Visualização normal

Received before yesterday

SBT “justifica” agressão a estudantes no RJ: “Camisa de Che Guevara”

25 de Março de 2026, 20:40
César Filho comentando a agressão de PM a estudantes. Foto: reprodução

Ao noticiar a agressão de um policial militar contra estudantes dentro de uma escola estadual no Rio de Janeiro, a cobertura do “SBT Brasil”, que destacou a camiseta de uma das vítimas com o rosto de Che Guevara, causou revolta nas redes sociais. A abordagem do âncora César Filho está sendo acusada de justificar a violência policial registrada durante o episódio.

Ao apresentar o caso, o jornalista afirmou: “Eu quero chamar sua atenção para essas imagens que eu vou mostrar. Um policial militar agrediu dois estudantes dentro de um colégio estadual da Zona Sul do Rio de Janeiro. Um deles usava uma camiseta de Che Guevara, famoso guerrilheiro comunista. O caso aconteceu durante um protesto de movimentos estudantis. Representantes de associações foram até essa escola para apurar denúncias de assédio sexual, mas foram impedidas de entrar pela direção que acionou a Polícia Militar”.

ENQUANTO ISSO, NO SBT BRASIL…

O fato:
Policia agride estudantes em protesto.

A notícia:
Estudante vestia camiseta estampada com “Che Guevara, famoso guerrilheiro comunista”.

Em que isso acrescenta à notícia?
Ou melhor… a serviço de quê, senão de uma disputa ideológica… pic.twitter.com/dRlBaCeWbl

— Luiz Ricardo (@excentricko) March 25, 2026

O caso ocorreu na Escola Estadual Senor Abravanel, no Largo do Machado, durante um protesto organizado por movimentos estudantis. As imagens foram registradas por João Herbella, diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ, que acompanhava Marissol Lopes, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro, e Theo Oliveira, diretor da entidade. Os três acabaram detidos após a ação policial.

Segundo informações apuradas, o policial envolvido é o subtenente Ricardo Telles de Noronha Júnior, do Batalhão de Choque, que atuava no programa Segurança Presente em Laranjeiras. De acordo com relato de Marissol, o grupo foi à escola após solicitação de alunos que denunciavam um caso de assédio.

“Nós fomos à escola solicitados por alunos que queriam organizar uma luta contra um caso de assédio que estava acontecendo no colégio. Um caso que é antigo, mas que recentemente estourou e ficou abafado. Nós entramos na escola, porque é o nosso direito enquanto uma entidade estudantil, e fomos agredidos por policiais de forma bastante truculenta. A tentativa de diálogo foi praticamente nula”, disse.

As imagens que circularam nas redes mostram o momento em que o policial discute com os estudantes e, em seguida, agride Marissol com dois tapas no rosto, rasgando sua camisa. Ao tentar intervir, Theo Oliveira também é atingido com um soco e derrubado. O vídeo ainda registra novas agressões antes de ser encerrado.

pic.twitter.com/AhOi1H8gHm

Gente que absurdo isso
Policial agride aluno dentro da Escola Estadual Senor Abravanel ( antiga Amaro Cavalcante )no Largo do Machado .
Estudantes organizavam um ato contra um professor assediador.

— Mallu (@mariarita4141) March 25, 2026

De acordo com a Ames Rio, os estudantes foram chamados pelo grêmio da escola para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio.

“Os representantes das entidades foram chamados pelos alunos para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio”, informou a entidade. Ainda segundo a associação, a Secretaria Estadual de Educação havia autorizado a entrada dos representantes, mas a direção da escola impediu o acesso e acionou a polícia.

A entidade também relatou que a violência continuou fora da escola. “Dentro da escola, houve agressões com tapas e socos. Do lado de fora, a violência continuou com spray de pimenta e cassetetes, e a presidente da AMES-RJ teve sua camisa rasgada antes de ser detida junto aos outros representantes”, detalhou.

IFSul Pelotas: Manifestação cobra medidas após circulação de lista misógina envolvendo estudantes

Por:Sul 21
25 de Março de 2026, 17:04

Martha Cristina Melo

Uma manifestação realizada em frente ao Campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul) ampliou a pressão por respostas concretas diante de um caso envolvendo alunos da instituição. O protesto, organizado por estudantes, ocorre após a divulgação de uma lista sexualmente depreciativa com os nomes de aproximadamente 30 alunas, avaliadas em diferentes categorias.

A circulação interna da lista é apontada pela organização do ato como o estopim de uma série de relatos que vieram à tona nos últimos dias. A manifestação, intitulada “Protesto pelo Direito das Mulheres”, foi ponto de partida para que outras alunas passassem a compartilhar situações em que se sentiram assediadas anteriormente dentro do instituto.

Em conjunto, estudantes compareceram ao gabinete da diretoria da instituição e reuniram mais de 400 pessoas dispostas a articularem o ato, que teve adesão de diferentes cursos do IFSul. “Começamos a conversar sobre criar um movimento que fizesse barulho e pressão, para que a gente sentisse mais segurança (…)”, afirma a organização.

Em nota, as alunas responsáveis pelo ato prestaram acolhimento às estudantes do IFSul: “nenhum homem frustrado e machista tem o direito e a capacidade de diminuir e ofender o nome de qualquer uma de nós. Vocês são fortes, capazes e corajosas”, afirmaram.

Estudantes reivindicam proteção no IFSul Pelotas. Foto: Arquivo Pessoal
Pressão por mudanças e responsabilização

Com a mobilização, o grupo não espera apenas visibilidade, mas respostas concretas. “Não é de hoje que tudo isso [casos de assédio] passa em branco (…) Nossa sorte foi essa lista ter tomado essa proporção, pois agora conquistamos um espaço para falar sobre”, afirmou a organização.

Dentre as reivindicações, os mais de 400 manifestantes exigem uma nova política de apoio por parte do IFSul às vítimas de assédio e violência. “Queremos sentir acolhimento, carinho e proteção de uma instituição pela qual nos dedicamos tanto”.

Caso é investigado pela DPCA

Paralelamente à mobilização, o caso passou a ser apurado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Pelotas, que instaurou um procedimento para investigar os fatos. A prioridade, segundo a delegada Lisiane Matarredona, é reunir o maior número possível de vítimas e, posteriormente, delimitar as acusações.

De acordo com a autoridade, as vítimas não serão ouvidas diretamente pela DPCA. Neste caso, os responsáveis legais prestarão depoimento, enquanto as alunas serão encaminhadas para o chamado “depoimento especializado”, realizado por uma equipe técnica no fórum de Pelotas.

O modelo prevê o depoimento sem dano, com o objetivo de proteger as vítimas durante o processo. Nesse formato, o relato é feito uma única vez, evitando a repetição dos depoimentos e possíveis traumas adicionais. “É evitar que a vítima seja ouvida mais de uma vez sobre aquela situação de violência”, explica Lisiane ao destacar a importância de evitar a revitimização.

Os adolescentes apontados como possíveis responsáveis pela lista possuem, de acordo com a investigação, idades entre 15 e 16 anos. Eles também deverão ser ouvidos nos próximos dias, acompanhados por seus responsáveis. A expectativa é de que essas oitivas ocorram em breve, dando sequência à apuração. “Isso deve acontecer, no máximo, na próxima semana”, afirma a delegada.

O caso é tratado pela investigação como cyberbullying, crime com pena prevista de 2 a 4 anos. Os adolescentes, por serem menores de idade, devem responder por ato infracional. O IFSul, por sua vez, suspendeu os supostos infratores.

O post IFSul Pelotas: Manifestação cobra medidas após circulação de lista misógina envolvendo estudantes apareceu primeiro em Sul 21.

Adolescente invade escola com faca e deixa 3 alunas feridas em PE

16 de Março de 2026, 13:23
Momento em que autor de ataque é levado pela Polícia Militar. Foto: reprodução

Um adolescente de 14 anos é suspeito de invadir a Escola de Referência em Ensino Fundamental Cristiano Barbosa e Silva, em Barreiros, no Litoral Sul de Pernambuco, e atacar três colegas com uma faca. O caso ocorreu na manhã desta segunda (16), pouco após às 7h.

As vítimas, todas com 14 anos, foram atingidas enquanto tentavam se defender de um ataque a uma das colegas. O adolescente, que alegou sofrer bullying, foi contido por outros alunos, que conseguiram retirar a faca de suas mãos.

O ataque gerou pânico na escola e correria. O adolescente, com capuz na cabeça, foi levado pela Polícia Militar. A faca usada no ataque foi apreendida. As vítimas foram socorridas e encaminhadas ao Hospital Jailton Messias De Souza Albuquerque. Uma delas já recebeu alta, enquanto as outras duas permanecem internadas, mas sem gravidade.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou que o adolescente foi autuado por ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio. Ele foi conduzido à delegacia acompanhado dos responsáveis legais e do Conselho Tutelar. A polícia reforçou o policiamento na escola e na delegacia local.

Adolescente de 14 anos esf4queia três colegas dentro de escola

🎥 g1#vgnoticias#Pernambuco#Barreiros#ViolenciaNaEscola pic.twitter.com/DBcGp6NP3d

— VGN – Jornalismo com Credibilidade (@VGNoticias) March 16, 2026

O caso segue em investigação para entender as motivações do ataque, com o adolescente sendo apresentado ao Ministério Público de Pernambuco para possíveis medidas de internação.

A governadora Raquel Lyra afirmou, através das redes sociais, que as vítimas estão fora de risco e que a situação está sob controle. A Secretaria Estadual de Educação não se pronunciou oficialmente sobre o caso.

O conselheiro tutelar André Costa relatou que o adolescente confessou ter sofrido bullying, sendo chamado de “feio” e “medonho” pelos colegas. Costa afirmou que o jovem disse não se arrepender do ataque, embora ele acredite que, com o tempo, o adolescente possa refletir sobre o ocorrido.

O conselheiro também mencionou que, há cerca de dois meses, uma mãe havia procurado a direção da escola relatando o comportamento do estudante, mas nenhuma ação foi tomada na ocasião.

❌