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COI proíbe mulheres trans em Olimpíadas

26 de Março de 2026, 15:35

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou nesta quinta-feira (26) uma nova política para atletas transgênero: mulheres trans estão proibidas de competir na categoria feminina nas Olimpíadas. Confira mais em TVT News.

A medida era esperada, após a circulação, na mídia, de que o COI iria implementar testes genéticos de sexo para atletas mulheres. Em declaração conjunta, assinada por mais de 80 entidades, movimentos apontaram que a decisão do comitê representa um retrocesso na equidade de gênero no esporte.

No anúncio oficial, o COI afirmou que a política começa a valer a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em julho de 2028, e justificou a medida alegando que a decisão “protege a justiça, a segurança e a integridade na categoria feminina”.

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O teste em questão, que será aplicado pelo COI e é amplamente defendido por federações como a World Athletics, avalia o gene SRY, que identifica a presença do cromossomo Y. Como o gene SRY está localizado nesse cromossomo, ele funciona como um indicador de sexo biológico masculino.

A comunidade científica, no entanto, não apoia essa concepção, considerada extremamente simplista, além de ignorar a diferença entre sexo biológico e gênero. Além disso, nem as federações às quais o COI delega a regulamentação nem o próprio comitê sabem precisar quantas atletas trans de alto nível estão, de fato, competindo em eventos oficiais.

A discussão sobre a participação de atletas trans em competições de alto nível ainda é incipiente em todo o mundo, mas tem sido, sobretudo, motivada por movimentos contrários aos direitos da população LGBTQIAPN+.

No Brasil, decisões judiciais já tratam do tema. É o caso da atleta de vôlei Tifanny Pereira de Abreu, primeira mulher trans a participar da Superliga. Tifanny teve liminar acatada pelo STF, em fevereiro deste ano, para seguir competindo por seu time, o Osasco, após a Câmara Municipal de Londrina aprovar, em regime de urgência, um requerimento que impediu a participação da atleta na semifinal da Copa Brasil de Vôlei Feminino, realizada no município.

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Tiffany, atleta trans que se destaca no vôlei brasileiro. Foto: Divulgação/ Vôlei Bauru

A ação da Câmara de Londrina foi liderada pela vereadora Jéssica Ramos Moreno, a Jessicão (PP), que fundamenta o pedido em uma lei municipal promulgada em abril de 2024. A medida prevê a proibição de “atletas trans” em eventos femininos na cidade. Na prática, porém, a lei amplia as restrições ao enquadrar, entre as proibições, gays, lésbicas, pessoas trans e cisgênero, o que acaba por impedir a participação de mulheres em geral, inclusive aquelas que se identificam com o sexo biológico com o qual nasceram — justamente o grupo que a medida alegava proteger.

A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) ingressou com o pedido e foi atendida pelo Supremo. Na decisão, a ministra relatora do caso, Cármen Lúcia, declarou que a participação da atleta não está em desacordo com as regras da competição e afirmou que reclamações como a apresentada por vereadores de Londrina ferem princípios constitucionais e entendimentos anteriores da Corte.

A atual presidente do COI, Kirsty Coventry, foi uma das principais defensoras da medida, que considera necessária para “proteger a categoria feminina”.

Esse entendimento, porém, não é novo. Ele já vinha sendo aplicado desde as Olimpíadas de Paris, em 2024, quando três modalidades — atletismo, natação e ciclismo — aprovaram regras próprias de exclusão de mulheres trans que já haviam passado pela puberdade masculina. Agora, com a decisão do COI, essas regras passam a valer em todas as modalidades de alto nível.

Mas afinal, mulheres trans têm realmente vantagem nos esportes?

Um grupo de pesquisadores brasileiros da Faculdade de Medicina da USP afirma que não. O estudo, liderado pelo professor Bruno Gualano e divulgado no mês passado, analisou mais de 50 pesquisas produzidas em diversos países sobre o tema e identificou que, apesar do ganho de massa magra após o início da terapia hormonal, outros indicadores, como força nos membros superiores e inferiores e consumo máximo de oxigênio, não diferem entre os grupos.

No entanto, Bruno Gualano destaca que a qualidade desses estudos ainda é baixa, segundo critérios científicos mais rigorosos, como ensaios randomizados com grupo controle. Portanto, mesmo testes considerados confiáveis não são capazes de apresentar, com precisão, diferenças biológicas significativas.

“Quando a pessoa faz a transição de gênero, o que você pode oferecer como alternativa a ela em um estudo randomizado e controlado? Seria digno, do ponto de vista humano, deixar alguém de fora de um tratamento que alivia seu sofrimento, como a transição hormonal, para compor um grupo controle? Esse é um embaraço ético presente em pesquisas dessa natureza”, afirma o professor da USP.

A decisão do COI, portanto, além de ser frágil do ponto de vista científico, também é discriminatória do ponto de vista social, ao promover exclusão em um campo como o esporte, que deveria ser um espaço de acolhimento e superação, como mostram as histórias de atletas a cada edição das Olimpíadas.

Com informações de Jornal da USP.

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Prouni 2026: prazo para inscrição na lista de espera termina nesta semana

25 de Março de 2026, 15:32

Candidatos inscritos no Programa Universidade para Todos (Prouni) que não foram convocados na primeira chamada têm uma nova oportunidade. Até esta quarta e quinta-feira (25 e 26 de março), é possível se inscrever na lista de espera do programa, que oferece bolsas em universidades privadas para estudantes oriundos da rede pública. Confira mais em TVT News.

O cadastro deve ser feito online, por meio do portal Acesso Único ao Ensino Superior, do governo federal. Cada candidato pode indicar até duas opções de instituição, curso e turno entre as bolsas disponíveis.

Após a manifestação de interesse na lista de espera, o sistema classifica os estudantes com base nas opções escolhidas e nas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O resultado será divulgado no dia 31 de março.

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O Prouni oferece bolsas de estudo, integrais e parciais em cursos de graduação. As inscrições podem ser feitas pelo celular ou pelo computador. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Os candidatos selecionados deverão comprovar as informações declaradas no momento da inscrição. Entre os documentos exigidos estão comprovantes de renda e histórico escolar, que devem ser entregues diretamente à instituição de ensino onde o estudante foi pré-selecionado.

  • Prazo para participar da lista de espera vai de 25 a 26 de março de 2026
  • Resultado será divulgado em 31 de março, no Portal Acesso Único
  • Programa oferta 594.519 bolsas, entre integrais e parciais

Quem pode se inscrever?

O candidato pré-selecionado deve comprovar renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até 1,5 salário mínimo, para obter a bolsa integral, que cobre a totalidade do valor da mensalidade do curso. Já para a bolsa parcial, que cobre (50%) do valor da mensalidade, a renda mensal per capita exigida é de até 3 salários mínimos.

Para participar do Prouni é preciso atender a pelo menos uma das seguintes condições:

  1. tenha cursado:
    1. o ensino médio integralmente em escola da rede pública;
    2. o ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
    3. o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista integral da respectiva instituição;
    4. o ensino médio parcialmente em escola da rede pública e parcialmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista; e
    5. o ensino médio integralmente em instituição privada, na condição de bolsista parcial da respectiva instituição ou sem a condição de bolsista;
  2. seja pessoa com deficiência, na forma prevista na legislação; e
  3. seja professor da rede pública de ensino, exclusivamente para os cursos de licenciatura e pedagogia, destinados à formação do magistério da educação básica. Neste caso não é aplicado o limite de renda exigido aos demais candidatos

Sobre o Prouni

Criado em 2004 e instituído pela Lei nº 11.096/2005, o Prouni oferece bolsas de estudo integrais — que cobrem 100% da mensalidade — e parciais, que correspondem a 50% do valor dos cursos em instituições privadas de ensino superior.

O programa realiza seleções duas vezes por ano, sempre com base no desempenho dos candidatos no Enem. Podem participar estudantes brasileiros sem diploma de nível superior que atendam aos critérios de renda exigidos para cada modalidade de bolsa. A inscrição é gratuita e feita exclusivamente pela internet.

Ao longo de mais de 20 anos, o Prouni já beneficiou mais de 3,6 milhões de estudantes, com impacto significativo na inclusão educacional. Dados do Censo da Educação Superior de 2023 indicam que 58% dos bolsistas concluíram a graduação — índice superior ao de estudantes fora do programa, que foi de 36%.

Com informações do Portal Único de Acesso ao Ensino Superior.

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Estudo expõe avanço da “machosfera” e violência contra mulheres online

24 de Março de 2026, 15:35

Ambientes digitais, como grupos de mensagens e redes sociais, não são espaços seguros para mulheres. É o que aponta estudo inédito da Fundação Getulio Vargas (FGV). A nota técnica A machosfera é política: construção ideológica e ataques a políticas de gênero indica que esses ambientes, dominados por homens, não apenas reproduzem misoginia, mas também funcionam como ecossistemas de formação ideológica. Confira mais em TVT News.

A chamada machosfera — conjunto de comunidades online que reúnem homens para discutir questões de gênero sob uma perspectiva masculinista — frequentemente promove comportamentos agressivos contra mulheres. Com discursos que alimentam ressentimento, esses grupos disseminam o ódio ao feminismo e reforçam a ideia de que homens seriam “vítimas” do cenário social e político atual.

O crescimento dessas comunidades no Brasil motivou o estudo da FGV. O levantamento analisou a atuação da machosfera no Telegram entre 2015 e 2025, com foco em 85 grupos que somaram mais de 7 milhões de mensagens.

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Estudo aponta como a machosfera se orienta por discursos misóginos e outras formas de ódio, que podem escalar para violência física.

Uma das conclusões é que, mesmo quando não tratam diretamente de política, esses espaços têm forte conteúdo ideológico. Foram registradas cerca de 16 mil menções a Lula e Bolsonaro. Discursos com forte orientação à direita mais radicalizada dominam os debates, com discursos anti-esquerda, críticas a instituições democráticas e rejeição a direitos fundamentais.

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Outro achado relevante diz respeito à socialização nesses grupos, marcada por forte caráter ideológico. Embora a misoginia seja central, os discursos frequentemente incorporam outras formas de preconceito, como racismo, LGBTfobia e classismo. Em casos extremos, há normalização ou defesa da violência, sobretudo contra mulheres.

A nota também aponta ataques recorrentes a políticas de gênero, como a Lei Maria da Penha, a educação sexual e direitos reprodutivos. As mensagens que circulam nesses grupos sugerem que essas políticas colocariam em risco a família e a ordem moral.

Essa visão não se restringe ao ambiente digital. Segundo o estudo, conteúdos e narrativas da machosfera circulam em outras redes sociais e são, por vezes, reproduzidos por figuras públicas, inclusive políticos da direita. Isso contribui para deslegitimar políticas públicas construídas a partir da luta das mulheres ao longo da história.

Linguagem da machosfera

A linguagem utilizada nesses grupos é própria e marcada pela misoginia, pela disseminação de ódio e pela exaltação de uma masculinidade agressiva.

Termos como “alfa”, “beta”, “incel” e “red pill” são usados para classificar homens conforme um suposto padrão de comportamento. “Alfa” e “red pill” definem aqueles que se consideram dominante, que “despertaram” de uma suposta opressão masculina. Já “beta” é utilizado de forma pejorativa para se referir a homens considerados submissos.

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O coronel da PM de SP Geraldo Leite Rosa Neto, acusado de ter matado a mulher, também policial, com um tiro na cabeça, participava de grupos ligados à machosfera. Foto: reprodução

A expressão “red pill” tem origem no filme Matrix e, nesse contexto, representa a ideia de “acordar” de uma relidade, baseada em uma leitura conspiratória das relações de gênero, que oprime os homens. Outro termo recorrente é “sigma”, associado a uma figura que caminha solitária, rejeita hierarquias, mas mantém traços de superioridade.

“Incel”, abreviação de involuntary celibate (celibatário involuntário), refere-se a homens que atribuem às mulheres a responsabilidade por suas frustrações afetivas e sexuais, frequentemente manifestando ódio ou desprezo.

Apesar das diferenças, esses grupos convergem em torno de uma agenda moral conservadora, fortemente baseada na rejeição a direitos das mulheres.

Violência política de gênero

A desumanização e a legitimação da violência são elementos centrais da machosfera. O ódio direcionado a mulheres em posições de poder é recorrente.

Deputadas e outras lideranças femininas são frequentemente alvo de ataques, que incluem a circulação de conteúdos ofensivos e campanhas de deslegitimação. Companheiras de políticos também são atingidas, com insultos, sexualização e exposição vexatória.

Para Julie Ricard, pesquisadora e coordenadora do estudo, é um erro tratar a machosfera como um fenômeno exclusivamente virtual.

— Reduzir a machosfera à misoginia online é subestimar o problema. Ela funciona como um ambiente de formação política, onde a misoginia organiza visões de mundo sobre autoridade, ordem social, inimigos públicos e até sobre quais direitos devem existir — afirmou.

Os efeitos dessas comunidades baseadas no ódio às mulheres, portanto, ultrapassam o ambiente digital. Esses espaços contribuem para a formação de um ambiente social mais hostil e intolerante, com impactos diretos no aumento da violência contra mulheres.

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Lula entrega 2,2 mil moradias e amplia regras do Minha Casa, Minha Vida

24 de Março de 2026, 12:52

O presidente Lula participa nesta terça-feira (24), em Brasília, da entrega simultânea de 2.215 moradias do programa Minha Casa, Minha Vida em municípios do Pará, Bahia e Alagoas. As unidades devem beneficiar mais de 8,8 mil pessoas. Confira mais em TVT News.

A cerimônia ocorre a partir das 11h, de forma simultânea em Brasília e nas cidades de Santarém (PA), Dias d’Ávila (BA), Rio Largo (AL) e São Brás (AL). O ministro das Cidades, Jader Filho, participa do evento em Santarém, onde será realizada a maior entrega.

Santarém

Na cidade paraense, o Residencial Moaçara reúne dois empreendimentos, com 768 e 640 unidades habitacionais, totalizando 1.408 apartamentos distribuídos em blocos de até três pavimentos. Ao todo, 1.408 famílias serão beneficiadas.

O investimento soma R$ 116,3 milhões, provenientes do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), gerido pela Caixa Econômica Federal. O empreendimento já conta com infraestrutura interna concluída e habite-se emitido.

O residencial tem acesso a serviços públicos, com creche e escola a cerca de 200 metros, além de posto de saúde e unidade de segurança nas proximidades.

Dias d’Ávila

O Residencial Vila Concórdia 1, em Dias d’Ávila (BA), recebeu investimento de R$ 21,83 milhões, também via FAR. O conjunto é composto por 148 apartamentos, com 46,01 m² de área privativa, e deve beneficiar cerca de 592 pessoas.

Rio Largo

Em Rio Largo (AL), o Residencial Senador Benedito de Lira — anteriormente denominado Edson Novaes Machado — recebeu investimento de R$ 64,5 milhões. O empreendimento é formado por 609 casas, com 40,54 m² cada, e deve atender aproximadamente 2.436 pessoas.

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Residencial Senador Benedito de Lira, em Rio Largo (AL), conta com 600 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Foto: Assessoria/ Prefeitura

As obras estão concluídas, incluindo infraestrutura de água, esgoto, energia e pavimentação. O conjunto possui habite-se emitido e oferece equipamentos comunitários, como quadra esportiva e playground, além de creche nas proximidades.

São Brás

No município de São Brás (AL), o Conjunto Nivaldo Ferreira de Albuquerque recebeu investimento de R$ 3,75 milhões da União para a construção de 50 moradias, na modalidade rural.

Cada unidade tem 41,87 m² e está localizada próxima ao rio São Francisco, com foco no apoio à atividade produtiva local. O projeto foi executado pela Associação dos Produtores de Leite de São Brás e Região (Asplesb) e concluído antes do prazo previsto.

Do total de beneficiários, 42 famílias receberam os imóveis sem custo, enquanto oito contribuíram com uma taxa simbólica de R$ 750, equivalente a 1% do valor da unidade. Mulheres representam entre 90% e 92% dos beneficiários.

O empreendimento está na fase final de implantação do sistema de esgoto.

Novas regras do Minha Casa, Minha Vida

Também nesta terça-feira, o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou a ampliação dos limites de renda e de financiamento do programa.

Com as mudanças, as faixas de renda passam a ser:

  • Faixa 1: até R$ 3.200 (antes, R$ 2.850);
  • Faixa 2: até R$ 5.000 (antes, R$ 4.700);
  • Faixa 3: até R$ 9.600 (antes, R$ 8.600);
  • Faixa 4: até R$ 13 mil (antes, R$ 12 mil).

Também houve aumento nos tetos dos imóveis financiados:

  • Faixa 3: de R$ 350 mil para R$ 400 mil;
  • Faixa 4: de R$ 500 mil para R$ 600 mil.

As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor.

O Minha Casa, Minha Vida foi reformulado após ter sido substituído pelo programa Casa Verde e Amarela, no governo Jair Bolsonaro, e retomado em 2023 pela atual gestão.

Após dificuldades recentes relacionadas à limitação de recursos da Caixa Econômica Federal, o governo ampliou as fontes de financiamento, com destaque para o uso do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Com isso, o banco voltou a operar com maior capacidade de crédito, diante da demanda por moradia no país.

Com informações da SECOM/ Presidência da República.

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Haddad deixa ministério e confirma pré-candidatura ao governo de São Paulo

20 de Março de 2026, 13:11

Em um café com jornalistas realizado nesta sexta-feira, em São Paulo, o pré-candidato ao governo do estado, Fernando Haddad, comentou sua decisão de deixar o Ministério da Economia para disputar a eleição deste ano contra o atual governador, Tarcísio de Freitas. Confira mais em TVT News.

Sua candidatura, embora esperada, ainda gerava dúvidas diante das especulações de que o vice-presidente, Geraldo Alckmin, poderia ser o nome apoiado pelo presidente Lula em São Paulo. Esse, aliás, foi o tema mais recorrente entre as perguntas dos jornalistas presentes.

Fernando Haddad iniciou a conversa destacando que já não está mais à frente do Ministério da Economia e que a decisão foi publicada na manhã desta sexta-feira no Diário Oficial da União.

Após o anúncio, Haddad afirmou que o encontro com jornalistas é importante para garantir que a população tenha acesso a informações corretas e para aprimorar a relação com a imprensa. Ele também destacou que a campanha de 2022 foi elogiada pelo alto nível do debate e disse que pretende manter esse padrão em 2026, sem calúnias ou desinformação.

A primeira pergunta tratou da escolha do vice para a chapa em São Paulo. Haddad afirmou que ainda não iniciou uma rodada de conversas com lideranças políticas, o que deve ocorrer nos próximos dias. “Ainda não fiz as conversas que pretendo ter com Márcio França, Caio França, Geraldo Alckmin, Tabata Amaral, Guilherme Boulos, Erika Hilton, Juliano Medeiros e Marina Silva”, disse.

Segundo ele, diversos encontros já estavam pré-agendados, mas foram adiados. “Muitas pessoas queriam já ter conversado comigo, e eu pedi um pouco de paciência”, afirmou. Haddad acrescentou que pretende alinhar sua posição dentro do governo antes de avançar no diálogo político. “Quero me acertar internamente, conversar primeiro com Lula e aprofundar qual é a melhor posição, onde posso ser mais útil.”

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Pré-candidato ao governo de SP, Fernando Haddad, em coletiva com jornalistas na capital. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.

Ao abrir a rodada de perguntas, o primeiro questionamento foi sobre a crise no preço dos combustíveis. Apesar da decisão do governo de zerar impostos federais, como PIS/Cofins sobre o diesel, para evitar uma paralisação de caminhoneiros — que vem sendo anunciada nas últimas semanas —, boa parte dos estados se recusou a fazer o mesmo em relação ao ICMS, o que poderia atenuar a alta provocada pela guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

Haddad afirmou que o governo do presidente Lula acertou ao zerar impostos sobre combustíveis em meio a um cenário de conflitos. Segundo ele, o mundo vive um momento “dramático”, com uma guerra que afeta não apenas o comércio de combustíveis, mas também a circulação de outros bens e serviços.

Ele ressaltou que o aumento promovido pela Petrobras atingiu apenas o diesel e que não há justificativa para reajustes em outros combustíveis, como a gasolina. “Não há razão para aumento nem de gasolina nem de diesel, já que foi compensado pelas medidas que o governo tomou”, disse.

De acordo com o ex-ministro, cabe agora aos órgãos de fiscalização coibir abusos. “Agora cabe aos órgãos de fiscalização impedir, na forma da lei, a abusividade de preços. É o que compete ao governo neste momento”, afirmou.

Ele também comentou a relação com os estados e criticou medidas adotadas anteriormente. “Afastamos qualquer possibilidade de medida semelhante à que Bolsonaro tomou em 2022, quando retirou recursos dos governadores ao zerar o ICMS por lei federal”, afirmou.

Questionado sobre a equipe de campanha e quem deve contribuir para a elaboração de sua plataforma eleitoral em 2026, Haddad disse que ainda não definiu nomes, mas ressaltou que São Paulo reúne profissionais qualificados para colaborar com o plano.

“Não falta interesse e inteligência em São Paulo. Nas comunidades, nas favelas, na universidade, na classe artística e científica há gente da melhor qualidade pensando em soluções para os problemas que enfrentamos”, afirmou.

Embate com Tarcísio de Freitas

Ao comentar a disputa política em São Paulo, Haddad afirmou que não vê mais uma vantagem consolidada de seu principal adversário, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Questionado sobre as estratégias para enfrentar a preferência de parte do eleitorado pelo atual governador, disse ter mudado de avaliação. “Não acho isso. Já pensei assim, mas agora vejo muitas vulnerabilidades e uma falta de encantamento em São Paulo com o destino do estado e até com a própria gestão”, afirmou.

Para Haddad, os últimos quatro anos da gestão de Tarcísio deixaram marcas de retrocesso em diversas áreas. Como candidato, disse que pretende conduzir um debate de alto nível.

“Vou me basear sempre em dados, em informações de vocês e em dados oficiais para fazer um diagnóstico do que o estado está perdendo e do potencial que tem para superar suas dificuldades, especialmente nas áreas de segurança e educação. Estou muito preocupado com o que tenho visto”, afirmou.

Segurança pública como tema central da campanha

Questionado sobre o aumento dos casos de feminicídio em São Paulo — que registra alta desde o início da série histórica, em 2018, passando de 253 casos em 2024 para 270 em 2025, um crescimento de 6,7%, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP) —, Haddad fez uma crítica direta a Tarcísio.

Segundo ele, o governador prometeu, em 2022, ampliar os investimentos no combate à violência de gênero, mas reduziu significativamente os recursos destinados à área no orçamento de 2026.

Apoio de Lula na campanha em São Paulo

Ao ser questionado sobre a participação do presidente Lula na campanha, Haddad afirmou que, diferentemente de 2022, o comitê eleitoral do presidente não será sediado em São Paulo, o que pode dificultar a logística conjunta. Ainda assim, disse esperar que Lula visite o estado e que, nessas ocasiões, possam dividir o palanque.

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“Homens contra o feminicídio”: ato no ABC chama homens à responsabilidade

19 de Março de 2026, 16:21

Dados de 2025 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Apesar da criação de diversas medidas de combate à violência contra a mulher, os números continuam em alta. Diante disso, o que ainda falta para mudar esse cenário? A aposta das metalúrgicas do ABC é falar diretamente e de forma franca com os homens. Confira mais em TVT News.

A Comissão de Mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC promoveu, nesta quinta-feira (19), o ato “Homens contra o Feminicídio”, iniciativa que busca envolver homens na luta pelo fim da violência contra as mulheres. A mobilização ocorreu na sede do sindicato, em São Bernardo do Campo (SP).

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Metalúrgicas e Metalúrgicos se concentraram no Salão Nobre do Sindicato em São Bernardo do Campo – SP. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.

Andrea Ferreira de Sousa, diretora executiva do sindicato, explicou que a ação surgiu das próprias mulheres metalúrgicas, a partir de conversas nas fábricas. Segundo ela, enquanto as mulheres vêm aprendendo sobre o ciclo da violência, muitos homens ainda ignoram o problema.

“Todo mês de agosto falamos sobre violência, por causa do aniversário da Lei Maria da Penha. Então, as mulheres começaram a dizer: ‘não falem mais conosco, falem com os homens’. A partir disso, pensamos na iniciativa. Neste ano, com o aumento dos casos de feminicídio, a situação ficou insustentável, o que nos levou a promover ações de conscientização dentro das fábricas, com os trabalhadores”, afirmou.

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Andrea Ferreira de Sousa, Diretora Executiva do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, participou da elaboração da cartilha, que propõe um bate papo direto com os homens sobre violência de gênero. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News

O ato também marcou o lançamento da cartilha “Papo de homem: Violência contra a mulher – Temos que dar um fim!”. Produzido pelo sindicato, o material propõe um diálogo direto com os homens, incentivando a reflexão sobre a realidade de milhares de mulheres que enfrentam violência dentro e fora de casa.

Para o presidente do sindicato, Moisés Selerges, é fundamental que os homens participem desse debate, já que são responsáveis pela maioria das agressões. Segundo o Atlas da Violência, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 8 em cada 10 casos são cometidos por homens.

“Precisamos fazer esse debate com os homens para que isso não aconteça. É inadmissível aceitar a violência contra a mulher neste país”, declarou Selerges.

A ministra das Mulheres do governo Lula, Márcia Lopes, também participou do evento. Antes do ato, ela se reuniu com representantes do sindicato e movimentos de mulheres do ABC, que relataram dificuldades para avançar nas políticas de enfrentamento à violência de gênero na região.

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Márcia Lopes – Ministra das Mulheres, conversa com representantes de movimentos populares do ABC Paulista. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.

Para se ter uma ideia, o Grande ABC conta com apenas cinco Delegacias da Mulher e, até o início deste ano, muitas não ofereciam atendimento 24 horas. Cidades próximas, como Ribeirão Pires, ainda não dispõem do serviço. Esse cenário reflete a falta de investimentos no estado de São Paulo.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) propôs, para este ano, um orçamento para a Secretaria das Mulheres 54,4% menor do que o aprovado em 2025. Além disso, recusou-se a aderir ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, promovido pelo governo federal, que prevê cerca de R$ 200 bilhões para fortalecer a segurança pública e a rede de atendimento nos estados.

O deputado estadual Teonílio Barba (PT-SP), ligado aos metalúrgicos do ABC, também esteve presente e criticou o cenário.

“Tarcísio Gomes de Freitas é um bolsonarista que não tem atenção ao combate à violência contra a mulher. Por isso, apresentamos um projeto em São Paulo para o enfrentamento ao feminicídio e convidamos vereadoras a levarem a proposta para suas cidades. Agora vamos dialogar com vereadores homens para que também apresentem esse projeto”, afirmou.

Atenta às demandas da região, a ministra Márcia Lopes anunciou que o governo federal deve implementar, em breve, com apoio do Consórcio Intermunicipal Grande ABC, a primeira Casa da Mulher Brasileira na região. O espaço oferecerá atendimento humanizado e integrado, 24 horas, para mulheres em situação de violência doméstica.

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Ministra Márcia Lopes e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges. Foto: Elizeu Fundão/ TVT News.

“São inúmeras iniciativas que o ministério vem desenvolvendo, em conjunto com outros órgãos do governo federal, por orientação do presidente Lula. Vamos seguir nesse pacto e esperamos que o estado de São Paulo também o assuma. Caso contrário, a sociedade civil, as instituições e os sindicatos seguirão mobilizados”, concluiu.

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Brasil e Bolívia assinam acordos estratégicos em energia, comércio e segurança na fronteira

16 de Março de 2026, 17:14

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu, nesta segunda-feira (16), em Brasília, o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz. O encontro, que ocorreu no Palácio do Planalto, foi marcado pela assinatura de acordos estratégicos para os dois países. Confira mais em TVT News.

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O primeiro ato trata de ações para a interconexão elétrica entre Brasil e Bolívia, com o objetivo de fortalecer a integração eletroenergética entre os dois países, além da construção de linhas de transmissão e de outras obras de infraestrutura do setor.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também esteve presente e assinou o acordo, que deve contar ainda com maior apoio à produção de biocombustíveis e outros recursos renováveis. Com isso, o Brasil pretende garantir mais segurança energética e diversificação de fontes de fornecimento na região.

A medida também é vista como estratégica para encontrar saídas para a crise causada pela escalada da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que gerou uma crise na distribuição de petróleo — parte do qual passa por território iraniano — e que já tem impacto significativo no comércio mundial e no preço do frete.

O presidente Lula, em declaração à imprensa, destacou que as relações comerciais entre Brasil e Bolívia enfraqueceram ao longo dos anos. Apesar de o Brasil ser o segundo maior parceiro comercial da Bolívia, de 2013 até 2025 o intercâmbio econômico entre os dois países caiu de 5,5 bilhões de dólares para 2,6 bilhões — uma redução de cerca de 52,7%.

O governo brasileiro, portanto, busca agora recuperar essas perdas com a ampliação da cooperação também para a exportação de commodities. Durante o evento, o presidente Lula também anunciou a expansão do comércio de alimentos, lácteos, material genético, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar e soja, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, além da criação do Sistema Brasileiro de Crédito à Exportação, aprovado na semana passada pelo Congresso Nacional do Brasil.

Com isso, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) terá mais condições e instrumentos mais modernos para o financiamento às exportações de bens e serviços, abrindo espaço para maior atuação e competitividade internacional das empresas brasileiras e para a geração de empregos.

Durante a cerimônia, os dois líderes também assinaram um Memorando de Entendimento sobre Cooperação Turística, que tem como objetivo promover a cooperação turística e o intercâmbio de informações entre Brasil e Bolívia. No documento, os países devem, entre outras medidas, aumentar os investimentos e fortalecer a oferta turística.

O terceiro acordo ganhou destaque diante do momento em que a América Latina se encontra, com ameaças externas promovidas pelos Estados Unidos em torno da segurança pública, incluindo a possibilidade de o governo americano classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.

O presidente Lula declarou que, a partir desse acordo, espera maior “coordenação para prevenir e punir o tráfico de drogas e de pessoas, contrabando, roubo de veículos, lavagem de dinheiro, mineração ilegal e crimes ambientais”.

Com a participação do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, Lula e Rodrigo Paz assinaram o acordo com propostas para o combate ao crime organizado nos dois lados da fronteira. Brasil e Bolívia possuem 3.423 km de fronteira terrestre; a maior parte, cerca de 2.609 km, é dividida por rios, como o Rio Mamoré e o Rio Guaporé, importantes vias que têm sido utilizadas para o escoamento de minérios provenientes de extração ilegal, além de outros crimes, como o tráfico de drogas, armas e pessoas.

Ao final do encontro, Lula destacou que os últimos anos foram críticos para a política boliviana, com a destituição do ex-presidente Evo Morales, acusado de fraudar as eleições presidenciais daquele ano, além de tentativas de golpe de Estado promovidas por militares contra seu sucessor, Luis Arce, em 2024.

Rodrigo Paz, de direita, integra o Partido Democrata Cristão da Bolívia e possui uma plataforma política que, embora alinhada com anseios mais conservadores da sociedade boliviana, também é considerada moderada em setores econômicos e sociais. Dessa forma, Lula busca se aproximar de lideranças de diferentes espectros políticos, a fim de fortalecer a unidade do Mercosul.

Confira a íntegra da Declaração do presidente Lula à imprensa por ocasião da visita de Estado do presidente da Bolívia.

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