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Dividendos: XP despacha elétrica da carteira; veja mudanças

5 de Julho de 2026, 08:57

A XP retirou a Energisa (ENGI11) da sua carteira de dividendos para julho. Segundo a corretora, a elétrica possui maior exposição ao cenário macroeconômico do que outros nomes de sua cobertura. Isso ocorre por causa do seu perfil de duration mais longa e da maior sensibilidade à taxa de juros.

No lugar da companhia, a XP aumentou o peso de Caixa Seguridade (CXSE3) de 5% para 7,5%. Para a corretora, a empresa segue apresentando forte atividade comercial em seus principais segmentos, o que é mais do que suficiente para sustentar os volumes de seguros.

‘Em paralelo, a CXSE continua entregando sinistralidade controlada e se beneficia de um resultado financeiro favorecido pelo patamar elevado de juros, o que sustenta um carrego atrativo.’

Por fim, a corretora trocou fez uma troca entre classes de ações, com a saída das ações preferenciais classe C da Axia (AXIA7) para aumentar os papéis ordinários (AXIA3).

‘Em nossa visão, a Axia permanece como uma das principais proxies líquidas do setor elétrico brasileiro para investidores estrangeiros que buscam aumentar a exposição a utilities em mercados emergentes.’

Como cereja do bolo, o papel também é um componente relevante do Ibovespa, ‘o que deve torná-la uma beneficiária natural de fluxos incrementais em um eventual aumento da alocação para o Brasil’.

Em junho, a carteira registrou queda de 1%, mesmo desempenho do Ibovespa, que também recuou 1%. Desde o seu lançamento, a carteira acumula alta de 326,2%, ante 136,4% do índice.

Veja a carteira abaixo:

CompanhiaTickerPeso
PetrobrasPETR410,0%
PRIOPRIO35,0%
ValeVALE312,5%
Telefônica BrasilVIVT35,0%
AllosALOS37,5%
Axia EnergiaAXIA312,5%
CopelCPLE315,0%
Itaú UnibancoITUB415,0%
B3B3SA310,0%
Caixa SeguridadeCXSE37,5%

XP Asset: desafio da gestora no médio prazo é crescer no exterior, diz novo CEO

7 de Março de 2026, 14:08

O objetivo e o desafio da XP Asset Management no médio prazo é ampliar sua grade de produtos no exterior, afirma o novo CEO da gestora, Leandro Bousquet. A afirmação foi feita em um evento da Blue3 Investimentos para assessores realizado neste sábado (7) em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Bousquet assumiu a cadeira na última segunda-feira (2), após ter deixado a chefia de real state e crédito da Vinci Compass em meados de 2025 e cumprido uma quarentena profissional.

“A gente já começou a montar uma grade de produtos offshore, a gente quer ampliar essa grade”, disse ele sobre a asset, que tem atualmente R$ 255 bilhões sob gestão. “Agora em março, estamos triplicando de tamanho o nosso escritório em Miami.”

Segundo Bousquet, o objetivo é “oferecer para os clientes brasileiros a melhor oferta de produtos offshore com a nossa curadoria”.

Ainda sobre seu novo cargo, o executivo afirmou que seu objetivo é buscar “de forma obsessiva” o melhor retorno para os investidores. “Estou há uma semana no cargo e, quando olho para a empresa, vejo que precisamos entregar mais performance aos clientes.”

Segundo o gestor, para se conseguir performance, são necessários três pilares principais:

  1. Pessoas;
  2. Processos (“À medida que você vai crescendo, você tem que garantir que o processo de investimento seja respeitado, principalmente para investimentos líquidos, estruturados.”);
  3. Produtos (“Ter os produtos adequados para o que cliente quer.”).

Segundo ele, numa asset muito grande, como a sua atual, é um grande desafio remunerar os times objetivamente de acordo com seus resultados para atrair os melhores profissionais.

A discussão central sobre a remuneração dos assessores de investimento gira em torno da transição do modelo de comissão por produto para o fee fixo, buscando maior transparência, alinhamento de interesses e redução de conflitos de interesse entre a empresa e o cliente. A XP Investimentos adota atualmente um modelo híbrido.

* A jornalista viajou a convite da Blue3 Investimentos

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