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Senador “viaja no tempo” e descreve reunião com Bolsonaro que ainda não ocorreu

7 de Março de 2026, 09:48

Um vídeo gravado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) relatando uma conversa com Jair Bolsonaro (PL) vazou nas redes sociais antes mesmo de o encontro acontecer. Na gravação, o parlamentar afirma ter se reunido com o ex-presidente e diz que recebeu apoio político para projetos eleitorais no Mato Grosso.

Segundo a publicação, Fagundes deve visitar Bolsonaro neste sábado (7) na prisão, em Brasília. O objetivo do encontro seria pedir o aval do ex-presidente para disputar o governo do Mato Grosso nas próximas eleições.

No vídeo que circulou nas redes, o senador afirma: “No sábado, estive pessoalmente com o presidente Bolsonaro e levei o abraço dos mato-grossenses”. Na mesma fala, ele cita a possibilidade de uma chapa com Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência e seu próprio nome como candidato ao governo estadual.

A gravação chamou atenção por descrever a conversa como se já tivesse ocorrido, mesmo antes da visita prevista. O conteúdo acabou sendo divulgado publicamente e repercutiu em ambientes políticos e nas redes sociais.

Nos bastidores do partido, a situação ocorre em meio a debates sobre a estratégia eleitoral no Mato Grosso. A direção nacional do PL defende uma aliança com o atual vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Pivetta deve assumir o governo do estado no próximo mês após a renúncia prevista do governador Mauro Mendes (União Brasil). A expectativa é que ele dispute a reeleição no cargo, o que pode influenciar as negociações políticas dentro da base aliada.

 

Escândalo do Banco Master avança, mas CPI esbarra em ligações políticas de Vorcaro

7 de Março de 2026, 09:15
Imagem aérea mostra Vorcaro chegando ao IML. Foto: Reprodução/GloboNews

A revelação de mensagens trocadas por Daniel Vorcaro com o ministro Alexandre de Moraes (STF) no dia de sua primeira prisão ampliou a pressão política para que o Congresso avance em investigações sobre o caso do Banco Master. Apesar disso, parlamentares avaliam que a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) específica enfrenta forte resistência política.

Segundo informações divulgadas pelo O Globo, as mensagens foram encontradas no celular do empresário durante as investigações da Polícia Federal. Moraes afirmou que não recebeu as mensagens mencionadas e classificou a interpretação como uma tentativa de atacar o Supremo Tribunal Federal.

Nos bastidores do Congresso, parlamentares reconhecem que o caso envolve conexões políticas que dificultam o avanço das apurações. Vorcaro teria proximidade com líderes partidários e políticos influentes, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), citado em conversas privadas como “um dos meus grandes amigos de vida”.

O dono do Master, Daniel Vorcaro, falando em microfone, sério
O dono do Master, Daniel Vorcaro – Reprodução

A atual CPI do INSS, que analisa dados obtidos na quebra de sigilo do empresário, deve encerrar seus trabalhos no fim de março. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), já sinalizou que não pretende prorrogar o prazo da comissão nem avançar rapidamente com uma nova CPI focada exclusivamente no Banco Master.

Mesmo assim, alguns parlamentares defendem aprofundar a investigação. O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou que os fatos revelados exigem apuração transparente, enquanto o deputado Duarte Júnior (PSB-MA) avalia levar o tema à CPI do INSS e discutir possíveis esclarecimentos sobre as relações entre o banqueiro e autoridades.

Outros requerimentos apresentados no Congresso buscam ampliar a investigação sobre o caso. O deputado Kim Kataguiri (União-SP) pediu a convocação de Martha Graeff, então companheira de Vorcaro, além de solicitar esclarecimentos sobre as mensagens interceptadas pela Polícia Federal que mencionam contatos entre o empresário e integrantes do Judiciário.

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