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Salário, cargo e status já não bastam. Descubra o novo trio que atrai profissionais

Salário, cargo e status já não bastam. Descubra o novo trio que atrai profissionais


Historicamente, anunciar uma vaga de trabalho seguia um roteiro quase automático.
Salário competitivo. Cargo atrativo. Perspectiva de crescimento. Esses três elementos costumavam ser suficientes para chamar a atenção dos profissionais mais qualificados.

Mas estudos mais recentes sobre mercado de trabalho mostram que muitas empresas continuam apresentando suas oportunidades exatamente dessa forma — enquanto os candidatos passaram a fazer outras perguntas.

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Antes de analisar apenas a remuneração, um número crescente de profissionais quer entender quem será seu líder, como é a cultura da empresa, quais critérios orientam promoções e se haverá espaço para crescer sem abrir mão da qualidade de vida.

Em suma, a remuneração, o cargo e o status continuam importantes. Mas deixaram de ser o principal diferencial competitivo. As empresas continuam falando de salário. Os candidatos fazem outras perguntas:

Ambiente determina nível de engajamento

O estudo Executive Compensation & Talent Trends 2026, da Page Executive, ajuda a explicar essa mudança.

Embora 59% dos executivos latino-americanos apontem a remuneração competitiva como um dos principais fatores de satisfação profissional, o levantamento mostra que os líderes atuais também procuram confiança na liderança, alinhamento de valores, transparência, oportunidades de desenvolvimento e apoio ao bem-estar.

O dado mais revelador aparece logo em seguida. Mesmo com 60% declarando estar satisfeitos com a remuneração, 94% permanecem abertos a novas oportunidades profissionais.

Se salário fosse suficiente para garantir permanência, dificilmente um número tão elevado continuaria atento ao mercado.

“Os executivos não permanecem por pacotes financeiros mais elevados, mas por ambientes onde possam se desenvolver. A remuneração estabelece a base, mas hoje a clareza, a confiança e o bem-estar determinam o nível de engajamento”, afirma o estudo.

Na prática, o levantamento sugere que o processo de escolha mudou. O salário continua abrindo a conversa. Mas já não é ele quem a encerra.

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Novo diferencial não aparece no holerite

Ao perguntar o que realmente procuram em uma organização, a pesquisa da Page Executive encontrou um padrão bastante diferente daquele que predominava há poucos anos.

Os executivos colocam entre as prioridades alinhamento de valores e confiança na liderança, oportunidades de crescimento e desenvolvimento, bem-estar e equilíbrio entre vida pessoal e profissional e estruturas de remuneração transparentes e justas.

Outro dado chama atenção. Quando questionados sobre o que mais temeriam perder ao trocar de empresa, os entrevistados colocaram a cultura organizacional acima da remuneração e das perspectivas de carreira.

A mensagem é clara: o diferencial competitivo das empresas passou a depender da experiência que o profissional acredita que terá depois da contratação.

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Marketing da vaga ficou para trás

Essa mudança aparece também em outros levantamentos.

Pesquisa da Michael Page mostra que 71% dos profissionais colocam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional entre os fatores mais importantes da carreira, percentual ligeiramente superior ao da remuneração (70%).

Já 54% afirmam que a cultura organizacional influencia diretamente a decisão de permanecer em uma empresa, enquanto 26% destacam o bem-estar como um fator relevante na escolha do empregador.

Os números mostram que muitos profissionais continuam buscando crescimento.
Mas crescer deixou de significar apenas conquistar um cargo maior ou um salário mais alto.

Cada vez mais, desenvolvimento, liderança, ambiente de trabalho e qualidade de vida entram na mesma equação.

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Executivos querem entender processos

Ao mesmo tempo, a edição europeia do estudo da Page Executive mostra que 43% dos executivos consideram o salário a informação mais importante em um anúncio de vaga, mas 40% acreditam que maior transparência salarial ajudaria as empresas a contratar melhor.

Não é uma contradição. É um sinal de que os profissionais continuam querendo saber quanto vão ganhar, mas também querem compreender como as decisões são tomadas, quais critérios orientam promoções e o que esperar da organização no longo prazo.

“A transparência salarial está acelerando na Europa, impulsionada tanto pela regulamentação quanto pelas novas expectativas dos candidatos”, diz Miguel Portillo, diretor-geral da Page Executive na Espanha.

“Os executivos esperam cada vez mais clareza não apenas sobre salários, mas também sobre como as decisões são tomadas e como a progressão na carreira é definida”, prossegue.

A vaga continua sendo a mesma. Quem mudou foi o candidato.

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Novas armas na guerra por talentos

Durante muito tempo, empresas competiram por talentos oferecendo três promessas: salário, cargo e status. Esses fatores continuam importantes.

Mas os estudos indicam que já não são suficientes para convencer os melhores profissionais a aceitar — e principalmente a permanecer — em uma organização.

A disputa por talentos passou a ser travada em outro terreno. As empresas que conseguem se destacar são aquelas capazes de transmitir confiança, oferecer relações mais transparentes e construir ambientes onde desenvolvimento profissional e bem-estar deixam de ser promessas e passam a fazer parte da experiência cotidiana.

O salário continua abrindo portas. Mas, cada vez mais, confiança, transparência e bem-estar são os fatores que, de fato, convencem as pessoas a atravessá-las — e permanecer do lado de dentro por mais tempo.

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Governos agora investigam se ‘efeito Ozempic’ se estende em estímulo ao mercado de trabalho

O novo governo da Dinamarca, país de origem da Novo Nordisk, do Ozempic, vai investigar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a entrarem no mercado de trabalho, adicionando uma nova dimensão econômica ao debate sobre os tratamentos para a obesidade.

A Novo, fabricante do Wegovy e do Ozempic, já transformou a economia dinamarquesa, com impulso a um crescimento significativo nos últimos anos, mesmo diante da concorrência crescente enfrentada pela gigante farmacêutica, como pela americana Eli Lilly.

O país nórdico agora investiga se os remédios também podem gerar benefícios econômicos ao aumentar a produtividade.

Em seu programa de governo divulgado nesta semana, a nova administração do país propôs um projeto-piloto para pessoas com obesidade grave, a fim de avaliar como medicamentos como o Wegovy afetam a economia além dos resultados de saúde, incluindo seu impacto na oferta de trabalho.

Não foram detalhadas as características do programa. A ideia reflete um interesse crescente entre formuladores de políticas públicas sobre os efeitos econômicos mais amplos dos tratamentos contra a obesidade, para além de efeitos mais evidentes no consumo de alimentos.

Estudo do ‘efeito Ozempic’ no Reino Unido

O governo britânico, no final de 2024, firmou parceria com a Eli Lilly para um ensaio de cinco anos destinado a analisar se os medicamentos para perda de peso podem ajudar mais pessoas a retornarem ao trabalho e aliviar a pressão sobre o sistema público de saúde.

Uma pesquisa apresentada no ano passado estimou que o princípio ativo por trás do Wegovy e do Ozempic da Novo poderia gerar mais de 4,5 bilhões de libras (6 bilhões de dólares) em ganhos anuais de produtividade no Reino Unido, segundo o jornal The Guardian.

A análise de 2.660 participantes com três ensaios clínicos concluiu que o medicamento adiciona o equivalente a cinco dias de trabalho e 12 dias de trabalho não remunerado por paciente a cada ano.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, que conquistou um terceiro mandato nesta semana, já declarou ser uma “grande fã” do Ozempic e do Wegovy, demonstrando apoio à empresa farmacêutica.

Frederiksen firmou um acordo de coalizão na segunda-feira (1), quase dez semanas após a eleição geral, reunindo Social-Democratas, Esquerda Verde, Liberais Sociais e Moderados em um governo minoritário apoiado por partidos de esquerda.

A Dinamarca foi um dos primeiros países onde a Novo lançou o Wegovy, no final de 2022, e quase 5% da população já utilizou o medicamento desde então, de acordo com dados do governo.

Cerca de 8% dos dinamarqueses preenchem os critérios para o tratamento, segundo uma análise divulgada no ano passado.

A crescente popularidade dos medicamentos para obesidade da Novo também pressionou as finanças públicas, levando a Dinamarca a reduzir os subsídios para o Ozempic em 2024 e a rejeitar os pedidos da empresa para reembolso público do Wegovy. 

É um mercado crescente que começa a ganhar ainda mais força em países em que a patente expirou, o que leva à venda de medicamentos genéricos, caso recente do Brasil.

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Corpus Christi é feriado? Veja onde é folga e os direitos de quem trabalha

O Corpus Christi de 2026 será celebrado em 4 de junho, uma quinta-feira, e pode gerar folga prolongada para parte dos trabalhadores.

  • A data, porém, não é automaticamente um feriado nacional. No calendário federal, Corpus Christi é considerado ponto facultativo.

Somente o estado do Rio de Janeiro considera Corpus Christi feriado estadual, após a sanção da Lei 11.002/2025. Nos demais estados, a folga depende principalmente de legislação municipal ou de regras locais.

Onde Corpus Christi foi decretado feriado, a regra geral é a dispensa do trabalho. Caso haja convocação para expediente, o empregado tem direito ao pagamento em dobro pelo dia trabalhado ou à concessão de folga compensatória.

Já nas localidades onde Corpus Christi é apenas ponto facultativo, empresas privadas não são obrigadas a liberar os funcionários. Nesses casos, a dispensa depende de decisão do empregador, acordo interno, convenção coletiva ou banco de horas.

Corpus Christi é feriado nacional?

Corpus Christi não é feriado nacional. A data é considerada ponto facultativo nacional.

Isso quer dizer que a dispensa é aplicada principalmente ao serviço público federal, mas não cria obrigação de folga. A data pode virar feriado em estados e municípios quando houver regulamentação local. 

Por isso, quem trabalha na data deve conferir se Corpus Christi é feriado na cidade onde exerce a atividade.

Onde Corpus Christi garante folga?

Corpus Christi garante folga nas localidades em que a data foi instituída oficialmente como feriado. As seguintes capitais garantem dia de descanso devido a data: 

  • Macapá (AP)
  • Manaus (AM)
  • Salvador (BA)
  • Fortaleza (CE)
  • Brasília (DF)
  • Vitória (ES)
  • Goiânia (GO)
  • São Luís (MA)
  • Cuiabá (MT)
  • Campo Grande (MS)
  • Belo Horizonte (MG)
  • Curitiba (PR)
  • Teresina (PI)
  • Rio de Janeiro (RJ)
  • Natal (RN)
  • Boa Vista (RR)
  • Florianópolis (SC)
  • São Paulo (SP)
  • Aracaju (SE)

O que é ponto facultativo?

Ponto facultativo é uma data em que o expediente pode ser dispensado, principalmente no serviço público, sem prejuízo da remuneração dos servidores.

No setor privado, o ponto facultativo não obriga a empresa a liberar os funcionários. Assim, se Corpus Christi for apenas ponto facultativo no município, a empresa pode manter o expediente normal.

A folga, nesse caso, depende de decisão do empregador ou de acordo coletivo.

Quais os direitos de quem trabalha no Corpus Christi?

O trabalhador escalado para atuar no Corpus Christi tem direito à compensação quando a data for feriado oficial na localidade.

A compensação pode ocorrer de duas formas:

  • Pagamento em dobro pelo dia trabalhado;
  • Folga compensatória em outro dia.

A forma de compensação pode ser definida por convenção coletiva, acordo coletivo, banco de horas ou negociação entre empresa e trabalhador, desde que respeitadas as regras legais.

A empresa pode obrigar o trabalhador a atuar no feriado?

A legislação permite trabalho em feriado quando a atividade é autorizada por lei ou prevista em acordo coletivo. Isso ocorre em setores como:

  • Comércio;
  • Transporte;
  • Saúde;
  • Segurança;
  • Serviços essenciais.

Se o trabalhador for convocado de forma regular e não comparecer, a falta não é automaticamente justificada.

LEIA MAIS: Feriados bancários em 2026: veja quando não haverá atendimento nas agências

O que acontece se faltar no Corpus Christi?

Se Corpus Christi for feriado na localidade e o trabalhador for legalmente escalado para atuar, a ausência sem justificativa pode gerar consequências trabalhistas.

Entre elas:

  • Desconto do dia não trabalhado;
  • Perda do repouso semanal remunerado;
  • Aplicação de medidas disciplinares, conforme o caso.

A mesma lógica vale para quem tenta emendar Corpus Christi sem autorização da empresa. A folga prolongada precisa ser combinada previamente com o empregador.

E como fica a emenda do feriado?

Como Corpus Christi cai em uma quinta-feira em 2026, a data pode permitir descanso prolongado para quem também for liberado na sexta-feira.

No entanto, a emenda não é automática. Em empresas privadas, a folga na sexta depende de acordo, decisão da empresa, banco de horas ou previsão em norma coletiva.

Nas cidades onde Corpus Christi é apenas ponto facultativo, a empresa também pode manter expediente normalmente na quinta-feira.

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Férias 2026: como aproveitar os feriados e aproveitar melhor seus dias de descanso

Planejar as férias 2026 com inteligência permite que trabalhadores aproveitem ao máximo os 30 dias de direito anual. No ano que vem, o calendário brasileiro oferece oportunidades para combinar feriados nacionais e regionais, pontes e finais de semana, criando blocos prolongados de descanso sem gastar todos os dias de férias.

De acordo com a CLT, é possível fracionar as férias em até três períodos:

  • Primeiro período: mínimo de 14 dias;
  • Demais períodos: mínimo de 5 dias;
  • Início das férias: até dois dias antes do DSR (Descanso Semanal Remunerado), sem coincidir com finais de semana ou feriados.

Férias 2026: dicas práticas para maximizar o descanso

A seguir, confira dicas para otimizar ao máximos suas férias em 2026, levando em conta que vários feriados caem em dias úteis no ano que vem.

  • Planeje o primeiro período com 14 dias ou mais para garantir flexibilidade nos períodos subsequentes.
  • Distribua os períodos menores (mínimo 5 dias) em torno de feriados e pontes para aumentar o descanso total.
  • Comece as férias até dois dias antes do DSR e evite coincidir com feriados ou finais de semana.
  • Negocie datas com antecedência junto ao RH para garantir aprovação.
  • Considere feriados regionais e municipais que possam criar novas oportunidades de pontes e descanso prolongado.
  • Lembre-se: feriados fora das férias, como o dia 21/04 (leia mais abaixo), podem ser combinados como ponte, estendendo ainda mais o período de descanso.

Três períodos otimizados de férias em 2026

Abaixo, confira uma sugestão de como otimizar as suas férias em 2026.

Período 1 – Carnaval

  • Datas: 18/02 (quarta-feira de Cinzas) a 27/02
  • Dias de férias: 10

Cálculo do descanso total:

  • Fim de semana antes do Carnaval: 14-15/02 (2 dias)
  • Segunda e terça de Carnaval: 16-17/02 (2 dias)
  • Férias: 18-27/02 (10 dias)
  • Finais de semana durante as férias: 21-22 e 28/02 (4 dias)
  • Descanso total: 18 dias consecutivos

Vantagem: maior descanso do início do ano com menor gasto de dias de férias.

Período 2 – Páscoa e Tiradentes (com possibilidade de ponte)

  • Datas: 06/04 (segunda-feira) a 19/04 (domingo)
  • Dias de férias: 14

Cálculo do descanso total:

  • Feriado da Sexta-feira Santa (03/04): antecede o início das férias e pode ser aproveitado junto ao fim de semana (04-05/04), criando uma transição ideal para o período de descanso.
  • Finais de semana durante as férias: 11-12 e 18-19/04 (4 dias)
  • Férias: 06-19/04 (14 dias)
  • Feriado de Tiradentes (21/04, terça-feira): não faz parte das férias, mas pode ser negociado como ponte, estendendo o descanso em mais dois dias (20 e 21/04).

Descanso total:

  • Sem ponte: 17 dias consecutivos (de 03/04 a 19/04).
  • Com ponte negociada: 19 dias consecutivos (de 03/04 a 21/04).

Vantagem: une dois feriados nacionais próximos (Páscoa e Tiradentes) e cria o maior período de descanso do ano com o mesmo gasto de dias de férias. Ideal para viagens mais longas ou descanso prolongado sem ultrapassar o limite legal.

Período 3 – Outubro / Nossa Senhora Aparecida

  • Datas: 13/10 (terça-feira) a 23/10 (sexta-feira)
  • Dias de férias: 11

Cálculo do descanso total:

  • Feriado de Nossa Senhora Aparecida: 12/10 – respeitado, início das férias no dia seguinte
  • Finais de semana durante as férias: 17-18 e 24-25/10 (4 dias)
  • Descanso total: 15 dias consecutivos

Vantagem: bloco estratégico no segundo semestre, garantindo descanso prolongado sem gastar todos os dias restantes.

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