Ex-CEO Bob Iger diz que Disney e Apple quase se juntaram (imagem: divulgação/Disney)Resumo
O ex-CEO da Disney, Bob Iger, revelou que a empresa considerou se juntar à Apple e comprar o Twitter.
Disney e a Apple discutiram uma possível junção por volta de 2006, mas a Apple não demonstrou interesse.
A aquisição do Twitter não ocorreu porque Iger temia que fosse uma distração para a empresa.
Disney e Apple poderiam ter se juntado no passado, segundo o próprio ex-CEO da gigante do ramo do entretenimento, Bob Iger. Ele deixou a empresa em março de 2026 e aproveitou uma entrevista para revelar algumas possibilidades de negócio que acabaram não indo para frente. Iger revelou ainda que a Disney considerou a aquisição do Twitter em uma tentativa de ingressar no mercado de tecnologia.
Em 2019, o ex-CEO já havia afirmado que acreditava numa junção de Disney e Apple caso Steve Jobs ainda estivesse vivo. Na ocasião, ele afirmou que as empresas se aproximaram em torno de 2006, após a aquisição da Pixar por parte da Disney.
Disney chegou perto de comprar o Twitter (imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Se a ideia de juntar Disney e Apple ficou apenas nas intenções de bastidores, o acordo para aquisição do Twitter quase aconteceu. O momento foi propício: logo após as compras de Pixar, Marvel, Lucasfilm e 21st Century Fox, ou seja, no momento em que a empresa dominava o mercado de entretenimento. O próximo passo seria justamente investir em tecnologia com a rede social, que ainda tinha Jack Dorsey como CEO.
O motivo pelo qual o negócio não saiu entre Disney e Twitter foi um receio do próprio Iger de que o movimento seria uma potencial “distração” para a empresa. Pouco depois, Elon Musk adquiriu a plataforma, hoje chamada de X.
Com relação à Apple, Iger apenas confirmou sua intenção e lamentou o desinteresse da Maçã. Ele afirma que houveram, sim, algumas conversas entre as duas empresas, e que a junção seria “transformadora e igualitária”, mas faltou o devido interesse por parte da Apple.
De qualquer forma, como o ex-CEO da Disney já havia declarado, sua boa relação com Steve Jobs poderia ter feito diferença num possível acordo.
Compra da Roku será validade com dinheiro e ações da Fox (imagem: divulgação)Resumo
Fox comprou a Roku por US$ 22 bilhões para expandir sua presença no mercado de streaming.
O acordo combina a programação do canal com a base de mais de 100 milhões de usuários da Roku.
A aquisição permitirá à Fox distribuir seu conteúdo de forma mais ampla e controlar a exibição de anúncios na plataforma da Roku.
A Fox anunciou nesta segunda-feira (15/06) a compra da plataforma Roku por US$ 22 bilhões (cerca de R$ 111 bilhões, em conversão direta). A aquisição marca a aposta da gigante de mídia para acelerar sua transição para o streaming, na tentativa de reconquistar a parcela do público que abandonou a TV a cabo nos últimos anos.
Segundo o comunicado, o movimento garante à Fox não só uma distribuição mais ampla de conteúdo próprio, mas o controle sobre a exibição de anúncios à imensa base de usuários da Roku, presente hoje em mais de 100 milhões de TVs residenciais.
O que muda com a fusão entre Fox e Roku?
Tubi, plataforma gratuita da Fox, será integrada ao The Roku Channel (foto: Darlan Helder/Tecnoblog)
A compra será concretizada combinando dinheiro e ações da Fox. Se aprovada pelos órgãos reguladores, a expectativa é que a transação seja concluída no primeiro semestre de 2027. Após o acerto de contas, os atuais investidores da Fox passarão a controlar cerca de 73% da nova companhia combinada, deixando a fatia de 27% nas mãos dos acionistas da Roku.
Com a fusão, a plataforma The Roku Channel ganha integração imediata com a Tubi, serviço gratuito de streaming operado pela Fox desde 2020. Juntas, as empresas devem formar a terceira maior operadora de televisão dos EUA em participação de audiência, segundo a Variety.
O CEO da Fox, Lachlan K. Murdoch, classificou o acordo como o próximo grande passo da companhia, unindo o valioso catálogo de esportes e notícias ao vivo com a plataforma pela qual os americanos já consomem esse conteúdo. Já o CEO e fundador da Roku, Anthony Wood, prometeu manter o ritmo de inovação com um ecossistema amigável e aberto para desenvolvedores e parceiros.
Como observa a Bloomberg, essa a venda da companhia não pegou a indústria totalmente de surpresa. O principal atrativo da Roku deixou de ser apenas a venda de dispositivos e passou a ser seu ecossistema de publicidade. Só no primeiro trimestre deste ano, a receita com anúncios chegou a US$ 613 milhões (mais de R$ 3 bilhões), alta de 27% na comparação anual.
Roku está no Brasil desde 2020
Linha de dongles da Roku no Brasil atende desde resoluções HD até o 4K (imagem: divulgação)
A Roku chegou oficialmente ao Brasil em 2020 e se consolidou como uma das opções mais acessíveis e eficientes para modernizar televisores antigos ou equipar modelos de entrada. Para o consumidor brasileiro, o foco principal da marca continua nos hardwares dedicados e sistemas embarcados em smart TVs.
A empresa vende no Brasil os dongles Roku Streaming Stick HD e Roku Streaming Stick 4K, mas modelos anteriores como o Roku Express e o Roku Express 4K ainda são encontrados em varejo. Hoje, esses dispositivos custam entre R$ 190 e R$ 400, dependendo do modelo e da geração.
O Roku Express tradicional é voltado para reprodução em telas HD e Full HD, enquanto o Roku Express 4K eleva a resolução para Ultra HD, adiciona suporte nativo a HDR e traz conectividade Wi-Fi de banda dupla.
Já o Roku Streaming Stick 4K é o modelo que fica escondido atrás da TV, acompanhado de um receptor Wi-Fi de longo alcance embutido e um controle remoto com suporte a comandos de voz nativos.
Pokémon Pokopia, Kingdom Hearts 4, Final Fantasy XIV e uma enxurrada de versões Nintendo Switch 2 Edition completam o pacote
Com o final de semana recheado de eventos de games e anúncios de concorrentes, a Nintendo realizou a Nintendo Direct Junho 2026 nesta terça-feira (9), uma apresentação de cerca de 50 minutos que não começou com grandes emoções — mas guardou a melhor carta para o final.
Primeiros destaques da Nintendo Direct Junho 2026
Alguns destaques iniciais vão para Onimusha: Way of the Sword, da Capcom, que traz um gráfico bonito e aparenta ter movimentações de golpes de espada bem fluidas. O jogo chega ao Nintendo Switch 2 em 25 de setembro de 2026, com pré-venda começando hoje.
One Piece: Grand Gourmet é um jogo de gerenciamento de restaurante em pixel art (da Kairosoft, conhecida pelos seus jogos de gestão em estilo retrô) que conta com mais de 400 personagens da obra e aventuras para coletar os ingredientes dos pratos. Para quem é fã da série, pode não ser o estilo favorito de jogo, mas promete conquistar um público mais casual. Chega em 23 de outubro de 2026 para Nintendo Switch e Switch 2.
Pokémon Pokopia — atualização gratuita e expansão paga
O primeiro título do qual se esperavam novidades foi Pokémon Pokopia, que recebe uma atualização gratuita em agosto de 2026 com uma área no fundo do mar — usando o novo movimento Mergulho (Dive), será possível plantar, construir e expandir cidades debaixo d’água.
Também foi anunciado o Passe de Expansão (DLC paga), que já está à venda hoje na Nintendo eShop e será dividido em três partes: a primeira, Bubbly Basin, chega também em agosto de 2026 com uma nova cidade subaquática, móveis, roupas e novos Pokémon; a segunda e a terceira partes ainda não têm data anunciada — mais detalhes serão revelados ao longo do ano.
DK Challenge começa hoje (09 de junho)
Para incentivar o uso do Nintendo Switch Online, a partir de hoje (09) acontece o DK Challenge, evento por tempo limitado em que os jogadores podem encarar desafios nos jogos clássicos do Donkey Kong disponíveis no catálogo Nintendo Classics, pontuar e ganhar cartas digitais colecionáveis. Quem tem Donkey Kong Bananza também entra na brincadeira, com desafios extras (incluindo desafios criados pelos desenvolvedores). O acesso é pelo app do Nintendo Switch Online no menu do Switch 2.
Ainda sobre Donkey Kong: a DLC paga de Bananza, DK Island & Emerald Rush, recebe uma colaboração por tempo limitado com Super Mario Bros., dividida em quatro ondas (a primeira começa hoje). Sim, você poderá jogar com o Donkey Kong e a Pauline vestidos de Mario e Luigi, além de itens clássicos como moedas, super cogumelos e blocos “?”.
Nintendo Switch 2 Edition e ports
Muitos dos trailers foram de edições atualizadas para o Nintendo Switch 2 de jogos já conhecidos. Seguem alguns destaques:
Devil May Cry 5: Devil Hunter Edition — com conteúdo extra, a partir de 23 de junho, com pré-venda hoje — trailer
Xenoblade Chronicles — os três primeiros jogos ganham Nintendo Switch 2 Editions: Definitive Edition (digital disponível hoje), Xenoblade Chronicles 2 em 30 de julho e Xenoblade Chronicles 3 em 3 de dezembro; as versões físicas chegam em 30/07, 01/10 e 03/12 — trailer
Warhammer 40.000: Space Marine 2 — nas férias de final do ano
Metal Gear Solid: Master Collection Vol. 2 (inclui MGS4, Peace Walker e Ghost Babel) — 27 de agosto
Rise of the Tomb Raider: 20 Year Celebration — disponível hoje — trailer
Fitness Boxing 3: Your Personal Trainer — 16 de julho
Final Fantasy XIV Online — estreia no Switch 2 em agosto de 2026, com período de acesso antecipado de cerca de um mês (não exige assinatura do Nintendo Switch Online)
Kingdom Hearts Collection [I~III] — as três coletâneas (HD 1.5+2.5 ReMIX, HD 2.8 Final Chapter Prologue e KH III + Re Mind) chegam ao Switch 2 em 8 de outubro, com bundle reunindo tudo; demo gratuita de Kingdom Hearts III + Re Mind disponível hoje
E uma novidade que merece destaque próprio: Nintendo Switch Sports Resort, novo jogo da série de esportes com 12 modalidades (incluindo queda de braço de polegar, skate com controles de mouse e arco e flecha), chega exclusivamente ao Switch 2 em 22 de outubro, com pré-venda hoje.
Outros nomes grandes
Jujutsu Kaisen Rumble: Survivaton — dos criadores de Vampire Survivors (poncle) com a Shueisha Games, é um “Survivors Royale” em que até 8 jogadores competem online, com mais de 20 personagens da série. Chega ainda em 2026. — trailer
Star Fox — Fox McCloud está de volta em um novo jogo cinematográfico da franquia, exclusivo do Switch 2, em 25 de junho; demo gratuita disponível hoje na eShop — trailer
Xenoblade Genesis — novo jogo da série, exclusivo do Switch 2, com lançamento previsto para 2027 — trailer
Dragon Quest Monsters: The Withered World — aventura para transformar monstros em amigos, chega para Switch e Switch 2 em 3 de dezembro de 2026 (também sai para PS5, Xbox Series e PC) — trailer
Kingdom Hearts 4 — o retorno de Sora e companhia em uma nova aventura, confirmado para o Nintendo Switch 2 no dia 1 de lançamento do jogo (a data ainda não foi anunciada) — trailer
Hello Kitty Party Land — party game com mais de 40 minijogos, jogos de tabuleiro e mais de 140 personagens da Sanrio, para Switch e Switch 2 em 29 de outubro — trailer
Splatoon Raiders — a aventura single-player do universo Splatoon ganhará uma Nintendo Direct dedicada em 30 de junho — trailer
A cereja do bolo: o remake de Zelda — Ocarina of Time
Depois de muitos rumores e muita expectativa do público, chegou o tão esperado anúncio — inclusive, comentei isso na minha análise sobre a trajetória do aniversário do Nintendo Switch 2. Prometido ainda para 2026 (sem data específica), o remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time chegará exclusivamente ao Switch 2.
O teaser traz um visual mais realista do que o original — e Ocarina of Time é um dos títulos favoritos do público. Esse remake com certeza ajudará nas vendas do console, que deram uma estagnada recentemente (mas, depois do quanto vendeu de forma rápida no lançamento, é compreensível).
Resumo geral da Nintendo Direct Junho 2026
Para alguns, a apresentação foi fraca: muitos títulos menores, vários third-parties anunciando apenas adaptações para o Switch 2 e muitos jogos já existentes em outras plataformas recebendo ports tanto para o Nintendo Switch quanto para o Switch 2. Para uma “live em ano de aniversário”, realmente foi pouco explosiva. Porém, o catálogo tem aumentado bastante com jogos para todos os gostos, o que é positivo. Os grandes blockbusters devem demorar mais pela complexidade dos ports, e alguns são limitados pelo hardware do console, que exige muitas adaptações gráficas e de jogabilidade.
Para os nintendistas que amam os exclusivos, o anúncio de Zelda pode ter valido a Direct inteira. Para quem já tem outros consoles, talvez não tenha sido tão empolgante.
Você confere todos os jogos já disponíveis e as demos anunciadas na loja oficial da Nintendo.
Project Nova: você já pode testar o novo visual do Firefox (imagem: reprodução/Mozilla)Resumo
Mozilla revelou detalhes do Project Nova, trabalho focado na renovação visual e no desempenho do Firefox;
atualização traz facilidades em privacidade e promete trazer de volta modo compacto do navegador;
interessados podem experimentar os recursos antecipadamente pelo Firefox Nightly.
Em março, vieram à tona “vazamentos” do futuro padrão visual do Firefox. Não eram meros rumores. Nesta quinta-feira (21/05), a Mozilla liberou mais detalhes do Project Nova, como a iniciativa foi batizada. Além da mudança estética, a novidade promete mais desempenho para o navegador. E você já pode testá-la.
De acordo com a organização, o novo design também visa destacar os recursos de privacidade do Firefox, de modo que você possa ativar ferramentas como a VPN integrada mais rapidamente ou, então, efetuar configurações do tipo com mais facilidade. Não por acaso, a área de privacidade e segurança em Configurações está sendo reorganizada.
Mas, como já dito, o fator desempenho está sendo considerado nesta renovação. De acordo com a Mozilla, esses esforços seguem o trabalho de otimização que foi realizado no último ano e que melhorou o tempo de carregamento de páginas no Firefox em 9%.
Também haverá uma otimização indireta do desempenho, por assim dizer. Isso porque o Project Nova promete facilitar o acesso a grupos de abas, guias verticais, visualização dividida (duas páginas ao mesmo tempo) e outros recursos, de modo que você consiga acioná-los mais rapidamente.
Nesse sentido, a Mozilla também destaca a volta do modo de exibição compacto, que deixa o Firefox com um aspecto mais minimalista, favorecendo o aproveitamento do espaço de tela ou coibindo distrações.
Mas o que chama a atenção é mesmo a nova abordagem visual. A Mozilla diz que o objetivo é fazer o Firefox “parecer moderno, mas não genérico”. Nesse sentido, há novas combinações de cores nos temas, elementos com aspectos mais arredondados e consistentes, ícones mais limpos e espaçamentos na interface reajustados, por exemplo.
Elementos visuais do Project Nova (imagem: reprodução/Mozilla)
Como testar o design Project Nova no Firefox?
Dá trabalho, mas só um pouco. Como o novo design ainda está em desenvolvimento, no momento, só é possível testá-lo baixando o Firefox Nightly (versão de teste que introduz os recursos novos do browser). Para isso, faça o seguinte:
depois, abra o Firefox Nightly e digite about:config na barra de endereços;
clique em “Aceitar o risco e continuar” se aparecer um aviso de segurança;
por fim, busque por browser.nova.enabled e clique no ícone de alternar para o parâmetro “true” ser ativado.
Project Nova no Firefox Nightly (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Agora você já pode testar o novo visual. Mas lembre-se de que esta é uma versão de teste e que, portanto, pode apresentar instabilidades ou problemas inesperados.
O Project Nova deverá chegar ao Firefox estável ainda em 2026, inclusive nas versões móveis, mas ainda não há data definida para isso.
Também nesta quinta-feira, o Vivaldi 8.0 foi lançado, trazendo justamente um visual aprimorado como seu principal atributo.
Mozilla usou inteligência artificial para varrer o código do navegador (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Firefox 150 corrigiu 271 falhas de segurança após análise do Claude Mythos Preview, nova IA da Anthropic.
O Claude Mythos teve acesso antecipado ao código do navegador e realizou o trabalho de pesquisadores.
A Mozilla, no entanto, levanta um alerta para o ecossistema open source, já que hackers também podem acessar a IA com outros interesses.
A Mozilla lançou o Firefox 150 ontem (21/04), mas desta vez com um diferencial nos bastidores: 271 falhas de segurança foram corrigidas após análise de uma IA. O feito foi possível graças ao acesso antecipado ao Claude Mythos Preview, o mais novo e avançado modelo de IA da Anthropic, que vasculhou todo o código do navegador.
A parceria entre as duas empresas já vinha rendendo frutos. No mês passado, a equipe usou um modelo anterior da Anthropic para encontrar 22 bugs críticos no código do Firefox 148. O salto expressivo em poucas semanas, no entanto, revela o real poder de fogo do Mythos.
Em uma publicação no blog oficial, a fundação indicou que a nova ferramenta consegue compreender a complexa lógica de programação tão bem quanto os melhores pesquisadores do mercado.
IA da Anthropic ajudou a poupar recursos
Historicamente, a vantagem sempre pendeu para o lado dos invasores. Como explicou o diretor de tecnologia do Firefox, Bobby Holley, em entrevista à revista Wired, eles só precisam achar uma única brecha esquecida no sistema para causar um desastre, enquanto a defesa precisa blindar toda a estrutura.
Antes de IAs como a Mythos entrarem em cena, as defesas combinavam isolamento de processos e testes automatizados, o que nem sempre funciona para analisar a fundo o código. A saída até aqui era contratar especialistas humanos, gastando mais tempo e dinheiro. A nova inteligência artificial, no entanto, consegue fazer esse trabalho analítico pesado em menos tempo, barateando a descoberta de falhas.
A própria equipe da Mozilla relatou uma “vertigem” ao receber o relatório com a avalanche de 271 bugs simultâneos para consertar. Desde fevereiro, os desenvolvedores precisaram redirecionar os esforços exclusivamente para solucionar essas falhas.
Modelo da Anthropic pode automatizar a busca por falhas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Alerta para o ecossistema de código aberto
Se até uma gigante como a Mozilla precisou mobilizar uma força-tarefa, o cenário acende um alerta para o software livre. Grande parte da infraestrutura da internet, por exemplo, roda sobre projetos de código aberto (open source), muitos deles mantidos por grupos de voluntários.
O executivo da Mozilla Raffi Krikorian publicou um artigo no The New York Times alertando para o risco dessa desigualdade. Se cibercriminosos equipados com o Mythos mirarem em códigos públicos e vulneráveis, o estrago pode ser gigantesco.
Para evitar um colapso, a solução passa pela cooperação da indústria. O portal Ars Technica destaca que grandes corporações já planejam realocar milhares de engenheiros para auditar os próprios sistemas com IA. Contudo, a Mozilla levanta a bandeira de que as big techs precisam fornecer ferramentas acessíveis e capacitação para a comunidade open source. A meta é garantir que nenhum projeto crucial da internet vire um alvo indefeso nesta nova era da cibersegurança.
Firefox 149 chega com VPN e tela dividida (imagem: reprodução/Mozilla)Resumo
Firefox 149 inclui VPN com 50 GB de tráfego gratuito por mês, disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
já modo de tela dividida está disponível globalmente, permitindo exibir duas páginas lado a lado;
novidade também melhora carregamento de PDFs com aceleração de hardware e bloqueia notificações de sites maliciosos.
A Mozilla prometeu lançar o Firefox 149 nesta terça-feira (24/03) e assim o fez. Essa versão chama a atenção por trazer um pacote de novidades realmente interessantes, a exemplo de um recurso de VPN que oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e do modo de tela dividida.
Uma VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada) é capaz de camuflar o seu endereço IP de modo a reforçar a segurança da sua navegação ou de permitir acesso a páginas web que têm bloqueio regional, por exemplo.
No Firefox 149, o recurso pode ser ativado com um simples clique no botão “VPN” à direita da barra de endereços. Mas é importante saber desde já que, por ora, essa novidade não está disponível no Brasil.
Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)
A Mozilla explica que, nesta fase inicial, a função de VPN do navegador está sendo liberada para usuários na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há previsão de disponibilidade em outros países.
Pelo menos o modo de tela dividida foi liberado globalmente. Para ativar o recurso, basta clicar com o botão direito do mouse sobre uma aba e escolher a opção “Adicionar exibição dividida”. Com isso, o Firefox passa a exibir duas páginas ao mesmo tempo, uma ao lado da outra.
Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
O que mais há de novo no Firefox 149?
Ainda de acordo com a Mozilla, agora o Firefox consegue carregar arquivos PDF mais rapidamente por usar aceleração de hardware (via GPU) nessa tarefa.
Além disso, o Firefox 149 passou a bloquear automaticamente notificações e a revogar permissões de sites sinalizados como maliciosos pela iniciativa Safe Browsing.
Outra novidade é a função que permite ao usuário adicionar pequenas notas às abas. Porém, no momento, esse recurso é experimental, razão pela qual deve ser ativado na área Firefox Labs. Para isso, abra o menu principal do navegador e vá em Configurações / Firefox Labs. Ali, marque a opção “Tabs notes”.
Ah, vale relembrar que o Firefox agora também tem um novo mascote, o Kit:
Quem já usa o navegador precisa apenas esperar pela atualização automática para a versão 149. Para acelerar o procedimento, basta abrir o menu principal e ir em Ajuda / Sobre o Firefox. Isso fará o navegador buscar pela versão mais recente.
Modo de VPN do Firefox 149 oferece 50 GB de tráfego gratuitamente por mês e pode ser ativado com um botão na barra de endereços, mas ainda não está disponível no Brasil.
Botão de VPN Firefox 149 (imagem: reprodução/Mozilla)
Modo de tela dividida do Firefox 149 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Firefox vai ter VPN gratuita, visualização dupla e até novo mascote (imagem: reprodução/Mozilla)Resumo
Firefox receberá VPN gratuita com 50 GB de tráfego mensal, inicialmente disponível na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido;
navegador terá também visualização dividida para exibir duas páginas simultaneamente e Smart Window, assistente de IA opcional;
novidades incluem ainda API Sanitizer, Tab Notes e novo mascote Kit; a maioria dos recursos será lançada no Firefox 149.
O Firefox está longe de ter a popularidade do líder Google Chrome, mas isso não faz a Mozilla desistir de incrementá-lo. Prova disso é que, em breve, o navegador receberá recursos como VPN gratuita, Smart Window (Janela Inteligente) e um modo de visualização dividida que o faz mostrar duas páginas ao mesmo tempo.
A função de VPN gratuita é, provavelmente, o recurso mais interessante. Isso porque o recurso é capaz de ocultar o endereço IP real de seu computador quando você acessa determinado site, o que pode aumentar a segurança da navegação sob determinadas circunstâncias ou permitir acesso a serviços web com bloqueio regional, por exemplo.
É claro que haverá restrições. Para começar, cada usuário terá direito a 50 GB de tráfego mensal de VPN por mês. Além disso, a novidade estará disponível inicialmente na Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido. Ainda não há data para liberação no Brasil e em outros países.
A VPN do Firefox é ativada a partir de um botão no navegador (imagem: reprodução/Mozilla)
Já a função Smart Window é o novo nome da AI Window, a assistente de inteligência artificial do Firefox que foi anunciada pela Mozilla no ano passado. A novidade poderá ser usada para comparar produtos ou resumir textos na web, por exemplo, e será totalmente opcional, cabendo ao usuário ativá-la.
Falando em comparação, outra novidade prometida para o Firefox é o modo de visualização que exibe duas páginas ao mesmo tempo na tela, uma ao lado da outra, o que permite que o usuário compare textos ou copie dados de um lado para outro, entre outras possibilidades.
As demais novidades incluem a implementação da API Sanitizer, capaz de mitigar ataques antes de seu computador ser afetado, as Tab Notes (Notas de Aba), que permitem adicionar comentários em guias, e até o Kit, nome do novo mascote do Firefox (vide o vídeo a seguir).
Quando todas essas novidades chegarão ao Firefox?
Se não todos, a maioria dos novos recursos será introduzida oficialmente no Firefox 149, com previsão de lançamento para 24 de março de 2026.
A possível exceção fica para a Smart Window, pois a Mozilla não comentou sobre datas para esse recurso, se limitando a informar que já há uma lista de espera aberta para quem quiser testar a novidade.
Já as Tab Notes devem chegar ao Firefox Labs, uma área que dá acesso a recursos experimentais e que deve ser ativada nas configurações da versão 149 do navegador.
No fim das contas, Firefox vai suportar Windows 7, 8 e 8.1 por mais tempo (imagem: divulgação/Mozilla)Resumo
Mozilla estendeu suporte ao Firefox 115 ESR para Windows 7, 8 e 8.1 até agosto de 2026;
prazo anterior era até o fim de fevereiro de 2026;
como fim do suporte tinha sido adiado várias vezes, parecia que não haveria mais adiamentos, mas houve.
No mês passado, a Mozilla havia revelado que o suporte oficial do Firefox aos sistemas operacionais Windows 7, Windows 8 e Windows 8.1 chegaria ao fim quando fevereiro de 2026 terminasse. Tudo indicava que a decisão era definitiva, mas eis que, quando chegou o momento de encerrar o suporte, a Mozilla estendeu o prazo.
O suporte às versões antigas do Windows é oferecido por meio do Firefox 115, versão lançada em 2023, mas que recebe atualizações básicas e de segurança por meio do canal Extended Support Release (ESR).
Originalmente, a Mozilla manteria o suporte ao Firefox 115 ESR até setembro de 2024. Mas esse prazo acabou sendo adiado várias vezes até chegar março de 2026. Por conta da quantidade de adiamentos anteriores, parecia que não haveria um novo prazo.
Agora sabemos que houve. O suporte ao Firefox 115 ESR irá durar até agosto de 2026, o que garante mais sobrevida do navegador nos Windows 7, 8 e 8.1. A Mozilla explica:
As atualizações serão distribuídas pelo canal ESR até o final de agosto de 2026. Anteriormente, foi anunciado que o suporte terminaria em fevereiro de 2026, mas, para garantir que nossos usuários possam continuar navegando na web, estendemos o suporte do Firefox para esses sistemas operacionais por mais seis meses e, em seguida, reavaliaremos a situação.
Observe o fim do trecho em destaque: “reavaliaremos a situação”. Isso significa que, quando agosto de 2026 chegar, a Mozilla poderá estender o suporte por mais tempo.
Página de download do Firefox já avisa sobre fim de suporte no Windows 8.1 e anteriores (imagem: reprodução/Mozilla)
E se a Mozilla decidir aposentar o Firefox 115 ESR?
A própria Mozilla afirma que, neste caso, “os usuários deverão atualizar seu sistema operacional para continuar recebendo atualizações de segurança e recursos do Firefox”.
Mas vale ressaltar: quem mantiver o Windows 7, 8 ou 8.1 rodando ainda poderá continuar com o Firefox 115. O navegador não deixará de funcionar, apenas não receberá mais atualizações, entrando em modo “use por sua conta e risco”.
Firefox recebeu correções para falhas identificadas por IA (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Mozilla corrigiu 22 falhas de segurança do navegador Firefox com a ajuda do Claude, da Anthropic.
A IA identificou vulnerabilidades no código do navegador, incluindo uma falha do tipo use-after-free.
Ao todo, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs ao longo de duas semanas.
A Mozilla corrigiu 22 falhas críticas de segurança no Firefox com a ajuda da IA Claude, da Anthropic. O resultado foi divulgado pela organização na sexta-feira (06/03), que detalhou o uso do modelo Opus 4.6 para analisar o código do navegador.
Segundo os dados divulgados, a equipe da Anthropic enviou 112 relatórios de bugs em cerca de duas semanas. Desse total, 14 consideradas de alta gravidade, além dos 22 classificados como vulnerabilidades de segurança. Os demais casos envolveram problemas como travamentos ou erros de lógica que poderiam afetar a estabilidade do navegador.
As correções foram incluídas no Firefox 148, liberado em fevereiro.
Como a IA encontrou vulnerabilidades no navegador?
Durante o experimento, pesquisadores do Frontier Red Team da Anthropic usaram o Claude Opus 4.6 para examinar partes do código do Firefox em busca de falhas inéditas. O processo começou com a tentativa de reproduzir vulnerabilidades já conhecidas em versões antigas do navegador, para verificar se o modelo conseguiria identificar padrões semelhantes.
Depois dessa etapa, o sistema foi orientado a procurar problemas inéditos na versão atual do navegador. A análise começou pelo mecanismo JavaScript, considerado um componente crítico por lidar com códigos executados ao navegar na web.
Em pouco tempo, o modelo identificou uma falha do tipo use-after-free, relacionada ao gerenciamento de memória. O problema foi reproduzido em ambiente de testes e relatado oficialmente ao projeto por meio do sistema Bugzilla — os engenheiros da Mozilla validaram as descobertas da IA.
Modelo de IA Claude foi usado para identificar problemas no código do Firefox (imagem: divulgação)
IA não consegue explorar essas falhas
Apesar da eficiência em encontrar problemas, os testes indicam que transformar essas vulnerabilidades em ataques reais é mais difícil para o modelo de inteligência artificial.
Pesquisadores pediram ao Claude que tentasse criar códigos capazes de explorar as falhas encontradas por ele. Após centenas de tentativas, o sistema conseguiu produzir um exploit funcional apenas em dois casos — e ainda assim em ambientes de teste com proteções reduzidas.
Ao site Axios, o engenheiro sênior da Mozilla, Brian Grinstead, afirmou que mesmo falhas classificadas como graves não são suficientes, sozinhas, para comprometer o navegador. “Não é porque você encontra uma única vulnerabilidade, mesmo uma vulnerabilidade grave, que ela é suficiente para hackear o Firefox”, disse.
Controle virá na próxima versão do Firefox (imagem: divulgação)Resumo
O Firefox 148 terá uma área de controle para desativar ferramentas de IA com um único clique.
As funcionalidades de IA incluem traduções, resumos de links e acesso a chatbots, com exceção do último, todas rodam localmente.
O lançamento do Firefox 148 está previsto para 24 de fevereiro.
A Mozilla anunciou que o Firefox 148 trará uma área de controle de recursos de inteligência artificial, onde haverá chaves para desligar separadamente as ferramentas ou desativar todas de uma vez, com um único clique.
Segundo a organização, a preferência vale também para funcionalidades futuras. Isso significa que, caso o Firefox ganhe um novo recurso de IA, o usuário não verá pop-ups ou sugestões para explorá-lo.
Entre as funcionalidades de IA presentes atualmente no Firefox, estão traduções, sugestões para agrupar abas, descrições visuais de PDFs, resumos de links e acesso rápido a chatbots pela barra lateral. Com exceção da última, todas rodam no próprio navegador, sem envio de dados para a nuvem.
O Firefox 148 tem lançamento previsto para 24 de fevereiro.
Mozilla quer IA no Firefox, mas enfrenta oposição de usuários
A organização sempre repete que todos esses recursos serão opcionais, mas isso não tem sido suficiente para livrá-la de críticas dos usuários. Eles não querem que o Firefox siga os passos de novos e velhos concorrentes, que apostam em agentes para executar tarefas na web a pedido do usuário.
“Ouvimos muitas pessoas dizerem que não querem nada com IA. Também ouvimos outras pessoas que querem ferramentas de IA que sejam realmente úteis”, explica a organização em um comunicado sobre os controles de IA.
Mark Surman, presidente da Mozilla (imagem: Gregor Fischer/re:publica)Resumo
O presidente da Mozilla, Mark Surman, propõe uma “aliança rebelde” para promover uma IA aberta e independente das big techs.
A Fundação Mozilla usará reservas de US$ 1,4 bilhão para apoiar startups e desenvolvedores de projetos de código aberto.
Mozilla Ventures, criado em 2022, já investiu em mais de 55 empresas e planeja novos aportes até 2026.
O presidente da Fundação Mozilla, que controla o navegador Firefox, está traçando o que chama de uma “aliança rebelde” contra as big techs. A ideia de Mark Surman é articular uma rede de startups e desenvolvedores para promover uma IA mais aberta, “confiável” e independente de empresas como OpenAI e Anthropic.
À CNBC, o executivo contou que a empresa pretende usar reservas de cerca de US$ 1,4 bilhão (aproximadamente R$ 7,2 bilhões, em conversão direta) para apoiar organizações e projetos que priorizem segurança, governança e código aberto.
Logotipo oficial da Mozilla desde 2024 (imagem: reprodução/Mozilla)
A organização também destacou o papel do Mozilla Ventures, fundo criado em 2022, e afirmou que já investiu em dezenas de empresas (mais de 55, no total), com novos aportes planejados para 2026.
“Para muitas pessoas, a ideia de que a IA de código aberto pode vencer, ou que essa aliança rebelde pode realmente tomar uma fatia do mercado, é difícil de acreditar”, admitiu Surman. “Mas há uma série de tendências em andamento.”
Busca por equilíbrio no mercado
O investimento da empresa parte da análise de que startups que tentam entrar no setor de IA sem o apoio de big techs como Microsoft ou Google são intimidadas. Ali Asaria, fundador do Transformer Lab (um dos braços da Mozilla na iniciativa open-source), relatou que investidores repetiam que seria “tecnicamente impossível” competir.
“Quando você entra no espaço de IA como uma nova startup, é assustador, porque essas poucas empresas controlam muito mais do que apenas a propriedade intelectual”, disse Asaria. “Elas controlam o financiamento e o acesso à infraestrutura.”
Mesmo entre as grandes empresas a favor do código aberto, os executivos avaliam que a lógica da concentração de poder e recursos se repete. Para Surman, as contribuições das big techs nesses projetos são relevantes, mas não eliminam o risco de concentração.
O executivo afirma que, mesmo quando colaboram com comunidades de código aberto, essas empresas podem engolir concorrentes menores caso não haja cautela por parte do ecossistema. Segundo ele, há uma tensão constante entre colaboração aberta e a busca por domínio em infraestrutura, modelos e plataformas de IA.
Mozilla aposta em união
Empresa trouxe IA para o Firefox, seu principal produto (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
A Mozilla reconhece que não se compara em recursos com grandes nomes da IA, como OpenAI e Anthropic, que levantaram US$ 60 bilhões e US$ 30 bilhões, respectivamente, segundo dados citados pela CNBC. Ainda assim, Surman defende que múltiplas empresas menores, juntas, podem formar um ecossistema mais plural.
A aposta é de longo prazo: a meta é que, até 2028, a Mozilla esteja financiando um ecossistema open-source robusto o suficiente para ser popular entre desenvolvedores. Tudo isso para provar que existe viabilidade econômica fora dos muros das big techs.
Internamente, a empresa tenta convencer os próprios usuários quanto ao uso de IA. A integração de recursos inteligentes no Firefox, navegador carro-chefe da empresa, por exemplo, não agradou todos os usuários.
Just the Browser remove IA, telemetria e mais do Chrome, Edge e Firefox (foto: Denny Müller/Unsplash)Resumo
O Just the Browser remove funções de IA, coleta de dados e conteúdos patrocinados do Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.
O script edita configurações de política de grupo e preferências do sistema para desativar recursos indesejados sem modificar arquivos originais.
Compatível com Windows, Linux e macOS, o script requer privilégios de administrador e é reversível; não há versão para dispositivos móveis.
Um desenvolvedor de software lançou recentemente o Just the Browser, uma interessante ferramenta de código aberto que remove recursos de inteligência artificial, coleta de dados e conteúdos patrocinados dos principais navegadores. Ela funciona em Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox.
A novidade foi disponibilizada publicamente por meio do GitHub e de um site dedicado, oferecendo scripts que automatizam o processo de “limpeza”. Segundo seu criador, Corbin Davenport, o objetivo é combater o que ele classifica como “assédio da IA” e o excesso de ferramentas comerciais que desviam o propósito original dos produtos.
Como a ferramenta funciona?
Diferentemente de extensões para bloqueio de anúncios (ad block), o script atua em um nível mais profundo. Ele edita as configurações de política de grupo (Group Policy) e preferências do sistema – mecanismos utilizados por administradores de TI em ambientes corporativos – para restringir o acesso a recursos, visando segurança e produtividade.
Ao aproveitar essas “configurações ocultas”, a ferramenta instrui o navegador a se comportar como se estivesse em um ambiente gerenciado. Isso permite desativar funcionalidades que muitas vezes não possuem botões de “desligar” nas configurações padrões, sem modificar arquivos executáveis originais ou depender de aplicativos de terceiros. É justamente o caso dos recursos relacionados a IA, que são embutidos nos navegadores a forceps.
Quais recursos são removidos?
Os principais alvos do script são:
Remoção de assistentes como o Gemini no Chrome e integrações de barra lateral no Edge
Bloqueio de artigos sensacionalistas no “feed” de nova guia (comum no Microsoft Edge)
Desativação de pop-ups de cupons de desconto e comparadores de preços nativos
Bloqueio de relatórios de dados enviados aos desenvolvedores sobre hábitos de uso
“O Chrome oferece cupons de desconto durante as compras. O Microsoft Edge enche a página Nova guia com artigos sensacionalistas. A era da IA generativa piorou ainda mais a situação“, explicou Corbin. “O objetivo é fornecer ‘apenas o navegador’ e nada mais.”
Como usar o script?
Script do Just the Browser rodando no Windows 11 (imagem: reprodução)
Atualmente, o Just the Browser é compatível com Windows, Linux e macOS. O processo é reversível, mas exige atenção e privilégios de administrador no sistema. Ele inclui os seguintes passos:
Acesse o guia oficial: o site do projeto exibe comandos específicos para Windows, macOS e Linux
Execute o comando: copie o script fornecido na página, cole no terminal (ou PowerShell no Windows) e execute. Em alguns casos, pode ser necessário baixar um arquivo .reg ou script .bat
Reinicie o navegador: as alterações só entram em vigor após fechar e reabrir o programa
Verifique a instalação: vá até as configurações do navegador. Se vir a mensagem “Gerenciado pela sua organização”, o procedimento funcionou e as regras de bloqueio estão ativas
Além disso, como o script altera políticas do sistema, ele pode desativar recursos como sincronização de histórico ou sugestões de pesquisa. É recomendável ler a lista de alterações com atenção antes de aplicar.
Ainda não há versão do script para celulares e tablets.
Novas extensões maliciosas foram descobertas (imagem: reprodução)Resumo
Pesquisadores da LayerX identificaram 17 novas extensões maliciosas nos navegadores Chrome, Firefox e Edge.
Elas coletavam dados e instalavam backdoors sem que o usuário percebesse, e ultrapassaram 840 mil downloads.
As extensões desviavam links de afiliados e inseriam rastreamento do Google Analytics.
Um novo conjunto de extensões para espionagem digital foi encontrado. Pesquisadores de cibersegurança da LayerX identificaram ao menos 17 delas disponíveis no Google Chrome, Mozilla Firefox e Microsoft Edge. Essas extensões coletavam a atividade de navegação dos usuários e instalavam backdoors para manter acesso persistente aos dispositivos.
Desta vez, o impacto do caso chama atenção não apenas pela sofisticação técnica, mas também pela escala. Somadas, as extensões analisadas ultrapassaram 840 mil downloads, muitas delas distribuídas por meio de repositórios oficiais dos navegadores.
Campanha antiga, método aprimorado
De acordo com a LayerX, o episódio não representa uma ação isolada. Trata-se da continuidade da campanha conhecida como GhostPoster, também revelada no mês passado, dessa vez pela Koi Security. Na ocasião, outro grupo de 17 extensões foi identificado com cerca de 50 mil downloads acumulados, utilizando técnicas semelhantes de vigilância e acesso remoto.
Entre as extensões agora descobertas estão ferramentas que simulam serviços populares, como tradutores, bloqueadores de anúncios, capturadores de tela, downloads de vídeos e utilitários para redes sociais e comércio eletrônico. Algumas delas foram publicadas originalmente em 2020, o que indica que usuários podem ter sido expostos ao código malicioso por anos sem perceber.
O levantamento aponta que a loja do Microsoft Edge foi o ponto inicial de publicação da maioria dessas extensões, que depois se espalharam para o Chrome e o Firefox. Essa migração entre plataformas ampliou o alcance da campanha e dificultou a identificação.
Ferramentas maliciosas espionavam usuários (imagem ilustrativa: Darwin Laganzon/Pixabay)
Translate Selected Text with GoogleAds Block Ultimate
Floating Player – PiP Mode
Convert Everything
YouTube Download
One Key Translate
AdBlocker
Save Image to Pinterest on Right Click
Instagram Downloader
RSS Feed
Cool Cursor
Full Page Screenshot
Amazon Price History
Color Enhancer
Translate Selected Text with Right Click
Page Screenshot Clipper
Como essas extensões funcionavam?
Um dos aspectos mais incomuns do ataque foi a forma de ocultar o código malicioso. Em alguns casos, scripts em JavaScript estavam escondidos dentro do próprio arquivo de imagem usado como logotipo da extensão, no formato PNG. Esse código continha instruções para baixar a carga principal de um servidor remoto.
Para reduzir as chances de detecção, os desenvolvedores configuraram o download do código principal para ocorrer apenas em cerca de 10% das execuções. Uma vez ativo, o malware era capaz de desviar links de afiliados em grandes sites de e-commerce, gerando prejuízo direto a criadores de conteúdo.
Além disso, as extensões inseriam rastreamento do Google Analytics em todas as páginas visitadas, removiam cabeçalhos de segurança das respostas HTTP e conseguiam contornar sistemas de CAPTCHA por diferentes métodos. Outro recurso incluía a injeção de iframes invisíveis, usados principalmente para fraudes de anúncios e cliques, que se autodestruíam após alguns segundos.
Mozilla Firefox quer retomar protagonismo (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
O novo CEO da Mozilla, Anthony Enzor-DeMeo, anunciou investimentos em IA para tornar o Firefox mais competitivo.
A Mozilla busca diversificar suas fontes de receita além dos acordos de busca.
Enzor-DeMeo enfatiza que a IA no Firefox será uma escolha do usuário, com foco em clareza, compreensão e privacidade dos dados.
O Firefox vai evoluir e se tornar um “navegador moderno com IA”, mas as ferramentas serão opcionais. Quem diz isso é Anthony Enzor-DeMeo, novo CEO da Mozilla Corporation, empresa responsável pelo desenvolvimento do browser.
Em seu texto de apresentação, publicado no blog da companhia, o executivo afirma que a Mozilla precisa cumprir sua missão, mas também ter sucesso no mercado. Por isso, a empresa vai investir em IA, seguindo suas diretrizes, e diversificar as fontes de receita para além dos acordos de busca.
“Nós vamos nos mover com urgência. A inteligência artificial está mudando o software. Os navegadores estão se tornando um ponto de controle para a vida digital. A regulamentação está mudando padrões. Essas mudanças têm muito em comum com os pontos fortes da Mozilla”, escreveu Enzor-DeMeo.
Firefox com IA, mas usuário decide se quer usar
O anúncio não pegou bem entre parte dos usuários do Firefox. No Reddit, um usuário lamenta que o navegador não vai melhorar do jeito que a comunidade deseja. Outro lembra que seu motivo para usar o browser é justamente não ter tantos recursos de IA quanto a concorrência.
Nos últimos anos, Google Chrome, Microsoft Edge e Opera implementaram diferentes ferramentas do tipo, e empresas como Perplexity e OpenAI lançaram seus próprios browsers, com a IA no centro. O Vivaldi é uma das exceções.
Firefox prepara janela independente e opcional com IA (imagem: divulgação)
Enquanto isso, outros usuários demonstraram confiança no navegador e na empresa. Em todos os recentes anúncios sobre IA, a Mozilla destacou que as ferramentas do tipo são opcionais no Firefox.
Em seu comunicado, Enzor-DeMeo reafirma essa postura: ele explica que a IA sempre deverá ser uma escolha, podendo ser desligada facilmente pelo usuário. Ele também defende que essa tecnologia deve ser clara e compreensível, bem como o uso de dados e a privacidade.
AI Window ainda não tem data para chegar (imagem: divulgação)Resumo
O Firefox terá um assistente de IA que será opcional e rodará em uma janela separada do navegador.
A Mozilla promete que a AI Window será desenvolvida de forma aberta, com participação da comunidade, mantendo o controle do usuário.
O Firefox já possui ferramentas de IA, como resumo de páginas no iPhone e assistentes na barra lateral do desktop.
O Firefox terá um novo modo para navegação, com assistente de inteligência artificial integrado, chamado AI Window. Como o nome indica, ele rodará em uma janela separada do browser, sendo totalmente opcional.
A desenvolvedora não mostrou o recurso na prática. Ela descreve a AI Window como um “espaço novo, inteligente e controlado pelo usuário” que permitirá “conversar com um assistente de IA e obter ajuda enquanto navega”.
“Enquanto outras empresas estão construindo experiências de IA que mantêm você preso em uma conversa, nós vislumbramos um caminho diferente, em que a IA serve como uma companheira confiável”, diz o anúncio feito pela Mozilla nesta quinta-feira (13/11).
A Mozilla promete que a AI Window será construída de modo aberto, em discussão com a comunidade de usuários — o Firefox, vale lembrar, é um projeto open source. “No Firefox, você nunca estará preso a um ecossistema ou terá uma IA obrigatória. Você decide quando, como ou se vai usar”, afirma a desenvolvedora.
A AI Window ainda não tem data para chegar — por enquanto, tudo o que a organização disponibilizou foi um formulário para que interessados se cadastrem e recebam novidades, incluindo a chance de testar a ferramenta quando ela estiver em estágio mais avançado.
Mozilla tenta achar meio-termo para IA
Ao longo dos últimos meses, o Firefox tem recebido algumas ferramentas baseadas em inteligência artificial.
A versão para iPhone, por exemplo, resume o conteúdo da página aberta ao chacoalhar o celular (mas só em inglês, por enquanto). Enquanto isso, no desktop, é possível acessar alguns assistentes utilizando a barra lateral (como Claude, ChatGPT, Copilot e Gemini), mas sem que eles vejam o que está no navegador.
A organização parece querer se posicionar de forma equilibrada em relação à IA, entre os navegadores que querem fazer tudo com agentes (Atlas, Opera Neon, Dia, Comet) e os que querem distância dos robôs (Vivaldi).
ChatGPT Atlas ajudando a redigir um e-mail (imagem: reprodução/OpenAI)
“Nosso foco é fazer o melhor navegador, o que inclui reconhecer que cada um tem suas necessidades. Para alguns, a IA é parte do dia a dia. Para outros, é útil apenas ocasionalmente. E muitos estão somente curiosos sobre o que ela pode oferecer, mas não sabem por onde começar”, escreve a Mozilla. “Qualquer que seja sua escolha, com o Firefox, você está no controle.”
Apesar do discurso de cautela, a organização não rejeita a IA totalmente. “Acreditamos que ficar parado enquanto a tecnologia progride não é benéfico para a web ou para a humanidade. É por isso que assumimos a responsabilidade de moldar como a IA se integra à web”, pondera.
Firefox 145 chegou com fim do suporte a sistemas Linux de 32 bits (imagem: divulgação)Resumo
Mozilla lançou o Firefox 145, que abandona o suporte a Linux de 32 bits.
A recomendação é migrar para 64 bits ou usar a versão ESR 140, que tem suporte até 2026.
As novidades da nova versão incluem melhorias de privacidade e atualização do leitor de PDF para adicionar notas.
A era dos sistemas Linux de 32 bits chegou oficialmente ao fim para o Firefox. A Mozilla lançou a nova versão 145 do navegador, que abandona a compatibilidade com máquinas mais antigas. Com a mudança, o Firefox 144 se torna a última versão que rodará nesses sistemas.
Para quem ainda utiliza Linux 32 bits, a Mozilla recomenda a migração para um sistema operacional de 64 bits. Caso não seja possível, a única alternativa para se manter seguro será usar a versão com suporte estendido (Firefox ESR) 140, que continuará recebendo atualizações de segurança até setembro de 2026.
Com o encerramento do suporte à arquitetura, o Firefox se junta a outros dos principais navegadores concorrentes. O Google Chrome, por exemplo, abandonou o Linux 32 bits há anos. Da mesma forma, Opera, Microsoft Edge e Brave também já não oferecem mais versões modernas para a arquitetura.
O que mais o Firefox 145 trouxe?
Além do fim do 32 bits no Linux, a nova versão traz pequenas mudanças no design — como abas ligeiramente mais arredondadas — e melhorias de privacidade. Entre elas, o Firefox 145 promete reduzir a “impressão digital” (fingerprinting) do usuário em quase 50% ao usar a Navegação Privativa ou a “Proteção Aprimorada contra Rastreamento” no modo Rigoroso.
O leitor de PDF integrado também recebeu uma atualização para melhorar a funcionalidade, permitindo agora que o usuário adicione notas e comentários diretamente nos arquivos abertos pelo navegador.
Leitor de PDF ganhou novas funcionalidades (imagem: reprodução/Mozilla)
Outras pequenas melhorias incluem:
Pré-visualização de abas ao passar o mouse sobre um grupo
Gestão de senhas salvas diretamente na barra lateral
Função “Copiar link para o destaque” (cria uma URL para um texto específico)
Compressão dos modelos de tradução local (com Zstandard), reduzindo o tamanho do download e o espaço de armazenamento usado pelo recurso.
Para usuários do Windows — incluindo o Windows 10, que segue recebendo atualizações completas — a Mozilla também testa um novo atalho na área de trabalho.
A ideia é ajudar quem sincroniza o desktop pelo OneDrive em um computador novo: se o Firefox não estiver instalado, o atalho perguntará se o usuário deseja baixá-lo, em vez de simplesmente exibir um erro.
Saiba como funciona os navegadores de internet no celular e computador (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Um navegador web, ou browser, é o software que permite acessar, interagir e visualizar conteúdos da World Wide Web, como textos, imagens e vídeos. Ele serve como um mediador entre o usuário e os servidores que hospedam as informações online, traduzindo os códigos complexos.
Sua principal função é converter o código-fonte dos websites, como HTML, CSS e JavaScript, em uma interface gráfica e interativa para o usuário navegar. Sem o navegador de internet, a experiência online seria limitada à visualização de linhas de códigos indecifráveis.
Na prática, ao digitar um endereço (URL), o browser envia um pedido ao servidor que armazena o site e recebe os arquivos em resposta. O software processa esses dados e os exibe na tela em frações de segundos, garantindo uma navegação visualmente fluida.
A seguir, entenda a fundo o que é um navegador web, como funciona e os principais softwares para acessar a internet.
Um navegador web é um software que permite aos usuários acessar, interagir e visualizar o conteúdo da World Wide Web. Seu papel é requisitar dados de servidores, como HTML, imagens e vídeos, e interpretá-los, transformando códigos complexos na interface visual e interativa que aparece na tela do usuário.
Qual é a função de um navegador web?
A função do browser é solicitar e interpretar o código-fonte de páginas da World Wide Web, como HTML, CSS e JavaScript, transformando-o em uma interface visual com textos, imagens e mídia interativa. Essencialmente, ele atua como um intermediário entre o usuário e os servidores web.
Essa ferramenta permite aos usuários navegar entre diferentes sites, localizar informações específicas e interagir com aplicativos baseados na web. Além disso, o navegador de internet gerencia o histórico de navegação, informações de sessão e oferece recursos de segurança e personalização da navegação.
Os navegadores atuam transformando códigos em uma interface visual e interativa para os usuários (imagem: Denny Müller/Unsplash)
Como funciona um navegador web?
O navegador de internet é um tipo de software que inicia o processo quando o usuário insere o endereço do site (URL) ou clica em um link. Primeiro, ele realiza a resolução DNS (Domain Name System) para traduzir o nome do domínio para o endereço IP do servidor web correto.
Em seguida, o browser envia um pedido HTTP ou HTTPS ao servidor, solicitando os arquivos da página desejada. Então, o servidor processa o pedido e responde enviando de volta os dados brutos necessários, tipicamente em códigos como HTML, CSS e JavaScript.
O motor de renderização do navegador interpreta esses códigos, usando o HTML para estruturar o conteúdo. Imediatamente, ele aplica as folhas de estilo CSS para definir a formatação visual, como cores e layout da página.
Por fim, o motor do browser executa o código JavaScript para adicionar funcionalidades interativas e dinâmicas à página. Este processo resulta na rápida montagem e exibição de conteúdo web completo e navegável na interface do usuário.
Passo a passo do funcionamento de um navegador (imagem: Reprodução/Saperis)
Quais são os principais navegadores de internet?
Estes são os principais navegadores de internet e suas principais características:
Google Chrome: bastante popular, é reconhecido pela velocidade, segurança, facilidade de uso e a ampla biblioteca de extensões, sendo a escolha frequente de desenvolvedores e usuários do ecossistema Google;
Mozilla Firefox: software de código aberto com grande foco em privacidade e personalização. Oferece recursos avançados, como proteções aprimoradas contra rastreamento e ferramentas para codificação e depuração;
Microsoft Edge: navegador padrão do Windows, construído com base no motor Chromium. Apresenta alta compatibilidade e recursos avançados, como guias verticais, modo de leitura integrado e uma coleção crescente de extensões;
Apple Safari: browser da Apple, estritamente otimizado para os sistemas macOS e iOS. É conhecido pela eficiência energética, alto desempenho e profunda integração com o ecossistema Apple, incluindo o recurso de Continuidade entre dispositivos;
Opera: opção rica em funcionalidades únicas, como VPN gratuita e bloqueador de anúncios integrados. Oferece uma experiência de navegação rápida, personalizável e com foco em maior privacidade e desempenho;
Brave: software de código aberto centrado em privacidade, que bloqueia anúncios e rastreadores por padrão. Traz uma experiência de navegação rápida, recompensando os usuários com o próprio token (BAT) em um modelo de anúncios opcionais;
Tor: browser de código aberto baseado no Firefox, usa a rede Tor para anonimizar a navegação, criptografando dados em várias camadas. Essencial para quem busca anonimato extremo ou para acessar sites que exigem ampla privacidade.
Firefox, Chrome, Opera e Edge são bastante populares no smartphone e no PC (imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Qual navegador web consome menos memória RAM?
O Microsoft Edge é frequentemente apontado como um dos navegadores mais eficientes em consumo de RAM, especialmente no Windows. Seu diferencial está nas tecnologias como as “Guias Suspensas”, que descarregam automaticamente abas inativas para liberar recursos do sistema.
Por outro lado, o Mozilla Firefox também se destaca ao registrar um consumo total de RAM mais baixo em testes com maior número de abas abertas. A escolha final, portanto, depende se a prioridade é a otimização em plataformas Windows (Edge) ou uma gestão de memória geralmente menor (Firefox).
Existe algum navegador web que faz o bloqueio de anúncios?
Há diversos navegadores de internet com recursos de bloqueio de anúncios nativo, proporcionando uma navegação mais rápida e privada sem a necessidade de extensões. O Brave e o Opera são exemplos de browsers que integram bloqueadores de anúncios e rastreadores por padrão ou como recurso facilmente ativável.
Já navegadores como Google Chrome e Microsoft Edge possuem um bloqueio mais limitado, focado em anúncios intrusivos que não seguem os padrões do Coalition for Better Ads. Para um bloqueio total nesses browsers, geralmente é preciso instalar extensões especializadas como uBlock Origin ou AdBlock.
Microsoft Edge costuma ser o navegador mais eficiente em relação ao consumo de RAM, mas não oferece recurso amplo para bloqueio de anúncios (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Qual é a diferença entre navegador web e browser?
Navegador web é um aplicativo criado especificamente para acessar, buscar e interpretar conteúdo disponível na World Wide Web. Sua principal função é se comunicar com servidores web para exibir páginas, imagens, vídeos e outros elementos da internet na tela do usuário.
Browser é um termo mais amplo que se refere a qualquer aplicativo ou programa capaz de visualizar e percorrer informações. Embora inclua o navegador web, ele pode se referir a softwares que permitem a navegação em arquivos locais do computador ou bibliotecas de mídia sem necessariamente envolver a internet.
Qual é a diferença entre navegador web e mecanismo de busca?
Navegador web é um aplicativo de software instalado em um dispositivo, que age como a porta de entrada para a World Wide Web ao exibir visualmente as páginas da web. Ele permite que os usuários insiram diretamente um endereço (URL) para visitar um site específico ou mostrar resultados de busca.
Mecanismo de busca é um serviço ou site online que rastreia, organiza e indexa o vasto conteúdo da World Wide Web. Ele permite aos usuários encontrar informações relevantes na internet a partir de palavras-chave ou frases de pesquisa, retornando uma lista de links.
Mozilla promete manter Firefox atualizado no Windows 10 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Mozilla confirma que Firefox continuará com suporte completo no Windows 10;
Organização reforça que ainda não há data para encerrar o suporte do navegador no sistema operacional;
Apesar disso, Mozilla recomenda migração para o Windows 11 nos PCs compatíveis.
A Microsoft encerrou o suporte ao Windows 10 nesta semana. Mas ainda há milhões de computadores rodando esse sistema operacional, no mundo todo. É por isso que a Mozilla tratou de avisar: o Firefox continuará sendo atualizado no Windows 10, e por um longo tempo.
Não chega a surpreender. Até hoje o Firefox é compatível com os Windows 7 e 8, por exemplo, embora as atualizações do navegador para esses sistemas sejam focadas apenas em segurança.
No Windows 10, o Firefox continuará recebendo atualizações completas, isto é, que envolvem não só o aspecto da segurança, como também otimizações de desempenho e novos recursos.
Na prática, a Mozilla continuará fornecendo para o Windows 10 as mesmas versões do Firefox que são direcionadas ao Windows 11. Não podia ser diferente: a própria organização reconhece que, hoje, o Windows 10 é o sistema operacional que mais concentra usuários do navegador.
Quando o suporte ao Firefox no Windows 10 será encerrado? A Mozilla informa que ainda não há uma data certa para isso:
O Firefox no canal Release [versão padrão] continuará oferecendo suporte aos usuários do Windows 10, mesmo após a Microsoft encerrar as atualizações para o sistema operacional. A Mozilla não anunciou nenhuma data para o fim do suporte ao Windows 10, mas se houver uma, levará vários anos para isso.
Mozilla Firefox no Windows 10 (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Mozilla incentiva migração para o Windows 11
Na mesma página de ajuda em que comunica a manutenção do Firefox no Windows 10, a Mozilla recomenda a migração para o Windows 11, caso o seu computador seja compatível com essa versão.
A razão disso é que, com o fim do suporte pela Microsoft, o Windows 10 deixará de receber atualizações, e isso poderá tornar o sistema operacional vulnerável a problemas de segurança com o passar do tempo.
Para quem mantiver a versão antiga, a Mozilla recomenda a ativação do suporte estendido do Windows 10, que fornecerá atualizações de segurança para o sistema operacional durante um ano. Para organizações, o suporte estendido pode chegar a três anos.
Perfis podem ter até temas diferentes (imagem: divulgação)Resumo
O Firefox introduziu perfis independentes para separar histórico, favoritos e configurações, mas eles ainda não estão disponíveis em Android e iOS.
Cada perfil pode ter suas próprias extensões, temas, senhas e logins, permitindo separar navegação pessoal de trabalho ou estudos.
A sincronização entre dispositivos é limitada a um perfil por conta Firefox Sync, exigindo uma segunda conta para sincronizar múltiplos perfis.
O Firefox ganhará uma nova ferramenta de perfis, capaz de separar extensões, temas, senhas, logins ativos, configurações e histórico. Assim, dá para dividir a navegação pessoal das ferramentas de trabalho ou estudos, por exemplo. O recurso começará a ser liberado no dia 14 de outubro.
Google Chrome, Microsoft Edge e Apple Safari são alguns concorrentes que já contavam com ferramentas do tipo. Na prática, é como se você tivesse dois (ou mais) navegadores diferentes de um só.
A Mozilla anunciou a chegada do novo gerenciador de perfis pela primeira vez em maio de 2025, inicialmente para um número limitado de usuários. De acordo com dados do StatCounter referentes a setembro de 2025, o Firefox tem 1,39% do mercado de browsers para desktop no Brasil e 4,45% no mundo todo.
Como funcionam os perfis?
Eu uso o Firefox e tenho dois perfis. No perfil de trabalho, deixo as abas verticais ativadas, coloco os sites que acesso com mais frequência na barra de favoritos e conto com extensões mais úteis para meu trabalho, como um corretor ortográfico e o gerenciador de senhas da empresa.
Já no perfil pessoal, o navegador está praticamente com as configurações de fábrica, com abas no topo, sem barra de favoritos e com menos extensões.
Outra vantagem é não precisar ficar trocando de conta logada, até porque nem todo site permite isso. O Gmail, por exemplo, dá a opção de deixar vários logins conectados, mas o ChatGPT não tem essa opção. Com perfis separados, eu não preciso me preocupar com isso.
Abas contêiner não mudam, mas sincronização fica mais complexa
O Firefox já contava com um recurso chamado abas contêiner. Essa ferramenta permite manter algumas informações separadas, como cookies e logins. Ela não muda: cada perfil terá seus próprios contêineres, sem que eles se misturem.
A sincronização entre dispositivos, por outro lado, vai ficar um pouco diferente. Não será possível sincronizar mais de um perfil em um mesmo dispositivo usando a mesma conta Firefox Sync. Se você já tiver um perfil conectado, a recomendação é criar uma segunda conta, caso queira compartilhar aquelas informações com outros aparelhos.
Além disso, os perfis não estão disponíveis para Android e iOS. Portanto, mesmo que você use dois perfis diferentes no desktop, só poderá sincronizar um deles com o celular ou o tablet.