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Férias de julho: veja opções de lazer e turismo para todas as idades em São Paulo

Julho altera o ritmo das cidades paulistas. Com o recesso escolar e as temperaturas mais amenas, as viagens curtas, passeios culturais e experiências ao ar livre acabam sendo uma boa pedida. Para quem pretende aproveitar as férias sem sair do estado, as opções incluem roteiros que vão da Serra da Mantiqueira a passeios ferroviários, passando por parques, museus, cidades históricas e destinos de aventura.

A diversidade faz parte do turismo paulista. Em poucos quilômetros, é possível desfrutar do frio serrano ao calor das águas termais, explorar trilhas em meio à Mata Atlântica ou dedicar um fim de semana à gastronomia regional. A Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) destaca opções em diversas regiões. Confira abaixo.

Sabores que fazem parte da viagem

As férias podem ser uma oportunidade para conhecer o estado por meio da gastronomia. As Rotas do Café, do Vinho, da Cerveja, do Queijo e da Cachaça reúnem produtores, fazendas, restaurantes e experiências que valorizam a identidade de diversas regiões do estado. Todas as informações e atrações estão no site rotasdesp.sp.gov.br/rotasdesp.

Enquanto os adultos participam de degustações e visitas guiadas, muitas propriedades oferecem atividades para crianças, tornando o passeio uma experiência para toda a família.

Frio, música e gastronomia na Serra da Mantiqueira

As baixas temperaturas dão um charme especial a Campos do Jordão, que reúne atrações para diferentes perfis de visitantes e para toda a família. Cafeterias, chocolaterias e restaurantes dividem espaço com parques, mirantes e passeios de teleférico. Durante o mês de julho, a cidade também recebe o tradicional Festival de Inverno, com concertos e apresentações gratuitas espalhadas por diferentes espaços culturais e reforça a vocação do destino para o turismo cultural.

Quem prefere um ritmo mais tranquilo encontra boas opções em Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí e Cunha. Os municípios combinam paisagens serranas, hospedagens acolhedoras, boa gastronomia e trilhas em meio a natureza. Cunha também investe na realização do Festival de Inverno, que reúne apresentações musicais, manifestações culturais e atividades para diferentes públicos, ampliando a programação da cidade.

Experiências para desacelerar

Para quem busca aproveitar as férias em contato com a natureza, o estado de São Paulo reúne experiências que vão além das trilhas tradicionais. Em Amparo, na Serra da Mantiqueira, o Sítio Duas Cachoeiras – Jardim Botânico Araribá oferece atividades voltadas ao bem-estar e à reconexão. Em meio a áreas de floresta recuperada e cultivos agroecológicos, o espaço promove vivências como retiros e oficinas imersivas, além do “Concerto das Plantas”, experiência em que é possível ouvir a música emitida pela própria natureza.

Em Ribeirão Pires, o Parque Pérola da Serra é um convite para quem aprecia ecoturismo e observação de aves. Instalado em uma área de preservação de mananciais da Mata Atlântica, o parque reúne mais de 200 espécies catalogadas, entre elas jacutinga, tucano-do-bico-verde, garça-branca, sabiás, corujas, colibris, joão-de-barro e bem-te-vi. A combinação entre biodiversidade e trilhas em meio à vegetação faz do local uma alternativa para famílias, fotógrafos e amantes da natureza durante as férias de julho.

Bem-estar para todas as idades

Para quem busca descanso e qualidade de vida durante as férias, em Águas de São Pedro, o Fontanário Municipal é uma ótima opção. O local reúne três fontes de águas minerais, conhecidas por suas propriedades terapêuticas. O espaço, revitalizado em 2022, permite que os visitantes degustem ou levem as águas para consumo e conta com estrutura acessível para receber públicos de todas as idades.

Águas de São Pedro, Fontanário. Foto: Ken Chu/Expressão Studio

Da região turística Águas, Cultura e Negócios, outra opção é Olímpia. Conhecida pelos parques aquáticos Thermas dos Laranjais, Hot Beach e Solar das Águas Park Resort, a cidade também oferece atrações para toda a família, como o Museu de Cera Dreamland, o Vale dos Dinossauros, o Museu de História e Folclore, além de espaços ao ar livre, como a Praia do Mirante e o Orquidário Aguapey.

Viagem sobre trilhos pela história de São Paulo

Viajar de trem é uma forma de conhecer o estado por outro ângulo, combinando paisagens, patrimônio histórico e cultura. E os paulistas e turistas conta com o Passaporte Ferroviário São Paulo, disponível no site da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABOTTC), que reúne atrativos para quem quer conhecer os trens turísticos.

Os roteiros contemplam diferentes perfis de viajantes: o Expresso Turístico da CPTM oferece três opções ligando a capital a Jundiaí, Mogi das Cruzes ou Paranapiacaba; o Trem dos Imigrantes resgata a história da antiga São Paulo Railway; o Sistema Funicular de Santos e a Linha Turística do Bonde revelam o patrimônio ferroviário e urbano da Baixada Santista; o Trem dos Operários percorre o trecho entre Sorocaba e Votorantim; o Trem da República conecta Itu e Salto; o Trem Campinas–Jaguariúna atravessa paisagens do interior em um percurso histórico; ainda podemos citar o Trem de Guararema, no Alto Tietê.

Passeio de locomotiva em Guararema. Foto: Ken Chu/Expressão Studio

Para aproveitar a capital paulista

A capital paulista oferece opções que combinam cultura, arte, arquitetura e contato com a natureza. Parques urbanos, ruas e espaços culturais ganham protagonismo, reunindo atrações para todas as idades. Na Vila Madalena, o Beco do Batman é um dos principais polos de arte urbana da cidade. A galeria de grafite a céu aberto reúne murais em constante renovação, transformando suas vielas em um dos cenários mais fotografados de São Paulo.

No centro, o Edifício Copan, projetado por Oscar Niemeyer, é um dos ícones da arquitetura brasileira. Com sua fachada em curvas e mais de mil apartamentos, o edifício integra a paisagem da Avenida Ipiranga e se consolidou como um dos cartões-postais da capital.

Outro passeio tradicional é a Avenida Paulista, que aos domingos é fechada para veículos e se transforma em um grande espaço de convivência. Além das apresentações culturais e artistas de rua, no trajeto o visitante encontra importantes instituições, como o MASP, o Itaú Cultural, o Centro Cultural Fiesp, a Japan House, o Instituto Moreira Salles e a Casa das Rosas.

O Parque Ibirapuera é uma das principais áreas de lazer, esporte e cultura da cidade. Com três lagos interligados, ciclovias, pistas de caminhada e corrida, quadras esportivas e áreas para eventos, o parque também reúne importantes equipamentos culturais, como o Pavilhão da Bienal, o Planetário, museus, o Pavilhão Japonês, o Obelisco e o Monumento às Bandeiras, tornando-se um dos pontos mais visitados da capital.

Para quem prefere um programa em meio à natureza, o Jardim Botânico de São Paulo oferece um refúgio dentro da cidade. Localizado no Parque Estadual das Fontes do Ipiranga, o espaço abriga remanescentes de Mata Atlântica, mais de 380 espécies de árvores, lagos, estufas, trilha e jardins temáticos, além de permitir a observação de animais que vivem livremente na área, como tucanos, preguiças e macacos.

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Estado de SP tem roteiros por onde passou Anchieta; confira

Estado de SP tem roteiros por onde passou Anchieta; confira

Em maio de 1560, o padre jesuíta José de Anchieta escreveu um relatório chamado “Carta de São Vicente”, em que descreveu o que viu da Mata Atlântica, da geografia física e humana, da fauna e da flora presentes na então Capitania de São Vicente. Mas ele fez muito mais. Anchieta e a história do Brasil estão praticamente interligados. Em 9 de junho o jesuíta é homenageado em Dia Nacional, uma data que marca o seu falecimento, em 1597. Anchieta foi canonizado em 2014.

Para prestar essa homenagem e relembrar os passos do jesuíta, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) registrou alguns dos destinos por onde ele esteve, lugares que se tornaram turísticos e que lembram a passagem de Anchieta pelo território e pela história paulista.

Itanhaém

A segunda cidade mais antiga do Brasil abriga os Caminhos de Anchieta, um roteiro de seis atrações que celebram a passagem dele, entre 1563 e 1595: a Cama de Anchieta (uma formação rochosa onde ele descansava e compunha poemas), a Passarela de Anchieta (um passadiço suspenso de 220 metros, com vista para o mar), o Pocinho de Anchieta (uma estrutura de pedras construída por indígenas), os Painéis de Anchieta (mosaicos em pastilhas de vidro), o Monumento a Anchieta (uma estátua na Praça Narciso de Andrade) e a Igreja Matriz de Sant’Anna (que abriga a imagem da Virgem de Anchieta). Itanhaém está a 116 km da capital.

Ubatuba

Nas areias de Iperoig (atual Praia do Cruzeiro), onde hoje é Ubatuba, Anchieta compôs um poema dedicado à Virgem Maria, com mais de 5.700 versos. Como não tinha papel, ele memorizava os versos e os riscava com um cajado na areia. Anchieta esteve em Ubatuba em 1563. A Praia do Cruzeiro é uma extensa faixa de areia, com calçadão, com local para esportes e passeios, pista de skate, feirinha de artesanato e restaurantes. A ilha Anchieta, também em Ubatuba, tem esse nome em homenagem ao jesuíta. É a segunda maior ilha do litoral paulista, tem praias paradisíacas, rica vida marinha, trilhas, ruínas de um antigo presídio e praias (do Presídio e a Praia do Sul). Ubatuba fica a 220 km da capital paulista.

Praia do Cruzeiro (antiga Iperoig) em Ubatuba, onde Anchieta escreveu versos na areia (foto: Ken Chu / Setur-SP)

Itu

Anchieta esteve na aldeia de Maniçoba, às margens do Tietê, na atual Itu, para catequizar indígenas, aprender a língua dos nativos e conhecer o território. Itu homenageia o padre no Largo do Bom Jesus (hoje a Praça Padre Anchieta). Nessa praça, ficava a antiga capela de Nossa Senhora da Candelária, que deu origem ao município, em 1610, e à Igreja Matriz, que contém o maior patrimônio do barroco paulista, com altar e órgão magníficos. A Matriz é o coração histórico de Itu e, próximos a ela, estão o Semáforo Gigante, o Orelhão Gigante e lojinhas de souvenirs exagerados, além do Museu Republicano, da USP. Itu está a 96 km de São Paulo.

São Paulo

A capital tem muitas marcas da presença de Anchieta. Marco Zero de São Paulo, o Pateo do Collegio foi fundado em 1554 pelo Padre Manoel da Nóbrega, provincial jesuíta e seus auxiliares, entre eles, Anchieta. A Igreja São José de Anchieta, localizada no Pateo do Collegio, contém relíquias do santo e arquitetura do barroco paulista. O Monumento a Anchieta, em bronze, é uma escultura de 1954, para comemorar o quarto centenário da cidade e fica na Praça da Sé, em frente à Catedral. Ainda no Pateo do Collegio, o Museu Anchieta preserva objetos históricos e conta com uma maquete da Vila de São Paulo de Piratininga, no século XVI.

Outras passagens de Anchieta

Anchieta esteve em locais que hoje são estâncias turísticas, como São Vicente, por onde chegou à Capitania, em 1553. Na vila, ele aprendeu o tupi e escreveu a primeira gramática indígena da História. No Guarujá, o jesuíta rezou missas e catequizou indígenas na Ermida de Santo Antônio do Guaibê, que é uma das primeiras igrejas do Brasil, toda feita de pedras de sambaquis com óleo de baleia e conchas. Em Bertioga, Anchieta abrigou-se no Forte de São João, outro ponto turístico da cidade, antes de seguir para missões em Ubatuba, no litoral norte.

Forte de São João, em Bertioga, onde Anchieta se hospedou, no século XVI (foto: Elias Gomes / Setur-SP)

O espanhol cristão-novo que gerou São Paulo

Nascido em 1534 na ilha de Tenerife, nas Canárias (Espanha), José de Anchieta tinha ascendência judaica sefardita (da Península Ibérica) e pertencia a uma família de cristãos-novos (judeus convertidos à força ao catolicismo). Devido às óbvias restrições espanholas para que o rapaz entrasse em seminário católico, Anchieta foi enviado a Portugal, onde estudou na Universidade de Coimbra. Aos 17 anos, ingressou na Companhia de Jesus e, em julho de 1553, após dois meses de viagem, chegou ao Brasil, desembarcando em Salvador. Em outubro do mesmo ano, seguiu para a Capitania de São Vicente, participando da fundação de São Paulo, em janeiro de 1554. O padre jesuíta José de Anchieta morreu em 1597, no Espírito Santo.

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