O Asus Vivobook 15 (modelo M1502YA) está em oferta por R$ 3.734 no Pix na Amazon, um abatimento de 32% quando comparado ao valor de lançamento de R$ 5.499.
Este notebook possui processador AMD Ryzen 7, tela Full HD de 15,6″ e 16 GB de RAM, sendo indicado para uso em estudos e trabalho.
Asus Vivobook 15 tem chip Ryzen 7 e SSD de 512 GB
Tela de 15,6″ do notebook Asus Vivobook 15 pode ser aberta em até 180º (imagem: Divulgação/Asus)
O Asus Vivobook 15 é um notebbok indicado para uso em estudos ou trabalho, equipado com um processador AMD Ryzen 7 5825U de até 2 GHz e 16 GB RAM DDR4. Essa configuração suporta atividades no escritório, na escola ou na faculdade.
O display LED de 15,6 polegadas possui resolução Full HD (1.920 x 1.080 pixels), com taxa de atualização de 60 Hz e brilho de 250 nits e película antirreflexo. Suas dobradiças permitem que ela seja aberta em até 180º, de modo a facilitar o compartilhamento de conteúdos em exibição com mais pessoas.
O laptop conta com um SSD M.2 de 512 de armazenamento interno, que pode ser substituído por um modelo de maior capacidade.
Asus Vivobook 15 possui cobertura antibacteriana (imagem: Divulgação/Asus)
Um curioso recurso do Asus Vivobook S15 é sua cobertura antibacteriana: certas regiões de maior contato, como o teclado ABNT2 com pad numérico, o botão Liga/Desliga, a área de descanso das mãos o touchpad são tratados para inibir até 99% dos germes em um período de 24 horas, segundo a fabricante.
Este laptop possui conectividade Wi-Fi 5 e Bluetooth 4.1, e conta com uma porta USB-A 3.0, duas USB-C 3.0, uma USB-A 2.0, uma HDMI 1.4 e um conector P2 para fone de ouvido/headset. Por outro lado, ele não possui entrada para cartões de memória.
O notebook Asus Vivobook 15 (modelo M1502YA), que possui uma boa configuração para uso na escola, faculdade ou escritório, está saindo por R$ 3.734 no Pix na Amazon. Com essa oferta, há um desconto de 32% sobre o preço original.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.
Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition possui 16 núcleos, 208 MB de cache total e oferece até 10% mais desempenho que o Ryzen 9 9950X3D;
processador é o primeiro para desktops com tecnologia dual 3D V-Cache, suporta memórias DDR5-5600 e tem TDP de 200 W;
lançamento oficial nos EUA está marcado para 22 de abril, mas preço ainda não foi divulgado.
O Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition acaba de ser confirmado como uma opção para quem procura um processador realmente poderoso para PCs. A novidade da AMD conta com 16 núcleos baseados na arquitetura Zen 5 e traz cache de 208 MB, para você ter noção do que esperar por aqui.
O AMD Ryzen 9 9950X3D, lançado no ano passado, já aparecia como uma das melhores opções da AMD para PCs de alto desempenho, agradando em cheio ao público gamer devido ao seu poder de fogo.
Mas o Ryzen 9 9950X3D2 consegue ir além ao oferecer até 10% mais desempenho do que o Ryzen 9 9950X3D. Isso é mérito, entre outros fatores, dos 64 MB de cache adicionais do novo modelo.
Jack Huynh, da AMD, usou o X para destacar esse aspecto:
Testei em primeira mão o novo Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition, ainda não lançado, em nosso laboratório, e ele é incrível.
O primeiro processador para desktops do mundo com dual 3D V-Cache 3D da AMD oferece 208 MB de cache total no chip, a maior capacidade que já colocamos em um processador Ryzen. Isso é várias vezes mais do que a maioria dos processadores de ponta oferecia há alguns anos.
Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral de computação e gráficos da AMD
A tal tecnologia 3D V-Cache indica que o chip trabalha com camadas de memória cache empilhadas. Essa abordagem não é nova. O que é inédito para a categoria (processadores para desktops) é o fato de haver, aqui, duas áreas de 3D V-Cache no chip, daí o “dual”.
As demais características do Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition incluem:
16 núcleos e 32 threads
frequência base de 4,3 GHz e em boost de 5,6 GHz
cache L2 + L3 de 16 MB + 192 MB, respectivamente
suporte a memórias DDR5-5600
gráficos RDNA 2 em 2 núcleos de 2,2 GHz
TDP de 200 W
Repare no último item da lista: um dos efeitos colaterais de números tão generosos nas especificações é o TDP elevado (o Ryzen 9 9950X3D não passa de 170 W, o que já é alto).
Disponibilidade e preço do Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition
Jack Huynh conta que o Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition será lançado oficialmente em 22 de abril, data que considera o mercado dos Estados Unidos.
Ainda não há informação sobre preços. Porém, o Ryzen 9 9950X3D foi lançado com preço sugerido de US$ 699 (R$ 3.663 na conversão direta), o que nos faz pensar em um valor ligeiramente acima disso para o Ryzen 9 9950X3D2.
Há 40 anos, o computador pessoal (PC para os íntimos) tem sido a ferramenta definitiva para criação e trabalho. No entanto, a AMD afirma que essa era está evoluindo. Em vez de uma máquina que espera por seus comandos para abrir aplicativos, surge o Computador de Agentes (ou “Agent Computer” em inglês). O conceito abandona a ideia de “operação passo a passo” e introduz a “delegação”: você não usa os apps; a inteligência artificial da máquina usa os apps por você.
O que é um Computador de Agentes?
Diferente de um PC tradicional, o Computador de Agentes é projetado para rodar agentes de IA de forma persistente e ininterrupta. Enquanto um chatbot comum apenas responde perguntas, esses novos agentes realizam ações: eles pesquisam, planejam e executam tarefas complexas através de diferentes ferramentas e softwares, funcionando de forma independente mesmo enquanto você dorme.
A ideia é que o dispositivo se torne um colaborador “sempre ativo” em sua casa ou escritório. Em vez de abrir o Slack ou o WhatsApp para gerenciar pendências, você simplesmente delega a tarefa ao seu agente local, que cuida da logística e entrega o resultado final pronto.
Ainda não existe um termo fixo para essa inovação no Brasil, e sabemos que muitas vezes a própria palavra em inglês domina nosso dia a dia. O que você precisa saber é que independentemente do nome (Computador de Agentes, Computador Agêntico ou Computador Autônomo), a forma convencional como usamos este dispositivo pode estar com os dias contados.
Como a IA da AMD impulsiona essa evolução
Para que essa autonomia funcione, é necessário um novo tipo de poder computacional. A AMD destaca que processadores como o Ryzen AI Max+ 395 foram desenvolvidos especificamente para essa arquitetura. Essas máquinas possuem largura de banda de memória massiva e processamento paralelo eficiente, permitindo que múltiplos agentes de IA rodem localmente ao mesmo tempo.
Imagem: AMD / Divulgação
Diferente de um console de videogame, o Agent Computer não é um modelo único, mas uma categoria de dispositivos. Você já pode encontrar essa tecnologia em sistemas equipados com os novos processadores Ryzen AI Max ou em plataformas modulares como o Framework Desktop, que oferecem o poder de processamento necessário para manter os agentes rodando localmente.
A grande vantagem de manter esse processamento de forma local, e não na nuvem, é a privacidade e o controle de dados. Empresas e profissionais podem usar IA de alto nível sem limites de uso ou preocupações com o compartilhamento de informações confidenciais em data centers externos.
A transição para a computação “agêntica” promete mudar a rotina de criadores e desenvolvedores. Imagine acordar e encontrar suas mensagens urgentes já respondidas e um briefing completo da sua primeira reunião preparado pela IA.
Próximo Xbox deve usar chip AMD personalizado (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Project Helix terá chip AMD personalizado com foco em gráficos avançados e ray tracing até 10 vezes mais eficiente.
O console usará AMD FidelityFX Super Resolution com aprendizado de máquina para melhorar a fluidez dos jogos.
Microsoft deve integrar Xbox e Windows, criando um ambiente de desenvolvimento unificado para jogos em ambas as plataformas.
A Microsoft revelou mais detalhes sobre o próximo console Xbox. Anunciado na semana passada com o codinome Project Helix, o videogame deve chegar aos desenvolvedores em versões alfa — fase inicial usada para testar mecânicas e desempenho dos jogos — apenas em 2027.
A informação veio do vice-presidente responsável pela próxima geração do Xbox, Jason Ronald, durante a Game Developers Conference (GDC). O executivo confirmou que o console terá um chip personalizado da AMD com foco em gráficos avançados, conforme informou Tom Warren, do The Verge.
Não se trata exatamente de uma novidade: sabemos dessa informação desde junho de 2025. No entanto, Ronald afirmou que o Project Helix está sendo desenvolvido junto com a próxima geração do DirectX — conjunto de APIs da Microsoft que permite ao software interagir com o hardware de áudio e vídeo no Windows —, o que indica uma integração mais profunda entre o console e o sistema operacional.
A empresa também reforçou a promessa de um salto de até 10 vezes no desempenho de ray tracing, além de suporte a path tracing, técnica mais avançada de iluminação em tempo real.
O hardware deve utilizar uma nova geração da tecnologia AMD FidelityFX Super Resolution (FSR) com aprendizado de máquina e geração de quadros. Esse recurso cria frames adicionais entre os já renderizados para aumentar a fluidez percebida dos jogos.
Xbox e Windows mais integrados
Project Helix é o codinome da próxima geração do Xbox (imagem: divulgação)
Ainda segundo Ronald, o ecossistema Xbox deve continuar se aproximando do Windows. A ideia é que o Project Helix rode jogos de PC e de console, reduzindo as diferenças entre as plataformas.
O The Verge menciona que há uma preocupação da Microsoft em simplificar o trabalho dos desenvolvedores. Para facilitar a integração, a empresa está criando um ambiente de desenvolvimento unificado para que os estúdios produzam basicamente a mesma versão do jogo para Xbox e Windows, em vez de duas versões separadas.
Além disso, a Microsoft também trabalha no recurso Advanced Shader Delivery, que permite baixar shaders pré-compilados junto com o jogo ou atualizações. Isso deve evitar o tempo de compilação que normalmente ocorre quando o jogador inicia um game pela primeira vez.
Chip da série Ryzen AI 400 Pro (imagem: reprodução/AMD)Resumo
AMD anunciou linha Ryzen AI 400 no MWC 2026, com 12 chips para desktops;
linha principal para desktops inclui seis modelos baseados na arquitetura Zen 5, com GPU RDNA 3.5 e NPU de 50 TOPS, disponíveis em versões de 65 W e 35 W;
não há previsão de vendas avulsas dos novos chips no varejo, porém.
A AMD usou o MWC 2026, que ocorre nesta semana, para anunciar a expansão da linha Ryzen AI 400. Como o nome indica, esses chips trazem recursos para execução local de tarefas de inteligência artificial e prometem alto desempenho neste aspecto. As novas opções são focadas em desktops.
Chips AMD Ryzen AI 400 para desktops
A linha Ryzen AI 400 “normal” recebeu seis modelos para desktops. Talvez seja melhor dizer que são três: é que cada chip tem uma versão com 65 W e outra com 35 W de TDP. Todos os modelos são baseados na arquitetura Zen 5, bem como contam com GPU integrada que segue a arquitetura RDNA 3.5. São eles:
Chip
Núcleos / threads
Clock boost / base
TDP
Cache total
GPU (núcleos)
NPU
Ryzen AI 7 450G
8 / 16
5,1 GHz / 2 GHz
65 W
24 MB
Radeon 860M (8)
50 TOPS
Ryzen AI 5 440G
6 / 12
4,8 GHz / 2 GHz
65 W
22 MB
Radeon 840M (4)
50 TOPS
Ryzen AI 5 435G
6 / 12
4,5 GHz / 2 GHz
65 W
14 MB
Radeon 840M (4)
50 TOPS
Ryzen AI 7 450GE
8 / 16
5,1 GHz / 2 GHz
35 W
24 MB
Radeon 860M (8)
50 TOPS
Ryzen AI 5 440GE
6 / 12
4,8 GHz / 2 GHz
35 W
22 MB
Radeon 840M (4)
50 TOPS
Ryzen AI 5 435GE
6 / 12
4,5 GHz / 2 GHz
35 W
14 MB
Radeon 840M (4)
50 TOPS
Observe que, em todos os modelos, há uma Unidade de Processamento Neural (NPU) de 50 TOPS de capacidade (XDNA 2), característica que habilita os computadores equipados com esses processadores a serem considerados um Copilot+ PC:
Com os processadores Ryzen AI 400 — os primeiros do mundo projetados para impulsionar as novas experiências do Copilot+ no desktop — estamos trazendo uma poderosa aceleração de IA que permite que nossos parceiros criem sistemas que capacitem empresas e consumidores a fazer e criar mais.
Jack Huynh, vice-presidente sênior e gerente geral de computação e GPUs da AMD
Modelos quase iguais, mas profissionais
Há também versões Pro dos chips para desktops, que trazem recursos específicos para uso corporativo, como o AMD Memory Guard (protege a memória com criptografia) e o AMD Secure Processor (processador de segurança integrado que protege dados sensíveis). São eles (observe novamente a variação de modelos com base no TDP):
O destaque vai para o Ryzen AI 9 HX Pro 475, que tem 12 núcleos de CPU e NPU de 60 TOPS. Aqui, o ganho de desempenho é de até 30% em tarefas multithread na comparação com o Intel Core Ultra X7 358H, afirma a AMD.
Disponibilidade e preços dos novos chips da AMD
Por serem direcionadas a desktops, os novos processadores chegarão ao varejo para serem comprados de modo avulso por consumidores, certo? Na verdade, não.
Pelo menos na fase inicial, os chips Ryzen AI 400 para desktops serão fornecidos exclusivamente a fabricantes de PCs, não havendo informação sobre vendas no varejo.
A expectativa é a de que marcas como HP e Lenovo lancem os primeiros computadores baseados nos novos chips no segundo trimestre de 2026.
Linus Torvalds anuncia Linux 6.19 (imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Linux 6.19 melhora compatibilidade com GPUs AMD antigas e suporte a máquinas virtuais com chips da companhia;
Atualização traz suporte a chips Intel Nova Lake e para tecnologia de segurança Intel LASS, que previne ataques baseados em vulnerabilidades de hardware;
Sistema de arquivos EXT4 foi otimizado e dispositivos portáteis como Steam Deck e Asus ROG Ally ganharam suporte oficial para controle de hardware.
O Linux 6.19 é oficial. Manda a tradição que o anúncio de uma nova versão do kernel seja feito em um domingo. Pois bem, Linus Torvalds apresentou a novidade no último dia 8. O que há de novo? Principalmente ajustes ou acréscimo de compatibilidade com chips AMD e Intel. Mas há outros avanços, é claro.
Sem grandes surpresas na semana passada [com relação ao kernel], então a versão 6.19 foi lançada conforme o esperado — justamente quando os EUA se preparam para uma paralisação completa ainda hoje, assistindo à última leva de comerciais de TV.
Apostadores diriam que todos eles [os comerciais] foram gerados por IA, mas talvez alguma empresa empreendedora decida ir contra essa tendência? Duvido, mas sempre há uma pequena chance.
Linus Torvalds, principal mantenedor do Linux
Ao falar de paralisação nos Estados Unidos, Torvalds brinca com a final do Super Bowl, que ocorreu justamente no último domingo. Mas vamos ao que interessa: o Linux em si.
Há várias pequenas novidades no kernel Linux 6.19. Entre as que se destacam está a que torna GPUs AMD antigas, como as séries Radeon R9 200 e HD 7000, plenamente compatíveis com o driver aberto RADV para a API gráfica Vulkan. Essa novidade pode tornar a execução gráfica baseada em Vulkan ou em OpenGL até 40% mais rápida, de acordo com os benchmarks.
Ainda no universo da AMD, agora há suporte para máquinas virtuais com até 4.096 CPUs via tecnologia x2AVIC. O suporte anterior era de 512 CPUs. Isso significa que o Linux ficou mais potente em virtualização profissional a partir de processadores AMD.
Há ainda ajustes de desempenho na criptografia AES-GCM para processadores com arquitetura Zen 3 e suporte para inserção inteligente de dados no cache em processadores como o AMD Epyc 9005.
No ecossistema da Intel, as novidades incluem suporte para áudio em máquinas baseadas nos chips Nova Lake, a serem introduzidos ainda em 2026.
Agora também há suporte para a tecnologia Intel LASS (Linear Address Space Separation), que previne uma série de ataques baseados em vulnerabilidades de processadores, a exemplo das famosas falhas Spectre e Meltdown.
Outras novidades dignas de nota incluem:
EXT4: o sistema de arquivos agora tem suporte a blocos maiores que o tamanho da página do sistema, o que pode agilizar a cópia de arquivos grandes ou a extração de arquivos compactados, por exemplo;
Asus ROG Ally e Steam Deck: agora há suporte oficial ao controle de hardware de ambos os dispositivos, o que pode melhorar a experiência do usuário com jogos;
IdeaPad: agora há suporte a carregamento rápido via porta USB-C em vários notebooks da linha da Lenovo;
Para os demais casos, convém aguardar pela liberação do novo kernel nas distribuições Linux, de modo oficial. Algumas delas, como o Arch Linux e o Fedora, poderão contar com o Linux 6.19 em breve.
Mas tenha em mente que, dependendo da distribuição, a implementação do novo kernel pode levar mais tempo. Isso porque costuma não haver pressa para isso. Cada projeto implementa a versão mais otimizada para determinada fase da distribuição, não necessariamente a mais recente.
Antes de encerrarmos, uma curiosidade: Linus Torvalds revelou que a próxima versão do kernel será chamada de Linux 7.0.
Expansão de data centers de IA aumentou procura por CPUs tradicionais (imagem: reprodução/AMD)Resumo
Intel e AMD enfrentam dificuldades no fornecimento de CPUs para servidores, afetando grandes empresas como Alibaba e Tencent.
A demanda por infraestrutura de IA na China elevou os preços de CPUs em mais de 10% e atrasou entregas.
Escassez é causada pela alta demanda por data centers de IA e limitações na produção.
AMD e Intel alertaram clientes chineses sobre dificuldades no fornecimento de processadores de servidores no país. No caso da Intel, os prazos de entrega chegariam a até seis meses, em um momento de forte expansão da infraestrutura de inteligência artificial.
As informações foram reveladas pela Reuterse indicam que as restrições de oferta começaram a se intensificar nas últimas semanas, elevando os preços em mais de 10%.
Por que faltam CPUs no mercado chinês?
A corrida global por data centers voltados à IA não se limita a chips especializados, como aceleradores gráficos. Ela também elevou de forma significativa a demanda por componentes considerados “tradicionais” — caso das CPUs usadas em servidores.
Esse movimento tem pressionado segmentos inteiros da cadeia, incluindo memórias, cujos preços seguem em alta, e agora também os processadores centrais. Na China — responsável por mais de 20% da receita total da Intel — os modelos Xeon de quarta e quinta gerações estão entre os mais afetados.
Segundo a Reuters, a empresa passou a racionar entregas desses chips, acumulando uma fila relevante de pedidos não atendidos. Em alguns contratos, os atrasos chegam a seis meses.
A escassez também teve reflexo direto nos preços. Produtos de servidores da Intel ficaram, em média, mais de 10% mais caros no mercado chinês, embora o reajuste varie conforme os termos negociados com cada cliente. Grandes fabricantes de servidores e provedores de computação em nuvem, como Alibaba e Tencent, estão entre os impactados.
A AMD enfrenta um cenário semelhante, ainda que em escala um pouco menor. A empresa informou clientes locais sobre limitações no fornecimento, com prazos de entrega estendidos para algo entre oito e dez semanas em determinados produtos.
Melhora pode ocorrer ao longo do ano
Intel enfrenta dificuldades no fornecimento de processadores de servidores (imagem: reprodução/Intel)
À agência, a Intel afirmou que a rápida adoção de soluções de IA impulsionou uma demanda elevada por “computação tradicional”. A companhia espera que seus estoques atinjam o nível mais baixo no primeiro trimestre, mas disse estar agindo de forma agressiva para normalizar o abastecimento, com expectativa de melhora a partir do segundo trimestre e ao longo de 2026.
A AMD, por sua vez, reiterou declarações feitas em sua teleconferência de resultados, destacando que ampliou sua capacidade de fornecimento para atender à demanda.
As causas da escassez são múltiplas. A Intel ainda enfrenta desafios para ampliar sua produção com eficiência, enquanto a AMD depende da taiwanesa TSMC, que tem priorizado a fabricação de chips voltados à IA, deixando menos capacidade disponível para CPUs convencionais.
CEO da AMD indica que próximo Xbox ficará pronto em 2027 (imagem ilustrativa: divulgação/Microsoft)Resumo
CEO da AMD, Lisa Su, indicou que o próximo Xbox pode ser lançado ou ficar pronto em 2027, com um SoC semicustomizado da AMD;
Documentos vazados sugerem que, se não for lançado em 2027, o console deve chegar em 2028;
Rumores indicam ainda que novo Xbox pode ter uma abordagem híbrida entre console e PC.
Já faz algum tempo que a Microsoft não apresenta novidades substanciais para a linha Xbox. Isso faz muita gente se perguntar: quando a companhia irá lançar a próxima geração do console? Se de modo intencional ou não, a CEO da AMD, Lisa Su, deixou escapar que poderemos ter novidades em 2027.
A revelação foi feita enquanto Su comentava os resultados financeiros mais recentes da AMD. Durante a teleconferência sobre o assunto, a executiva deu a seguinte declaração quando falava sobre projetos futuros ou em andamento pela companhia:
O desenvolvimento do Xbox de próxima geração da Microsoft, a ser equipado com um SoC semicustomizado da AMD, está progredindo bem para possibilitar um lançamento em 2027.
Lisa Su, CEO da AMD
A declaração não significa, necessariamente, que o próximo Xbox será lançado em 2027, mas que a AMD estará pronta para fornecer o SoC nesse ano, se isso estiver nos planos da Microsoft.
Se o console não for lançado em 2027, do ano seguinte não deverá passar. Isso porque trechos de uma reunião dos líderes da Microsoft que vazaram em 2023 indicavam planos de lançamento para 2028. Documentos que vazaram em ocasiões posteriores também.
Contudo, é possível que a Microsoft tenha antecipado a previsão de lançamento para 2027 por conta da pressão para oferecer um novo Xbox no mercado.
Neste ponto, vale relembrar que a atualização mais recente da linha remete a 2020, quando o Xbox Series X e o Xbox Series S foram lançados. Depois disso, a Microsoft lançou apenas atualizações ou edições especiais desses consoles.
Lisa Su, CEO da AMD (imagem: divulgação/AMD)
Como será o próximo Xbox?
Se os rumores estiverem certos, a próxima geração do Xbox pode seguir uma abordagem híbrida entre console e PC ou, ainda, combinar hardware local (o próprio console) com computação nas nuvens.
Nesse sentido, a parceria entre AMD e Microsoft vai além do chip do console: sabe-se que ambas as companhias já trabalham na próxima geração de servidores da plataforma Xbox Cloud Gaming.
O Acer Nitro V15 está saindo por R$ 5.099 em até 10x sem juros no Mercado Livre. O notebook modelo ANV15-41-R2GT que traz processador AMD Ryzen 7, 16 GB de RAM e GPU Nvidia RTX 4050 tem desconto de 27% sobre o preço de lançamento de R$ 6.999.
Acer Nitro V15 tem processador AMD Ryzen 7 e GPU Nvidia RTX 4050
Notebook Acer Nitro V15 vem com processador Rizen 7 e GPU RTX 4050 da Nvidia (imagem: Divulgação/Acer)
O Acer V15 vem com o processador AMD Ryzen 7 7735HS, um octa-core com clock de até 4,75 GHz acompanhado por 16 GB de RAM DDR5. Um kit que suporta multitarefa, programação e consumo de conteúdo. A GPU RTX 4050 da NVIDIA com 6 GB de memória GDDR6 dá conta de jogos em Full HD com ray tracing e DLSS.
O armazenamento fica por conta de um SSD NVMe PCIe 4.0 de 512 GB de espaço, o suficiente para projetos e estudos, e oferece um segundo slot M.2 PCIe 3.0 para expansão. A RAM também pode ser expandida, graças a um segundo slot SO-DIMM (máximo de 32 GB, 2×16 GB).
A tela é um painel IPS LCD de 15,6 polegadas e resolução Full HD (1.920 x 1.080 pixels), com tempo de resposta de 165 Hz, ideal para games competitivos. O brilho de até 300 nits garante a visibilidade mesmo sob luz forte.
Notebook Acer Nitro V15 tem tela de 15,6 polegadas (imagem: reprodução/Acer)
As opções de conectividade do Acer Nitro V15 são amplas. Ele traz três portas USB-A e entradas individuais para USB4 Type-C, saída HDMI, Ethernet gigabit e P2 para fone de ouvido e/ou headset, além de suporte a Wi-Fi 6 com MU-MIMO 2×2 e Bluetooth 5.1.
O notebook é completado pelo teclado ABNT retroiluminado de perfil completo (com teclas numéricas à direita) e uma webcam HD para aulas online e apresentações. Ele sai da caixa rodando Linux 64 bits.
O Acer Nitro V15 (ANV15-41-R2GT) está em oferta por R$ 5.099 em até 10x sem juros no Mercado Livre, com um desconto de 27% sobre o valor original de um notebook interessante para acompanhar a volta às aulas.
Aviso de ética: ao clicar em um link de afiliado, o preço não muda para você e recebemos uma comissão.
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
A demanda por chips de IA fortalece a TSMC, pressionando preços e reduzindo o poder de barganha da Apple.
A Nvidia pode ter superado a Apple como maior cliente da TSMC, refletindo a mudança no mercado de chips.
O aumento de preços da TSMC pode encarecer futuros produtos da Apple, como o chip A20 para iPhones.
A relação histórica entre Apple e TSMC passa por um momento de inflexão. Segundo um novo relatório do analista Tim Culpan, o boom da inteligência artificial mudou o equilíbrio de forças entre a maçã e a maior fabricante de chips sob encomenda do mundo, abrindo espaço para reajustes de preços e maior disputa por capacidade produtiva.
Durante uma visita a Cupertino em agosto de 2025, o CEO da TSMC, CC Wei, informou executivos da Apple sobre o que seria o maior aumento de preços em anos. A decisão já vinha sendo sinalizada em chamadas de resultados e refletia o crescimento das margens da companhia taiwanesa, cada vez mais fortalecida pela demanda ligada à IA.
A Apple ainda é o principal cliente da TSMC?
Além do reajuste, a Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC. Antes dominante, a empresa agora precisa disputar espaço com gigantes como Nvidia e AMD, cujas GPUs voltadas para inteligência artificial ocupam áreas maiores por wafer e exigem processos de ponta.
Segundo fontes ouvidas por Culpan, há indícios de que a Nvidia tenha superado a Apple como maior cliente da TSMC em pelo menos um ou dois trimestres recentes. Questionado sobre a mudança no ranking, o diretor financeiro da TSMC, Wendell Huang, foi direto: “Não comentamos isso”.
Os dados consolidados só serão conhecidos com a divulgação do relatório anual, mas a tendência aponta para uma redução significativa da liderança da Apple — ou até sua perda.
Os números ajudam a explicar o movimento. A receita da TSMC cresceu 36% no último ano, enquanto as vendas da Nvidia avançam em ritmo muito mais acelerado que da Apple, que seguem em patamares de um dígito. A expansão da IA impulsiona fortemente o segmento de computação de alto desempenho, enquanto o mercado de smartphones mostra sinais claros de maturidade.
Apple enfrenta um cenário mais competitivo dentro das fábricas da TSMC (imagem: divulgação/TSMC)
O que isso pode significar para o consumidor?
A mudança na dinâmica entre Apple e TSMC pode ter efeitos indiretos para quem compra produtos da marca. Relatórios anteriores já indicavam que o chip A20, esperado para futuros iPhones, deve sair mais caro devido aos aumentos de preços da TSMC. Esse custo adicional pode ser repassado ao consumidor.
Apesar disso, a Apple segue sendo um cliente estratégico. Seu portfólio de chips é mais diversificado que o da Nvidia, abrangendo iPhones, Macs e acessórios, e distribuído por diversas fábricas da TSMC. Já a demanda por IA, embora intensa, tende a se concentrar em poucos produtos e nós tecnológicos.
O próprio CC Wei reconhece os riscos de expansão excessiva em um setor sujeito a ciclos. “Eu também estou muito nervoso”, afirmou o executivo em uma conferência com investidores. “Se não fizermos isso com cuidado, certamente será um grande desastre para a TSMC”.
No curto prazo, porém, o avanço da IA fortalece o poder da TSMC e reduz a margem de manobra da Apple. A disputa por capacidade e os preços mais altos indicam que a relação entre as duas empresas entrou em uma nova fase — menos previsível e mais competitiva.
AMD apresentou novos chips Ryzen AI 400 com NPUs de até 60 TOPS para notebooks durante a CES 2026;
Lnha Ryzen AI Max+ foi atualizada com chegada de dois modelos;
Outra novidade é o Ryzen 7 9850X3D, que estreia como nova opção de alto desempenho para desktops.
A AMD aproveitou a CES 2026 para anunciar uma nova leva de processadores. Os destaques vão para a série AMD Ryzen AI 400 e os novos Ryzen AI Max, que chegam para reforçar o portfólio da marca no segmento de PCs com recursos nativos para inteligência artificial.
Também há um novo chip de desktop para quem busca alto desempenho: o Ryzen 7 9850X3D.
Ryzen AI 400 chega com sete modelos
Os processadores Ryzen AI 400 são a continuação da linha Ryzen AI 300, introduzida em julho de 2024. A nova série mantém a arquitetura Zen 5 nas CPUs, mas traz algumas evoluções em relação à geração anterior, com as NPUs de até 60 TOPS (XDNA 2) aparecendo como os exemplos mais notáveis. As GPUs integradas têm arquitetura RDNA 3.5 e até 16 núcleos, vale destacar.
Eis os modelos da linha:
Modelo
Núcleos / Threads
Clock (boost)
Cache L2 + L3
NPU (TOPS)
Núcleos gráficos
Ryzen AI 9 HX 475
12 / 24
5,2 GHz
36 MB
60
16
Ryzen AI 9 HX 470
12 / 24
5,2 GHz
36 MB
55
16
Ryzen AI 9 465
10 / 20
5 GHz
34 MB
50
12
Ryzen AI 7 450
8 / 16
5,1 GHz
24 MB
50
8
Ryzen AI 7 445
6 / 12
4,6 GHz
14 MB
50
4
Ryzen AI 5 435
6 / 12
4,5 GHz
14 MB
50
4
Ryzen AI 5 430
4 / 8
4,5 GHz
12 MB
50
4
Aqui, o TDP varia entre 15 e 54 W. Todos os modelos são direcionados a notebooks e têm clock base de 2 GHz, com os chips “HX” se destacando por oferecerem alto desempenho.
Chip Ryzen AI 400 (imagem: divulgação/AMD)
Novos AMD Ryzen AI Max+ e Ryzen 9850X3D
Lançada há cerca de um ano para notebooks, a linha AMD Ryzen AI Max+ acaba de ganhar dois membros: os chips Ryzen AI Max+ 392 e Ryzen AI Max+ 388.
Como o foco desses processadores recai sobre aplicações avançadas, executadas via workstations, por exemplo, encontramos NPUs XDNA 2 de 50 TOPS e GPUs integradas RDNA 3.5 com até 40 núcleos por aqui.
Com os novos membros, a linha ficou assim:
Núcleos / Threads
Clock (boost)
NPU (TOPS)
Núcleos gráficos
GPU TFLOPS
Ryzen AI Max+ 395
16 / 32
5,1 GHz
50
40
60
Ryzen AI Max+ 392*
12 / 24
5 GHz
50
40
60
Ryzen AI Max+ 390
12 / 24
5 GHz
50
32
48
Ryzen AI Max+ 388*
8 / 16
5 GHz
50
40
60
Ryzen AI Max+ 385
8 / 16
5 GHz
50
32
48
*Modelos novos
Todos os modelos têm CPUs Zen 5 e suportam até 128 GB de memória RAM. O TDP pode chegar a 120 W.
Chip Ryzen AI Max (imagem: divulgação/AMD)
Ainda no campo do alto desempenho está o processador AMD Ryzen 7 9850X3D, que vem para ser uma opção intermediária, mas ainda avançada, na série Ryzen 9000. Não por acaso, a AMD afirma que a novidade consegue ter, em média, 27% mais desempenho em jogos em relação ao rival Intel Core Ultra 9 285K.
As principais características do Ryzen 7 9850X3D são estas:
8 núcleos e 16 threads (arquitetura Zen 5)
frequência máxima (boost) de 5,6 GHz
Cache L2 + L3 de 104 MB
TDP de 120 W
Convém relembrar que a série Ryzen 9000 é direcionada a desktops, conta com gráficos integrados RDNA 2 e, no caso dos modelos com final “X3D”, traz a tecnologia AMD 3D V-Cache, que aumenta a capacidade da memória cache.
Disponibilidade dos novos chips da AMD
De acordo com a AMD, fabricantes como Acer, Asus, Dell, HP e Lenovo lançarão notebooks com os chips Ryzen AI 400 e os novos Ryzen AI Max ainda no primeiro trimestre de 2026.
O processador AMD Ryzen 7 9850X3D chegará às prateleiras no mesmo período, mas ainda não há informações oficiais sobre preços. Nos Estados Unidos, o modelo deve custar por volta de US$ 550 (R$ 2.970), porém.
Parceria garante à OpenAI o poder computacional para seus futuros modelos de IA (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
AMD e a OpenAI firmaram parceria para fornecer 6 gigawatts em GPUs, desafiando a Nvidia no setor de IA.
Com o acordo, a OpenAI poderá adquirir até 160 milhões de ações da AMD, condicionada a marcos técnicos e comerciais.
A parceria pode gerar dezenas de bilhões de dólares em receita para a AMD e diversificar fornecedores para a OpenAI.
A AMD anunciou nesta segunda-feira (06/10) uma parceria estratégica com a OpenAI, posicionando a empresa como grande fornecedora de unidades de processamento gráfico (GPUs) para a dona do ChatGPT e intensificando a concorrência com a Nvidia, atual líder do setor.
O acordo, que se estenderá por vários anos e gerações de produtos, estabelece a entrega de 6 gigawatts em GPUs, começando pela implantação de 1 gigawatt de chips da série AMD Instinct MI450. A meta é fornecer a capacidade computacional necessária para o desenvolvimento e operação de modelos de IA cada vez mais complexos, que também alimentam outras aplicações de IA generativa.
AMD será mais que um fornecedor
A AMD também concedeu à OpenAI o direito de adquirir até 160 milhões de ações ordinárias, volume que representa cerca de 10% de participação na empresa. A aquisição, no entanto, está condicionada ao cumprimento de alguns requisitos. Entre eles, a gigante da IA deve atingir os marcos técnicos e comerciais necessários para implantar os chips da AMD em larga escala.
Segundo Jean Hu, vice-presidente executiva e diretora financeira da AMD, “este acordo cria um alinhamento estratégico significativo e valor para os acionistas de ambas as empresas”. Lisa Su, presidente e CEO da AMD, destacou a natureza colaborativa do acordo.
Lisa Su, CEO da AMD, com um chip Ryzen 7000 (imagem: divulgação/AMD)
“Esta parceria reúne o melhor da AMD e da OpenAI para criar uma situação vantajosa para todos, possibilitando o avanço de todo o ecossistema de IA”, afirmou a executiva. A colaboração técnica entre as empresas também será aprofundada para otimizar hardware e software de futuras gerações de produtos.
Em comunicado, a AMD projetou que a parceria deve gerar “dezenas de bilhões de dólares em receita”, notícia que foi bem recebida pelo mercado financeiro, com as ações da companhia registrando alta de 24% nas negociações pré-mercado.
Parceria pode movimentar o mercado
Com o acordo, a OpenAI diversifica suas apostas (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)
O anúncio ocorre em um momento em que a demanda por poder computacional tem superado a oferta no setor de IA. A parceria com a AMD oferece à OpenAI uma estratégia de diversificação de fornecedores, reduzindo sua dependência da Nvidia, que domina o fornecimento de hardware para data centers de IA.
Curiosamente, a companhia controlada por Sam Altman também anunciou no mês passado uma “parceria estratégica” com a Nvidia para a implantação de pelo menos 10 gigawatts em GPUs. No entanto, o acordo ainda não foi finalizado. Essa diversificação só foi possibilitada por um ajuste no acordo de exclusividade que a OpenAI mantinha com a Microsoft, modificado para permitir que a empresa de IA também buscasse acordos com outros fornecedores.
Linux 6.17 é lançado por Linus Torvalds (ilustração: Vitor Pádua/Tecnoblog)Resumo
Kernel Linux 6.17 chega com avanços importantes em drivers e estabilidade do sistema;
A versão melhora o suporte a chips AMD e Intel, além de trazer compatibilidade aprimorada com Macs, por exemplo;
Novidade já está disponível no site oficial, mas distribuições Linux devem liberar novo kernel de acordo com seus cronogramas de lançamentos.
Pede a tradição que uma nova versão do kernel Linux seja anunciada oficialmente aos domingos. Pois bem, Linus Torvalds aproveitou o último domingo (28/09) para lançar a versão final do Linux 6.17. A novidade chega com vários pequenos aprimoramentos que envolvem chips da AMD e Intel, por exemplo.
Anunciado dois meses após o Linux 6.16, o kernel 6.17 não traz nenhuma grande novidade. Mas o próprio Torvalds sinaliza que isso não é ruim, pois significa que os desenvolvedores não enfrentaram nenhum grande desafio ou contratempo recente nos trabalhos com a nova versão:
Nenhuma grande surpresa na semana passada, então aqui estamos nós, com o kernel 6.17 lançado e pronto para uso.
(…) Não é empolgante, o que é ótimo. Acho que o maior patch disponível são correções para travamento de alguns conflitos de Bluetooth que poderiam causar situações de “use after free” [tipo de erro de memória].
(…) Fora isso, há as correções de driver habituais (GPU e rede dominam [esse aspecto] como sempre, mas essa “dominância” ainda é bem pequena), há algumas pequenas atualizações aleatórias de outros drivers, algum ruído no sistema de arquivos, kernel e mm [gerenciamento de memória].
Linus Torvalds, líder de desenvolvimento do kernel Linux
O que o Linux 6.17 tem de novo?
As novidades do kernel 6.17 podem não ser empolgantes, mas são relevantes. No que diz respeito aos chips da AMD, os avanços envolvem, por exemplo, o suporte ao driver Hardware Feedback Interface (HFI), que contribui para o uso mais eficiente dos processadores Ryzen por meio da distribuição mais inteligente das cargas de trabalho entre os núcleos.
Também há suporte para a função SmartMux, que permite alternar de modo mais eficiente entre uma GPU integrada e um chip gráfico dedicado em computadores que contam com esses dois componentes.
No universo da Intel, o kernel 6.17 mantém o suporte a múltiplos núcleos de CPU sempre ativado para assegurar que as cargas de trabalho sejam distribuídas de modo mais eficiente entre todos eles.
Além disso, a nova versão traz suporte aprimorado ao driver de webcam IPU7, de modo a melhorar a compatibilidade do Linux com câmeras de notebooks que têm um processador recente da Intel.
Com relação a sistemas de arquivos, uma das novidades está nos ajustes de escalabilidade de alocação de blocos em partições EXT4. Isso contribui para deixar o sistema como um todo mais estável.
Outras novidades incluem:
suporte melhorado ao sistema de arquivos Btrfs;
suporte inicial aos codecs HEVC(H.265) e VP9 no decodificador de vídeo Qualcomm Iris;
drivers gráficos para notebooks com os futuros chips Intel Panther Lake (linha Core Ultra);
compatibilidade aprimorada em Macs com chip M1 ou M2;
adição de recursos para a Touch Bar de MacBooks Pro com processador Intel.
Mais detalhes sobre o kernel Linux 6.17 podem ser encontrados aqui e aqui (ambas as páginas descrevem recursos de modo bastante técnico).
O Ubuntu está entre as distribuições que devem trazer o Linux 6.17 na próxima atualização (imagem: Emerson Alecrim/Tecnoblog)
Note que o procedimento exige conhecimentos avançados. Para o público em geral, o ideal é aguardar que o kernel 6.17 seja liberado pelos desenvolvedores das distribuições Linux.
Costuma não haver pressa para isso, porém. Em linhas gerais, as distribuições usam o kernel mais otimizado para determinada versão do projeto, não necessariamente o mais recente.