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Received today — 19 de Agosto de 2026Money Times

JBS (JBSS32) mira controle total da Pilgrim’s Pride e sobe em NY; Safra vê movimento com bons olhos

19 de Agosto de 2026, 12:04

As ações da JBS (JBSS32) avançam 3,77%, a US$ 14,16, na Bolsa de Nova York nesta quarta-feira (19), por volta das 10h38 no horário local (11h38 em Brasília), após a companhia apresentar uma proposta para adquirir a fatia restante da Pilgrim’s Pride (PPC) que ainda está nas mãos de acionistas minoritários.

A JBS, que atualmente controla cerca de 82% da Pilgrim’s Pride, apresentou uma proposta não vinculante para incorporar os 18% restantes da companhia por meio de uma troca de ações.

Pelos termos apresentados, os acionistas minoritários da Pilgrim’s receberiam 2,086 ações Classe A da JBS para cada ação da PPC. A relação de troca foi calculada considerando os preços de fechamento de terça-feira (18), de US$ 13,66 para a JBS e US$ 28,49 para a Pilgrim’s Pride.

Caso a operação seja concluída, a PPC deixará de ter suas ações negociadas na Nasdaq e passará a ser uma subsidiária integral da JBS.

Segundo a companhia, a operação tem como objetivo simplificar a estrutura societária do grupo, eliminar custos relacionados à manutenção da Pilgrim’s Pride como uma empresa independente de capital aberto e oferecer aos atuais minoritários da PPC maior liquidez por meio das ações da JBS.

Safra vê operação como positiva

Para o Safra, que mantém recomendação neutra para a JBS e preço-alvo de US$ 15 por ação, a proposta é positiva para a companhia brasileira e pode encerrar um capítulo de sua reestruturação societária a uma avaliação considerada razoável.

O banco destaca que a oferta não embute prêmio financeiro para os acionistas da Pilgrim’s Pride. Pelos preços de fechamento de terça-feira, as 2,086 ações da JBS oferecidas equivalem a US$ 28,49, exatamente o valor de uma ação da PPC.

Apesar disso, o Safra lembra que a JBS negocia atualmente a 6,2 vezes a relação entre valor da firma e Ebitda (EV/Ebitda) dos últimos 12 meses, um prêmio de 11% em relação às 5,6 vezes da Pilgrim’s Pride, considerando os números em US GAAP.

Na avaliação dos analistas, o prêmio aparentemente limitado oferecido aos minoritários pode ser compensado pela exposição a uma companhia significativamente maior e mais diversificada, além da maior liquidez de negociação das ações da JBS.

O Safra também pondera que o Ebitda dos últimos 12 meses das duas empresas está pressionado por fatores específicos. No caso da JBS, pesam as margens próximas das mínimas do ciclo no negócio de carne bovina nos Estados Unidos. Já a Pilgrim’s Pride enfrenta custos de reestruturação e ineficiências operacionais consideradas transitórias.

Sem impacto sobre a alavancagem

Do ponto de vista da JBS, a incorporação integral da Pilgrim’s Pride pode trazer ganhos adicionais de eficiência e aumentar a liquidez das próprias ações da companhia, segundo o Safra.

Outro ponto considerado favorável é a estrutura da transação. Como a proposta prevê exclusivamente uma troca de ações, a JBS não precisaria desembolsar caixa para comprar os minoritários da PPC, nem haveria pressão adicional sobre sua alavancagem financeira.

A proposta, no entanto, ainda precisa superar algumas etapas. Como a JBS já controla aproximadamente 82% da Pilgrim’s Pride, a transação será analisada por um comitê especial formado por membros independentes do conselho de administração da PPC.

Além disso, será necessária a aprovação da chamada “maioria da minoria”: a maioria dos votos dos acionistas da Pilgrim’s Pride que não possuem vínculo com a JBS. A operação não exige aprovação dos acionistas da companhia brasileira.

Esta não é a primeira tentativa da JBS de assumir o controle integral da Pilgrim’s Pride. Em agosto de 2021, a brasileira apresentou uma proposta semelhante para adquirir as ações que ainda não possuía, mas as partes não chegaram a um acordo na ocasião.

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JBS (JBSS32): Lucro cai 55,8% no 1T26 com desafios nos EUA apesar de avanço em bovinos no Brasil

12 de Maio de 2026, 18:31

A JBS (JBSS32), maior produtora global de carnes, relatou nesta terça-feira (12) uma queda de 55,8% no lucro líquido para US$ 221 milhões, com a força das operações brasileiras não sendo suficientes para compensar margens negativas da unidade norte-americana de proteína bovina, a maior do grupo.

Os destaques positivos ficaram por conta da JBS Brasil, apoiada pela forte demanda global por carne bovina, e da unidade brasileira Seara, de processados e carnes suína e de aves, que teve desempenho consistente nos mercados locais e internacionais, disse a empresa.

O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$1,13 bilhão, queda de 26% ante o mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida avançou 11% na mesma comparação, para US$21,61 bilhões.

A unidade de carne bovina da América do Norte, que respondeu por cerca de um terço da receita da companhia no período, registrou Ebitda ajustado negativo em US$267 milhões, uma piora em relação ao mesmo período do ano passado (US$100 milhões negativos), enquanto as margens foram negativas em 3,7%.

Ainda na América do Norte, uma parada programada de cerca de duas semanas em três fábricas da Pilgrim’s Pride, para obras de ampliação e mudança de “mix” de produtos de frango, afetou o resultado da unidade, segundo a companhia.

JBS (JBSS32) reporta lucro líquido de US$ 415 milhões no 4T25 e anuncia dividendos

25 de Março de 2026, 18:29

A JBS (JBSS32) reportou um lucro líquido de US$ 415 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), um aumento de US$ 2 milhões (0,48%) na comparação com o mesmo trimestre de 2024.

A receita líquida cresceu 15,47% no mesmo comparativo, saindo de US$ 19,974 bilhões para US$ 23,063 bilhões. No ano de 2025, a receita líquida totalizou US$ 86 bilhões no resultado de 2025, alta de 12% comparado com 2024 e um recorde histórico para companhia.

A companhia também comunicou que aprovou nesta quarta (25) o pagamento de US$ 1 por ação em dividendos, a serem pagos em 17 de junho de 2026. Terão direito aos proventos os acionistas com posição na companhia em 18 de maio de 2026.

A JBS no 4T25

Os principais motores desses resultados anuais foram as operações da Pilgrim’s Pride, JBS Austrália e Seara, que atuaram com forte expansão e geração de valor.

A solidez dos resultados ao longo de 2025 também se refletiu na evolução do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que foi de 25% nos últimos 12 meses. Comparado com o resultado consolidado de 2024, o indicador avançou 3,2 pontos percentuais.

O desempenho foi impulsionado pela expansão dos resultados operacionais, maior disciplina na alocação de recursos e foco em geração de valor para os acionistas. O lucro por ação (EPS, earning per share) registrou salto de 15% comparado com 2024 e fechou 2025 em US$ 1,89.

A alavancagem em dólar encerrou o ano em 2,39 vezes (contra 1,9x de 2024), em linha com a meta de longo prazo da companhia e estável em relação ao 3T25.

Em comunicado, JBS destacou que possui um confortável cronograma de amortizações, sem vencimentos relevantes de dívida previstos até 2031 e com um custo de dívida altamente competitivo, com cupons até 2032 posicionados abaixo das taxas dos Treasuries dos Estados Unidos.

“Encerrar 2025 com um crescimento de 15% na receita comprava a força e a resiliência da nossa plataforma diversificada, tanto em proteínas quanto em geografias. Ao mesmo tempo, o avanço de 15% no lucro reforça a consistência da nossa execução, sustentando margens robustas e a nossa capacidade de continuar gerando crescimento e valor para os acionistas”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS

China ou retenção? BTG vê incerteza na alta do boi, mas já projeta margens menores para frigoríficos

5 de Março de 2026, 11:40

Desde o começo de 2026, os preços do boi subiram 10% em reais e 14% em dólares. Para o BTG Pactual, é difícil dizer se a recente alta nos preços do gado reflete sinais iniciais de retenção de vacas para abate, uma corrida para antecipar embarques para a China diante de uma cota mais apertada em comparação com os volumes exportados no ano passado, ou uma combinação desses dois fatores.

Segundo Thiago Duarte e Guilherme Guttilla, se a retenção ganhar força a partir de agora, apostar em uma reversão significativa de preços parece uma decisão difícil.

“Isso deve resultar em um ambiente de margens mais pressionado para frigoríficos, e por isso projetamos queda nas margens em 2026 em relação a 2025”, explicam.

De acordo com os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o abate de bovinos atingiu 42,7 milhões de cabeças em 2025, alta de 7,6% ano contra ano, com crescimento de 13% apenas no 4º trimestre.

Ao mesmo tempo, os preços de bezerros subiram de forma agressiva, fortalecendo o incentivo para os pecuaristas iniciarem a retenção de vacas.

O que é o ciclo do boi?

Embora pareça complexo, o ciclo pecuário é essencialmente determinado pela oferta de gado. Os preços tendem a se mover de forma inversa à proporção de vacas abatidas — ou seja, quanto menor o abate de fêmeas, maior tende a ser o preço do boi.

Quando menos fêmeas são enviadas aos frigoríficos, a oferta de animais para abate diminui, pressionando os preços para cima. Quando ocorre o contrário, com maior envio de vacas para o abate, a oferta aumenta e os preços geralmente recuam.

Nos últimos anos, a oferta atingiu níveis historicamente elevados, o que pressionou os preços do gado para baixo até meados de 2024. Desde então, porém, os preços voltaram a subir — um movimento que chama atenção porque o ritmo de abate continua forte.

Além disso, um ambiente favorável para exportações, puxado pelos Estados Unidos e pela China, provavelmente ajudou a sustentar a disposição dos frigoríficos em pagar mais pelo gado, mesmo com a recente valorização dos preços.

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