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Ubuntu Linux vai ter recursos nativos de IA, confirma Canonical

Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Ubuntu Linux vai ter IA nativa, confirma Canonical (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Canonical revelou que Ubuntu Linux terá funções de IA baseadas em código aberto e inferência local; objetivo é tornar o sistema mais moderno e acessível;

  • Jon Seager, da Canonical, detalhou que a implementação seguirá abordagens implícitas e explícitas ao longo do próximo ano;

  • o executivo também enfatizou que o sistema operacional não perderá sua essência original.

Você usaria uma distribuição Linux que oferece recursos nativos de inteligência artificial? Em um futuro não muito distante, usuários do Ubuntu terão que se fazer essa pergunta. A Canonical revelou que o sistema operacional receberá funções de IA no decorrer do próximo ano.

Quem deu os detalhes foi Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical, em postagem no fórum oficial do Ubuntu. O assunto talvez preocupe usuários da distribuição pelo temor de que, com a IA, o sistema operacional fique mais pesado ou perca a sua essência.

Mas Seager parece saber das preocupações que rondam o assunto. No texto, ele faz questão de enfatizar que a abordagem de IA da Canonical será “criteriosa e progressiva”. Além disso, o executivo diz que os novos recursos serão baseados em soluções com código-fonte aberto e priorizarão inferência local (modelos de IA executados diretamente no equipamento do usuário).

Quais serão os recursos de IA do Ubuntu?

Seager ainda não disse quais serão os tais recursos de IA, mas explicou como eles serão implementados. Haverá duas abordagens principais: implícita e explícita.

A abordagem implícita visa aprimorar funcionalidades do sistema operacional com modelos de IA que atuam em segundo plano, quase como se esses recursos fossem invisíveis ao usuário. É o caso de uma função que converte voz em texto e vice-versa, exemplifica Seager.

Já a abordagem explícita é aquela que deixa claro que determinado recurso tem uma inteligência artificial como mecanismo essencial. Novamente, Seager exemplifica: agentes de IA que realizam tarefas específicas, como criação de novos documentos ou aplicativos, e automatização de fluxos de trabalho de solução de problemas.

Além de recursos como conversão de texto em fala ou leitura de tela aprimorada, os usuários estão cada vez mais acostumados a trabalhar com agentes. Adoro a ideia de que todo o poder e a capacidade que o Linux adquiriu nos últimos anos possam se tornar mais acessíveis a mais pessoas [com a IA].

Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu
Ubuntu 26.04, a versão mais recente da distribuição Linux (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Em linhas gerais, o executivo dá a entender que a Canonical vê a inteligência artificial como inevitável no Ubuntu, não só para permitir que usuários atuais tenham acesso a funcionalidades mais modernas, como também para a distribuição conquistar mais adeptos.

Ao longo de 2026, trabalharemos para viabilizar o acesso à IA de ponta para usuários do Ubuntu de uma forma deliberada, segura e alinhada aos nossos valores de código aberto.

(…) O Ubuntu não está se tornando um produto de IA, mas pode se tornar mais robusto com uma integração de IA bem planejada.

Jon Seager, vice-presidente de engenharia da Canonical

Que conste que a versão mais recente da distribuição Linux foi liberada na semana passada: o Ubuntu 26.04 foi lançado com ambiente Gnome 50 e kernel Linux 7.0 (e sem IA integrada).

Ubuntu Linux vai ter recursos nativos de IA, confirma Canonical

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Firefox continua entre os softwares do Ubuntu (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

Ilustração mostra o símbolo do Ubuntu Linux, com alguns emojis em volta. Na parte inferior direita, o logotipo do "tecnoblog" é visível.
Nova versão LTS também trará renovação em apps nativos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Resumo
  • Ubuntu 26.04 LTS será lançado em abril de 2026 com o kernel Linux 6.20 ou 7.0, dependendo da decisão de Linus Torvalds sobre a numeração.
  • A nova versão incluirá atualizações de aplicativos, como a substituição do Totem pelo Showtime e do Monitor de Sistema do GNOME pelo Resources.
  • Usuários do Ubuntu 25.10 poderão atualizar imediatamente, enquanto usuários do 24.04 LTS receberão a notificação de atualização em agosto.

A Canonical anunciou oficialmente nesta sexta-feira (19/12) que o Ubuntu 26.04 LTS, codinome “Resolute Raccoon”, será lançado em abril de 2026, trazendo a versão mais recente do kernel Linux disponível na data de finalização do sistema — tradição que começou na versão 24.10.

A estratégia resolve uma das críticas antigas às versões de suporte de longo prazo do Ubuntu (as LTS): a defasagem de drivers no lançamento. Ao optar pelo kernel 6.20 — ou 7.0, dependendo da nomenclatura final adotada —, a Canonical assegura que o sistema será compatível com processadores, placas de vídeo e componentes de hardware recentes, dispensando a necessidade de o usuário aguardar atualizações ou instalar drivers manualmente.

Segundo o cronograma divulgado pela equipe de desenvolvimento, a janela de lançamento será apertada. A previsão atual indica que o kernel 6.20 deve atingir a versão estável por volta do dia 5 de abril. Para alinhar o desenvolvimento do sistema a essa data, a Canonical definiu o lançamento da versão final do Ubuntu 26.04 LTS para 23 de abril.

Kernel Linux pode mudar para 7.0

Arte exibe Linus Torvalds, o criador do Linux, em destaque. Ele aparece à direita, com óculos e um semblante sorridente, iluminado por tons de verde e azul. À esquerda, em letras brancas grandes, está a palavra "Linux" sobre uma forma laranja que simula um traço de pincel. O fundo escuro apresenta pequenos pontos e elementos em pixel art, lembrando uma interface antiga de computador. No canto inferior direito, a marca d'água "tecnoblog" é visível.
Canonical vai adotar numeração final escolhida por Linus Torvalds, o “pai” do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Uma dúvida comum entre entusiastas e usuários do sistema diz respeito à numeração do kernel. Embora a documentação oficial da Canonical e as previsões de lançamento citem o “Linux 6.20”, existe uma forte possibilidade de que essa versão seja renomeada para Linux 7.0 antes da estreia.

Isso ocorre devido ao histórico de Linus Torvalds, criador do kernel, de evitar que os números de versão secundária cresçam indefinidamente. Torvalds tende a incrementar o número da versão principal (de 5.x para 6.x, por exemplo) quando a versão secundária se aproxima da casa do x.19 ou x.20.

Se Torvalds decidir que o número “6.20” é muito complexo ou simplesmente quiser marcar um novo ciclo, ele pode designar a versão como 7.0. Para o usuário final, a mudança é apenas semântica: as funcionalidades, o suporte a hardware e as melhorias de segurança serão as mesmas, independentemente da numeração.

Aplicativos renovados e ciclo de atualização

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel
Ubuntu 25.10 rodando em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)

Além das mudanças no núcleo do sistema, o Ubuntu 26.04 LTS deve trazer atualizações relevantes nas aplicações. A distribuição caminha para substituir ferramentas clássicas do ambiente GNOME por alternativas mais modernas.

Entre as mudanças prováveis, está a substituição do reprodutor de vídeo Totem pelo Showtime, e a troca do tradicional Monitor de Sistema do GNOME pelo aplicativo Resources. Essas novas aplicações utilizam tecnologias de interface mais atuais (como GTK4 e Libadwaita), oferecendo uma experiência de uso mais fluida.

Vale destacar que versões LTS do Ubuntu são projetadas para serem utilizadas por pelo menos cinco anos, sendo a escolha preferencial para empresas, servidores e usuários que priorizam estabilidade. A inclusão de um kernel recente e aplicativos renovados garante que o sistema permaneça relevante e capaz de lidar com novas tecnologias por mais tempo.

Quanto à disponibilidade, o processo de atualização seguirá o padrão da Canonical. Usuários que estiverem na versão intermediária, Ubuntu 25.10, poderão migrar para o 26.04 LTS logo após o lançamento em 23 de abril.

Já para quem utiliza a versão LTS atual (Ubuntu 24.04), a notificação de atualização automática só deve aparecer no lançamento do primeiro “point release”, o Ubuntu 26.04.1 LTS, previsto para agosto. Essa espera é intencional e permite garantir que bugs críticos iniciais sejam corrigidos antes de migrar uma base maior de usuários.

Com informações de Neowin e Phoronix

Ubuntu 26.04 LTS chega em abril com kernel 6.20

Ubuntu é uma distribuição Linux (ilustração; Vitor Pádua/Tecnoblog)

Linus Torvalds, o "pai" do Linux (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Ubuntu 25.10 em um notebook com CPU Intel (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
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