O trecho do rio Caí entre São Sebastião do Caí e Montenegro está sob alerta de risco alto de inundação até 17h40 desta sexta-feira (14). A orientação é que os moradores fiquem atentos para as ações das prefeituras dos dois municípios.
Em São Sebastião do Caí, o rio estava em 9,04 metros às 17h45 desta quinta-feira (13). O nível havia subido 21 centímetros em uma hora, 1,49 metro em seis horas e 5,35 metros em 24 horas. A cota de alerta é de 7 metros e a de inundação, de 10,50 metros.
A expectativa da prefeitura do município é que o rio continue subindo e deva estabilizar durante a noite de hoje.
Em Montenegro, a medição no mesmo horário apontava 4,87 metros. O rio Caí havia subido 14 centímetros em uma hora, 96 centímetros em seis horas e 2,70 metros em 24 horas. A cota de alerta é de 4 metros e a de inundação, de 6 metros.
Nos dois pontos de monitoramento, portanto, o nível estava acima da cota de alerta e ainda abaixo da cota de inundação na medição das 17h45.
A Defesa Civil recomenda que a população procure informações junto ao órgão municipal e conheça os planos de contingência para saber como agir em caso de desastre. Em situação de emergência, os números informados são 190 e 193.
Já se imaginou torcendo em uma corrida de baratas ou vendo de perto criaturas que parecem saídas de um filme de ficção científica? Essa experiência acontece em São Paulo, no Planeta Inseto. O espaço é o único Jardim Zoológico de insetos reconhecido e autorizado pelo Ibama e pela Secretaria do Meio Ambiente do Estado em todo o país e na América Latina.
O local, reaberto em agosto após reforma, tem atrações interativas, como o Baratódromo, onde o público acompanha corridas de baratas ao vivo. O zoológico mostra de forma viva a relevância dos insetos.
O Planeta Inseto está aberto de terça-feira a domingo, no bairro da Vila Mariana, zona sul da capital. A entrada e o estacionamento são gratuitos.
O espaço possui autorização oficial para criação, manejo e exposição de insetos, concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo.
Voltada principalmente para crianças e adolescentes de 4 a 16 anos, a exposição recebe visitantes de todas as idades, com experiência educativa e interativa. Durante a visita, o público é acompanhado por monitores treinados e tem a oportunidade de manusear alguns insetos, como o bicho-pau e os besouros tenébrios, além de observar formigas em plena atividade e acompanhar as lagartas do bicho-da-seda produzindo seus fios.
No Jardim dos Insetos, os visitantes encontram cenários com flores gigantes, animais virtuais e reprodução de sons de diferentes espécies, criando uma experiência sensorial que aproxima o público do universo dos insetos.
Além de apresentar curiosidades sobre os insetos, busca-se conscientizar a população sobre a importância desses organismos para o equilíbrio ambiental, a agricultura e a biodiversidade. O Instituto Biológico atua na pesquisa, preservação ambiental e divulgação científica.
Serviço
Local: Museu do Instituto Biológico | Exposição: Planeta Inseto
Endereço: Av. Dr. Dante Pazzanese, 64 – Vila Mariana, São Paulo – SP
Funcionamento: Terça-feira a Domingo, das 9h às 16h
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou nesta sexta-feira (10) a apreensão de quatro lotes falsificados do medicamento Mounjaro.
A medida foi adotada após a empresa detentora do registro identificar unidades com características diferentes das versões originais. Os produtos não podem ser comercializados, distribuídos nem utilizados.
Quais lotes de Mounjaro foram apreendidos
A determinação atinge os seguintes lotes:
Mounjaro 10 mg: lote 855044
Mounjaro 15 mg: lotes D880403, MJR 257 e D854901
Entre as irregularidades identificadas estão lotes não reconhecidos pela fabricante, números de série incompatíveis, dispositivos de aplicação fora dos padrões originais e erros de grafia na rotulagem.
Consumidores que tiverem unidades desses lotes não devem utilizar o medicamento.
Anvisa também proíbe produtos sem registro
A agência também proibiu a fabricação, comercialização, distribuição e divulgação de produtos sem registro, notificação ou cadastro sanitário.
A medida alcança itens fabricados por empresas sem Autorização de Funcionamento.
Entre os produtos da PSM Pennaforte Produtos Naturais Ltda. estão:
Dia Forte Lótus Nutri
Tribulus Terrestris com Maca Natumix
Amora Branca Natumix
Sucupira Natumix
Espinheira Santa Natumix
Mounjaro Natumix
Ora Pro Nóbis Natumix
Ozempic Natural Natumix
Também foram proibidos produtos da Bálsamos Jes Suplemento Natural Ltda.:
Calm Je’s
Lipo Je’s
Bálsamo Je’s Algas Marinhas
Cura Je’s
Milagroso
Liberta Álcool Je’s
Virtuosa Je’s
Ouvido Bem Je’s
Bálsamo Je’s Colmavit 2
A resolução inclui ainda o produto Mega Viril Lótus Nutri, da Muwiz Indústria e Laboratório Ltda.
As determinações constam da Resolução 2.693/2026, publicada no Diário Oficial da União.
O cantor norte-americano Oliver Tree e o influenciador argentino Gaspi estão entre as seis vítimas da colisão entre dois helicópteros na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro.
As aeronaves caíram em um pátio de veículos de uma concessionária da BYD, na região da avenida das Américas. Uma delas explodiu após atingir o solo, e o fogo atingiu veículos no local.
Oliver Tree estava em turnê internacional e havia se apresentado em São Paulo no dia 6 de junho, no Studio Stage, na Lapa. Nos últimos dias, publicou vídeos no Brasil usando camisa da Seleção Brasileira.
Em postagens recentes, o cantor apareceu jogando futebol, comendo churrasco, cortando o cabelo e dirigindo uma motocicleta.
Grupo seguia para Angra
Oliver Tree estava acompanhado do produtor musical e DJ brasileiro Lucas Brito Chaves Frota, radicado nos Estados Unidos, e do influenciador argentino Gaspar Prim, conhecido como Gaspi.
O grupo seguia para Angra dos Reis, no litoral fluminense.
Também morreram os pilotos Charles Marsillac e Alexandre Souza, além de Lucas Vignale.
Com a colisão, as duas aeronaves caíram no pátio de veículos. Uma delas explodiu após atingir o solo.
Quem era Oliver Tree
Oliver Tree tinha mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e média de 11,4 milhões de ouvintes mensais no Spotify.
O cantor iniciaria uma turnê mundial após lançar o álbum “Love you madly hate you badly”. A agenda previa mais de 70 shows em cidades como Paris, Barcelona, Londres, Chicago, Toronto, Sydney e Pequim.
Durante a passagem recente pelo Brasil, Oliver Tree também publicou um registro tocando com o influenciador brasileiro Lucas Inutilismo.
Outras vítimas
Lucas Brito Chaves Frota era produtor musical e DJ brasileiro. Ele vivia nos Estados Unidos e tinha produção voltada principalmente à música eletrônica.
No ano passado, tocou no Burning Man, festival de contracultura realizado nos Estados Unidos.
Gaspar Prim, conhecido como Gaspi, era influenciador argentino e publicava conteúdo de humor. Ele tinha 2,8 milhões de seguidores no YouTube e no Instagram.
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, afirmou em entrevista a um canal de TV que os pilotos envolvidos no acidente eram experientes e que conhecia um deles pessoalmente.
Seis pessoas perderam a vida após dois helicópteros colidirem no ar e caírem no Recreio dos Bandeirantes, na zona sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). Conforme o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, ninguém a bordo das duas aeronaves sobreviveu.
A corporação foi acionada às 8h59. Cerca de 45 militares, com apoio de equipes especializadas do Grupo de Ações Especiais, foram enviados ao local.
Os helicópteros caíram na região da Avenida das Américas, no quarteirão entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos.
O local é um terreno de uma igreja abandonada que havia sido alugado pela BYD. Um dos helicópteros explodiu ao atingir o solo, e o fogo se espalhou para os veículos elétricos no pátio.
Pelo menos 20 veículos foram atingidos pelas chamas. A coluna de fumaça pôde ser vista a quilômetros de distância.
O outro helicóptero não pegou fogo e caiu com o trem de pouso para cima.
Destroços em prédios próximos
Destroços das aeronaves ficaram espalhados em um raio de pelo menos 100 metros. Uma cauda parou no terraço de um prédio vizinho.
A aeronave que explodiu era um Eurocopter AS 350 B2, modelo conhecido como Esquilo. Ela levava quatro passageiros e o comandante e teria decolado para Angra dos Reis, na Costa Verde.
Na outra aeronave, um Bell 206B Jet Ranger, estava apenas o piloto, em deslocamento para a Região Serrana.
Investigação
A FAB informou que investigadores do Seripa 3 foram acionados para a ação inicial da ocorrência. Durante essa fase, são coletados e confirmados dados, preservados elementos da ocorrência, verificados danos causados às aeronaves ou pelas aeronaves e reunidas informações para a investigação.
A pista lateral da Avenida das Américas chegou a ser fechada durante o atendimento. Por volta das 10h, o fogo já havia sido controlado, e bombeiros verificavam a possibilidade de vazamento de combustível.
O que diz o Cenipa
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informa que, neste domingo (14), investigadores do Terceiro Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 3), com sede no Rio de Janeiro (RJ), foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo duas aeronaves, de matrículas PP-MAC e PR-DJJ, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro (RJ).
Durante a ação inicial, profissionais qualificados e credenciados aplicam técnicas específicas para coleta e confirmação de dados, preservação de elementos, verificação inicial dos danos causados à aeronave ou pela aeronave, além do levantamento de outras informações necessárias à investigação.
Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) criaram sensores biodegradáveis para monitorar a saúde de plantas em tempo real. Feitos de uma tinta de carbono, os dispositivos miniaturizados são impressos por meio de serigrafia em bioplásticos transparentes e flexíveis. Dessa forma, podem ser fixados diretamente em diversos órgãos vegetais – incluindo caules, cascas e folhas –, possibilitando medir temperatura, umidade, desidratação, biomarcadores, doenças, níveis de nutrientes e até a presença de pesticidas nas plantas.
“Eles permitem detecção não destrutiva, rápida, in loco e descentralizada, fornecendo bioinformação em tempo real sobre o estado de saúde da planta e fatores ambientais”, conta à Agência FAPESP Paulo Augusto Raymundo-Pereira, professor do Instituto de Física de São Carlos (IFSC-USP).
O trabalho foi publicado em fevereiro na revista Biosensors and Bioelectronics: X. Como destacam os autores no artigo, a engenharia de sensores vestíveis foi eleita pelo Fórum Econômico Mundial entre as dez principais tecnologias emergentes de 2023, em função do seu potencial para melhorar a saúde das plantas e aumentar a produtividade agrícola. Entretanto, a maioria dos dispositivos hoje é fabricada com polímeros plásticos de origem não renovável (derivados do petróleo) e apresenta baixa aderência em superfícies irregulares, onduladas e curvas.
O sensor “vestível” tem a vantagem de ser aplicado diretamente na amostra, pois o acetato consegue adquirir o formato da superfície em que é posicionado (imagem: Nathalia Oeazu Gomes)
“Já o nosso sensor é feito de acetato de celulose, material flexível de origem vegetal que pode ser produzido a partir de diversos resíduos agrícolas. A celulose é o polissacarídeo natural mais abundante na Terra. Apresenta biocompatibilidade excepcional, alta estabilidade térmica e flexibilidade. É atóxico, econômico, acessível, biodegradável, leve e fácil de manusear”, resume Raymundo-Pereira.
Cada dispositivo de acetato de celulose tem duas unidades sensoriais que empregam técnicas de análise diferentes para detectar três classes de pesticidas numa mesma análise (diquat, carbendazim e difenilamina).
Segundo Raymundo-Pereira, cada dispositivo custa US$ 0,077. “Os sensores são de uso único. Por isso, têm de ser baratos e biodegradáveis. Considerando o funcionamento dos dois sensores em sequência, na mesma amostra, o dispositivo leva três minutos e vinte e oito segundos para fazer todas as aferições.”
A identificação é feita na superfície da planta, mas em meio aquoso (uma gota d’água), pois as medidas são realizadas na interface do eletrodo com esse meio. “Precisamos dessa solução aquosa para haver condutividade. No caso dos sensores vestíveis, a gotinha de água é colocada nos lugares mais fáceis de realizar a medida. No meio das folhas, no pocinho que se forma no pedúnculo do tomate ou da maçã, nos sulcos laterais do pimentão, onde também se consegue acumular água. Depois, é só colocar os sensores, posicionar em cima da gota e medir.”
A plataforma que contém o sensor duplo vestível é integrada a um potenciostato portátil sem fio (aparelho que controla a voltagem e mede a corrente elétrica para detectar e quantificar as substâncias químicas), possibilitando uma avaliação rápida dos pesticidas e exibindo a análise em tempo real em um celular por meio de comunicação sem fio (bluetooth). A equipe já havia criado, em 2022, uma luva com sensores nas pontas dos dedos, para os mesmos fins.
“O sensor vestível tem a vantagem de ser aplicado diretamente na amostra, pois o acetato consegue adquirir o formato da superfície em que é posicionado, ao passo que a luva tem de ser manipulada. Além do mais, a luva é feita de um material que não é biodegradável, enquanto o sensor vestível é totalmente biodegradável e reaproveitável para a confecção de novos sensores”, compara o cientista. Segundo ele, é possível queimar em condições específicas os sensores já utilizados e, assim, obter a tinta de carbono para produzir novos dispositivos.
A Fapesp apoiou o trabalho por meio de Bolsa de Pós-Doutorado concedida a Nathalia Oeazu Gomes, Auxílio à Pesquisa Regular concedido a Sergio Antônio Spínola Machado e Fixação de Novos Doutores a Raymundo-Pereira.
A plataforma é integrada a um potenciostato portátil sem fio (comercial), possibilitando uma avaliação rápida dos pesticidas e exibindo a análise em tempo real em um celular por meio de bluetooth (gráfico: Nathalia Oeazu Gomes)
Outros usos
Nas plantas, o teste dos sensores vestíveis simulou uma situação real de uso. Primeiro, uma solução do pesticida foi borrifada na casca de maçãs e pimentões em uma concentração de 1.000 micrômetros, e os alimentos foram deixados para secar por cinco horas. Em seguida, as análises foram feitas diretamente na superfície dos produtos (in loco): o sensor foi fixado na casca e, para permitir a leitura elétrica e química, adicionou-se uma gota de 500 microlitros (a milionésima parte de um litro) de uma solução de tampão fosfato – um líquido que estabiliza o ambiente para o sensor funcionar.
A tecnologia dos sensores vestíveis se presta a uma infinidade de aplicações, como ressalta Raymundo-Pereira. “É possível detectar a presença de pesticidas na saliva das pessoas, ou mesmo na água da torneira. Fizemos os testes. Amostras de saliva humana e água da torneira foram adicionadas de pesticidas e analisadas com o sensor para prever os níveis de resíduos. Também é possível usar para mensurar componentes presentes na urina e no suor”, diz o pesquisador.
A adaptação da tecnologia para uso agrícola foi uma ideia de Raymundo-Pereira após um estágio no Centro de Sensores Vestíveis da Universidade da Califórnia, em San Diego (Estados Unidos), com o professor Joseph Wang. “Já que boa parte do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro se concentra no setor agrícola, eu pensei: por que não adaptar a tecnologia? Lá fora, o uso é direcionado para humanos. Aplica-se na pele para saber, por exemplo, o que há no suor das pessoas. É possível detectar ácido lático, ácido úrico, glicose, cortisol, íons sódio, íons potássio, íons cloreto, hormônios e medicamentos. Mas esses sensores usados em humanos são feitos de plástico de origem petroquímica. Os primeiros biodegradáveis, de origem natural, são os nossos, que também podem ser adaptados para uso em humanos.”
Os pedidos de patente, tanto da luva quanto do sensor vestível, já estão no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
A equipe multidisciplinar que desenvolveu o dispositivo é composta também pelas pesquisadoras Samiris Teixeira, Nilda de F.F. Soares e Taíla de Oliveira, da Universidade Federal de Viçosa.
O cultivo de eucalipto vive um momento de expansão em São Paulo. Com crescimento da produção e da geração de riqueza no campo, a cultura fortalece uma cadeia produtiva estratégica que abastece a indústria, impulsiona as exportações e contribui para o desenvolvimento regional. Dados do Instituto de Economia Agrícola (IEA-Apta) apontam aumento de 14% na produção paulista da cultura. O desempenho também se refletiu no Valor da Produção Agropecuária (VPA), que alcançou R$ 2,9 bilhões, resultado superior ao registrado no ano anterior.
O cultivo do eucalipto abastece diferentes segmentos da economia, sendo destinado à fabricação de papel e celulose, à geração de energia por biomassa e carvão vegetal e ao fornecimento de matéria-prima para a construção civil e a indústria moveleira. A cultura também é utilizada na produção de óleos essenciais e se destaca pela rápida capacidade de crescimento e renovação.
Principal espécie da silvicultura paulista, o eucalipto ocupa mais de 77% de toda a área de florestas plantadas do estado. São pouco mais de 1 milhão de hectares cultivados, o que coloca São Paulo como o terceiro maior produtor nacional, atrás apenas de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. A produção atingiu 23,9 milhões de metros cúbicos, volume 14,6% superior ao registrado no ciclo anterior.
As regiões que mais se destacam no cultivo são sudoeste paulista, centro-oeste e no Vale do Paranapanema, áreas que apresentam condições edafoclimáticas favoráveis e relativa disponibilidade de terras, em cidades como Agudos, Itapetininga, Itatinga, Angatuba, Botucatu, Lençóis Paulista, Bofete, Cabrália Paulista, Capão Bonito, Itararé e Paranapanema, importantes pólos da silvicultura no estado.
O crescimento da produção também impulsiona a balança comercial do agronegócio paulista, com os produtos florestais ocupando a terceira maior participação nas exportações de São Paulo. O grupo é superado apenas pelo complexo sucroalcooleiro e pelo setor de carnes. Em abril de 2026, este setor alcançou US$1,14 bilhão em valor exportado, representando 13,6% do total de produtos exportados, com celulose respondendo por 66,3% e papel por 27,9% desta participação.
O setor também celebrou o incremento nos números da produção do eucalipto paulista. Fernanda Abilio, presidente da Câmara Setorial de Produtos Florestais de São Paulo e diretora-executiva da Florestar, associação que representa os produtores florestais no estado, enfatizou a importância da planta para todo o grupo e sua capacidade de movimentar a totalidade do ramo.
“A indústria florestal paulista possui uma base produtiva consolidada, sustentável e altamente tecnificada, e majoritariamente de eucalipto. O crescimento observado no VPA e na produção reflete não apenas a competitividade do setor, mas também sua capacidade de agregar valor, gerar empregos, movimentar exportações e fornecer matéria-prima renovável para diferentes cadeias industriais. São Paulo reúne produtividade, indústria e logística, o que mantém o setor florestal entre os segmentos estratégicos do agro paulista”, disse Fernanda.
Além da produção e exportação: eucalipto é aliado no desenvolvimento do agro paulista
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento contribui para o crescimento e desenvolvimento da produção do eucalipto, sobretudo com trabalhos de pesquisa realizados pela APTA REGIONAL, principalmente na relação entre o sistema ILPF (Integração Pecuária, Lavoura e Floresta), no aumento da produtividade, sustentabilidade e rentabilidade, nas unidades de Brotas, Itapetininga e Tietê.
Esses sistemas funcionam integrando o plantio de árvores de eucalipto com culturas agrícolas, criação de gado, agricultura regenerativa, como a recuperação de áreas biodegradadas, e o bem estar animal, no qual o eucalipto aparece como aliado do conforto térmico animal, reduzindo impactos do calor e favorecendo melhores condições fisiológicas e produtivas dos rebanhos Nelore.