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EUA e Irã expõem condições para cessar-fogo, e Papa volta a pedir paz

Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

Estados Unidos e Irã passaram a expor condições para um eventual cessar-fogo na guerra no Oriente Médio, conforme relatos publicados neste domingo (22) por veículos dos dois países.

De acordo com a Axios, enviados do presidente Donald Trump articulam uma equipe para negociar com Teerã. O portal afirma que, nos últimos dias, não houve contato direto entre os dois governos, mas Egito, Catar e Reino Unido atuaram como intermediários na troca de mensagens.

Conforme os relatos, Cairo e Doha repassaram a Washington e Tel Aviv que o Irã aceita iniciar negociações, mas sob condições rígidas.

A agência Tasnim, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, listou seis exigências atribuídas a Teerã para encerrar a guerra. Entre elas estão garantias de que o conflito não volte a ocorrer, fechamento de bases militares americanas na região, pagamento de indenizações ao Irã, fim das ações contra grupos alinhados ao país, criação de um novo regime jurídico para o Estreito de Ormuz e medidas contra jornalistas classificados pelo regime como anti-Irã.

Pelo lado americano, a Axios relata que Washington também apresentou seis condições. Entre elas estariam a interrupção do programa de mísseis por cinco anos, o não enriquecimento de urânio, a desativação das instalações nucleares de Natanz, Isfahan e Fordow, supervisão externa rígida sobre centrífugas e equipamentos ligados ao programa nuclear, tratados regionais de controle de armas com limite de mil mísseis e a proibição de financiamento a grupos afiliados, como Hezbollah, Houthis e Hamas.

Papa diz estar consternado com guerra

No Vaticano, o papa Leão XIV voltou a se manifestar sobre a guerra. No Ângelus deste domingo (22), o pontífice disse acompanhar com consternação a situação no Oriente Médio e afirmou que o conflito fere toda a humanidade.

Robert Prevost declarou que não é possível permanecer em silêncio diante do sofrimento de pessoas indefesas e renovou o apelo para que as hostilidades cessem e deem lugar à paz.

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Trump exige “rendição incondicional” do Irã no 7º dia de guerra

Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sétimo dia nesta sexta-feira (6), com ampliação dos ataques aéreos, novos relatos de interceptações em países do Golfo e endurecimento do discurso de Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “não haverá acordo” com Teerã, exceto sob “rendição incondicional”.

A declaração reduz, no curto prazo, a possibilidade de uma saída negociada. Na mesma publicação, Trump afirmou que, depois disso, os EUA e aliados ajudariam a reconstruir o Irã e citou a escolha de uma liderança “aceitável”. A fala amplia a pressão política de Washington sobre o futuro do país, embora integrantes do governo norte-americano tenham evitado, nos últimos dias, usar abertamente o termo “mudança de regime”.

Enquanto isso, Israel informou ter iniciado a 15ª onda de ataques contra estruturas que atribui ao governo iraniano em Teerã. As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter destruído um bunker militar na capital iraniana com o uso de 50 caças. A informação foi divulgada pelos militares israelenses e, até o momento, não há confirmação independente sobre os efeitos da ação.

Moradores de Teerã ouvidos pela BBC Persian relataram que a noite de quinta para sexta foi a mais intensa desde o início da guerra. Um deles afirmou que a casa “tremeu por cinco minutos”. Outro disse que acordou às 5h com explosões.

Mediação começa, mas não indica trégua

Apesar da intensificação dos bombardeios, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “alguns países” iniciaram esforços de mediação. Sem citar quais governos estariam envolvidos, declarou que o Irã continua comprometido com uma paz duradoura, mas que não abrirá mão de defender a soberania nacional.

As declarações de Trump e Pezeshkian indicam que há movimentos diplomáticos paralelos à escalada militar, mas ainda sem sinal concreto de cessar-fogo.

Países do Golfo relatam novas interceptações

Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado ataques durante a madrugada desta sexta-feira. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou ter destruído nove mísseis balísticos e interceptado 109 drones. Segundo o governo do país, três drones caíram em território emiradense.

No Catar, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação de um drone que teria como alvo a base aérea de Al-Udeid, a maior base militar dos EUA na região. Em Bahrein, autoridades britânicas anunciaram apoio à defesa aérea local com caças da Royal Air Force.

Reino Unido mantém posição ambígua

O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que não alterou sua posição oficial, embora tenha admitido a legalidade de ataques a locais de lançamento de mísseis iranianos que possam ameaçar britânicos. Downing Street sustentou que autorizou uso “limitado, específico e defensivo” de bases para ações dos EUA, enquanto a aviação britânica segue focada na interceptação de drones, como acontece em Bahrein.

A formulação mantém a linha adotada por Londres desde o início da escalada militar: não participar da ofensiva inicial, mas aceitar ações classificadas pelo governo como defensivas. Ainda assim, a posição segue sob pressão interna e externa. Ao longo da semana, o primeiro-ministro do Reino Unido foi alvo de críticas de Donald Trump pela falta de autorização para uso de bases militares britânicas nos ataques contra o Irã.

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