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Porto Alegre: Sine realiza seleção para cadastro reserva de profissionais da saúde

Foto: Ivan de Andrade/Prefeitura de Imbé

A SMIDH (Secretaria Municipal de Inclusão e Desenvolvimento Humano), por intermédio do Sine Municipal, promove, a partir desta quarta-feira (17) até a sexta-feira (19), um feirão de empregos para cadastro reserva em 37 cargos da área de saúde. A atividade ocorre das 9h às 16h, na sede do Espaço de Oportunidades (rua Uruguai, 83).

O foco é na prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação e proteção à saúde dos cidadãos, as vagas exigem qualificação e graduação comprovada para atuar em Unidades Básicas de Saúde. Os candidatos precisam estar aptos ao exercício profissional. Consulte aqui mais informações.

Entre as oportunidades disponíveis estão: Enfermeiros I, II e III, Médico I e II, Assistente Administrativo, Técnico em Enfermagem, Agente social, Auxiliar de Farmácia, Dentista, Auxiliar de Saúde Bucal, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Profissional de Educação Física, Nutricionista, Psicólogo, Recepcionista, Higienização e Porteiro.

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Exame descarta Ebola em paciente internado em Porto Alegre

Fachada do Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre. Crédito: Gabriel Bandeira / Ministério da Saúde

O exame realizado em um homem de 64 anos internado no GHC (Grupo Hospitalar Conceição), em Porto Alegre, deu negativo para Ebola. O resultado da análise feita pela Fiocruz foi comunicado ao CEVS (Centro Estadual de Vigilância em Saúde) na noite deste sábado (13).

O caso era investigado desde quinta-feira (11), após atendimento em uma unidade de saúde de Novo Hamburgo. O paciente tinha histórico recente de permanência em Uganda, país da África Oriental, e apresentou quadro febril. Durante a investigação, ele também foi testado para malária.

O teste rápido deu positivo para Plasmodium falciparum, protozoário parasita transmitido pelo mosquito Anopheles. O tratamento específico para a malária foi iniciado.

Internação no GHC

O paciente foi transferido para o Grupo Hospitalar Conceição na sexta-feira (12). Com o resultado negativo para Ebola, o GHC informou que ele terá acesso ao conjunto de recursos diagnósticos e terapêuticos disponíveis na instituição para o tratamento.

Neste momento, o homem permanece internado na UTI.

Amostras enviadas ao Rio de Janeiro

As amostras para detecção de Ebola foram coletadas no sábado e enviadas para a Fiocruz.

A operação envolveu técnicos do Cevs e do Ministério da Saúde. O material foi transportado por um avião da FAB até o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que o monitoramento do caso segue com equipes de assistência e vigilância em saúde.

O que é Ebola

O Ebola é uma doença infecciosa grave, causada por vírus de mesmo nome. Em humanos e outros primatas, a infecção pode provocar febre hemorrágica. A doença é endêmica em regiões da África, e a letalidade varia conforme a cepa viral.

A transmissão ocorre por contato com fluidos corporais, como saliva, suor, vômito, diarreia ou leite materno, além de superfícies e objetos contaminados.

Os principais sintomas incluem febre, cansaço, dor muscular, dor de cabeça e dor de garganta. O período de incubação pode variar de dois a 21 dias.

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Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

Dos recordes em moradia ao avanço do saneamento: os avanços inéditos que marcaram a agenda de transformação nos últimos três anos e meio em SP

Mais de 83 mil moradias entregues, 405 mil novas empresas abertas em um único ano, 1,7 milhão de alunos beneficiados por reformas em escolas estaduais, 3,5 milhões de cirurgias eletivas, R$ 260 bilhões contratados para expandir o saneamento e mais de 16 mil novos policiais incorporados às forças de segurança. 

Os números ajudam a dimensionar a série de avanços registrados por São Paulo nos últimos três anos e meio em áreas fundamentais para a população, período em que o Governo de SP consolidou uma agenda de transformação baseada em resultados, inovação na gestão pública e foco na melhoria da qualidade de vida da população. 

Guiada pelos pilares do Desenvolvimento, do Diálogo e da Dignidade, a gestão vem combinando responsabilidade fiscal, eficiência administrativa e políticas públicas voltadas à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e ao fortalecimento dos serviços essenciais. 

Iniciativas como Casa Paulista, Prontos pro Mundo, Tabela SUS Paulista, SuperAção SP e SP Por Todas ilustram uma estratégia voltada à geração de oportunidades, à redução das desigualdades e à melhoria dos serviços públicos em todas as regiões do estado. 

Moradia: o maior programa habitacional da história paulista

Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e têm mais 116 mil em construção Foto: Divulgação/Governo de SP

O acesso à moradia digna avançou de forma significativa nos últimos anos. O Governo de São Paulo já entregou 86 mil moradias e mantém outras 116 mil em construção, números que representam uma das maiores frentes habitacionais já realizadas no estado.

Principal instrumento dessa política, o Casa Paulista tornou-se o maior programa habitacional da história de São Paulo. O programa reúne iniciativas voltadas à ampliação do acesso à casa própria, promovendo segurança habitacional e melhores condições de vida para milhares de famílias.

Em média, 70 famílias realizam o sonho da casa própria todos os dias. Entre os exemplos mais emblemáticos está o reassentamento de mais de 800 famílias da antiga Favela do Moinho, encerrando uma espera de décadas e proporcionando moradia definitiva, segurança e dignidade após mais de 30 anos de vulnerabilidade social.

Educação: mais oportunidades e experiências inéditas para os estudantes

O Prontos pro Mundo leva todos os anos 1.000 estudantes para países de língua inglesa. Foto: Divulgação/Governo de SP

A educação estadual também registra avanços, com foco na ampliação de oportunidades e na melhoria da infraestrutura escolar. Pela primeira vez na história da rede estadual, estudantes passaram a participar de intercâmbios internacionais por meio do programa Prontos pro Mundo. A iniciativa leva 2 mil alunos para estudar inglês em cinco destinos internacionais, ampliando horizontes acadêmicos, culturais e profissionais para jovens da rede pública.

A expansão do ensino médio técnico também ganhou escala inédita. O número de vagas foi dobrado nas matrículas do ensino médio técnico totalizando 321 mil oportunidades, o equivale a um crescimento de 134%. Esse número considera a soma das vagas entre a Secretaria da Educação e o Centro Paula Souza, fortalecendo a formação profissional e aproximando os estudantes das demandas do mercado de trabalho.

Na infraestrutura escolar, o estado alcançou o maior número de escolas estaduais reformadas da última década. As obras realizadas em 3,5 mil unidades beneficiam diretamente cerca de 1,7 milhão de alunos, proporcionando ambientes mais adequados para o aprendizado.

Saúde: recordes de atendimento e ampliação da rede assistencial

Atendimento à saúde bateu recorde: 3,5 milhões de cirurgias eletivas em todo o estado Foto: Divulgação/Governo de SP

Na saúde, o Governo de São Paulo promoveu uma ampliação expressiva da oferta de consultas, exames e cirurgias em todas as regiões do estado. Foi alcançado o recorde de 3, 5 milhões de cirurgias eletivas, com a retirada de aproximadamente 3,5 mil pacientes das filas desde 2023. O resultado é reflexo de uma estratégia voltada à ampliação da capacidade de atendimento e à redução do tempo de espera para procedimentos.

Uma dessas políticas públicas, que refletiram diretamente na ampliação da assistência, foi a implantação da Tabela SUS Paulista. A iniciativa ampliou o financiamento de hospitais filantrópicos, autárquicos e santas casas, reduziu um déficit financeiro histórico dessas unidades e contribuiu diretamente para a redução das filas e a reabertura de leitos em todas as regiões do estado. O programa já soma mais de R$ 9,7 bilhões em investimentos.

A atenção primária também recebeu reforço significativo por meio do IGM SUS Paulista. O estado mais que triplicou o investimento anual nessa área, destinando mais de R$ 1,3 bilhão para fortalecer o atendimento básico e ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.

Inclusão produtiva: nova política para superação da pobreza

Programa de combate à pobreza integra qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social Foto: Divulgação/Governo de SP

O combate à pobreza passou a contar com uma estratégia estruturada de inclusão produtiva. Com o programa SuperAção SP, o Governo de São Paulo implementou a primeira política estadual organizada especificamente para promover a superação da pobreza por meio da integração entre qualificação profissional, geração de renda, emprego e proteção social.

A iniciativa conecta famílias em situação de vulnerabilidade a oportunidades de desenvolvimento econômico, acompanhadas por agentes preparados para orientar sua trajetória rumo à autonomia financeira e à inclusão produtiva.

A proposta representa uma mudança de abordagem ao integrar diferentes políticas públicas em uma mesma estratégia voltada à construção de oportunidades duradouras.

Proteção às mulheres: ampliação da rede e inovação no enfrentamento à violência

SP teve maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada; hoje são 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM Foto: Divulgação/Governo de SP

São Paulo também ampliou sua atuação na proteção às mulheres com medidas inéditas e expansão dos serviços especializados. Pela primeira vez, o estado passou a utilizar o monitoramento eletrônico de agressores por meio de tornozeleiras integradas ao aplicativo SP Mulher Segura. A ferramenta permite maior acompanhamento das medidas protetivas e já conta com mais de 61 mil usuárias. A expectativa é alcançar 2,4 mil equipamentos monitorados até o final do ano.

Outro destaque é o SP Por Todas, movimento voltado ao fortalecimento da rede de acolhimento, proteção e promoção da autonomia profissional e financeira das mulheres.

A estrutura de atendimento também foi ampliada com a maior expansão da rede de Delegacias de Defesa da Mulher já registrada. O crescimento foi de 57%, alcançando 317 serviços especializados, entre 144 delegacias e 173 Salas DDM.

Segurança pública: tecnologia, inteligência e reforço do efetivo

Muralha Paulista reúne 125 mil câmeras e sensores conectados em 612 municípios Foto: Divulgação/Governo de SP

Na área da segurança pública, o estado combinou inteligência policial, integração entre órgãos e ampliação do efetivo para fortalecer o combate ao crime.

O estado de São Paulo vem consolidando uma trajetória consistente de redução histórica dos principais indicadores criminais desde 2023. O resultado é fruto de uma política pública que combina inteligência, tecnologia, inovação, integração entre as forças de segurança e fortalecimento do efetivo policial. 

Um dos principais pilares dessa estratégia é o programa Muralha Paulista, política pública desenvolvida para integração dos níveis estadual e municipal de segurança. A iniciativa cria uma rede inteligente de monitoramento capaz de dificultar a mobilidade criminal e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança. Atualmente, 612municípios aderiram aoprograma e 228já estão totalmente integrados. A estrutura reúne 125 mil câmeras e sensores conectados e recebeu investimentos de R$ 440 milhões.

Outro marco foi a desmobilização dos fluxos permanentes da Cracolândia. O processo, concluído por meio de uma estratégia integrada que reuniu ações de combate ao tráfico de drogas, acolhimento em saúde e assistência social, completou um ano em maio de 2026. No início da gestão, a região chegou a concentrar cerca de 3 mil frequentadores.

O Governo de São Paulo também promoveu a maior recomposição das forças de segurança dos últimos 20 anos. Desde 2023, mais de 16 mil novos policiais já estão atuando nas ruas em todo o estado. Até o fim da gestão, o número de novos agentes chegará a 26 mil, fortalecendo a presença policial.  

Saneamento: investimentos recordes e antecipação da universalização

Os investimentos em saneamento básico alcançaram uma dimensão inédita no estado. A política de expansão da infraestrutura do setor já beneficiou 3,8 milhões de pessoas em apenas dois anos.

A desestatização da Sabesp viabilizou um plano de investimentos de R$ 260 bilhões, com a meta de antecipar a universalização do saneamento para 2029. O avanço representa a ampliação do acesso aos serviços de água e esgoto, com impactos diretos na saúde pública, na qualidade ambiental e na qualidade de vida da população.

Outro destaque é a Tarifa Social Paulista, que dobrou o número de beneficiários em apenas um ano. Atualmente, cerca de 6 milhões de pessoas são contempladas pela iniciativa, que oferece descontos de até 78% nas contas de água e esgoto para famílias elegíveis.

Desenvolvimento econômico: liderança nacional na geração de oportunidades

Os indicadores econômicos reforçam o protagonismo paulista na geração de empregos, renda e investimentos. Em 2025, São Paulo registrou um novo recorde anual na abertura de empresas, com 405 mil novos negócios formalizados. O resultado supera em 10% o recorde anterior, alcançado em 2024, e confirma o estado como principal polo de desenvolvimento econômico do país.

O dinamismo da economia paulista também se reflete no mercado de trabalho. Nos últimos três anos e meio, o estado criou mais de 1,3 milhão de novos postos de trabalho. O desempenho reflete um ambiente favorável ao empreendedorismo, à atração de investimentos e à criação de oportunidades em diferentes setores da economia, fortalecendo a geração de renda e impulsionando o crescimento regional.

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USP oferece bolsas de residência profissional na área da saúde

USP oferece bolsas de residência profissional na área da saúde

A USP tem inscrições abertas para o Programa de Residência em Área Profissional da Saúde nas modalidades uniprofissional e multiprofissional, por meio da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (PRCEU) e da Comissão de Residência Multiprofissional (Coremu). As inscrições, assim como a seleção, serão realizadas pela Fuvest e podem ser efetuadas a partir das 12h do dia 20 de julho até as 12h de 4 de setembro. Os candidatos podem solicitar até o dia 19 de junho o pedido de redução do valor para casos previstos na Lei Estadual 12.782/2007. A taxa de inscrição é de R$ 330.

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Poderão participar do programa aqueles que concluíram ou venham a concluir até 28 de fevereiro de 2027 o bacharelado nos seguintes cursos de graduação: Biomedicina, Educação Física, Enfermagem, Farmácia, Física/Física Médica, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Medicina Veterinária, Nutrição, Odontologia, Psicologia, Saúde Pública/Saúde Coletiva, Serviço Social e Terapia Ocupacional.

Os selecionados receberão bolsas de estudo de R$ 4.106 mensais, financiadas pelo Ministério da Saúde. As residências, em ambas as modalidades do edital, constituem categoria de ensino de pós-graduação lato sensu, com carga horária de 60 horas semanais, incluindo plantões, e duração de dois a três anos.

O processo seletivo ocorre em duas etapas. A primeira fase prevê provas objetiva e dissertativa, no dia 27 de setembro, nos municípios de Bauru, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Paulo. A segunda fase terá uma análise curricular realizada pela comissão do processo seletivo, com base nos documentos a serem anexados no site da Fuvest. 

Mais informações e o edital do processo estão disponíveis neste link.

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‘Polipílula’ reduz pressão arterial e previne novos derrames em pacientes com histórico de AVC hemorrágico

‘Polipílula’ reduz pressão arterial e previne novos derrames em pacientes com histórico de AVC hemorrágico

O acidente vascular cerebral, popularmente conhecido como AVC, é a segunda causa de morte entre os brasileiros. Em 2024, foram registrados mais de 106 mil óbitos, segundo a plataforma Tabnet, do DataSUS, que reúne informações dos sistemas de saúde nacionais. É também a principal causa de incapacidade: 70% das pessoas que sofrem um AVC não retornam ao trabalho, e 50% ficam dependentes de cuidados, de acordo com a Sociedade Brasileira de AVC.

O acidente vascular cerebral pode ser de dois tipos: isquêmico, quando ocorre obstrução ou redução do fluxo sanguíneo em uma artéria cerebral, causando falta de circulação; ou hemorrágico, causado pela ruptura espontânea de um vaso, com extravasamento de sangue no interior do cérebro. O primeiro tipo é o mais comum, identificado em 60% a 70% dos casos. Já o hemorrágico é o mais letal.

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Entre as causas do AVC estão a pressão arterial elevada, o sedentarismo, a obesidade, o tabagismo e a dieta desequilibrada. Por esse motivo, uma das principais características da doença é a recorrência. Uma vez que o indivíduo sofre um AVC, a probabilidade de apresentar novos episódios ou outros eventos cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio, aumenta. Cerca de 20% dos pacientes que tiveram um AVC podem experimentar posteriormente um infarto num período entre dois e cinco anos.

Devido a esse quadro, é fundamental que se exerça um controle sobre os fatores de risco, em especial dos níveis de pressão arterial. O problema está justamente na adesão dos pacientes aos tratamentos no longo prazo. Para enfrentar tais dificuldades, um time internacional de pesquisadores se propôs a investigar o potencial de uma nova medicação para melhorar o controle da pressão arterial em pacientes que tiveram AVC hemorrágico.

Denominado TRIDENT (Triple Therapy Prevention of Recurrent Intracerebral Disease Events Trial, ou Ensaio Clínico de Terapia Tripla para a Prevenção de Eventos Recorrentes de Doença Intracerebral), o ensaio clínico multinacional, duplo-cego, randomizado e controlado por placebo envolveu 61 centros de pesquisa de 12 países. Dentre eles, a Faculdade de Medicina da Unesp (FMB), em Botucatu. O objetivo era avaliar a eficácia e a segurança de um único comprimido contendo três medicamentos, a chamada polipílula. A polipílula é composta por medicamentos já conhecidos no mercado: os anti-hipertensivos em baixas doses: telmisartana 20 mg, anlodipino 2,5 mg e indapamida 1,25 mg. Estes medicamentos são comercializados separadamente. No teste, a polipílula foi administrada de forma complementar ao tratamento padrão já estabelecido para o paciente após a alta hospitalar.

Para participar do estudo, os pacientes precisavam estar clinicamente estáveis, apresentar pressão arterial sistólica entre 130 e 160 mmHg em repouso, mesmo com o uso de terapia anti-hipertensiva, e não apresentar contraindicação a nenhum dos componentes do comprimido triplo utilizado. Ao todo, foram recrutados 1.670 sujeitos com tais características.

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“Foi um estudo longo” , explica o médico neurologista, chefe do Departamento de Neurociências e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Botucatu e um dos investigadores principais do estudo no Brasil, Rodrigo Bazan. Durante cinco anos, os 1.670 pacientes selecionados — 833 designados para receber o comprimido triplo e 837 para receber placebo — foram acompanhados em consultas presenciais periódicas. “E também de forma remota, por meio de ligações telefônicas feitas aos pacientes ou aos seus cuidadores”, diz.

Decorrido o período de acompanhamento, os investigadores puderam constatar que, entre o grupo que recebeu o comprimido triplo, a pressão arterial média foi de 127 mmHg, enquanto, no grupo placebo, foi de 138 mmHg. Transcorridos dois anos e meio, 38 pacientes do grupo que recebia a medicação tiveram um novo acidente vascular cerebral, o equivalente a 4,6% do total. No grupo placebo, foram registrados 62 casos, correspondentes a 7,4% do total. Já a incidência de outros eventos cardiovasculares importantes foi menor no grupo da polipílula do que entre os pacientes que recebiam placebo: 6,6% e 9,8%, respectivamente.

“Foi um estudo seguro, porque o comprimido triplo era usado em complemento ao tratamento convencional. E o simples fato de a pessoa controlar a pressão para níveis inferiores a 130 mmHg por 90 mmHg, ou 13 por 9, reduziu em 39% o risco de qualquer tipo de acidente vascular cerebral recorrente”, afirma Bazan.

O diferencial da polipílula

Para o docente da Unesp, um dos grandes diferenciais do tratamento testado está na combinação dos medicamentos em baixa dosagem em um só comprimido, o que se reflete na adesão dos pacientes.

“Ao longo do estudo, a adesão foi de 86%. Isso é muito difícil de se conseguir, principalmente se considerarmos um estudo de tantos anos. E isso se deve ao fato de se reunirem três fármacos em baixa dosagem em uma mesma pílula, tomada uma única vez ao dia. Imagine se o paciente tivesse que tomar os três fármacos diferentes em horários variados ao longo do dia? Ele acabaria esquecendo de tomar a medicação ou interromperia o tratamento. Então, a eficácia tem relação com essa tecnologia proposta”, completa o pesquisador.

O estudo clínico internacional TRIDENT contou com o financiamento do Conselho Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da Austrália e do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde do Brasil. A George Medicines, pertencente ao Instituto George para a Saúde Global, foi a responsável por fornecer o comprimido triplo e o placebo correspondente. Os resultados foram publicados no The New England Journal of Medicine.

A participação da Unesp

A Faculdade de Medicina da Unesp, em Botucatu, foi um dos 61 centros participantes do estudo TRIDENT e contribuiu para o recrutamento de 18 pacientes. Após o atendimento inicial na Unidade de AVC do Hospital das Clínicas, os pacientes eram encaminhados para avaliação dos critérios de inclusão no estudo e para a aplicação do protocolo do ensaio clínico na UPECLIN, Unidade de Pesquisa Clínica vinculada à faculdade.

“Desde a inclusão do paciente, o fornecimento de informações, até a administração do medicamento, que ficava guardado na farmácia da unidade, e o monitoramento dos pacientes e a coleta de informações por meio de atendimentos presenciais e ligações telefônicas periódicas ao longo dos cinco anos de pesquisa, tudo teve o apoio logístico da UPECLIN, que tem expertise nesse tipo de ensaio clínico”, explica Bazan.

O pesquisador reforça a importância de que a universidade se engaje em ensaios clínicos com esse perfil, que contribuem para a melhora da qualidade de vida de grande parte da população. “Estamos falando de fármacos conhecidos, que já não têm mais patente, mas que, ao serem associados em uma só pílula, resultam em inovação”, diz. “E ter a possibilidade de oferecer esse medicamento a um paciente no Brasil, no interior de São Paulo, que enfrenta inúmeras dificuldades em razão da doença e necessita de toda uma rede de apoio, além de acompanhá-lo periodicamente junto a um time internacional, é uma oportunidade única que a universidade oferece.”

Alerta para o frio

O inverno se aproxima e, com as baixas temperaturas, a incidência de acidente vascular cerebral pode aumentar em até 20%, segundo dados do Ministério da Saúde. Principalmente em regiões com as estações do ano bem demarcadas, a variação da temperatura pode favorecer a ocorrência da doença. “No inverno, a pressão arterial costuma ficar descontrolada, porque o corpo trabalha de forma diferente para se manter aquecido, e as pessoas também tomam menos água e ficam mais sedentárias. Esses são fatores que favorecem a ocorrência de AVCs”, diz Bazan.

A orientação dos especialistas é redobrar a atenção com a pressão arterial nesse período, manter a hidratação e praticar atividades físicas regularmente.

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Fapesp apoia relógio inteligente que detecta ansiedade e estresse em tempo real

Fapesp apoia relógio inteligente que detecta ansiedade e estresse em tempo real

Um relógio de pulso capaz de perceber que o usuário está ansioso antes mesmo que ele se dê conta disso. O que parece ficção científica está se tornando realidade nos laboratórios do Viva Bem: inteligência artificial para saúde e bem-estar– um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) financiado pela Fapesp e pela Samsung na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Pesquisadores vinculados ao Viva Bem desenvolveram um software de inteligência artificial que identifica estados de ansiedade com mais de 80% de precisão a partir de sinais corporais captados por smartwatches.

Os resultados do trabalho foram apresentados por Anderson Rocha, professor da Unicamp e coordenador do CPA, durante a FAPESP Week Londres, realizada de 2 a 4 de junho na capital britânica.

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“Desenvolvemos uma técnica inicial, que já foi publicada, e agora estamos aprimorando uma nova, que está em avaliação pela Samsung [responsável pelo hardware]”, contou Rocha à Agência FAPESP.

A tecnologia integra, entre outros indicadores, dois tipos de dados coletados continuamente pelo relógio: o eletrocardiograma – que registra a atividade elétrica do coração – e a acelerometria, que mapeia os movimentos do braço ao longo do dia. Esses sinais formam o que os pesquisadores chamam de “assinatura de dados” do usuário, um padrão individual que a IA aprende a reconhecer e monitorar.

Para ensinar os algoritmos a distinguir o estado de repouso do estado ansioso, a equipe desenvolveu protocolos clínicos que induzem o estresse de forma controlada. Em um dos testes, os participantes recebem a tarefa de calcular mentalmente, em 30 segundos, o resultado de multiplicações como 309 por 17 enquanto assistem a uma contagem regressiva no próprio relógio.

“Inevitavelmente as pessoas ficam ansiosas nessa situação”, explica Rocha. “Medimos como o corpo delas está respondendo a esse exercício e treinamos os algoritmos para identificar isso.”

A aplicação não pretende substituir médicos ou psicólogos, ressalta o pesquisador. A proposta do projeto é oferecer uma camada de monitoramento proativo: se o relógio detectar episódios ansiosos recorrentes, enviará um alerta recomendando que o usuário consulte um especialista.

“A ideia não é fazer o diagnóstico, mas ser uma ferramenta de alerta”, ressalta Rocha. A mesma lógica vale para outras condições monitoradas pelo projeto, como hipertensão, diabetes, Parkinson e risco de quedas em idosos. A IA agiria como uma sentinela silenciosa, cabendo ao usuário decidir o que fazer com a informação.

“O objetivo final é que, com os sinais captados pelos smartwatches, consigamos identificar os primeiros sintomas de diferentes condições de saúde, de modo que possamos ajudar as pessoas a terem uma melhor qualidade de vida”, afirmou Rocha.

Os resultados do projeto ainda estão em avaliação e melhoria contínua. Quando forem considerados maduros o suficiente, será solicitada autorização às autoridades competentes, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para testes com usuários reais, informou Rocha.

Realidades sintéticas

Na mesma palestra, Rocha apresentou o projeto Horus, voltado para o que a equipe chama de “realidades sintéticas” – o universo de imagens, vídeos e textos gerados por inteligência artificial. O laboratório já desenvolveu ferramentas para detectar deepfakes, ataques via mensagens de SMS e Whatsapp e falsificações em publicações científicas biomédicas, além de rastrear conteúdos ligados ao tráfico de crianças e à pornografia infantil.

Uma das soluções para identificação de falsificações em publicações científicas na área biomédica está em uso pelo Escritório de Integridade Científica do governo dos Estados Unidos e é disponibilizada como software de código aberto. Outra ferramenta, voltada à verificação de imagens, já é usada por agências de checagem de fatos, como Lupa, Aos Fatos e G1, e foi acionada para analisar registros visuais de conflitos recentes no Oriente Médio – casos que chegaram a ser reportados pela Reuters e pela Agence France-Presse.

Para Rocha, saúde e combate à desinformação convergem em torno de um mesmo valor: a confiança. “A IA centrada no ser humano é fundamental para fortalecer a resiliência e o bem-estar”, afirmou.

Mais informações sobre a FAPESP Week Londres em: fapesp.br/week/2026/london.

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RS começa a distribuir nova vacina contra pneumonia e meningite em julho

Crédito: Divulgação

O Rio Grande do Sul incluirá a vacina Pneumo 20 na rotina de distribuição aos municípios em julho. A mudança ocorre após o Ministério da Saúde anunciar a inclusão do imunizante no calendário básico de vacinação pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

A vacina será aplicada em crianças de até 5 anos. O imunizante protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, associada a doenças graves como pneumonia e meningite.

Essas doenças podem causar hospitalizações, sequelas e mortes. A Pneumo 20 também atua contra a otite média, condição que pode levar a perda auditiva, infecção generalizada e óbito.

As primeiras doses recebidas pelo Estado abasteceram a Rede de Imunobiológicos Especiais. Uma nova remessa, com aproximadamente 25 mil doses, está prevista para chegar na quinta-feira (11).

O lote deve atender à demanda mensal pelas vacinas pneumocócicas.

Substituição será gradual

A Pneumo 20 substituirá os imunizantes pneumocócica 10, pneumocócica 13 e polissacarídica 23.

A troca será gradual, conforme os estoques da pneumocócica 10 forem se esgotando. Depois disso, a vacinação passará a ser feita exclusivamente com a Pneumo 20.

O abastecimento aos municípios ocorrerá conforme a demanda das gestões locais, como já ocorre com outros imunobiológicos do calendário de rotina.

Quem poderá receber a vacina

Além das crianças de até 5 anos, a Pneumo 20 também será ofertada a povos indígenas sem histórico vacinal com pneumocócica conjugada.

Idosos acamados ou institucionalizados e pessoas com condições clínicas especiais atendidas pela Rede de Imunobiológicos Especiais também poderão receber a vacina.

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USP desenvolve nanotecnologia que permite tratar doenças de pele com precisão

USP desenvolve nanotecnologia que permite tratar doenças de pele com precisão

Uma plataforma tecnológica desenvolvida por pesquisadores brasileiros pode revolucionar o tratamento de doenças de pele como psoríase e vitiligo. O grupo, vinculado ao laboratório NanoGeneSkin, da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto, está desenvolvendo nanopartículas capazes de levar moléculas de RNA terapêutico diretamente até as células cutâneas, silenciando com precisão molecular os genes responsáveis pela inflamação crônica.

Os avanços mais recentes na pesquisa foram apresentados durante a FAPESP Week Londres, que acontece até amanhã (04/06) no Museu de Ciências (Science Museum), na capital britânica.

A investigação ocorre no âmbito do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) de Nanotecnologia Farmacêutica, financiado pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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“Iniciamos há 20 anos esse trabalho de pesquisa e adquirimos ao longo desse tempo experiência na obtenção e caracterização de nanopartículas lipídicas para liberar não só fármacos, mas também os RNAs de interferência [moléculas que interagem com os genes-alvo], com o objetivo de tratar doenças cutâneas crônicas, como a psoríase, o câncer de pele e o vitiligo”, disse à Agência FAPESP Maria Vitória Bentley, coordenadora do NanoGeneSkin e do INCT em Nanotecnologia Farmacêutica.

A psoríase afeta entre 2% e 3% da população mundial – cerca de 190 milhões de pessoas, das quais aproximadamente 5 milhões no Brasil. Trata-se de uma doença crônica, de base imunomediada e genética, ou seja, provocada por uma resposta exagerada do próprio sistema imunológico, com componentes hereditários. Ela se manifesta por lesões inflamatórias severas na pele, causadas pela produção exacerbada de citocinas pró-inflamatórias – proteínas que funcionam como sinais de alarme do sistema imunológico e que, em excesso, causam danos ao próprio organismo. Uma das principais é o TNF-alfa. O vitiligo, por sua vez, leva à destruição dos melanócitos, as células responsáveis pela produção do pigmento (melanina) que dá cor à pele, resultando no branqueamento progressivo de áreas do corpo.

Ambas as condições compartilham uma característica que as torna alvos promissores para a terapia com RNA: há genes específicos superexpressos, isto é, anormalmente ativos, que dirigem o processo patológico. “A gente entende quais são os alvos e usa um RNA complementar específico para silenciar a produção dessa citocina”, explicou Bentley.

Silenciamento de gene

O RNA (ácido ribonucleico) é uma molécula presente em todas as células vivas e desempenha papel central na produção de proteínas. Em linhas gerais, o DNA funciona como o manual de instruções do organismo, e o RNA mensageiro é a cópia desse manual que chega até as fábricas de proteínas da célula.

A abordagem central do grupo de pesquisa baseia-se no uso de RNA de interferência (siRNA) – moléculas sintéticas que atuam diretamente sobre o RNA mensageiro responsável pela produção das citocinas inflamatórias, degradando-o antes que a proteína nociva seja sintetizada. É como interceptar e destruir a ordem de fabricação antes que ela chegue à linha de montagem. O resultado é a redução de mediadores da inflamação a níveis basais de células sadias, sem a necessidade de medicamentos que atuem em todo o organismo e que, por isso, tendem a causar mais efeitos colaterais.

“É a nanomedicina de precisão”, resume Bentley. “Eu tenho um alvo específico e um RNA complementar para silenciar aquele gene que está superexpresso naquela doença.”

Mas carrear essas moléculas até as células-alvo da pele não é trivial. O RNA é quimicamente frágil, sendo degradado rapidamente pelas enzimas do organismo. Além disso, a pele é uma barreira biológica eficiente, projetada para impedir exatamente o tipo de penetração que os pesquisadores precisam provocar.

A solução desenvolvida pelo grupo foram nanopartículas de cristais líquidos – estruturas feitas de gorduras (lipídios) com organização interna altamente ordenada, semelhante à dos cristais, mas com a fluidez característica dos líquidos. Essa arquitetura singular permite encapsular o material genético, protegê-lo da degradação e facilitar tanto sua penetração pela pele quanto sua captação pelas células-alvo.

Ao longo de três linhas de pesquisa apresentadas por Bentley, o grupo demonstrou que essas nanopartículas são funcionais para o silenciamento gênico; que métodos físicos como a luz, num processo chamado fotoativação, podem potencializar a liberação do RNA dentro das células; e que é possível carrear simultaneamente múltiplos RNAs e até fármacos anti-inflamatórios convencionais numa mesma nanopartícula.

Essa última estratégia é particularmente relevante para a psoríase, uma doença com cascata inflamatória complexa, ou seja, uma reação em cadeia que envolve múltiplas proteínas e sinais celulares e, portanto, com vários alvos terapêuticos possíveis. “Temos uma nanopartícula funcional. Como a psoríase é muito complexa e tem vários alvos, o nosso objetivo é carrear RNAs para diferentes alvos e, às vezes, também um fármaco anti-inflamatório”, disse a pesquisadora.

Os resultados foram validados em modelos celulares – experimentos realizados com células cultivadas em laboratório – e em animais com lesões similares à da doença, induzidas experimentalmente.

Outras aplicações

O escopo do grupo vai além da psoríase. Pesquisas em andamento aplicam a mesma plataforma ao vitiligo – área para a qual o grupo já possui uma patente envolvendo RNA e nanopartículas – e à cicatrização de feridas crônicas, outro problema de saúde sem solução terapêutica totalmente satisfatória.

Há ainda uma frente que ultrapassa as doenças de pele: o desenvolvimento de uma nanoestrutura para entrega de mRNA – o tipo de RNA mensageiro que instrui as células a produzirem uma proteína específica – com potencial de uso em vacinas, incluindo uma vacina experimental contra o câncer. É o mesmo princípio que tornou as vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e da Moderna possíveis: em vez de introduzir o vírus no organismo, introduz-se apenas a instrução genética para que o próprio corpo produza uma proteína característica do agente infeccioso ou do tumor, treinando assim o sistema imunológico a reconhecê-lo e combatê-lo.

Nos modelos animais testados pelo grupo, animais imunizados com a formulação e posteriormente expostos a células cancerosas apresentaram regressão ou não crescimento dos tumores. A tecnologia já despertou o interesse de empresas farmacêuticas.

“Em 2006 a descoberta da interferência do RNA recebeu o Prêmio Nobel. Em 2007 a gente já começou a desenvolver essas nanopartículas”, lembra Bentley, situando o pioneirismo do grupo no cenário nacional.

Com duas patentes depositadas e processos de escalonamento industrial em desenvolvimento – incluindo a liofilização, técnica que remove a água das formulações por congelamento a vácuo para prolongar seu prazo de validade e facilitar a comercialização –, o grupo já pensa além da prova de conceito científica.

“Se deu certo, como a gente vai viabilizar isso em forma de produto?”, resume Bentley. Essa é a pergunta que orienta os próximos passos dos pesquisadores. Empresas já demonstraram interesse em licenciar a tecnologia, e o grupo está em conversas para avaliar os caminhos de translação clínica – o processo de levar uma descoberta do laboratório até o paciente.

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Veja como a vacinação de adultos protege bebês e freia o avanço de doenças consideradas erradicadas

Veja como a vacinação de adultos protege bebês e freia o avanço de doenças consideradas erradicadas

A não imunização de adultos ou pais de bebês recém-nascidos pode estar contribuindo para o cenário preocupante na América Latina, especialmente no Brasil. Somente no ano de 2024, foram registrados quase 7,8 mil casos confirmados de coqueluche, de acordo com os dados do Ministério da Saúde, um salto de mais de 7,5 mil em comparação com o ano de 2023, quando houve um surto da doença. Um dos principais fatores para esse aumento é a não vacinação de pais ou adultos que convivem com bebês de até 6 meses de idade. 

A pediatra Jorgete Maria e Silva, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP, explica que a doença se propaga com mais facilidade em crianças devido à fragilidade do sistema imunológico. “Quanto menor a criança, mais dificuldades ela tem para reagir positivamente à doença, seja pela falta de imunidade prévia, mas principalmente pelas condições anatômicas e fisiológicas do trato respiratório”, diz.

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Ela enfatiza que, para sobressair nessa situação, é necessário imunizar adultos ou pessoas próximas do círculo de convivência dos bebês recém-nascidos. “A estratégia de cocoon ou casulo propõe a vacinação de todos que convivem próximos de bebês de até 6 meses de idade. Essa proposta surgiu pautada principalmente na preocupação da transmissão da coqueluche”, explica.

Jorgete ainda ressalta que a estratégia deve ser aplicada não só para a coqueluche. “Na verdade, seria importante não só a vacinação para coqueluche, mas também para outras vacinas disponibilizadas pelo SUS, como influenza, sarampo e difteria”, diz.  

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Desafios a serem superados

Entre as mais diversas dificuldades enfrentadas pelo sistema público de saúde, a baixa adesão à cobertura vacinal ainda persiste, sendo um dos maiores obstáculos. “Nos últimos dois anos, houve um recrudescimento da coqueluche, e essa alta está relacionada à baixa cobertura vacinal desde a pandemia do Covid-19”, menciona 

Para lidar com essa realidade, Jorgete salienta a urgência de mais vacinação. “O cuidado preventivo, como a imunização das pessoas que convivem muito próximas aos bebês, ainda é um dos maiores alicerces para lidar com esse problema de baixa cobertura vacinal que a saúde vem enfrentando. Por exemplo, a coqueluche tem uma incidência sazonal, com surtos a cada 3 e 5 anos. Se houvesse uma boa adesão à vacina entre 2021 e 2022, não teríamos um surto no final de 2023”, lembra.

Medidas preventivas

Para o epidemiologista Fernando Rodrigues Bellissimo, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, o aleitamento materno é uma medida eficiente que ajuda na proteção imunológica da criança. “Além das vacinas, outro fator que contribui para a proteção do recém-nascido nesses primeiros 6 meses de vida é o aleitamento materno, uma vez que o leite transfere anticorpos diretamente para a criança, especialmente para aquelas doenças contra as quais a mãe foi imunizada”, alega.

Contudo, Bellissimo destaca que a vacinação dos pais e bebês continua sendo uma ferramenta de extrema importância. “Vale salientar que essa estratégia do aleitamento materno é muito importante, mas não dispensa a imunização dos adultos e crianças.”

Cuidado preventivo como alternativa

A enfermeira Karina Bordonal Gomiero Biagiotti, funcionária da clínica Itatiaia Vacinas, diz que em sua rotina diária na saúde, em uma clínica privada de vacinação, muitos pais não se vacinam, pensando exclusivamente só na saúde do bebê. “Quando os pais vão no consultório, eu pergunto: ‘Como está a vacina?’ E eles respondem assim: ‘A minha vacina está em dia’. Nunca se preocupam com eles mesmos, apenas com o bebê”, relata.

Karina ressalta que muitos adultos e pais não se vacinam devido ao custo da imunização. “As vacinas custam geralmente R$ 200, mas muitos pais acham caro e optam por não se imunizar. Não pensando a longo prazo na sua própria saúde e na do bebê.” Ela faz um alerta importante: “A vacina pode custar caro, mas é algo que a pessoa pode tomar outra dose daqui 10 anos. Vale a pena pagar um pouco mais caro e proteger a saúde do seu bebê e também a sua”, finaliza.

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Porto Alegre: vacinação estará disponível nos finais de semana até o fim de agosto

Foto: Alex Ramos

A SMS (Secretaria Municipal de Saúde) de Porto Alegre manterá a oferta de doses contra a gripe, Covid e as do calendário vacinal em USs (Unidades de Saúde) participantes da Operação Inverno em fins de semana. A medida vale até o final de agosto.

“A iniciativa busca ampliar o acesso da população à imunização durante o período de maior circulação de vírus respiratórios, enquanto durarem os estoques”, disse a prefeitura em nota.

Excepcionalmente neste sábado (6), as USs gerenciadas pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC) também estarão abertas para atendimento à comunidade. A vacina contra a gripe está disponível para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade. Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação.

Locais de vacinação no fim de semana

Sábado, das 10h às 19h:

Unidade de Saúde Modelo
Unidade de Saúde 1º de Maio
Unidade de Saúde Lami
Unidade de Saúde Diretor Pestana
Unidade de Saúde Chácara da Fumaça

Sábado, das 10h às 16h (USs GHC):

Unidade de Saúde Barão de Bagé
Unidade de Saúde Coinma
Unidade de Saúde Conceição
Unidade de Saúde Costa e Silva
Unidade de Saúde Divina Providência
Unidade de Saúde Floresta
Unidade de Saúde Jardim Itu
Unidade de Saúde Jardim Leopoldina
Unidade de Saúde Nossa Senhora Aparecida
Unidade de Saúde Parque dos Maias
Unidade de Saúde Santíssima Trindade
Unidade de Saúde Sesc

Sábado e domingo, das 10h às 19h:

Unidade de Saúde Moab Caldas
Unidade de Saúde José Mauro Ceratti
Unidade de Saúde Assis Brasil
Unidade de Saúde Bom Jesus
Unidade de Saúde São Carlos

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Ozivy: Anvisa aprova primeira caneta emagrecedora feita no Brasil

Foto: shutterstock

A Anvisa registrou nesta terça-feira (26) o Ozivy, primeira caneta de semaglutida sintética análoga a produto biológico liberada para comercialização no Brasil. O medicamento tem o mesmo princípio ativo do Ozempic, cuja patente expirou em 20 de março. Ou seja, o novo medicamento é uma cópia em versão sintética de um medicamento originalmente biológico registrado na Anvisa.

O registro foi concedido ao laboratório brasileiro EMS/SA. O pedido havia sido apresentado em 2023 e passou por avaliação técnica de eficácia, segurança e qualidade.

O Ozivy foi aprovado para tratamento de adultos com diabetes tipo 2, como adjuvante a dieta e exercícios. O produto será vendido como solução injetável em caneta preenchida para uso semanal.

A forma de conservação é diferente da do Ozempic. O Ozivy deve ser armazenado em geladeira antes e depois do início do tratamento.

Apesar de usar o mesmo princípio ativo, o Ozivy não é classificado como genérico. Pela regulação brasileira, não há medicamento genérico para produtos biológicos. A semaglutida sintética foi registrada como medicamento novo e análogo sintético de produto biológico.

A venda ainda depende da aprovação do preço máximo pela Cmed. Depois dessa etapa, a decisão sobre quando colocar o medicamento no mercado cabe à empresa detentora do registro.

Para chegar ao SUS, o Ozivy precisa passar por avaliação e recomendação da Conitec e por aprovação do Ministério da Saúde. Nem todo medicamento registrado pela Anvisa é avaliado pela Conitec ou incorporado ao sistema público.

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Porto Alegre: Hospital São Lucas inicia reformas e altera fluxo de atendimento

Hospital São Lucas da PUCRS (av. Ipiranga, 6690 - Partenon). Emergência SUS - Foto: Hospital São Lucas PUCRS/DivulgaçãoPMPA

A partir de 1º de junho, a Emergência do Hospital São Lucas da PUCRS passará por obras programadas de modernização estrutural. Em função dessas intervenções, o serviço operará temporariamente no modelo de emergência referenciada por um período estimado de seis meses.

Durante este intervalo, o atendimento será exclusivo para casos de risco iminente de morte, pacientes transportados pelo Samu ou transferidos via Central de Regulação de Leitos. Segundo a prefeitura de Porto Alegre, o objetivo é garantir a segurança assistencial e a qualidade técnica das intervenções.

A orientação para a população que apresentar quadros de saúde não críticos é buscar atendimento nos demais pontos da rede municipal, como as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e PAs (Prontos Atendimentos).

“A Secretaria Municipal de Saúde e a direção do hospital monitorarão a ocupação da rede diariamente, assegurando o pleno suporte à sociedade e o equilíbrio dos fluxos assistenciais de Porto Alegre durante o período das obras”, disse a prefeitura de Porto Alegre em nota.

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SP orienta rede estadual sobre vigilância para Ebola após surto na África

SP orienta rede estadual sobre vigilância para Ebola após surto na África

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) atualizou a nota técnica com orientações à rede estadual de saúde sobre o surto de Ebola registrado na República Democrática do Congo. O documento, elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) e pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD), reforça os fluxos de identificação, notificação, isolamento e atendimento de casos suspeitos no estado.

A avaliação técnica da Pasta aponta que o risco de introdução da doença no Brasil e na América do Sul é baixo. Entre os fatores considerados estão a ausência de transmissão autóctone do vírus no continente sul-americano, a inexistência de voos diretos entre a área afetada e a América do Sul e a forma de transmissão da doença, que ocorre por contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas sintomáticas.

Mesmo diante do baixo risco, a orientação é para que os serviços de saúde mantenham atenção a pessoas com febre e histórico de viagem, nos últimos 21 dias, para áreas com circulação do vírus. Também devem ser avaliados casos de contato direto com fluidos corporais de pessoas suspeitas ou confirmadas.

“São Paulo atua de forma preventiva e mantém sua rede preparada para uma resposta rápida e segura. Por concentrar importante fluxo internacional de viajantes, o estado conta com protocolos definidos, vigilância ativa, equipes capacitadas e unidades de referência para identificação, notificação e atendimento oportuno de casos suspeitos”, afirma a coordenadora de Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças, Regiane de Paula.

Sintomas e atendimento

A doença pelo vírus Ebola pode começar de forma súbita, com febre alta, dor de cabeça intensa, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. Em quadros graves, pode evoluir para manifestações hemorrágicas, choque e falência múltipla de órgãos. O período de incubação varia de dois a 21 dias.

No estado de São Paulo, casos suspeitos devem ser notificados imediatamente à vigilância epidemiológica municipal e ao CVE. A eventual remoção de pacientes será feita pelo Grupo de Resgate e Atendimento às Urgências e Emergências (GRAU).

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas é a unidade de referência estadual para atendimento de casos suspeitos ou confirmados. O Instituto Adolfo Lutz é responsável pela investigação laboratorial e pelo diagnóstico diferencial.

A SES-SP também reforça que a transmissão do Ebola não ocorre antes do início dos sintomas. O maior risco está associado ao contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença. Pessoas assintomáticas com exposição considerada de risco devem ser monitoradas diariamente por 21 dias.

Até o momento, não há vacinas licenciadas nem terapias específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. As vacinas e tratamentos disponíveis foram desenvolvidos para a cepa Zaire e não têm eficácia comprovada para a variante relacionada ao surto atual.

Notificação de casos suspeitos

Casos suspeitos devem ser comunicados imediatamente ao Centro de Vigilância Epidemiológica no CIEVS. A Nota Informativa completa está disponível em: https://portal.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/central/notainformativaconjuntaebola.pdf

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TJ-RS derruba lei de Arroio do Sal contra vacinação obrigatória para Covid-19

Porto Alegre, RS | Frascos vazios das vacinas Comirnaty/Pfizer/BioNTech, vacina Coronavac/Butantan, vacina Oxford/Astrazeneca/Fiocruz e vacina Janssen. Foto: Cristine Rochol / PMPA

O Órgão Especial do TJ-RS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) declarou inconstitucional a lei de Arroio do Sal que proibia a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 e a exigência de comprovante de imunização.

A decisão foi tomada em ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) ajuizada pelo PGJ (Procurador-Geral de Justiça) do Rio Grande do Sul contra a Lei nº 3.251/2025. O relator foi o desembargador Marcelo Bandeira Pereira.

O tribunal entendeu que o município extrapolou sua competência ao legislar contra normas gerais de saúde definidas pela União. Para o colegiado, a lei criou disciplina incompatível com a proteção da saúde coletiva e representou retrocesso na tutela da saúde pública.

O município alegou que a norma tratava de interesse local e não proibia a vacinação, apenas impedia sua imposição obrigatória para preservar a liberdade individual e o direito de escolha da população.

Competência da União

No voto, o relator afirmou que a vacinação integra o PNI (Programa Nacional de Imunizações), disciplinado por lei federal. A definição das vacinas de caráter obrigatório cabe ao Ministério da Saúde.

O desembargador também apontou que o enfrentamento de pandemia e a definição da política pública de imunização são temas de interesse nacional, que exigem atuação coordenada entre os entes federativos.

A decisão cita entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) de que municípios não podem criar leis para proibir exigência de comprovante de vacinação ou afastar a compulsoriedade da imunização.

Vacinação obrigatória não é forçada

O entendimento judicial trata da vacinação obrigatória como medida de saúde coletiva, não como vacinação forçada. A obrigatoriedade pode envolver restrições ou exigências administrativas, conforme normas sanitárias, mas não autoriza aplicação compulsória da vacina contra a vontade da pessoa.

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Caravana 3D: Governo de SP amplia estrutura do HC Bauru e reforça saúde especializada na região

Caravana 3D: Governo de SP amplia estrutura do HC Bauru e reforça saúde especializada na região

O Governo de São Paulo fez, nesta quinta-feira (21), uma série de entregas e anúncios para fortalecer a rede de saúde da região de Bauru. As ações foram apresentadas durante agenda da Caravana 3D no Hospital das Clínicas (HC) do município. Entre os destaques, está a entrega da ampliação do Ambulatório de Especialidades do HC, referência no atendimento de pacientes com anomalias craniofaciais e deficiência auditiva, que agora também oferece novas especialidades médicas.

“Estamos dando prosseguimento à Caravana 3D com uma agenda importante aqui no HC, ampliando o ambulatório médico para aumentar o número de consultas e fortalecendo o centro de radiologia. Este equipamento se conjuga com outras ações de saúde para a região, como a inauguração da UBS de Lins e o início das obras do AME de Jaú, anunciados na quarta-feira (20). Dessa forma, vamos descomprimindo o sistema”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas. 

Expansão do Ambulatório de Especialidades do HC de Bauru fará atendimentos em áreas como cardiologia, cirurgia geral. Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP

Com a expansão, o Ambulatório de Especialidades do HC de Bauru fará atendimentos em áreas como cardiologia, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, cirurgia torácica, cirurgia vascular, endocrinologia, endocrinologia infantil, gastroenterologia, ginecologia, infectologia, nefrologia, neurologia pediátrica, ortopedia, ortopedia pediátrica, pneumologia, proctologia, urologia e reumatologia.

Outro avanço é o aumento dos serviços do Centro de Radiologia do hospital. Iniciado em 2023 com exames de raio-X, o local passa agora a oferecer exames de ressonância magnética à população. Durante a atual gestão, foram incorporados outros exames na unidade como tomografia, ultrassonografia, ecocardiografia, espirometria, eletroencefalografia, Holter e MAPA.

Entregas representam R$ 30 milhões em investimentos para obras e novos equipamentos do HC. Foto: Paulo Guereta/Governo Estado SP

Durante a agenda, o governador também visitou as obras do centro cirúrgico e do setor de hemodiálise do hospital, com conclusão prevista para o segundo semestre deste ano. O novo centro cirúrgico contará com nove salas e capacidade para realização de até mil cirurgias por mês.

Já o setor de hemodiálise terá 31 novas poltronas e capacidade para atendimento de cerca de 180 pacientes. A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento ao longo deste ano, ampliando o acesso ao tratamento especializado para pacientes da região.

As entregas representam um conjunto de investimentos de R$ 30 milhões do Governo de São Paulo para obras e novos equipamentos da unidade. Os recursos também contemplam as obras do futuro centro cirúrgico e do novo setor de hemodiálise da unidade.

Caravana 3D

A Caravana 3D é uma iniciativa do Governo de São Paulo que percorre as regiões do estado para levar políticas públicas com foco nos três pilares da gestão: desenvolvimento, dignidade e diálogo. A proposta é fortalecer a articulação com os municípios, promovendo entregas e investimentos que considerem as necessidades locais e contribuam para a melhoria da qualidade de vida da população. A ação já passou pelo ABC, Alto Tietê, Ribeirão Preto, Campinas, Vale do Paraíba, São José do Rio Preto, Araçatuba, Marília, Sorocaba, Presidente Prudente e Itapeva.

A Caravana reforça o compromisso do governo paulista com uma atuação mais próxima e integrada, baseada na escuta do cidadão e no diálogo com lideranças locais. Em cada etapa, são realizadas visitas aos municípios e anúncios de ações concretas nas áreas de saúde, educação, habitação, infraestrutura e segurança.

Ouça os áudios:

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Porto Alegre: Sábado (11) será Dia D de vacinação contra a gripe

Foto: Cristine Rochol/PMPA

O Dia D para vacinação contra a gripe (Influenza A e B) será neste sábado (11), em Porto Alegre. Todas as unidades de saúde estarão abertas das 9h às 18h para receber a população. O imunizante está disponível para o público-alvo indicado pelo Ministério da Saúde. A campanha segue até 30 de maio.

O público-alvo para Influenza é constituído por pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas e quilombolas, trabalhadores da saúde, educação, pessoas com comorbidades, com deficiência, pessoas em situação de rua, forças de segurança, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo, portuários e Correios.

“A meta é vacinar 90% das crianças, idosos e gestantes. A vacina aplicada pelo SUS é trivalente, protegendo contra Influenza A H1N1, Influenza A H3N2 e Influenza B”, disse a prefeitura em comunicado.

Documentação

Autodeclaração para gestantes, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.
Crianças devem apresentar a caderneta de vacinação.
Outros grupos precisam apresentar documento que comprove a condição (ex.: crachá, receita, carteira de trabalho).

Covid-19

A vacinação está disponível para adolescentes acima de 12 anos e adultos dos grupos elegíveis nos seguintes locais:

CF Modelo – avenida Jerônimo de Ornelas, 55, bairro Santana
CF José Mauro Ceratti Lopes – estrada João Antônio da Silveira, 3330, bairro Restinga
CF Moab Caldas – avenida Moab Caldas, 400, bairro Santa Tereza
US Chácara da Fumaça – avenida Estrada Martim Félix Berta, 2432, bairro Mário Quintana
US Ramos – rua K esquina rua RC, s/nº – Vila Nova Santa Rosa, bairro Rubem Berta
CF Tristeza – avenida Wenceslau Escobar, 2442, bairro Tristeza
CF Navegantes – avenida Presidente Franklin Roosevelt, 5, bairro São Geraldo

No momento, não há estoque para crianças de 6 meses até menores de 5 anos e de 5 a 11 anos que fazem parte dos grupos elegíveis.

Público acima de 5 anos elegível para receber a dose anual ou semestral (intervalo mínimo de seis meses da última dose recebida):

  • Pessoas de 60 anos ou mais de idade (a cada 6 meses): pessoas imunocomprometidas (a cada 6 meses), gestantes (uma dose durante o período da gestação), pessoas vivendo em instituições de longa permanência, indígenas e quilombolas, puérperas não vacinadas na gestação, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, pessoas com comorbidades, pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema de privação de liberdade, adolescentes e jovens cumprindo medidas socioeducativas e pessoas em situação de rua.

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IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

alunos do ensino público de Porto Alegre sentados em cadeiras durante um dia de aula
Foto: Alex Rocha/PMPA

Três em cada dez estudantes de 13 a 17 anos afirmaram que se sentem tristes sempre ou na maioria das vezes, de acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSe), divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Uma proporção semelhante também revelou que já teve vontade de se machucar de propósito.

O IBGE entrevistou 118.099 adolescentes que frequentavam 4.167 escolas públicas e privadas de todo o Brasil em 2024, e a amostra é considerada representativa do universo de estudantes do país.

O quadro preocupante sobre a saúde mental dessa população inclui ainda 42,9% dos alunos que responderam que se sentem “irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa” e 18,5% que pensam sempre, ou na maioria das vezes, que “a vida não vale a pena ser vivida”.

Onde buscar ajuda

Adolescentes e seus responsáveis ou quaisquer pessoas com pensamentos e sentimentos de querer acabar com a própria vida devem buscar acolhimento em sua rede de apoio, como familiares, amigos, educadores e também em serviços de saúde.

De acordo com o Ministério da Saúde, é muito importante conversar com alguém de confiança e não hesitar em pedir ajuda, inclusive para buscar serviços de saúde.

Serviços de saúde que podem ser procurados para atendimento: 

  • Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e Unidades Básicas de Saúde (Saúde da família, Postos e Centros de Saúde);
  • UPA 24H, SAMU 192, Pronto Socorro; Hospitais;
  • Centro de Valorização da Vida – 188 (ligação gratuita).

Centro de Valorização da Vida (CVV) realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo, por telefone (188), e-mailchat e voip 24 horas todos os dias.

Desamparo

Apesar da gravidade dos números, menos da metade dos alunos frequentava uma escola que oferecia algum tipo de suporte psicológico, proporção que sobe para 58,2% na rede privada e cai para 45,8% na pública.

A presença de profissional de saúde mental no quadro de funcionários da escola era ainda mais rara, sendo disponível a apenas 34,1% dos estudantes.

A pesquisa também traz informações sobre a relação desses adolescentes com suas famílias e comunidades, e 26,1% dos estudantes disseram sentir constantemente que “ninguém se preocupa” com eles

Pouco mais de um terço dos alunos também achava que os pais ou responsáveis não entendiam seus problemas e preocupações e 20% contaram que foram agredidos fisicamente pelo pai, mãe ou responsável, pelo menos uma vez, nos 12 meses anteriores à pesquisa.

Saúde mental e gênero

Em todos os indicadores, os resultados entre as meninas são mais alarmantes do que entre os meninos.

RespostaMeninasMeninos
“Sentem-se tristes sempre ou na maiorias das vezes”41%16,7%
“Já tiveram vontade de se machucar de propósito”43,4%20,5%
“Se sentem irritados, nervosos ou mal-humorados por qualquer coisa”58,1%27,6%
“Pensam sempre, ou na maioria das vezes, que a vida não vale a pena ser vivida”25%12%
“Acham que os pais ou responsáveis não entendem suas preocupações”39,7%33,5%
“Acreditam que ninguém se preocupa com eles”33%19%

Autoagressões

A partir da amostra, o IBGE calculou que cerca de 100 mil estudantes brasileiros tiveram alguma lesão autoprovocada nos 12 meses anteriores à pesquisa, o que equivale a 4,7% de todos que sofreram algum acidente ou lesão no período analisado. 

Entre eles, todos os indicadores são consideravelmente mais altos:

  • 73% se sentem tristes de forma constante;
  • 67,6% ficam irritados ou nervosos por qualquer razão;
  • 62% não veem sentido na vida; 
  • 69,2% já sofreram bullying. 

As meninas também apresentam maior proporção de lesões autoprovocadas. Entre aquelas que sofreram algum ferimento, 6,8% se machucaram de propósito, contra 3% entre os meninos.  

“A criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente, para que as mulheres do país possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”, defendem os pesquisadores. 

Imagem corporal

O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, em 2019, de 66,5% para 58%. A situação é pior entre as alunas. 

Mais de um terço delas se disse insatisfeita com a própria aparência, contra menos de um quinto dos meninos.

Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o gênero feminino.

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Dia Mundial de Combate à Tuberculose: governo do Estado alerta para importância da prevenção e do tratamento

Segundo a Organização Mundial da Saúde, a tuberculose está entre as dez maiores causas de morte no mundo. Foto: Divulgação

A data de 24 de março marca o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. O governo do Estado emitiu um comunicado chamando a atenção para a necessidade de se falar sobre o tema e de se alertar para as medidas de prevenção e tratamento da doença.

Dados mais recentes apontam que a maior incidência de tuberculose no Estado é na 1ª Coordenadoria Regional de Saúde, que abrange a capital e boa parte da Região Metropolitana. São 64,5 casos para cada 100 mil habitantes, conforme indica o Informe Epidemiológico do Rio Grande do Sul – Tuberculose 2025.

O informativo também traz que, no ano de 2024 foram notificados 5.317 casos novos de TB no RS, o que corresponde a um coeficiente de incidência de 47,3 casos por 100 mil habitantes. Essa incidência está acima do coeficiente nacional de 39,7 casos por 100 mil habitantes no ano de 2024.

Além disso, no ano de 2023, de acordo com o SIM (Sistema de Informação de Mortalidade), foram registrados 351 óbitos em decorrência da TB, o que equivale a um coeficiente de mortalidade de 3,1 óbitos/100 mil habitantes.

O risco de morte na população geral apresentou aumento, variando de 2,3 óbitos por 100 mil habitantes em 2016 até 3,1 óbitos por 100 mil habitantes em 2021. Além disso, de 2015 a 2022, o número de óbitos notificados no SIM tem aumentado anualmente, “indicando diagnósticos tardios e agravamento da doença”, diz o estudo.

Ações estaduais

A iniciativa que serve como referência no RS para enfrentamento dessa realidade é o Programa Estadual de Controle da Tuberculose. A iniciativa é do governo do Estado, por meio do Centro Estadual de Vigilância em Saúde e pelo HSP (Hospital Sanatório Partenon).

“Para driblar esse cenário, a SES (Secretaria da Saúde) realiza a coordenação estadual do cuidado e reforça a importância de se prevenir a infecção e de se realizar o tratamento adequado das pessoas com TB ativa. Entre as ações estão a vigilância epidemiológica e o apoio aos serviços de referência, como o HSP, que presta assistência direta a casos de pacientes de todo o Estado com resistência aos medicamentos indicados para TB”, disse o governo.

A TB

Reconhecida como um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde, a TB (tuberculose) é uma doença grave que pode iniciar de forma silenciosa. É causada por uma bactéria, popularmente conhecida como bacilo de Koch.

Considerada uma doença infecciosa, é transmissível pelas vias aéreas, por meio da eliminação de aerossóis produzidos pela tosse, fala ou espirro de uma pessoa com a doença ativa.

Doença socialmente determinada

A tuberculose está diretamente associada a determinantes sociais e sociodemográficas. Insegurança alimentar, desemprego, ausência de saneamento básico e dificuldade de acesso aos serviços de saúde podem influenciar no adoecimento. Nesse sentido, a população em situação de rua e a população privada de liberdade estão entre as mais vulneráveis e com número de casos proporcionalmente mais expressivo.

Além desses públicos, imigrantes e profissionais de saúde também apresentam situação de vulnerabilidade para a TB, assim como uma incidência elevada de novos casos também é observada entre pessoas autodeclaradas pretas ou pardas, indicando um maior risco de adoecimento.

Prevenção

A vacina BCG é a principal forma de proteção contra a tuberculose em crianças e adolescentes. A vacina é aplicada no nascimento e evita casos graves da doença e óbitos nessa faixa-etária. O imunizante está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde.

Tratamento diretamente observado

É a estratégia na qual o profissional de saúde das unidades básicas de saúde ou dos serviços de referência acompanha a correta ingestão de medicamentos pelo paciente. Essa ferramenta de abordagem permite o alcance de maiores taxas de cura e menores taxas de interrupção do tratamento, que dura no mínimo seis meses, com ingestão diária de medicação.

Evento

Por fim, em alusão ao Dia Mundial de Combate à Tuberculose, no dia 30 de março será realizado o evento “Tuberculose – saúde, adoecimento e cuidado”. Promovido pela SES, por meio do Comitê Estadual de Enfrentamento à Tuberculose, em parceria com a EESC (Escola de Enfermagem e Saúde Coletiva) da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e com apoio da Prefeitura de Porto Alegre, o encontro ocorrerá no auditório da EESC e reunirá gestores e profissionais de saúde para debaterem o tema.

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Justiça condena hospital do Vale do Taquari por cobrança indevida do SUS

Imagem ilustrativa - Foto: Ascom DPE

A juíza Paula Cardoso Esteves, da Vara Judicial de Arvorezinha, no Vale do Taquari, determinou que o Hospital São João suspenda imediatamente a cobrança de valores de pacientes atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A decisão reconhece a ilegalidade da prática e garante o ressarcimento das quantias pagas de forma indevida.

A sentença é da quarta-feira (18), em ação civil movida pela Defensoria Pública do Estado. O texto prevê multa de R$ 1 mil para cada cobrança irregular comprovada.

Além disso, a magistrada condenou a instituição ao pagamento de danos materiais, com devolução em dobro dos valores cobrados indevidamente desde o início da prática. Também está prevista indenização por danos morais aos pacientes.

“O valor será definido na fase de liquidação de sentença, de forma individualizada, conforme as circunstâncias de cada caso, como a gravidade da situação de saúde, o constrangimento causado e a condição econômica das partes”, destacou a juíza.

Segundo a Defensoria Pública, as cobranças ocorriam desde 2015 e envolviam serviços que deveriam ser oferecidos gratuitamente pelo SUS, como exames, internações e consultas.

A decisão também obriga o hospital a informar, em local visível, que presta atendimento pelo SUS de forma gratuita, universal e integral. Dessa forma, um quadro deverá indicar diariamente o número de leitos disponíveis pelo sistema. Em caso de descumprimento, há previsão de multa diária de R$ 500.

Defesa

Em sua defesa, o hospital negou irregularidades e alegou que possui limite de atendimentos pelo SUS. Segundo a instituição, após atingir essa cota, os serviços seriam prestados de forma particular.

A juíza, no entanto, rejeitou o argumento. Conforme a decisão, depoimentos indicam que o hospital condicionava o atendimento ao pagamento, mesmo quando os pacientes buscavam o serviço pelo SUS.

Um dos casos citados ocorreu em 2019, quando houve cobrança de um paciente e, posteriormente, o município confirmou que o atendimento já havia sido custeado pelo SUS. Para a magistrada, o episódio comprova cobrança em duplicidade.

“Trata-se de prova irrefutável de cobrança indevida, que evidencia prática ilegal e má-fé por parte da instituição”, afirmou.

A alegação de limitação de vagas também foi considerada insuficiente, especialmente em atendimentos de urgência e emergência.

Assim, ao fundamentar a condenação por danos morais, a juíza destacou que a conduta do hospital — o único do município — expôs pacientes e familiares a situações de constrangimento em momentos de fragilidade.

“Ser obrigado a pagar por um serviço que é gratuito, ter o atendimento condicionado a isso ou sofrer pressão financeira durante uma enfermidade ultrapassa o mero aborrecimento”, concluiu.

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RS abre cadastro de hospitais e projeta abrir 1.478 leitos para o inverno

Foto: Pedro Schein / Prefeitura de Canoas

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul abriu cadastro para hospitais e projeta habilitar 1.478 leitos para atendimento de casos de síndromes respiratórias no outono e no inverno. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (16) pela SES (Secretaria Estadual da Saúde).

Conforme a pasta, o plano foi antecipado de maio para abril dentro do programa Inverno Gaúcho com Saúde, com orçamento total de R$ 100 milhões.

Do total anunciado, 1.014 leitos são clínicos, sendo 236 pediátricos e 778 adultos. Outros 464 são de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), com 338 vagas para adultos e 126 pediátricas.

A Secretaria da Saúde afirma que a expectativa é habilitar 40% desse total entre abril e maio. Nessa etapa, a previsão inclui 52 leitos de UTI e 106 leitos de suporte ventilatório para crianças. Para adultos, a projeção para maio é de 135 novos leitos de UTI e 311 clínicos.

Hospitais devem se habilitar para receber recursos

Apesar de apresentado, o plano, no entanto, ainda não está fechado. A portaria que regulamenta a habilitação dos leitos não foi publicada e, de acordo com a secretaria, está “em fase final de ajustes”.

Além disso, o número anunciado depende da adesão da rede hospitalar. A pasta informou que os hospitais interessados já podem se cadastrar, mas não divulgou quais são as prioridades para receber os leitos nem como será a distribuição por região.

O Estado também não informou qual será o cronograma completo de abertura, quantos leitos efetivamente já estão pactuados com hospitais e quais critérios serão usados para definir a habilitação das vagas.

Campanha de vacinação

A secretaria afirmou ainda que pretende reforçar a vacinação no fim de março e implantar um serviço de teleUTI pediátrica para apoio ao atendimento de crianças, mas ainda não detalhou quando a operação começa nem quais unidades participarão da estratégia.

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Governo do Estado lança programa integrado para atendimento de emergências em saúde mental

Titular da SES, Arita Bergmann (E) e o titular da SSP, Mario Ikeda (D) durante apresentação do programa na sede da SSP, em Porto Alegre - Foto: Arthur Vargas/Ascom SES

O governo do Estado lançou, nesta quarta-feira (11), o novo Programa de Resposta Integrada nas Emergências em Saúde Mental no Rio Grande do Sul. A iniciativa estabelece a atuação conjunta entre o Samu 192 (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e as forças de segurança pública. A ação é executada pela SES (Secretaria da Saúde) e pela SSP (Segurança Pública).

O anúncio ocorre após uma sequência de ocorrências registradas no Rio Grande do Sul, onde casos de surto psicótico eram atendidos pela Brigada Militar. Em algumas dessas ocorrências a abordagem policial terminou com a morte da pessoa em surto. Em janeiro houve um caso em Santa Maria e outro em Viamão.

Em 2025, ainda, teve grande repercussão o caso de Herick Cristian da Silva Vargas, de 29 anos. Em setembro daquele ano, ele foi baleado durante um surto, no Bairro Parque Santa Fé, em Porto Alegre, e acabou vindo a óbito.

Ações mais efetivas

A titular da SES, Arita Bergmann, destacou que o objetivo da parceria entre as duas secretarias é atender as pessoas em um momento de sofrimento, em situações que muitas vezes colocam a própria vida em risco, podendo prejudicar também quem está próximo.

Na mesma direção, o titular da SSP, Mario Ikeda, diz que “as forças de segurança já estão recebendo capacitação para compreenderem melhor o cenário dessas ocorrências. Assim, o atendimento será cada vez mais qualificado e humanizado”, disse.

Ampliação da estrutura

O governo também autorizou repasses para ampliar as equipes do Samu em 80 municípios, agregando a elas profissionais especializados em saúde mental. Além disso, já está em andamento uma capacitação assistencial para preparar profissionais da saúde e da segurança para lidar de forma adequada e humanizada com situações de crise.

A SES também lançará um site, que disponibilizará um guia digital com orientações às famílias, oferecendo informações práticas para reconhecer sinais de alerta e buscar ajuda no momento certo.

Atendimento integrado nas emergências em saúde mental

A instrução normativa conjunta SES/SSP é o documento que institui oficialmente o modelo de atendimento compartilhado entre o Samu e as forças de segurança pública – Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Militar e demais agentes locais. O protocolo estabelece padrões unificados de abordagem, definição de papéis de cada instituição e integração entre os sistemas de despacho e monitoramento de ocorrências.

As situações consideradas emergências em saúde mental incluem:

  •  tentativas de suicídio;
  •  automutilação;
  •  delírios ou alucinações;
  •  transtornos psicóticos agudos;
  •  e outras manifestações graves.

Classificação de risco orienta atendimento

Para qualificar o atendimento, todas as ocorrências passam por uma avaliação prévia obrigatória, realizada pelo operador, que pode ser um médico regulador do Samu (pelo telefone 192), um policial militar (pelo telefone 190) ou um bombeiro (pelo número 193).

Nessa etapa, são feitas perguntas específicas para identificar riscos – como presença de armas, agressividade, uso de álcool ou drogas, além da possibilidade de incêndio. Com base nas respostas, os casos são classificados em Risco Alto ou Risco Baixo.

O Risco Alto inclui situações como:

  •  presença de arma de fogo ou branca, ou objeto letal;
  •  agressões ou risco de agressão;
  •  tentativa de suicídio;
  •  risco de incêndio, queda ou afogamento;
  •  e isolamento do paciente em local de difícil acesso.

“Nesses casos, o atendimento é sempre conjunto, com Samu e forças de segurança atuando desde o deslocamento até a intervenção no local. A normativa determina que o Corpo de Bombeiros Militar deve ser acionado sempre que houver riscos de incêndio; presença de líquidos ou gases inflamáveis; possibilidade de queda ou afogamento; autoimolação; ou tentativa de suicídio sem uso de armas. Para as demais situações que configuram Risco Alto, a Brigada Militar deve ser acionada”, diz o Estado.

O Risco Baixo inclui casos como:

  •  agitação psicomotora sem risco imediato a terceiros;
  •  alterações leves de percepção da realidade;
  • e situações envolvendo crianças e idosos sem objetos perigosos.

Nesses casos, o Samu atua como equipe principal, acionando a segurança pública se houver agravamento da situação.

Samu Mental

Outro eixo essencial do programa é a Portaria SES 62/2026, que autoriza repasse financeiro estadual para que 80 municípios que são base do Samu incluam em suas equipes enfermeiro especializado em saúde mental. O profissional atuará 24 horas por dia nas unidades de suporte básico (USB).

Os profissionais deverão possuir especialização em saúde mental e/ou experiência de ao menos dois anos em urgência e emergência psiquiátrica. O governo do Estado destinará R$ 20 mil mensais por município para garantir essa qualificação da assistência. Isso representa um investimento anual de R$ 19,2 milhões na qualificação do atendimento do Samu dessas localidades.

Capacitação para profissionais da segurança

O programa também prevê formações para equipes da Brigada Militar, com conteúdos como:

  •  noções básicas sobre transtornos mentais;
  •  manejo adequado em situações de crise;
  •  técnicas de contenção seguras e humanizadas;
  •  uso do protocolo de classificação de risco;
  •  e diferenciação entre crise de saúde mental e situações de violência.

O treinamento será ofertado, numa primeira etapa, no formato a distância pela plataforma da SSP. Conforme previsão da Brigada Militar, a expectativa é que todo o efetivo da corporação tenha passado pela capacitação em um prazo de sete meses, considerando a capacidade de treinamento de 780 policiais por semana.

Também está em desenvolvimento um trabalho de integração entre os dois sistemas de chamados usados pelo Samu (Sistema de Atendimento Pré-hospitalar – SAPH) e pelas forças de segurança (Central de Atendimento e Despacho – Sinesp CAD), o que facilitará e agilizará a atuação conjunta entre as diferentes guarnições.

Guia digital

Como parte da estratégia de prevenção e acolhimento, o governo também lançou o Guia de Apoio à Família em Crise de Saúde Mental.

O material orienta sobre como identificar sinais prévios de crise – como mudanças bruscas de humor, isolamento, confusão, automutilação e alteração do sono –, além de esclarecer quando acionar o Samu 192 e como agir enquanto a ajuda não chega. O guia também inclui informações específicas para responsáveis por crianças e adolescentes, que podem apresentar sinais diferentes dos adultos.

Investimentos na rede de saúde mental

Além desse novo protocolo integrado entre Samu e Segurança Pública, o governo do Estado informou a ampliação dos investimentos na Política Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas da Raps (Rede de Atenção Psicossocial), presente nos 497 municípios gaúchos.

Para 2026, estão previstos recursos para os serviços de saúde mental da atenção primária, que receberão R$ 46,5 milhões, e para o cofinanciamento da atenção especializada, com aporte de R$ 34,9 milhões. Somam-se a esses valores os investimentos do SUS Gaúcho, que ampliarão o financiamento da rede de saúde mental de R$ 28,8 milhões para mais de R$ 110 milhões, reforçando especialmente o Programa AcompanhaRaps.

Essa iniciativa tem como objetivo ampliar a oferta de atendimento em saúde mental por meio da implementação de serviços municipais como o Caps (centros de atenção psicossocial), serviços residenciais terapêuticos, unidades de acolhimento e demais estruturas do SUS (Sistema Único de Saúde). Atualmente, 59 equipes são financiadas pelo AcompanhaRaps, com a expectativa de chegar a 120 até o final do ano.

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