Visualização de leitura

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

Ilustração apresenta o logotipo do Microsoft Outlook. Na parte superior direita, o logo do "Tecnoblog" é visível.
Versão clássica do cliente de email vem tendo problemas em 2026 (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • O Outlook clássico tem um bug onde o cursor do mouse desaparece, mas ainda é possível interagir com o programa.
  • A Microsoft sugere soluções temporárias, como selecionar emails ou usar o PowerPoint para tentar fazer o cursor reaparecer.
  • A Microsoft enfrenta outros problemas, incluindo bugs no Windows 11 e serviços de armazenamento em nuvem.

O Outlook clássico está com um problema: para alguns usuários, o cursor do mouse desaparece ao entrar na interface do cliente de email. Mesmo assim, ainda é possível interagir com o programa.

Esse é mais um bug a assombrar a Microsoft em 2026. Durante o mês de janeiro, o Outlook começou a travar e não abrir novamente, obrigando o usuário a matar o processo ou reiniciar o computador. A falha estava em outro lugar — na sincronização com o OneDrive, mais especificamente.

O que acontece com o Outlook?

Em uma página de suporte atualizada em 19 de fevereiro, a Microsoft descreve o problema.

Ao usar o Outlook clássico, o ponteiro ou cursor do mouse pode desaparecer ao movê-lo sobre a interface. Embora o ponteiro não esteja visível, a cor do email na lista de mensagens muda conforme você passa o cursor sobre ele. Esse problema também foi relatado, embora em menor grau, no OneNote e em outros aplicativos do Microsoft 365.

A empresa diz que a equipe responsável pelo programa está investigando a questão e que o tópico será atualizado quando houver mais informações.

Como resolver o bug do Outlook?

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos
Por algum motivo, o PowerPoint ajuda a solucionar o problema (imagem: divulgação)

Enquanto uma correção oficial não chega, a Microsoft sugere três jeitinhos para conseguir navegar pelos emails — e o item 2 da lista é uma gambiarra bastante esquisita.

  1. Selecionar um email quando a cor da mensagem na lista mudar. O cursor pode reaparecer.
  2. Abrir o PowerPoint, clicar em uma janela editável, clicar de volta no Outlook. O cursor pode reaparecer.
  3. Reiniciar o computador.

Microsoft está tendo problemas

Além dos dois bugs já citados envolvendo o Outlook, a Microsoft atravessa uma má fase que também afeta outros produtos.

Com informações do Neowin

Outlook tem novo bug e Microsoft sugere gambiarra para consertar

(ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

PowerPoint com Copilot gera apresentações a partir de pedidos do usuário ou documentos (Imagem: Divulgação/Microsoft)
  •  

CEO do Cursor alerta: vibe coding pode fazer seu app “desmoronar”

Ilustração de código de emulador
Vibe coding é programar com ajuda de IA, sem escrever código (foto: Markus Spiske/Pexels)

Michael Truell, CEO e cofundador do Cursor, fez uma advertência sobre o vibe coding. Ele afirmou que a prática de programar sem lidar com o código, apenas escrevendo prompts para a inteligência artificial, pode resultar em “bases frágeis”, que farão aplicativos e outras criações “desmoronar”.

“Se você fechar os olhos e não acompanhar para o código, usando as IAs para construir coisas com bases frágeis, à medida que você coloca outro andar, e outro, e outro, e outro, as coisas meio que começam a desmoronar”, avaliou Truell, durante uma conferência de IA promovida pela revista Fortune.

O Cursor é uma ferramenta que usa IA para auxiliar programadores. Ela pode criar ou atualizar códigos a partir de instruções em linguagem natural. Além disso, há recursos para autocompletar, fazer buscas e reescrever trechos com o auxílio da tecnologia.

Vibe coding serve para protótipos, diz executivo

Ferramentas de IA como ChatGPT e Gemini passaram a ser usadas para gerar códigos do zero, ajudando quem não tem tanta experiência em programação a colocar em prática suas ideias. Essa técnica ficou conhecida como vibe coding.

Truell concorda que escrever as primeiras linhas de código de um produto se tornará, em breve, coisa do passado. Mesmo assim, ele não recomenda tirar os olhos da programação.

Para o CEO do Cursor, o vibe coding é perfeito para usuários que querem criar, em pouco tempo, um protótipo de jogo ou site. No entanto, as coisas podem dar errado à medida que o projeto se torna mais complexo.

Pode parecer contraditório, mas, como observa a Fortune, essa também é uma forma de promover o Cursor, já que a ferramenta conta com recursos mais avançados do que chatbots de uso geral.

Outros executivos tratam assunto com cautela

A empolgação em torno do vibe coding já foi maior. Garry Tan, CEO da aceleradora de startups Y Combinator, chegou a dizer que a IA faria dez programadores valerem por cem.

Nos últimos meses, porém, alguns nomes célebres do Vale do Silício mostraram mais equilíbrio ao tratar do tema. Andrej Karpathy, cofundador da OpenAI, disse que o método é limitado e pode resultar em vulnerabilidades de segurança.

Também existe, entre os profissionais do setor, uma percepção de que a IA não dá conta de lidar com projetos complexos. Por isso, o CEO do GitHub aconselha: ainda vale a pena aprender a programar.

Com informações da Fortune

CEO do Cursor alerta: vibe coding pode fazer seu app “desmoronar”

💾

Cofundador de ferramenta de IA para automatizar programação diz que criar produtos sem acompanhar o código é muito arriscado

(Imagem: Markus Spiske/Pexels)
  •