❌

Visualização de leitura

Super El Niño pode provocar 451 mil mortes por calor até 2027; Brasil está entre os mais afetados

Um episódio de Super El Niño pode provocar até 451 mil mortes adicionais relacionadas ao calor extremo no mundo nos próximos meses, segundo projeção do Climate Impact Lab, ligado à Universidade de Chicago (EUA). O Brasil aparece entre os países que devem registrar o maior número de mortes, com uma estimativa de 13,3 mil óbitos adicionais entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027.

O estudo estima que as temperaturas médias globais sobre áreas terrestres podem ficar cerca de 1,2 °C acima do normal nos próximos meses. A quantidade de dias de calor extremo também pode aumentar 44% em comparação com o que seria esperado em um ano normal.

A projeção foi elaborada a partir da relação entre temperatura e mortalidade observada em diferentes regiões do mundo. Os pesquisadores consideraram fatores, como clima local, vulnerabilidade das populações e capacidade de adaptação.

O fenômeno El Niño começou em junho de 2026 e deve continuar pelo menos até o início de 2027. No Brasil, as projeções indicam que a maior parte das mortes adicionais deve ocorrer entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.

Brasil está entre os países mais afetados

  • O Brasil ocupa a quinta posição entre os países com maior número estimado de mortes adicionais relacionadas ao calor no período analisado;
  • A projeção é de 13,3 mil mortes acima do esperado. O número fica atrás das estimativas para Nigéria, Indonésia, Sudão e Índia;
  • Na Nigéria, são projetadas 31,4 mil mortes adicionais. A Indonésia aparece com 19,3 mil, enquanto o Sudão tem estimativa de 17,5 mil e a Índia, de 15,8 mil;
  • No caso brasileiro, cerca de oito mil mortes adicionais são projetadas somente entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027;
  • A estimativa não representa o número total de pessoas que morrerão durante o período. Ela corresponde às mortes adicionais relacionadas ao calor que seriam registradas em comparação com um ano considerado normal, usando como referência os períodos entre 1996 e 2025.

Sul Global concentra os maiores impactos do El Niño

Os efeitos projetados são especialmente concentrados em países do chamado Sul Global, onde temperaturas elevadas se combinam com maior vulnerabilidade e menor capacidade de adaptação.

Na região do Sahel, na África, o relatório estima 66,8 mil mortes adicionais relacionadas ao calor. Quase metade desse total estaria concentrada na Nigéria.

O Sudeste Asiático também aparece entre as regiões mais afetadas. Filipinas, Vietnã, Tailândia e Camboja podem registrar, juntos, cerca de 19,4 mil mortes adicionais.

A Indonésia, isoladamente, tem uma projeção de 19,3 mil mortes, enquanto a Índia aparece com 15,8 mil.

Segundo o Climate Impact Lab, o momento de maior impacto varia entre os países. No Brasil e na Índia, por exemplo, uma parcela significativa das mortes projetadas está concentrada entre dezembro e fevereiro.

Um “cartão-postal do futuro”

Os pesquisadores descrevem o atual El Niño como uma espécie de “cartão-postal do futuro”. A expressão faz referência à possibilidade de que temperaturas consideradas anormais atualmente se tornem comuns nas próximas décadas em razão das mudanças climáticas.

O relatório estima que as condições de calor observadas durante o fenômeno sejam semelhantes às temperaturas que modelos climáticos projetam para cerca de 20 anos à frente.

A ideia é que o El Niño esteja expondo populações a condições de calor que podem se tornar mais frequentes no futuro, antes que muitas regiões tenham conseguido se adaptar completamente.

A própria Universidade de Chicago destaca que o cálculo de mortalidade representa apenas parte dos impactos associados ao fenômeno. O El Niño também pode favorecer secas, incêndios florestais e inundações, que não estão contabilizados na estimativa de 451 mil mortes por calor.

Imagem mostra aquecimento das águas no Oceano Pacífico (mancha vermelha)
Imagem da NASA mostra aquecimento das águas no Oceano Pacífico (mancha vermelha) – Imagem: Divulgação/NASA

Leia mais:

Como os pesquisadores chegaram à estimativa

Para calcular as mortes adicionais, os pesquisadores analisaram estudos que relacionam temperaturas e mortalidade em diferentes regiões do mundo. As relações foram aplicadas a 24.378 regiões, considerando características climáticas e sociais locais.

Os pesquisadores utilizaram previsões de temperatura do sistema europeu ECMWF SEAS5 e compararam os resultados com a média de mortes relacionadas à temperatura observada entre 1996 e 2025.

A análise também incorpora incertezas tanto das previsões meteorológicas quanto da relação entre temperatura e mortalidade. O estudo informa que os detalhes completos da metodologia ainda serão publicados posteriormente em uma revista científica com revisão por pares.

A Universidade de Chicago afirma que a projeção pode ajudar autoridades a identificar as regiões onde medidas emergenciais podem evitar mortes nos próximos meses.

Medidas podem reduzir o impacto do calor durante El Niño

Entre as estratégias apontadas pelos pesquisadores estão sistemas de alerta precoce para ondas de calor, mapeamento de populações vulneráveis, visitas domiciliares, criação de centros de resfriamento e medidas de proteção para trabalhadores expostos ao calor.

A lógica é direcionar os recursos para as regiões onde o aumento das temperaturas deve produzir os maiores impactos sobre a mortalidade.

“Este relatório permite que os tomadores de decisão vejam exatamente onde medidas de emergência podem ser tomadas agora para salvar dezenas de milhares de vidas nos próximos meses”, afirmou Michael Greenstone, economista da Universidade de Chicago e cofundador do Climate Impact Lab.

No Brasil, o monitoramento oficial também aponta para um El Niño de forte intensidade. Em boletim publicado em setembro, o INPE e outros órgãos federais indicaram mais de 90% de probabilidade de um El Niño muito forte entre setembro e novembro, além de 100% de probabilidade de permanência do fenômeno até pelo menos o início de 2027.

O mesmo boletim prevê, para o período, chuvas acima da média em áreas da Região Sul e chuvas abaixo da média no centro-norte do Brasil.

O post Super El Niño pode provocar 451 mil mortes por calor até 2027; Brasil está entre os mais afetados apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

El Niño mais intenso em 40 anos acende alerta para o clima

Os eventos de El Niño ficaram quase 40% mais intensos nos últimos 40 anos, aponta um estudo da Universidade de Michigan. A conclusão veio da análise de corais das Ilhas Galápagos, que guardam registros das temperaturas do oceano de até mil anos atrás.

Publicado na revista Science, o trabalho indica que os El Niños recentes foram mais fortes do que qualquer outro registrado antes de aproximadamente 1850. Os pesquisadores também encontraram uma relação entre a intensidade do fenômeno e o aumento da temperatura global.

Tartaruga de mar verde e peixes principais do Sargento subaquático
As camadas dos corais funcionam como um arquivo natural das temperaturas do oceano ao longo do tempo. – Imagem: pkphotoscom/iStock

Corais funcionam como arquivo climático

Para chegar ao resultado, a equipe analisou amostras de 13 corais das Galápagos, incluindo colônias vivas e fragmentos antigos. Conforme crescem, esses organismos formam camadas de carbonato de cálcio. Cada uma delas preserva informações sobre as condições da água naquele período.

Os cientistas examinaram a proporção de estrôncio e cálcio presente no esqueleto dos corais e também determinados isótopos de oxigênio. As duas análises permitem estimar a temperatura da água.

O resultado chamou atenção pela regularidade. Os registros anteriores aos últimos 40 ou 50 anos mostravam El Niños de intensidade relativamente menor. Já os eventos mais recentes se destacaram de forma consistente.

Não vemos um período no passado em que os El Niños tenham sido tão fortes quanto hoje.

Julia Cole, professora e chefe do Departamento de Ciências da Terra e Ambientais da Universidade de Michigan e autora principal do estudo, em nota.

O que acontece durante um El Niño?

O fenômeno surge quando as águas do Pacífico tropical ficam mais quentes que o normal. Em condições habituais, os ventos alísios deslocam a água quente da América do Sul para a região da Austrália.

Quando esses ventos perdem força, parte dessa água retorna para o leste, em direção à América do Sul. A circulação da atmosfera também muda, alterando a distribuição das chuvas.

Apesar de começar no Pacífico, o El Niño pode interferir no clima de diferentes regiões do mundo. Entre as consequências estão:

  • Secas;
  • Enchentes;
  • Incêndios florestais;
  • Perdas agrícolas e insegurança alimentar;
  • Danos a casas, estradas e ferrovias.
el niño
Os El Niños recentes foram mais fortes do que os registrados nos mil anos anteriores a aproximadamente 1850. – Imagem: coffeekai – iStock

Aquecimento global entra na equação

A equipe também recorreu a modelos climáticos para testar se fatores naturais poderiam explicar a mudança. As simulações consideraram registros de erupções vulcânicas e variações na atividade solar ao longo de mil anos.

Leia mais:

Nenhuma dessas variáveis produziu uma alteração de intensidade semelhante à observada nos El Niños recentes.

Para Cole, isso reforça a hipótese de que o aquecimento global esteja contribuindo para tornar o fenômeno mais intenso.

“O El Niño é uma grande fonte de extremos climáticos e, se estiver ficando mais forte, os impactos também estarão”, disse a pesquisadora.

O atual El Niño acontece em um planeta que já está mais quente por causa do aumento dos gases de efeito estufa. A combinação pode elevar ainda mais as temperaturas e ampliar os efeitos sobre a população, a infraestrutura e os ecossistemas.

Para os pesquisadores, o resultado é mais um sinal da necessidade de conter o aquecimento global e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.

O post El Niño mais intenso em 40 anos acende alerta para o clima apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

Vem aí o “Super El Niño”? Fenômeno promete levar o clima ao extremo

Quando as águas do Oceano Pacífico tropical ficam mais quentes do que o normal, esse aquecimento altera a circulação da atmosfera e transforma o clima em todo o planeta. O fenômeno, conhecido como El Niño, influencia os padrões de chuva e temperatura, provocando desde secas severas até ondas de calor e tempestades extremas.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) confirmou o início do atual ciclo em junho, apontando uma probabilidade de 96% de que o evento alcance intensidade forte ou muito forte entre setembro e novembro. Caso esse aquecimento atinja níveis excepcionais, podemos enfrentar o chamado “Super El Niño”.

temperatura mapa noaa
Mapa da NOAA mostra anomalias da temperatura da superfície do mar entre maio e junho de 2026. As áreas em vermelho indicam águas mais quentes que a média, sinalizando o desenvolvimento e fortalecimento do El Niño no Pacífico Equatorial. – Crédito: NOAA/PSL

Historicamente, episódios de força tão devastadora eram raros, ocorrendo em intervalos de 20 a 30 anos – como os registrados em 1997/1998 e 2015/2016. No entanto, com o avanço do aquecimento global e oceanos cada vez mais quentes, cientistas investigam se esses eventos extremos podem se tornar mais frequentes e severos.

Ana Cristina Palmeira
Ana Cristina Palmeira, especialista em interação oceano-atmosfera e meteorologia marítima, é a convidada desta sexta-feira (28) do Programa Olhar Espacial. – Crédito: Arquivo pessoal

Para analisar o cenário e explicar o que nos espera nos próximos meses, o Programa Olhar Espacial desta sexta-feira (28) recebe a meteorologista Ana Cristina Palmeira. Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ela é especialista em interação oceano-atmosfera e meteorologia marítima. A pesquisadora acumula experiência em projetos com a Petrobras, passagem pela Marinha do Brasil – incluindo participação na Operação Antártica XXXI (OPERANTAR XXXI) – e atua como conselheira no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Rio de Janeiro (CREA-RJ), integrando a Câmara de Agronomia (CEAGRO) e a Comissão de Educação e Atribuição Profissional (CEAP).

Leia mais:

Como assistir ao Programa Olhar Espacial

Apresentado por Marcelo Zurita, presidente da Associação Paraibana de Astronomia – APA; membro da SAB – Sociedade Astronômica Brasileira; diretor técnico da Bramon e coordenador nacional do Asteroid Day Brasil, o programa é transmitido ao vivo, todas as sextas-feiras, às 21h (horário de Brasília), pelos canais oficiais do veículo no YouTube, Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), LinkedIn e TikTok.

O post Vem aí o “Super El Niño”? Fenômeno promete levar o clima ao extremo apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

El Niño: chance de fenômeno forte nos próximos meses salta para 95%

A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) aumentou para 95% a probabilidade de o El Niño atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro de 2026. A estimativa consta na atualização divulgada nesta quinta-feira (13).

No boletim anterior, publicado em 9 de julho, a agência calculava em 81% a chance de o fenômeno alcançar esse nível de intensidade no mesmo período.

Para o intervalo entre novembro de 2026 e janeiro de 2027, que engloba o fim da primavera e o início do verão no Hemisfério Sul, a NOAA estima atualmente 90% de probabilidade de um El Niño muito intenso.

A agência também calcula em 69% a chance de o episódio ficar entre os maiores El Niños registrados desde 1950, considerando as projeções atuais para as temperaturas do Oceano Pacífico.

A atualização ocorre enquanto o aquecimento das águas do Pacífico Equatorial vem se acelerando.

Pacífico aqueceu 0,6 °C em cerca de um mês

  • Um dos principais indicadores usados para acompanhar a evolução do El Niño é a região conhecida como Niño 3.4;
  • Quando a NOAA divulgou seu boletim mensal anterior, em julho, a temperatura nessa área estava 1,2 °C acima da média;
  • Na atualização das condições oceânicas publicada em 10 de agosto, a anomalia havia chegado a 1,8 °C acima da média;
  • Ou seja, em aproximadamente um mês, a temperatura da região aumentou 0,6 °C em relação à média histórica.

O valor de 1,8 °C já é considerado pela Climatempo compatível com um El Niño de forte intensidade. A NOAA, por sua vez, vinha classificando o fenômeno como um episódio em fortalecimento, sem classificá-lo oficialmente como forte no boletim mensal anterior.

A intensidade definitiva do El Niño dependerá de quanto o Pacífico Equatorial continuará aquecendo nos próximos meses e, principalmente, de como a atmosfera responderá a esse aquecimento.

Para que o fenômeno se fortaleça, não basta que o oceano fique mais quente. É necessário que o sistema formado pelo oceano e pela atmosfera passe a atuar de maneira acoplada e persistente.

Impacto do El Niño
Fenômeno pode impactar agricultura, rios e reservatórios, exigindo atenção ao monitoramento climático contínuo – Imagem: Suthin _Saenontad/Shutterstock

O que é o El Niño?

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Tecnicamente, o fenômeno ocorre quando a temperatura dessas águas fica 0,5 °C ou mais acima da média.

Ele faz parte do El Niño-Oscilação Sul (ENOS), ciclo natural do sistema climático que possui fases quentes, associadas ao El Niño, frias, relacionadas à La Niña, e períodos de neutralidade.

O aquecimento do Pacífico modifica a circulação da atmosfera e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta.

O fenômeno costuma ocorrer a cada dois a sete anos e tem duração média de aproximadamente 12 meses. Seus efeitos também contribuem para o aumento da temperatura média global durante os episódios de maior intensidade.

A La Niña representa a fase oposta do ciclo, marcada pelo resfriamento das mesmas águas do Pacífico e por impactos climáticos que, em diversas regiões, ocorrem em direção contrária.

Leia mais:

Como o El Niño pode afetar o Brasil

No Brasil, os efeitos do El Niño variam de acordo com a região e a época do ano. Como a maior intensidade do episódio atual é esperada entre novembro e janeiro, os impactos durante a primavera e o verão ganham atenção especial.

Historicamente, o fenômeno tende a provocar:

  • Mais chuva no Sul, aumentando o risco de temporais, enchentes e outros eventos extremos;
  • Menos precipitação no Norte e em parte do Nordeste, o que pode agravar períodos de seca;
  • Chuvas mais irregulares no Sudeste e no Centro-Oeste;
  • Mudanças no comportamento das frentes frias;
  • Maior frequência de períodos prolongados de calor e ondas de calor.

No Sudeste e no Centro-Oeste, os efeitos são menos uniformes e podem incluir temperaturas mais elevadas e pancadas de chuva mal distribuídas.

Os efeitos do El Niño não são determinados apenas pela temperatura do oceano. A resposta da atmosfera ao aquecimento do Pacífico também é fundamental para definir a intensidade e a distribuição dos impactos.

El Niño ocorre em um planeta mais quente

Desde 2006, uma sequência de episódios de El Niño tem ocorrido em um planeta que já apresenta temperaturas mais elevadas do que no passado.

Mesmo eventos classificados como fracos ou moderados podem contribuir para o aumento do risco de extremos climáticos em um cenário de aquecimento global, incluindo secas, enchentes e ondas de calor.

Entre os principais episódios das últimas duas décadas estão:

  • 2006–2007: El Niño fraco a moderado;
  • 2009–2010: El Niño moderado;
  • 2014–2016: El Niño muito forte, associado a recordes de temperatura e maior frequência de eventos extremos;
  • 2018–2019: El Niño fraco a moderado, mais curto e com impactos mais limitados;
  • 2023–2024: El Niño forte, um dos mais intensos já registrados e associado a novos recordes de calor.

A expectativa agora é de que o episódio de 2026 ganhe força nos próximos meses. A NOAA considera que há alta probabilidade de que ele alcance intensidade muito forte, mas a evolução dependerá da continuidade do aquecimento do Pacífico e do comportamento da atmosfera.

Ao mesmo tempo, especialistas ressaltam que o aquecimento global continua sendo o principal fator de longo prazo por trás das mudanças no clima. Com os oceanos já mais quentes do que a média histórica, episódios de El Niño podem contribuir para temperaturas ainda mais elevadas e aumentar o risco de extremos em diferentes regiões do planeta.

O post El Niño: chance de fenômeno forte nos próximos meses salta para 95% apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

Fim de semana terá tempestades, geada e baixa umidade no Brasil

O ciclone-bomba continua influenciando o tempo no Sul do Brasil nesta sexta-feira (7) e no sábado (8). O Inmet alerta para tempestades, possibilidade de granizo e rajadas de vento em diferentes áreas da região.

Depois da passagem do sistema, o cenário muda rapidamente. O frio ganha força no Rio Grande do Sul, aumenta o risco de geada e derruba as temperaturas. Em boa parte do interior do país, a baixa umidade do ar segue como principal preocupação.

Temporais continuam entre Paraná e Santa Catarina

A previsão do Inmet indica que o ciclone extratropical em rápida intensificação ainda influencia o Sul do país e também provoca instabilidade no sul de Mato Grosso do Sul e em áreas de São Paulo.

O período mais crítico continua concentrado no Paraná e em Santa Catarina. Nessas áreas, são esperadas chuvas fortes, trovoadas, ventos intensos e possibilidade de granizo ao longo da sexta-feira.

Já o Rio Grande do Sul começa a apresentar melhora gradual nas condições do tempo. A chuva perde força e abre espaço para o avanço de uma intensa massa de ar frio.

Os principais destaques da previsão são:

  • Tempestades com trovoadas entre Paraná e Santa Catarina.
  • Possibilidade de granizo em áreas dos dois estados.
  • Rajadas de vento associadas ao ciclone extratropical.
  • Frio intenso e formação de geada no Rio Grande do Sul.
  • Baixa umidade em áreas do Centro-Oeste, Sudeste e Matopiba.

Frio muda o cenário no Rio Grande do Sul

Se de um lado o Paraná e Santa Catarina ainda convivem com a instabilidade, do outro o Rio Grande do Sul terá um fim de semana marcado pelo frio.

Leia mais:

No sábado (8), o tempo firme favorece uma queda acentuada das temperaturas, especialmente no centro-sul do estado, onde os termômetros podem ficar próximos de 0°C. Nessas áreas, também há condições favoráveis para a formação de geada.

Em Porto Alegre, a mínima prevista é de 5°C, enquanto a máxima não deve passar de 15°C.

Homem espirrando em área urbana enquanto segura um lenço de papel.
Enquanto o Sul enfrenta temporais e frio, parte do interior do Brasil continua sofrendo com a baixa umidade. – Imagem: Liubomyr Vorona / iStock

Tempo seco continua predominando no interior

Fora das áreas afetadas pelo ciclone, o panorama muda pouco. Grande parte do Centro-Oeste, do Sudeste e da região do Matopiba continua com baixos índices de umidade relativa do ar, mantendo os avisos emitidos pelo Inmet.

A chuva permanece concentrada principalmente sobre o oeste da Amazônia e em trechos do litoral do Nordeste. Nas demais áreas do interior, predomina o tempo estável.

O post Fim de semana terá tempestades, geada e baixa umidade no Brasil apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

Previsão do tempo para exoplaneta: nuvens de areia pela manhã e céu limpo à tarde

O Telescópio Espacial James Webb (JWST) acaba de fazer a primeira previsão meteorológica para um exoplaneta. No mundo WASP-94Ab, um Júpiter quente localizado a 690 anos-luz da Terra, o céu começa o dia encoberto por nuvens de areia (silicato de magnésio vaporizado) e gradualmente se limpa ao pôr do sol. É a primeira vez que cientistas detectam um ciclo diário de nuvens em um planeta fora do Sistema Solar.

A descoberta, publicada na revista Science, também resolveu um antigo problema da astronomia. As nuvens espessas dos Júpiteres quentes sempre atrapalharam as medições de sua composição atmosférica – uma “janela embaçada”, na descrição do astrônomo David Sing, da Universidade Johns Hopkins. Mas, ao observar o trânsito de WASP-94Ab com o JWST, a equipe liderada por Sing percebeu algo inesperado.

Na borda frontal do planeta (a “manhã”, onde o ar flui do lado noturno para o diurno), havia muitas nuvens. Já na borda posterior (a “noite”, onde o ar retorna ao lado escuro), o céu estava limpo. Essa visão desimpedida permitiu medir com precisão a quantidade de oxigênio e carbono na atmosfera: apenas cinco vezes mais abundantes do que em Júpiter, e não centenas de vezes como sugeriam observações anteriores do telescópio Hubble.

Com nova solução de software, James Webb pode captar imagens mais nítidas. (Imagem: Vadim Sadovski / Shutterstock)

Como as nuvens se formam e desaparecem

WASP-94Ab é um gigante gasoso 1,7 vez maior que Júpiter, orbita sua estrela a cada quatro dias e tem temperatura superior a 1.200°C. Por estar em rotação sincronizada (sempre com a mesma face voltada para a estrela), seus ventos no terminador (a linha entre o dia e a noite) podem empurrar o silicato de magnésio para as camadas altas da atmosfera, onde forma nuvens sobre o lado noturno.

Leia também

Os ventos então as levam para o lado diurno, onde o calor extremo as faz descer de volta ao interior do planeta, dissipando-se. Uma segunda hipótese é que as nuvens se comportem como a neblina matinal na Terra, evaporando gradualmente ao longo do dia sob o calor intenso.

Outros planetas com ciclo semelhante

A equipe usou o JWST para estudar outros oito Júpiteres quentes e encontrou o mesmo padrão de nuvens em dois deles: WASP-17b e WASP-39b. O próximo passo é expandir a busca para uma variedade maior de mundos, incluindo um gigante gasoso em órbita altamente excêntrica, cujas drásticas mudanças de aquecimento podem revelar sistemas climáticos ainda mais poderosos.

“Não só conseguimos clarear a visão, como finalmente podemos determinar do que as nuvens são feitas e como elas se condensam e evaporam enquanto se movem pelo planeta”, disse Sing em comunicado.

O post Previsão do tempo para exoplaneta: nuvens de areia pela manhã e céu limpo à tarde apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •  

Ciclone e frente fria devem mudar o tempo em parte do Brasil neste fim de semana

Uma frente fria associada a um ciclone extratropical no litoral do Rio Grande do Sul avança pelas regiões Sul e Sudeste do Brasil neste fim de semana. O fenômeno meteorológico aumenta o risco de temporais isolados, com rajadas de vento de até 50 km/h e chuvas intensas em diversos estados brasileiros.

Há previsão de acumulados elevados de chuva em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Mas o alerta para pancadas fortes também se estende ao Centro-Oeste. Enquanto o calor extremo persiste em parte do Sudeste e no Nordeste, uma massa de ar frio deve reduzir as temperaturas no território gaúcho a partir de domingo.

Chuva e ventania: a previsão do tempo para este fim de semana

Confira abaixo os destaques da previsão do tempo para cada região:

Sul

  • Sábado: A frente fria chegou logo cedo. No Rio Grande do Sul, a chuva deve ser forte em várias áreas, inclusive em Porto Alegre, podendo vir com raios e ventos. Em Santa Catarina e no Paraná, o céu fica nublado e chove em vários momentos, principalmente no litoral;
  • Domingo: O frio começa a aparecer no Rio Grande do Sul, baixando um pouco as temperaturas. A chuva enfraquece no estado gaúcho, mas continua com força no Paraná e no norte de Santa Catarina;
  • Temperaturas: Porto Alegre terá mínima de 21°C e máxima de 27°C no sábado. Curitiba deve variar entre 17°C e 29°C;

Sudeste

  • Sábado: O tempo fica instável em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, com pancadas de chuva ao longo do dia. Há risco de temporais no interior e no litoral paulista, além da região serrana do Rio;
  • Domingo: A frente fria avança pela costa, aumentando a umidade e a chance de chuva no Rio e no centro-sul de Minas. Mesmo assim, o calor continua em muitas cidades;
  • Temperaturas: No Rio de Janeiro, a expectativa é que o calor aumente no domingo, podendo chegar a 35°C. Em Vitória (ES), o domingo deve ser de calor intenso, atingindo os 36°C. Em São Paulo, a temperatura deve variar entre 20°C e 29°C durante o fim de semana.

Centro-Oeste

  • O ar continua quente e úmido, o que favorece a formação de nuvens de chuva.
  • Sábado e Domingo: Estados como Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul devem ter pancadas de chuva, algumas com trovoadas, principalmente entre tarde e noite;
  • Sensação térmica: O tempo continuará abafado e com temperaturas altas. Cuiabá deve ter máximas de 29°C e Brasília chegará aos 28°C no domingo.

Nordeste

  • A chuva se concentra mais na parte norte da região por causa da influência da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT);
  • Sábado: Deve chover no Maranhão, Piauí, Ceará e no litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, com chance de temporais isolados;
  • Domingo: A chuva continua no norte, mas o sol aparece mais no interior da região. O calor e a sensação de abafamento devem ser predominantes em quase todo o Nordeste.

Norte

  • A região segue o ritmo do “verão amazônico”, ou seja, muito calor e chuvas frequentes;
  • Tanto no sábado quanto no domingo, estados como Amazonas, Pará, Acre e Rondônia devem ter chuvas de moderadas a fortes, que podem vir acompanhadas de raios e rajadas de vento.

(Essa matéria usou informações de G1.)

O post Ciclone e frente fria devem mudar o tempo em parte do Brasil neste fim de semana apareceu primeiro em Olhar Digital.

  •