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Brasil sai do “inverno das startups” com empresas mais fortes e capital mais seletivo

Thiago Maceira Itaú BBA

Nova York – Se o inverno das startups foi o período marcado pela escassez de capital, o momento atual é o início de um novo ciclo de investimentos, marcado por empresas que amadureceram, aprenderam a gerir caixa, buscar rentabilidade e manter o crescimento mesmo com escassez de recursos. “Hoje temos muitas empresas maduras, em estágio […]

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Itaú BBA: por que os gestores de investimentos estão otimistas com a Bolsa

O sentimento dos gestores de investimentos sobre a Bolsa brasileira segue positivo, embora com leve moderação, constatou o Itaú BBA após pesquisa feita com 107 investidores entre os dias 23 e 29 de abril. Segundo o levantamento, os investidores projetam o Ibovespa acima de 210 mil pontos até o fim de 2026.

Em relatório, os estrategistas Daniel Gewehr, Matheus Marques e Raphael Matutani destacam que, em uma escala de zero (pessimista) a dez (otimista), a média desta edição da pesquisa foi de 7,09, abaixo da pesquisa anterior (7,18), mas ainda no segundo nível mais alto da série histórica.

No que diz respeito ao cenário macroeconômico, a pesquisa mostrou expectativa de ciclo de afrouxamento monetário mais curto. Os investidores esperam que a Selic (taxa básica de juros) se aproxime de 13% até o fim de 2026, praticamente 80 pontos-base acima da média indicada na pesquisa anterior. O Itaú BBA também destaca que há divergências sobre o momento do ciclo macroeconômico, mas que essas diferenças já estariam precificadas.

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Em termos de posicionamento setorial, as empresas de serviços públicos seguem liderando as preferências dos investidores, impulsionadas por companhias locais. Ao mesmo tempo, os setores cíclicos domésticos ganharam relevância nas posições subponderadas, superando as commodities. O levantamento também aponta a entrada de shoppings no Top 5 das posições subponderadas.

Entre os fatores de atenção para os investidores, a política local e as curvas de juros continuam no radar, junto com a geopolítica. O Itaú BBA afirma que conflitos estão no topo do radar de riscos globais e acrescenta que o Brasil deve continuar recebendo fluxos de capital. Fora do Brasil, houve melhora no humor em relação às ações americanas; na América Latina ex-Brasil, a Argentina segue dominando, mas os países andinos passaram a deter a maior participação, com Chile, Colômbia e Peru também avançando ante edições anteriores da pesquisa.

O levantamento mostrou ainda pequeno aumento na posição de caixa de fundos long-only, fundos de ações focados na valorização de ativos, e menor exposição de fundos hedge (ou fundos de cobertura) a ações. A pesquisa mostra ainda estimativas equilibradas, com previsão neutra para a temporada de balanços do primeiro trimestre de 2026.

Nos destaques de ações individuais, Axia (AXIA3), Nubank (ROXO34), Equatorial (EQTL3), BTG (BPAC11) e Itaú (ITUB4) aparecem como as principais escolhas, e a expectativa é que a NU tenha o maior retorno em seis meses.

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Em comparação com a pesquisa anterior, a Localiza (RENT3) registrou a maior queda nos votos, de 19,4% para 10%. No Top 10, Petrobras (PETR3; PETR4) e Copel (CPLE6) entraram no lugar de Cyrela (CYRE3) e Prio (PRIO3).

*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast

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Itaú BBA vê oportunidade rara em peso-pesado da bolsa; potencial é de 50%

Quando se fala em varejo, parte dos investidores e do mercado costuma virar a cara. Mas, quando o assunto é o Mercado Livre (MELI), a conversa é outra.

A companhia sempre figura entre as principais escolhas de gestores e analistas. Com o Itaú BBA não foi diferente. Os analistas até reduziram o preço-alvo, de US$ 2.600 para US$ 2.500, porém o valor ainda representa potencial de alta de 50% em relação ao último fechamento.

Os analistas argumentam que reduziram as estimativas para incorporar um período mais longo de margens de lucro operacional (EBIT) mais baixas.

A própria administração reiterou sua confiança em um nível de margem EBIT de aproximadamente 9%, patamar com o qual a MELI encerrou 2025 — sem alavancagem operacional em 2026, dado o nível de investimentos contínuos em frete grátis, cartão de crédito e comércio internacional.

Com isso em mente, o Itaú cortou a projeção de EBIT para 2026 em 13,8%, para US$ 3,5 bilhões (margem de 9,1%), e a de lucro líquido em 14,3%, para US$ 2,37 bilhões.

Para o primeiro trimestre de 2026, os analistas dizem que o nível típico de margem EBIT deverá ficar em torno de 9%.

Crescimento em primeiro lugar, qualidade depois

Um dos pontos que pesam contra a ação é o caminhão de dinheiro que o Mercado Livre gasta em investimentos.

Por outro lado, os resultados aparecem: os indicadores qualitativos e quantitativos sugerem que a execução está indo na direção certa, destaca o Itaú.

Ainda assim, investidores parecem pouco dispostos a pagar por essa melhora.

Desde janeiro, o mercado tem torcido o nariz para as techs por conta do alto investimento em tecnologia e das incertezas envolvendo inteligência artificial.

Os analistas do Itaú lembram que esses investimentos se traduzem em quedas nominais ano a ano no lucro operacional (EBIT) e no lucro por ação (EPS — earnings per share) para uma empresa negociada a um múltiplo preço/lucro (P/L) considerado elevado, de aproximadamente 36 vezes para 2026.

Outras varejistas negociam na faixa de 20 vezes.

A luz no fim do túnel?

A luz no fim do túnel, porém, parece próxima.

Após interagir recentemente com a empresa, os analistas dizem ver as projeções de compra e venda convergindo para um EBIT de aproximadamente US$ 3,5 bilhões (margem de 9%) para 2026.

Isso pode sinalizar que as revisões para baixo estão próximas do fim.

Poucas coisas são mais prejudiciais para uma ação do que revisões negativas persistentes nos lucros”, afirma o relatório.

Ainda segundo o Itaú BBA, olhando para frente, o segundo semestre de 2026 poderá marcar uma inflexão nas margens, com retomada da expansão ano a ano — o que naturalmente proporcionaria um alívio relevante.

Até lá, é provável que as ações permaneçam sob pressão, sem catalisadores claros no curto prazo. Assim, para fundos de hedge, a relação risco-retorno parece pouco atraente. Para investidores de longo prazo, talvez seja uma daquelas oportunidades que a MELI raramente oferece.”

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FIIs crescem no Brasil e ainda têm amplo potencial de expansão, diz Itaú BBA

O início do ano foi marcante para o mercado de fundos imobiliários (FIIs), atingindo mais de 3 milhões de investidores, R$ 200 bilhões em patrimônio sob custódia e liquidez recorde, com volume médio diário próximo de R$ 537 milhões.

Para o Itaú BBA, os números representam “uma indústria mais popular e democrática e um mercado mais profundo, maduro e relevante dentro da B3”.

De acordo com os analistas Larissa Nappo e Fausto Menezes, o crescimento da base de investidores é explicado por fatores como a cultura do brasileiro de investir em imóveis, além de vantagens dos FIIs, como gestão profissional, diversificação, baixo valor de entrada e isenção de imposto de renda para pessoas físicas em muitos casos.

O relatório do Itaú aponta que o mercado também tem muito espaço para crescimento. Comparando com os Estados Unidos, “cerca de 50% da população investe em fundos imobiliários. No Brasil, esse número corresponde a aproximadamente 1,5% da população”.

Com os números recorde, outros desafios surgem para o mercado, como a necessidade de maior transparência e comunicação das gestoras. O objetivo desse desenvolvimento deve ser garantir o acesso homogêneo às informações sobre os fundos imobiliários.

O aumento da liquidez também melhora a experiência do investidor, facilitando a compra e venda das cotas e contribuindo para preços mais eficientes. Em 2026, o volume médio negociado ultrapassa R$ 400 milhões por dia, bem acima do registrado no ano anterior.

De acordo com os analistas, a maior liquidez torna o mercado mais equilibrado e beneficia diferentes segmentos de FIIs, com destaque recente para fundos de ativos financeiros e de galpões logísticos. Eles ainda reforçam que o setor imobiliário ainda tem espaço para que outros segmentos ganhem espaço no futuro.

O relatório ainda explica que os investidores devem se atentar a indicadores como dividend yield e P/VP, além da qualidade dos ativos e da gestão. Essas medidas são essenciais para novas aquisições de ativos e melhoras de rendimentos no futuro.

*Com supervisão de Renan Sousa. 

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Vale (VALE3) tem mais valor a destravar, diz Itaú BBA; entenda

O Itaú BBA afirmou que ainda vê valor adicional a ser destravado nas ações da Vale (VALE3), após reunião com executivos da mineradora. Em relatório desta terça-feira (10), o banco destacou perspectivas positivas para o minério de ferro, o crescimento da divisão de metais básicos e uma estratégia disciplinada de alocação de capital.

A instituição tem um preço-alvo de US$ 19,50 para as ADRs, o que representa um potencial de alta de 27%, com recomendação outperform — equivalente a compra. Por volta das 16h, as ações da companhia na B3 subiam 1,8%, a R$ 80,65, impulsionadas pelo fluxo estrangeiro e após perdas em pregões recentes.

Segundo o Itaú BBA, durante uma mesa-redonda com o CEO Gustavo Pimenta e o diretor de relações com investidores Thiago Lofiego, a companhia falou das alternativas para continuar destravando valor para os acionistas, além de temas como um possível IPO da divisão de metais básicos e decisões de capital.

O banco destacou que a Vale Base Metals (VBM) está bem posicionada para capturar valor com uma base operacional competitiva e crescimento orgânico. No entanto, ressaltou que um eventual IPO da divisão não é um objetivo em si, já que a mineradora não espera uma reprecificação relevante apenas com esse movimento.

Ainda assim, a empresa pretende manter a divisão de metais básicos “pronta para IPO”, caso surja uma oportunidade favorável, segundo o banco.

O Itaú BBA também afirmou que o crescimento da VBM deve ser majoritariamente financiado com recursos próprios, com investimentos estimados em US$ 5 bilhões até 2035, sendo cerca de US$ 3 bilhões até 2030.

Vale vê espaço para aumento de produção, diz BBA

De acordo com o BBA, a Vale vê espaço para elevar a produção de cobre de cerca de 380 mil toneladas por ano atualmente para 700 mil toneladas até 2035. Já o negócio de níquel apresenta dinâmica mais desafiadora, e a companhia continua avaliando alternativas estratégicas.

Em relação ao minério de ferro, o banco disse manter uma visão construtiva para o curto e o longo prazo. A produção global de aço segue resiliente mesmo com a desaceleração da China, enquanto a queda no teor de alguns contratos favorece produtos de maior qualidade, como os da Vale, destacou.

Para o longo prazo, o Itaú BBA destaca o aumento da demanda por minério transportado por via marítima em regiões como a Índia, onde a Vale deve vender cerca de 10 milhões de toneladas em 2025, além da redução estrutural da indústria, estimada em cerca de 3% ao ano, que tende a favorecer produtores mais competitivos.

Frete e impacto da guerra

O BBA também apontou que a mineradora ampliou sua exposição de longo prazo ao frete, aumentando o volume de contratos de transporte além do nível histórico de cerca de 80% das necessidades logísticas.

A companhia, disseram os analistas, citou um impacto negativo estimado de US$ 2 a US$ 2,5 por tonelada decorrente da alta de cerca de US$ 20 por barril no Brent em meio ao conflito no Oriente Médio – foi mais do que compensado por uma elevação de aproximadamente US$ 5 por tonelada no preço do minério de ferro desde o início das tensões.

O Itaú BBA destacou também que a estratégia de alocação de capital da Vale segue focada em crescimento orgânico e projetos de alto retorno, enquanto fusões e aquisições só devem ocorrer se forem estrategicamente sólidas e geradoras de valor.

O banco ainda citou que os trabalhos de recuperação nas operações de Fábrica e Viga estão praticamente concluídos e que o impacto nos volumes de produção de 2026 deve ser limitado.

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