Novidade seria alternativa ao lítio em escala industrial (foto: iStock/SweetBunFactory)Resumo
Pesquisadores chineses desenvolveram uma bateria de fluxo à base de ferro que pode durar 16 anos, com 6 mil ciclos de carga.
Essa bateria é uma solução de infraestrutura pesada, voltada para armazenamento em escala industrial — e não para celulares.
A tecnologia oferece uma alternativa mais barata para armazenar eletricidade em larga escala, demanda cada vez maior no setor.
Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Metais da Academia Chinesa de Ciências (CAS) desenvolveu uma bateria de fluxo à base de ferro que pode solucionar o maior gargalo da transição energética: o alto custo do armazenamento de eletricidade em larga escala.
O estudo, publicado este mês na revista científica Advanced Energy Materials, apresenta uma inovação capaz de suportar 6 mil ciclos de carga — uma durabilidade de 16 anos em operação diária.
No entanto, vale lembrar que essas baterias não foram projetadas para dispositivos portáteis: elas dependem de tanques de eletrólitos, bombas e tubulações para funcionar. Trata-se de uma solução de infraestrutura pesada, voltada para o armazenamento em escala industrial.
A urgência dessa inovação está na dinâmica do mercado. Hoje, quem dita as regras quando o assunto é armazenamento de energia é o lítio, mas a sua cadeia de suprimentos é complexa e muito cara. Um levantamento repercutido pelo jornal South China Morning Post destaca que o lítio chega a ser negociado por um valor 80 vezes maior que o do ferro na indústria de base.
Essa diferença de preço transforma o material abundante na Terra em uma alternativa mais viável para criar instalações capazes de estabilizar as redes elétricas das grandes cidades, por exemplo, garantindo o fornecimento ininterrupto de energia.
Como a bateria funciona?
Diferente das baterias de íon-lítio dos celulares, as de fluxo de ferro armazenam energia em tanques de líquidos. Historicamente, os modelos à base de ferro esbarravam em uma falha técnica no polo negativo do equipamento: durante o uso, os materiais ativos têm a tendência de vazar. Esse processo, conhecido no jargão técnico como crossover, inviabiliza sua comercialização.
Para resolver o obstáculo do vazamento, os cientistas do CAS desenvolveram um complexo de ferro que funciona como um escudo de dupla camada em nível molecular. Segundo as informações divulgadas pelo portal Interesting Engineering, a molécula usa sua estrutura física — que é mais rígida e volumosa — para proteger o núcleo de ferro. Ao mesmo tempo, esse complexo possui uma forte carga negativa que gera um campo de força, repelindo as partículas que tentam “fugir” de forma indevida.
Contêineres de armazenamento de energia usados para estabilizar a rede elétrica (imagem: reprodução)
A combinação desses mecanismos barra a liberação do material. Além disso, a nova tecnologia adota uma química de base alcalina que impede a formação de dendritos, minúsculos cristais que costumam causar curtos-circuitos e destruir módulos precocemente.
Durante todo o período simulado, a bateria operou sem qualquer perda na capacidade de armazenamento. Mesmo quando os pesquisadores exigiram altas potências de saída, o protótipo reteve 78,5% da sua eficiência energética original.
Corrida para substituir o lítio
Há uma corrida internacional para encontrar alternativas ao lítio. Como as instalações de rede elétrica não sofrem restrições de peso ou espaço físico — ao contrário de carros elétricos ou dispositivos móveis —, as baterias de fluxo despontam como sucessoras mais baratas no setor.
Nos Estados Unidos, o mercado já apresenta movimentações parecidas. A ESS Tech Inc., empresa com sede no Oregon, iniciou a instalação de medidores de fluxo de ferro em infraestruturas privadas, fornecendo suporte de energia para data centers de gigantes da tecnologia como o Google.
Com resultados científicos, o próximo desafio será provar a escalabilidade do projeto, tirando a promessa dos laboratórios e integrando a tecnologia às redes elétricas.
Oppo Find X9 Pro apresenta bateria de 7.500 mAh; confira a lista completa (Imagem: Ana Marques/Tecnoblog)
Celulares com bateria de 7.000 mAh têm se tornado populares no mercado, já que podem armazenar mais energia do que smartphones mais básicos. Como consequência, esses aparelhos costumam ter mais autonomia de bateria, e passam mais tempo longe da tomada.
Mas analisar a capacidade da bateria de um celular não é tudo: também é preciso observar outras questões como tempo de autonomia, tecnologias que otimizam a eficiência energética do sistema e tipos de carregamento suportados.
Neste guia, confira sete celulares com bateria de 7.000 mAh para comprar em 2026, incluindo informações sobre carregamento e recursos voltados para energia.
O Realme C85 é alimentado pela maior bateria da linha Realme C até o momento, com capacidade de 7.000 mAh e saúde da bateria teórica de seis anos. A bateria promete autonomia de 21 horas de reprodução contínua de vídeo, desempenho consistente mesmo em temperaturas entre -20 °C e 53 °C, e traz suporte para carregamento rápido de 45 W (cabeado) e carregamento reverso (10 W).
Outros especificações do smartphone incluem tela de 6,8″ com taxa de atualização de 144 Hz, certificação de resistência a nível militar, processador Snapdragon 685 Mobile (versão 4G) ou Mediatek Dimensity 6300 (versão 5G), 4 GB, 6 GB ou 8 GB de RAM, 128 GB ou 256 GB de armazenamento, além de uma câmera traseira com 50 MP.
A bateria de silício-carbono com capacidade de 7.200 mAh é um dos principais destaques do Jovi Y31. O componente foi desenvolvido para se manter saudável durante seis anos e pode durar até 45 horas em reprodução contínua de vídeo. A bateria ainda é compatível com carregamento rápido via cabo (44 W) e carregamento reverso (7,5 W).
Além da bateria, o Jovi Y31 tem proteção SGS contra quedas, certificação IP68, IP69 e IP69+ contra água e poeira, display de 6,75″ com taxa de atualização de 120 Hz, system-on-a-chip (SoC) Snapdragon 6s 4G Gen 2, 8 GB de RAM, 256 GB ou 512 GB de armazenamento e um kit duplo de câmeras na traseira com lente de 50 MP.
O Jovi V70 apresenta uma bateria de silício-carbono, com 7.000 mAh de capacidade e autonomia de até 43,8 horas de vídeos no YouTube. O celular é compatível com carregamento rápido de 90 W (com cabo) e leva cerca de 60 minutos para uma recarga de 1% até 100%, segundo a Jovi.
Ainda falando de bateria, o smartphone traz um circuito de alimentação inteligente e um sistema de resfriamento que ajudam a minimizar o calor e prolongar a vida útil do componente.
Processador Dimensity 7360-Turbo, capacidade de 8 GB RAM e 256 GB de armazenamento, recursos com assistência de inteligência artificial (IA) e lente ultra-angular de 200 MP na traseira completam as principais especificações do celular.
Lançado em setembro de 2025, o Oppo A6 Pro chegou ao mercado com uma bateria de 7.000 mAh de capacidade, com durabilidade teórica de cinco anos e autonomia de até 31 dias com o celular em stand by. A bateria ainda traz suporte para recarga reversa (5 V) e carregamento rápido cabeado de 80 W, levando 60 minutos para uma recarga completa.
A bateria de alta capacidade é um dos pontos fortes do smartphone, mas outros destaques incluem resistência IP69 contra água e poeira, câmara de vapor para dissipar o calor, processador Mediatek Dimensity 6300, além da combinação de 8 GB de RAM com 256 GB de armazenamento.
O Realme 15 Pro tem especificações de hardware interessantes, como Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, 8 GB ou 12 GB de RAM, armazenamento de 128 GB a 512 GB e sistema duplo de câmera com lentes de até 50 MP. Mas um dos principais diferenciais destaques do smartphone está na bateria de silício-carbono com capacidade de 7.000 mAh.
A bateria promete autonomia de até 22 horas de reprodução contínua de vídeos no YouTube e suporta carregamento rápido de 80 W com fio, levando 61 minutos para uma recarga completa.
Também vale mencionar que a bateria conta com um chip de longa duração que previne danos ao componente, e o celular tem uma câmara de vapor para mitigar superaquecimentos em tarefas mais intensivas, como jogos.
A bateria silício-carbono de 7.000 mAh é o principal destaque do Realme GT 7, tendo recebido a certificação TÜV Rheinland de bateria cinco estrelas.
O componente chega a uma autonomia da bateria de dois (uso moderado) a três dias (uso leve), mantém desempenho estável mesmo em temperaturas entre -20 ºC e 45 ºC, conta com chip que prolonga sua vida útil e traz suporte para carregamento ultra rápido de 120 W, demorando 40 minutos para uma recarga completa.
Internamente, o smartphone da Realme também apresenta um sistema de resfriamento total (360º) para mitigar superaquecimentos, SoC Dimensity 9400e, 8 GB ou 12 GB de RAM, armazenamento de 256 GB ou 512 GB, além de um sistema triplo de câmera com assistência de inteligência artificial.
Chegando ao fim da lista, Oppo Find X9 Pro traz uma bateria de silício-carbono com capacidade de 7.500 mAh — a maior entre os modelos mencionados nesse guia. O smartphone suporta carregamento rápido SUPERVOOC de 80 W, carregamento reverso (10 W) e é o único celular da lista compatível com carregamento sem fio (SUPERVOOC de 50 W).
A Oppo menciona autonomia suficiente para um dia inteiro, mas testes do Tecnoblog com o Oppo Find X9 Pro apontaram uma duração média ainda maior, de 40 horas e 20 minutos. Já a recarga completa levou cerca de 1 hora e 45 minutos, com o carregador de 80 W que acompanha o celular.
E a bateria robusta não é o único diferencial do celular: o aparelho ainda conta com chipset MediaTek Dimensity 9500, 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento, além do chip S1 que otimiza o sinal da rede. Além disso, o sistema triplo de câmeras (com direito a teleobjetiva de 200 MP) coloca o Oppo Find X9 Pro como um dos celulares com melhor câmera da atualidade.
Quais os prós e contras de celulares com bateria de 7.000 mAh?
Smartphones com baterias de 7.000 mAh apresentam diversas vantagens envolvendo autonomia e tecnologias de eficiência energética. Dentre os principais benefícios desses celulares, estão:
Baterias mais duradouras: baterias com 7.000 mAh de capacidade conseguem armazenar mais energia, e tendem a durar mais longe das tomadas.
Baterias com ciclos mais longos: por armazenarem mais energia, esses celulares têm ciclos de uso mais longos, o que prolonga a durabilidade da bateria.
Sistemas de resfriamento: smartphones com baterias de alta capacidade geralmente trazem sistemas de resfriamento avançados para evitar superaquecimentos.
Tecnologias em prol da durabilidade da bateria: diversos celulares apresentam recursos e tecnologias para estender a vida útil e a saúde de baterias com alta capacidade.
No entanto, celulares dessa categoria também trazem limitações, como falta de suporte a carregamento wireless. As principais desvantagens de aparelhos com baterias dessa capacidade incluem:
Otimizados para fontes mais potentes: a recarga de smartphones com baterias de 7.000 mAh são otimizadas para fontes mais potentes; se você usar carregadores com potência inferior, o carregamento levará mais tempo.
Falta de suporte ao carregamento sem fio: muitos dos celulares com bateria de 7.000 mAh não trazem suporte a carregamento sem fio, devido ao excesso de calor gerado e eficiência de recarga menor no processo.
Custo mais elevado: apesar de não ser necessariamente uma regra, celulares com baterias de grande capacidade tendem a ser mais caros.
Quantas horas dura uma bateria de 7.000 mAh?
Celulares com bateria de 7.000 mAh costumam durar de dois a três dias. Contudo, a autonomia varia de modelo para modelo, com base no processador, na construção da bateria e hardwares de otimização do sistema.
Vale mencionar que a duração de uma bateria de 7.000 mAh também muda de acordo com o perfil de uso. Como exemplo, um smartphone usado para tarefas leves tende a durar mais que outro celular usado para jogos e tarefas mais intensas, com gráficos no máximo e todas as conexões ativadas.
Perfil de uso, capacidade em mAh e recursos de otimização energética interferem na autonomia da bateria (Imagem: Everton Favretto/Tecnoblog)
Celular com bateria de 7.000 mAh desgasta mais rápido?
Não necessariamente. A durabilidade das baterias atuais é baseada no número de ciclos, ou seja, quantas vezes o celular utilizou 100% da bateria (de forma contínua ou espaçada). E como baterias de 7.000 mAh armazenam mais energia que baterias com capacidades menores, elas tendem a durar mais, já que o ciclo de uso é mais longo.
O único ponto é que baterias com 7.000 mAh costumam ser de silício-carbono, e essa composição pode trazer riscos de degradação acelerada por conta da expansão volumétrica e natureza do silício. Felizmente, as fabricantes têm incorporado tecnologias que prolongam a saúde e vida útil desses componentes.
Celular com bateria de 7.000 mAh demora muito para carregar?
Smartphones com bateria de 7.000 mAh geralmente levam cerca de uma hora com adaptadores de 80 W ou superiores, mas o tempo pode se estender a aproximadamente duas horas com fontes menos potentes.
Apesar da lógica de que baterias com maiores capacidades precisam de mais tempo na tomada, a potência de carregamento utilizada e tecnologias de otimização durante a recarga também influenciam no tempo médio de recarga.
Celular com bateria de 7.000 mAh é melhor que 5.000 mAh?
Não necessariamente. Em teoria, celulares com bateria de maior capacidade são melhores porque conseguem armazenar mais energia. Mas a autonomia da bateria também depende da otimização de eficiência energética do smartphone.
Como exemplo, uma bateria de de 7.000 mAh pode durar menos que outra com capacidades inferiores se o sistema não for otimizado para lidar com essa alta capacidade energética.
Celular com bateria de 7.000 mAh tem carregamento por indução?
Geralmente não. Recargas por indução são menos eficientes do que carregamentos cabeados, e costumam suportar potências mais baixas. Isso significa que uma recarga por indução eletromagnética seria ainda mais lenta em uma bateria de 7.000 mAh, que armazena mais energia que componentes inferiores.
No entanto, é possível encontrar exceções no mercado como o Oppo Find X9 Pro, que é alimentado por uma bateria com 7.500 mAh e suporta carregamento sem fio de 50 W.
Oppo Find X9 Pro é um exemplo de celular com bateria de 7.000 mAh e com suporte para carregamento por indução (Imagem: Ana Marques / Tecnoblog)
Celular com 7.000 mAh ou carregamento rápido: o que priorizar?
A escolha entre maior capacidade de bateria (mAh) ou potência de carregamento rápido vai depender das suas necessidades e do seu perfil de uso.
Quem costuma passar o dia fora, sem fácil acesso a tomadas para recarga, deve focar nos limites de miliampere-hora do celular. Essa especificação influencia diretamente na quantidade de energia que a bateria pode armazenar, o que também impacta na autonomia. Em teoria, smartphones com maiores capacidades (em mAh) duram mais longe das tomadas.
Já usuários com acesso facilitado a tomadas podem priorizar a potência de carregamento rápido da bateria, mesmo que o hardware tenha uma capacidade menor. A lógica é simples: se você pode recarregar seu celular a qualquer momento, pode focar na potência suportada visando tempos da recarga mais curtos.
Vale destacar que praticamente todos os celulares com bateria de 7.000 mAh suportam carregamento rápido. Mas é o seu perfil de uso que vai definir qual dessas especificações deverá priorizar.
Contudo, smartphones com baterias de 10.000 mAh são vendidos para um público bem específico, já que o padrão dos celulares mais atuais costuma ficar entre 5.000 mAh e 7.000 mAh. E a disponibilidade desses aparelhos também é mais restrita, já que a procura é mais nichada.
Baterias são essenciais para o fornecimento de energia a aparelhos eletrônicos (Imagem: André Fogaça/Tecnoblog)
Bateria é um componente que armazena energia e converte energia química em corrente elétrica. Com isso, as baterias podem alimentar dispositivos sem a necessidade de uma fonte contínua de energia, como as tomadas.
Os tipos de bateria são categorizados pelos elementos químicos presentes nas células das bateria. Como exemplo, baterias de íon-lítio são compostas de óxido metálico de lítio e grafite, enquanto as baterias alcalinas são formadas por zinco e dióxido de manganês.
Independentemente dos elementos químicos de composição, o funcionamento da bateria segue um padrão: o ânodo fornece elétrons, que passam pelo circuito externo até chegarem ao cátodo. Esse fluxo de elétrons ilustra o que chamamos de corrente elétrica, de forma resumida.
A seguir, entenda melhor o que é a bateria, e confira as classificações, o funcionamento e as características desse componente.
Bateria é um componente com capacidade para armazenar e converter energia, transformando energia química em corrente elétrica. O hardware pode alimentar aparelhos eletrônicos, automóveis, entre outros dispositivos.
Para que serve a bateria?
A bateria tem a função de armazenar energia e fornecê-la na forma de corrente elétrica para alimentar dispositivos e aparelhos que dependem de energia para funcionamento.
Ao cumprirem esse papel, as baterias oferecem mais praticidade e portabilidade de uso, substituindo a necessidade de uma fonte de energia contínua como as tomadas.
Quais são as classificações das baterias?
As baterias são classificadas em duas categorias, com base em suas capacidades de recarga:
Baterias primárias: baterias que não podem ser recarregadas, e são descartadas após uma descarga completa; costumam alimentar dispositivos com consumo de energia baixo ou moderado, como brinquedos, controles e lanternas.
Baterias secundárias: baterias que podem ser recarregadas, e que possuem vida útil baseada em ciclos de uso; a capacidade de recarga faz com que esse tipo de bateria geralmente alimente dispositivos com alto consumo de energia, a exemplo de smartphones, notebooks e automóveis.
Quais são os principais tipos de bateria?
Além das classificações entre primária e secundária, as baterias podem ser categorizadas de acordo com os elementos químicos presentes internamente. Confira abaixo os principais tipos de bateria.
Bateria de níquel-cádmio (NiCd)
Bateria de níquel-cádmio usa hidróxido de níquel no cátodo e cádmio metálico no ânodo. Aguenta alto números de ciclos, mas se tornou obsoleta por ser relativamente maior e mais pesada que as baterias modernas, pela densidade de energia mais baixa, e por questões ambientais devido à toxicidade do cádmio.
Foi esse tipo de bateria que gerou o mito “efeito memória” ou “bateria viciada”, visto em casos raros e sob condições específicas.
Ilustração de bateria de níquel-cádmio (Imagem: Reprodução/DirectIndustry)
Bateria de íon-lítio (Li-ion)
As baterias de íon-lítio costumam utilizar óxido metálico de lítio no cátodo e grafite no ânodo. Com o tempo, as baterias Li-ion substituíram as antigas baterias NiCd, pela alta densidade energética em um espaço menor e mais leve.
Atualmente, a bateria de íon-lítio é amplamente usada pelo mercado, sendo vista na maioria de smartphones, notebooks e carros elétricos.
Ilustração de bateria de íon-lítio (Imagem: Unsplash/Tyler Lastovich)
Bateria de silício-carbono (Si-C)
Baterias de silício-carbono têm cátodo formado por óxido metálico de lítio e ânodo composto por grafite e nanopartículas de silício no ânodo. Essa arquitetura aumenta a densidade energética da bateria e otimiza o carregamento mais rápido.
As baterias de Si-C são encontradas em smartphones e notebooks mais modernos, indicados para quem precisa de mais autonomia de uso. No entanto, há riscos de degradação mais acelerada devido a questões ligadas à expansão volumétrica.
Ilustração de uma bateria de silício-carbono (Imagem: Reprodução/Vivo)
Bateria chumbo-ácido
As baterias de chumbo-ácido utilizam chumbo esponjoso no ânodo e dióxido de chumbo no cátodo. Esse tipo de bateria consegue entregar descarga elétrica massiva em pouco tempo, mas costuma ocupar muito espaço e ser pesado pela densidade do chumbo.
Por conta disso, a bateria de chumbo-ácido é vista em carros, caminhões e sistemas de energia mais robustos.
Ilustração de bateria chumbo-ácido (Imagem: Vladimir Srajber/Pexels)
Bateria de polímero de lítio (Li-Po)
A bateria de polímero de lítio tem cátodo formado por óxidos metálicos de lítio e ânodo composto por grafite, bastante similar à estrutura de baterias de íon-lítio. A grande diferença é que baterias Li-Po usam polímero sólido ou gel fresco como eletrólitos.
Esse tipo de bateria é tratado como uma evolução da estrutura íon-lítio, e alimenta smartphones e notebooks com design mais finos e leves.
Ilustração de bateria de polímero de lítio (Imagem: Reprodução)
Bateria alcalina
Baterias alcalinas utilizam zinco no ânodo e dióxido de manganês no cátodo. Tratam-se daquelas baterias primárias (não recarregáveis) que costumamos encontrar em mercados e padarias.
Esse tipo de bateria é recomendável para aparelhos que não demandam muita energia. O ponto positivo é que elas perdem pouquíssima carga quando não estão em uso, embora sejam descartáveis pelo fato de não serem recarregáveis.
Ilustração de bateria alcalina (Imagem: Brett Jordan/Unsplash)
Como funciona uma bateria
O funcionamento de uma bateria se baseia na conversão de energia química em energia elétrica, devido a reações químicas de oxidação e redução que ocorrem no interior do componente. Isso é algo padrão, independente dos elementos químicos que compõem a bateria.
Dentro de cada bateria existem duas ou mais células, que são responsáveis pelo armazenamento de energia. E cada célula é composta por quatro componentes principais: ânodo (polo negativo), cátodo (polo positivo), eletrólito e separador.
O ânodo fornece elétrons para o circuito externo em um processo de oxidação. Os elétrons então percorrem o circuito externo até chegarem ao cátodo, onde ocorre o processo de redução. Entre esses dois polos, há o separador, que evita curtos-circuitos e superaquecimentos que ocorreriam se ânodo e cátodo se tocassem.
Para equilibrar o fluxo de elétrons, o eletrólito atua como um condutor que transporta íons entre os dois polos e compensa o acúmulo de carga elétrica formado durante as reações químicas.
Fluxo de funcionamento de bateria (Imagem: Reprodução/Australian Academy of Science)
Esse fluxo de elétrons ilustra o que chamamos de corrente elétrica, que fornece energia suficiente para que aparelhos funcionem corretamente.
Com o uso, as reações químicas que geram elétrons vão consumindo os materiais ativos dos eletrodos, diminuindo a força da corrente e o fornecimento de energia. Esse é o resumo do processo de descarga de um dispositivo.
Se a bateria for primária, ela precisará ser substituída após a descarga completa. Mas se a bateria for recarregável (secundária), a conexão a uma fonte de energia externa (como a tomada) vai forçar o fluxo de elétrons no sentindo contrário e fazer com que as reações químicas internas voltem ao estado inicial — o que chamamos de processo de recarga.
As baterias podem “viciar”?
Não. “Bateria viciada” ou “efeito memória” é um mito que surgiu na década de 60, quando baterias de níquel-cádmio de alguns satélites demonstraram perda de capacidade após serem constantemente carregadas de 25% até 100%. Esse fenômeno foi visto em casos raros, sob condições específicas e podia ser reparado.
O problema é que essa ocorrência específica gerou rumores de que todas as baterias viciam — o que não é verdade. Todas as baterias perdem capacidade com o tempo, e “bateria viciada” se tornou uma expressão popular para ilustrar uma bateria degradada, com potencial inferior ao estado original.
Quais são as características de uma bateria?
As baterias contêm diversas especificações, que indicam questões como capacidade, composição e ciclos de vida. Dentre as principais características do componente, estão:
Capacidade: indicador sobre a quantidade de carga que a bateria pode armazenar, geralmente medido em miliampere-hora (mAh); a capacidade nominal é o valor indicado pela fabricante sob condições específicas, enquanto a capacidade típica aponta para o valor médio em uso real.
Tensão: potencial energético da bateria, geralmente medida em volts (V); as especificações podem conter tensão nominal (valor padrão de operação), tensão máxima (valor quando a bateria está completamente carregada) e tensão mínima (limite mínimo e seguro de descarga).
Corrente: quantidade de fluxo de carga elétrica que uma bateria pode fornecer ou receber, medida em amperes (A).
Composição química: detalha os elementos químicos que compõem a bateria e indicam o tipo do componente; essa especificação costuma ser indicada como íon-lítio, silício-carbono e chumbo-ácido, por exemplo.
Ciclos de vida: indicador usado para determinar a vida útil da bateria, em que cada ciclo corresponde ao uso de 100% do componente (de forma contínua ou acumulada).
Temperatura de operação: faixa de temperatura indicada para um funcionamento seguro e adequado da bateria; pode incluir limites de temperaturas ideais, mínimas ou altas (picos).
Taxa de carga e descarga (C-rate): taxa de velocidade que a bateria leva para carregar ou descarregar em relação à sua capacidade, ilustrada pela letra “C” e por números; como exemplo, 1C representa a taxa de carga ou descarga que corresponde a uma corrente suficiente para carregar ou descarregar a bateria em uma hora.
O prazo de vida útil de uma bateria pode variar, dependendo das especificações de ciclos, da finalidade de uso e do nível de desgaste.
Baterias de smartphones e notebooks têm vida útil baseada em ciclos, ou seja, quantas vezes a bateria completou 100% de uso (de forma contínua ou espaçada). Essa métrica costuma aparecer de forma simplificada na seção “saúde da bateria”.
Como exemplo, a saúde da bateria de iPhones começa em 100% em um aparelho novo, e decai ao longo dos anos, devido aos ciclos de uso e desgastes químicos internos. Apple e outras marcas de celular sugerem que níveis abaixo de 80% indicam uma bateria degradada.
iPhone oferece indicador sobre a saúda da bateria (Imagem: Igor Shimabukuro/Tecnoblog)
Já baterias automotivas podem duram entre três e cinco anos. E a vida útil desses componentes geralmente envolve tempo de uso e condições da peça — diferentemente da contagem de ciclos da maioria dos aparelhos eletrônicos.
Importante ter em mente que as informações das fabricantes indicam a vida útil teórica da bateria. Contudo, práticas de uso, manutenção e temperatura são fatores que encurtam ou prolongam a durabilidade do componente.
O que fazer quando a bateria chega ao fim da vida útil?
Se a bateria do seu dispositivo chegou ao fim da vida útil, a única saída será trocá-la por outra bateria. Lembre-se que a bateria vai se degradar com o tempo, e não há como consertar ou reverter o desgaste provocado pelas reações químicas e pelo uso.
Só certifique-se de trocar por uma bateria original para manter o pleno funcionamento do seu aparelho. E vale buscar assistências oficiais ou autorizadas pela fabricante para fazer a manutenção.
É possível prolongar a vida útil de uma bateria?
Sim. Fazer pequenas pausas durante usos intensivos, evitar carregamento por indução eletromagnética e utilizar fontes e cabos originais são práticas que reduzem as chances de calor excessivo, que é um dos principais inimigos das baterias. Também é recomendável não deixar o dispositivo descarregar até 0% para não aumentar o estresse do componente.
Essas “boas práticas” de uso vão reduzir a degradação da bateria, fazendo com que ela se mantenha saudável por mais tempo.
Qual é a diferença entre bateria e pilha?
Baterias são componentes que convertem energia química em corrente elétrica. Esses componentes são formados por várias células, de modo a oferecer voltagens maiores e atender a dispositivos que demandam mais energia.
As pilhas também fazem a conversão de energia química para corrente elétrica, mas é composta por uma única célula. Por conta disso, elas têm voltagem mais baixa e são mais indicadas para aparelhos com menor consumo de energia.
A Volkswagen anunciou um recall que afeta quase 100 milveículos elétricos em todo o mundo. O problema está nos módulos de bateria, que podem apresentar falhas capazes de reduzir a autonomia dos carros e, em situações mais extremas, causar incêndio.
A informação foi divulgada pela autoridade alemã de veículos motorizados (KBA, na sigla em alemão), que confirmou que cerca de 28 mil dos carros afetados estão na Alemanha. O recall foi anunciado após avisos emitidos no início deste mês sobre os riscos identificados nos sistemas de bateria de alta tensão.
Modelos Volkswagen afetados pelo recall
A convocação atinge principalmente a linha ID da Volkswagen, com cerca de 75 mil veículos chamados para revisão. Outros quase 20 mil carros do modelo Cupra Born também estão incluídos no recall;
Todos os veículos afetados foram produzidos entre fevereiro de 2022 e agosto de 2024;
Os módulos de bateria de alta tensão que estão fora das especificações técnicas representam o núcleo do problema;
Segundo a documentação oficial, esses componentes defeituosos podem comprometer o desempenho do veículo de duas formas distintas: reduzindo a capacidade de autonomia das baterias ou, em casos mais graves, criando situações de risco de incêndio.
Linha ID está entre os convocados (Imagem: Divulgação/Volkswagen)
Para resolver o problema identificado, a Volkswagen informou que adotará uma abordagem em duas etapas. Primeiro, será feita uma atualização de software nos veículos afetados. Em seguida, técnicos especializados farão uma inspeção completa das baterias para avaliar o estado dos módulos individuais.
Quando necessário, módulos específicos serão substituídos por componentes novos que atendam às especificações corretas. A montadora não divulgou prazo estimado para conclusão de todos os reparos nem informações sobre custos envolvidos no processo.
Situação no mercado brasileiro
A presença da linha ID no Brasil ainda é limitada, o que gera dúvidas sobre quantos veículos nacionais podem estar incluídos na convocação mundial. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o impacto do recall em modelos vendidos no mercado brasileiro.
O Olhar Digital entrou em contato com a Volkswagen para confirmar se os veículos brasileiros também estão no recall e aguarda retorno.
Design TransView confere visual transparente à parte superior do dispositivo (imagem: divulgação)Resumo
Realme P4 Power será lançado na Índia em 29 de janeiro com uma bateria de 10.001 mAh, prometendo até três dias e meio de autonomia.
O smartphone possui carregamento rápido de 80 W e carregamento reverso de 27 W, permitindo recarregar outros dispositivos.
Ele inclui tela AMOLED de 6,78 polegadas, com taxa de atualização de 144 Hz e processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra.
A Realme lança o novo P4 Power na Índia no dia 29 de janeiro. Ele chega com a promessa de entregar três dias de autonomia, graças à super bateria de 10.001 mAh. A empresa já iniciou a campanha de pré-reserva no país mediante um pagamento simbólico de 999 rúpias (cerca de R$ 60).
Esse não será o preço final do celular, apenas um “sinal” que garante prioridade na compra e benefícios exclusivos — uma prática comum no varejo indiano.
Aqui no Brasil, a assessoria da Realme nos informou que deve trazer novidades sobre o aparelho “em breve”. Por enquanto, não há data e preços no mercado nacional.
Super bateria e especificações
Com recarga reversa de 27 W, o P4 Power também funciona como um power bank (imagem: divulgação)
Sem dúvida, o grande trunfo do Realme P4 Power é a bateria. Equipado com uma célula de 10.001 mAh de silício-carbono, o aparelho oferece o dobro da capacidade da maioria dos smartphones topo de linha atuais (o Galaxy S25 Ultra, por exemplo, tem uma bateria de 5.000 mAh).
Mesmo assim, o celular mantém um peso surpreendente de 218 gramas. A tecnologia de silício-carbono é a chave para esse equilíbrio, permitindo uma densidade energética superior sem aumentar drasticamente o volume ou o peso do aparelho. A fabricante promete até três dias e meio de uso moderado longe da tomada.
O chefe de marketing de produto da marca, Francis Wong, confirmou que o Realme P4 Power terá carregamento rápido de 80 W, capaz de recarregar a célula gigante rapidamente.
Além de durar dias, o P4 Power pode “salvar” outros gadgets. O dispositivo suporta carregamento reverso de 27 W, transformando-o em um power bank eficiente para carregar fones, relógios e até celulares.
O conjunto de especificações deve incluir uma tela AMOLED de 6,78 polegadas com taxa de atualização de 144 Hz e o processador MediaTek Dimensity 7400 Ultra (possivelmente uma versão renomeada de chips da série 8000).
Preço e disponibilidade
Modelo suporta carregamento rápido de 80 W (imagem: divulgação)
O preço oficial ainda não foi revelado, mas vazamentos sugerem que o valor de etiqueta da versão mais completa, com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, pode ser de 37.999 rúpias (cerca de R$ 2.250).
No entanto, analistas do mercado local esperam que o preço real de venda para o consumidor fique entre 25 mil e 30 mil rúpias (algo entre R$ 1.500 e R$ 1.800), posicionando-o como um intermediário premium.
Vale lembrar que a Realme voltou a ser uma submarca da Oppo e não opera mais de forma independente, mas a movimentação da marca com o novo smartphone não é isolada. Recentemente, a Honor lançou na China o Honor Power 2, com uma bateria de 10.080 mAh.
As fabricantes chinesas parecem ter encontrado no silício-carbono a solução para oferecer autonomia de sobra sem comprometer a ergonomia, enquanto Samsung e Apple focam em eficiência para manter os celulares finos.
iPhone Fold pode chegar ao mercado nos próximos anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Apple está testando baterias entre 5.400 mAh e 5.800 mAh para o iPhone dobrável, segundo o leaker Yeux1122.
A capacidade superaria os 4.400 mAh do rival direto, o Galaxy Z Fold 7 da Samsung.
Outros rumores ainda sugerem que a Samsung Display pode fornecer telas OLED para o dobrável da Apple.
A Apple estaria testando baterias com capacidade entre 5.400 mAh e 5.800 mAh para o aguardado iPhone dobrável. Segundo o leaker Yeux1122, a empresa pode ter mudado a estratégia, passando a priorizar maior autonomia em vez de um design mais fino.
Se confirmado, o modelo teria bateria bem maior que os 4.400 mAh do Galaxy Z Fold 7, podendo até superar o futuro Z Fold 8. Os rumores foram publicados no blog Naver e indicam que a Apple opta pela especificação mais alta, mesmo que isso resulte em um dispositivo mais pesado que o dos rivais.
Vantagem sobre a concorrência
Esta abordagem representaria um foco intenso na autonomia, um dos pontos de maior crítica nos dobráveis atuais. De acordo com o rumor, mesmo no limite inferior de 5.400 mAh, a capacidade seria consideravelmente maior que a oferecida pela Samsung hoje — o Galaxy Z Fold 7 utiliza uma bateria de 4.400 mAh.
Como lembra o Android Authority, a Samsung não promove uma atualização na capacidade de bateria da linha Fold desde o modelo original, lançado em 2019, mantendo os 4.400 mAh ao longo de várias gerações. Uma bateria de 5.400 mAh no suposto iPhone Fold seria um aumento de aproximadamente 22,7% na capacidade bruta em relação ao rival direto.
O site também menciona que o Galaxy Z Fold 8, esperado para 2026, poderia finalmente receber uma bateria acima de 5.000 mAh. Contudo, ainda não há informações específicas sobre a capacidade exata.
Ainda assim, é importante lembrar: é comum que empresas como a Apple testem protótipos com diferentes configurações de hardware durante a fase de pesquisa e desenvolvimento. O fato de uma bateria de 5.800 mAh estar supostamente em teste não garante que ela será usada no produto final.
Samsung pode fornecer tela do dobrável da Apple
Este é somente um dos muitos rumores que cercam o possível dispositivo dobrável da Apple, ainda não confirmado oficialmente. Outros relatos indicam que o smartphone pode ter um formato mais compacto, parecido com o Oppo Find N, e não seguir o design alto e estreito da linha Z Fold.
Em setembro, a Samsung Display, divisão de telas da sul-coreana, confirmou que prepara a produção em massa de telas OLED para celulares dobráveis destinadas a “um cliente norte-americano”. Segundo o portal sul-coreano Chosun Biz, a declaração do presidente Lee Cheong indica que esse cliente pode ser a Apple.
O iPhone Fold pode ter uma configuração de câmera traseira dupla de 48 megapixels, com tela principal dobrável sem vinco aparente e uma câmera de selfie de 24 megapixels posicionada sob a tela, o que seria um avanço técnico para a linha de produtos da empresa.
Rumores indicam que a Apple avalia baterias de até 5.800 mAh para a linha de aparelhos dobráveis. Capacidade seria 22,7% maior que a do rival da Samsung.
Simulação de como seria o iPhone dobrável, que deve chegar ao mercado nos próximos anos (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)