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ArcelorMittal: lucro no 1º trimestre recua para US$ 600 milhões, mas companhia mantém perspectiva positiva

A ArcelorMittal divulgou em 30 de abril de 2026 seus resultados financeiros do 1º trimestre de 2026, com EBITDA de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões), lucro líquido de US$ 600 milhões (R$ 3,0 bilhões) e lucro por ação de 76 centavos de dólar (R$ 3,78). A companhia também reportou liquidez de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões) e dívida líquida de US$ 9,3 bilhões (R$ 46,3 bilhões).

A empresa destacou que o EBITDA por tonelada chegou a US$ 131 (R$ 652,38) no trimestre, patamar que representa uma melhora sustentada em relação às médias históricas. Segundo a apresentação, o desempenho do 1º trimestre de 2026 ainda não incorpora plenamente o ambiente de preços mais favorável observado nos últimos meses.

A ArcelorMittal afirma que os benefícios dessa melhora devem aparecer a partir do 2º trimestre de 2026, em um cenário de fundamentos mais positivos, apesar da volatilidade nos custos de energia.

Europa ganha peso com novas regras comerciais

A companhia apontou que medidas como o CBAM e o novo mecanismo de cotas tarifárias (TRQ) devem reduzir importações na Europa e elevar a utilização da capacidade doméstica. Segundo a empresa, o novo regime pode cortar importações em cerca de 13 milhões de toneladas em relação a 2025.

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A ArcelorMittal afirma estar bem posicionada para capturar essa recuperação de demanda, com capacidade existente, preparação para retomada de altos-fornos em Fos e Dąbrowa, além da entrada em operação do novo EAF de Gijón e da expansão em Sestao.

Investimentos estratégicos sustentam crescimento

A companhia informou que seus projetos estratégicos podem adicionar US$ 1,8 bilhão (R$ 9,0 bilhões) ao potencial de EBITDA a partir de 2026. Entre os destaques estão investimentos ligados à transição energética, expansão de mineração, aumento de capacidade na Índia e ativos de maior valor agregado.

Nos últimos 12 meses, a empresa gerou US$ 2,0 bilhões (R$ 10,0 bilhões) em fluxo de caixa investível, destinou US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões) a capex estratégico, retornou US$ 700 milhões (R$ 3,5 bilhões) aos acionistas e aplicou US$ 200 milhões (R$ 996,0 milhões) em fusões e aquisições.

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Balanço sólido e retorno ao acionista

A ArcelorMittal reforçou que mantém balanço com grau de investimento, com rating BBB pela S&P e Baa2 pela Moody’s, ambos com perspectiva estável. A liquidez ao fim do trimestre era de US$ 9,9 bilhões (R$ 49,3 bilhões), composta por US$ 4,4 bilhões (R$ 21,9 bilhões) em caixa e equivalentes e US$ 5,5 bilhões (R$ 27,4 bilhões) em linhas de crédito não utilizadas.

A política de remuneração prevê retorno mínimo de 50% do fluxo de caixa livre pós-dividendos aos acionistas por meio de recompras. Desde setembro de 2020, a companhia recomprou 38% das ações em circulação e pagou em março de 2026 um dividendo trimestral de 15 centavos de dólar por ação (R$ 0,75), dentro da proposta anual de 60 centavos de dólar por ação (R$ 2,99).

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