta a essas críticas, a OpenAI permitiu que assinantes dos planos Plus e Pro pudessem selecionar o 4o e trouxe de volta o seletor de modelos.

“Esse feedback influenciou diretamente o GPT-5.1 e o GPT-5.2, com melhorias na personalidade, suporte mais robusto para a geração de ideias criativas e mais maneiras de personalizar as respostas do ChatGPT”, afirma a OpenAI em seu texto.

Em novembro de 2025, a companhia apresentou o GPT-5.1, enfatizando que o chatbot tinha ficado mais “caloroso”. Além disso, a empresa expandiu as opções de estilo e tom das conversas.

Com informações da CNBC

OpenAI anuncia aposentadoria de modelos antigos do ChatGPT

ChatGPT (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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Centenas de milhares de pessoas no ChatGPT têm sinais de crise psicótica, diz OpenAI

Arte com o logotipo da OpenAI. À direita, há a imagem da sombra de uma pessoa mexendo em um celular. Na parte inferior direita, está o logotipo do Tecnoblog.
OpenAI divulga dados sobre uso do ChatGPT e impacto em saúde mental dos usuários (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • A OpenAI estima que “centenas de milhares” de usuários do ChatGPT podem apresentar sinais de crise mental grave em uma semana típica.
  • O GPT-5 reduziu respostas inadequadas entre 39% e 52% em situações de risco de psicose e ideação suicida.
  • A análise da OpenAI tem limitações devido à amostragem reduzida e à falta de consenso entre profissionais.

A OpenAI divulgou, pela primeira vez, uma estimativa sobre o número de usuários do ChatGPT que podem apresentar indícios de uma crise mental severa em uma semana típica: “centenas de milhares”. Segundo a empresa, o dado é fruto de uma parceria com especialistas em saúde mental de diversos países, que ajudaram a aprimorar o sistema para reconhecer melhor sinais de sofrimento psicológico e orientar os usuários a buscar ajuda profissional.

Nos últimos meses, o aumento de relatos sobre pessoas que teriam enfrentado consequências graves após interações intensas com o ChatGPT — incluindo internações e até mortes — acendeu o alerta entre especialistas. Psiquiatras e profissionais de saúde mental chamam o fenômeno de “psicose induzida por IA”.

O que a OpenAI descobriu?

Médicos e pesquisadores analisaram mais de 1,8 mil respostas do modelo em situações envolvendo risco de psicose, ideação suicida e apego emocional ao chatbot. O desempenho da versão mais recente, o GPT-5, foi comparado ao do GPT-4o, e o resultado apontou melhorias significativas. Segundo a OpenAI, o novo modelo reduziu respostas inadequadas em proporções que variam entre 39% e 52% em todas as categorias.

Johannes Heidecke, líder de sistemas de segurança da OpenAI, afirmou à revista Wired: “Agora, esperamos que muito mais pessoas que lutam contra essas condições ou que estão passando por emergências de saúde mental muito intensas possam ser encaminhadas para ajuda profissional e tenham mais chances de obter esse tipo de ajuda ou obtê-la mais cedo do que teriam de outra forma.”

Imagem de um celular com o aplicativo ChatGpt
Parte dos usuários do ChatGPT pode enfrentar crises mentais (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)

Apesar dos avanços na segurança do ChatGPT, os dados compartilhados apresentam limitações significativas. A análise se baseia em uma amostragem reduzida e depende da interpretação de profissionais que nem sempre chegaram a um consenso sobre a gravidade das situações.

Além disso, os dados não refletem necessariamente o comportamento de todos os usuários da plataforma. Mesmo assim, a iniciativa representa um passo inédito para medir os impactos psicológicos de interações com chatbots avançados.

Centenas de milhares de pessoas no ChatGPT têm sinais de crise psicótica, diz OpenAI

ChatGPT, da OpenAI, é preferência nas empresas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

É necessário ter um equilíbrio ao usar o ChatGPT e outros chatbots (imagem: Lupa Charleaux/Tecnoblog)
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ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

Imagem mostra o CEO da OpenAI, Sam Altman, à esquerda, e o logo do ChatGPT à direita. Na parte inferior direita, o logo do "tecnoblog"
ChatGPT permitirá interações eróticas (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • OpenAI vai permitir conteúdo erótico no ChatGPT para usuários adultos verificados.
  • A mudança será possibilitada com a integração de um sistema de verificação de idade mais rigoroso.
  • Ela foi comunicada pelo CEO Sam Altman e passará a valer a partir de dezembro.

A OpenAI vai permitir a geração de conteúdo adulto no ChatGPT, incluindo material erótico. A mudança foi anunciada pelo CEO Sam Altman e deve entrar em vigor em dezembro. Ela faz parte de uma nova diretriz da empresa para que a IA trate adultos como adultos, a ser implementada em conjunto com um sistema mais robusto de verificação de idade.

Altman comunicou o novo direcionamento em uma publicação no X/Twitter. “Em dezembro, à medida que implementarmos a verificação de idade de forma mais completa e como parte do nosso princípio de ‘tratar usuários adultos como adultos’, permitiremos ainda mais, como erotismo para adultos verificados”, escreveu.

Atualmente, o ChatGPT possui filtros que bloqueiam interações e a criação de conteúdo sexualmente explícito, embora usuários frequentemente encontrem maneiras de contorná-las. A mudança permitirá, oficialmente, esse tipo de uso para maiores de 18 anos.

We made ChatGPT pretty restrictive to make sure we were being careful with mental health issues. We realize this made it less useful/enjoyable to many users who had no mental health problems, but given the seriousness of the issue we wanted to get this right.

Now that we have…

— Sam Altman (@sama) October 14, 2025

“Você não receberá, a menos que peça”

Sempre que toca no assunto, a comunidade fica dividida sobre a necessidade de permitir esse tipo de comportamento na plataforma. Entre as respostas no anúncio feito pelo CEO no X, muitos usuários comemoraram a reintrodução de parte do comportamento do modelo anterior, GPT-4o, antes criticado por bajular demais.

“Eu só quero ser tratado como adulto e não como uma criança pequena, isso não significa que quero o modo pervertido ativado”, defendeu um perfil na rede social em resposta ao post de Altman, que garantiu: “Você não receberá [conteúdo erótico], a menos que peça por ele”.

Homem de pé, fala em palco
Sam Altman concorda com críticos da personalidade do GPT-5 (foto: reprodução)

Muitos outros, claro, não se convenceram com a delimitação feita pelo executivo. Em outra resposta, um usuário discorda que as medidas tomadas pela empresa tenham sido suficientes para “mitigar” os problemas relacionados a saúde mental. “Por que isso é uma prioridade, afinal?”, questionou outro.

No post, Altman concorda que o GPT-5 fez com que o ChatGPT deixasse de se passar por uma pessoa real e se tornasse um “bot de burocracias”. Para o CEO, o objetivo agora é que o estilo de comunicação da plataforma não seja guiado por uma “pequena porcentagem” de usuários em “estado de fragilidade mental”.

Por que agora?

Controle dos pais no ChatGPT
Controle dos pais no ChatGPT chegou em setembro (imagem: divulgação/OpenAI)

A empresa já havia sinalizado uma abertura para conteúdo adulto durante um evento para desenvolvedores, o DevDay 2025. Durante a apresentação, a empresa deixou claro que o “suporte para experiências maduras (18+)” chegaria assim que “a verificação de idade e os controles apropriados estivessem em vigor”.

No fim de setembro, a OpenAI finalmente implementou opções de controle dos pais no ChatGPT, mais motivada por polêmicas envolvendo o incentivo a comportamentos indevidos do que propriamente para evitar a geração de pornografia de IA.

Um dos casos principais foi o suicídio de um adolescente de 16 anos nos Estados Unidos, que teria usado o chatbot como um confidente durante meses. A IA, por fim, o auxiliou até mesmo a rascunhar a própria carta de despedida.

Após a repercussão da tragédia, o ChatGPT se dedicou ao lançamento rápido das ferramentas de controle dos pais, repetindo configurações comuns em vários sistemas operacionais. Entre elas, bloqueio ou limitação de determinados recursos e um sistema de notificação aos responsáveis, caso a ferramenta identifique conversas perigosas entre a máquina e o adolescente.

Com informações de Engadget

ChatGPT vai permitir conteúdo erótico para usuários adultos

ChatGPT e Sam Altman, CEO da OpenAI (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Sam Altman é o CEO da OpenAI (foto: divulgação)

(imagem: divulgação/OpenAI)
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Auditoria usa IA, passa vergonha e devolve dinheiro de projeto

Relatório continha citação inventada e estudos que nunca existiram (imagem: divulgação/Deloitte)
Resumo
  • A Deloitte, uma das principais empresas de consultoria do mundo, usou IA em um relatório para o governo australiano.
  • O documento avaliado em AU$ 439 mil teve citações fictícias e foi corrigido após críticas e investigação interna.
  • A empresa acordou um reembolso parcial, e o governo não pagará a última parcela do contrato.

A gigante da consultoria Deloitte vai renunciar parte de um pagamento avaliado em AU$ 439.000 (pouco mais de R$ 1,5 milhão, na cotação atual). O motivo? A entrega de um relatório para o governo da Austrália com vários erros atribuídos ao uso de inteligência artificial, incluindo citações e referências falsas.

Em dezembro do ano passado, o Departamento de Emprego e Relações de Trabalho (DEWR) contratou a empresa para auditar e revisar um sistema que aplica penalidades automáticas a beneficiários de programas de emprego.

Segundo o jornal Financial Review, um relatório inicial foi publicado em julho deste ano, mas menos de um mês depois suas imprecisões foram expostas por um acadêmico da Universidade de Sydney, o Dr. Christopher Rudge.

O acadêmico levantou a hipótese de que os erros poderiam ser “alucinações” de IA — fenômeno no qual a tecnologia inventa informações para responder a consultas. Após a denúncia, a Deloitte iniciou uma investigação e publicou uma versão corrigida do relatório na última semana.

O texto revisado revela que parte da análise inicial “incluiu o uso de ferramentas de IA generativa (GPT-4o)”. O governo afirma que as recomendações do documento não foram alteradas, mas o incidente expôs os riscos do uso crescente, e por vezes não supervisionado, da IA em serviços técnicos.

“Alucinações”, erros e citações falsas

Ilustração com o texto "AI" ao centro. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog"é visível.
Consultoria admite que falhas foram geradas por modelo GPT-4o (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

O documento original continha mais de uma dúzia de referências e notas de rodapé incorretas. Entre as mais notáveis estavam citações a dois relatórios fictícios da professora Lisa Burton Crawford, da Universidade de Sydney, e outras duas referências a um trabalho inexistente do professor Björn Regnell, da Universidade de Lund, na Suécia. Além disso, o documento inventou uma citação sobre uma decisão do Tribunal Federal australiano e até errou a grafia do nome da juíza do caso.

Ao Financial Review, o acadêmico Chris Rudge — que identificou os erros — criticou a gravidade das falhas após a admissão da consultoria. Para ele, a credibilidade de todo o trabalho ficou comprometida. “Não se pode confiar nas recomendações quando a própria base do relatório é construída sobre uma metodologia falha”, afirmou.

Reembolso parcial do contrato

Um porta-voz do DEWR confirmou um acordo para o não pagamento da última parcela do relatório. O valor exato, no entanto, não foi revelado. O departamento governamental também não confirmou se considera buscar um reembolso total dos valores.

A Deloitte é considerada uma das principais empresas de consultoria do mundo e enfatiza em suas diretrizes a necessidade de supervisão humana em resultados gerados por IA, prática que parece ter falhado neste caso.

Empresa renunciará à parcela final de contrato (imagem: divulgação/Deloitte)

O caso ocorre em um momento de crescente preocupação com o uso apressado e não regulamentado de IA no ambiente de trabalho.

Grandes consultorias e governos estão em uma corrida para integrar a tecnologia em seus processos para aumentar a eficiência. Em junho, o governo do Reino Unido testou a IA Copilot, da Microsoft, com 20 mil servidores públicos.

No mesmo mês, o órgão de fiscalização contábil do país alertou que ferramentas automatizadas podem impactar a qualidade de futuras auditorias, segundo o Financial Times.

Com informações do Financial Review

Auditoria usa IA, passa vergonha e devolve dinheiro de projeto

Inteligência artificial (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
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