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EUA e Irã anunciam acordo para encerrar guerra e reabrir Estreito de Ormuz

Forças americanas patrulham o Mar Arábico perto do navio M/V Touska, em 20 de abril de 2026, após a embarcação de bandeira iraniana tentar violar o bloqueio naval dos EUA. Crédito: U.S. Navy

Estados Unidos e Irã anunciaram um acordo para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, passagem estratégica para o comércio global de petróleo e gás. Os detalhes do texto ainda não foram divulgados.

A assinatura está prevista para sexta-feira, na Suíça. O Irã indicou que só começará a implementar o acordo após a formalização.

O entendimento ocorre mais de três meses depois do início dos combates e deve trazer alívio imediato para a economia global, abalada pela instabilidade no Oriente Médio e pelo bloqueio de uma das rotas marítimas mais importantes do mundo.

O acordo anunciado não resolve o principal ponto de tensão: o programa nuclear iraniano. Esse tema deve ser tratado em negociações posteriores, previstas para os próximos 60 dias. O prazo poderá ser prorrogado caso não haja solução.

O Irã possui urânio enriquecido a até 60%, índice próximo do nível necessário para uso militar. Teerã afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos.

Em diferentes momentos, os Estados Unidos defenderam a retirada do urânio enriquecido do Irã ou sua destruição. A Rússia se ofereceu para receber o material.

O que prevê o acordo

O acordo prevê o encerramento das operações militares e a reabertura do Estreito de Ormuz.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que autorizou a retirada do bloqueio naval norte-americano e a abertura da passagem marítima. Depois, disse que a liberação dependerá da assinatura do acordo.

O Irã confirmou o entendimento, mas afirmou que a implementação começará apenas depois da assinatura. As negociações tiveram mediação de Paquistão e Catar.

Também está prevista a redução gradual de medidas contra portos iranianos e a flexibilização de sanções para permitir que o Irã venda mais petróleo.

Por que Ormuz importa

O Estreito de Ormuz liga os golfos Pérsico e de Omã e é uma das principais rotas de escoamento de petróleo, gás natural e derivados.

Antes da guerra, cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás passava pela região.

Com o fechamento efetivo da rota, o preço internacional do petróleo disparou. O barril do Brent saiu de cerca de US$ 70 para mais de US$ 100, com picos próximos de US$ 120.

Como a guerra começou

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.

Entre os alvos declarados estavam o programa nuclear iraniano, o programa de mísseis e o apoio de Teerã a grupos armados no Oriente Médio, como o Hezbollah.

Os ataques mataram o líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei. O filho dele assumiu o posto, embora não tenha aparecido publicamente desde o início da guerra.

Depois do início dos combates, o Irã atacou Israel e países árabes do Golfo com mísseis e drones. Um cessar-fogo chegou a ser anunciado em abril, mas não eliminou o impasse militar e diplomático.

Críticas ao acordo

O entendimento foi criticado por Israel e por aliados republicanos de Trump. Parte das críticas afirma que o acordo não avança em relação ao pacto nuclear de 2015, abandonado pelos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Trump.

Dentro do Irã, também houve tensão política. O presidente Masoud Pezeshkian pediu unidade nacional e criticou setores que tratam qualquer negociação como traição.

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Trump afirma que forças dos EUA mataram líder do Tren de Aragua

Donald Trump - Foto: Daniel Torok/Casa Branca

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que forças norte-americanas mataram Niño Guerrero, nome pelo qual é conhecido Héctor Rusthenford Guerrero Flores, apontado como líder do Tren de Aragua.

O anúncio foi feito por Trump na rede social Truth. Conforme o presidente norte-americano, a ação foi executada pelo Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos.

A operação teria ocorrido no sudeste do estado de Bolívar, na Venezuela. Ciudad Bolívar, capital do estado, fica a cerca de 715 quilômetros de Pacaraima, em Roraima, município brasileiro na fronteira venezuelana.

Trump disse que a ação ocorreu em um ataque rápido e letal e afirmou que houve colaboração com autoridades na Venezuela.

O presidente dos Estados Unidos classificou o Tren de Aragua como organização terrorista estrangeira. Já o comunicado do governo venezuelano tratou o grupo como organização criminal.

O governo da Venezuela afirmou que continuará adotando medidas para garantir paz, tranquilidade e proteção à população.

Comando Sul

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos tem sede na Flórida e é responsável por planejamento, operações militares e cooperação de segurança na América Central, América do Sul e Caribe.

Na publicação, Trump afirmou que integrantes do Tren de Aragua não teriam mais refúgio seguro na Venezuela ou em outros países.

O caso ocorre semanas depois de o Departamento de Estado dos EUA passar a designar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas criminosas.

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Estados Unidos e Israel ampliam bombardeios contra o Irã

Crédito: reprodução de vídeo /BBC News

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no oitavo dia neste sábado (7) com intensificação dos bombardeios, novos confrontos no Líbano e ataques e interceptações registrados em vários países do Oriente Médio.

Nas últimas horas, as IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter realizado uma nova onda de ataques aéreos contra alvos militares no Irã. Conforme os militares israelenses, mais de 80 caças participaram da operação, que atingiu lançadores de mísseis, depósitos de armas e outras estruturas militares.

A imprensa israelense relata que cerca de 230 munições foram utilizadas nos ataques, incluindo bombardeios contra instalações associadas à Guarda Revolucionária Islâmica. Entre os alvos citados estão a Universidade Militar Imam Hussein e uma instalação subterrânea ligada à produção de mísseis balísticos.

Relatos de explosões também ocorreram no aeroporto Mehrabad, em Teerã. Imagens de satélite analisadas por empresas de inteligência mostram danos a aeronaves e instalações militares no local.

Paralelamente, autoridades do governo de Donald Trump afirmaram que os Estados Unidos conduziram na sexta-feira (6) a maior campanha de bombardeios já realizada contra o Irã. A estratégia, conforme integrantes do governo norte-americano, busca reduzir a capacidade militar iraniana ao atingir fábricas e lançadores de mísseis.

Washington também avalia ampliar sua presença naval na região. O porta-aviões USS George H. W. Bush pode ser enviado ao Mediterrâneo Oriental para se juntar ao USS Gerald R. Ford e ao USS Abraham Lincoln.

Conflito se amplia no Líbano

A ofensiva militar também se intensificou no Líbano. Conforme o Ministério da Saúde libanês, confrontos e bombardeios israelenses deixaram ao menos 294 mortos e mais de mil feridos desde o início das operações.

Uma ação realizada na região de Nabi Sheet, no Vale do Bekaa, deixou dezenas de mortos, conforme autoridades locais. Conforme o exército israelense, a operação buscava possíveis restos mortais do piloto Ron Arad, desaparecido desde 1986.

Durante a incursão, tropas israelenses teriam enfrentado combatentes do Hezbollah. O grupo afirmou ter atacado uma base militar israelense próxima à cidade de Safed.

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o Líbano “pagará um preço muito alto” caso os ataques do Hezbollah continuem.

Interceptações e ataques no Golfo

A guerra também gerou incidentes em vários países do Golfo. A Arábia Saudita informou ter interceptado um míssil balístico lançado em direção à base aérea Príncipe Sultan, que abriga tropas norte-americanas.

Os Emirados Árabes Unidos declararam ter interceptado 15 mísseis balísticos e 119 drones lançados contra o país. Dois drones atingiram o território emiradense, causando danos materiais.

Um drone também caiu próximo ao aeroporto internacional de Dubai, considerado o mais movimentado do mundo em tráfego internacional. O terminal suspendeu temporariamente as operações por segurança, mas os voos foram retomados posteriormente.

O Catar também relatou a interceptação de um ataque com míssil.

O Irã afirmou que não pretende atacar países vizinhos caso seus territórios não sejam usados para lançar ataques contra o país. A declaração foi feita pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.

Mesmo assim, governos da região continuaram relatando interceptações de mísseis e drones ao longo do dia.

Verborragia se amplia

As declarações entre líderes também indicam endurecimento do discurso político. Donald Trump afirmou nas redes sociais que o Irã “será atingido muito duramente”. O presidente norte-americano declarou que áreas que não estavam entre os alvos militares podem passar a ser consideradas na campanha de ataques.

Por sua vez, o presidente iraniano afirmou que o país “jamais se renderá” aos Estados Unidos ou a Israel e acusou Washington de violar o direito internacional ao atingir infraestrutura civil.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que qualquer intensificação da guerra será responsabilidade do governo norte-americano.

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Trump exige “rendição incondicional” do Irã no 7º dia de guerra

Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no sétimo dia nesta sexta-feira (6), com ampliação dos ataques aéreos, novos relatos de interceptações em países do Golfo e endurecimento do discurso de Donald Trump. Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos afirmou que “não haverá acordo” com Teerã, exceto sob “rendição incondicional”.

A declaração reduz, no curto prazo, a possibilidade de uma saída negociada. Na mesma publicação, Trump afirmou que, depois disso, os EUA e aliados ajudariam a reconstruir o Irã e citou a escolha de uma liderança “aceitável”. A fala amplia a pressão política de Washington sobre o futuro do país, embora integrantes do governo norte-americano tenham evitado, nos últimos dias, usar abertamente o termo “mudança de regime”.

Enquanto isso, Israel informou ter iniciado a 15ª onda de ataques contra estruturas que atribui ao governo iraniano em Teerã. As IDF (Forças de Defesa de Israel) afirmaram ter destruído um bunker militar na capital iraniana com o uso de 50 caças. A informação foi divulgada pelos militares israelenses e, até o momento, não há confirmação independente sobre os efeitos da ação.

Moradores de Teerã ouvidos pela BBC Persian relataram que a noite de quinta para sexta foi a mais intensa desde o início da guerra. Um deles afirmou que a casa “tremeu por cinco minutos”. Outro disse que acordou às 5h com explosões.

Mediação começa, mas não indica trégua

Apesar da intensificação dos bombardeios, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que “alguns países” iniciaram esforços de mediação. Sem citar quais governos estariam envolvidos, declarou que o Irã continua comprometido com uma paz duradoura, mas que não abrirá mão de defender a soberania nacional.

As declarações de Trump e Pezeshkian indicam que há movimentos diplomáticos paralelos à escalada militar, mas ainda sem sinal concreto de cessar-fogo.

Países do Golfo relatam novas interceptações

Arábia Saudita, Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos afirmaram ter interceptado ataques durante a madrugada desta sexta-feira. O Ministério da Defesa dos Emirados afirmou ter destruído nove mísseis balísticos e interceptado 109 drones. Segundo o governo do país, três drones caíram em território emiradense.

No Catar, o Ministério da Defesa anunciou a interceptação de um drone que teria como alvo a base aérea de Al-Udeid, a maior base militar dos EUA na região. Em Bahrein, autoridades britânicas anunciaram apoio à defesa aérea local com caças da Royal Air Force.

Reino Unido mantém posição ambígua

O governo britânico afirmou nesta sexta-feira que não alterou sua posição oficial, embora tenha admitido a legalidade de ataques a locais de lançamento de mísseis iranianos que possam ameaçar britânicos. Downing Street sustentou que autorizou uso “limitado, específico e defensivo” de bases para ações dos EUA, enquanto a aviação britânica segue focada na interceptação de drones, como acontece em Bahrein.

A formulação mantém a linha adotada por Londres desde o início da escalada militar: não participar da ofensiva inicial, mas aceitar ações classificadas pelo governo como defensivas. Ainda assim, a posição segue sob pressão interna e externa. Ao longo da semana, o primeiro-ministro do Reino Unido foi alvo de críticas de Donald Trump pela falta de autorização para uso de bases militares britânicas nos ataques contra o Irã.

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Trump pressiona aliados europeus no 4º dia de guerra contra o Irã

Crédito: reprodução de vídeo / TV Globo

A guerra conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou no quarto dia nesta terça-feira (3). As ações no campo de batalha registraram nova escalada militar e ampliaram a pressão política de Donald Trump sobre aliados europeus.

Em declarações no Salão Oval, durante encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz, Trump afirmou que pode ter “forçado a mão” de Israel para antecipar a ofensiva e disse que “Teerã se preparava para atacar”.

O presidente dos Estados Unidos sustentou que o Irã teve capacidades militares “derrubadas” e sinalizou continuidade da operação com novas ondas de ataques. Também afirmou que há uma “terceira onda” a caminho e voltou a indicar que o conflito pode se estender por semanas — com possibilidade de ultrapassar a projeção inicial mencionada em discursos anteriores.

Mais cedo, novos ataques destruíram o edifício que funcionava como sede da Assembleia de Especialistas, órgão constitucionalmente responsável por selecionar o líder supremo do Irã. O prédio ficou completamente destruído. Não há confirmação sobre mortes entre integrantes do colegiado responsável pela escolha do novo clérigo que deverá governar o país.

Ainda na Casa Branca, Trump justificou a operação como medida para impedir o avanço da capacidade nuclear e do programa de mísseis de longo alcance do Irã — a mesma linha adotada nos ataques de junho do ano passado. O presidente também afirmou que as ações buscam reduzir o que descreve como apoio iraniano a grupos armados na região, como Hezbollah, no Líbano, e Hamas, na Faixa de Gaza.

Pressão sobre Reino Unido e Espanha

Durante as declarações, Trump elevou o tom contra o Reino Unido por restrições impostas na primeira fase da operação, especialmente quanto à logística e ao uso de bases militares.

O presidente atacou diretamente o primeiro-ministro Keir Starmer ao afirmar que “isso não é Winston Churchill”. Também criticou o acordo britânico sobre o arquipélago de Chagos, no Oceano Índico, onde está localizada a base de Diego Garcia, operada conjuntamente por britânicos e norte-americanos.

No caso da Espanha, Trump ameaçou romper relações comerciais e falou em “cortar todo o comércio” após a sinalização do governo espanhol de que não autorizaria o uso das bases de Morón e Rota na ofensiva. Assim como Diego Garcia, esses pontos estratégicos próximos ao Estreito de Gibraltar são operados de forma conjunta entre EUA e Espanha.

Na prática, o discurso associa a autorização dessas bases e o apoio logístico europeu à manutenção de relações diplomáticas e comerciais. A postura amplia o custo político para aliados que tentam limitar sua participação a ações defensivas.

Incursão terrestre no Líbano

No quarto dia de guerra, o Exército israelense lançou uma incursão terrestre em área fronteiriça do sul do Líbano. A movimentação ocorre após o Ministério da Defesa de Israel autorizar os militares a “tomar o controle” de novas posições no país vizinho.

A operação terrestre ocorre nas regiões de Kfar Kila e da planície de Khiam, próximas à fronteira com Israel. Os alvos são integrantes do grupo Hezbollah, aliado estratégico do Irã.

O governo libanês já havia anunciado a retirada de efetivos militares de posições avançadas na fronteira, sob a justificativa de preservar a segurança diante das operações israelenses.

O comandante das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, classificou Irã e Hezbollah como parte de um “eixo xiita” e afirmou que o lançamento de foguetes pelo grupo libanês contra Israel representou a decisão de se alinhar diretamente a Teerã.

Ataques com drones e alerta diplomático

A embaixada norte-americana em Riad, capital da Arábia Saudita, foi atingida por dois drones. Conforme o Ministério da Defesa saudita, os danos foram limitados e houve apenas um incêndio de pequenas proporções, sem vítimas.

Diante da retaliação iraniana em diferentes pontos da região, o Departamento de Estado dos EUA recomendou que pessoal diplomático não essencial e familiares deixem países como Iraque, Jordânia e Bahrein. O governo norte-americano também orientou cidadãos a deixarem ao menos 14 países do Oriente Médio, entre eles Egito, Irã, Israel, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita, Síria, Emirados Árabes Unidos e Iêmen.

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